World Fabi Books











{março 17, 2011}   Days with Carol!

Em busca dos Arautos da Paz!

Um dia supostamente tranqüilo…

Apesar da dor no lábio superior (proveniente de um machucado causado por uma dita cuja do ônibus que peguei no dia anterior. Ferida que, aliás, faz parte da saga pós “um pouquinho de insolação”), sinto-me disposta, já que o Diego iria conhecer minhas queridas amigas Filhas da Puc, Bia e Carol.

Inicialmente, a Bia ficaria na universidade até tarde, assistindo a sua aula de Prática de Formação. Enquanto que a Carol acompanharia o Diego e eu pelo nosso “passeio” por Campinas. Primeiro iríamos passar pela Praça Arautos da Paz, em busca de praticantes do parkour para a materia que nós duas estávamos fazendo para o Zazá. Depois, dariamos uma passada na chapelaria Cury, procurar por um chapéu do Indiana Jones para o Diego.

Como uma boa garota, entrei no computador e dei uma olhadinha no endereço da loja e em qual linha de ônibus teriamos que pegar, assim como também vi qual nos levaria á praça. No entanto, não vi o endereço do “Arautos”, vi apenas uma fotografia de uma igreja que estava próxima ao número da condução que pegariamos. Logo, deduzi que o lugar ficava no centro da cidade!

Que besteira eu fiz!

Dentro do ônibus, uma estranha sentou ao lado da Carol e entrou em nossa conversa sem avisar. Foi entrando sem bater na porta, sem tocar a campainha e sem ser anunciada! Ela chegou dizendo que a praça para onde queriamos ir ainda estava longe e que podiamos ficar tranquilos… Ainda tentei ter certeza, perguntando se por acaso era “aquela que ficava no centro”. A intrusa confirmou…

Passamos o Taquaral… E fomos parar no centro. No ponto da prefeitura, resolvo levantar e perguntar ao cobrador se faltava muito para chegarmos à Praça Arautos da Paz. Eis que a coisa começa a virar de cabeça para baixo.

Com a grande simpatia de quem está há horas trabalhando dentro de um ônibus abafado em um dia ensolarado e quente, o senhor cobrador disse: “Já passou já! Foi lá no taquaral!”. Respirei fundo e fui contar as boas novas aos dois.

Descemos no próximo ponto e andamos alguns metros até a avenida, onde poderiamos pegar uma condução pública de volta para o Taquaral. Enquanto esperavamos, comecei a observar o local. A prefeitura com um pequeno aglomerado de pessoas cornetando e protestando, carros e ônibus correndo pela avenida, pessoas caminhando, cidadãos sentados no ponto, as cores vivas que o sol forte dava a tudo, e a placa verde com o nome da Av. Barão Gerald Rezende. Opa! É parte do endereço da chapelaria Cury! Aviso aos dois, quem sabe o lugar não fica tão longe assim? Poderiamos ir à pé para lá e depois voltarmos para a praça, afinal, a ordem dos fatores não altera o produto, certo?

Decidimos perguntar aos cidadãos ali sentados na espera, se sabiam como chegar na tal avenida ou na tal loja e se, por acaso, ficava muito longe dali. Perguntamos para dois garotos próximos de nós. Eles nos mandaram subir uma rua, virar para a esquerda, andar não sei quantos quarteirões e, logo, chegariamos ao destino. Mas ali havia três problemas com a indicação deles:

1- Descobrimos que um deles estava completamente “fumado”.

2- O outro, não estava “fumado”, porém, estava chapado.

3- A placa com o nome da avenida indicava uma direção totalmente diferente da que eles mostraram…

Resolvemos andar um pouquinho e ir nos informar com uma senhora vendedora, a qual nos indicou o caminho correto a se seguir. No entanto, tinhamos nos esquecido de perguntar a distância…

Mas, uma vez já andando, acreditamos que não teria problemas continuar andando… Se soubessemos que andariamos Campinas inteira…

Depois de algumas horas e do Diego ter demonstrado os seus dons sobrenaturais com semáforos… Chegamos na tal chapelaria! E infelizmente não encontramos o tal famoso chapéu . Acabamos por resolver voltar e pegar o ônibus. No meio do caminho encontramos um vendedor de bolsas. Paramos para dar uma olhada, já que a Carol e eu somos loucas por elas e o Diego, bom… Ele simplesmente concordou com a nossa vontade.

