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{novembro 5, 2012}   Lendas Urbanas para o Halloween

Eu sei… Eu sei…

O Halloween já foi, mas, acredito que nunca é tarde para comemorar uma boa data assustadora como essa, não é?

Aqui está um post meu, publicado no Caravela Virtual, um site para o qual entrei e agora, sou a mais nova tripulante!

Confiram aqui o que eu escrevi sobre Lendas Urbanas!! E espero que gostem!

 

 

 

#Halloween no Caravela: Por Trás das Lendas Urbanas

Por Fabi Zambelli – 31 de outubro de 2012Publicado em: ComportamentoMatérias

Olá, marujos!

Eu sou a Fabiane, a mais nova tripulante do Caravela Virtual! E hoje eu lhes trago um post especial para oHalloween, mais conhecido por estas terras como Dia das Bruxas.

E realizada a breve apresentação, preparados ou não, vamos ao tema da vez! O que acham de falarmos sobre Lendas Urbanas?

Há algum tempo, produzi, juntamente com mais quatro colegas, um documentário chamado Por trás das Lendas Urbanas. E posso lhes assegurar que apenas de tentarmos nos aprofundar no assunto, causou arrepios em todas nós. (N.E. clique aqui para assisti-lo)

Mas, alguém aqui sabe o que realmente são Lendas Urbanas?

O termo lenda provém do latim “legenda” e quer dizer “o que deve ser lido”. E essas tais lendas urbanas são relatos que fazem parte do nosso imaginário popular. É um gênero de difícil delimitação, pois não possui uma forma especifica e muito menos uma fonte única. Raramente encontramos o autor original de cada relato, sem mencionar que uma mesma estória pode ganhar várias versões diferentes a cada ano ou a cada localidade. Essas narrativas possuem a extraordinária capacidade de se reinventarem.

Sabe aquela celebre frase “quem conta um conto aumenta um ponto”? Pois, então! É uma ótima forma de tentar definir uma lenda urbana, sem mencionar o fato de que, além de se aumentar um ponto também se dá um diferente dono.

Embora as lendas urbanas (do termo inglês Urban Legends) antecedam esse período, a expressão foi criada entre os anos 1970-1980 por folcloristas norte americanos de modo a “designar as anedotas da vida moderna contadas como verdade, mas que eram falsas e duvidosas”.

Aliás, as Lendas Urbanas:

  • Possuem várias formas;
  • São estórias curtas;
  • São contadas como se fossem relatos verdadeiros e recentes;
  • São transmitidas de geração em geração;
  • Sempre trazem uma “moral” em seu final;
  • Cada uma representa os receios e as ambições de cada sociedade;
  • Estão originalmente inseridas no meio urbano (sei que parece redundante, mas é importante frisar esse ponto, pois as lendas que surgem no meio rural são conhecidas como Lendas Folclóricas ou Tradicionais).

Atualmente, esses relatos são transmitidos por diversas mídias, como: a televisão, o cinema, a internet, a rádio, os jornais, as revistas e etc. Mas, o a forma mais comum e “efetiva” de sua propagação e disseminação, é a oralidade. O famoso “diz que me diz”, podem ser contadas por qualquer pessoa e em qualquer lugar

O Brasil possui uma grande quantidade de lendas urbanas circulando no imaginário popular. As Lendas Urbanas ultrapassam fronteiras, no entanto algumas possuem caráter mais “regional”, enquanto outras são de propagação internacional, como a “Loira do Banheiro”, a “Noiva da Estrada”, o “Chupa-Cabra”, a “Maria Sangrenta”, entre outros.

Durante a produção do nosso documentário, as meninas e eu entrevistamos o ilustre José Mojica Marins, mais conhecido por Zé do Caixão. Segundo o cineasta e ator, muitas lendas urbanas vão aparecendo e se tornando populares de acordo com a imaginação, o medo e a insegurança das pessoas.  “A história se torna uma lenda urbana a partir do que você diz, do que você quer criar”, nos explicou o senhor do submundo.

