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{fevereiro 24, 2012}   Causos de um povo chamado Engenheiros.

Causos de um povo chamado Engenheiros.

Em uma terra longínqua – ao menos longe o suficiente para mim – chamada São Carlos, onde um povo classificado como engenheiros, especificamente da computação, vivem. Estes são e, ao mesmo tempo, não são de lá.

São seres de outros pensares, de outras atitudes que, por mais estranhos que possam ser, são facilmente comparados com a tribo de onde algumas amigas e eu viemos.

Ultimamente, jornalistas e engenheiros andam se comunicando, graças a mais “recente” união entre dois legítimos exemplares de cada aglomerado. E eu, como protagonista de tal fato, ando presenciando e ouvindo histórias que são de arrancar lágrimas dos olhos e espasmos nos músculos da face de tanto se rir.

Logo pretendo contar o que meus ouvidinhos escutaram, porém, agora, irei narrar algo que presenciei recentemente.

Dia 18 de Fevereiro de 2012 aconteceu o casamento de um dos integrantes da tribo, um nativo da computação, cujo nome de “guerra” dado por seus companheiros é: Sem Noção.

Ok… Apesar de tal apelido sugestivo e da data tão especial, não é sobre ele que falarei hoje.

Devido ao casório, o grupo (ou boa parte dele) se uniu para uma viagem looongaaa e sonolenta até Goiânia.

Bem…

Primeiramente, devo começar com o engenheiro Dois chegando à casa de meu amado Carlos (carinhosamente apelidado pelos seus como C.A.). O local seria um dos pontos de encontro para a partida, a qual ocorreria ás 03h00min da matina!

Como de costume, Dois chegou cumprimentando o C.A. de forma “calorosa” e em tom “ameno”, ao menos, através do ponto de vista daqueles que já estão acostumados.

Eu, aguardava tranquila, já prevendo as costumeiras receptividades masculinas. Foi quando dei uma boa olhada no rosto do Dois.

Ele já foi golpeado com um estilete, já sofreu perante a ira de C.A. e já passou por uns bons bocados que, apesar de tudo, acho engraçados.

(que o meu namorado apague essa informação do cérebro! Senão, não poderei mais tentar fazer uma leve cara de repreensão, perante o assunto. Afinal, ainda tenho pena do flagelado Dois e eu não deveria estar incentivando tais ataques… É… Não deveria. Mas, enfim…)

Vejam bem…

Eu nunca presenciei tais coisas, apenas ouvi falar e interroguei testemunhas que acredito serem confiáveis. Portanto, nunca o vi realmente machucado (hematomas e reclamações de dores musculares não contam). Assim, imaginem minha cara quando o vi com metade do rosto esfolado!

O folião – por favor, não comparem a palavra com os foliões carnavalescos, pois estes engenheiros não são receptivos a tais festividades parvas – ainda tentou me pregar uma peça, botando a culpa de tal ferimento em sua namorada, uma integrante da tribo dos médicos.

Então, pularei toda a lorota – divertida, porém extensa demais para um texto que já está com caracteres além da conta e ainda em ascensão – e irei direto ao ponto: o Dois sofrera um fabuloso acidente de bicicleta, digno de se tornar cena de um filme ou livro!

Aliás, abrindo um adendo ao texto…

Já observei que estes dois espécimes, C.A. e Dois, não se dão com bicicletas. São ótimos ciclistas e, pelo visto, gostam de exigir praticamente o máximo das magrelas. Contudo, não são muito felizes no final de suas “peripécias”, visto que, além do acidente recente de Dois, o C.A. já sofreu um “capote” ainda mais digno de uma cena de ação de uma obra a la “Missão Impossível”. (tal caso eu deixo para uma próxima narrativa)

Enfim, voltando ao que interessa.

