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{maio 28, 2013}   O Destino da Escolha

(parte do capítulo…)

 

4º Capítulo

Busque pelo Sol, querida Lua…

 

 

Já passavam das três horas da madrugada, logo o sol apareceria no horizonte. Marcos achou melhor ir acordar Mayara para que esta o ajudasse a se esconder, já que o apartamento era dela e ele não saberia onde poderia se proteger dos raios solares.

Bateu na porta do quarto, mas ninguém respondeu. Bateu novamente, mas obteve a mesma resposta: o silêncio… Virou a maçaneta e viu que a porta não estava trancada. Hesitou por alguns segundos, olhando o vão aberto e a sua mão firme na maçaneta. Deu um longo suspiro e decidiu entrar.

O quarto estava escuro, mas isso não era um obstáculo para Marcos. Ele acendeu seus olhos com um brilho vampiresco e viu a imagem de Mayara deitada na cama dormindo tranquilamente. Olhou em volta e notou que ela já havia tirado a roupa jogada de cima da cama, deveria ter guardado ou colocado em algum outro lugar para poder lavar depois. Mas o que lhe chamou mais a atenção foi a janela do quarto. Ela estava totalmente vedada, de maneira considerada quase profissional, como se a pessoa que a tivesse vedado já houvesse feito aquilo muitas e muitas vezes na vida. A janela bloqueava qualquer feixe de luz noturna que tentasse entrar, deixando o quarto extremamente escuro. Provavelmente o bloqueio funcionaria para a luz solar também. Quando ela havia feito isso?

Sentou-se na beirada da cama, ao lado da mulher e começou a acariciar o seu rosto. Ela estava tão linda dormindo, não queria acorda-la, mas devido à situação, ele se sentia obrigado a despertá-la. Continuou a acariciá-la, de vez enquanto passando a mão pelo seu cabelo escuro e liso. Aproximou-se de seu ouvido e começou a chamá-la. Mayara finalmente abriu os olhos, despertando de um sono profundo e sem sonhos, e viu a silhueta do vampiro ao seu lado.

– O que você está fazendo? – sentou-se na cama tentando espantar o sono e passou a encará-lo um pouco surpresa com a presença dele ali.

– Desculpa, mas eu precisava te acordar. – ele apontou para o relógio digital ao lado da cama.

– Hum… – olhou para o relógio e depois se espreguiçou, dessa vez, espantando completamente a preguiça que ainda estava impregnada em seu corpo e mente.

– Bom… Aonde eu vou passar a manhã? – ficou de pé, evitando encarar o corpo delineado da mulher. Quando ela havia se espreguiçado, o pijama havia se aproximado mais da pele de Mayara, contornando seus traços e ele pôde perceber com maior clareza as curvas acentuadas do busto.

– Aqui mesmo no meu quarto. – ela levantou devagar, se acostumando mais com a escuridão do quarto e olhou para a cama. – Você quer que eu arrume a cama para você ou não se incomoda em dormir nela desarrumada?

– No seu quarto? Tem certeza? – ele havia deixado a imagem do pijama colado ao corpo de Mayara de lado e se aproximou dela ainda um pouco surpreso com o fato de que, realmente, ela havia preparado o quarto para ele.

– Por acaso consegue supor algum outro cômodo mais adequado, vampiro? – cruzou os braços e passou a encará-lo, esperando por alguma resposta.

– Não… – ele não gostava de ouvi-la chamá-lo de vampiro. Odiava vê-la fria com ele. – E não se preocupe. Pode deixar a cama exatamente como está!

– Então tá! – descruzou os braços e ajeitou o cabelo ainda bagunçado pelas horas de sono. – Precisa de alguma coisa?

– Não. Já tenho o suficiente. – deitou-se na cama. – Obrigado, humana! – colocou os braços para trás da cabeça e fechou os olhos.

Mayara sentiu um leve desconforto. Odiou ser chamada daquele jeito pelo Marcos. Havia percebido o quanto era duro para ele quando ela o chamava de vampiro. Mas, resolveu fingir que nada Havaí sentido com aquilo, como se aquele tratamento já fosse normal entre eles. Ela não daria o braço a torcer. Era orgulhosa demais!

– O que foi? Vai ficar aí parada me encarando, é? – Marcos a espiava com apenas um dos olhos.

– Não seja grosso comigo! – aproximou da cama o encarando nervosa. – Estou arriscando a minha vida e a vida de todos que me conhecem ajudando você! Mostre ao menos um pouco de respeito para com a minha pessoa, vampiro! – assim que terminou de ouvi-la, Marcos sentou-se rapidamente na cama e a encarou irritado.

