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{outubro 11, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá!

Bem vindos a mais um “Figuras da Literatura Brasileira”!!

Quem ainda não sabe o que é, vou explicar rápidinho:

Esse post é uma espécie de “coluna”, toda terça-feira coloco uma entrevista com alguns escritores brasileiros, as quais se pautam em cima dos mais variados temas escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

 

Regina Drummond falando de Viagens e Literatura

 

Autora de muitos livros, contadora de histórias e tradutora.

Vem desenvolvendo, há anos, projetos de estímulo à leitura e eventos para professores e alunos, com palestras, cursos, oficinas pedagógicas, shows e narração de histórias, além de participar de feiras e bienais do livro, nacionais e internacionais.

Há anos vem participando ativamente dos projetos “O Escritor na Cidade”, “Gosto de Ler”, “O Escritor na Biblioteca”, “Paixão de Ler” e “ProLer”, entre outros.

Contou histórias em programas de rádio e televisão. Escreveu peças de teatro infantil, tendo atuado como atriz em algumas delas.

Nascida em Minas Gerais, é formada em Letras. Fala inglês, francês e alemão. Atualmente, mora em Munique, na Alemanha, mas está sempre no Brasil, para cumprir uma agenda de muitos compromissos.

Seus trabalhos já receberam vários prêmios e destaques, entre eles, três selos “Acervo Básico”, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, como autora, e o “Prêmio Jabuti”, da Câmara Brasileira do Livro, como editora.

 

 

 

Entrevista:

 

1) Regina, é visível a sua paixão por viajar e por escrever. E, obviamente, consegue conciliar muito bem as duas paixões. Como é utilizar fatos e acontecimentos reais dentro de uma história fantástica? 

Quando escrevo, gosto de imaginar a história dentro de um cenário real. Acho mais fácil do que criar um espaço físico fantasioso, mesmo que a história o seja.

E é muito mais divertido, claro!

Escrevi um conto, por exemplo, “A velha, o jovem e o casarão”, para uma coletânea da Giz Editora chamada “Amor Vampiro”, que se passava na casa da minha avó Regina, em Belo Horizonte – a famosa “casa da vovó” que todo mundo tem.

No texto, transformo todo mundo em vampiro: minha avó, meu avô, minhas tias… Claro que o leitor não percebe, mas, meus irmãos e primos adoraram.

Mandei o livro pra eles sem falar nada, porém, eles sacaram nas primeiras páginas…  E curtiram muito mesmo!

Quando a gente está viajando, fica mais descontraído, sem horário, sem preocupações. Isso faz nascer muitas ideias. Mas, o melhor mesmo é que, de coração aberto para o inesperado, o inusual,… Enfim, para as aventuras, as loucuras acabam encontrando espaço pra acontecer de verdade.

Assim, muitas coisas que eu coloco na vida dos personagens – palavras, acontecimentos, casualidades, etc… – aconteceram de verdade comigo, nem que seja “mais ou menos”, quer dizer, poderiam ter realmente acontecido, se tivessem tido a oportunidade.

Eu dou uma enfeitada e fim!

Aí acontece uma coisa engraçada: há narrativas que inventei e as pessoas acreditaram tanto que passaram a ser verdadeiras. E não adianta desmentir e contar a verdade: meus amigos simplesmente não acreditam. Por outro lado, há casos que aconteceram de verdade, mas, ninguém acredita.

Desse jeito, não adianta querer conviver apenas com a verdade. O escritor é um mentiroso profissional, não tem jeito.

 

2) De onde veio essa paixão por conhecer lugares novos? Sempre foi assim ou houve algum acontecimento marcante em sua vida que deu inicio a esse entusiasmo por viajar?

Sempre sonhei viajar…

Quando eu era uma garota, era muito presa. Meu pai morreu quando eu tinha 12 anos e minha mãe se viu com a responsabilidade de criar sozinha os três filhos, de modo que ela não me deixava fazer nada nem ir a lugar algum, se não fosse acompanhada por alguém de sua absoluta confiança.

Meu sonho era ser um pássaro e ficar voando pelo mundo afora…

Mas, eu sou uma pessoa de sorte: me casei cedo (19 anos) com um rapaz louco por viagens. E viajamos bastante juntos, inclusive com os dois filhos que tivemos.

Depois, me divorciei dele e me casei com um alemão que adora viajar e tem de viajar pra trabalhar, o que é bom demais (pelo menos pra mim! rs…)!

Não é o máximo???

Sou sortuda mesmo!!!

Acho viajar uma coisa maravilhosa, uma riqueza, um presente. A gente cresce muito como pessoa, porque vê que o mundo funciona de maneiras diferentes, não há um jeito único, e percebe que tudo tem mesmo dois lados (ou mais). Assim, acabamos nos tornando mais ricos, mais tolerantes, mais maleáveis.

