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{abril 25, 2012}   Shock of Worlds

Vocês já devem ter visto essa aspiração a livro em algum outro post por aqui.

Pois bem…

Decidi dar uma chance ao “bebê” e vou tentar criá-lo. Vamos ver até onde vai essa belezinha!

O tema inicial dessa história surgiu com um sonho que tive no segundo semestre de 2011.

Cheguei a contar o tal sonho ao Carlos e ao Bruno. Foi divertido passar a madrugada viajando na ideia e, principalmente, nas teorias. Bom… Ao menos eu achei divertido, não sei quanto aos dois! Hehehehe…

E levando em conta o enredo, resolvi dar o nome provisório de “Shock of Worlds”. Até tentei  bolar algo em português, contudo, o impacto não foi o mesmo! Huahauahauahau…

Assim sendo, eis aqui o suposto primeiro capítulo do livro!

Espero que aproveitem!!

 

 

De dimensão à onda…

E de onda à tentáculo!

 

 

Você já se perguntou de onde surgem as histórias fantásticas que lemos nos bilhões de livros pelo mundo? Como os escritores conseguem criar algo tão surpreendente?

Pois é… Eu já!

E descobri que os escritores, na verdade, são os receptáculos dessa realidade para com as outras.

Se não entendeu, vou explicar melhor.

Conhece a teoria da Quinta Dimensão?

Bem… Ela basicamente diz que existe uma dimensão “escondida”, a qual não se enquadraria dentro das quatro que conhecemos (a altura, a largura, o volume e o tempo).

Mesmo que não haja provas para tornar a teoria real, para boa parte dos físicos teóricos, a quinta dimensão existe, sim. Só que, simplesmente, não podemos detectá-la. Ou melhor, nem todos podem detectá-la.

Algumas pessoas acreditam que essa quinta dimensão refira-se ao mundo espiritual, outras a um universo paralelo ao nosso em que realidades alternativas acontecem. E as mais ousadas acreditam que ela seja um mundo criado através de desejos e pensamentos fortes o bastante para dar vida a alguma coisa.

Enfim… Pelo pouco que presenciei, devo dizer que todos estão certos.

Sim, existe a Quinta Dimensão.

Sim, ela se refere ao mundo espiritual.

Sim, ela é um universo paralelo com realidades alternativas.

Sim, é um mundo criado por desejos e pensamentos poderosos.

E… Também devo admitir que não existe somente ela. A coisa se expande muito além da quinta, indo a algo inimaginavelmente expandido.

Digamos que em cada dimensão existe um mundo diferente vivendo. São realidades incríveis que vão muito além de nossa imaginação. Tudo fora de nossas quatro dimensões é possível!

Quando Shakespeare escreveu que “há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”, com certeza ele deve ter captado a essência básica da situação.

No entanto, o que, diabos, os escritores têm a ver com toda essa loucura?

É aí que entra aquela informaçãozinha sobre eles serem receptáculos.

Nós, escritores, somos os famosos contadores de história. Podemos contar aquilo que vemos e ouvimos, ou, então, falar sobre algo aparentemente intangível, porém excitante.

As “ideias” surgem de sonhos, histórias que lemos, situações que presenciamos, lugares que vimos, enfim… A coisa funciona mais ou menos assim “Caraca! Isso poderia dar uma bela história!” e KABUM as palavrinhas começam a se formar magicamente e começamos a ver cenários e personagens como se fossem reais. Tudo surge num passe de mágica!

Contudo, não é bem assim que funciona. Essas “ideias” são, na verdade, deslumbres de outras realidades. Nós contamos as histórias do nosso e de outros mundos.

Ás vezes, recebemos algo durante um sonho, quando estamos divagando ou até mesmo fazendo compras em lojas dentro de um mega shopping lotado e agitado! Nesse ultimo exemplo podemos ver um receptáculo extremamente avançado na arte de vislumbrar realidades, mesmo que a pessoa não saiba disso.

Sabe quando dizem: “nossa! Você é exatamente como eu imaginava a minha personagem!”? Pois bem… Talvez você realmente seja a personagem! Podem ter vislumbrado o seu outro ser em outra dimensão. Pode acontecer! Não sei ao certo como isso funciona exatamente, mas acho que é aquele lance de uma realidade paralela acontecendo ou do nosso espirito estar dividido em diversos mundos por aí.

E a coisa é meio que contagiosa. Existem aqueles que nascem com o dom, mas, também há os que desenvolvem a capacidade, quase que se contagiando com aquilo que já foi escrito e/ou contado.

Geralmente isso acontece quando se lê muito e se absorve muitas informações “fora do real”.  Quando isso acontece, acabamos abrindo o nosso cérebro para algo que antes era como um ponto cego. Passamos a vislumbrar a mesma realidade ali contada e aqueles que já possuem o dom, podem acabar acompanhando o resto do desfecho, mesmo que ele não esteja escrito ali, naquele livro.

É como passar pela mesma paisagem todos os dias. No começo vemos algo diferente, porém, depois, com a correria do dia-a-dia e com outras preocupações na cabeça, deixamos de realmente VER.

Normalmente crianças vislumbram outras dimensões o tempo todo, contudo, acabam sendo “podadas” e deixam de enxergar por um tempo ou, em alguns casos, para o resto de suas vidas.

Bom… Essas dimensões são todas entrelaçadas de alguma forma. A imagem que tenho é de um grupo imenso de polvos gigantes que deixam seus tentáculos abertos e soltos pela mare do oceano, os quais acabam se entrelaçando ou simplesmente se esbarrando.

Nós, escritores, somos os sortudos que conseguem receber informações de quando esses tentáculos se unem. É inevitável. A sensação se assemelha a de entrar na água mar. Quando a onda vem, ou você pega carona nela ou simplesmente a evita, pulando ou mergulhando. Os escritores são os amadores a surfistas. Os que mergulham são os céticos e os que saltam são os que acreditam.

Não sei em qual grupo você se encaixa. Eu só posso dizer que pego umas ondas e não consigo deixar de fazer isso, quando ela vem, tenho que pegá-la.

Alguns contadores de história precisam tomar cuidado com essa necessidade de “pegar a onda”, pois, se não prestar atenção e não se prender a realidade do mundo em que está, poderá ser agarrado por outros tentáculos e ter a mente e o corpo oscilando entre duas dimensões ou mais!

Quando isso acontece, dizemos que a pessoa precisa ser internada num manicômio!

Agora, você deve se perguntar… Como, raios, eu sei de tudo isso?

Posso dizer que descobri da forma mais difícil. E sabe onde me enquadro? Sou o tipo de escritora que em breve poderá ouvir os amigos e a família indicar ótimos terapeutas e psicólogos!

Para desenrolar esse nó que criei na sua cabeça, permita-me contar minha história como receptáculo…

 

 

 



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