World Fabi Books











{março 27, 2012}   Causos de um final de semana (Domingo)

Causos de um merecido final de semana em Valinhos

(Dia 02 – Domingo)

 

 

 

 

 

Primeiramente, vamos relembrar os fatos…

Passamos um dia extremamente divertido juntas – Bia, Carol e eu – embrenhadas em um delicioso vale, quase todo verde.

Após um dia inteiro de falação, risadas, vídeos de “k-pop” e de um filme de terror, já eram quase duas da madrugada quando todas nós já estávamos ressonando, depois de espairecer as mentes com um episódio de “America’s Next Top Model”.

Como eu dormi em um colchão inflável – depositado ao pé do sofá – durante a noite esticava o braço e o apoiava sobre o móvel acolchoado, a fim de poder esticar melhor o corpo e aliviar a dor nas costas.

Acredito que em uma dessas situações, eu tenha agarrado o pé da Bia, o qual estava ao meu alcance. Acabei assustando a pobrezinha!

Por volta das três horas da manhã, mais ou menos umas quinze para as quatro da alvorada, eu acordei com uma vontade alarmante de ir ao banheiro. No entanto, como o cômodo encontrava-se imerso em uma penumbra total, tentei localizar o meu celular para tentar iluminar o caminho até a porta.

Eu estava dormindo próximo à saída, porém, havia um ventilador e algumas almofadas – arremessadas pela Carol e por mim – como obstáculos promissores.

Devido à escuridão e à minha falta de senso, não consegui encontrar meu celular. Lembrei-me de que a querida Bia havia dormido com o dela por perto e logo me apressei em chamá-la.

– Bia… – sussurrei, raspando levemente as unhas na sua perna e no topo do pé.

– Aiiii, Fabi!!! – murmurou, levantando-se em um tiro. – Que susto!

– Desculpa, é que eu preciso ir ao banheiro e não acho o meu celular. Você tá com o seu por perto?

– Uhum… Espera aí. – e a sala se iluminou.

– Obrigada! – sussurrei e corri para o banheiro.

Admito que foi um alívio ir e voltar do “reservado” contando com a Bia acordada para me amparar. Não digo isso somente por ter tido meu caminho iluminado, e assim evitado algum acidente noturno. Mas, principalmente, pelo fato de ainda estar impressionada com o filme “Evocando Espíritos”.

Vai que eu me deparo com um Gasparzinho nada camarada no meio do caminho?

Voltei para a sala e custo para dormir. Assim que a Bia desliga a luz do celular, deduzi que a mesma já estava de volta ao merecido sono.

Contudo, havia me enganado, pois, fui informada de que um pouco antes de adormecer, a pobre Beatriz sentiu algo, no formato de uma mão, se depositar em suas costas.

Desconfiada e sobressaltada, ela até procurou a suposta mão, mas não a encontrou. Alguns minutos depois, a Bia veio a descobrir que tal fato misterioso acontecera porque a Carol havia se esparramado um pouco demais pelo sofá e, conseqüentemente, tocará a nossa querida de Valinhos.

Passadas as horas insones e as de completo torpor – que parecia ser proveniente da ingestão de soníferos – acordamos!

Ainda era relativamente cedo, mas, aparentemente, nossos inconscientes nos induziam a obedecer nossa louca vontade de passar o máximo de tempo possível juntas e, de preferência, despertas!

Espreguiçamos-nos e enrolamos um pouco pela sala, nos revezando para usar o banheiro e praticar os primeiros hábitos de higiene pessoal, além de aliviar as bexigas novamente cheias.

– Gente, cadê meu óculos? – a Carol ainda estava com a sua tradicional sonolência matinal (algum que nós três temos em comum).

– Aqui. – apontei para eles, os quais estavam cuidadosamente arrumados e depositados em um canto “neutro” do sofá. (entendam como “neutro”, um pedaço onde as garotas não dormiram em cima)

– E a minha piranha? – passou as mãos pelos cabelos, constatando, final e tardiamente, que estavam soltos.