Segundo Dois, o seu azar se deu ao fato de um gato preto ter literalmente cruzado o seu caminho. Pois é, crianças… Não tentem atingir velocidades exorbitantes em suas bicicletas, sem antes ter certeza de que não vão se “estupriar” em cima, ou melhor, fora delas!

Com e sem cara ralada, fomos todos para a prolixa viagem, a qual me proporcionou a oportunidade de conhecer os tão comentados engenheiros Sacramento, Vovó e Husky! Também pude conversar com algumas compatriotas da terra das mulheres: Jemina, Ana e Isa (desculpem se errei algum nome).

A ida foi pacata e quase inativa, se não fosse pelas tentativas de sussurros de Sacramento e Dois, diria que fora extremamente taciturna por parte dos viajantes.

Perto das 06h30min da manhã, fizemos a nossa primeira parada. O “pit stop” foi em um posto Graal, acredito que em Uberaba – cidade cujo nome eu frequentemente confundo com Uberlândia! (desculpem minha gafe geográfica, mas para uma mente sonolenta e fértil como a minha, tudo é possível!)

Ainda entorpecidos pelo sono e pelas horas de viagem, nos arrastamos pelo local, atendendo as nossas necessidades básicas.

Todos decidiram por aproveitar o momento e tomar um singelo e ligeiro café da manhã. Enquanto empurrava minha bandeja pelos balcões, atrás de algo que me apetecesse, vi algumas frituras monstruosas, que me deram calafrios apenas em imaginá-las em meu estômago àquela hora da alvorada.

Passei reto pelas frituras e metaforicamente voei com a minha bandeja até os pães de batata, antes que estes sumissem de vez. Peguei o último de presunto e queijo, me servi de um pouco de leite com açúcar e fui, ao lado de C.A., me juntar ao restante do bando.

Assim que me sentei, dei uma rápida espiada pelo prato de cada um, apenas para um levantamento básico. Todos estavam com alimentos aceitáveis como café da manhã, menos o nosso querido Dois, o qual resolvera se demorar pelas frituras e arrebatar uma suspeita e anormal coxa de frango.

Como boa jornalista e tagarela que sou, não pude deixar de comentar.

– Dois, não acredito que você pegou aquela coxa!

– Cara, quê é isso? – C.A. também havia reparado na anomalia no prato do colega. Aliás, todos na mesa haviam reparado. Era impossível não ver algo tão grande e bizarro.

– É uma coxa de frango, não tá vendo? – respondeu depois de engolir um bocado daquilo.

Os comentários a cerca da resposta foram objetivos. Todos responderam que aquilo definitivamente NÃO era uma coxa de frango e se fosse, o frango era um mutante!

– É, se apagarem a luz, o meu prato vai brilhar!

Realmente, não ficaria surpresa se me dissessem que aquele franco, quando vivo, fora alimentado com algo radioativo.

Aquela bizarrice e o fato do Dois devorá-la foram os assuntos durante boa parte do desjejum. Afinal, não é todo dia que vemos alguém engolir a coxa de frango que, em vida, deveria ser a Svetlana Pankratova1 do criadouro.

– Não acredito que teve coragem de pegar isso! – o espécime nomeado Vovó comentou, também pasmo com o feitio daquilo.

– Eu também duvidei de mim mesmo.

– Duvido que você coma tudo! – claro que o burlesco modelo engenheiro, Sacramento, precisava jogar uma provocação camuflada de aposta para cima do companheiro.

– Eu também pensei nisso: “Ah, eu duvido que eu consigo comer isso”! Foi aí que eu peguei a coxa!

Com os restos da anomalia depositados no prato e tragando os últimos fiapos de carne, ficamos surpresos com a façanha e tentamos imaginar o que estaria acontecendo no pobre estômago de Dois, o qual não pareceu se importar com o fato de ter devorado algo suspeito e provavelmente abarrotado de hormônios.

– Daqui a pouco esse frango vai mugir! – C.A. comentou, fazendo sua típica expressão de “você vai se foder depois, quando esse troço for digerido e quando for sair daí de dentro”.

