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{agosto 16, 2013}   O Destino da Escolha

(parte do capítulo…)

 

4º Capítulo

Busque pelo Sol, querida Lua…

 

 

 

– Mayara… May… Má… Maya… Yara… Aya… – o vampiro brincava com o nome da mulher, enquanto tentava pegar no sono.

– Ac’Daro… Ac’Daro… Já ouvi esse sobrenome antes. – Mayara buscava em alguns livros de lendas e mitos encontrar aquele sobrenome tão familiar para ela. – Eu já o li em algum lugar, mas onde?

Passadas algumas horas, Marcos já se encontrava em seu mais profundo sono e Mayara se encontrava exausta. Sua pesquisa não havia sido bem sucedida e estava cansada por ter acordado muito cedo. Decidiu tirar um cochilo no sofá da sala, mas assim que se deitou começou a sentir frio. A manhã estava fria e não conseguiria dormir um pouco se estivesse passando frio.

Mordeu os lábios de leve e olhou na direção da porta de seu quarto. Se quisesse descansar um pouco para aproveitar o resto do dia, iria precisar de um cobertor ou ao menos uma manta. Mas eles se encontravam apenas em seu quarto e Marcos estava lá.

Respirou fundo, levantou-se do sofá e silenciosamente foi até o seu quarto. Estava muito escuro, mas não iria acender a luz para não acordá-lo. Cautelosamente foi até o armário e, mesmo na penumbra, ela conseguiu pegar seu cobertor. Mas Quando já estava quase na porta…

– Ai!! – havia tropeçado nos sapatos que Marcos tinha deixado por ali e caído no chão. – Droga… – sussurrou tentando se erguer.

– Quer ajuda Mayara? – uma forte mão envolveu sua cintura e começou a erguê-la delicadamente. – Você está bem?

– Marcos?! – impressionou-se Mayara ao encarar aqueles olhos vermelhos na escuridão. – Desculpe… Eu… Eu não queria acordá-lo. Acabei tropeçando em algo. Desculpa pelo barulho. – recuava aos poucos para a porta. Estava assustada, pois além de não perceber a aproximação dele, ela não sabia o porquê de seu coração estar tão acelerado.

– Você não me acordou. Foi o meu sapato o culpado. – sorriu carinhosamente. – Por que entrou aqui? Esqueceu algo?

– Eu só estava com um pouco de frio! – mostrou o cobertor nas mãos. – Pode voltar a dormir. Eu vou voltar para a sala e descansar um pouco.

– Espere! – ele havia atravessado a distancia entre eles com incrível velocidade e já segurava levemente o braço delicado de Mayara. – Por que você não descansa um pouco aqui? Aposto que a sua cama é bem mais confortável do que o sofá e… Poderá me fazer companhia. Que tal?

– Eu… – Mayara se sentia perdida. Tinha esperado por tanto tempo aquele vampiro e agora que finalmente estava tão próxima dele, ela se sentia inibida. – Eu não acho que devo. Já consegui acorda-lo de seu sono, provavelmente não conseguirá dormir direito comigo ao seu lado.

Sem se importar com a insegurança e hesitação da ex-caçadora, Marcos, gentilmente, começou a puxa-la até a cama. Prendendo o olhar da humana nos seus, como se a estivesse hipnotizando. Ele a queria em seus braços. Desde o momento em que a vira nutria algo estranho por ela. Sentia como se já a conhecesse. E agora que finalmente tinha a chance de poder estar junto dela, sentia que faria de tudo para não perdê-la.

– Marcos!? O que você…? – ela se deixava levar, por mais que tentasse, sabia que não conseguiria resistir por muito tempo.

– Calma Mayara… – lentamente começou a deitá-la na cama com delicadeza incrível. – Eu apenas a estou acomodando em seu próprio leito. – pegou o cobertor e a cobriu como se estivesse cobrindo uma criança que estava colocando para dormir.

Sem pressa, Marcos ajeitou-se sobre ela, apoiando-se sobre um dos braços, enquanto que com o outro, acariciava a pele delicada daquela que desejava para si. Aos poucos, aproximou o seu rosto, esfregando a sua face na dela.

– Mayara… Poderia me perdoar pela descortesia que demonstrei até agora? – ele havia parado de acariciá-la e tinha afastado um pouco o seu rosto para poder olhá-la nos olhos.

