World Fabi Books











{dezembro 6, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, a todos leitores que retornam a essas terras!!!

E bem vindos aqueles que estão se aventurando pela primeira vez nesse blog!!!

Como alguns já sabem, acabei pegando uma folguinha do trabalho e fui descansar por aí… Atrasando os posts da coluna “Figuras da Literatura Brasileira” e por causa disso, peço milhões de perdões!! Mas, estava tão exaurida… A Virada Jovem me esgotou! Porém, valeu a pena!!

E como sabem, eu gosto de disponibilizar uma atenção extra para essa coluna, portanto, não queria escrevê-la a torto e a direito, de qualquer jeito, sem uma eira e nem beira.

Assim, acabo por negligenciar a periodicidade dela novamente!

Aliás, retornarei ao fato de que ela poderá ser postada entre terça e quinta-feira de cada semana… Assim, consigo me dedicar com mais calma!

E, para quem é novo aqui…

O Figuras da Literatura Brasileira é um post que virou coluna!

Toda terça-feira (salvo imprevistos e agora com um prazo maior até quinta-feira) coloco uma entrevista com alguns escritores brasileiros, as quais se pautam em cima dos mais variados temas escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

Giulia Moon falando sobre Cultura Oriental:

Giulia Moon é paulistana e já foi: diretora de arte, ilustradora, diretora de criação e sócia de agência de propaganda.

Também é a autora dos livros Kaori: Perfume de Vampira (Giz Editorial, 2009) e Kaori 2: Coração de Vampira (Giz Editorial, 2011).

Tem três coletâneas de contos publicados: Luar de Vampiros (Scortecci, 2003), Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros (Landy, 2004), e A Dama-Morcega (Landy, 2006).

Em 2008 lançou com mais seis autores (Adriano Siqueira, André Vianco, Martha Argel, J. Modesto, Nelson Magrini, Regina Drummond) o livro de contos Amor Vampiro (Giz Editorial).

Sempre na área da literatura fantástica, é coeditora do fanzine FicZine e da Scarium Magazine.

Especialista em ficção de vampiros, tem carinho especial por seres obscuros e monstros de qualquer natureza:

Blogs e site da escritora:

http://phasesdalua.blogspot.com/, http://giuliamoon.blogspot.com/ e http://www.giuliamoon.com.br/  

Entrevista:

1. Nota-se uma forte presença da cultura oriental em seus livros. Isso deve ao fato de ser descendente de japoneses ou há algum outro motivo?

Por ser filha de japoneses, fui criada num ambiente com muita influência da cultura japonesa, mas acho que o motivo principal é o meu fascínio, desde pequena, por sagas e aventuras de samurais e também pelas criaturas do folclore japonês, que é muito rico e peculiar.

Além disso, eu cresci lendo mangás e assistindo animes. E acho que o tipo de enredo de alguns mangás acabaram exercendo uma forte influência nas minhas histórias.

2. O que mais lhe fascina na cultura oriental?

Acho que é a sutileza, a estética, o cuidado pelos detalhes e a forma de perceber o tempo.

E a valorização do que é simples – que não é a mesma coisa que resumir e simplificar.

As coisas mais simples trazem em si uma complexidade infinita.

3. Você já ouviu falar dos animes e mangás, certo? Então, quais são os seus favoritos e por quê? E por qual motivo esse tipo de desenhos e literatura lhe atrai?

Como disse antes, eu cresci vendo animes e lendo mangás. Eu acho que os mangás são uma forma incrível de entretenimento.

E, quando são bem feitos, mostram um extremo cuidado com a forma, personagens intensos e complexos, um enredo que não segue regras pré-definidas de aventuras ocidentais de entretenimento, histórias complexas e passíveis de serem lido em vários níveis de entendimento, muita pesquisa, elementos de fantasia bem inseridos, etc.

Os meus mangás e animes preferidos são tantos que sempre me esqueço de citar algum.

Quando pequena, adorava “A Princesa e o Cavaleiro”, “Kimba o Leãozinho Branco”, “Super Dínamo”.

Mais tarde, li e reli “A Rosa de Versailles”, o mangá lindo de Riyoko Ikeda.

Tem os animes de vampiros “Hellsing”, “Vampire Hunter D”, “Vampire Princess Miyu”, “Night Walker” e, mais recentemente, “Blood +”, “Vampire Knight”, etc.

