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{setembro 27, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, queridos Leitores de meu humilde blog!

Para quem já conhece o esqueminha do “Figuras da Literatura Brasileira”, digo apenas um “bem vindo de volta”!!

Contudo, quem ainda não sabe como funciona, vou retomar:

Esse post se tornou uma espécie de “coluna” aqui. Toda semana, entre terça e quinta-feira, estarei colocando uma entrevista com alguns escritores brasileiros!

Essas entrevistas se pautarão em cima dos mais variados temas, os quais serão escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: qualquer dúvida ou sugestão, não hesitem em me dizer! Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

 

Nelson Magrini falando de Carros Antigos

 

 

 

Para quem ainda não sabe…

Nelson Magrini é Engenheiro Mecânico, estudioso e pesquisador em Física, com ênfase em Mecânica Quântica e Cosmologia.

Escritor, professor e consultor em Gestão Empresarial e Cadeira Logística, além de Agente Cultural e de Cidadania, com os projetos Novos Autores Literários e Mobilidade Automotiva para Deficientes Físicos.

É autor de ANJO A Face do Mal (2004) e Relâmpagos de Sangue (2006); do conto Isabella, na coletânea Amor Vampiro (2008) e Os Guardiões do Tempo (2009). Além de elaborador e colaborador do Fontes da Ficção, onde foi publicada a minissérie, em dez partes, O Portador da Luz.

 

 

 

Entrevista:

01) É verdade que você possui uma apreciação especial por carros antigos? Se sim, de onde veio este gosto?

Sim, é verdade. Por onde me lembro, gosto de carros desde criança. Pode-se dizer que foi amor à primeira vista. Aliás, nada diferente do que ocorre até hoje, principalmente com garotos. O carro já mereceu vários estudos sobre o que ele representa em nossa cultura, tanto como objeto de desejo, status, sinônimo de liberdade, rebeldia e muitos outros.

No fundo, para aqueles que curtem um automóvel, ele transcende tudo isso. Vale lembrar que carros já foram personagens de livros, filmes e, mesmo, roubaram as cenas, fosse como um “carrão do mocinho”, bem como a encarnação do Mal. Entre tantos exemplos, quem não se lembra de Christine, de Stephen King?

02) Quais são os modelos que mais lhe agradam e por que?

Cresci na época dos motores potentes, dos carrões, e adoro os chamados “Muscle Cars” e seus fantásticos motores V8, apesar de não desprezar alguns bons 6 cilindros.

Além dos tradicionais modelos americanos, como o Charger, Challenger, Mustang e Camaro, entre outros, os modelos brasileiros também têm seu lugar de destaque. Carros como o Charger R/T, Maverick GT e o Opala SS, este com o excepcional motor 6 cilindros, 250S, foram destaques e sonhos de qualquer um na História do Automóvel no Brasil.

Outra linha que sempre me agradou foram os chamados “Fora de Série”, carros esportes com baixa produção, normalmente com carroceria de fibra de vidro e o (fraco) motor a ar da Volkswagen, mas que permitia vários tipos de “venenos de fábrica”, o que tornava a performance bem mais interessante.

Já alguns fabricantes preferiam optar pelo motor do Opala 6 cilindros, conseguindo um resultado bastante satisfatório, em termos de desempenho, para a época.

Os fora de série eram carros com conotações esportivas e preenchiam as vagas dos importados, proibidos ou restritos à época. Eram veículos exclusivos e notadamente caros, figurando entre os mais onerosos do mercado.

Aqui podemos citar Puma, fechada e conversível, Miura, com vários modelos, Adamo, entre outros, com mecânica a ar. Na linha dos 6 cilindros, Puma GTB e Santa Matilde eram destaques a valores exorbitantes para a época. Se não me engano, um Santa Matilde valia o dobro de um Diplomata, top da linha Opala, ambos com o motor 250S e repletos de opcionais.

03) Você procura colocar essa sua paixão dentro de seus livros? E em qual livro mais aparecem modelos de carro que você aprecia?

Sim, já fiz isso nitidamente com o personagem Rafael, de ANJO A Face do Mal, onde ele atua com um Diplomata 1992, última série, preto impecável.

Na sequência de ANJO, ainda inédita, esse mesmo personagem volta com um Santa Matilde amarelo, não me recordo o ano, agora, e ao final, aparece com uma Puma GTB S2 vermelha. Aliás, foram esses os dois livros, até o momento, onde aparecem modelos antigos.

04) Acredita que o carro pode refletir a personalidade de seu dono?

Sem dúvida! Meus carros sempre tiveram algo de mim, independente de terem um motor V8 de 6 litros ou um tímido 1.0. No geral, não gosto do visual básico de fábrica e sempre procurei personalizar meus modelos, muito embora não seja um grande fã de tunning, principalmente pelo exagero. Mas isso é uma questão de gosto.

05) Já participou de alguma feira de carros antigos? Qual e como foi a experiência para você?

Infelizmente não, embora tenha ido ao Salão do Automóvel várias vezes na época em que tais carros eram os destaques e mesmo, lançamentos. Espero conseguir ir ao Salão do Automóvel Antigo que, se não me engano, ocorrerá em outubro próximo.

06) Você já teve algum desses modelos?

Sim, cheguei a ter alguns, todos de segunda mão, mas muito bem conservados. Meu primeiro carro foi um Maverick Super Luxo, 1974, automático, com motor V8 canadense, o mais potente importado para o modelo. Em seguida, uma Puma GTE 1980 (a fechada), que andava muito. Certamente, ela não trazia um motor 1600 a ar normal.

O próximo foi uma Camaro 1970, maravilhoso, além de ter o motor V8 de 350 polegadas cúbicas trocado pelo V8 de 400 polegadas cúbicas, originalmente do Pontiac Formula 400. Absolutamente fantástico, com a ressalva que, assoprando no acelerador, ele fazia uns 4,5 km/l. Agora, se calcasse o pé, não passava de 2 km/l, se tanto, algo simplesmente inimaginável atualmente. Mesmo para a época, era um consumo exorbitante!

Quando vendi o Camaro, comprei outra Puma GTE, esta 1978, mais velha que a primeira, mas com visual “transformado” para o modelo 1981. Possivelmente, o pior carro que tive. Além de não andar absolutamente nada, só de se pensar em chuva o carro alagava! Quem já teve foras de série sabe do que estou falando. Por ser uma produção artesanal, alguns carros eram perfeitos; já outros… Lamentáveis!

E por fim, tive um Diplomata 6 cilindros, 1982, automático, com o motor 250S, o qual mantive até 1993, quando consegui comprar meu primeiro zero quilômetro. Daí para frente, só carros modernos, mas tenho a intenção de ter novamente um desses antigos reformados, possivelmente outro Diplomata, por ser mais fácil de encontrar e reformar. Quem sabe?

 

 

 

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