World Fabi Books











{março 30, 2012}   Resultado da Enquete dos livros!

Bom…

Desculpem-me a demora em passar o resultado. É que quatro livros empataram em primeiro lugar e eu fiquei cogitando – entre um tempo livre e outro – o que fazer.

Resolvi que não abrirei outra enquete!

São fáceis de se fazer, porém chatas…

Portanto, irei postar trechos semanais de cada um dos livros empatados!

Assim sendo, espero poder analisar, através do número de visualizações, qual está conquistando mais o público!

Vejam aqui a ordem e o dia em que serão postadas as partes de cada uma das obras.

 

 

As Guardiãs da Fênix – O Começo  >> Postagem toda segunda-feira >> A partir do dia 02/04/2012
Conto de Dragões >> Postagem toda terça-feira >> A partir do dia 03/04/2012
O Destino da Escolha >> Postagem toda quarta-feira >> A partir do dia 04/04/2012
Uma Vida de Herói >> Postagem toda quinta-feira >> A partir do dia 05/04/2012

 

 

Lembrando que podem surgir imprevistos no meio do caminho e as publicações atrasarem um pouco. Mas, quando isso ocorrer, prometo avisar!

Além disso, caso um de meus livros vá ser publicado, eu os informarei, para que saibam que as postagens do mesmo estarão fadadas a terminar…

Acho que é isso!

 

 

 

 

 

 



Causos de um merecido final de semana em Valinhos

(Dia 02 – Domingo)

 

 

 

 

 

Primeiramente, vamos relembrar os fatos…

Passamos um dia extremamente divertido juntas – Bia, Carol e eu – embrenhadas em um delicioso vale, quase todo verde.

Após um dia inteiro de falação, risadas, vídeos de “k-pop” e de um filme de terror, já eram quase duas da madrugada quando todas nós já estávamos ressonando, depois de espairecer as mentes com um episódio de “America’s Next Top Model”.

Como eu dormi em um colchão inflável – depositado ao pé do sofá – durante a noite esticava o braço e o apoiava sobre o móvel acolchoado, a fim de poder esticar melhor o corpo e aliviar a dor nas costas.

Acredito que em uma dessas situações, eu tenha agarrado o pé da Bia, o qual estava ao meu alcance. Acabei assustando a pobrezinha!

Por volta das três horas da manhã, mais ou menos umas quinze para as quatro da alvorada, eu acordei com uma vontade alarmante de ir ao banheiro. No entanto, como o cômodo encontrava-se imerso em uma penumbra total, tentei localizar o meu celular para tentar iluminar o caminho até a porta.

Eu estava dormindo próximo à saída, porém, havia um ventilador e algumas almofadas – arremessadas pela Carol e por mim – como obstáculos promissores.

Devido à escuridão e à minha falta de senso, não consegui encontrar meu celular. Lembrei-me de que a querida Bia havia dormido com o dela por perto e logo me apressei em chamá-la.

– Bia… – sussurrei, raspando levemente as unhas na sua perna e no topo do pé.

– Aiiii, Fabi!!! – murmurou, levantando-se em um tiro. – Que susto!

– Desculpa, é que eu preciso ir ao banheiro e não acho o meu celular. Você tá com o seu por perto?

– Uhum… Espera aí. – e a sala se iluminou.

– Obrigada! – sussurrei e corri para o banheiro.

Admito que foi um alívio ir e voltar do “reservado” contando com a Bia acordada para me amparar. Não digo isso somente por ter tido meu caminho iluminado, e assim evitado algum acidente noturno. Mas, principalmente, pelo fato de ainda estar impressionada com o filme “Evocando Espíritos”.

Vai que eu me deparo com um Gasparzinho nada camarada no meio do caminho?

Voltei para a sala e custo para dormir. Assim que a Bia desliga a luz do celular, deduzi que a mesma já estava de volta ao merecido sono.

Contudo, havia me enganado, pois, fui informada de que um pouco antes de adormecer, a pobre Beatriz sentiu algo, no formato de uma mão, se depositar em suas costas.

Desconfiada e sobressaltada, ela até procurou a suposta mão, mas não a encontrou. Alguns minutos depois, a Bia veio a descobrir que tal fato misterioso acontecera porque a Carol havia se esparramado um pouco demais pelo sofá e, conseqüentemente, tocará a nossa querida de Valinhos.

Passadas as horas insones e as de completo torpor – que parecia ser proveniente da ingestão de soníferos – acordamos!

Ainda era relativamente cedo, mas, aparentemente, nossos inconscientes nos induziam a obedecer nossa louca vontade de passar o máximo de tempo possível juntas e, de preferência, despertas!

Espreguiçamos-nos e enrolamos um pouco pela sala, nos revezando para usar o banheiro e praticar os primeiros hábitos de higiene pessoal, além de aliviar as bexigas novamente cheias.

– Gente, cadê meu óculos? – a Carol ainda estava com a sua tradicional sonolência matinal (algum que nós três temos em comum).

– Aqui. – apontei para eles, os quais estavam cuidadosamente arrumados e depositados em um canto “neutro” do sofá. (entendam como “neutro”, um pedaço onde as garotas não dormiram em cima)

– E a minha piranha? – passou as mãos pelos cabelos, constatando, final e tardiamente, que estavam soltos.

– Ali no canto. – apontei depois de ajudar a procurá-la.

– Nossa gente, obrigada por terem feito isso por mim.

– Feito o que? – eu encarei as duas, vendo a expressão de “hã?” na face da Bia e o olhar perdido da Carol.

– Vocês tiraram os meus óculos por mim. – ela ficava cada vez mais perdida, enquanto via nossas fisionomias de quem não fora autor daquele ocorrido. – E o cabelo também, né?

– Carol, eu vi você com os óculos e com o cabelo preso antes de apagar as luzes. – a Bia comentou. – Não fui eu quem fez isso. Até pensei em fazer, mas fiquei com medo de acordar você.

– Nem eu fiz isso! – avisei. – Já estava dormindo, quando a Bia apagou a luz!

– Como não foram vocês? – sempre é divertido ver a Carol incrédula. – Não pode ter sido eu!

– Como não?

– Por que eu não me lembro de ter feito tudo isso!

– Não lembra? – a Bia já me encarou com um sorriso maroto.

– Não! Eu não lembro de ter tirado os meus óculos e arrumado eles ali. E não lembro de ter soltado o meu cabelo.

– Então, você é sonâmbula!

– Só pode…

– Ou foi outra pessoa quem fez isso… – era obvio que não deixaríamos de provocar um pouco mais a Carol.

– Vai ver foi um espírito preocupado com você. – coloquei mais lenha na fogueira.

– Pára! – ao menos esse “pára” foi em um volume normal.

Após rirmos um pouco e deixarmos o assunto de lado, nos arrastamos até a sala de estar para podermos continuar a “dialogar” melhor, sem corrermos o risco de acordarmos o irmão da Bia, quem dormia no quarto ao lado da sala de televisão.

Alguns minutos depois, cedemos aos apelos de nossos estômagos e fomos tomar um delicioso café da manhã, acompanhado de mais conversa e bate papo.

No meio de todo esse processo, decidimos voltar a tentar ir ao cinema e começamos a consultar horários de ônibus e de filmes, o que estava a nos preocupar, pois, aos domingos, os horários e itinerários são escassos, algo que nós havíamos nos esquecido completamente!

– Dependendo a hora que forem sair, eu levo vocês! – de repente uma luz divina iluminou o Fê, irmão da Bia, naquele momento.

– Sério? Que horas você vai sair?

– Por volta do meio dia.

Olhamos para o relógio digital do notebook da Bia,  o qual havíamos usado de apoio na busca por ônibus.

Eram aproximadamente dez e meia!

– Vocês três conseguem se arrumar até lá?

– Uhum!

E partimos para uma maratona! Nós nos revezávamos para tomar banho e nos trocar. Acredito que naquele dia havíamos batido o tempo recorde! Considerando que a Carol e eu sempre nos estendemos demais no momento de nos arrumarmos…

Ainda com um pouco de tempo sobrando, nos sentamos na varanda e desatamos a recordar fatos hilários, narrando-os para a mãe e o irmão da Bia. Além disso, continuávamos a tentar a encontrar bons partidos para a nossa marida Carol.