As primeiras lendas urbanas que se têm notícia no Brasil, são da década de 50. E sabem quais são as mais antigas? A lenda da “Noiva da Estrada” e a da “Loira do Banheiro”! Ambas com ampla disseminação e conhecidas com diferentes versões e até por outros nomes.

Devido ao desenvolvimento das rodovias, que aconteceu nessa época, surgiram histórias sobre a “Noiva da Estrada” (também conhecida como “Mulher de Branco, “Loira da Dutra”, “Loira da Estrada”, etc…). E vocês conhecem a história dessa mulher?

Salvo algumas alterações ali e aqui, o relato refere-se a uma mulher, geralmente loira, que fica na beira da estrada pedindo carona aos motoristas que passam. Quando ela consegue a tão solicitada carona, após um tempo (ou quando chegavam ao destino), a mulher simplesmente desaparece! E o motorista, quase sempre caminhoneiro ou taxista, fica abandonado à sorte de sua própria confusão mental.

Depois, de forma desproposital, o motorista acaba por descobrir que a misteriosa mulher havia morrido momentos antes de seu casamento e na mesma estrada onde a encontrara.

No Brasil, essa lenda também foi veiculada na mídia pelo Fantástico. Segundo as reportagens, caminhoneiros e taxistas dizem ter visto a aparição. Alguns até foram anunciados como desaparecidos, depois de oferecerem carona a uma jovem vestida de branco. Que medo, não?

A outra lenda, a da “Loira do Banheiro”, é uma das mais conhecidas no país. A história surgiu em terras brasileiras por meio do extinto jornal Diário da Noite. E adivinhem quem foi que ajudou a disseminar a lenda dentro do Brasil! Foi o próprio “Zé do Caixão”, quem disseminou uma das versões da história pelo país inteiro.

De acordo com o cineasta e amigo do então editor do antigo jornal (Orlando Criscuolo), uma garota tinha cometido suicídio por gostar de um professor que era casado. Ao ver que seu amor não era correspondido, a estudante teria se matado. Entretanto, não se sabia ao certo se ela havia cometido suicídio no banheiro da escola de fato, ou se foi em outro lugar. Mas, segundo o Mojica, a imprensa aproveitou-se do cenário do banheiro escolar: “aquilo, dentro de uma escola, se tornava sensacionalismo. Então, era interessante explorar para vender o jornal”.

Ele ainda afirmou que quando a manchete do acontecimento foi publicada pelo periódico, o veículo conseguiu produzir mais 30 manchetes acerca do assunto, até que a Polícia Federal fez com que o jornal parasse de divulgar as matérias sobre o caso (que aproveitadores!).

Tempos depois, outra versão da história apareceu. Uma em que conta-se que uma estudante loira matava aulas se escondendo no banheiro da escola. Até que certo dia ela escorregou no piso molhado, caiu, bateu a cabeça e acabou morrendo (sim, dá para dar risada com isso!). E o seu espírito, descontente com a morte esdrúxula, teria permanecido nos banheiros escolares, a fim de assombrar os estudantes que ali entrassem. (ou seja, se você for matar aula no banheiro da escola, por exemplo, pode acabar morrendo em algum acidente mirabolante e, de praxe, a Loira do Banheiro pode lhe infernizar. Portanto, nunca matem aula, crianças!)

Quando essa lenda reapareceu, foi usada no “falecido” jornal Notícias Populares (o famoso “espreme que sai sangue”) em 1976. Um repórter do jornal não conseguia uma boa pauta para aquele dia, mas encontrou uma foto embaçada de uma funcionária loira e a usou para criar uma matéria sobre uma tal loira que assombrava banheiros de escolas.

