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{setembro 12, 2012}   Dica de leitura do dia: O Guia do Mochileiro das Galáxias

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Autor: Douglas Adams

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O Guia do Mochileiro das Galáxias… Esse título já induz o leitor a se preparar, inconscientemente, para uma aventura totalmente mirabolante! Para quem não conhece o saudoso escritor Douglas Adams* ou nunca ouviu falar de suas obras, acaba por ficar com o pé atrás, acreditando se tratar de mais uma literatura cheia de besteirol e sem atrativos. No entanto, já os aviso, caros leitores, que esse primeiro volume de uma “trilogia de cinco” introduz muito bem o espírito extremamente criativo e genial da série!

Os livros podem ser sim “viajados”, contudo, risadas e teorias nerds é o que não faltam! É uma das poucas séries em que se pode chorar de tanto rir e, ao mesmo tempo, sentir-se um tanto mais inteligente diante das teorias espalhafatosas de Douglas Adams! (seja quando você entende algo, ou quando você se espanta diante das improbabilidades gritantes escritas naquelas páginas)

A obra beira ao ridículo e à genialidade… É simplesmente incrível!

O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma série de ficção científica criada por Douglas Adams, como vocês já OBVIAMENTE já sabem, mas, não custa nada relembrar…

Originalmente, essa série rendeu um programa de rádio transmitido pela rádio britânica BBC Radio 4 em 1978, posteriormente adaptada para outros formatos como a série de cinco livros publicada em 1979, e um filme lançado em maio 2005.

Essas obras passaram por vários formatos midiáticos, não?

O desejo de transportar esta aventura espacial para outras mídias partiu do próprio Adams. O Guia do mochileiro das Galáxias, depois de fazer sucesso como uma série de rádio, foi compilada em fitas cassete e antes de, então, virar o bestseller que é conhecido até hoje.

Além disso, depois que conseguiu um espaço na TV britânica, Adams chegou até a escrever duas versões do roteiro de um longa-metragem, porém, infelizmente, devido a um ataque cardíaco aos 49 anos, ele não viveu para assistir ao seu filme…

Foram anos de negociações e indecisões sobre o projeto. O sinal verde para a produção só foi dado pela Walt Disney Pictures em outubro de 2003, dois anos depois do falecimento do autor. Mas, como dito ali em cima, o filme só foi realmente lançado em 2005… Quanta enrolação!

Enfim…

Este primeiro livro, o qual possui o mesmo nome da série, conta a história de Arthur Dent, um típico inglês que se vê envolvido em uma das aventuras mais malucas que poderia acontecer em todo o universo! Arthur não só descobre que Ford Prefect, um de seus melhores e únicos amigos, é um extra-terrestre, mas também que a Terra está prestes a ser destruída pelos Vogons (uma raça alienígena extremamente burocrática e mal-vista em toda a Galáxia) para dar espaço a uma nova “via intergaláctica”.

Arthur Dent e Ford Prefect se aventuram pelo universo, sempre sendo arrastados e jogados de um lado para outro, em busca, basicamente, da Pergunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais, motivo pelo qual a Terra suposta e inicialmente havia sido criada… E claro, os nossos queridos personagens são sempre guiados por um fantástico livro de viagens: O Guia do Mochileiro das Galáxias (que na minha humilde opinião é o melhor guia de viagens interplanetário!!).

Conseguiu entender alguma coisa desta introduçãozinha?

Pois é… Apesar de toda a maluquice do enredo, o livro (e a série) ganhou uma legião de fãs espalhada pelo mundo todo, devido à marcante mistura de ficção científica empolgante com uma forte sátira social e política, algo que se pode dizer que ficou um tanto no estilo de Monty Python*.

Portanto, as aventuras espaciais de Arthur – após ter sido sequestrado do planeta Terra por seu visinho Ford, pouco antes da eminente destruição do planeta por construtores interistelares – podem parecer somente um amontoado de situações e comentários engraçados ligados, por uma história mais do que improvável, porém, possuem uma forte crítica inteligente da sociedade e do governo britânicos, os quais, apesar de algumas diferenças culturais, históricas e geográficas, podem ser facilmente comparados com o que vemos e vivemos dentro de nosso país (e de outros por aí).  As criticas de naturezas sociais, filosóficas e religiosas transbordam das paginas com muito sarcasmo e ironia. Uma ótima leitura por seu humor, sua ficção cientifica e pela grande (mas grande e numerosa mesmo) critica!

