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{agosto 21, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

Mariane não conseguia se mover. Seus olhos estavam presos naquela figura. Estava completamente chocada em vê-lo ali. Não conseguia desviar seus olhos, não conseguia emitir som algum. Estava petrificada e ignorava completamente as conversas que aconteciam ao seu redor.

Aquele garoto, de pele bronzeada, camiseta vermelha, corpo definido, jeans escuro, tênis da Adidas, cabelos escuros com brilhos ruivos, olhos verdes-oceano e sorriso maroto.

Sentado à duas fileiras na sua frente, em uma carteira que ficava na diagonal da sua, para a direita, estava o garoto que tinha esbarrado com ela no mercado.

Ele estava apoiado no braço da cadeira, segurando a cabeça com uma das mãos, enquanto observava Mariane com um sorriso divertido.

Por mais que tentasse virar o rosto, não conseguia. Sentia-se incomodada em estar revidando o olhar dele, mas não via escolha. Sentia-se incapacitada de desviar o olhar ou disfarçar o nervosismo e o interesse que estava sentindo.

O que ele faz ali?

Por que ele está na PUC?

Perguntas e mais perguntas cruzavam sua mente em alta velocidade.

Meu Deus! Ele é LINDO!

Não conseguia refrear seus pensamentos, ela os deixava vagarem livres por sua cabeça. Só tentava impedi-los de escaparem por seus lábios. Se ela acabasse falando em voz alta o que estava pensando, corria o risco que ele a ouvisse.

Apesar de Mariane acreditar que seria quase impossível de ele entendê-la no meio do barulho e da baderna em que a sala se encontrava, mas, mesmo assim, ela não queria arriscar.

Por que fica encarando?

Será que reconheceu?

Ela meditava sobre o porquê de ele continuar a olhá-la tão fixamente. Queria descobrir se ele a havia reconhecido. Fazia muito tempo desde aquele dia em que haviam se trombado no mercado. Será que ele se lembrava dela?

Por que está sorrindo tanto?

Tenho cara de palhaça é?

– Fiquem quietos! Vou fazer a chamada! – anunciou o professor, puxando a lista de presença para mais perto.

O garoto sorriu ainda mais e piscou para ela antes de se virar para frente, para poder olhar o professor. Mariane sentiu seu rosto arder e tinha certeza que suas bochechas estavam vermelhas de vergonha. Abaixou o rosto, tentando disfarçar o seu nervosismo e evitar que alguém visse o seu rubor.

– Ao menos vou saber como ele se chama… – sussurrou para si mesma, tentando distrair-se e acalmar os batimentos de seu coração.

– Adilson Campos!

– Eu!

– Agatha Sousa!

– Eu!

– Aídia Leite!

– Aqui!

– Alessandro Freitas!

– Eu!

– Amanda Lupani!

– Faltou!

– Amarildo Salles!

– Aqui!

– Anderson Remo!

– Aqui!

– Andréia Nunes!

– Faltou!

– Andrey… Ah… Esse daqui deve ser novo… – comentou quando viu que aquele nome era a única coisa de diferente naquela lista. – Andrey Strijder Draak! – anunciou o nome completo, ao invés de dizer apenas o primeiro sobrenome depois do nome, como sempre fez. Já que aquele era um aluno novo, não custava chamá-lo pelo nome todo uma única vez.

– Aqui! – o garoto que ela tinha reconhecido como “aquele que havia esbarrado nela no mercado”, levantou a mão enquanto respondia. Andrey se virou e a encarou novamente com um sorriso audacioso e culpado.

Mariane sentiu-se abobalhada. Ele era o Andrey de seus sonhos? O Andrey do telefonema? Não podia ser… Estava pasma. A voz dele era a mesma voz do Andrey que supostamente conhecia.

Portanto, o Andrey e o garoto do mercado eram a mesma pessoa! Os garotos que mais tinham mexido com o seu coração em toda a sua vida… Eram um só! E estava ali, agora, sentado na sua frente, achando a expressão abobalhada dela divertida!

Mariane sentia-se completamente confusa. Não sabia se ficava feliz por finalmente ter descoberto quem eram, ou melhor, quem era. Ou se ficava com raiva por tê-la enganado durante todo esse tempo.

– Mariane… Daqui a pouco é você… – Karen havia percebido que a amiga estava completamente distraída e decidiu avisá-la para que prestasse atenção na chama.

– Hã? Quê? – ao ouvir a voz da amiga, chamando-a, Mariane sentiu como se estivesse saindo de um tranze. Era como se Karen a tivesse puxado do meio de seus pensamentos para o mundo real.

– Olha… – apenas apontou para o professor.

– Maria Gringh!

– Aqui!

– Mariana Dalma!

– Faltou!

– Mariana dos Santos!

– Eu!

– Nossa… Obrigada, Ká… – sussurrou em agradecimento, quando percebeu que o seu nome estava chegando e que quase perdera a chamada por causa de seus devaneios. A amiga apenas deu um sorriso e voltou a desenhar algo no caderno.

– Mariana Polis!

– Aqui!

– Mariane L’acqua!

– Aqui! – levantou a mão e depois se acomodou em sua cadeira.

Sentia-se um pouco mais calma, agora que havia se distraído com a chamada. Mas ainda queria esclarecer algumas coisas sobre Andrey.

