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{novembro 22, 2012}   Dica de leitura do dia: Gone

Gone

 

Autor: Michael Grant

 

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“Num minuto o professor estava falando sobre a guerra civil. No minuto seguinte, desapareceu. Assim. Sumiu. Sem nenhum “puf”. Sem clarão de luz. Sem explosão.” – trecho retirado da página 11 do livro.

Angustiante!

Essa é a palavra que vai tomando força e forma enquanto as palavras vão sendo devoradas no decorrer da história. Michael Grant me surpreendeu em toda a sua genialidade e “sangue frio”. Ele simplesmente me fez ficar vidrada em Gone e me apaixonar pela série de mesmo nome da obra!

Gone é um livro nada mais e nada menos do que uma surpreendente obra literária de impacto! Paradigmas e “achísmos” vão sendo quebrados a cada capítulo. O leitor vai entrando cada vez mais na história, a medida que a mesma vai se complicando e se complicando e se complicando… Tudo vai sendo respondido, mas, nem tudo vai se resolvendo. Oh, angustia!

Contudo, essa é a parte mais intrigante: por mais angustiante que o enredo possa ser, se torna impossível largar o livro! Isso, ao meu ver, mostra o quanto a obra é realmente boa!

O suspense começa desde as primeiras linhas. A cada página, a cada capítulo há sempre uma nova descoberta que te faz querer ler mais e mais até terminar a história!

Sabe aquele livro sem embromação? É Gone! Não há introduções redundantes e monótonas aos personagens e suas vidas, o leitor os vai conhecendo aos poucos. Não há descrições longas, a cada parágrafo, entre uma ação e outra, pode-se ir visualizando o cenário sem dificuldades.

Logo de inicio, os leitores se deparam com crianças, algumas quase adolescentes, que acabam por ficar isoladas em um raio de 16 km de uma usina nuclear. Absolutamente ninguém entra ou ninguém sai. Não há adultos, todos os maiores de 14 anos desapareceram em um “Puf” sem razão e inesperado. Não há meios de se comunicar com o mundo exterior.

E tudo vai se agravando. Acidentes acontecem, casas pegam fogo, crianças tomam posse de armas, bebês esquecidos em seus berços começam a morrer, a comida vai sendo consumida irracionalmente. São crianças no controle que não fazem idéia alguma do que o futuro lhes reserva. O começo é festa, mas, e depois? Quando a comida começa a acabar e mais e mais pequeninos vão morrendo das formas mais previsíveis e imprevisíveis existentes?

Um pequeno e precário sistema é formado para que o caos não piore. Os personagens tentam se agarrar ao mínimo de controle que ainda possuem sobre a situação. Há quem chega a pensar: “Bom, parece que agora estão se organizando, acho que irão cuidar uma das outras”. Contudo, em poucas palavras consumidas, já se percebe que não será realmente assim! O que Michael Grant nos oferece são algumas crianças e pré-adolescentes assustados, confusos e, em boa parte dos casos, com sede de sangue!

Ou seja, mesmo a história sendo de crianças de bebês até 15 anos, realmente, o enredo não tem quase nada de infantil, a não ser pela própria idade dos personagens!

A cada página virada, o leitor fica mais apreensivo! Quando aquele horror irá acabar? Como elas irão escapar daquela redoma em que fiaram confinadas? Aí é que está… Ninguém ainda é capaz de responder a nenhuma dessas perguntas.

O LGAR (Lugar da Galera da Área Radioativa) é o nome que as crianças dão ao confinamento em que se encontram. A base do LGAR é Praia Perdida, cidade onde vive a maioria. Há outras regiões, uma floresta, algumas ilhas, uma mina distante… Enfim, o centro real do estranho fenômeno é a Usina Elétrica, mas, com tanto espaço e tantas probabilidades de tudo dar ainda mais errado, as crianças se concentram próximo à praia, morando onde desejarem (seja em suas casas originais, ou na de estranhos. Realmente não importa!).

Com a lenta formação dessa nova “sociedade”, encontramos o jovem Sam Temple, inicialmente conhecido como “O Cara do Ônibus”, já que o famoso garoto salvou alguns alunos de sua escola quando o motorista desmaiou. Ele é o típico garoto calado, mas adorado e respeitado.

Como já era previsto, Sam é escolhido para “tomar conta” do LGAR, se tornar uma espécie de prefeito para todos. Entre um “ser ou não ser, eis a questão”, o garoto resolve deixar o seu novo e inusitado cargo de lado por um tempo e decide ajudar a gênio Astrid Ellison, a garota mais inteligente do LGAR e que sempre atraiu olhares cobiçosos por parte se Sam. Os dois, juntamente com o inseparável “brou” de Sam, o cômico Quinn Gaither, e o latino prestativo, Edilio Escobar, conseguem encontrar o irmão mais novo de Astrid, o Pequeno Pete Ellison, um menino autista que vive com o Game boy em mãos.