– Ali no canto. – apontei depois de ajudar a procurá-la.

– Nossa gente, obrigada por terem feito isso por mim.

– Feito o que? – eu encarei as duas, vendo a expressão de “hã?” na face da Bia e o olhar perdido da Carol.

– Vocês tiraram os meus óculos por mim. – ela ficava cada vez mais perdida, enquanto via nossas fisionomias de quem não fora autor daquele ocorrido. – E o cabelo também, né?

– Carol, eu vi você com os óculos e com o cabelo preso antes de apagar as luzes. – a Bia comentou. – Não fui eu quem fez isso. Até pensei em fazer, mas fiquei com medo de acordar você.

– Nem eu fiz isso! – avisei. – Já estava dormindo, quando a Bia apagou a luz!

– Como não foram vocês? – sempre é divertido ver a Carol incrédula. – Não pode ter sido eu!

– Como não?

– Por que eu não me lembro de ter feito tudo isso!

– Não lembra? – a Bia já me encarou com um sorriso maroto.

– Não! Eu não lembro de ter tirado os meus óculos e arrumado eles ali. E não lembro de ter soltado o meu cabelo.

– Então, você é sonâmbula!

– Só pode…

– Ou foi outra pessoa quem fez isso… – era obvio que não deixaríamos de provocar um pouco mais a Carol.

– Vai ver foi um espírito preocupado com você. – coloquei mais lenha na fogueira.

– Pára! – ao menos esse “pára” foi em um volume normal.

Após rirmos um pouco e deixarmos o assunto de lado, nos arrastamos até a sala de estar para podermos continuar a “dialogar” melhor, sem corrermos o risco de acordarmos o irmão da Bia, quem dormia no quarto ao lado da sala de televisão.

Alguns minutos depois, cedemos aos apelos de nossos estômagos e fomos tomar um delicioso café da manhã, acompanhado de mais conversa e bate papo.

No meio de todo esse processo, decidimos voltar a tentar ir ao cinema e começamos a consultar horários de ônibus e de filmes, o que estava a nos preocupar, pois, aos domingos, os horários e itinerários são escassos, algo que nós havíamos nos esquecido completamente!

– Dependendo a hora que forem sair, eu levo vocês! – de repente uma luz divina iluminou o Fê, irmão da Bia, naquele momento.

– Sério? Que horas você vai sair?

– Por volta do meio dia.

Olhamos para o relógio digital do notebook da Bia,  o qual havíamos usado de apoio na busca por ônibus.

Eram aproximadamente dez e meia!

– Vocês três conseguem se arrumar até lá?

– Uhum!

E partimos para uma maratona! Nós nos revezávamos para tomar banho e nos trocar. Acredito que naquele dia havíamos batido o tempo recorde! Considerando que a Carol e eu sempre nos estendemos demais no momento de nos arrumarmos…

Ainda com um pouco de tempo sobrando, nos sentamos na varanda e desatamos a recordar fatos hilários, narrando-os para a mãe e o irmão da Bia. Além disso, continuávamos a tentar a encontrar bons partidos para a nossa marida Carol.

Enquanto riamos e batíamos um papo, o Bruce – o “rottweile-urso” todo carente da Beatriz – resolveu sair babando em nossas roupas limpas e perfumadas. Por mais que o empurrássemos, ele conseguia depositar uma quantidade generosa de sua infinita saliva pegajosa e consistente em nós, principalmente no meu pé e na minha bolsa.

Sorte a minha ter comigo um pacotinho de lenços de papel, os quais me serviram muito bem naquele momento.

Partimos e em instantes estávamos dentro do Shopping Dom Pedro, indo, primeiramente, comprar os ingressos para “A Mulher de Preto”.

Com os ingressos garantidos e em mãos, fomos caçar por um bom lugar para almoçar. Inicialmente cogitamos a hipótese de comermos em algum restaurante na praça de alimentação, contudo, o lugar estava mais do que apinhado de pessoas sem noção de espaço e extremamente famintas.