Enquanto riamos e batíamos um papo, o Bruce – o “rottweile-urso” todo carente da Beatriz – resolveu sair babando em nossas roupas limpas e perfumadas. Por mais que o empurrássemos, ele conseguia depositar uma quantidade generosa de sua infinita saliva pegajosa e consistente em nós, principalmente no meu pé e na minha bolsa.

Sorte a minha ter comigo um pacotinho de lenços de papel, os quais me serviram muito bem naquele momento.

Partimos e em instantes estávamos dentro do Shopping Dom Pedro, indo, primeiramente, comprar os ingressos para “A Mulher de Preto”.

Com os ingressos garantidos e em mãos, fomos caçar por um bom lugar para almoçar. Inicialmente cogitamos a hipótese de comermos em algum restaurante na praça de alimentação, contudo, o lugar estava mais do que apinhado de pessoas sem noção de espaço e extremamente famintas.

Desistimos da ideia e recorremos ao Viena, um dos restaurantes “externos” do shopping, onde poderíamos comer mais tranquilas.

Ao terminarmos de almoçar, resolvemos comprar nossos quitutes para o filme. Entramos nas lojas Americanas e, mais do que depressa, agarramos nossos chocolates prediletos.

Durante os minutos que ficamos na fila, começamos a reparar nos já expostos ovos de Páscoa.

Apontávamos para os prediletos, comentávamos sobre as embalagens e usávamos alguns como fonte para piadas. A Bia chegou a encontrar um do abjeto e tão falado Justin Bieber. Como, algum tempo antes, a Carol havia fatidicamente admitido que gostava da música “Never say Never”, certamente, tal ovo e nossa marida foram o mais cobiçado alvo para chacotas e anedotas!

Durante aquele momento “zoação”, a Carolina acabou por chutar o balde e piorar a sua situação, dizendo:

– Eu não poderia trocar o ovo “Biba” por um Siwon inflável?

No mesmo minuto em que ela fez tal pergunta, a Bia e eu já começamos a imaginar uma cena extremamente hilária e imprópria, com a nossa amada Carol e um coreano lindo em forma de boneco inflável.

Durante o processo imaginativo com direito a comentários, percebemos que estávamos incomodando um senhor, o qual estava na nossa frente na fila e acompanhara em tempo real todo o desenrolar do assunto.

Não conseguíamos parar de rir! O tema da conversa e o momento eram hilários demais para tentarmos resistir. Era praticamente impossível tentar atuar uma postura mais séria e recatada.

A Carol ainda tentou amenizar a situação comentando que não precisava ser um Siwon inflável, mas sim um estofado.

– O que eu quero é apenas um travesseiro gostoso para poder dormir agarrada.

– Se é assim, Carol, eu te dou um Siwon estofado! – mas, logo não agüentei e acabei retomando para o momento “constrangedor” e engraçado. – Mas, não me venha pedir para fazer com que ele vibre também!

E pronto! Eu acabara com o dia “imaculado” daquele senhor inocente!

Compramos nossos preciosos chocolates e corremos para o cinema, a fim de não perder a hora do filme.

Fizemos um breve pitstop para pegarmos algo para beber e, claro, dar uma passadinha no banheiro. Afinal, a Carol tem uma “leve” incontinência urinária.

Enquanto a esperávamos do lado de dentro do toailet, vimos uma garota sair de dentro de um dos reservados, dar uma ligeira olhada no espelho, passar nos encarando e sair.

Opa!

O que há de errado nessa cena?

Um “muito bem” para quem pensou: “ela não lavou as mãos”!

Pois é…

A delicada mulher fez questão de lançar um olhar analítico para sua própria imagem e para nós, porém, não teve “tempo” para lavar as mãos. Afinal, esse ato de higiene pessoal e, porque não dizer, coletiva é algo irrelevante e totalmente dispensável!

Para quê lavar as mãos? Nem deve ter pingado urina ali (entre outras coisas)…

Só tivemos dó de quem ela fosse cumprimentar depois. Azar da garota, caso ela contraísse uma diarréia ou coisa do gênero.

Quando entramos na sala do cinema, nada de excepcional aconteceu. Tudo correu da forma mais tranquila possível, até o filme começar.

Eu já havia assistido ao filme, mas topara ver mais uma vez apenas para poder rir dos sustos de minhas maridas, as quais não me decepcionaram, principalmente a Carol, já que ela resolveu inovar o seu vocabulário e dizer “tenso” a todo momento em que se assustava.

Mas, devo confessar que o auge de minhas risadas durante o filme foi atingido quando vi o susto de outra garota, com a qual não tenho relação alguma e nunca havia visto na vida.

“A Mulher de Preto” não é o tipo de filme de suspense que deixa a pessoa horrorizada e com uma sensação estranha depois da sessão. Contudo, é o gênero de longa-metragem que te faz pular e quase gritar várias vezes.

E justamente essa garota, sentada na fileira a nossa frente, não entendeu o “QUASE gritar” e acabou por soltar o grito mais agudo e cheio de terror que já ouvi ao vivo e a cores!

O filme terminou sem incidentes, apenas com algumas crises de riso, porém, nada realmente digno de entrar para o nosso famigerado mural da fama.

Andamos um pouco pelo shopping e acompanhamos a Carol até o ponto de ônibus do lado de fora. A caminha foi breve, porém, repleta de criaturas bizarras e estranhas.

Sinceramente… Ás vezes tenho mais medo da raça humana do que de qualquer monstro ou assombração de filme de terror, por mais convincente que possa parecer…

Entre comentários, passos, manobras e observações, chegamos ao ponto de ônibus. Questionamos qual era a melhor linha para a rodoviária, considerando o horário. Afinal, aquele lugar é praticamente um rascunho do banheiro ao ar livre do capeta!

Esperamos até que ela estivesse dentro da condução e voltamos para dentro do gigantesco Dom Pedro.

Continuamos caminhando, dessa vez pelo interior refrescante do shopping, e paramos na frente da loja IBIZA.

As palavras PROMOÇÃO, DESCONTO e OFERTA brilhavam diante de nós. E, como boas amantes de sapatos, não aguentamos e entramos.

Para nossa sorte, o orçamento apertado nos controlou a ponto de comprarmos apenas um par para cada uma…

Quando nossos estômagos voltavam a criar vida e a se comunicar, nos dirigimos à praça de alimentação e nos servimos de comida chinesa quentinha.

Tra” conversas e mastigações, a Bia viu duas figuras ilustres se aproximando de nossa mesa. Eram pessoas que há muito não víamos pessoalmente e não conversávamos decentemente. Uma é a mulher mais carismática e gentil que já conheci. A outra pessoa era alguém que nos fazia falta de forma dolorosamente saudosa e fraternal.

– Olha lá o Fábio e a Camila! – avisou, apontando para algum ponto atrás de mim.

Levantamos-nos para recebê-los da maneira mais calorosa possível, dentro do limitado espaço entre as mesas.

Durante os cumprimentos e os comentários a respeito da distância, senti algo estrangular meu coração, um aperto forte e cheio de saudades, pois na época de faculdade, aquele Fábio diante de mim era como um irmão, uma pessoa com quem eu poderia contar sempre, alguém que jamais me apunhalaria pelas costas e que me sustentaria nos momentos que o chão sumisse sob meus pés…

Conversamos um pouco para matar a saudade. Enquanto minha boca pronunciava as palavras ditas pelo Tico, o Teco em minha cabeça ruminava o quanto eu sinto falta das pessoas especiais que fizeram parte da minha vida acadêmica na Puc-Campinas.

Alguns desses jornalistas, eu sei, jamais retomaram o tipo de companheirismo que um dia tiveram comigo, mas outros, de forma inexplicável, se afastaram.

Esses, meus caros, são colegas que eu realmente desejo que estivessem do meu lado, para poder continuar a ter as conversas cabeça, os bate-papos sem noção e os sorrisos que outrora pertenciam a um grupo unido e divertido.

Ás vezes me pergunto… “Sou eu o motivo?”

Obviamente não pretendo ser egocêntrica, mostrando que eu sou o motivo para tudo, o único centro, mas… Por que o grupo se “desuniu”? Por que se afastaram de nós?

Admito que há períodos que eu simplesmente sumo da face da Terra e dificulto a minha localização, porém, são apenas alguns períodos pontuais, não é regra! Além disso, sou eu quem faz isso, a Bia e a Carol não possuem esse tipo de comportamento.

Então, será mesmo que é por que nós três “sumimos”?

Enfim…

Retomando a linha periódica e cronológica dos acontecimentos!

Terminamos de conversar, nos despedimos e cada dupla voltou a sua rotina anterior ao afortunado encontro.

A Bia e eu terminamos nosso jantar – na companhia de um adorável e pequenino pardal – e fomos caminhar mais um pouco, até o irmão dela vir nos buscar.

Durante a caminhada, passamos por um daqueles comuns stands de cosméticos e eu fui parada por um dos vendedores.

– A senhorita poderia me dar 15 minutos do seu tempo?

– Tudo bem…

– Poderia me dar a sua mão? Só vou pegá-la um pouco emprestada!

Encarei a Bia e relutante, ofereci minha mão ao rapaz. Claro que eu me controlei para não soltar nenhum tipo de comentário, algo do gênero: “você quer que eu dê minha mão ou a empreste? Porque não quero dá-la a você, não! Quero-a de volta depois! Preciso dela, sabe…”

De qualquer forma, ele começou a polir minha unha, a passar em minha mão óleo, sais esfoliantes e cremes. Durante todo o processo ele falava tanto quanto nós três quando nos reunimos.

Se aqueles cosméticos fossem comida, com total certeza, ele estaria tentando me empurrar o produto goela a baixo!

Os cremes e afins eram realmente bons, contudo os preços eram taquicardiacos!! Você comprava o kit e levava de brinde um rombo na sua conta bancária, junto com um passeio de ambulância com direito a desfibrilador!

Além disso, o tempo todo ele comparava aquela linha com a da Victoria’s Secret, rebaixando-a numa tentativa de enaltecer o tal cosmético novo. E em outros momentos ele era extremamente apelativo ao colocar no meio a marca Mahogany.

Vejam bem…

Eu ADORO Victoria’s Secret e ADORO Mahogany!

E a partir do instante em que ele destratou as duas marcas, inutilmente tentando empurrar aqueles produtos salgadíssimos para mim, acabou por perder pontos comigo.

Mesmo que eu fosse uma dondoca rica, não compraria os cosméticos!

Sei que parece uma atitude rancorosa, contudo, não se pode ofender os gostos de possíveis futuras clientes!

De qualquer forma, agradeci pelo tratamento gratuito e parti dali o mais rápido possível junto com a Bia!

Algum tempo depois, percebemos que o shopping estava começando a fechar. Decidimos-nos por dar uma última volta, antes de ir nos sentar em algum banco do lado de fora.

Durante esse derradeiro e breve circuito pelo interior do Dom Pedro, fomos abordadas por uma dupla de rapazes, o que nos assustou bastante.

– As senhoritas poderiam nos dar 15 minutos do seu tempo?

Juro que fiquei esperando que um deles retirasse um potinho de creme de dentro do bolso e começasse a oferecer outro cosmético qualquer e caro!

Mas, de toda maneira, a Bia e eu posicionamos nossos corpos de forma estratégica e instintiva, prontas para correr a qualquer sinal de perigo.

– Nós somos da Escola de Cadetes de Campinas e nessa quarta-feira teremos uma apresentação dos pelotões. – disse um deles, o que parecia ser o mais educado.

Uhum…

Certo…

E nós com isso?

– E é tradição levarmos jovens mulheres, lindas e elegantes, para segurar os estandartes de cada pelotão.

Opa!

A coisa estava ficando cada vez mais estranha!

– E gostaríamos de saber se uma das duas ou as duas não poderia ser a dama que leva o estandarte! – o pedido veio do outro, o qual estava calado até então.

– Desculpa, mas não vai dar. – a Bia fora extremamente sucinta e atual, sem ser grossa. Isso que é refinamento! (Hehehehe…)

– Nenhuma das duas? – o ex-calado parecia extremamente agitado, passando os olhos por cada uma de nós de maneira desesperada.

– Não, nós nem somos daqui! – respondi.

– Ah sim, vocês estão apenas a passeio? – com certeza, esse era bem mais calmo e educado do que o outro.

– Isso…

– Mas, onde vocês moram?

Nesse momento eu encarei a Bia e nós percebemos que o “cadete agitado” não largaria o osso com tanta facilidade.

– Eu sou de Jundiaí.

– E eu também!

Segurei o riso, pois era obvio que eu não iria levantar suspeitas quanto ao verdadeiro endereço de minha marida. Afinal, não sabíamos do que eles poderiam ser capazes!

– Mas, não poderiam vir para campinas? É na quarta-feira, ainda tem tempo para se programarem! – a partir daí, eu não me lembro mais quem perguntou o quê daqueles dois, pois já estávamos a ponto de sair andando e largá-los falando sozinhos.

Sei que não seria uma atitude muito polida de nossa parte, contudo, aquela situação estava se tornando assustadora, além de já começar estranha.

– Não, nós trabalhamos!

– E não podem pedir dispensa?

– Não! – respondi direta. – Nós somos funcionárias públicas. A dispensa seria descontada em nossos salários!

– Mas, qual é o expediente de vocês? – insistiram – A apresentação dos pelotões começa só ás quatro da tarde.

– Eu entro ás sete da manhã e saio uma cinco da tarde! – depois apontei para a Bia. – E ela entra ás dez e sai quase sete horas da noite!

– Bom… Tudo bem, então.

– É uma pena… – os dois pareciam realmente lamentar a nossa recusa.

– Desculpa.

– Tudo bem…

– Mas, ainda dá para encontrar alguém. Tem muita gente no shopping ainda. – tentei consolá-los.

– É, mas faz teeeempooo que estamos procurando e ninguém aceita!

Nesse ponto eu me cansei das caras de “cachorro sem dono” e de “cachorro pidão”. Começamos a andar sem nos despedir.

– Então, continua procurando! – disse por fim, um pouco antes de ficarmos fora do alcance auditivo.

Como já devem ter previsto, terminamos nossa caminhada chorando de tanto rir!

Com quem mais tal situação poderia acontecer?

Provavelmente com as outras “pretendentes a damas” que foram abordadas pelos mesmos cadetes naquela noite. No entanto, fica aquela pergunta de praxe: “Por quê conosco?”

No fim da noite, ainda tivemos mais um tempo para podermos “charlar” até o irmão da Bia nos buscar.

A partir de então, a noite voou em um flash! Saimos do Shopping Dom Pedro, voltamos para Valinhos, peguei minhas coisas, me despedi, agradeci pela hospedagem e voltei para a minha casa – na barriga do jacaré!

Como puderam ver, esses foram dias divertidos e repletos de risadas entre maridas!

Foi um “mais do que” merecido final de semana juntas!

Agora…

Fica aqui a pergunta que me fizeram e para a qual não tenho resposta:

“COMO É QUE VOCÊS NÃO SE CANSAM DE FALAR???”



{março 23, 2012}   Super Junior

Para quem não conhece o grupo sul-coreano Super Junior, este post vai clarear um pouco as noções de vocês a respeito de música pop internacional!

Primeiramente, vamos esclarecer o que é K-pop (é o gênero de músicas que o Super Junior canta)…

 

 

K-POP

O pop coreano ou K-Pop (abreviatura de Korean pop, em inglês) é um gênero musical consistindo de música eletrônica, hip hop, pop, rock e R&B originários da Coreia do Sul.

Antes, o gênero não era tão conhecido e não recebia tanta visibilidade internacional, contudo, nessa nova era do “digital”,  habilidade do K-pop de alcançar via, internet, um público antigamente inacessível está levando a uma mudança de paradigma na exposição e popularidade do gênero.

Através da presença de páginas de fãs no Facebook, disponibilidade no iTunes, perfis no Twitter, vídeos de música no YouTube, entre outras ferramentas virtuais, o Super Junior – bem como outros grupos de k-pop – está ganhando cada vez mais fama e conquistando fanáticos e simpatizantes por quase todos os continentes!

E se retrocedermos um pouco no tempo, por volta dos anos 90, encontraremos a estréia do grupo Seo Tai-Ji & Boys em 1992. Esse acontecimento pode parecer desinteressante, mas foi um ponto importante para a música popular na Coreia do Sul, uma vez que o grupo mencionado acabou incorporando elementos de rap rock e techno na “cultura musical” coreana.

E em 1995, o empresário Lee Soo Man funou da maior agência de talentos da Coreia do Sul, S.M. Entertainment, – agência que deu vida ao Super Junior – a qual levou à público os primeiros girl grops e boy bands.

No fim dos anos 90, aumentou a concorrência por esse nicho do mercado musical e a YG Entertainment, a DSP Media e a JYP Entertainment entraram na cena e começaram a produzir talentos tão rápido quanto o público conseguia consumi-los.

Hoje, aprendizagem é a estratégia universal para o sucesso de girl bandsboy bands e artistas solos na indústria do K-pop.

Para garantir a alta probabilidade de sucesso do novo talento, as agências de talento subsidiam totalmente e supervisionam a vida profissional dos novos artistas, além de acompanharem de perto a carreira dos trainees.

E… Preparem-se para o baque: normalmente gasta-se mais de U$ 4000.000,00 para treinar e lançar um novo artista!

É dinheiro pra c******!!!

Mas, enfim…

Voltando ao assunto…

Através dessa prática de aprendizado – que geralmente dura dois anos – os aspirantes a ídolos afiam suas vozes, aprendem coreografias profissionais, esculpem o corpo por meio de exercícios e aprendem várias linguagens. Tudo isso sem deixar a escola de lado, pois tais agências deixam clara a importancia de se manter os estudos e incentivam os trainees a não largá-los!

O K-pop está ganhando influência firmemente em mercados estrangeiros não-asiáticos, mais notavelmente nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, o Brasil ainda tem um público relativamente baixo se comparado com esses outros países.

Em 2001, Kim Bum Soo se tornou o primeiro cantor coreano a entrar para o chart Billboard Hot 100 com seu single, “Hello Goodbye Hello“.

(chart Billboard Hot 100  – é a tabela musical padrão dos Estados Unidos que avalia a lista das cem músicas mais vendidas no decorrer de uma semana, publicada pela revista Billboard. As posições são atribuídas através do número de vendas físicas e digitais).

Em um esforço para globalizar ainda mais o gênero, artistas coreanos então trabalhando cada vez mais fora da Coreia. Nos Estados Unidos, artistas coreanos estão fazendo tours com artistas estrangeiros e colaborando com produtores bem conhecidos incluindo Kanye WestTeddy RileyDiploRodney Jerkins e Will.I.Am.

Artistas famosos:

Os grupos de K-Pop podem ser diferenciados por sua grande qualidade de coreografias e algumas vezes, quantidade de membros. Como por exemplo Super Junior e So Nyeo Shi Dae.

Há também a presença de artistas solos. Os mais famosos e clássicos provavelmente são BoARain e Lee Hyori. Mas, atualmente, muitos outros artistas vem se destacando no cenário do K-Pop, artistas como IU, Se7enG.NA.

As boybands é outra característica do gênero. Grupos como TVXQ, SS501, Big Bang e o próprio Super Junior, já possuem história pela Coréia e por toda a Ásia.

“Recentemente” entra em cena bandas como SHINee, B2ST, 2PM, 2AM, Infinite, U-KISS MBLAQ que também estão ganhando fãs por todo o mundo.

Já as girl bands So Nyeo Shi Dae,Wonder Girls, Brown Eyed Girls, 2NE1, miss A e f(x) são umas das mais famosas e bem sucedidas.

 

 

E para quem ficou com aquela pulga atrás da orelha a respeito do que é uma boy band e/ou um girl band, eis aqui uma breve explicação:

 

 

BOY BAND

Boy band é um tipo de grupo pop constituído de cantores do sexo masculino. já que boy significa, em inglês, garoto e band, também em inglês, significa banda.

Ou seja, numa tradução livre, boy band pode significar garoto de banda e/ou garoto (ou rapaz) que toca em uma banda.

Para visualizar  melhor…

Os grupos de k-pop que possuem apenas integrantes masculinos, podem ser comparados com os Backstreet Boys!

As boy bands são ainda populares na Ásia Oriental com grupos bem sucedidos, tais como os k-pops já mencionados.

E somente a tópico de curiosidade, Super Junior é uma das maiores boy bands do mundo composta de 13 membros (sendo que um deles saiu em 2010).

 

 

GIRL BAND

Girl band é um tipo de grupo pop constituído de cantores do sexo feminino. já que girl significa, em inglês, garota e  band – como vocês já sabem – significa banda. Portanto, já dá para deduzir o resto da definição, não é?

As girl bands emergiram no final da década de 1950, sendo que no final dos anos 80 e também nos anos 90 surgiram os grupos de estilo pop manufaturado e ás vezes fabricado – escolhiam as garotas para fazer parte de um grupo, como por exemplo as Spice Girls – e os gêneros mais conhecidos nessa época eram o teen pop e o R&B.

Nos anos 2000, as girl bands mudaram de estilo de música e passaram para o bubblegum pop (pop chiclete), R&B/Hip Hop, música urbana e pop rock.

Um bom exemplo são as Destiny’s Child, consideradas em 2006 pelo World Music Awards, o grupo feminino que mais vendeu discos de todos os tempos.

(O World Music Awards é uma cerimônia anual de premiações que reconhece artistas da indústria musical baseados em sua popularidade, vendas mundiais, desde que tais vendas sejam reconhecidas pelas gravadoras e pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica)

 

 

Super Junior

Super Junior , também conhecido simplesmente como SJ ou SuJu, é um grupo de música pop sul-coreano, basicamente uma boy band, de treze membros, criado pela SM Entertainment em 2005.

Inicialmente, o grupo debutou com 12 membros, no dia 6 de Novembro de 2005, com o Single “TWINS (Knock Out)”.

E no dia 23 de Maio de 2006, a SM Entertainment anunciou a adição de um novo membro, Kyuhyun. Há mais dois integrantes que se juntam: Henry Zhou Mi.

Os membros são/eram: Leeteuk (líder), Han Geng,Kim Heechul , Yesung, Kangin, Shindong, Sungmin, Eunhyuk, Donghae, Siwon,Ryeowook, Kyuhyun, Henry e Zhou Mi.

O membro chinês, HanGeng, foi escolhido entre 3.000 competidores através de audições feitas na China pela SM Entertainment em 2001. Mas no início de 2010 ele se retirou da banda por motivos culturais.

 

 

E para encerrar, aqui vão alguns vídeos do Super Junior:



Causos de um merecido final de semana em Valinhos

(Dia 01 – Sábado)

 

 

Acredito que vocês já perceberam o quanto me divirto com minhas ilustres amigas e meus briosos amigos, sem mencionar a minha preciosa família e o meu amado namorado!

Portanto, não será surpresa se eu lhes disser que tive câimbras nos músculos da face e do abdômen de dando rir com minhas nobres maridas Bia e Carol!

O dia começou de forma um tanto preguiçosa…

Levantei-me, arrumei minhas coisas, tomei um banho delicioso e relaxante, me vesti, comi um breve e rápido café da manhã e parti rumo a Valinhos!

Para ir até a casa de minha querida amiga Bia – local onde havíamos combinado passar o primeiro final de semana deste ano juntas – eu iria de carona com meu pai, sendo que a minha marida Carol iria junto comigo.

Pegamos a queridíssima Carolina no pontilhão da Avenida Jundiaí e tomamos a estrada. No caminho, meu pai se viu obrigado a agüentar os surtos e as fofocas de quem não se via há meses e acumulara assunto para dias de conversa a fio.

Rimos e tagarelamos sem parar até alcançar os automáticos portões de uma linda e deliciosa casa, localizada em um verde vale!

Desembarcamos do automóvel e levamos conosco nossas coisas. Despedi-me de meu pai e cumprimentamos a Bia. Posso jurar que os sorrisos sinceros eram incontroláveis, tamanha a felicidade por estarmos as três reunidas novamente!

Assim que meu pai partiu e o portão se fechou, mantendo-nos seguras e unidas do lado de dentro, sentimos, finalmente, que aquele encontro era de fato real. A “ficha caíra” e sentimos algo borbulhar em nosso peito.

Nossa saudade era tanta que não resistimos e nos envolvemos em um abraço coletivo e apertado, realmente começando a desfrutar aquele final de semana juntas!

Para quem estivesse passando pela rua ou para qualquer outra pessoa que nos visse – fosse quem fosse – aquela cena seria “piegas” e sem sentido algum. Algo de “menininhas”…

Contudo, posso afirmar que, apesar das aparências, aquela imagem era composta de um sentimento verdadeiro e sem exageros, algo movido pela mais honesta e amável amizade, sem “frescurites” e “breguices”.

Respiramos fundo e voltamos ao nosso normal: tagarelas e brincalhonas!

No caminho do portão até a porta da casa, nos deparamos com os amáveis Bruce e Brenda, os dois cães rottweiler da Bia.

O Bruce se parece com um urso enorme e pidão! A Brenda é uma cadelinha de aparência adorável e carente!

Obviamente, os dois vieram para cima da Carol e de mim, louquinhos para pedir por carinho e dar as boas vindas após tanto tempo!

A Beatriz, para nossa sorte, refreou a investida de Bruce. Caso contrário, ele nos encheria de baba e pêlos como sempre costumava fazer. A Brenda, por ser menos estabanada e mais tranqüila em sua forma de pedir atenção, não precisou ser repreendida.

Entramos e nos acomodamos, sem deixar de tagarelar. Carol e eu estávamos curiosas para conhecer a sede da empresa da incrível senhorita Beatriz, portanto, assim que tudo estava relativamente ajeitado, ela nos conduziu até lá.

O espaço que ela montou e organizou estava simplesmente maravilhoso e adorável. Aquele era, de fato, um ambiente de trabalho saudável! Podíamos sentir isso, inclusive, na atmosfera no lugar.

Enquanto bisbilhotávamos a empresa, ela nos mostrou o seu mais novo vicio: o jogo “The Sims Ambições”! E isso nos rendeu assunto a respeito da época dos primeiros “The Sims” e dos códigos que usávamos para “facilitar e agilizar” um pouco mais as coisas.

Obviamente, alguns considerariam tais códigos uma trapaça, mas, quem nunca usou um “rosebud“, ou “klapaucius“, ou até mesmo um “motherlode”?

Voltamos para dentro da casa da Bia – depois do irmão dela vir atrás de nós, questionando quando iríamos pedir a bendita comida chinesa – e começamos os costumeiros desabafos e a atualizações do tempo que ficamos separadas.

A cada palavra dita e ouvida, percebíamos o quanto a vida de cada uma dera voltas e rodopios enquanto estávamos distantes. Por mais que tentássemos manter um diálogo via e-mail, gtalk, Facebook e/ou telefone, vimos que não adiantava muita coisa, pois o “grosso” de cada história não conseguia ser realmente contato por meio desses artifícios virtuais e telefônicos.

Em cada cômodo da casa que nós íamos, parávamos para conversar, o que tornava a nossa locomoção extremamente lenta, porém, isso não nos importava. Queríamos mais que o tempo desacelerasse, para que pudéssemos ficar mais tempo juntas.

Pedimos, por fim, a bendita comida chinesa – o pedido tradicional que sempre pedíamos quando íamos à casa da Bia – e nos acomodamos no quarto “em manutenção” da marida Beatriz.

Enquanto a Carol partia para o seu costumeiro “pitstop” – por isso nos dizemos que ela tem “incontinência urinária” – eu descobri um controle de aparência simpática, depositado em cima da cabeceira.

– Bia, esse controle é do ventilador? – perguntei, analisando os desenhos ilustrativos em cada botão.

– É sim. E ele também controla a luz. – apontou para um botão. – Esse daqui, se você segurar apertado, ele regula a intensidade dela e você consegue escolher se quer mais claro ou mais escuro.

– Que legal! E tá funcionando? – minha cabeça já estava fervilhando de idéias. A pergunta já havia sido feita com segundas intenções.

– Tá sim, por quê?

– Que tal darmos um susto na Carol? – comecei a testar o controle e ver como ele funcionava.

– Isso! – respondeu empolgada.

Assim que ouvimos a porta do banheiro ser destrancada, nos jogamos em cima do colchão e nos acomodamos, de forma a esconder minha mão com o controle.

Quando a Carol entrou no quarto, começamos a conversar e eu coloquei em prática o meu plano – fiz com que a luz fosse diminuindo, gradativamente, a sua intensidade.

– Ué, é impressão minha ou a sua luz ta mais fraca, Bia? – comentei olhando para cima, chamando a atenção da Carol para o fato.

– Hm… Estranho, acho que caiu alguma fase da casa. – ela respondeu, se segurando para não rir, assim como eu.

– Estranho mesmo. Acho que é por causa da chuva que está vindo. – a inocente Carol comentou.

A Bia e eu tentamos atuar, colocando a nossa melhor expressão de medo nos rostos e nos levantamos para sairmos “correndo” do quarto. Quando a Carol nos seguiu, fiz com que a luz voltasse ao normal a partir do primeiro passo dela para fora.

– Olha! Acendeu! – a Bia comentou, apontando.

– Será que a energia voltou? – a pobre Carolina perguntou, tentando analisar outros pontos da casa, enquanto voltávamos para o quarto.

– Acho que é você, ein Carol! – disse para provocar.

Demos risada e nos acomodamos novamente. Assim que percebi que a Carol estava mais distraída, repeti o ato.

– Iiih, Carol! – a Bia olhou para ela e para cima depois. – Olha lá!

– Ai, gente! Será que sou eu?

– Faz um teste! Entra e sai do quarto.

Quando ela saiu do quarto, a luz voltou ao normal.

– Que estranho! – ela voltou para dentro e eu fiz a mágica do controle, mais uma vez.

– É você, Carol! – acusei brincalhona.

– Não duvido! Do jeito que as coisas andam, aposto que alguém rogou uma praga em mim! – comentou, referindo-se a sua recente desventura no mundo do mais complexo sentimento, cujo nome é uma palavrinha que, de trás para frente, dá o nome de uma cidade italiana.

Novamente, ela entrou e saiu. E a luz reproduziu a façanha anterior.

Assim que senti que a nossa marida já estava um tanto impressionada e percebi, com o canto do olho, o irmão da Bia passar pelo corredor, resolvi assustá-la um pouco mais.

– O cabelo da Carol ta mexendo? – cochichei em bom tom com a Bia, a qual entendeu minha estratégia e fez uma cara de observadora. – Carol, o que é isso? – apontei para ela, a qual já havia ouvido o meu “cochicho” e percebera um “vulto” passar pela corredor do lado de fora (o “vulto” era o irmão da Bia).

– PÁRA!! – ela deu o seu clássico grito, porém em um tom um pouco mais baixo do que ela costuma dar.

Obviamente, a Bia e eu começamos a gargalhar. Até pretendia brincar mais um pouco, ligar o ventilador, pregar mais peças… Mas, não iria resistir por muito mais tempo, afinal, já estava rindo descontroladamente!

– Carol… – levantei a mão e coloquei o controle no colo dela. – Olha os desenhos! – pedi, ainda enxugando lágrimas dos olhos e deixando alguns risos escaparem esporadicamente.

Logo que ela percebeu a trama, nos encarou de forma assassina – porém, aviso que o olhar fracassou no intuito – e bufou.

– Mas, tinha que me assustar, né?

Passada as crises de riso e estômagos começando a reclamar, o nosso pedido chegou, finalmente!

A comida chinesa viera em boa hora! Já era quase uma e meia da tarde ou um pouco mais.

Deleitamo-nos com o yakissoba, o yakimeshi e os bolinhos de frango! Sempre mantendo a conversa viva e as risadas temporais presentes.

Para terem uma noção do quanto riamos, imaginem a Bia tentando nos ensinar, durante o almoço, como mexer as narinas em movimentos variados e “coelhísticos”.

