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{novembro 13, 2012}   Dica de leitura do dia: Strange Angels

Strange Angels

 

Autora: Lili St Crow

 

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“Meu pai? Um zumbi. Minha mãe? Morreu faz tempo. Eu? Bem… Essa é a parte assustadora.” – trecho da sinopse oficial do livro.

 

 

Strange Angels é o primeiro livro de uma série de mesmo nome. A escritora Lili St Crow começa com uma “vibe” que lembra o empolgante seriado Supernatural. Afinal, ler sobre uma história que tem como personagem principal uma adolescente órfão de mãe, cujo pai caça “monstros” ao redor dos E.U.A. dificilmente não faria os leitores relacionarem com a série.

No entanto, as semelhanças param por aí!

Meu primeiro contato com Strange Angels foi… “Inusitado”! Peguei a edição em português e comecei a esbarrar em atrocidades e assassinatos cruéis da nossa língua! Eu tinha calafrios toda vez que eu lia algo como “” no lugar de “você”. Eu sei que nas minhas conversas pela internet eu uso muito o “vc”, abrevio algumas palavras, uso a letra “k” mais do que eu deveria, contudo, não estou redigindo um livro! São conversas com amigos próximos. Jamais faria tal coisa em uma conversa formal e, principalmente, no momento de escrever uma obra literária que, por ventura, viria a ser publicada e lida por milhares de brasileiros!

O que me acalmou foi perceber que no original não há esse tipo de “gíria”. Meu segundo contato foi com a versão em inglês, a qual me tranqüilizou consideravelmente. Não me considero uma pessoa rigorosa com a língua portuguesa, eu mesma cometo muitos erros esdrúxulos! Contudo, o que eu encontrei na versão brasileira da série, quase me fez sentir uma punhalada no coração a cada “gíriazinha”! Assim sendo, recomendo que os livros de Lili St Crow sejam lidos, se possível, em suas versões originais.

Enfim… Voltando ao enredo…

Dru Anderson, a protagonista da ficção/fantasia, tem 16 anos e – como vocês já devem ter percebido – uma vida muito pouco comum. No começo da história, Dru se mostra descontente com a vida de “mudar de cidade constantemente” e “ser sempre a garota nova”.

Além de ter perdido a mãe muito cedo, Dru também perdeu sua avó, que a criou depois da morte de sua mãe. Isso faz com que ela valorize muito a presença do seu pai e seja muito ligada a ele. O que acaba sendo um grande problema, pois ele vive arriscando a própria vida durante a caça seres do chamado Mundo Real – são djamphirs, zumbis, lupinos, etc – sempre em busca do assassino da esposa. De vez em quando, seu pai a leva para ajudar, já que Dru tem o que a avó chamava de “o toque”, uma sensibilidade mais aguçada ao sobrenatural, um dom que a ajuda sentir presenças do mal.

Mas, Dru se vê sozinha, quando, em uma noite, o seu pai volta “diferente” de uma caçada, situação que a obriga a exterminá-lo com as próprias mãos. Embora eu ache que o que realmente a perturbou foi a forma como ela descobriu que seu pai estava morto.

Só no mundo e com um milhão de perguntas na cabeça, ou melhor, desamparada numa cidade estranha com um monstro poderoso o suficiente para transformar o seu pai, Dru conhece o “gótico-asiático” Graves, que se mostra um bom amigo mesmo quando sua própria vida está em risco.

Além do mais, diga-se de passagem, risco é o que não falta nesse livro! Dru, Graves e um djamphir (que logo irei mencionar aqui) vivem em constante estado de alerta, estão sempre esperando a próxima tragédia que irá acontecer.

Aliás, o que eu acho cômico na personagem Dru é o fato de Crow a ter criado como uma “heroína inicialmente relapsa”. Ela vai desenvolvendo o seu “caráter de justiceira e/ou guerreira”, ele não surge apenas num virar de páginas. Por exemplo… Há uma criatura do mal, totalmente bizarra atrás dela? Dru não a encara de peito aberto, pelo contrário, no começo ela treme de medo. O mundo está acabando? Ela, simplesmente, sente a incontrolável vontade de fazer xixi!

Dru passa quase o livro todo tentando se salvar e, ao mesmo tempo, buscando o mistério por trás do que aconteceu com seu pai e, consequentemente, com sua mãe também. Afinal, se estavam atrás dele é possível que estejam atrás dela, não é? E nessa jornada perigosa em busca de respostas temos o prazer de encontrar Christophe, um misterioso e lindo djamphir (aquele que eu disse que logo iria mencionar). Christophe se torna uma espécie de anjo da guarda enigmático. Para a infelicidade de muitas leitoras, ele aparece pouquíssimo nesse livro, porém, em minha opinião, esse djamphir possui uma grande importância para a história.

A história se desenvolve num ritmo médio, quase devagar. A autora passa muito tempo repetindo que Dru queria um adulto que comandasse a situação, pois não sabe o que fazer. Mas, como já disse, ela é uma boa protagonista.

Os outros personagens do livro: Graves e Christophe, dão um certo balanço na personalidade e nas aventuras de Dru. A ligação que eles desenvolvem ao longo do livro, principalmente entre a garota e o gótico, é muito crível e envolvente.

A mitologia que Lili St. Crow criou/pegou emprestada para o livro coube como uma luva para os personagens e situações que vão aparecendo. Ou seria o oposto?

Pode-se dizer que a ideia de Crow para o enredo chega a ser original, pois não é comum de se ler autores populares que utilizam criaturas e contos do Folclore do Leste Europeu ainda não explorados.

O que, aparentemente estragou uma ou outra surpresa durante a leitura, foram algumas notas do tradutor que explica mais do que deveria, já que é obvia a intenção da autora em deixar os leitores confusos para depois esclarecer o enigma mais à frente no enredo, o que pode interferir no bom andamento do livro.

No geral, Strange Angels é um bom livro, não é nada surpreendente de início. Mesmo com toda a ação e de uma protagonista “real”, o Strange Angels é uma obra extremamente introdutória à série. No entanto, da metade para o final a história ganha ritmo e fica bem mais interessante. Portanto, para quem gosta de um enredo sobrenatural com muita ação e nada de vampirinhos fofinhos que brilham, Strange Angels é uma ótima dica!

 

 

 

 

 

 

 

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