Desistimos da ideia e recorremos ao Viena, um dos restaurantes “externos” do shopping, onde poderíamos comer mais tranquilas.

Ao terminarmos de almoçar, resolvemos comprar nossos quitutes para o filme. Entramos nas lojas Americanas e, mais do que depressa, agarramos nossos chocolates prediletos.

Durante os minutos que ficamos na fila, começamos a reparar nos já expostos ovos de Páscoa.

Apontávamos para os prediletos, comentávamos sobre as embalagens e usávamos alguns como fonte para piadas. A Bia chegou a encontrar um do abjeto e tão falado Justin Bieber. Como, algum tempo antes, a Carol havia fatidicamente admitido que gostava da música “Never say Never”, certamente, tal ovo e nossa marida foram o mais cobiçado alvo para chacotas e anedotas!

Durante aquele momento “zoação”, a Carolina acabou por chutar o balde e piorar a sua situação, dizendo:

– Eu não poderia trocar o ovo “Biba” por um Siwon inflável?

No mesmo minuto em que ela fez tal pergunta, a Bia e eu já começamos a imaginar uma cena extremamente hilária e imprópria, com a nossa amada Carol e um coreano lindo em forma de boneco inflável.

Durante o processo imaginativo com direito a comentários, percebemos que estávamos incomodando um senhor, o qual estava na nossa frente na fila e acompanhara em tempo real todo o desenrolar do assunto.

Não conseguíamos parar de rir! O tema da conversa e o momento eram hilários demais para tentarmos resistir. Era praticamente impossível tentar atuar uma postura mais séria e recatada.

A Carol ainda tentou amenizar a situação comentando que não precisava ser um Siwon inflável, mas sim um estofado.

– O que eu quero é apenas um travesseiro gostoso para poder dormir agarrada.

– Se é assim, Carol, eu te dou um Siwon estofado! – mas, logo não agüentei e acabei retomando para o momento “constrangedor” e engraçado. – Mas, não me venha pedir para fazer com que ele vibre também!

E pronto! Eu acabara com o dia “imaculado” daquele senhor inocente!

Compramos nossos preciosos chocolates e corremos para o cinema, a fim de não perder a hora do filme.

Fizemos um breve pitstop para pegarmos algo para beber e, claro, dar uma passadinha no banheiro. Afinal, a Carol tem uma “leve” incontinência urinária.

Enquanto a esperávamos do lado de dentro do toailet, vimos uma garota sair de dentro de um dos reservados, dar uma ligeira olhada no espelho, passar nos encarando e sair.

Opa!

O que há de errado nessa cena?

Um “muito bem” para quem pensou: “ela não lavou as mãos”!

Pois é…

A delicada mulher fez questão de lançar um olhar analítico para sua própria imagem e para nós, porém, não teve “tempo” para lavar as mãos. Afinal, esse ato de higiene pessoal e, porque não dizer, coletiva é algo irrelevante e totalmente dispensável!

Para quê lavar as mãos? Nem deve ter pingado urina ali (entre outras coisas)…

Só tivemos dó de quem ela fosse cumprimentar depois. Azar da garota, caso ela contraísse uma diarréia ou coisa do gênero.

Quando entramos na sala do cinema, nada de excepcional aconteceu. Tudo correu da forma mais tranquila possível, até o filme começar.

Eu já havia assistido ao filme, mas topara ver mais uma vez apenas para poder rir dos sustos de minhas maridas, as quais não me decepcionaram, principalmente a Carol, já que ela resolveu inovar o seu vocabulário e dizer “tenso” a todo momento em que se assustava.

Mas, devo confessar que o auge de minhas risadas durante o filme foi atingido quando vi o susto de outra garota, com a qual não tenho relação alguma e nunca havia visto na vida.

