World Fabi Books











{dezembro 20, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, a todos leitores que voltam a se aventurar neste blog estranho e louco!!!

E bem vindos aqueles que estão adentrando pela primeira vez nessas páginas provenientes de minha cabecinha!!!

Para situá-los, ou “resituá-los”…

O Figuras da Literatura Brasileira é um post que virou coluna!

Toda terça, ou quarta, ou quinta-feira coloco uma entrevista com alguns escritores brasileiros, as quais se pautam em cima dos mais variados temas escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

Nazarethe Fonseca falando sobre A Escritora por trás dos Vampiros:

Nazarethe nasceu em São Luís, Maranhão.

Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho que se tornaria seu primeiro livro, uma trama policial.

É autora da saga Alma e Sangue:

O Despertar do Vampiro” ,

O Império dos Vampiros“,

O Pacto dos Vampiros“,

A Rainha dos Vampiros“.

Escreveu também “Kara e Kmam“.

E publicou contos nas coletâneas Necrópole:

Histórias de Bruxaria“,

Anno Domini“.

Mora atualmente em Natal, Rio Grande do Norte.

Entrevista:

1. Nazarethe, você começou a escrever aos 15 anos, mas, quando começou a correr atrás de alguém para publicar sua obra?

Em 1998, quando terminei de escrever Alma e Sangue.

Quando vi o livro pronto percebi que queria publicar.

Daí em diante passei a escrever para várias editoras.

2. E como foi ingressar para o mundo de editoras?  Foi muito difícil conseguir a primeira publicação?

Sim, não conhecia como funcionava o mundo editorial.

Mandei diversas cartas e recebi muitas recusas, mas jamais desisti. Procurei a lei de incentivo à cultura e consegui passar pelos critérios.

Em 2011, captei patrocínio para publicar o primeiro livro da série Alma e Sangue.

3. Depois de quanto tempo o seu primeiro livro começou a ganhar fãs e mais fãs?

A partir de 2001.

Quem lia o livro e gostava da história, já buscava a continuação.

Daí em diante ele só conquistou mais leitores.

4. Você começou a escrever depois de um sonho, como fez para escrever um livro em cima de algo que sonhou? Foi preciso preencher lacunas? Se sim, de onde vinham às inspirações para preenchê-las?

Aos quinze anos tive um sonho muito estranho que foi meu primeiro livro.

Era uma trama policial cheia de ação. Mas abandonei a ideia, e só em 1997 voltei a pensar em  escrever depois de outro sonho que se tornou o primeiro livro da série Alma e Sangue.

Sempre fui apaixonada por história e não achei difícil compreender em que século os personagens viviam.

Pesquisei enquanto escrevia, isolei cenas e eventos do passado de Jan Kmam – um dos personagens principais – muitas coisas já conhecia. E mesmo não morando mais em São Luis, me lembrava de cada detalhes.

Na verdade foi muito prazeroso!

Escrever para mim é um grande prazer.

5. O que acha do espaço da literatura fantástica dentro da “estante” da literatura nacional?

Apesar de ter melhorado ainda é pouco.

É difícil concorrer com tantos títulos internacionais. Precisa trabalhar muito e ter um bom livro nas mãos.

As prateleiras são via de regra para os livros estrangeiros e muitas vezes o leitor não encontra os títulos nacionais.

6. Terror, suspense, sedução, magia e trama policial estão muito presentes em seus livros. O que liga essas características de suas obras à você, a autora delas? É verdade o que dizem a respeito de cada livro leva um pouco do escritor?

Sou apaixonada por esses temas, eles estão e sempre estarão presente nos meus livros. Adoro magia e acredito que tudo no mundo tem sabor de sedução.

E sobre a última pergunta, sim. Os meus livros têm parte de mim mesma, dos meus sonhos, dos meus desejos secretos, do que já vivi, vi e ouvi.

7. Qual a sua opinião sobre os vampiros “da moda”?

Acredito que cada escritor tenha um modo de ver o mundo a sua volta.

Gosto de cores mais escuras e tons em vermelho sangue.