Outra lenda antiga seria a do “Chupa-cabra”. O primeiro caso contado nos jornais foi no Arizona, nos Estados Unidos, em 1956. Depois disso, foram relatados incidentes em Oregon, Michigan, Illinois, Nova Jersey, Novo México, Flórida e em partes do Chile, Brasil e México; a maioria aconteceu em Porto Rico, onde inclusive uma onda de ataques assolou diversas regiões em 1995.

A lenda fala de uma criatura que supostamente sugava o sangue de animais como cabras, gado e galinhas, fazendo duas ou três perfurações no pescoço das vítimas, não deixando sinais de luta. Entre muitas teorias sobre a origem do monstro, estão as possibilidades de ele ser:

  • Um visitante do espaço, esquecido na Terra;
  • Um cruzamento entre alienígena e animal, realizado pelos cientistas da NASA;
  • Um morcego vampiro geneticamente modificado;
  • Ou um integrante de uma alcatéia de cães selvagens muito estranhos.

Outra lenda referente a uma criatura de “outro universo” é a do “ET de Varginha”, disseminada a partir de 20 de janeiro de 1996, data em que dois extraterrestres teriam sido vistos e capturados na cidade de Varginha, em Minas Gerias.

Segundo os testemunhos dados, um casal viu um objeto cinza sobrevoando o pasto de sua fazenda a pouco mais de cinco metros do chão, de madrugada. Soltava uma fumaça esbranquiçada, não emitia luz alguma e nem fazia barulho. Sumiu alguns minutos depois de o casal vê-lo.

No dia seguinte, o Corpo de Bombeiros teria sido avisado sobre uma estranha criatura que foi vista em um parque, onde acabaram por encontrá-la. Em seguida, os militares foram alertados e se encarregado do caso.

Também há lendas que servem como uma “advertência”. Um exemplo é a lenda do “Homem do Saco”, que conta sobre um velho maltrapilho, geralmente um mendigo, apresentado, em algumas regiões, como um cigano, que anda pela cidade carregando um saco de pano onde leva embora crianças desobedientes, ou que saem de casa sem a permissão dos pais. Aliás, em algumas variações mais macabras, diz-se que o velho leva as crianças para casa e lá ele faz sabonetes e botões delas.

A lenda da “Gangue do Palhaço” também pode ser considerada como uma advertência, desta vez aos pais, para tomarem conta de seus filhos. Ela teve início com notícia veiculada pelo Notícias Populares, em Maio de 1995.

O jornal recebera a informação de que uma criança havia desaparecido dentro do supermercado Carrefour, em Carapicuíba. De acordo com Luiz Fernando Bovo, jornalista que entrevistamos e que escreveu as reportagens relacionadas ao caso: “O fato era só que a criança tinha desaparecido. Ai eu produzi a matéria, e botei que a família e os vizinhos tinham dito que tinham visto uma Kombi que passou, levou a criança e tal. Ai dois dias depois meu editor me chamou e falou ‘olha, nesse dia aqui que saiu essa matéria sobre Carapicuíba o jornal vendeu 15 mil exemplares a mais. Vai atrás, vê se tem mais coisa disso’. E eu fui.” (que coisa, não?).

Posteriormente, o jornalista descobriu que outra criança havia desaparecido, desta vez na cidade de Tiradentes. Foi atrás da história novamente e recebeu informações de pessoas que diziam que uma Kombi havia seqüestrado a criança.

E, assim, começou-se a falar sobre uma gangue, que passava dirigindo uma Kombi, seqüestrando crianças. O jornal chegou, inclusive, a fazer um retrato falado da tal gangue, na qual diziam haver um palhaço, uma bailarina e um atirador de facas. O jornalista contou, ainda, que isso tudo gerou uma grande comoção entre as pessoas. Algumas estavam, inclusive, com medo de levar os filhos para as escolas! Olha só como o boato realmente ganha força no imaginário popular!

Além disso, muitas pessoas diziam saber de alguém que conhecia a vítima ou tinha visto a Kombi de verdade, mas ninguém a tinha visto de fato. É aquela história de “aconteceu com um amigo de um amigo meu” que vai crescendo descontroladamente.

