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{agosto 30, 2012}   Se essa rua…

Não sei o motivo, mas essa cantiga infantil não sai da minha cabeça hoje…

 

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

 



E… CIAOOOO RAGAZZIIIII!!!

Como estão, queridos leitores?

 

 

Já devem ter percebido que eu continuo na “vibe Itália” ainda. Hehehehe…

Vamos ás considerações loucas desta escritora louca que voz fala? E que tal começarmos com os tópicos comparativos sobre Itália e Brasil?

Gostaram da ideia? Eu também!

Vejamos… Que tal começarmos com alguns costumes?

Uma boa opção? Sabe que eu também achei que é!?

Estamos pensando em sintonia! Hauhauahau…

Então, vamos lá!

 

 

Durante a minha estadia no país da bota, eu quase me tornei um camaleão, tentava ao máximo me camuflar nos costumes e trejeitos da população local. Queria passar despercebida no começo, pois assim eu iria assimilar e assistir ao máximo de informações “naturalmente verdadeiras” possíveis. (mas, é claro, quando eu já me sentia mais do que a vontade e no espírito da “coisa”, acabava me soltando e revelando a minha personalidade de palhaça e passava a ser conhecida como “La Brasiliana”.)

Andei até meus pés quase sumirem em bolhas… Convivi com o sol o suficiente para minha pele adquirir uma tonalidade mais forte… Ignorei o calor quase até minhas roupas pesarem de suor… Mas, não permiti que meus olhos desgrudassem dos detalhes ao meu redor; não deixei que meus ouvidos fossem ocupados por qualquer tipo de obstrução; não consenti que a gripe ou o resfriado me atingissem e prejudicassem meu olfato e paladar; não admiti que minha pele perdesse a oportunidade de sentir as texturas e as características tão inusitadas da Itália…

Fui observadora e fui personagem… Eu senti essa viagem dentro de mim! Não era apenas o meu exterior que gritava por novas experiências, o meu âmago também ansiava por ser preenchido com todo aquele mundo!

E no meio de toda essa ansiedade eu pude observar alguns costumes interessantes…

De fato, os italianos fazem jus à fama de “paqueradores irreverentes” e de serem um tanto “robusto” na forma de falar e lidar com as situações… Ou seja, adoram galantear, contudo, não pensam duas vezes quando precisam xingar ou brigar com alguém! Do elogio à ofensa… Um caminho que percorriam em questão de segundos.

Mas, apesar dessa personalidade forte e de outros detalhes (que eu contarei em outro post), eles são um povo romântico e sonhador. Não é a toa que a maioria das grandes e trágicas histórias de amor da literatura mundial se passam na Itália…

Cada canto, cada cidade, cada bairro ou esquina possui sua música própria, seus aromas, seu clima… E com tudo isso, possui seus dançarinos e atores.

Enquanto o meu coração se abastecia insaciável com a melodia poética do violino ou com a harmonia inspiradora do acordeão, eu pude me derreter diante de cenas encantadoras… O cenário e a música favoreciam para que almas alegres se aproximassem do músico e deixassem seus corpos festejarem ao ritmo suave de seus próprios cernes…

Exatamente, por lá é lindamente comum encontrarmos pessoas dançando ao som suave e/ou alegre de um músico de “praça”. Desconhecidos se uniam para ajudar a compor o estupendo cenário italiano. E bem ali, num lugar público, no meio de estranhos, casais ou grupos de amigos se reunião para festejar a vida e bailar sem se importarem com as considerações alheias… O importante era a companhia, o momento e a vida… O importante era o ali e o agora com aquelas pessoas… O importante era o presente, o presente que a vida lhe dava!

Apenas fechem os olhos e imaginem…

A fragrância que escapava das velas se esgotando dentro da igreja e inundava as ruas ao redor…

O aroma de um ou outro restaurante preparando o prato do dia…

A luz do sol que banhava e iluminava o ambiente…

A brisa suave que vinha caminhando por entre as ruas estreitas e vinha presentear a todos com alívio…

O som de um violino a tocar uma melodia local…

O violão a acompanhar…

Ou o acordeão a inspirar corações…

Um senhor rodopiando sua senhora nas mãos e puxando-a para bailar ao ritmo da deliciosa harmonia…

Um jovem rapaz a beijar a mão de sua dama e, rindo ao lado dela, pondo-se a dançar ao lado do casal de senhores…

Estranhos balançando sutilmente seus corpos, acompanhando a festividade dos apaixonados e dos desconhecidos músicos…

A arquitetura antiga e clássica da cidade compondo o cenário épico e tocante…

Para mim e mais alguns, o tempo parecia simplesmente não importar. Quem tinha pressa poderia correr a vontade, no entanto, nós continuaríamos ali apreciando e vivendo aquele momento.

E quando a música acabava e os corpos paravam de dançar, todos pareciam despertar de um transe. Moedas eram ofertadas aos artistas, cada um tomava o seu rumo e o ambiente voltava ao costumeiro volume de ritmos diferentes… Porém, o sorriso permanecia no rosto daqueles que vivenciaram aquele presente.

Logo se ouvia um galanteio ali e outro aqui, logo eu presenciava uma discussão grosseira num canto e alguns “narizes empinados” em outro. E eu era a única louca a rir de tudo aquilo!

As variações nas personalidades eram gritantes! Os italianos são um povo que se entrega ao que sente e ao que pensa. São orgulhosos e românticos! São tão cheios de sentimentos e manias que as palavras não são o suficiente, precisam se manifestar com as mãos; com os pés; com o corpo; com as roupas; com o jeito de andar… Enfim, simplesmente transbordam!

E nesse ponto, eu os achei muito parecidos com os brasileiros! Podemos ser mais carismáticos do que eles durante grande parte do dia, contudo, também somos seres humanos que precisam se expressar em todas as formas possíveis!

Não dançamos em público daquela forma… Porém, nos entregamos com mais facilidade ao sorriso!

O povo brasileiro não é romântico, mas é sensual… O povo italiano pode ser romântico, porém, precisa de várias experiências amorosas (muitas ao mesmo tempo) para poder se sentir sensual e, principalmente, desejado!

E depois de tudo isso, lá ia eu andar pelas ruas de paralelepípedos, rodeada por pessoas sofisticadas demais para poder lhe olhar nos olhos ou cercada por observadores assíduos demais, a ponto de serem capazes de lhe devorar com um único contemplar…

Ai de mim! Como poderia não me divertir em um ambiente onde eu era mera coadjuvante e atriz principal ao mesmo tempo? Como eu poderia não me sentir mais viva com todos os meus sentidos sendo saciados o tempo todo?

Digam-me… Como não sentir e sentir saudades de meu país a todo o momento?

 

 

Enfim…

Espero que tenham gostado dessa pequena consideração minha sobre a Itália! Eu sei que não foi exatamente a comparação que prometi, contudo, acredito que acabei me perdendo nas recordações.

Prometo ser mais “comparativa” na próxima vez!

 

 

Bacione a tutti =***

 

 

Como eu ainda não postei os vídeos que fiz das pessoas dançando, coloquei essa foto para ilustrar. Mesmo que não pareça, essas duas estavam andando no “ritmo” da música que era tocada ao canto direito da fotografia. (não peguei o músico na foto ¬¬).



et cetera
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