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{novembro 8, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, queridos leitores e lindíssimas leitoras!

Primeiramente, miiiiiiiil perdões a vocês e á escritora Tatiana Mareto! Semana passada não consegui postar o Figuras da Literatura Brasileira e acabei por atrasar todo o cronograma!

Espero que esse problema não os desanimem com relação ao meu blog e a essa coluna!

E, para quem é novo aqui… 

O Figuras da Literatura Brasileira é um post que virou coluna!

Toda terça-feira (salvo imprevistos) coloco uma entrevista com alguns escritores brasileiros, as quais se pautam em cima dos mais variados temas escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

 

Tatiana Mareto falando sobre a Vida de Escritora:

 

 

Tatiana Mareto Silva é advogada e professora universitária.

Mora na cidade de Cachoeiro de Itapemirim-ES, e sempre gostou de escrever histórias.

Aos 12 anos, começou a escrever seu primeiro romance, “Dezembro”, que só foi finalizado cinco anos depois.

Dos 17 aos 20 anos, escreveu diversos contos e fanfictions, sem pretensão de publicar seus trabalhos – ela só queria entreter os amigos.

Mesmo casada e trabalhando em tempo integral, continuou escrevendo histórias cada vez maiores e mais originais, até ser incentivada a publicar suas obras.

Dentre seus originais mais conhecidos no universo virtual, estão “Sequestrados”, “One More Fan”, “Taken” e “Quando o Verão se For”, que ainda está sendo adaptada para transformar-se em livro.

 

 

Entrevista:

01) Tatiana, deixe-me perguntar, por quê escrever livros? O que a fez escolher se tornar uma escritora?

 Eu nunca quis escrever livros. Eu sou, na essência, uma escritora de fanfictions. Gosto de escrever para agradar certos grupos.

Na verdade, eu comecei escrever para mim, somente, até que decidi mostrar alguma coisa a alguém. Gostaram, e comecei a escrever para o público. Mas sempre foi um público restrito às minhas histórias de fã: primeiro foi Westlife, depois foi Blue, passando por Shinhwa e Il Divo. As histórias do Il Divo acredito que tenham sido as mais loucas.

Gosto de escrever por demanda, mas então pensei: por que não escrever para mais gente?

É meio egoístico, isso de o autor escrever e guardar só para ele. Se for ruim, o público rejeita. Mas, se for bom, que o público tenha a oportunidade de conhecer e se divertir. Foi mais ou menos por isso que decidi escrever livros, transformar as minhas histórias por demanda em histórias para a massa.

02) Você me contou que era uma escritora independente. Por que decidiu se tornar uma?

Porque é muito difícil entrar no mercado fechado das editoras.

Eu fiz uma pesquisa antes de decidir começar a escrever, para ver como seria expor meu trabalho para editoras, e desisti logo. As maiores editoras não querem trabalhos de desconhecidos, e algumas editoras que estão por aí publicam qualquer coisa – e têm propostas desestimulantes.

Entenda que não julgo nenhuma delas, cada um sabe como fazer seu trabalho. Se as editoras não existissem, o mundo seria muito infeliz, sem livros. Mas eu sou muito chata, e decidi que não ia me submeter a nada disso.

Fui atrás da publicação independente, proporcionada por algumas empresas que existem hoje. Juntei dinheiro, comprei uma tiragem do meu primeiro livro, e agora estou divulgando o que escrevi.

03) O processo para se tornar uma escritora independente foi muito difícil?

Sim. Primeiro, a decisão foi complicada. O caminho certo a seguir seria buscar uma editora, foi o que todos me disseram. Então, eu estava literalmente remando contra a maré. Eu tive que decidir agir por conta própria, sem ter tempo nenhum para fazer isso.

Ser independente significava liberdade total com meus livros, mas também significava que tudo – mesmo! – ficaria por minha conta. Desde escrever a história até colocar o livro dentro das livrarias, se isso fosse possível.

A segunda grande dificuldade foi a divulgação. É quase impossível fazer uma divulgação decente da nossa obra. Pode parecer brincadeira, mas o mercado de autores “independentes” está sobrecarregado. Depois que ficou mais simples publicar por demanda, muita gente decidiu publicar um livro, e às vezes o excesso confunde o leitor.

Muita gente pode pensar que a quantidade faz perder na qualidade, o que não é verdade. Depois, foi difícil juntar dinheiro para produzir uma tiragem razoável. Tudo era ruim, porque poucos livros significam livros caros, e muitos livros significa uma quantidade de material encalhado em casa. Precisei de muito apoio dos familiares e amigos, para encarar a provação de publicar minha história de forma independente.

04) Poderia explicar como funciona todo o processo, desde a impressão até a divulgação, para quem possa escolher seguir por esse caminho?

Claro.

Inicialmente, você precisa ter uma história. Nada adianta ficar girando atrás de divulgar o que você ainda nem mesmo encaminhou.

Escreva pelo menos mais da metade do seu livro antes de sonhar com ele. Depois que ele estiver pronto, procure registrá-lo na Biblioteca Nacional.

Sim, o seu livro é profissional, então você precisa do registro.

Existem pequenas coisas que diferenciam autores profissionais dos amadores, e, na minha opinião, ter o ISBN é uma delas. Mas lembre-se, se você ainda não revisou muito bem seu livro, faça isso antes de registrá-lo.

Modificações significativas indicam novo registro, e você pode perder dinheiro – e tempo. Depois, comece o processo de divulgação.

Escolha uma empresa que ofereça publicações “on demand” (por demanda) e publique lá. Eu escolhi a Bookess e o Clube de Autores, que fazem esse serviço muito bem.