– Auuuuuuu!!

Todos paramos e ficamos encarando aquele engenheiro, o qual parecia não saber qual a onomatopéia certa para mugir.

– Dois, isso parecia mais um cão uivando do que um mugido! – comentei, apenas para deixar registrado.

E ali foi gerada mais uma piada que seria dita durante toda a viagem!

Em certo ponto, a conversa morreu e todos concentraram suas mentes em algum detalhe do local, no programa que estava passando na televisão, na própria comida e/ou em pensamentos próprios e misteriosos para os demais.

Aos poucos as palavras ditas foram renascendo como fênix – frase tocante, não? – e a falação voltou. O assunto havia mudado um pouco e o foco estava em debates sobre o que vinha a mente de cada um e valia entrar com um tópico durante a conversa.

E no meio de todas estas discussões, surgiu o termo axioma. Palavra sem grande ostentação, a qual surgiu apenas como um comentário diante de um dos assuntos ali discutidos.

Continuamos com o bate-papo, mudando os temas por mais dois minutos, até que Dois, mais uma vez, interrompesse a conversa:

– Axioma, cara? – imaginem uma expressão de “what the fuck?” (sigla: wtf) imprensada na face esfolada do engenheiro.

Todos ficaram em silêncio mais uma vez, encarando o dito cujo, sem entender ao certo a pergunta em forma de expressão.

– Dois, faz uns dois minutos que o Carlos disse axioma! – novamente, eu precisava registrar o fato em auto e bom tom.

(entendam que, na falta de um gravador, dizer um pensamento e/ou alguma expressão em voz alta, ajuda a fixar melhor a informação dentro da cabecinha da pessoa que vos escreve!)

A gargalhada foi geral! Levantamos-nos da mesa, ainda usando o já famigerado engenheiro como tópico para a maioria das picotadas conversas, as quais iam nascendo e morrendo durante a breve caminhada até a van.

– Eu preciso escrever algo sobre isso! – comentei.

– Sobre o que? O Dois?

– Uhum! Principalmente sobre a coxa de frango que muge como cachorro! – e é evidente que C.A. contou para os demais o fato de que eu iria colocar aqui, neste blog, este trecho da história!

E para não abarrotá-los ainda mais com palavras, jargões e expressões, vou encerrando por aqui a minha crônica com um quê de conto.

Acredito que logo voltarei com a continuação da tal viagem!

Ah sim!

Antes de encerrar definitivamente, preciso informar que a coxa de frango não parou apenas no mugido de um cachorro! Foi um pouco mais além durante o passeio!

Não satisfeitos, os integrantes de tal povo, decidiram piorar um pouco a situação já fatídica do frango mutante e “revolucionaram” com a seguinte continuação: coxa de franco que mugia como um cachorro miando!

Bom…

Acredito que, de fato, darei um fim a esta extensa narração, antes que mais alguém decida colocar algum outro animal dentro da descrição da coxa anormal de franco mutante!

C.A. e Dois

Vovó e Sacramento

Bacci, bacci

E…

Arrivederci!!

——————————————————————————————————————————————

 

1 Svetlana Pankratova é a russa registrada no livro dos recordes como a mulher com as maiores pernas do mundo. Ela possui 1,96m de altura, sendo que suas pernocas possuem 1,32m!

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Carol says:

AHH q raiva, meu comentário num foii!hehe mas td bem, escrevo d novo q ADOREEIII o Post!!hehe soh num gostei d uma coisa, de não ter contado ateh o fim tdas as peripércias d vcs e cmo foi o casório!!
Conheço bem ateh esse mundo dos engenheros e concordo q eh uma tribo à parte!heheheh
mt boa a história da coxinha q uiva q nem gato..aaahahah medo desse Dois, se bem q axo q iamos nos dar bem, pq ele parece ser cheio d chutar os baldes q nem eu!heheh

bjs



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