“A Mulher de Preto” não é o tipo de filme de suspense que deixa a pessoa horrorizada e com uma sensação estranha depois da sessão. Contudo, é o gênero de longa-metragem que te faz pular e quase gritar várias vezes.

E justamente essa garota, sentada na fileira a nossa frente, não entendeu o “QUASE gritar” e acabou por soltar o grito mais agudo e cheio de terror que já ouvi ao vivo e a cores!

O filme terminou sem incidentes, apenas com algumas crises de riso, porém, nada realmente digno de entrar para o nosso famigerado mural da fama.

Andamos um pouco pelo shopping e acompanhamos a Carol até o ponto de ônibus do lado de fora. A caminha foi breve, porém, repleta de criaturas bizarras e estranhas.

Sinceramente… Ás vezes tenho mais medo da raça humana do que de qualquer monstro ou assombração de filme de terror, por mais convincente que possa parecer…

Entre comentários, passos, manobras e observações, chegamos ao ponto de ônibus. Questionamos qual era a melhor linha para a rodoviária, considerando o horário. Afinal, aquele lugar é praticamente um rascunho do banheiro ao ar livre do capeta!

Esperamos até que ela estivesse dentro da condução e voltamos para dentro do gigantesco Dom Pedro.

Continuamos caminhando, dessa vez pelo interior refrescante do shopping, e paramos na frente da loja IBIZA.

As palavras PROMOÇÃO, DESCONTO e OFERTA brilhavam diante de nós. E, como boas amantes de sapatos, não aguentamos e entramos.

Para nossa sorte, o orçamento apertado nos controlou a ponto de comprarmos apenas um par para cada uma…

Quando nossos estômagos voltavam a criar vida e a se comunicar, nos dirigimos à praça de alimentação e nos servimos de comida chinesa quentinha.

Tra” conversas e mastigações, a Bia viu duas figuras ilustres se aproximando de nossa mesa. Eram pessoas que há muito não víamos pessoalmente e não conversávamos decentemente. Uma é a mulher mais carismática e gentil que já conheci. A outra pessoa era alguém que nos fazia falta de forma dolorosamente saudosa e fraternal.

– Olha lá o Fábio e a Camila! – avisou, apontando para algum ponto atrás de mim.

Levantamos-nos para recebê-los da maneira mais calorosa possível, dentro do limitado espaço entre as mesas.

Durante os cumprimentos e os comentários a respeito da distância, senti algo estrangular meu coração, um aperto forte e cheio de saudades, pois na época de faculdade, aquele Fábio diante de mim era como um irmão, uma pessoa com quem eu poderia contar sempre, alguém que jamais me apunhalaria pelas costas e que me sustentaria nos momentos que o chão sumisse sob meus pés…

Conversamos um pouco para matar a saudade. Enquanto minha boca pronunciava as palavras ditas pelo Tico, o Teco em minha cabeça ruminava o quanto eu sinto falta das pessoas especiais que fizeram parte da minha vida acadêmica na Puc-Campinas.

Alguns desses jornalistas, eu sei, jamais retomaram o tipo de companheirismo que um dia tiveram comigo, mas outros, de forma inexplicável, se afastaram.

Esses, meus caros, são colegas que eu realmente desejo que estivessem do meu lado, para poder continuar a ter as conversas cabeça, os bate-papos sem noção e os sorrisos que outrora pertenciam a um grupo unido e divertido.

Ás vezes me pergunto… “Sou eu o motivo?”

Obviamente não pretendo ser egocêntrica, mostrando que eu sou o motivo para tudo, o único centro, mas… Por que o grupo se “desuniu”? Por que se afastaram de nós?

Admito que há períodos que eu simplesmente sumo da face da Terra e dificulto a minha localização, porém, são apenas alguns períodos pontuais, não é regra! Além disso, sou eu quem faz isso, a Bia e a Carol não possuem esse tipo de comportamento.

Então, será mesmo que é por que nós três “sumimos”?

Enfim…

Retomando a linha periódica e cronológica dos acontecimentos!

