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{março 15, 2012}   Causos de um final de semana (Sábado)

Causos de um merecido final de semana em Valinhos

(Dia 01 – Sábado)

 

 

Acredito que vocês já perceberam o quanto me divirto com minhas ilustres amigas e meus briosos amigos, sem mencionar a minha preciosa família e o meu amado namorado!

Portanto, não será surpresa se eu lhes disser que tive câimbras nos músculos da face e do abdômen de dando rir com minhas nobres maridas Bia e Carol!

O dia começou de forma um tanto preguiçosa…

Levantei-me, arrumei minhas coisas, tomei um banho delicioso e relaxante, me vesti, comi um breve e rápido café da manhã e parti rumo a Valinhos!

Para ir até a casa de minha querida amiga Bia – local onde havíamos combinado passar o primeiro final de semana deste ano juntas – eu iria de carona com meu pai, sendo que a minha marida Carol iria junto comigo.

Pegamos a queridíssima Carolina no pontilhão da Avenida Jundiaí e tomamos a estrada. No caminho, meu pai se viu obrigado a agüentar os surtos e as fofocas de quem não se via há meses e acumulara assunto para dias de conversa a fio.

Rimos e tagarelamos sem parar até alcançar os automáticos portões de uma linda e deliciosa casa, localizada em um verde vale!

Desembarcamos do automóvel e levamos conosco nossas coisas. Despedi-me de meu pai e cumprimentamos a Bia. Posso jurar que os sorrisos sinceros eram incontroláveis, tamanha a felicidade por estarmos as três reunidas novamente!

Assim que meu pai partiu e o portão se fechou, mantendo-nos seguras e unidas do lado de dentro, sentimos, finalmente, que aquele encontro era de fato real. A “ficha caíra” e sentimos algo borbulhar em nosso peito.

Nossa saudade era tanta que não resistimos e nos envolvemos em um abraço coletivo e apertado, realmente começando a desfrutar aquele final de semana juntas!

Para quem estivesse passando pela rua ou para qualquer outra pessoa que nos visse – fosse quem fosse – aquela cena seria “piegas” e sem sentido algum. Algo de “menininhas”…

Contudo, posso afirmar que, apesar das aparências, aquela imagem era composta de um sentimento verdadeiro e sem exageros, algo movido pela mais honesta e amável amizade, sem “frescurites” e “breguices”.

Respiramos fundo e voltamos ao nosso normal: tagarelas e brincalhonas!

No caminho do portão até a porta da casa, nos deparamos com os amáveis Bruce e Brenda, os dois cães rottweiler da Bia.

O Bruce se parece com um urso enorme e pidão! A Brenda é uma cadelinha de aparência adorável e carente!

Obviamente, os dois vieram para cima da Carol e de mim, louquinhos para pedir por carinho e dar as boas vindas após tanto tempo!

A Beatriz, para nossa sorte, refreou a investida de Bruce. Caso contrário, ele nos encheria de baba e pêlos como sempre costumava fazer. A Brenda, por ser menos estabanada e mais tranqüila em sua forma de pedir atenção, não precisou ser repreendida.

Entramos e nos acomodamos, sem deixar de tagarelar. Carol e eu estávamos curiosas para conhecer a sede da empresa da incrível senhorita Beatriz, portanto, assim que tudo estava relativamente ajeitado, ela nos conduziu até lá.

O espaço que ela montou e organizou estava simplesmente maravilhoso e adorável. Aquele era, de fato, um ambiente de trabalho saudável! Podíamos sentir isso, inclusive, na atmosfera no lugar.

Enquanto bisbilhotávamos a empresa, ela nos mostrou o seu mais novo vicio: o jogo “The Sims Ambições”! E isso nos rendeu assunto a respeito da época dos primeiros “The Sims” e dos códigos que usávamos para “facilitar e agilizar” um pouco mais as coisas.

Obviamente, alguns considerariam tais códigos uma trapaça, mas, quem nunca usou um “rosebud“, ou “klapaucius“, ou até mesmo um “motherlode”?

Voltamos para dentro da casa da Bia – depois do irmão dela vir atrás de nós, questionando quando iríamos pedir a bendita comida chinesa – e começamos os costumeiros desabafos e a atualizações do tempo que ficamos separadas.

A cada palavra dita e ouvida, percebíamos o quanto a vida de cada uma dera voltas e rodopios enquanto estávamos distantes. Por mais que tentássemos manter um diálogo via e-mail, gtalk, Facebook e/ou telefone, vimos que não adiantava muita coisa, pois o “grosso” de cada história não conseguia ser realmente contato por meio desses artifícios virtuais e telefônicos.

