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{junho 26, 2012}   Dica de leitura do dia: Fome

Fome

Autor: Michael Grant

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Imagine um mundo sem adultos. Sem influências paternas ou maternas, sem médicos, bombeiros, policiais, vendedores… Uma terra praticamente sem lei. Ou melhor, com algumas leis criadas por crianças. Este é o universo de Fome, o segundo livro da série Gone, do autor Michael Grant.

O livro narra a continuação de uma saga que se torna intrigante e arrebatadora a cada página, na qual as crianças da Praia Perdida se encontram presas a eventos desesperadores, sempre rodeadas por algo sombrio, letal e desconhecido que está cada vez próximo de conquistar seu nefasto objetivo.

Se no primeiro volume da série já havíamos nos surpreendido com as atitudes dos personagens, a situação está ainda pior no segundo!

O livro já inicia de forma assustadora e preparando o leitor para o que o aguarda nas próximas 528 páginas. E é necessário muito estômago para digerir os acontecimentos, pois, como se o “simples” fato de toda a sociedade ter sido reescrita não fosse o suficiente, agora todos passam fome (fato obvio devido ao título da obra, né? huahuahuahua).

Acostumados a deixar que os pais resolvessem a maioria dos problemas do dia-a-dia, as crianças não pensaram em criar uma forma de subsistência logo no início da crise, algo que se torna compreensível e previsível ao longo das páginas (tanto do primeiro quanto desse segundo volume). No entanto, acompanhar o sofrimento dos personagens ao longo do livro dá uma certa agonia!

A obra consegue ser ainda mais revoltante e instigante do que a primeira!

Revemos personagens que fizeram de Gone um livro inesquecível, já que elas continuam sendo os mesmos protagonistas confinados de antes:

  • Sam: o herói e líder;
  • Astrid: a garota gênio;
  • Lana: a curandeira;
  • Caine: o irmão gêmeo do mal de Sam, com um poder da mente assustador;
  • Diana: a garota “medidor”;
  • Drake: o chicote humano;
  • Entre outros personagens de valor que se “repetem” ou “reaparecem”.

Ao longo desse volume, Sam Tample começa a sentir na pele o peso de ser o responsável por todas as crianças de Praia Perdida. Se o cargo de “prefeito” já era pesado para muitos adultos, imaginem o que isso pode fazer com um simples garoto de 15 anos!? Não entenderam a comparação, então vou simplificar… Sam é “votado” como o novo prefeito da cidade, assim como algumas outras crianças são eleitas para “cargos de importância” em uma tentativa desesperada por controle e ordem.

Nesse ponto, achei interessante essa forma que Grant distribuiu e organizou seus personagens, pois apesar de serem crianças e adolescentes, todos acabam ocupando um cargo “útil”,ou no mínimo relevante ao enredo.

Com o decorrer da trama, a situação só tende a se agravar com a disseminação de grupos radicais que são completamente contrários à existência das “aberrações”, ou melhor, das pessoas que acabaram desenvolvendo poderes especiais após do surgimento do LGAR (nome dado à cidade após ter sido isolada por uma barreira de energia nuclear poderosíssima e ter tido os maiores de 15 anos “erradicados”).

Somado todos esses problemas e alguns mais, também podemos encontrar o “lado inimigo” tomando força e forma nessa obra. Depois de quase enlouquecer ao se encontrar com a “Escuridão” (nome dado à criatura sinistra e desconhecida), Caine está de volta com planos para desbancar de vez o irmão Sam do comando da cidade. Para isso, ele conta com a ajuda de Drake, mais sádico do que nunca e de Diana, sua fiel escudeira. Porém, a sanidade do garoto é bastante questionável… Será que ele é responsável pelos próprios atos, ou será que há algo mais por trás de tudo?

Ao longo do livro, Michael Grant destrincha com maestria todos os elementos que conhecemos no primeiro volume. Se as pessoas são capazes de fazer as coisas mais terríveis por causa do medo, o quanto isso pode piorar por causa da fome? Confesso que a obra chegou a me dar arrepios em alguns momentos…

Afinal, o autor não poupa os leitores das cenas de violência e nem pisa em ovos ao descrever algumas crueldades…

Gone é uma série polêmica pelo simples fato de tocar em temas inflamáveis para a sociedade. Crianças consumindo álcool,transtorno alimentar,o comportamento adulto que as crianças vão desenvolvendo durante a estória,e a conduta cruel de alguns. Fome possui algumas cenas chocantes, principalmente a resolução de alguns para a falta de comida. (Sim, estou falando de canibalismo!!!)

É… Por um lado, essa pode ser interpretada como uma leitura bastante incômoda por causa disso…

Aliás, acredito que Grant sabe entrar como ninguém na mente de uma criança e apresentar perfeitamente os seus medos e receios. O livro incomoda, porque nos faz pensar o que faríamos se por acaso nos encontrássemos em uma situação extrema como essa. Será que podemos condenar alguém que é capaz de fazer qualquer coisa para sobreviver? O que você faria?

Enfim…

Gone: O Mundo termina aqui é uma série de horror, suspense e ficção, capaz de impressionar até o mais fiel leitor de Stephen King, além de transmitir um turbilhão de sensações! Michael Grant soube como amarrar as pontas de seu enredo e adicionar novos elementos que prometem chocar – e fascinar – ainda mais os fãs!

Portanto, prepare seu coração… e seu estômago!!!

Opa…

Apenas adicionando um adendo ao texto a respeito da tal Escuridão

Se em Gone somos apresentados a apenas uma faceta dessa terrível presença, em Fome ela está… bem, mais faminta do que nunca – no sentido literal da palavra – e desesperada para deixar o seu esconderijo…

 

 

 



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