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{junho 5, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo…)

Capítulo 05

Dias diferentes…

Fantasias as mesmas…

 

 

– Mestre… – Luara, uma giant de corpo escultural, pele negra e reluzente, longuíssimos cabelos azuis escuros e olhos da mesma cor, sentara-se no chão ao lado do trono e apoiou em uma das pernas de Giulian.

Giulian acariciava os longos cabelos da serva. Ela era a única criatura em todo aquele complexo que ele permitia ter tanta intimidade com ele. Aquela giant havia crescido com ele.

Ambos tiveram os mesmos treinamentos, os mesmos ensinamentos… Só tinham separado seus caminhos quando seu pai morreu. Ele fora nomeado rei e Luara fora nomeada governadora de toda a nação. Se acontecesse alguma coisa com ele, seria ela quem cuidaria das coisas em seu lugar.

– Minha querida Luara… – Giulian colocou a mão sob o queixo da amiga de infância e levantou sua cabeça delicadamente, até que seus olhos estivessem presos nos dele. – Logo, logo chegaremos à Terra. – acariciou carinhosamente o rosto dela com as costas da mão. – Acredito que você, como a boa governadora que eu nomeei, já saiba a qualidade da força que iremos usufruir daquele lugar…

– Claro meu mestre! – Luara ajoelhou e se apoiou no trono. – A qualidade é altíssima! Aliás, acredito que seja uma das energias mais poderosas que iremos usufruir até agora! Será de grande proveito para nós, visto que, em breve, nós enfrentaremos os…

– Só um momento! – colocou o dedo indicador sobre os lábios dela, impedindo-a de continuar falando. – Como assim “uma das energias mais poderosas”? Eu sei que eles são muito poderosos com a mente e o espírito, mas a grande maioria não sabe usar e nem desenvolver esse poder. E quanto á força física, acredito que não vamos conseguir aproveitar muito dela…

– Eu sei, meu rei! – puxou a mão dele até sua bochecha e apoiou levemente a sua cabeça sobre ela. – Mas eu descobri que mesmo eles não tendo consciência e nem controle, o poder deles ainda é forte! Digamos que ele fica “armazenado” em uma parte inconsciente deles e essa parte representa grande parte da essência dos humanos. Portanto, conseguiremos usufruir bastante! Basta sabermos o que fazer para aproveitar ao máximo…

– Interessante… – Giulian levantou do trono e caminhou com passos animados pela sala. – Essa é uma ótima notícia!

– Sim, sim. – Luara também havia levantado. – Meu senhor, também descobri que as mulheres são a espécime que mais armazena poder. – aproximou-se de Giulian e ofereceu-lhe um de seus admiráveis sorrisos. – E as mulheres estão aumentando em número… Elas já se tornaram mais de 50% da população terrestre.

– PERFEITO!! – agarrou-a e prendeu-a em seus braços enquanto se perdia no sorriso daquela adorável giant. – Mais alguma boa noticia?

– Sim… – encostou sua cabeça no peito de Giulian e fechou os olhos. – Eu já sei o que teremos que fazer para usufruir completamente deste poder…

– BRILHANTE! – Giulian a abraçou mais forte. – Vamos! Vamos! Me diga!

– Hm… Quem sabe mais tarde… Depois que você me recompensar pelas boas notícias… – Luara lhe lançou um olhar malicioso e começou a puxá-lo para fora da sala real.

– Claro. Mas, para onde esta me levando? – a encarou com cumplicidade.

– Não acha essa sala desconfortável demais, meu mestre?

Giulian deu uma gargalhada e se deixou levar pela magnífica giant para onde ela quisesse ir.

– Como queira, minha queria…

–\\–//–

Alguém batia na porta da sua sala. Tenente Nunes colocou uma pilha de papeis de lado, virou a sua cadeira e deu um suspiro cansado.

– Entre! – ordenou.

– Tenente, senhor! – um soldado abriu a porta e bateu continência para o seu superior.

– À vontade, soldado! – o soldado baixou a mão e se aproximou da mesa de Nunes. O tenente estralou os dedos e ficou observando. – Então… Que noticia você traz?

– Tenente, nossos radares encontraram um O.V.N.I. no espaço aéreo brasileiro, mas este desapareceu em apenas 7 segundos!

– Soldado, você tem certeza de que era realmente um O.V.N.I.?

– Sim senhor! – o soldado Mirella parecia um pouco mais nervoso com a pergunta. – Não conseguimos identificar o objeto voador detectado. Ele estava a uma velocidade incrível. Desapareceu assim como apareceu, repentinamente!

– Estranho… – Nunes alisava o queixo com as pontas de seus dedos enquanto pensava.

– E senhor…

– Diga.

– Acreditamos que talvez seja algum tipo de jato novo estrangeiro.

– Um protótipo do exterior?

– Sim senhor!

– Mas isso não faz sentido… – levantou da cadeira e andou ao redor da mesa, até se aproximar do soldado. – Por que viriam testar um protótipo aqui, no Brasil?

– Não sei, senhor… – Mirella encarava o seu superior com certa angustia nos olhos. – Devemos considerá-lo uma ameaça?

– Não teria motivo para isso… Se fossem nos atacar, já o teriam feito e nós nem estaríamos conversando aqui… – o tenente olhou para baixo, divagando. – E também… Não há pretextos para nos atacarem no atual momento…

Nunes voltou a andar pela sala. Enquanto pensava, esfregava a testa com os dedos. Se haviam mandado aquele soldado até ele, era porque realmente estavam com dificuldades na identificação do objeto. Mas também, não era para menos! O que quer que fosse aquilo, havia ficado apenas sete segundos no radar. Com esse pouco tempo, qualquer um seria incapaz de identificar algo.

– Quem o enviou até mim?

– O Cabo Smithison, senhor!

– O Tenente Andrade está sabendo de algo?

– Sim senhor! O próprio Cabo Smithison foi informá-lo.

– Mais algum superior foi informado?

– Ainda não, senhor! – o soldado deu uma pausa, tentando recordar algo. Sua memória sempre falhava quando ficava nervoso. – Mas… Pretendemos informar o Capitão Luca.

– Capitão Luca… – Nunes não gostava de Luca. O achava intrometido demais. Sempre interferia em seus negócios, nunca o deixava terminar nada a sua maneira. Parecia que o capitão o achava incompetente demais para terminar qualquer serviço. – E o Major Romero?

– Achamos que talvez ainda não seja preciso informar o Major… – o soldado apertou as mãos para conter o nervosismo. – Se o Capitão Luca achar necessário, nesse caso nós… – Mirella interrompeu a fala e engoliu em seco depois de ver a expressão de raiva do Tenente quando ele havia dito o nome do Capitão Luca. – Se,se,senhor… Algum pro,problema?

– Não soldado! – Nunes deu um murro na mesa para se controlar.

– Se,se,senhor?

– Está dispensado soldado! Pode ir! – Nunes ficou de costas para Mirella. – E dê um jeito nessa sua gagueira! – aconselhou ao soldado de maneira ríspida quando o percebeu bater continência.

– Sim, senhor! – Mirella sentiu seu rosto ficar quente e mais do que depressa saiu daquela sala. Achava que se ficasse ali mais alguns segundos, iria ser uma vítima da raiva repentina do tenente.

Nunes se jogou em sua cadeira e fechou os olhos. Precisava controlar a sua raiva, caso contrário, poderia fazer alguma besteira…

 

 

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