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{setembro 19, 2012}   Causos de um feriadão!

Causos de um feriadão!

 

 

(parte 4)

 

 

 

Olá, leitores queridos!

Tudo bem?

Lembram-se dos meus causos? Pois é…

Desculpem-me a negligência! Acabei por deixar os meus causos de lado e já levei bronca de algumas pessoas que gostavam de acompanhá-los.

Portanto, aos pouquinhos (beeeem aos pouquinhos) vou retomando os textos de minha vida bizarra, preenchida por humanos maravilhosos e tão hilários quanto eu!

Hm… Que tal continuarmos com os causos referentes a certo feriado?

Sim… Vou continuar com os “antigos” acontecimentos do final de semana prolongado do dia de Corpus Christi!

Eu sei… Eu sei…

Um tanto defasado, não? Mas, continua tão divertido quanto!

Querem ler? Então, vamos lá!

Após as aventuras pela estrada (em carro) e pela Liberdade, pegamos o metro rumo à casa de nossa mais do que amada amiga Nay! A ida foi tranquila, se considerarmos uma “voltinha” pelo metrô de São Paulo algo tranquilo…

Embrenhamos-nos pelos inúmeros paulistas e paulistanos, pelas figuras bizarras e normais, pelos extravagantes e discretos… Enfim, nos passamos por legitimas brasileiras que não ligam para as pessoas ao redor, que cumprimentam quando têm vontade e retribuem os desejos de boa tarde quando alguém lhe diz um.

Fomos de uma linha a outra, de um trem a outro… Mudamos de metrô, mudamos de cenários, mudamos de vagão. Conversamos sobre eventualidades, fofocamos sobre garotos, trocamos informações sobre as vidas alheias e a Sofia perdeu a oportunidade de nos apresentar, mais uma vez, o seu antigo prédio. Um pequenino azar, já que de tanta mudança, a nossa amiga (agora loira) acabou perdendo um pouco o sentindo de direção e nos apontou a janela do lado errado do vagão.

Essas “desnorteadas” acontecem com as melhores pessoas! (e acredito que com as piores também)

Descemos na estação certa da linha vermelha e ligamos para o nosso queridíssimoooooo amigo Will! (sim, coloquei vários “os” porque ele é bem querido MESMO!!!) Afinal, nenhuma de nós sabia chegar sozinhas a casa da Nay. A Sofia conhecia, ou melhor, se lembrava do caminho, contudo, preferimos não arriscar, visto que nenhuma de nós estava com o senso de direção tão bem apurado.

– Will, qual é o melhor lado para descermos?

– Vocês já chegaram? Nossa… Vou avisar a Nay, o pai dela vai passar pegar vocês.

– Tá, mas que lado é o melhor?

– Acho que… Esquerda?

Exatamente isso, meus caros! A interrogação não saiu por engano. O nosso “guia” nos respondeu com uma “pergunta”. Ótima forma de nos assegurar de que está nos orientando bem.

– Como? – a Sofia quase riu. – Will… Esquerda ou Direita? (nomes de estação e ruas não serão mencionados aqui, apenas para garantir a localização secreta da casa da fabulosa Nay! Hehehe…)

– Espera. – e, segundo nos foi contado, foi possível ouvi-lo consultando a Nay sobre a direção. – É esquerda mesmo.

– Obrigada, Will. Até daqui a pouco.

– Até, tchau!

Fomos para a esquerda e descobrimos que aquele era realmente o caminho certo. O nosso ilustre amigo Will não estava tão mal assim de guia afinal.

– É que vocês não sabem! Uma vez ele foi nos orientar, eu e minha mãe, até a casa do Gustavo e nos mandou pegar a rua paralela a que estávamos. – comentou a loiraça da Sofi.

– E qual o problema com isso? – realmente, eu e a nossa fofa Liane não conseguíamos ver um “erro” na informação.

– Na verdade, precisávamos pegar a rua perpendicular a que estávamos, mas, ele continuava insistindo para pegarmos a paralela! Se não percebêssemos o erro, acho que ficaríamos dando voltas.

Bom… O causo em si não é tão engraçado quando contado, contudo, imagino que deve ter sido hilário ter o Will como guia automobilístico!

De qualquer forma, fomos para a esquerda e ficamos esperando a chegada do pai da Nay. Durante a espera, caíram algumas gotas de chuva, apenas para “umedecer” a rua. Aglomeramos-nos a um canto e ficamos a esperar, sempre conversando e tagarelando.

