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{setembro 19, 2011}   E-mails que recebo!

Recebi de minha queridíssima amiga Carol um e-mail a respeito do porquê (do tão discutido porquê) as mulheres costumam ir em grupos para o banheiro!

Leiam o texto que ela me enviou (com algumas adaptações minhas) e se deliciem!

Você entra no banheiro e  verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas.

Todos estão ocupados! (assim como Murphy previa)

Finalmente, um se abre! E o aperto é tanto que, sem pensar direito, você se lança em sua direção quase puxando consigo a pessoa que está saindo do box.

Você entra e percebe que o trinco não funciona (obviamente, nunca funciona).

Não importa… Vai assim mesmo! Não vai dar tempo de esperar por uma oportunidade melhor!

Você pendura a bolsa no gancho que há na porta, caso ele exista, pois se não há gancho (quase nunca há gancho!!!), você inspeciona a área: o chão está cheio de líquidos não identificados e não há suporte ou prateleira para colocar sua bolsa!

E obviamente você não se atreve a deixá-la ali no chão sujo!

Então, você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o seu corpo, arranhando a sua pele e prejudicando totalmente o seu tão necessário equilíbrio (pobre daquelas que têm problemas de labirintite!!)

Ah, claro! Sem mencionar o fato de que você é quase decapitada pela alça, uma vez que a sua bolsa está cheia de bugigangas, as quais você foi enfiando lá dentro. Sendo que a maioria você não usa, no entanto, que guarda mesmo assim, pois nunca se sabe quando serão úteis…

Mas, voltando à porta…

Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto que, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca “na posição”.

Essa “posição” nos é ensinada desde pequenas, quando nossas mamães nos levavam ao banheiro público. É uma pose altamente constrangedora e incomoda que, no entanto, poderá nos poupar de uma fatídica infecção ou de algo pior!

É a “posição” que, quando fazemos de forma exemplar, podemos ouvir a mamãe dizer com orgulho: “Você fez diretinho, filha! Você NUNCA poderá encostar na privada, tá?”…

Pois é… Nunca devemos desonrar os ensinamentos sábios de nossas mães!

Voltando ao momento…

AAhhhhhh…

Finalmente!!!

Alívio!!!!

Mas, espere! Ainda não acabou!!

E é nesse momento de alívio que os seus músculos começam a tremer!

Já que você está:

  • De certa forma, suspensa no ar;
  • Com as pernas flexionadas;
  • A calcinha cortando a circulação das pernas;
  • O braço fazendo força contra a porta;
  • E uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço!

Você adoraria sentar, mas, não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico, portanto, restando apenas fazer a “posição”.

E se você se sentar mesmo assim, irá desonrar os ensinamentos de mamãe! Além de correr o risco de adquirir algo nojento em você!

Sinceramente… No fundo, você acredita que nada vai acontecer. Porém, a voz de sua mãe ecoa na cabeça: “jamais sente em um banheiro público!!!” E, assim, você mantém a “posição” com o tremor nas pernas cada vez pior e mais louco!

Mas, claro, isso não podia terminar bem!

E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo (e filho da p***) salpica nas suas próprias nádegas, chegando a molhar até suas meias!!

Por uma imensa sorte (ou pelo fato de Murphy ter piscado), os seus sapatos saem secos e inteiros do desastre nojento.

Adotar “a posição” requer grande concentração e, por isso, erros de cálculos podem ser bem comuns e desastrosos.

Para tentar finalizar essa desgraça o mais rápido possível, você procura o rolo de papel higiênico. Contudoooo, seguindo o rumo catastrófico, o rolo está vazio!

E é aí que você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega, haja na sua bolsa, pelo menos, um miserável lenço de papel!

Mas, adivinhem!

Para procurar o papel na bolsa, você precisará soltar a porta (lembra que o trinco estava quebrado?)

Você pensa por um momento, porém,. não há outra opção…

E no mesmo segundo que você solta a porta, alguém a empurra, tentando abrí-la para ver, ogramente, se há alguém dentro do box!

Você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita: “OCUPAAADOOOO!!!”…

E pronto! Com esse grito você considera que todas as mulheres, que estão esperando lá fora, ouviram o recado.

Agora, você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, a maioria das mulheres se respeitam muito. Salvo as que bancam as surdas e/ou ignorantes) e você pode procurar seu lenço sem angústia.

Você encontra o pacotinho de lenços e gostaria de usar todos!

No entanto, você já sabe o quão valiosos são em casos similares e guarda um pouquinho, por via das dúvidas.

Então, começa a contar os segundos que faltam para você sair dali!

E, detalhe: se é inverno, você já está suando, porque está vestindo o casaco, uma vez que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo.

É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força, que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir!

Sem falar:

  • Do golpe certeiro que levou da porta;
  • A dor na nuca causada pela alça da bolsa;
  • Os vergões na pele do seu pescoço;
  • O suor que corre da testa;
  • As pernas e nádegas salpicadas…

E como tudo está sendo catastrófico, você imagina a sua mãe morrendo de vergonha por ver a filha assim. Já que, mesmo que não tenha sentado e mantido a “posição, você está com o bumbum todo salpicado e, devido ao cansaço, quase tocando o vaso de um banheiro público!

Francamente: “você não sabe que doenças você pode pegar ali!”

Você está exausta…

Ao ficar de pé, você não sente mais as pernas.

Você acomoda a roupa de forma rápida e prática. E, claro, tira a alça da bolsa de cima da cabeça!

Vai à pia lavar as mãos.

Está tudo cheio de água, você pendura a bolsa em um ombro.

Não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca. Estende a mão em busca de sabão.

Você se lava na posição de “Corcunda de Notre Dame” para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água…

O secador de mãos, você nem usa. É um instrumento inútil!

Então, você as seca na roupa, pois nem pensar em usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso!

Você finalmente sai!

Sorte sua se um pedaço de papel higiênico não estiver grudado no sapato e você sair arrastando-o!

Ou pior!

Sair do banheiro com a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra!

Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e, ainda, teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.

Diálogo:

“Por que você demorou tanto?” (pergunta o idiota.)

Você se limita a responder – “A fila estava enorme”

E aqui está a razão do porquê de nós, mulheres, irmos ao banheiro em grupo!

Por solidariedade!!

Já que…

  • Uma segura a bolsa e o casaco;
  • A outra segura a porta;
  • Tudo fica muito mais simples e rápido;
  • E você só tem que se concentrar em manter a “posição” e a dignidade.

Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro.

 


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