Gostei também muito de “Berserk”, “Cowboy Bebop”, “D-Gray Man”, “Death Note”, “X-Holic”, “Kuroshitsuji”, “Code Geass” e por aí vai!

4. Você já baseou alguma cena de seus livros em algum anime e/ou mangá?

Principalmente no “Kaori: Perfume de Vampira” e agora no “Kaori 2: Coração de Vampira” o clima lembra um pouco o dos animes, mas nunca baseei algo diretamente num anime ou mangá.

5. Giulia, o que você acha do cantor japonês, GACKT Camui? Algumas das músicas dele já a inspiraram enquanto escrevia suas obras?

Bem, conheci GACKT (o nome dele é assim, com letras maiúsculas, segundo ele próprio) quando procurava uma música para servir de pano de fundo a uma cena entre a vampira japonesa Kaori e o humano Samuel, ainda no primeiro livro, “Kaori: Perfume de Vampira”.

E “kaori” em japonês significa “perfume”, “fragrância”. E surpreendi-me ao encontrar a música “Fragrance”, de GACKT no You Tube, cuja letra, o clima, tinha tudo a ver com a cena.

Se tiverem curiosidade, assistam este vídeo de “Fragrance” legendado (minha tradução): http://youtu.be/IT_vkCiDCks.

Quando vi GACKT, foi paixão à primeira vista!

Eu amei o cantor, a voz maravilhosa de barítono, as músicas e as letras – que, por sinal, são de autoria do próprio GACKT – e passei a acompanhar a carreira dele.

Hoje, sou uma das moderadoras da comunidade GACKT ~[ Brasil ]~ do Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=185431) e sou superfã do Gackuto-san!

No segundo livro da vampira Kaori, “Kaori 2: Coração de Vampira”, lançado este ano, incluí mais duas músicas de GACKT: “Cube” (link com a minha tradução no You Tube: http://youtu.be/LbOen2B9UEU) e a deliciosa “Vanilla” (link com a minha tradução: http://youtu.be/8bz7XgREX4k ).

Além disso, já escrevi um conto, chamado “As Vampiras de Kenshin”, publicado na coletânea “Território V” da Terracota Editora, com o personagem Kenshin, um roqueiro japonês de Visual Kei, inspirado em GACKT.

6. Como foi escrever Kaori?

Escrever o primeiro livro de Kaori significou também escrever o meu primeiro romance, após três livros de contos publicados.

Foi um trabalho árduo, com muita pesquisa, principalmente para recriar a atmosfera do Japão de 1647 a 1856, narrar o passado da vampira japonesa na Era Tokugawa e, ao mesmo tempo, contar uma aventura moderna com Kaori, tendo como cenário uma São Paulo agitada, louca e palpitante dos dias de hoje.

Contar essas duas histórias ao mesmo tempo, em capítulos alternados, exigiu um trabalho adicional, o de manter equilibrado o nível de tensão e dramaticidade nas duas histórias. Escrever “Kaori: Perfume de Vampira” foi uma febre, uma obsessão, uma experiência difícil e inédita, mas ao mesmo tempo deliciosa, que ocupou quase dois anos da minha vida.

E eu tenho grande orgulho do filhote que nasceu dessa longa gestação!

7. É complicado unir os vampiros a uma cultura tão vasta como a japonesa?

Nem tanto.

Há criaturas do folclore japonês que bebem sangue em algumas de suas histórias, como o kappa, um ogro que vive nas águas, e o gato monstruoso nekomata.

Mas nenhuma, que eu conheça, tem todas as características que definem o vampiro clássico, tal como o cinema popularizou: alimentar-se exclusivamente de sangue, temer o sol e possuir a capacidade de regeneração, quando ferido.

No entanto, a cultura pop moderna japonesa adotou o vampiro como um dos seus ícones mais queridos. Há dezenas de mangás, animes, filmes e seriados de vampiros criados pelos japoneses, que sempre tiveram um fascínio irresistível por tudo o que o vampiro significa: a juventude eterna, a sensualidade, o poder de superar a Morte.

Portanto, essa ponte entre um personagem clássico ocidental e a cultura japonesa já foi estabelecida por competentes criadores de lá.

Quanto aos meus vampiros japoneses, só posso dizer uma coisa. Como vampiros, são violentos, predadores, preocupados em sobreviver num mundo que lhes é hostil. Portanto, nem sempre são gentis.