O senhor vendedor, muito prestativo, nos informou que poderiamos chegar no Taquaral à pé e o percurso poderia levar de uma hora a quarenta minutos… Para quem andara até ali, aquilo não parecia ser um grande desafio para nós três. Aceitamos a dica e fomos andando até a bendita praça que fica no Taquaral e não no Centro!

Chegando em nosso destino, nos deparamos com três carros vermelhos estacionados um atrás do outro. “Vocês sabiam que quando surge um carro vermelho em um filme de ação, terror ou suspence é porque vai acontecer algum acidente ou alguma catastrofe?”, disse o meu querido Diego. Acreditam que depois disso vários carros vermelhos passaram por nós? Sem mencionar que a Carol quase foi atropelada por um!

Paramos em um posto para confirmarmos o caminho e darmos uma paradinha. Um pouco recuperados do calor e do cansaço, e com o percurso confirmado, seguimos caminho. Sorte nossa ser uma descida dali em diante!

Descendo e descendo… Os três tranqüilos, com chás verdes nas mãos, bebendo e matando a cede, andando sob a sombra das árvores, conversando sobre TPM e afins… A Carol dá um grito alto e assustado, olhando para o chão enquanto mexia o pé descordenadamente! Eu acabo por gritar junto e apertar a mão do Diego, no susto, imaginei que a minha amiga houvesse machucado o pé. Todos param! Três jornalistas olhando para o chão procurando por algo. Ela procurando alguma coisa entre as folhas caídas, eu procurando por algum ferimento no pé dela e ele procurando por algo que fosse o motivo dos berros.

– Ah… Pensei que a folha fosse uma barata…

– Quê?

Comecei a rir descontroladamente! Toda aquela cena por causa de uma barata imaginaria! Ou melhor… Tudo culpa de uma folha que decidiu bancar o inseto asqueroso! Um grito estridente por nada… Meu abdômen doía de tanto rir!

– Nossa… Quando você gritou, eu pensei: “pronto! Ela acabou de entrar na TPM”!

Nem preciso dizer que o comentário do Diego me rendeu lágrimas nos olhos e dores nos músculos faciais !

FINALMENTE, chegamos à Praça Arautos da Paz! E, mais um “infelizmente”, não encontramos ninguém praticando parkour… Ah, que dia lucrativo!

Resolvemos andar até o ponto de ônibus e retornar para a PUC…

Enquanto esperávamos para atravessar a rua, um ônibus passou rente à calçada, mas nada muito catastrófico. Ouço uma pequena lamentação da Carol e sinto-a se esconde atrás de mim, empurrando-me um pouco para frente.

– Isso Carol! Me atira na rua! – brinquei.

– Ah, eu assustei… Você não viu como aquele ônibus quase me arrastou? Precisei me esconder!

E eu voltei a rir da surpresa da minha amiga medrosa. Ela se assusta com o ônibus, me usa de escudo e o que mereço? Ela me empurrando para a rua durante o desespero de fugir do “busão assassino”! Ai ai ai Carol… Só você!

O dia terminou com os três perdendo os ônibus fretados para casa e para a Unicamp (caso da Carol)… Assim… Diego e eu tivemos que pegar um 357 para a rodoviária e lá pegar outro para minha terrinha… E a Carol, que pegou um ônibus 357 até a PUC (porque é mais rápido do que o 332 para a Unicamp) na esperança de pegar o fretado até a Universidade de Campinas… Precisou ir à pé para a sua próxima aula.

E todos viveram felizes e cansados para sempre

no conto “Em busca dos Arautos da Paz”!

 

carol

Carol

euzinha

eu

Diego

Diego

ps: post retirado de um de meus blogs (http:fabi.books.zip.net) – Post do dia 31 de Março de 2010.

Anúncios


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

et cetera
Amor literário

Resenhas de Livros

Devaneios da Lua

Sobre tudo e ao mesmo tempo nada

Crônicas da Gaveta

Relatos amadores por @Cardisplicente

Sara M. Adelino

Tradutora. Revisora. Redatora.

WILDsound Writing and Film Festival Review

Feature Screenplay, TV Screenplay, Short Screenplay, Novel, Stage Play, Short Story, Poem, Film, Festival and Contest Reviews

Destino Feliz

Seu Blog de Viagens, Roteiros e Experiências

Enquanto houver oxigênio

Respire mais uma vez e tente outra vez

dmaimalopes

A great WordPress.com site

delenaalways

A fine WordPress.com site

evilking.wordpress.com/

Comic Book and related work by Danilo Beyruth

ibooksney

EM ANDAMENTO

My Broken Throat

Até que o medo se desfaça... Um engano do destino

%d blogueiros gostam disto: