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{março 6, 2012}   Um pouquinho de insolação… Que mal faz?

Um pouquinho de insolação… 

 

 

Uma entrevista marcada com a Assessoria de Imprensa da Unicamp.

Até aí…

Algo tradicional para mim e minhas amigas do antigo trabalho universitário.

Nada fora do comum para nós, jornalistas.

A manhã começou com um homem, no mínimo, “bizarro” dentro do ônibus fretado.

Sabe aqueles caras com aparência de 30 anos, cabelinhos arrumadinhos para o lado, óculos fundo de garrafa e cara de cdf, nem mesmo de nerd é?

Pois bem…

Eis a figura que estava sentada ao meu lado! Nada contra a aparência, isso não me incomoda nem um pouco. O problema foi o incômodo dele que me incomodou. Aquele ser não parava de se mexer no banco, o tempo todo se ajeitando no assento!

E lá se ia a minha chance de tirar uma soneca matutina antes de chegar na Puc…

Logo que cheguei à universidade, recebi a seguinte mensagem da Carol, uma das integrantes do meu grupo para a entrevista:

“Oie gente, vou chegar 9:30 porque o MALDITO busão passou mais cedo! Daí eu aviso se me encontro com vocês na Unicamp já, ok? Beijos”

Tudo bem…

O “MALDITO” dela descrevia muito bem o meu percurso até ali.

E digo mais!

Inocência minha por ter achado aquilo maldito! Aí de mim…

Assistimos à aula do nosso querido professor Bazi e finalmente nos resolvemos com o TCC!

Milagre!

Discutíamos como baratas tontas presas dentro de uma caixa. Foi realmente milagroso o fato de termos conseguido nos decidir!

No intervalo, subimos para a praça de alimentação e compramos chocolates em uma chocolateria fantástica e deliciosa que há ou havia no campus I da PUC-Campinas! (não sei ao certo se a tal ainda existe ali, preciso fazer uma visita ao lugar para constatar)

Hmmm… A vida era doce! (e ainda é! Depende do ponto de vista.)

Passadas algumas horas, a Carol finalmente conseguiu ir ao nosso encontro e… Adivinhem!

O pai dela iria levá-la até a Unicamp e também nos daria carona, não precisaríamos pegar um ônibus!

Aaah… Parecia que o meu dia estava ficando cada vez melhor!

Mas, para quem ainda não sabe o que realmente aconteceu naquele dia, então eu repito:

“Aí de mim…”

Fomos animadas dentro carro, conversávamos sobre os mais diversos assuntos: trabalhos, encontros, vidas amorosas, fofocas, planos, serviços, o calor, a entrevista…

Bom…

Nem preciso dizer que a entrevista em si foi um sucesso!

O pessoal nos recebeu extremamente bem e de maneira exemplar! Responderam a tudo de forma surpreendente e foram muito hospitaleiros, o que nos incentivou a fazer mais do que a professora nos havia pedido para o trabalho!

Mas, assim que olhamos para o relógio…

O meu dia começou a se transformar em uma obra de Edvard Munch, “O Grito”!

Eram 12h28min e o meu ônibus sairia às 12h35min!

Ok…

07 minutos!

A Carol ficou por lá mesmo, afinal, além da PUC ela estudava na Unicamp também. Não compensaria a garota voltar para a Universidade Católica e depois retornar para a Universidade de Campinas! Poréms, com boa amiga que ela é, nos indicou o ponto de ônibus e avisou que existia um “PUC-Unicamp” que poderia nos levar de volta sem problemas.

Fomos para o ponto…

Eis que parou um “Circurlar Interno”. A Débora se apressou em questionar o cobrador quanto ao itinerário e logo depois nos informou:

“ele disse que o ultimo ponto dele é na PUC”

ÓTIMO!

Estamos salvas!

Não iria pagar o ônibus e ainda por cima poderia chegar a tempo para pegar o meu fretado até Jundiaí!

Maravilha!

Hm…

Mas quando a esmola é muita… Até o santo desconfia, não é?

O último ponto ficava no começo do “subidão Unicamp – PUC”!

Como previsto pela minha amiga Beatriz, quem desconfiou desde o começo, o CIRCULAR INTERNO não saia da Unicamp.

Enfim…

O verdadeiro maldito percurso começava naquele momento!

A Débora correu acelerada na frente, não nos acompanhou. Compreensível, afinal, ela também não queria perder o fretado dela.

Contudo, já eram 11h40min!

Para quê a pressa?

Desisti de correr atrás de algo perdido e aconselhei a Bia a diminuir o passo assim como eu, caso contrário, não suportariamos o calor dilacerante e fadigante por muito tempo.

E deixamos a Dé sumir pelo horizonte escaldante…

Continuávamos a andar e a andar, sem aparentemente avançar de maneira satisfatória.

Sol à pino…

E eu e minha amiga Beatriz subindo aquela ladeira infernal e sem fim, caminhando entre uma grama suja e um asfalto quente.

Fizemos uma parada rápida para prendermos os nossos cabelos, o que ajudou um pouco com relação ao calor na nuca. No entanto, o resto… Continuava a mesma transpiração melada, a mesma ardência na pele, o mesmo calor incômodo, os mesmo cabelos molhados de suor e as mesmas roupas grudentas!

O calor era tanto que estávamos começando a alucinar!

Divagávamos sobre o poder de Hiro, um personagem do seriado Heroes, e como seria ótimo congelar o tempo…

Mas, e a energia? Congelaria também? O ar condicionado funcionaria? Não seria melhor roubar um carro nesse caso?

Também divagávamos sobre cérebros inchando e parando de raciocinar…

Então, não é melhor manter eles funcionando?

Pense em alguma coisa! Pense em um elefante roxo! Em uma girafa vermelha! E… Em uma lagartixa cor-de-rosa! Lagartixa cor-de-rosa?

Pois é…

Creio que deu para entender o estado lamentável em que nos encontrávamos, certo?

Após muitas alucinações, muitos passos lamuriosos e muito calor implacável…

Havíamos chegado ao nosso destino!

Tomamos, literalmente, um banho na pia do banheiro mais próximo. Tentamos ajeitar o máximo possível o estrago que a nossa “caminhada” causara. E feito isso, conseguimos almoçar com a nossa amiga Nara!

Aaah… Vitória!

Será mesmo?

Hm…

Acho melhor não narrar como foi a minha saga de volta para casa, não é mesmo? Temo que você acabe entrando em desespero…

Enfim…

Quem disse que um pouco de insolação não faz mal?

 

 

 

Bia e Eu!! hehehe...



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