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{setembro 27, 2012}   Dica de leitura do dia: Orgulho e Preconceito e Zumbis

Orgulho e Preconceito e Zumbis

 

 

Autor: Seth Grahame-Smith

 

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É uma verdade universalmente reconhecida, que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna deve estar em busca de uma esposa

Ou seria…

É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros

 

 

Sentiram o lado mórbido e hilário da obra? Como pode-se deduzir, Seth Grahame-Smith, autor de Orgulho e Preconceito e Zumbis, conseguiu “transcrever” um dos maiores romances de 1813 em um drama cômico com zumbis e mais zumbis!

Grahame-Smith flertou com as palavras delicadas de Jane Austin e (re)elaborou um romance “épico” e completamente atual! Afinal, há algum tempo a moda é matar e zumbificar. Apenas espero que a pobre Austin não esteja se revirando em seu túmulo, realmente desejando se transformar em um zumbi e comer os cérebros de todos aqueles que ousaram “profanar” uma de suas obras, Orgulho e Preconceito. Se esse fosse o caso, Grahame-Smith seria o primeiro a ser devorado! (e admito que também tenho a minha parcela de culpa por ter adorado a “renovação” da obra e ter desejado por mais textos desse escritor norte-americano doido)

E é parodiando o famoso romance, um dos mais populares da história, que o autor vai elaborando um enredo divertido e envolvente, provando aos leitores que é possível de se desenvolver uma historieta de amor em meio a uma pandemia de zumbis.

Quem disse que histórias de amor e multidões de zumbis não combinam?

O livro Orgulho e Preconceito e Zumbis segue, em partes, a mesma trama original. Um enredo cheio de desentendimentos, costumes de época e dramas amorosos entre os personagens principais e seus semelhantes (familiares e amigos). A obra não foge da relação conturbada e cativante entre Elizabeth Bennet – carinhosamente chamada de Lizzie, alguém independente demais para uma mulher da sua época – e Mr. Darcy, o jovem rico e orgulhoso, um dos mais visados partidos do vilarejo de Meryton e região.

O romance é o mesmo, as personagens são as mesmas, a época é a mesma, os cenários e percursos são os mesmos… A única diferença – que acaba por alterar significativamente toda a trama de forma inusitada – é que tudo acontece em uma “realidade alternativa” em que a Inglaterra vitoriana de Jane Austin é infestada por zumbis!

Sendo assim, os personagens são treinados desde pequenos na arte de matar mortos vivos, os costumes mudam um pouco de forma, as casas têm sua arquitetura um pouco alterada e tudo se adapta para algo improvável, porém, altamente marcante no livro.

Então… Basicamente, reconta toda a história original, com a ambientação de época, crítica aos costumes e tramas sociais, porém adicionando algumas cenas e elementos novos que mudam completamente o seu significado, geralmente envolvendo zumbis, canibalismo e artes marciais.

Durante a obra, o leitor percebe que a praga em questão não tem qualquer explicação, contudo, consegue compreender que a mesma vai indo e voltando há séculos. A coroa inglesa – sim, sim… A “altiva” rainha da Inglaterra e seus leais súditos, soldados e nobres – a combate com seu exército oficial e guerreiros associados, entre eles as irmãs Bennet e Mr. Darcy.

E, acreditem se quiser, o treinamento de todos, ou ao menos daqueles mais interessados no ramo de aniquilação de zumbis, é feito no oriente! Loucura, não? Além disso, para viajar um pouquinho mais nesse aspecto, Grahame-Smith não usa apenas dinheiro e bens como um sinal de status, as tais habilidade nas “artes letais” também se torna um grande sinal de distinção entre pessoas e classes!

O livro é cheio de detalhes divertidos, que pelo meu ponto de vista atraem os olhinhos daqueles que gostam de armas, golpes e sangues (em putrefação ou fresco).

Eu simplesmente adorei a Lizzie dessa obra tanto quanto a do enredo original. Afinal, que outra mulher iria ponderar, em meio a um caos zumbi, que um mosquete é uma arma melhor que uma adaga?

Ou que, no entanto, uma arma de fogo é considerada “pouco feminina”, assim katanas, golpes e apetrechos ninjas são os melhores?

A personagem simplesmente me ganhou!

Enfim…

Como se espera de uma história zumbis há momentos nojentos e ás vezes o leitor chega a entrar na mente de um infectado em transformação! (algo nojento e doloroso… Não recomendo para ninguém!)

Ou seja, basicamente em Orgulho e Preconceito e Zumbis, a história de Elizabeth Bennet é contada em meio a uma confusão surreal!

Aliás, não sei se mencionei, mas Lizzie é uma jovem e inteligente filha de um pequeno proprietário rural na Inglaterra do começo do século XIX, que se vê envolvida com as tramas e intrigas matrimoniais próprias do seu meio social.

Fora toda a trama envolvente, o livro é ilustrado com desenhos que seguem o estilo do ilustrador original de Orgulho e Preconceito, o ilustre senhor C. E. Brock. No entanto, o desenhista Philip Smiley seguiu o “espírito morto-vivo” da obra de Grahame-Smith  e mudou um pouco o rumo das ilustrações, pois elas seguem o estilo de Brock, porém retratam as recatadas damas inglesas abatendo hordas de zumbis com golpes de kung-fu e adagas.

Bom…

Paródia ou reinterpretação, não importa!

O fato é que Orgulho e Preconceito e Zumbis é um livro que gerou uma nova espécie de conceito literário, os mashups, uma amálgama (uma “mistureba”) de clássicos com elementos pulps, como as outras obras do escritor: Sense and Sensibility and Sea Monsters (tradução: Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos) e Abraham Lincoln, Vampire Hunter (tradução: Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros – esse livro rendeu um filme divertido recentemente).

E acredito que muitas outras obras do gênero iram começar a pipocar por aí, já que, pelo meu ponto de vista, esses são livros que entretém e divertem, o que pode conquistar muitos leitores pelo mundo (sejam de primeira viagem ou que gostem de diversificar a leitura do dia-a-dia).

De qualquer forma, voltando á trama em si, ao fim da adaptação, o enredo mantém muito do espírito da saudosa inglesa Jane Austen! Inclusive… A ironia da autora britânica prevalece nas palavras escritas do autor norte-americano. O diferencial está mesmo no romance “nonsese” e nas cenas de “aventura” que deixam o livro ainda mais divertido.

Assim sendo, eu realmente recomendo a obra para qualquer tipo de leitor! Você dará risadas (ou ficara embasbacado)! Contudo, já aviso para não ler esperando encontrar um texto digno de Edgar Allan Poe ou de Max Brooks (e até mesmo da própria Jane Austen).

Aliás, há boatos de uma adaptação cinematográfica produzida por Natalie Portman, é verdade isso, senhor cinéfilo Gustavo Valente? Se for, acho que daria um ótimo filme para se chorar de rir, assim como foi Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros.

Então, vou ficando por aqui com a minha resenha/crítica/dica literária de hoje! Espero que tenham gostado deste “pequeno grande” texto pessoal! Agora, os deixo com a sinopse que encontrei na rede social Skoob:

Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente.

Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e Preconceito e Zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.

(Bom, eu já tinha vontade de ler a obra original antes da “paródia”. Contudo, realmente, só pelo título comecei a ter um comichão para ler a obra e compará-la com a clássica que eu já havia lido)

 

 



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