A narrativa, como já puderam deduzir, é em totalmente voltada para o humor, que é a linguagem própria do livro. Repleta de recursos como a pontual presença enciclopédica do guia do mochileiro das galáxias para explicar ao leitor sobre todos os desconhecidos conceitos criados e utilizados pelo autor.

E claro, além de toda essa técnica de escrita, Adams também ganha o leitor nos únicos e bizarros personagens! Além de alienígenas e figurantes estranhíssimos, o autor se preocupou em construir protagonistas e coadjuvantes com personalidades mais do que singulares e divertidas para o leitor!

Durante toda a aventura, temos a participação do depressivo robô Marvin, o Androide Paranoide. Esse personagem é o robô de bordo da espaçonave Coração de Ouro* e um dos protótipos da Companhia Cibernética Sírius*, projetado com a revolucionária tecnologia de Personalidade Humana Genuína (PHG). Sendo que a PHG proporciona a esses protótipos as reações e emoções humanas mais variadas.

Marvin tem um “cérebro” do tamanho de um PLANETA (e realmente é descrito assim no livro!!), cujo QI é pelo menos 30 bilhões de vezes maior que o de um ser humano. Entretanto, as funções para a quais é designado são as mais banais (abrir portas, escoltar visitantes, sentar a um canto de uma sala, ser ignorado por todos, etc…), as quais são consideradas tão absurdamente simples para seu intelecto superior, que resultam numa profunda e prolongada depressão no PHG do andróide, além de um sentimento de completo desprezo pela vida. Agora, imaginem esse robô sendo arrastado por toda a aventura louca que Adams criou.

Também temos a presença de uma personagem feminina a ilustre e intelectual Tricia McMillian, mais conhecida como Trillian. Ela é descrita como uma brilhante astrofísica e aparece neste primeiro livro, no segundo, no terceiro e no quinto da série (O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, o Universo e Tudo Mais e Praticamente Inofensiva), além de uma breve aparição em Até mais, e Obrigado pelos Peixes! (quarto livro).

Arthur conhece Trillian durante uma festa em Islington (uma cidade da Inglaterra) e tenta paquerar a moça, contudo, sem sucesso. Ela foge com Zaphod Beeblebrox (sobre o qual já irei falar), que promete levá-la a outros planetas.

Trillian desejava viajar, conhecer outros lugares, e até convidou Arthur para fugir com ela para Madagascar, mas ele recusa. Os dois só se reencontrariam seis meses depois, no espaço, quando se tornam os únicos seres humanos sobreviventes da explosão da Terra.

Agora, vamos ao excêntrico Zaphod Beeblebrox! Na série Zaphod é o semiprimo (quem tem três das mesmas mães) de Ford Prefect e acaba por ser o Presidente da Galáxia, mesmo sendo um sujeito altamente incompetente para ocupar o cargo.

Zaphod possui muitas qualidades, porém quase todas ruin, já foi inclusive eleito sete vezes a criatura racional mais mal vestida da galáxia! Suas principais características de personalidade, além de ter duas cabeças, é o fato de ser incrivelmente metido e ter operado o próprio cérebro por motivos que ele mesmo desconhece (no começo).

Este esdrúxulo Presidente da Galáxia rouba a Coração de Ouro* e é devido à improbabilidade dos acontecimentos ocorridos nessa nave que Zaphod e Trillian salvam Arthur Dent e Ford Prefect da morte quando estes são expulsos da nave Vogon e largados no espaço, restando-lhes apenas 30 segundos de vida (até terem sido salvos no último instante).

E, claro, temos os dois personagens Arthur e Ford! Para que os conheçam um pouco mais, vou também descrevê-los melhor!

Ford Prefect é um alienígena de Betelgeuse II (um planeta criado por Adams) que veio fazer uma visita de alguns dias a Terra, como pesquisador de campo para O Guia do Mochileiro das Galáxias. Contudo, essa visita de poucos dias acabou virando em uma estadia quase permanente, pois o personagem fica ilhado no planeta por 15 anos.

Enquanto estava na Terra, fingia ser um ator desempregado. Seu verdadeiro nome na língua betelgeusiana, dado por seu pai, é impronunciável, inclusive para ele próprio. Por isso ganhou o apelido de Ix (que, no idioma de Betelgueuse II, quer dizer: “menino que não sabe explicar direito o que é um Hrung e nem por que ele resolveu cair em cima de Betelgeuse IV“). Ford Prefect foi o nome que ele escolheu na Terra, por julgar ser um nome comum.