Assunto pra conversar não falta. E opiniões podem ser não apenas enriquecidas, mas mudadas, o que é saudável (ao contrário do que muita gente pensa).

 

3) E de onde veio, também, a paixão por escrever? Você tem escritores prediletos? 

A paixão veio da família.

Um pouco no sangue – temos vários escritores na família, sendo Carlos Drummond de Andrade o maior deles; mas, também outro pouco no exemplo, pois, todo mundo vivia lendo, tanto do lado do meu pai quanto da minha mãe, e me davam livros de presente, e liam pra mim, e me estimularam quando comecei a escrever.

Tenho muitos escritores prediletos, mas, precisaria de pelo menos duas folhas imensas para listá-los. Minha grande paixão sempre foi a literatura francesa.

 

4) Na sua opinião, quais as precauções e “táticas” que um escritor deva usar para não se  “empolgar” em excesso e se perder do enredo, quando se está escrevendo um livro de literatura fantástica?

É importante fazer um projeto, um planejamento do que se vai escrever, e segui-lo de perto – mas, não 100%, isso a gente não consegue, o plano é apenas um guia.

É bom ter claro na mente o caminho que se vai seguir e, quando precisar desviar-se dele, que seja de uma forma coerente.

Por último, aconselho a começar com histórias curtas, antes de partir para um romance de 400 páginas.

 

5) E você usa alguma estratégia quando adapta em uma obra fantástica o conhecimento adquirido em suas viagens? Como fazer para não “apagar” nem o fato aprendido e real, e nem o fascínio do enredo fantástico?

Eu não escrevo só fantástico, mas, uso minhas viagens pra todos os livros, nem que seja apenas o cenário, como disse acima.

Inventar é fácil, e gostoso!

Portanto, não preciso de estratégia, realmente.

Quanto a informações concretas sobre um lugar, basta estar bem feito e dentro do texto, que fica ótimo em qualquer obra – vide Edgar Allan Poe, que era mestre nisso.

 

 

6) Além das viagens, quais são as suas maiores inspirações para escrever?

As histórias que ouço.

Adoro ouvir conversa alheia – elas deixam minha imaginação assanhadíssima, porque ao desconhecer o contexto e o passado de quem fala, sou obrigada a inventá-los! rs…

Mas, a maior fonte de inspiração são os livros que leio. Não que eu, como leitora, copie algo, Deus que me livre, longe de mim! Mas, os (bons) livros abrem alguns canais secretos e desconhecidos, que são cheios de ótimas ideias.

 

7) Qual foi a sua viagem mais marcante? Por quê?

Essa é difícil de responder!

Além disso, muda como o vento…

Em junho, estive em Dubai. Foi uma experiência fascinante! Sempre imaginei que visitar um lugar de tanto luxo e riqueza fosse fazer com que eu me sentisse pobre, mas, não apenas isso não aconteceu, quanto, na verdade, me senti a própria sultanesa!

As pessoas nos paparicam muito, é uma delícia. Principalmente em relação à Europa, onde eu moro, a diferença é muito grande. Aqui as pessoas tratam a gente literalmente “com a casca e tudo”! E não é porque sou estrangeira, é o jeito deles mesmo.

Apesar dos costumes totalmente diferentes, em Dubai ninguém incomoda o turista.

Outra viagem que amei foi para a Romênia. A primeira, para passar o réveillon no castelo do conde Drácula, em Bran, rendeu o livro “Destino: Transilvânia”.

Depois estive em Bucareste, a capital, e também foi bom demais. Adoro tudo de lá. As pessoas são muito parecidas com os brasileiros, na sua hospitalidade e delicadeza.

E adorei o Egito… Aí, foi um sonho, bem como a Grécia!

Sei lá, eu adoro tudo!

Cada lugar tem o seu encanto. Conforme eu digo, não tenho culpa, se vivo em um mundo maravilhoso e cheio de possibilidades! A gente tem mais é de curtir, mesmo!

 

8) Você já tem uma próxima obra e/ou viagem programada? Se sim, poderia nos falar mais?

Neste momento, estou em Lisboa.

É uma delícia, tão parecida com o Brasil, me sinto em casa…

Depois, vou pro Brasil, em novembro, e devo ir a Casablanca, no Marrocos, em dezembro, outro sonho que vai se realizar.

Sou uma cigana, sempre com o pé na estrada.

O mais engraçado é que o mesmo acontece com meus filhos, que hoje são adultos.

Normalmente, conto tudo no meu blog, mas não tenho tido muito tempo de escrever lá. Preciso voltar a fazer isso, assim vocês vão estar sempre por dentro de tudo. (http://www.reginadrummond.com.br)

 

 

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REGINA É MARAAAVILHOSA!BEIJOS NO CORAÇÃO ESCRITORA QUERIDA!



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