Terminamos de conversar, nos despedimos e cada dupla voltou a sua rotina anterior ao afortunado encontro.

A Bia e eu terminamos nosso jantar – na companhia de um adorável e pequenino pardal – e fomos caminhar mais um pouco, até o irmão dela vir nos buscar.

Durante a caminhada, passamos por um daqueles comuns stands de cosméticos e eu fui parada por um dos vendedores.

– A senhorita poderia me dar 15 minutos do seu tempo?

– Tudo bem…

– Poderia me dar a sua mão? Só vou pegá-la um pouco emprestada!

Encarei a Bia e relutante, ofereci minha mão ao rapaz. Claro que eu me controlei para não soltar nenhum tipo de comentário, algo do gênero: “você quer que eu dê minha mão ou a empreste? Porque não quero dá-la a você, não! Quero-a de volta depois! Preciso dela, sabe…”

De qualquer forma, ele começou a polir minha unha, a passar em minha mão óleo, sais esfoliantes e cremes. Durante todo o processo ele falava tanto quanto nós três quando nos reunimos.

Se aqueles cosméticos fossem comida, com total certeza, ele estaria tentando me empurrar o produto goela a baixo!

Os cremes e afins eram realmente bons, contudo os preços eram taquicardiacos!! Você comprava o kit e levava de brinde um rombo na sua conta bancária, junto com um passeio de ambulância com direito a desfibrilador!

Além disso, o tempo todo ele comparava aquela linha com a da Victoria’s Secret, rebaixando-a numa tentativa de enaltecer o tal cosmético novo. E em outros momentos ele era extremamente apelativo ao colocar no meio a marca Mahogany.

Vejam bem…

Eu ADORO Victoria’s Secret e ADORO Mahogany!

E a partir do instante em que ele destratou as duas marcas, inutilmente tentando empurrar aqueles produtos salgadíssimos para mim, acabou por perder pontos comigo.

Mesmo que eu fosse uma dondoca rica, não compraria os cosméticos!

Sei que parece uma atitude rancorosa, contudo, não se pode ofender os gostos de possíveis futuras clientes!

De qualquer forma, agradeci pelo tratamento gratuito e parti dali o mais rápido possível junto com a Bia!

Algum tempo depois, percebemos que o shopping estava começando a fechar. Decidimos-nos por dar uma última volta, antes de ir nos sentar em algum banco do lado de fora.

Durante esse derradeiro e breve circuito pelo interior do Dom Pedro, fomos abordadas por uma dupla de rapazes, o que nos assustou bastante.

– As senhoritas poderiam nos dar 15 minutos do seu tempo?

Juro que fiquei esperando que um deles retirasse um potinho de creme de dentro do bolso e começasse a oferecer outro cosmético qualquer e caro!

Mas, de toda maneira, a Bia e eu posicionamos nossos corpos de forma estratégica e instintiva, prontas para correr a qualquer sinal de perigo.

– Nós somos da Escola de Cadetes de Campinas e nessa quarta-feira teremos uma apresentação dos pelotões. – disse um deles, o que parecia ser o mais educado.

Uhum…

Certo…

E nós com isso?

– E é tradição levarmos jovens mulheres, lindas e elegantes, para segurar os estandartes de cada pelotão.

Opa!

A coisa estava ficando cada vez mais estranha!

– E gostaríamos de saber se uma das duas ou as duas não poderia ser a dama que leva o estandarte! – o pedido veio do outro, o qual estava calado até então.

– Desculpa, mas não vai dar. – a Bia fora extremamente sucinta e atual, sem ser grossa. Isso que é refinamento! (Hehehehe…)

– Nenhuma das duas? – o ex-calado parecia extremamente agitado, passando os olhos por cada uma de nós de maneira desesperada.

– Não, nós nem somos daqui! – respondi.

– Ah sim, vocês estão apenas a passeio? – com certeza, esse era bem mais calmo e educado do que o outro.