Suspirou e olhou para baixo, ele não estava mais olhando para ela. Mariane sabia que não conseguiria conversar com ele durante a aula, ela teria que esperar até a hora do intervalo. Quando ele saísse da sala, ela o faria dar algumas explicações.

 

–\\–||–//–

 

– Para onde estamos indo, meu mestre? – Luara ainda era puxada pela mão.

Fazia algumas horas que ela e Giulian estavam andando pelo mundo humano. E em momento algum ele havia soltado de sua mão. Isso a deixava feliz, mas estava começando a ficar cansada de andar sem objetivo por aquele lugar.

– Calma querida… Logo chegaremos lá…

Giulian continuava a andar, olhando placas, pessoas, cães,… Ele caminhava como um humano. Parecia habituado com aquilo tudo, mas na verdade, todos os seus atos não passavam de imitação. Ele observava todos os homens ao seu redor e tentava fazer o mesmo.

– Telonius me fez um mapa do lugar… Sei para onde estamos indo. – o giant virou em uma esquina. – Parece que algumas autoridades de guerra dos humanos vieram para cá, para tentar bisbilhotar nossas naves. E eu resolvi poupar-lhes a viagem. – olhou para Luara e sorriu. – Vou até eles. Quem sabe não consigo um bom servo humano lá?

– Ás vezes o meu rei é muito precipitado, sabia? – Luara retribuiu o sorriso, mas logo depois olhou para seus próprios pés com um olhar cansado. – Essa forma é muito fraca… Já estou me sentindo cansada…

– Venha cá… – Giulian diminuiu o passo e a puxou para mais perto de si, passando o braço ao redor da cintura bem definida de Luara. – Pode ser fraca, mas… Sabia que você está incrivelmente atraente e irresistível? Estou começando a achar que a sua forma humana virou um fetiche para mim! – sorriu provocante, enquanto a devorava com os olhos.

Os cabelos azuis da giant agora eram castanhos muito escuros. Ela tinha diminuído de tamanho, mas suas curvas estavam mais acentuadas. Seus olhos continuavam azuis e seus lábios eram carnudos e rubros, incrivelmente convidativos.

– Quadris largos, busto farto, lábios tentadores, olhar penetrante, cabelos brilhantes… Até mesmo a sua pele, com esse tom… Como eles dizem mesmo? Ah é! Com esse tom bronzeado, é uma tentação para mim! – Giulian a apertou um pouco mais contra seu corpo, enquanto andavam com passos um pouco mais lentos do que antes. – Nunca imaginei que humanas tivessem esse tipo de efeito sobre mim…

– Se essa forma lhe agrada… Fico feliz! – Luara o abraçou sem parar de andar. – Talvez eu a use mais vezes para deixá-lo feliz…

– Aaah… Você faria isso por mim, minha queria? – Giulian abriu um incrível sorriso, cheio de ansiedade e satisfação.

– Claro, meu senhor! – Luara retribuiu o sorriso e passou a observar melhor a forma humana de seu rei. E sentiu-se quente enquanto olhava para aquele corpo espantosamente tão atrativo para ela.

Giulian também tinha ficado um pouco mais baixo, mas seu corpo parecia mais robusto, com vários músculos, mas sem exageros. Seus cabelos, antes prateados, agora estavam loiros bem claros, seus olhos estavam com um tom acinzentado, como um azul muito claro puxado para a cor cinza. Até a fisionomia dele estava mais vigorosa. Ele transmitia uma masculinidade incrível, que a dominava completamente.

– Ah Giulian… Acho que a sua forma humana também me seduziu! Sinto-me extasiada!

– PERFEITO! – Giulian gargalhava alto com a confissão de Luara. – Agora nós dois sabemos que formas usarmos para mudar um pouco a… Hm… Rotina e excitar um ao outro. – eles se encontravam em uma rua deserta.

Andaram mais um pouco e entraram em uma viela que ficava escondida por uma árvore plantada na sua frente. Por mais que o sol brilhasse alto no céu, aquela viela estava escura, por causa das paredes altas que bloqueavam a luz solar. O giant andou mais para o fundo do lugar, olhou ao redor e encostou-se na parede.

– Venha cá! – puxou Luara com força para mais perto, prendendo-a com seus fortes braços, deixando que seus corpos se tocassem espremidos um no outro.

– Meu senhor! – surpreendeu-se com o inesperado aperto. – O que…?

– Shh… – sussurrou próximo ao ouvido da giant, impedindo que ela continuasse a falar. – Fale mais baixo, senão pode chamar a atenção de alguém… – começou a roçar seus lábios no rosto dela.

– O que estamos fazendo? – sussurrou, enquanto fechava os olhos, aproveitando a caricia em seu rosto.

– Estamos prestes a descobrir como é a adrenalina e o prazer humanos… – começou a mordiscar-lhe o pescoço enquanto escorregava uma das mãos por debaixo da camiseta da giant e lhe tocava o farto busto. – Você sabe que faz muito tempo que estou me segurando… Não consigo mais me controlar…

Seus gestos ficaram mais impacientes, cheios de urgência e desejo. Luara entregou-se aos toques cobiçosos de seu querido Giulian e começou a tirar-lhe a blusa.

Duas senhoras caminhavam pela rua, passando próximas da entrada da viela, sem perceberem que dois giants, em suas formas humanas, faziam coisas que, de acordo com os princípios que aquelas senhoras haviam adquirido ao longo de seus anos, seriam completamente impuras e inescrupulosas.

 

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