A imortalidade é um presente perigoso, e não se pode dar tal poder a qualquer criatura. Assim como não se pode tirar os mistérios de um vampiro, sua capacidade inerente de ser mortal.

Acredito que estejamos falando da série Crepúsculo ou The Vampire Diaries?

Então, estamos falando de Edward, que é um perfeito vampiro, pelo menos no seu amor egoísta por Bella. Damon e Stefan são como uma montanha-russa de emoções e sentimentos, e sim, bebem sangue humano ou não.

Acho que Drácula gostaria deles, não como sucessores, mas como seguidores do que ele realmente representa como vampiro. Porque todos a seu modo têm o que mais nos atrai, o poder de vencer a morte.

8. Por que os vampiros são as criaturas mais marcantes de suas obras (aliás, são os personagens principais da sua saga de maior sucesso: KaraKmam de Alma & Sangue)?

Os admiro como predadores, mesmo sabendo que sou caça e não “caçador”.

O deleite de escrever sobre vampiros  é que se vive tudo como muita liberdade e sensualidade.

Falar sobre Jan Kmam é mergulhar num mundo onde você vive a partir das seis horas e seu único limite é o nascer do sol.

Kara é a perspectiva humana, a fragilidade e o desejo por ser mais que a caça.

E isso consome você a cada página.

Enquanto escrevia a série desenvolvi hábitos difíceis de erradicar, como evitar o sol, caminhar ao anoitecer, ficar sozinha e perceber o que a noite está silenciosamente mostrando.

Aprendi muito sobre mim mesma, sobre meus semelhantes, sobre poder e posse, liberdade e escolhas.

Kara e Jan Kmam são os personagens principais da história…

Mas, que estranhamente assumem um papel secundário quando o leitor percebe que eles estão lidando com problemas emocionais bem parecidos como os que sentimos.

 

9. Como é conciliar a sua vida fora dos livros com a sua vida dentro deles? E quando é o melhor momento para começar a escrever?

Eu trabalho com seguros, faço dois expedientes e quando chego vou escrever.

Tenho um limite de quatro, ou até cinco horas, se não houver sono (sofro de insônia). Sinto falta de escrever como um fumante.

É estranho quando alguém descobre que escrevo, as perguntas são as mesmas e subitamente você é algo raro. Talvez porque os escritores passem uma aura de poder e fica bem mais engraçado quando descobrem que você escreve sobre fantasia, vampiros, bruxas.

É um choque para alguns.

E no momento atual perguntam: “você já viu Crepúsculo?”, “Existem vampiros?”,…

Convivo bem com o assunto e minha família também, mas houve quem dissesse que precisava conhecer Jesus, e coisas do gênero.

Realmente fascinante.

O melhor momento para escrever é sempre, sou do tipo que carrega caderno e caneta na bolsa.

Um dia desses a caneta acabou no meio de uma cena importante, estava no ônibus e a jovem, que estava do meu lado me deu uma caneta. Assim que a encontrei novamente a presenteei com um livro.

10.  Que dica você pode dar para aqueles que desejam se tornar escritores? E o que tem a dizer aos fãs da literatura fantástica e de vampiros?

A primeira coisa é perguntar se é um prazer ou só entusiasmo.

Respondido isso, continue com a certeza que você vai trabalhar com a escrita e isso requer muita paciência, sorte e coragem para não desistir diante do primeiro ‘não’ que ouvir.

Depois, um bom texto, seja humildade para reconhecer erros, reescrever tudo se for necessário – obviamente se isso não for contra o que acredita. E lembrar que, se você não gostou do que escreveu imagina o leitor.

Leia sobre seus direitos e como proteger sua obra e leia sempre, mantenha-se informado.

Daí em diante é continuar trabalhando.

Obrigada pelo convite, adorei as perguntas.

Beijos mordidos.



@my_poison_heart says:

Ainda não li nenhum dos livros de Nazarethe Fonseca… Digo ainda, pois pretendo em breve!!

Parabéns Fabi pela entrevista e pelo blog!!!



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