– Não há pelo o que pedir perdão… Você não foi descortês comigo. Fui eu quem o amolei. – sabia que havia se entregado totalmente aos caprichos e agrados dele.

O vampiro deu um sorriso e antes que ela pudesse dizer algo mais, pô-se a beijar-la, começando pela testa e indo até o pescoço. Ao sentir os lábios frios do vampiro em seu pescoço, Mayara saiu do encanto de Marcos, empurrou-o para longe de si e levantou-se rapidamente da cama.

– O que há Mayara? Por acaso eu lhe fiz algo que não foi de seu agrado? – sentou-se na cama para observá-la melhor. – Desculpe se fui benevolente demais… – estendeu os braços, convidando-a para que voltasse à suas caricias.

– Não é você quem deve se desculpar. Sou eu! – pegou o cobertor e o segurou próximo ao corpo, como se aquele gesto ajudasse a evitar o convite irresistível. – Desculpe pela minha indelicadeza, mas prefiro ir descansar sozinha, vampiro. – precisava eliminar aquele clima de intimidade antes que cedesse às seduções.

– Por que me rejeita tanto? – levantou-se com um ar decepcionado por ela o ter chamado de vampiro novamente. – Por acaso me rejeita por ser um vampiro e você uma humana? – ao vê-la recuar, aproximou-se rapidamente. – Me poupe desse racismo, Mayara! – segurou-a pelo braço novamente.

– Me largue! – tentava se libertar daquelas mãos fortes.

– Não vê que eu a desejo? E será que também não enxergar que me deseja da mesma maneira? – ele a sacudia de leve, como se as chacoalhadas a fizessem acordar para alguma realidade ignorada.

– Já mandei me largar! – Mayara o empurrou com força, pegando-o desprevenido e derrubando-o. Mas antes que pudesse alcançar a porta, o vampiro prendeu-lhe os pés, fazendo-a ir ao chão.

– Além de afoita e cega, você é muito insolente, sabia? – posicionou-se sobre ela, impedindo-a de fugir.

– E você é um arrogante! – debatia-se tentando escapar. – Me largaaaaaa!

– Não! Eu a desejo Mayara Campelli! – e antes que ela pudesse escapar de suas garras, Marcos beijou-a a força, machucando de leve os lábios da mulher com os seus caninos.

– Atrevido maldito! – deu-lhe um tapa na cara, deixando seus dedos marcados em seu rosto. –Agora eu o temo e não o desejo!. – mesmo contra a sua vontade, os seus olhos encontravam-se cheios de lágrimas.

– Mayara! Eu… – afastou-se dela, assustado com a imagem chorosa da mulher que tanto desejava. – Eu… Sinto muito, não queria… – sentia-se completamente arrependido por ser o culpado daquela cena tão arrasadora para o seu coração. – Não queria deixa-la assim. Perdi o controle. Perdoe-me!

– Eu achava que você era alguém completamente diferente, senhor Ac’Daro… – comentou com raiva ao se levantar. Enxugava as lágrimas com as costas da mão. Sentia-se explorada e fraca. – Mas, me parece que estava enganada. – passou a mão pelos lábios machucados, tentando avaliar no escuro o dano causado. Felizmente não era nada sério, era apenas um corte pequeno e superficial, praticamente um arranhão que ardia.

– Eu… – levantou do chão, tentando se aproximar dela. – Eu a machuquei muito?

– Externamente não. Mas… – colocou a mão sobre o peito, como se tentasse tocar seu coração e acalmar a dor que sentia ali. Aquele aperto e aquela angústia eram sentimentos de dor, maiores do que o ardido que sentia nos lábios. – Esqueça! Volte a dormir senhor Ac’Daro. – foi até a porta, parando de costas para o vampiro antes de sair.

– Eu a decepcionei? – suas palavras estavam cheias de dor e arrependimento.

– Sim… – saiu do quarto sem dizer mais nada.

– INÚTIL! DESPREZÍVEL! – gritava consigo mesmo ao se jogar novamente na cama.

Mayara sentou no sofá. Ainda estava abatida e lutava contra algumas lágrimas que teimavam em escapar de seus olhos. Olhou para o relógio, ainda eram oito e meia da manhã, mas sentia a necessidade de sair dali. Não queria mais ficar naquele lugar, tão perto dele e das lembranças recentes que ainda queimavam seu coração.

Pegou as chaves da moto, o celular e saiu, tomando cuidado para manter tudo fechado em seu apartamento.

 

 

o_destino_da_escolha



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