Pois é…

Acredito que deu para entender, né?

(É… Acho que deu para entender que nós temos algum probleminha! Hauahauahauhau… Mas, quem disse que nós somos pessoas “normais”?)

Fora as risadas, o bate-papo estava tão bom que, mesmo depois de termos terminado de almoçar, continuamos sentadas ao redor da mesa até ás quatro e meia da tarde!

Inclusive, tínhamos até planejado ir ao cinema… Mas, com a chuvinha freqüente e com a louca vontade de matar a saudade e “papear”, acabamos adiando a idéia para o dia seguinte.

Locomovemos-nos até a sala, onde a Bia ligou o laptop do irmão na TV. Ficamos assistindo a clipes de músicas coreanas, os quais acessávamos pelo Youtube. Há muito não víamos e nem acompanhamos o mundo “K-Pop”, muito menos juntas!

Depois, passamos a ver trechos de DVD’s de shows dos tais e de outros grupos coreanos. Mostramos alguns trechos do show do trio JYJ para a Carol e logo após foi colocado para passar um pedaço do show do grupo Super Junior, pois, aparentemente, fazia muito tempo que a Bia deseja repassar aquela parte com a Carol e eu presentes, apenas para rever as nossas reações abarrotadas de estrógenos!

Foi preciso apenas um pequeno pedaço de uma única música – Sorry, Sorry – para nos fazer cantar de animação, dançar empolgadas e, obviamente, hiperventilar diante da coreografia, especificamente na parte em que o integrante Siwon abre o terno, expondo um belo abdômen desprovido da cobertura de uma vestimenta qualquer.

Essa cena já foi assistida inúmeras vezes por nós, conduto a reação praticamente não muda, graças aos hormônios à flor da pele!

Admito que antigamente eu hiperventilava mais, agora, graças ao meu namorado extremamente “gatoso” – para quem não sabe, “gatoso” é a junção das palavras gato e delicioso – a reação tornou-se mais branda!

Porém, a Carol não nunca nos decepcionou antes e continuou a não decepcionar! A reação dela foi divertidíssima, bem mais empolgada do que a minha.

Bastava eu me animar, apontando para o tal coreano abrindo o terno, que eu logo percebia que a minha animação não era nada comparada com a da Carol!

Eram gemidos e suspiros, pulos e travesseiros sendo agarrados… Enquanto eu dançava e apontava, sentadinha no chão, a Carol passava por tudo em cima do sofá e a Bia registrava – em partes, pois logo percebemos a tentativa e tratamos de encenar uma quase cena de garotas comportadas.

Mais tarde, quando a noite já estava avançada, nós lanchamos um jantar e partimos de volta a sala, para assistirmos ao filme “Evocando Espíritos”, somente para não perder o âmbito.

Aquela era a primeira vez que assistia ao longa-metragem e me contorcia de agonia no sofá. Contudo, não pensem que a Bia e a Carol também não se sentiram tensas, pelo contrário!

Quando estávamos todas compenetradas na história, o irmão da Bia escancarou a porta da sala, fazendo com que a Carol gritasse e nós nos assustássemos ainda mais!

Admito que deixei escapar um breve “palavrão” em voz baixa…

O “Evocando Espíritos” acabou e nós decidimos assistir um episódio de “America’s Next Top Model” para tentar acalmar os ânimos antes de irmos dormir. A Carol e eu apagamos de sono antes do programa chegar à metade.

A Bia, após assistir o episódio inteiro, desligou a televisão e também partiu para o merecido sono. Já eram quase duas da matina quando todas nós já estávamos ressonando em nossos sonhos.

E como já era oficialmente domingo, essa parte do causo vou contar em um próximo post, apenas para poder dar um intervalo para vocês poderem descansar a vista de minhas palavras e, quem sabe, gerar certa curiosidade!

Até mais, meus queridos leitores!

 

 

 



Um pouquinho de insolação… 

 

 

Uma entrevista marcada com a Assessoria de Imprensa da Unicamp.

Até aí…

Algo tradicional para mim e minhas amigas do antigo trabalho universitário.

Nada fora do comum para nós, jornalistas.

A manhã começou com um homem, no mínimo, “bizarro” dentro do ônibus fretado.

Sabe aqueles caras com aparência de 30 anos, cabelinhos arrumadinhos para o lado, óculos fundo de garrafa e cara de cdf, nem mesmo de nerd é?

Pois bem…

Eis a figura que estava sentada ao meu lado! Nada contra a aparência, isso não me incomoda nem um pouco. O problema foi o incômodo dele que me incomodou. Aquele ser não parava de se mexer no banco, o tempo todo se ajeitando no assento!

E lá se ia a minha chance de tirar uma soneca matutina antes de chegar na Puc…

Logo que cheguei à universidade, recebi a seguinte mensagem da Carol, uma das integrantes do meu grupo para a entrevista:

“Oie gente, vou chegar 9:30 porque o MALDITO busão passou mais cedo! Daí eu aviso se me encontro com vocês na Unicamp já, ok? Beijos”

Tudo bem…

O “MALDITO” dela descrevia muito bem o meu percurso até ali.

E digo mais!

Inocência minha por ter achado aquilo maldito! Aí de mim…

Assistimos à aula do nosso querido professor Bazi e finalmente nos resolvemos com o TCC!

Milagre!

Discutíamos como baratas tontas presas dentro de uma caixa. Foi realmente milagroso o fato de termos conseguido nos decidir!

No intervalo, subimos para a praça de alimentação e compramos chocolates em uma chocolateria fantástica e deliciosa que há ou havia no campus I da PUC-Campinas! (não sei ao certo se a tal ainda existe ali, preciso fazer uma visita ao lugar para constatar)

Hmmm… A vida era doce! (e ainda é! Depende do ponto de vista.)

Passadas algumas horas, a Carol finalmente conseguiu ir ao nosso encontro e… Adivinhem!

O pai dela iria levá-la até a Unicamp e também nos daria carona, não precisaríamos pegar um ônibus!

Aaah… Parecia que o meu dia estava ficando cada vez melhor!

Mas, para quem ainda não sabe o que realmente aconteceu naquele dia, então eu repito:

“Aí de mim…”

Fomos animadas dentro carro, conversávamos sobre os mais diversos assuntos: trabalhos, encontros, vidas amorosas, fofocas, planos, serviços, o calor, a entrevista…

Bom…

Nem preciso dizer que a entrevista em si foi um sucesso!

O pessoal nos recebeu extremamente bem e de maneira exemplar! Responderam a tudo de forma surpreendente e foram muito hospitaleiros, o que nos incentivou a fazer mais do que a professora nos havia pedido para o trabalho!

Mas, assim que olhamos para o relógio…

O meu dia começou a se transformar em uma obra de Edvard Munch, “O Grito”!

Eram 12h28min e o meu ônibus sairia às 12h35min!

Ok…

07 minutos!

A Carol ficou por lá mesmo, afinal, além da PUC ela estudava na Unicamp também. Não compensaria a garota voltar para a Universidade Católica e depois retornar para a Universidade de Campinas! Poréms, com boa amiga que ela é, nos indicou o ponto de ônibus e avisou que existia um “PUC-Unicamp” que poderia nos levar de volta sem problemas.

Fomos para o ponto…

Eis que parou um “Circurlar Interno”. A Débora se apressou em questionar o cobrador quanto ao itinerário e logo depois nos informou:

“ele disse que o ultimo ponto dele é na PUC”

ÓTIMO!

Estamos salvas!

Não iria pagar o ônibus e ainda por cima poderia chegar a tempo para pegar o meu fretado até Jundiaí!

Maravilha!

Hm…

Mas quando a esmola é muita… Até o santo desconfia, não é?

O último ponto ficava no começo do “subidão Unicamp – PUC”!

Como previsto pela minha amiga Beatriz, quem desconfiou desde o começo, o CIRCULAR INTERNO não saia da Unicamp.

Enfim…

O verdadeiro maldito percurso começava naquele momento!

A Débora correu acelerada na frente, não nos acompanhou. Compreensível, afinal, ela também não queria perder o fretado dela.

Contudo, já eram 11h40min!

Para quê a pressa?