Contudo, mais improbabilidades acontecem e durante o enredo o leitor vai se deparam com algumas crianças remanescentes criando “dons”, graças à radioatividade presente no lugar. (como se já não houvesse problemas suficientes, não é?) No decorrer da história muitas aventuras e desventuras aparecem no caminho deste e de outros personagens.

Cada segundo é contado, pois Sam, assim como acontece e acontecerá com outros, está à beira dos seus 15 anos, portanto prestes a “Pufar” igual aos adultos e ir para algum lugar desconhecido.

Fora toda essa trama mirabolante e envolvente, além de todo essa história angustiante que te deixa apreensivo a cada detalhe. Posso afirmar com segurança que personagens de Michael Grant são tão sensacionais quanto o enredo! Eles são de extrema importância no desenrolar dos fatos! Realmente… Os personagens são muito bem construídos, sem desmerecimento em nenhum, todos foram pensados e estudados até chegar ao esplêndido resultado final deste volume da série Gone.

Aliás, a narrativa se divide um pouco através de outros dois pontos de vista mais “marcantes”: o de Lana Arwen Lazar e o de Caine Soren.

Lana é uma personagem que começa na história quase morta. No deserto, onde se encontra, ela consegue encontrar uma cabana abandonada, onde fica a espera de alguém que possa lhe explicar o que aconteceu. E a garota e seu fiel cão Patrick apenas conseguem encontrar a tal cabana e decepcionar os urubus carniceiros, graças aos incríveis poderes que ela mesma desenvolve.

Caine é um “quatro barras“! Bom… Esse critério de barras é algo criado pela personagem Diana Ladris, para medir a quantidade de poder de uma Aberração (denominação dada às crianças que desenvolvem anomalias, mutações e/ou poderes graças à radiação), quanto mais barras, maior é o poder, sendo que quatro é, até o momento, o poder máximo.

Aliás, a esperta Diana tem “uma queda” discreta por Caine e vice-versa. E, claro, os dois, juntamente com o extremamente perverso Drake Merwin, representam as crianças “vilãs” do livro. São engenhosos e (um pouco) cruéis estudantes da Academia Coates, a qual fica no topo de um dos morros de Praia Perdida.

Durante a leitura, pode-se ir esbarrando em outros personagens que vão ganhando importância e destaque a medida que alguns mistérios vão aparecendo e/ou sendo resolvidos: Dekka Talent, Brianna (A Brisa), Jack Computador, Albert Hillsborough, Charles “Orc” Merriman, Maria Terrafino, Bug, Taylor, Dahra Baidoo, Howard Bassem, etc…

Até poderia descrevê-los, contudo, além de deixar essa resenha maior ainda, eu também poderia limitar as emoções de quem irá conhecê-los através da história!

Há mistura sem fim de diferentes personalidades, as quais o leitor precisa acostumar-se um tanto rápido, pois tudo em Gone acontece em um piscar de olhos!

E uma coisa é certa: se o personagem ganhou destaque, tenha certeza de que ele será FUNDAMENTAL para algo no desenrolar da história!

Bom… Como se não bastassem as crianças serem grandes inimigas umas das outras e se matarem, junto com os dons vieram para algumas delas, outras mudanças também surgem nesse mundo surreal: animais aprendem a falar, gaivotas com patas de águias e… O ser mais sinistro criado por Grant (e talvez o maior vilão da série), o Gaiáfago! (também conhecido como a Escuridão!)

Michael Grant¸ ao meu ver, se tornou um rei da narração, com um enredo de tirar o fôlego, produzindo suspiros a cada parágrafo devorado pelos olhinhos ávidos dos leitores. Sem mencionar que ele consegue deixar o final do livro um gostinho de quero mais!

O escritor conseguiu criar um novo e cruel mundo, que acredito irá agradar os amantes de aventuras e mistérios. É realmente difícil limitar as palavras para descrever um livro tão fantástico como este! (a exemplo, vejam a bíblia que escrevi aqui!)

Já chegaram a me perguntar se Jogos Vorazes e Gone não eram séries parecidas. Se uma poderia ter se baseado na outra. E a primeira coisa que eu respondi, foi: são muito diferentes! Simplesmente não dá para comparar!

Se há algo de parecido entre as duas obras é o fato de ambas envolverem personagens jovens, os quais são marcados pelo uso da violência física e psicológica! O diferencial nesse detalhe é que em Gone as crianças e os adolescentes não são obrigados a isso, são violentos e cruéis por natureza.

Gone porque é uma ficção especulativa que possui a seguinte questão: “e se todas as pessoas maiores de 15 anos, de repente, sumissem?”. Conseguem pensar nas consequências? Se essa pergunta mexeu com vocês, suspeito de que Michael Grant poderá compor a lista de autores para suas próximas leituras.

 

 

“Ele estava ali. No fim do corredor. Parado com um rifle pendurado no ombro e uma pistola na mão. Astrid quase desmaiou. Drake riu, levantou a pistola e mirou.” – trecho retirado da página 264 do livro.



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