Quando seu livro estiver disponível para o público, crie blogue, twitter, facebook e outros meios de divulgação em massa para promover a sua história. Não seja tímido, mas não faça spam. Essa também é uma sutil diferença entre amadores e profissionais – os profissionais não poluem as redes sociais com suas obras.

Eu sempre sugiro aos autores independentes adquirirem uma tiragem mínima de suas obras, para eventos fora do mundo virtual. Eu comecei com 500 exemplares – e é muita coisa!

Assim você pode fazer lançamentos, levar seu livro para livrarias, enviá-lo para blogues literários e fazer parcerias. Procure uma gráfica que ofereça serviços de qualidade, faça um orçamento e coloque a mão no bolso.

05) Como você analisa o mercado editorial hoje? É melhor e/ou mais fácil que os novos escritores optem por publicações independentes ou que continuem procurando editoras que aceitem suas obras?

Hoje há mais editoras favoráveis a autores novatos do que havia antes, é verdade. Mas há muito mais autores novatos do que havia antes, então o desequilíbrio continua.

O mercado editorial ainda é muito ruim para autores novos, porque as editoras querem best sellers – e não aquela história desconhecida daquele autor nada famoso. A busca pela editora é uma via crucis que talvez você não esteja interessado em percorrer, e demanda um tempo que talvez você não esteja disposto a esperar.

Eu não quis nada disso. A escolha vai depender de cada um. Ter uma editora pode parecer dar mais credibilidade ao trabalho, então, se você acha isso importante, saiba que existem excelentes opções para você.

Há vantagens em ter uma editora, e a maior delas é, definitivamente, o potencial de divulgação da sua obra. Já a vantagem da publicação independente é a autonomia que você tem sobre você mesmo, e sobre sua obra. Você não precisa esperar, nem suportar sugestões ou alterações na sua história, basta escrever e publicar.

06) Quais são as suas inspirações para escrever? Você tem ou teve livros e escritores que a influenciaram?

Eu sou auditiva.

Claro que as obras literárias de referência – minha referência – me influenciaram muito, mas a maior parte da minha inspiração vem da música.

Eu tenho trilha sonora para cada história, playlist para escrever fanfictions ou para escrever partes do meu livro. Sem música acho que não escreveria uma vírgula. Atualmente, o álbum nunca lançado do Trading Yesterday (More Than This) é uma grande fonte de inspiração, além de Josh Groban, Westlife, Peter Cetera, Heart e Eros Ramazzotti.

Sobre autores que me influenciam, na literatura mais atual, como referência eu tenho Suzanne Collins, J.K. Rolling, Lisa Jane Smith (não exatamente pela obra, mas pelo retrato da lenda de vampiros que ela pintou), Stephenie Meyer (critiquem o que quiserem, mas ela é uma referência quando o assunto é vampiros – seja para o bom ou para o ruim), Lauren Kate e Sidney Sheldon. Bem, esse último nem é tão recente assim.

07) Através do seu ponto de vista, como é ser uma escritora atualmente? É complicado conseguir conciliar a vida “real” com a vida de escritora?

Eu digo que levo uma vida dupla.

É quase mais difícil conciliar os meus dois “eus” do que publicar de forma independente!

Minha família, meu trabalho e meus compromissos da “vida real” me consomem, e eu também preciso me dedicar a escrever, a diagramar, a revisar, a divulgar… é muita coisa acontecendo, e eu acabo ficando muito cansada. Mas escrever sempre foi meu lazer, minha forma de fazer o mundo se submeter à minha vontade.

Então, eu estou satisfeita, geralmente, quando escrevo. Por isso não fico sobrecarregada; eu tento levar a vida de escritora como a vida ideal, aquela que você sempre sonhou em ter quando era criança.

08) Saberia nos dizer quantas e quais obras já escreveu? Houve alguma mais marcante? Se sim, Por quê?

Eu escrevi muita coisa. São trinta e dois contos, alguns nem exatamente terminados. Mas a maioria são fanfictions. Tem as poesias também. Mas eu não publico tudo que escrevo.

Meus livros publicados foram três, até o momento: Sequestrados, que é um romance policial, e os dois primeiros livros da trilogia “O Segredo de Esplendora”, A Origem e Ascensão. O terceiro livro da trilogia eu acabei de escrever nesse final de semana, então ele ainda está no processo de revisão e editoração para publicar. Mas já estou escrevendo o quinto livro, chamado “Quando o Verão se For”, que pode sim ser a minha obra mais marcante.

A história é simples, não passa de um romance bobo, mas essa história foi escrita para minhas amigas – por mim, para elas, por nós. Eu tenho um carinho especial com ela, e transformá-la em livro está sendo uma grande emoção.

09) Tatiana, você tem algo a dizer para aqueles que desejam se tornar escritores?

Escrevam.

Não façam como eu e guardem suas histórias para vocês, simplesmente escrevam e publiquem.

Saibam aceitar as críticas – às vezes você quer ser escritor, mas você não é escritor, então não adianta insistir.

Saibam aceitar os elogios – não é porque você arrasou naquela história que você é o próximo prodígio literário, mas o elogio deve ser encarado como um incentivo necessário à carreira do futuro escritor.

 

 

 

crédito da imagem (a tira que mostra a escritora, a série Esplendora, bem como o e-mail e o twitter da Tatiana): Blog A Vila dos Livros  http://resumindolivros-13.blogspot.com/

(por sinal… Eu estava lendo o “A Vila dos Livros” e adorei! Altamente recomendado para quem aprecia livros!)

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