– Isso…

– Mas, onde vocês moram?

Nesse momento eu encarei a Bia e nós percebemos que o “cadete agitado” não largaria o osso com tanta facilidade.

– Eu sou de Jundiaí.

– E eu também!

Segurei o riso, pois era obvio que eu não iria levantar suspeitas quanto ao verdadeiro endereço de minha marida. Afinal, não sabíamos do que eles poderiam ser capazes!

– Mas, não poderiam vir para campinas? É na quarta-feira, ainda tem tempo para se programarem! – a partir daí, eu não me lembro mais quem perguntou o quê daqueles dois, pois já estávamos a ponto de sair andando e largá-los falando sozinhos.

Sei que não seria uma atitude muito polida de nossa parte, contudo, aquela situação estava se tornando assustadora, além de já começar estranha.

– Não, nós trabalhamos!

– E não podem pedir dispensa?

– Não! – respondi direta. – Nós somos funcionárias públicas. A dispensa seria descontada em nossos salários!

– Mas, qual é o expediente de vocês? – insistiram – A apresentação dos pelotões começa só ás quatro da tarde.

– Eu entro ás sete da manhã e saio uma cinco da tarde! – depois apontei para a Bia. – E ela entra ás dez e sai quase sete horas da noite!

– Bom… Tudo bem, então.

– É uma pena… – os dois pareciam realmente lamentar a nossa recusa.

– Desculpa.

– Tudo bem…

– Mas, ainda dá para encontrar alguém. Tem muita gente no shopping ainda. – tentei consolá-los.

– É, mas faz teeeempooo que estamos procurando e ninguém aceita!

Nesse ponto eu me cansei das caras de “cachorro sem dono” e de “cachorro pidão”. Começamos a andar sem nos despedir.

– Então, continua procurando! – disse por fim, um pouco antes de ficarmos fora do alcance auditivo.

Como já devem ter previsto, terminamos nossa caminhada chorando de tanto rir!

Com quem mais tal situação poderia acontecer?

Provavelmente com as outras “pretendentes a damas” que foram abordadas pelos mesmos cadetes naquela noite. No entanto, fica aquela pergunta de praxe: “Por quê conosco?”

No fim da noite, ainda tivemos mais um tempo para podermos “charlar” até o irmão da Bia nos buscar.

A partir de então, a noite voou em um flash! Saimos do Shopping Dom Pedro, voltamos para Valinhos, peguei minhas coisas, me despedi, agradeci pela hospedagem e voltei para a minha casa – na barriga do jacaré!

Como puderam ver, esses foram dias divertidos e repletos de risadas entre maridas!

Foi um “mais do que” merecido final de semana juntas!

Agora…

Fica aqui a pergunta que me fizeram e para a qual não tenho resposta:

“COMO É QUE VOCÊS NÃO SE CANSAM DE FALAR???”



Biazinha says:

hauahuahauhauhauahuahuahuauahauhauhaa….. esse fds foi mesmo memorável!!!!

Admito que eu fiquei meio sem jeito no começo.. de rever vocês e tals.. não sabia como seria.. fazia tanto tempo que não passávamos o fds juntas!!
Mas logo passou.. fiquei bem feliz ao constatar que não importa o tempo, a gente sempre se dá bem e é algo natural. E também fiquei bem feliz ao notar a saudade que sentíamos umas das outras.

De fato, foi bem legal encontrar o ilustríssimo casal no shopping. Admito que sinto falta de algumas pessoas.. Acredita que eu sonhei que estava dando um abraço apertado no Erick??? hahahahahha… passamos bastante tempo juntos antes de cada um seguir seu caminho, dentro da facul mesmo.. Mas foi bem legal..
Aliás, bem que a gente podia marcar alguma coisa logo…pra gente rever o pessoal bacana e que faz falta. Fabião e Camila devem ser os primeiros convidados!!!!

Beijossss, maridaaaa…. te amo!!!!! =D



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