Mas a forma como reagem a esse mundo e à condição vampiresca de suas existências, é totalmente japonês!

8. Como foi escrever Kaori 2 para você, comparando com a experiência de ter escrito o primeiro volume?

Comecei “Kaori 2: Coração de Vampira” imaginando que o processo todo de criação do livro seria bem mais tranquilo do que o anterior. Mas não foi.

O momento era outro, a Giulia Moon que escreveu o primeiro livro havia mudado um pouquinho.

As pesquisas continuaram a ocupar grande parte do meu tempo, mas a história, em si, nasceu aos borbotões, um episódio puxando outro, até se transformar numa aventura alucinante, cheia de reviravoltas e emoções intensas.

Perto do final, o livro já tinha mais de quatrocentas laudas, o que era uma enormidade para os padrões de livros do gênero. E eu não queria produzir um “tijolão”.

Eu queria uma obra que fosse intensa, mas ao mesmo tempo leve e divertida. Por isso, cortei. Simplifiquei alguns episódios e cortei cenas inteiras, que eram divertidas isoladas, mas desnecessárias como um todo.

E cheguei ao formato atual do livro, e estou satisfeita com ele, principalmente agora, depois de colher as impressões dos leitores que compraram o livro na Bienal do Rio e no lançamento em São Paulo.

Escrever Kaori 2 foi uma experiência tão intensa e emocionante quanto escrever o primeiro romance.

E desconfio que todos os meus livros serão assim.

Uma experiência nova, inédita!

9.  Poderia adiantar algo do Kaori 2, que possa deixar aqueles que ainda não o leram ainda mais curiosos?

Aos personagens do primeiro livro, mais figurantes com caras de personagens principais irão se apresentar.

Aliás, a força dos coadjuvantes sempre foi uma das características mais fortes dos meus livros.

Então, quem já leu “Kaori: Perfume de Vampira” e se encantou com Takezo, Mimi, o nekomata e tantos outros, prepare-se.

No Kaori 2 você vai conhecer o delicioso Yoshi, um garoto de programa que vai balançar o coração da experiente Kaori. O amalucado Gaspar Klimann, um exterminador de monstros bem diferente dos exterminadores do cinema. A sensual e vigorosa Soraya, que têm a aparência de uma Lara Croft, mas o espírito de um Conan. E a grande ameaça do livro, uma epidemia maléfica que vai se alastrando entre as criaturas sobrenaturais, enlouquecendo-as e as matando.

E, claro, Kaori, Takezo, Samuel, Beatriz e o IBEFF vão estar de volta, para viverem mais uma grande aventura!

Outro aspecto que quero frisar para quem ainda não leu o primeiro livro: podem ler o Kaori 2 tranquilamente. “Kaori 2: Coração de Vampira” não é uma continuação. É uma história independente, com começo, meio e fim – como o primeiro.

E preparem-se, pois vem aí o próximo livro, que se chamará “Kaori e o Samurai Sem Braço”, uma aventura emocionante de samurais com a vampira perfumada Kaori!

Então é isso. Parabéns ao blog Word Fabi Books e à coluna Figuras da Literatura Brasileira, foi muito bom papear com você e seus internautas!

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Nazarethe Fonseca says:

Adorei a entrevista, li Kaori, perfume de Vampira e gostei bastante principalmente da IBEFF, é uma organização e tanto.Parabêns a Giulia Moon pelo excelente livro.Beijos mordidos!



Banzai, Nazarethe, senhora dos vampiros! Que bom que gostou de Kaori! Beigius gelados, querida!



[…] Clique aqui para ler a entrevista. Gostou? Compartilhe!FacebookEmailImprimir […]



Muito interessante essa entrevista parabéns Fabiane e a Guilia Moon também! =)



Brigada, Rafael!! Que bom que gostou! =D Por sinal… A Giulia não é demais? ^^



Sorry for my bad english. Thank you so much for your good post. Your post helped me in my college assignment, If you can provide me more details please email me.



Well… I’m glad I helped in some way. Thanks for reading my blog!



Luiz Gustavo Cardoso says:

Gostei da entrevista, torço muito por essa mulher maravilhosa que com seu trabalho nos proporciona momentos maravilhosos de entretenimento. A ela, toda sorte do mundo.



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