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{março 17, 2011}   Jornalismo Literário: A Sangue Frio

“A Sangue Frio” – Truman Capote

Comecemos por um livro de Truman Capote, “A Sangue Frio”.

 

“A Sangue Frio” ainda não tive a oportunidade de ler e, conseqüentemente, não vou poder opinar muito sobre a obra. Contudo, já ouvi muitas pessoas a elogiarem!

 

Para que você tenha uma noção base sobre o livro, vou colocar aqui um resumo retirado do blog “Zona Política” (zonapolitica.files.wordpress.com).

 

“Sangue frio. Foi do que Truman Capote precisou para passar seis anos dedicando-se a um trabalho para a revista The New Yorker. Uma nota em um jornal sobre o assassinato de uma família no interior do Kansas chamou a atenção de Capote e o jornalista, de baixa estatura e comportamento afeminado, foi para Holcomb, local do crime.

Por um bom tempo, Capote permaneceu na cidade conversando com os moradores, amigos das vítimas, investigadores do KBI – Kansas Boreau of Investigation – responsáveis pelo caso e, posteriormente, com os assassinos. Em conversas informais, sem o uso de gravadores, o jornalista da The New Yoker pôde coletar um amontoado de informações mais do que suficiente.

Em A Sangue Frio, Capote descreve com minúcias o perfil dos quatro assassinados. Herbert Clutter, 48 anos, fazendeiro bem sucedido, homem religioso e querido pela comunidade. Sua esposa, Bonnie Fox, 45 anos, mãe de quatro filhos, que passava por momentos de depressão. Nancy, “queridinha da cidade”, sonhava em entrar na universidade para estudar artes. Kenyon, o caçula da família, mais quieto, passava boa parte do tempo no porão da casa, fazendo trabalhos de marcenaria. Todos os quatro amarrados e mortos a tiros na madrugada do dia 15 de novembro de 1959, em sua própria casa.

Os assassinos eram Dick Hickock e Perry Smith. Ambos com passagem pela penitenciária do Kansas, onde se conheceram. Foi lá também que Dick conversou com um ex-empregado do Sr. Clutter, que informou com detalhes onde ficava a casa, a disposição dos cômodos e disse ainda acreditar que havia um cofre no escritório de Herbert. Cofre, este, que nunca existiu.

Após serem presos, Capote teve acesso aos criminosos e estabeleceu uma relação de confiança com eles. Esse laço permitiu que o jornalista soubesse, com detalhes, todos os passos da dupla antes de chegarem a Holcomb e sua posterior passagem pelo México e pela Flórida. O jornalista pôde também conhecer um pouco da história de Perry e de Dick.

O resultado de todo o trabalho foi a publicação, em quatro edições consecutivas da The New Yorker, de A Sangue Frio. A obra foi um marco na história do jornalismo. Polêmico, Capote se intitulou o fundador do gênero “romance de não-ficção”. Recebeu muitas críticas que sustentavam que outros escritores já haviam feito trabalhos similares. A corrente do novo jornalismo escrevia reportagens com o encanto da literatura. O texto de Capote, mesmo fiel à realidade, é capaz de prender o leitor por páginas e páginas, que conduzem ao enforcamento dos assassinos e a uma conversa no cemitério de Garden City entre o agente Dewey, responsável pelo caso, e Susan, melhor amiga de Nancy. Essa talvez seja a passagem mais polêmica da obra. O jornalista admitiu que tal conversa não fora baseada em depoimentos reais e foi, por isso, alvo de várias críticas. Como em um romance de não-ficção o desfecho pode ser fruto da imaginação do escritor? Enfim, mesmo com tal questão, é inegável o talento de Capote e a obra de arte resultante do seu trabalho. A Sangue Frio foi escrito com cautela e precisão. Foi escrito a sangue frio.”

Dá para perceber que “A Sangue Firo” é um livro estimulante para quem está fazendo jornalismo. Todavia, eu aconselho a todos (que quiserem) ler a obra, seja você um arquiteto ou até mesmo um biólogo! Não precisa ser jornalista para poder interagir com criatividade de Capote, o qual, pelo visto, conseguiu inovar, desenvolvendo um tremendo texto, sem perder o rumo da técnica jornalística. Conhecendo o escritor, Truman Capote, realmente, deve vale muito a pena dar uma lidinha neste livro, não é?

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