Outra lenda que serve como alerta, desta vez para jovens e adultos, é a do “roubo de rins”. Ela relata a história de um garoto que conhece uma bela mulher em uma festa. Eles começam a conversar e depois passam a beber um pouco. Em seguida, a moça o chama para ir até o apartamento para uma “festinha particular”. Quando chegam, mais uma bebida é oferecida e o pobre rapaz acaba desfalecendo diante de alguma substancia que, discretamente, havia sido misturada ao drink.

Ao acordar desnorteado no dia seguinte, ele se encontra em uma banheira cheia de gelo e se depara com um bilhete dizendo: “Ligue rápido para o hospital ou vai morrer.”. Ao ligar e explicar o que houve, a enfermeira pede para que verifique se há duas incisões nas costas. Assim, fatidicamente, o jovem descobre que seus rins haviam sido roubados!

Assim como a lenda da “Gangue do Palhaço”, citada anteriormente, outra história iniciada por um jornal, que ganhou dimensões no imaginário popular, foi a do “Bebê-diabo”, a qual começou com uma história criada pelo infame Notícias Populares, que contava sobre o suposto nascimento de um bebê com aparência de um diabinho (peludo, com um prolongamento no cóccix e duas saliências na testa).

O fato ocorreu na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, no dia 10 de Maio de 1975. E como ninguém no hospital quis dar entrevista, o repórter responsável inventou tudo a sua maneira, o que, acabou por alavancar a venda do jornal por quase 30 dias seguidos, e deixou o povo crédulo de que, de fato, havia nascido o Bebê-diabo! (Coitada da criança!)

Entre as lendas mais recentes, esta a que conta sobre um cadáver nas garrafas de Coca-ColaNojento, não? E sabem como ele foi parar nas garrafas?

Relata-se que um funcionário sofreu um infarto enquanto operava o tanque do qual era responsável. O corpo caiu dentro do recipiente e, como era muito fundo, ninguém conseguiu encontrar o corpo em meio a toda a quantidade de refrigerante. Ele teria ficado lá por dias em decomposição enquanto o refrigerante continuava sendo engarrafado e consumido.

Existe ainda a lenda da agulha infectada com AIDS, a qual é da época do surgimento da doença no Brasil. Porém, ela se disseminou amplamente a partir de 1997, por meio de inúmeros e-mails (as malditas correntes!). Os textos percorreram o mundo, informando que nos assentos de metrôs, poltronas de cinema e teatro, além de telefones públicos, existiam agulhas infectadas com o vírus HIV. E em alguns casos, as vítimas ainda encontram bilhetes, após sentirem a picada, dizendo “Bem vindo ao mundo da AIDS”.

Eu poderia gastar muito mais palavras aqui, relatando os mais variados tipos de lendas existentes no Brasil e no mundo, uma mais esquisita e assustadora do que a outra. Contudo, para o bem dos seus olhos, marujos, eu vou encerrando o post sobre Lendas Urbanas por aqui.

Como talvez puderam ver, certas histórias podem ser inventadas a fim de alertar as pessoas para determinadas situações que se baseiam em medos e ambições. E que para cada lenda urbana contada, existem outras milhares de versões espalhadas pelo mundo, todas ganhando forças no imaginário popular e sendo propagadas de forma descontrolada e desenfreada pela internet, pelo boca a boca e pelas mídias.

De qualquer forma, espero que tenham gostado do tema e da forma como o abordei, afinal, sou marinheira de primeira viagem aqui e não sei se já peguei ou não o espírito do trabalho a bordo.

E aí? Alguém aqui está a fim de brincar de “Bloody Mary”?

 

 

É isso…

Espero que tenham gostado do post!

E não deixem de acompanhar o Caravela Virtual – http://www.caravelavirtual.com.br

 



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