– E você acha que já não faltou com respeito comigo, humana? – ficou de pé e se aproximou dela, andando em círculos ao redor de Mayara. – Aliás, se você sabia que correria tantos riscos assim e envolveria pessoas inocentes. Por que, diabos, você foi atrás de mim para me ajudar?

– Porque eu quis! – aumentou o tom de voz, exasperada com a situação. – Ou ainda não conseguiu perceber isso? – se afastou do vampiro e encostou na janela toda vedada. Fechou os olhos e tentou controlar as batidas do seu coração. Respirou fundo e voltou a encará-lo um pouco mais confiante. – Melhor deixarmos isso de lado… – desencostou-se da janela, pegou algumas peças de roupa e foi até o banheiro, batendo a porta.

Marcos voltou a se deitar e aproveitou o momento de solidão para pensar um pouco. Havia várias coisas que o estavam deixando intrigado… Ele não entendia o porquê que Mayara se arriscava tanto por ele, o porquê que ela já tinha tudo planejado para a chegada dele e por que aquela mulher o deixava assim… tão alterado.

– Aaaaaaaah!! Mas que mulher mais complicada! – socou o travesseiro. – Maldita seja Mayara Campelli!!!

– Maldito seja você, Marcos Ac’Daro. – disse calmamente em resposta quando saiu do banheiro já trocada. – Se precisar de algo é só me chamar. Estarei na sala até o meio dia, depois desse horário terá que se virar.

– Aonde vai? – estreitou os olhos enquanto a encarava.

– Almoçar com minha irmã. E tenha uma boa manhã, vampiro! – saiu do quarto e fechou a porta. Deixando Marcos sozinho em seu quarto, protegido dos raios solares que, dentro de alguns instantes, apareceriam.

 

 

o_destino_da_escolha



{maio 28, 2013}   Devaneios do dia!

Hoje, o  amanhecer foi chuvoso, mantendo o exato padrão do dia (e noite) anterior!

E com esse clima frio, regado por uma chuva periódica, quase constante, muitos acabam se entregando à preguiça, ao sono, ao cansaço, à melancolia, à nostalgia… Enfim, os sentimentos que costumam surgir são parecidos e diversos, quase que coletivos.

No caminho para o trabalho, fiquei a observar a chuva molhar a estrada, bater no vidro do carro e criar pequenos riachos pelos acostamentos… Fiquei divagando, meditando, pensando no sentido da vida e tudo o mais.

Prendi-me ao sentimento que dias assim despertam nas pessoas e deixei minha mente viajar, até que…

chuva-que-molha-a-terra

Eu: Pai, eu estava pensando… Chuva e choro em italiano são palavras bem parecidas.

Meu pai: Ah é? E como é em italiano?

Eu: Pioggia e Pianto, sendo que o verbo chorar é  Piangere... E chover é Piovere. Olha só… Pioggia, Piangere, Piovere, Pianto…Usando verbos e substantivos fica ainda mais parecido!

Meu pai: Interessante…

Eu: Mas… – parei para pensar novamente. – Se formos analisar, em português as palavras também são parecidas né?

Meu pai: São parecidas, mesmo.

Eu: Chuva, choro, chorar, chover…

Meu pai: É tudo bem parecido mesmo.

Eu: Em espanhol também é parecido! Chuva é Lluvia, choro é Lloro, chover é Llover e chorar é Llorar

Meu pai: Em espanhol parece ser tudo mais parecido ainda.

Eu: Tem o francês também. Choro, se não me engano, é Pleurs… Chorar é Pleurer… Hm… Chuva é Pluie e, pelo o que lembro, chover é Pleuvoir… Ou é chuveiro, não lembro direito. Hehehe…

Meu pai: De qualquer jeito, ficou até mais sofisticado! E em inglês?

Eu: Então… Em inglês não é parecido. Chuva, Rain, chover, to Rain, choro, Cry, chorar, to Cry… Mudaria um pouco se colocarmos no gerúndio, que chovendo fica Raining e chorando fica Crying… Rain e Cry não são parecidos.

Meu pai: Que sem graça…

Eu: Pois é…

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Fiquei refletindo sobre isso.

Quando as palavras soam parecidas, parece que transformamos em música a união das mesmas. Damos beleza à sonoridade e até oferecemos margem à poesia e ao nosso “eu lírico”.

Afinal…

O choro é como uma chuva de lágrimas vinda de nossa alma.

A chuva é como o choro divino vindo dos céus.

Chorar é a ação de nossos sentimentos, os quais chovem sobre nós…

Chover  é a ação dos deuses, que choram pela humanidade…

Viram só como fiquei poética? Hehehe…

Dias assim podem transformar devaneios em poesia! Não é mágico?

ANGUSTIA



et cetera
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