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{maio 27, 2012}   Texto “rápido”

Olá, leitores!

Como vocês estão?

Eu estou me sentindo particularmente diferente hoje, se para o lado bom ou ruim, isso ainda é um mistério até para mim!

Mas, deixemos isso de lado, pois essa é uma informação irrelevante, apenas para começar com uma “conversa de elevador”.

Esse post é dedicado às aulas de Jornalismo Literário que estou frequentando atualmente. É um curso de extensão, ministrado pelo adorado professor Fabiano Ormaneze.

Na última aula que tivemos, o professor nos passou um curta-metragem chamado “10 centavos” (http://www.portacurtas.org.br/beta/filme/?name=10_centavos) e pediu para escrevermos algo do vídeo. Poderia ser um texto perfil de algum dos personagens, uma narrativa de viagem, qualquer estilo! Podíamos falar do vídeo todo, de uma cena em particular, de uma única pessoa, ou seja… A nossa criatividade era o limite!

Eu queria escrever mais… Elaborar mais… Contudo, como sou enrolada até para escrever, não tive tempo.

De qualquer forma, vou colocar aqui o meu texto bruto! Apenas, para ser avaliado. E já informo, ainda pretendo melhorá-lo e lapidar!

 

Pela rua estreita subia um único garoto, cujo destino incerto se tornara certo ao topo da ladeira.

A figura juvenil era o movimento em um cenário de paralelepípedos gastos e de carros estáticos. O som do bondinho se sobrepunha ao burburinho das contáveis personagens da estação. A presença oculta de um fiscal quase impediu a passagem da criança. Quase. Se não fosse pelos centavos do funcionários, moedas tão ocultas quanto o tal fiscal.

O percurso é rápido e direto, sem direito à paradas turísticas e à água de coco fresca. Não havia flash algum e ninguém posando, apenas um único garoto observando aquele mundo que aparentemente conhecia bem. O único passageiro ainda não tinha pressa, mas os cabos e o motor sim.

Um cenário longo e fino se compõem novamente. Poderia ser a mesma rua, se não fosse pela curva e pelas três pessoas aglomeradas a uma porta, começando com os afazeres diários. As casas amontoadas ofereciam cor e nenhuma visão de horizonte. O colorido se tornava opaco a medida que o dia ia passando.

A pressa finalmente chegou em forma de sustento e se agravou com a fome. O lucro é pouco, mesmo com tanto carros estacionados. Há mais máquinas populares do que pessoas. E foram as flores, mais coloridas e frescas do que as paredes históricas e poeirentas, que o ajudaram com a esperança de um almoço. No entanto, é com o rico empréstimo de dez centavos, algo tão incomum num mundo de notas e cartões, que o garoto realmente consegue colocar a comida no estômago. Macarrão, frango… Ali não há acarajé e nem tapioca para esse tipo de estranho, ele não é o turista.

E de centavo em centavo o céu de fios se torna escuro. As grades nas janelas e portas se ficam obvias e as ruas se tornam pardas. A velocidade e a cidade baiana se torna obscura, a única pressa está em levar o pão antes que o último trem parta, levando consigo suas luzes.

O girassol sobre a mesa é o lembrete do sol que outrora fora motivo pelas roupas leves, opção para uns e vestuário obrigatório para outros. As flores, mais uma vez, são as cores mais fortes e puras dentro do ambiente.

Uma parede foi visivelmente retirada para dar mais espaço ao, então, cômodo “quarto-cozinha”. E o pão das moedas se torna o sustento. O silêncio da merecida noite de sono do infante se contrasta com a vida noturna de Salvador.

 

E quem estiver com preguiça para acessar o site, pode conferir o curta por aqui mesmo.

 

Muito obrigada a todos por lerem o texto e um “OBRIGADAAAA” especial para a minha amiga e marida Bia, quem foi a minha companhia de almoço e desabafo após o curso!

 



solange says:

essa é a pura e crua realidade da maioria…



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