Em cada cômodo da casa que nós íamos, parávamos para conversar, o que tornava a nossa locomoção extremamente lenta, porém, isso não nos importava. Queríamos mais que o tempo desacelerasse, para que pudéssemos ficar mais tempo juntas.

Pedimos, por fim, a bendita comida chinesa – o pedido tradicional que sempre pedíamos quando íamos à casa da Bia – e nos acomodamos no quarto “em manutenção” da marida Beatriz.

Enquanto a Carol partia para o seu costumeiro “pitstop” – por isso nos dizemos que ela tem “incontinência urinária” – eu descobri um controle de aparência simpática, depositado em cima da cabeceira.

– Bia, esse controle é do ventilador? – perguntei, analisando os desenhos ilustrativos em cada botão.

– É sim. E ele também controla a luz. – apontou para um botão. – Esse daqui, se você segurar apertado, ele regula a intensidade dela e você consegue escolher se quer mais claro ou mais escuro.

– Que legal! E tá funcionando? – minha cabeça já estava fervilhando de idéias. A pergunta já havia sido feita com segundas intenções.

– Tá sim, por quê?

– Que tal darmos um susto na Carol? – comecei a testar o controle e ver como ele funcionava.

– Isso! – respondeu empolgada.

Assim que ouvimos a porta do banheiro ser destrancada, nos jogamos em cima do colchão e nos acomodamos, de forma a esconder minha mão com o controle.

Quando a Carol entrou no quarto, começamos a conversar e eu coloquei em prática o meu plano – fiz com que a luz fosse diminuindo, gradativamente, a sua intensidade.

– Ué, é impressão minha ou a sua luz ta mais fraca, Bia? – comentei olhando para cima, chamando a atenção da Carol para o fato.

– Hm… Estranho, acho que caiu alguma fase da casa. – ela respondeu, se segurando para não rir, assim como eu.

– Estranho mesmo. Acho que é por causa da chuva que está vindo. – a inocente Carol comentou.

A Bia e eu tentamos atuar, colocando a nossa melhor expressão de medo nos rostos e nos levantamos para sairmos “correndo” do quarto. Quando a Carol nos seguiu, fiz com que a luz voltasse ao normal a partir do primeiro passo dela para fora.

– Olha! Acendeu! – a Bia comentou, apontando.

– Será que a energia voltou? – a pobre Carolina perguntou, tentando analisar outros pontos da casa, enquanto voltávamos para o quarto.

– Acho que é você, ein Carol! – disse para provocar.

Demos risada e nos acomodamos novamente. Assim que percebi que a Carol estava mais distraída, repeti o ato.

– Iiih, Carol! – a Bia olhou para ela e para cima depois. – Olha lá!

– Ai, gente! Será que sou eu?

– Faz um teste! Entra e sai do quarto.

Quando ela saiu do quarto, a luz voltou ao normal.

– Que estranho! – ela voltou para dentro e eu fiz a mágica do controle, mais uma vez.

– É você, Carol! – acusei brincalhona.

– Não duvido! Do jeito que as coisas andam, aposto que alguém rogou uma praga em mim! – comentou, referindo-se a sua recente desventura no mundo do mais complexo sentimento, cujo nome é uma palavrinha que, de trás para frente, dá o nome de uma cidade italiana.

Novamente, ela entrou e saiu. E a luz reproduziu a façanha anterior.

Assim que senti que a nossa marida já estava um tanto impressionada e percebi, com o canto do olho, o irmão da Bia passar pelo corredor, resolvi assustá-la um pouco mais.

– O cabelo da Carol ta mexendo? – cochichei em bom tom com a Bia, a qual entendeu minha estratégia e fez uma cara de observadora. – Carol, o que é isso? – apontei para ela, a qual já havia ouvido o meu “cochicho” e percebera um “vulto” passar pela corredor do lado de fora (o “vulto” era o irmão da Bia).

– PÁRA!! – ela deu o seu clássico grito, porém em um tom um pouco mais baixo do que ela costuma dar.

Obviamente, a Bia e eu começamos a gargalhar. Até pretendia brincar mais um pouco, ligar o ventilador, pregar mais peças… Mas, não iria resistir por muito mais tempo, afinal, já estava rindo descontroladamente!

– Carol… – levantei a mão e coloquei o controle no colo dela. – Olha os desenhos! – pedi, ainda enxugando lágrimas dos olhos e deixando alguns risos escaparem esporadicamente.

