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{dezembro 12, 2012}   [Fora das Páginas] Costureira de coração

Costureira de coração

Editora Globo

Maria Teresa vive de costura — mas, aqui, as agulhas e linhas são cirúrgicas e os tecidos são membranas de coração de boi e válvulas de porcos. Em uma salinha de acesso restrito na Braile Biomédica, empresa sediada em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, ela coordena uma equipe de 8 químicos, biomédicos e enfermeiros que alinhavam com toda destreza manual cerca de 700 válvulas de coração artificiais por mês.

Editora Globo

A costura está entre as últimas etapas do trabalho, que envolve ao todo 60 pessoas. É nos frigoríficos que começa. As válvulas de animais que seriam descartadas — em geral, somente o coração em si é aproveitado — passam por uma triagem. Apenas as homogêneas e sem rasgos vão para o laboratório. Lá, retiram-se os excessos de gordura, vasos sanguíneos e estrias do material. Em seguida, ele é colocado em uma solução com desinfetantes e esterilizantes, onde curte por um mês. Ao longo do período, a equipe fica atenta a qualquer mudança de aspecto ou espessura. Se algo parecer errado, o material é imediatamente descartado. Aprovado, o tecido biológico passa por testes de resistência e temperatura — para garantir que não encolha, rasgue e que suporte as variações cardíacas. E, só então, é costurado.

Com 31 anos de carreira, Teresa já passou por todas as áreas do trabalho. “É preciso muita atenção em cada uma delas, pois trabalhamos com a vida humana”, diz. Uma profissão para quem é de coração grande.

Nome: Maria Teresa Venceslau
Idade: 56 anos
Tempo de profissão: 31 anos
Formação: Bióloga
O que faz: Usa partes de bois ou porcos para tecer válvulas artificiais para cardíacos

Bate forte no peito

A rigor
A cada 6 meses, uma válvula por lote vai para uma máquina que simula o batimento cardíaco acelerado. Seis meses de testes equivalem a 10 anos dentro do corpo humano.

Na medida
Os produtos são fabricados em 10 tamanhos. Os menores são para crianças.

Coisa de macho
Apenas 10% do material coletado nos frigoríficos vence os testes e é aproveitado. A matéria-prima provém só de animais machos. Alterações hormonais das fêmeas podem afetar os tecidos.

Daqui pra fora
As válvulas são exportadas para cerca de 20 países — teve até uma que foi pra Sibéria, no extremo nordeste da Rússia.

Fonte: Revista Galileu



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