Desisti de correr atrás de algo perdido e aconselhei a Bia a diminuir o passo assim como eu, caso contrário, não suportariamos o calor dilacerante e fadigante por muito tempo.

E deixamos a Dé sumir pelo horizonte escaldante…

Continuávamos a andar e a andar, sem aparentemente avançar de maneira satisfatória.

Sol à pino…

E eu e minha amiga Beatriz subindo aquela ladeira infernal e sem fim, caminhando entre uma grama suja e um asfalto quente.

Fizemos uma parada rápida para prendermos os nossos cabelos, o que ajudou um pouco com relação ao calor na nuca. No entanto, o resto… Continuava a mesma transpiração melada, a mesma ardência na pele, o mesmo calor incômodo, os mesmo cabelos molhados de suor e as mesmas roupas grudentas!

O calor era tanto que estávamos começando a alucinar!

Divagávamos sobre o poder de Hiro, um personagem do seriado Heroes, e como seria ótimo congelar o tempo…

Mas, e a energia? Congelaria também? O ar condicionado funcionaria? Não seria melhor roubar um carro nesse caso?

Também divagávamos sobre cérebros inchando e parando de raciocinar…

Então, não é melhor manter eles funcionando?

Pense em alguma coisa! Pense em um elefante roxo! Em uma girafa vermelha! E… Em uma lagartixa cor-de-rosa! Lagartixa cor-de-rosa?

Pois é…

Creio que deu para entender o estado lamentável em que nos encontrávamos, certo?

Após muitas alucinações, muitos passos lamuriosos e muito calor implacável…

Havíamos chegado ao nosso destino!

Tomamos, literalmente, um banho na pia do banheiro mais próximo. Tentamos ajeitar o máximo possível o estrago que a nossa “caminhada” causara. E feito isso, conseguimos almoçar com a nossa amiga Nara!

Aaah… Vitória!

Será mesmo?

Hm…

Acho melhor não narrar como foi a minha saga de volta para casa, não é mesmo? Temo que você acabe entrando em desespero…

Enfim…

Quem disse que um pouco de insolação não faz mal?

 

 

 

Bia e Eu!! hehehe...



{março 5, 2012}   Causos de um nascimento

Causos de um nascimento…

…do meu Nascimento!

 

 

 

Este causo aconteceu há 23 anos. Eu não me lembro dele e nem poderia! Mas, me contaram e confirmaram que de fato aconteceu.

No final de 1988, mais especificamente no dia 18 de novembro, eu nasci. Era uma ótima noite de sexta-feira. E quando vim ao mundo já era por volta das 22h30min.

Ainda bem que a minha mãe nunca foi uma “baladeira”. Sorte a minha!

Ou melhor…

Sorte nisso e azar no fato de ela ser uma incorrigível viciada em limpeza e faxina!

Minha amada mamãe, como uma boa e exemplar administradora do lar, resolveu, justamente naquele dia do oitavo mês de gravidez, fazer uma arrumação geral na casa.

Nossa antiga residência era pequena, porém grande demais para uma mulher grávida limpar!

A faxina, pelo o que me parece, durou quase o dia inteiro, sendo que minha mãe se colocou no direito de também lavar a parte externa das janelas do segundo andar, para desespero de nossa antiga vizinha.

A altura era fatal para ela e principalmente para mim, um feliz bebê no ventre de sua mamãe. Contudo, mesmo a ameaça sendo obvia, ela continuou a ficar sentada no parapeito, inclinando-se perigosamente ao passar o pano em todos os cantos do vidro.

E a aventura não parou por ali. Naquele dia ela fez questão de limpar e lavar cada canto daquela casa; de carregar cadeiras, baldes e afins; de andar para cima e para baixo em escadas… Não é a toa que a bolsa amniótica, onde eu me encontrava, estourou!

Após toda aquela faxina pesada, a minha mãe tomou um refrescante banho e foi se deitar em um descanso revigorante no sofá, diante da televisão, na qual estava passando a sua tão merecida novela “das 8”.

Assim que se deitou, sentiu algo escorrer pelas pernas. Em sua inocência, acreditou se tratar de xixi!

– Nossa! Eu estava tão apertada assim e nem percebi? – comentou, indo até o banheiro para se limpar.

Enxugada e sequinha, voltou para a sala. Estava ansiosa para ver o último tão esperado episódio de sua novela.

Foi quando voltou a sentir algo molhado entre as pernas. Estranhando a frequência com que escorria, passou a mão e percebeu que aquele líquido era um pouco espesso e com alguns pedaços translúcidos e viscosos.

– Acho que a minha bolsa rompeu! – pensou, levantando-se devagar e indo até a janela da sala de jantar, a qual dava de frente para uma das janelas da casa de minha tia, na época, uma de nossas vizinhas.

Naquele tempo, não tínhamos telefone em casa e a única forma de se comunicar com o meu pai era pedindo para que um de nossos vizinhos telefonasse por nós.

– Sônia! Sônia! – minha mãe chamava.

Após alguns minutos, minha tia apareceu.

– O que foi, Solange? – parecia, segundo minha mãe, um tanto surpresa. Afinal, todos ali sabiam da gravidez avançada e um chamado tão insistente vindo dela nessa ocasião sempre surpreendia a quem ouvia.

– Minha bolsa estourou, você pode ligar para o Sérgio e avisar?

– Mas, você está bem?

– Estou sim. Só pede para ele vir me levar para o hospital e avisar para a médica também.

– Já volto! – deu-se por encerrada a conversa entre janelas.

Não sei ao certo se foi exatamente essa a conversa que me foi narrada, contudo, acredito ter sido bem parecida.

Enquanto minha tia telefonava, minha mãe andava tranquila pela casa, buscando os apetrechos, acessórios e roupas para a ida e saída do hospital.

– O Serginho já está vindo! – avisou minha tia, após entrar esbaforida dentro de casa.

– Tá bom. – continuava a arrumar as malinhas do bebê e dela.

– Solange, como você pode ficar tão calma numa hora dessas? – minha tia estava mais do que pasma com a tranqüilidade da minha mãe, diante da situação que já a deixava tão ansiosa!

Depois de um tempo, não me recordo quanto, meu pai chegou em casa. Pegou minha mãe, se despediu de minha tia e correu para o hospital.

Visto que eu era a primogênita e, portanto, a primeira experiência paternal, meus pais se encontravam relativamente calmos demais!

Assim que chegaram ao hospital, deram de cara com uma médica preocupada e toda uma equipe já pronta para realizar o parto.

Inicialmente, a minha mãe queria me oferecer um parto normal, porém, assim que a doutora lhe explicou os riscos de eu supostamente estar com o cordão umbilical enrolado ao redor de meu pescocinho, minha mãe logo mudou de idéia. Seria uma operação cesariana!

Afinal, imaginem um inocente bebê, pacificamente boiando em fluídos amnióticos e protegido dentro de sua mãe; de repente passar por movimentos tão bruscos que poderiam lhe parecer como terremotos; e ter seu precioso espaço alterado para algo menos liquido e totalmente estranho… Não ficariam agitados e confusos?

Pois bem… Foi assim que eu fiquei!

E por esse motivo, dentre meus movimentos erráticos, poderia ter me enroscado em meu próprio cordão umbilical.

Dentro da sala de cirurgia, era o anestesista quem fotografava os procedimentos de meu parto. Os cortes, os cuidados, os meus primeiros vestígios pelo mundo…

Contudo, a sessão fotográfica precisou ser interrompida por devido a um fato importantíssimo. Havia algo de errado na anestesia que estavam aplicando em minha mãe.

E entre a vida dela e as fotos, obviamente, o especialista optou por minha mãe. Ainda bem, não é?

No fim, tudo ocorreu bem. Minha mãe, um “tanto” grogue, ouviu meus primeiros choros, me segurou nos braços e sentiu como era se sentir drogada! O anestesista voltara a bater algumas fotografias e depois ajudará com os procedimentos finais da cesárea.

Assim que saiu da sala e foi para o quarto, minha mãe ouviu o meu pai perguntar: “pode abrir?”

Ela o viu com a câmera fotográfica já em mãos e, ainda se sentindo torpe e chapada, respondeu um inocente e impensado “pode”.