Logo que ela percebeu a trama, nos encarou de forma assassina – porém, aviso que o olhar fracassou no intuito – e bufou.

– Mas, tinha que me assustar, né?

Passada as crises de riso e estômagos começando a reclamar, o nosso pedido chegou, finalmente!

A comida chinesa viera em boa hora! Já era quase uma e meia da tarde ou um pouco mais.

Deleitamo-nos com o yakissoba, o yakimeshi e os bolinhos de frango! Sempre mantendo a conversa viva e as risadas temporais presentes.

Para terem uma noção do quanto riamos, imaginem a Bia tentando nos ensinar, durante o almoço, como mexer as narinas em movimentos variados e “coelhísticos”.

Pois é…

Acredito que deu para entender, né?

(É… Acho que deu para entender que nós temos algum probleminha! Hauahauahauhau… Mas, quem disse que nós somos pessoas “normais”?)

Fora as risadas, o bate-papo estava tão bom que, mesmo depois de termos terminado de almoçar, continuamos sentadas ao redor da mesa até ás quatro e meia da tarde!

Inclusive, tínhamos até planejado ir ao cinema… Mas, com a chuvinha freqüente e com a louca vontade de matar a saudade e “papear”, acabamos adiando a idéia para o dia seguinte.

Locomovemos-nos até a sala, onde a Bia ligou o laptop do irmão na TV. Ficamos assistindo a clipes de músicas coreanas, os quais acessávamos pelo Youtube. Há muito não víamos e nem acompanhamos o mundo “K-Pop”, muito menos juntas!

Depois, passamos a ver trechos de DVD’s de shows dos tais e de outros grupos coreanos. Mostramos alguns trechos do show do trio JYJ para a Carol e logo após foi colocado para passar um pedaço do show do grupo Super Junior, pois, aparentemente, fazia muito tempo que a Bia deseja repassar aquela parte com a Carol e eu presentes, apenas para rever as nossas reações abarrotadas de estrógenos!

Foi preciso apenas um pequeno pedaço de uma única música – Sorry, Sorry – para nos fazer cantar de animação, dançar empolgadas e, obviamente, hiperventilar diante da coreografia, especificamente na parte em que o integrante Siwon abre o terno, expondo um belo abdômen desprovido da cobertura de uma vestimenta qualquer.

Essa cena já foi assistida inúmeras vezes por nós, conduto a reação praticamente não muda, graças aos hormônios à flor da pele!

Admito que antigamente eu hiperventilava mais, agora, graças ao meu namorado extremamente “gatoso” – para quem não sabe, “gatoso” é a junção das palavras gato e delicioso – a reação tornou-se mais branda!

Porém, a Carol não nunca nos decepcionou antes e continuou a não decepcionar! A reação dela foi divertidíssima, bem mais empolgada do que a minha.

Bastava eu me animar, apontando para o tal coreano abrindo o terno, que eu logo percebia que a minha animação não era nada comparada com a da Carol!

Eram gemidos e suspiros, pulos e travesseiros sendo agarrados… Enquanto eu dançava e apontava, sentadinha no chão, a Carol passava por tudo em cima do sofá e a Bia registrava – em partes, pois logo percebemos a tentativa e tratamos de encenar uma quase cena de garotas comportadas.

Mais tarde, quando a noite já estava avançada, nós lanchamos um jantar e partimos de volta a sala, para assistirmos ao filme “Evocando Espíritos”, somente para não perder o âmbito.

Aquela era a primeira vez que assistia ao longa-metragem e me contorcia de agonia no sofá. Contudo, não pensem que a Bia e a Carol também não se sentiram tensas, pelo contrário!

Quando estávamos todas compenetradas na história, o irmão da Bia escancarou a porta da sala, fazendo com que a Carol gritasse e nós nos assustássemos ainda mais!

Admito que deixei escapar um breve “palavrão” em voz baixa…

O “Evocando Espíritos” acabou e nós decidimos assistir um episódio de “America’s Next Top Model” para tentar acalmar os ânimos antes de irmos dormir. A Carol e eu apagamos de sono antes do programa chegar à metade.

A Bia, após assistir o episódio inteiro, desligou a televisão e também partiu para o merecido sono. Já eram quase duas da matina quando todas nós já estávamos ressonando em nossos sonhos.

E como já era oficialmente domingo, essa parte do causo vou contar em um próximo post, apenas para poder dar um intervalo para vocês poderem descansar a vista de minhas palavras e, quem sabe, gerar certa curiosidade!

Até mais, meus queridos leitores!

 

 

 



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