Um dia seu receptor subeta dá sinal e ele percebe que os Vogons estavam para vir à Terra para demoli-la, sob o pretexto de construção de uma estrada espacial – curiosamente, uma estrada foi o motivo da demolição da casa de Arthur Dent, no mesmo dia em que essas estradas se tornam desnecessárias devido ao recém inventado Gerador de Improbabilidade Infinita. E assim começa a aventura dos dois personagens…

E, finalmente, vamos ao Arthur Phillip Dent!

Arthur é o protagonista da série. Ele é um terráqueo, humanóide, proveniente da Inglaterra, que escapou com a ajuda de seu amigo Ford Prefect. Esse pobre inglês viveu durante algum tempo na Terra pré-histórica, aprendeu a voar, é considerado o mestre dos sanduíches em um planeta que não me recordo o nome, tem uma filha chamada Random Frequent Flyer Dent com Trillian (e não… Os personagens não mantiveram relações sexuais… hehehehe…) e leu a mensagem de Deus para toda a criação!! Um ser vivo sempre perdido e/ou frustrado.

Praticamente finalizando a minha analise/crítica/resenha/dica literária da vez, eu recomendo O Guia do Mochileiro das Galáxias (não somente esse primeiro livro, como a série também), por causa do enredo carregado de tiradas sarcásticas e criticas sobre religião, valores sociais, além das personagens lúdicas e bizarras, e das muitas cenas alucinadas e absurdas!

E que o meu amigo cinéfilo me perdoe, mas, prefiro o livro ao filme!

Desculpe Gustavo e demais fãs de cinema!

Porém, na minha mais humilde opinião (de apreciadora da sétima arte e amante irreverente de livros), apesar de ser uma produção claramente apaixonada, ela não teve sucesso ao tentar versar a essência do livro para o cinema. Boa parte do que soa histericamente engraçado nas obras literárias, perde força quando lançado em cristalina computação gráfica nas telonas.

Eu sei que o meu texto ficou longo e “insano”, mas, caro leitor do meu blog…

Não entre em pânico!

 

 

 

 

 

 

* Douglas Adams foi um escritor e comediante britânico, famoso por ter escrito esquetes para a série televisiva Monty Python’s Flying Circus. Além de ter feito muito sucesso ao lado dos integrantes desse grupo de humor nonsense, e pela série de rádio, jogos e livros que desenvolveu (O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Os fãs e amigos de Adams o descreveram também como um ativista ambiental, um assumido ateísta radical e amante dos automóveis possantes, câmeras, computadores Macintosh e outros ‘apetrechos tecnológicos’.

Adams era um entusiasta de novas tecnologias e até o fim de sua vida, foi um requisitado professor (de tópicos sobre ambiente e tecnologia). O autor nasceu em Cambridge (Inglaterra), no dia 11 de março de 1952 e faleceu em Santa Bárbara (Estados Unidos), no dia 11 de maio de 2001.

* Monty Python,ou melhor, Monty Python’s Flying Circus foi uma série da televisão britânica transmitida pela BBC entre 1969 a 1974. Possui 45 episódios divididos em quatro temporadas. A série, que foi ao ar pela primeira vez em 5 de outubro de 1969 e foi totalmente “montada” pelos celebres: Douglas Adams, Monty Python Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin.

* Coração de Ouro é uma das espaçonaves fictícias que figuram em O Guia do Mochileiro das Galáxias. Ela é a primeira nave a empregar com sucesso o revolucionário Gerador de Improbabilidade Infinita. Sua estrutura de 150 metros de comprimento, afunilada e totalmente branca foi construída secretamente no planeta Damogran. Foi roubada durante a cerimônia de seu lançamento pelo Presidente da Galáxia Zaphod Beeblebrox.

* Companhia Cibernética Sírius é uma empresa fictícia da trilogia de cinco livros, que criou uma série de produtos que não funcionam bem, e o seu departamento de reclamações ocupa todos os continentes de três planetas. Ela é responsável pela criação do robô Marvin e da espaçonave Coração de Ouro, bem como de Eddie, o computador de bordo da nave, o qual possui uma PHG tão simpática e amigável que chega a irritar os ocupantes da Coração de Ouro (enquanto que Marvin carrega consigo uma personalidade semelhante à de um maníaco-depressivo com tendências suicidas…).

O Guia do Mochileiro das Galáxias descreve o departamento de marketing da Companhia Cibernética de Sírius como “um monte de babacas que serão os primeiros a irem para o paredão quando a revolução estourar“. E mais para frente na obra, “curiosamente”, uma edição da Enciclopédia Galáctica do Futuro surgiu em nossa era e nela, o departamento de marketing da companhia é descrita como “um monte de babacas que foram os primeiros a ir para o paredão quando a revolução estourou“.



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