Meu pai realmente abriu a máquina e, consequentemente, queimou todo o filme que registrava o meu nascimento.

Naquela época, era preciso rebobinar os filmes fotográficos que eram colocados dentro da máquina, antes de abri-la, pois, caso contrário, expostos a luz eles queimavam todos os registros ali gravados.

No fim das contas, eu nasci como uma saudável garotinha, um pouco prematura, de um parto precocemente causado por uma grande faxina doméstica, de uma consequente bolsa rompida, de um procedimento cirúrgico abarrotado de anestésico, e sem registro algum do nascimento.

E ainda me perguntam o porquê de eu não gostar de fazer faxina em casa, de viver sonolenta e gostar de fazer tantos registros fotográficos de quase cada momento da minha vida!

Essa sou eu!

Essa sou eu!

 



{março 2, 2012}   Baixo Calão?

Baixo calão? Tem certeza?

 

 

 

Diga-me, quantos xingamentos você conhece?

Muitos?

Vários?

Já perdeu a conta?

E você acha que já ouviu dos mais chulos, de baixo calão, até os mais improváveis e bizarros?

Pois é…

Sinto informar que existe mais um xingamento totalmente peculiar e assustador, o qual você nunca tinha ouvido falar!

Você jamais poderia imaginar que alguém seria capaz de criá-lo e utilizá-lo como tal!

E como boa jornalista que sou, divulgo em primeira mão o mais novo e hipotético xingamento: “FLUFFY”!

Isso mesmo!

Você não leu errado.

Fluffy, agora, é um xingamento, uma palavra pejorativa e ofensiva!

Imagino o que você deve estar pensando…

É UMA BIZARRICE TOTAAAAL!

E adivinhe quem foi a criadora deste suposto palavrão! (para os leitores assíduos de meu blog, essa pergunta é de nível médio à fácil)

Muito bem para quem pensou em Carol!!!

A autoria é toda e completamente da minha linda e adorada amiga Carolina!

Tinha que ser não é?? Hehehe…

 

 

 

Minha amada e querida amiga Carolina!



{março 2, 2012}   “Novos Vocabulários”

Entrando na onda de “novos vocabulários”

 

 

Estava eu conversando com minha ilustre e querida amiga Beatriz, quando ouço uma palavra estranha ser pronunciada.

Algo que lembrasse cheddar…

Mas, CHEDDAR??

Naquela conversa não havia espaço para queijos e derivados. O assunto não abrangia esse tipo de alimento. Aliás, não abrangia nenhum tipo de alimento!

Então, lhes pergunto:

Como é que eu fui ouvir “cheddar”?

Devo ter pirado, certo?

Errado!

Primeiramente, pirada eu já sou. É física e mentalmente impossível que eu fique ainda mais pirada (creio eu).

Além disso, eu realmente ouvi algo parecido com cheddar!

(não era a palavra “cheddar” propriamente dita. Era apenas a sonoridade dela que eu realmente ouvira a minha amiga pronunciar).

O caso foi o seguinte…

No meio da empolgação, a Bia se enrolou nas letras, no sotaque, na pronuncia e acabou por criar uma palavra nova ao tentar dizer “chegar”.

Imaginem o tal verbo “chegar” sendo pronunciado com a mesma entonação de “cheddar”!

Ficou algo parecido com “chégar”.

Sei lá…

No mínimo foi altamente bizarro!!

Ai ai…

É tão engraçado ter amigas que criam um vocabulário novo a cada duas palavrinhas!

 

 

Minha querida e amada amiga Beatriz!!




{março 1, 2012}   Como se sentiria? O que faria?

Como se sentiria? O que faria? 

 

 

E ninguém queria que eu chorasse de rir?

Por favor, coloquem-se no meu lugar…

Vocês estão assistindo a uma aula tranqüila e monótona, em uma sala pequena e quieta, sentados em uma das primeiras fileiras, próximos à professora…

Vocês, casualmente, resolvem virar para o lado e acabam se deparando com uma careta congelada com um biquinho, com os olhos vidrados e voltados para vocês…

Ou então…

Viram-se empolgados para comentar algo e dão de cara com alguém dormindo com a cabeça apoiada em uma mão, totalmente pênsil, a ponto de despencar…

Como se sentiriam?

No meu caso, me vi em uma crise de riso dolorosamente complicada de se controlar.

Mas, tudo bem…

Essas coisas acontecem, não é?

Ou não…?

Voltando ao mesmo cenário, mas agora com uma pessoa diferente ao lado.

A mesma aula…

A mesma professora…

A mesma sala…

As mesmas cadeiras…

Um lugar diferente, mas, ainda assim próximo da docente…

Vocês flagram uma leve “reboladinha” por parte da professora, a qual se encontra extremamente próxima, a apenas alguns meros centímetros de vocês.

Resolvem abstrair o fato naquele momento para não cair na gargalhada. Contudo, não resistem à tentação de comentar isso com alguém!

Nesse momento, vocês se viram para a pessoa mais próxima e dizem: “você viu ela rebolar?”.

Vejam…

A situação já está mentalmente  complicada para vocês…

Assim que soltam esse singelo comentário, a pessoa começa a rir e não pára! (imaginem isso acontecendo com quase todo e qualquer comentário que vocês digam)

O que vocês fazem?

Eu, por exemplo, começo a rir, lágrimas começam a cair dos meus olhos e, como não me controlo, preciso sair, fingindo estar chorando por alguma coisa.

Mas, novamente tudo bem…

É algo normal em uma sala de aula, certo?

Errado?

Bom…

Caso a curiosidade esteja a ponto de matá-los, revelarei o nome das duas amadas criaturas, GRANDES RESPONSÁVEIS pelas minhas famosas crises de riso no meio das já encerradas aulas!

Com vocês…

Carol! A garota da careta e da cara de sono!!!

E…

Bia! A garota que não para de rir com quase qualquer comentário!!!

 

Eis minhas amigas amadas, que me fazem passar por cada situação…

 

Mas…

Sem problemas…

Considero isso ótimo!

Afinal, existe pessoa mais feliz e bobona do que eu??

Carol em: "O galho da árvore que estava dando em cima dela" - e eu chorando de rir

eu chorando de rir - e a Bia em: "A complicada tentativa de simular e fingir uma noite juntas"

 



{março 1, 2012}   Coisas bizarras da vida

 

 

Eu já ri…

 

 

 

Eu já chorei…

 

 

 

Mas lhes garanto: mais gargalhei do que derramei lágrimas!

 

 

 

Inclusive durante os 04 anos de faculdade…

 

 

 

Como podem ver, as minhas colegas de curso são tão piradas quanto eu

Os meus dias na universidade eram extremamente divertidos graças a elas!

Se não fosse por essas Filhas da Puc…

O que seria de mim? (mais uma escrava apática e chata do estresse, provavelmente…)

 

 

 

As brincadeiras, as loucuras, as idéias doidas, as trabalhadas, o sono constante, as caretas, os tropeções, a lerdice, os vocabulários inventados, as risadas, as zoeiras, a baderna, o companheirismo, as crises de risos, os comentários mais bizarros, as fofocas, os suspiros, os vícios, os sonhos, as conspirações, as “debiloidices”, as onomatopéias… São algumas das situações que compunham o nosso dia-a-dia acadêmico (e finais de semana juntas)!

 

 

 

Hm…

E falando em onomatopéias…

Preciso lhes informar, ninguém vence as minhas duas amadas amigas Bia e Carol no requisito onomatopeia.

A Nara que o diga! (afinal, a Nara era minha companheira na “zoação” destas duas… Nada passava em branco para nós! Hauhauahuahau…)

 

 

 

Ou melhor…

 

Até hoje eu acreditava que NINGUÉM poderia combatê-las (principalmente a Bia, a garota com mais jargões sonoros que conheço pessoalmente na vida!)

Contudo, me enganei!

 

 

 

Encontrei, em minhas andanças pela internet, o seguinte vídeo:

 

 

 

(depois de assisti-lo, me digam se esse senhor é ou não é o mestre da onomatopeia!)


 

Pois é… Fiquei com dó da senhora e do jornalista que o entrevistou…

Não é fácil ser jornalista…




et cetera
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