– Olha ali! Acho que aquele ali é o carro do pai da Nay! – a Sofia apontou alegremente para um carro prateado, que havia acabado de parar próximo de nós.

Dentro do veículo encontravam-se um homem e um garoto sentados no banco do motorista e do carona.

Como eu, até então, não conhecia a família da Nay, eu não sabia como era a aparência do pai dela e nem se ela possuía um irmão ou primo. De qualquer forma, eu e a Liane confiamos na Sofia, visto que ela já havia visitado a nossa amiga e conhecido ao menos o patriarca.

Fomos todas, inocentemente, nos posicionar frente a uma das portas traseiras do veículo. A Sofia, claro, foi quem abriu a porta e a primeira a começar a entrar. Puxei a Liane para entrar na minha frente, já que ela é a menorzinha de nós três e seria melhor que ela se sentasse no meio, para não atrapalhar a visão do motorista.

– Ai não! – minha amiga loira murmurou. – Volta, volta, volta! – ela sussurrava quase em pânico.

Assustadas, Liane e eu demos alguns passos para trás e permitimos que a Sofia saísse do veículo. A mesma apenas encostou a porta e segundos depois, o carro partiu assim que o tal garoto do banco da frente havia saído para, provavelmente, pegar o metrô.

Desviamos o olhar e a encaramos bem intrigadas. O que raios havia acabado de acontecer?

– Sofia… – comecei. – Não me diga que você entrou no carro errado.

– Entrei!

– Como assim? – a nossa japonesinha parecia indignada. – Você não conhece o pai da Nay?

– Então, eu conheço, mas não lembro direito como ele é. – olhava ao redor, buscando por qualquer indicio suspeito de que alguém houvesse visto a cena. – E eu achei que o garoto no banco da frente fosse o Will!

– Mas, ele nem se parecia com o Will! – e realmente, eu olhei para o garoto e não parecia mesmo!

– Eu sei! Mas, eu estava distraída!

– Aí, nossa! Será que eles perceberam algo? – a Liane deu um sorrisinho nervoso.

– Não sei, mas, pelo o que eu percebi, o garoto saiu do carro sem nos encarar e de forma tão normal que eu acho que eles nem perceberam o que fizemos.

– Sofia, você ENTROU no carro! – agora, eu segurava para não rir.

– Eu entrei! – ela também sorria. – Mas, foi tudo tão silencioso e rápido que eles nem viram.

– Será? – a Liane também queria rir, contudo, acho que ainda continuava nervosa pelo visível “mico”.

– Certeza! Senão, o garoto teria nos encarado quando saiu.

– Mas, a porta não fez barulho? – tanto nossa graciosa amiguinha quanto a Sofia e eu estávamos quase chorando de rir, pois uma risada ou outra já escapava entre as palavras.

– Não, eu fechei com cuidado.

– Sofia, você NÃO fechou a porta! – comentei realmente rindo. – Você só ENCOSTOU a porta e deixou o coitado sair com ela aberta!

– Não estava aberta! Só encostada! – se defendeu.

– O que praticamente dá na mesma, né?

– Ai, meu Deus! – a Liane ria enquanto continuava a encenar uma cara de indignação. – Que vergonha!

Nem preciso dizer que começamos a gargalhar como loucas. Não nos importávamos mais se alguém houvesse visto ou não a cena anterior, o que importava era o fato de que quase entramos no carro de um completo desconhecido, guiadas por uma amiga loira!

Alguns minutos depois da sessão gargalhada, vimos outro carro prateado estacionar do outro lado da rua. Nós três, paramos de falar e seguramos o riso. Ficamos a encarar o veículo, tentando descobrir se poderia, por ventura, ser a nossa carona ou não.

Será?

Foi, então, que uma linda garota desceu do carro e acenou para nós, toda glamourosa em suas madeixas coloridas, na época azuis, rosas, verdes… Enfim, maravilhosas em cor!

– NAY! – quase gritamos em uníssono.

– Agora, é! – o comentário da Sofi até poderia ser dispensado, visto a obviedade, contudo, ele fez todo o sentido diante da situação que havíamos acabado de passar. E, portanto, voltamos a rir.

Atravessamos a rua, cumprimentamos a Nay e o seu pai, entramos no carro e, como boas contadoras de história, narramos todo o ocorrido para a nossa amiga. Todos demos risadas e acrescentamos comentários ao enredo.

Mas, a questão que fica é a seguinte…

E a porta daquele cara? Será que ele percebeu que ela estava aberta antes de alguém lhe dizer algo?

 

 

Liane e eu \o/

Sofia e eu \o/

Will e Nay \o/



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