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{novembro 20, 2013}   Gêneros Literários: Sick-lit!

Olá, queridos e queridas!

Desculpe o sumiço! É que eu, Fabi, estive comemorando a chegada dos meus 25 aninhos! Pois é… Agora, a pessoa que vos fala é um quarto centenária! Lindo, não?

E para voltar com estilo e de forma bem educativa, resolvi criar um novo “gênero de posts“, os quais falaram sobre Gêneros Literários (desde os mais tradicionais, até os mais atuais)!!

Mas…

O que são Gêneros Literários? (claro que a maioria não fará essa pergunta, porém, não custa nada esclarecer!)

Bom…

Os Gêneros Literários são agrupamentos que reúnem, nas mesmas categorias, obras com atributos semelhantes. Ou seja, os gêneros, nada mais são, do que uma forma de classificar textos e organizá-los em conjuntos conforme as suas propriedades formais de escrita.

Contudo, só porque um livro foi classificado como sick-lit ou chick-lit, por exemplo, não quer dizer que ele não possa transitar entre as duas modalidades ou ser classificando dentro de ambas. Esta categorização é elástica, portanto um determinado conteúdo pode transitar entre uma e outra modalidade.

Aliás… Essa classificação literária é uma atividade bem antiga, por sinal! As primeiras divisões surgiram na Era Antiga com os filósofos gregos Platão e Aristóteles. E desde a antiguidade, todos os gêneros partem de uma classificação padrão: narrativo (ou épico)lírico e dramático. E é a partir deste ponto que começam as ramificações menores, ou seja, os subgêneros.

E hoje, vamos falar do Gênero Literário Sick-lit, o qual é um subgênero do Narrativo/Épico!

Então, o que seria um Sick-lit?

Sick-Lit

Como muitos sabem, o mercado literário vive de temas que, por algum tempo, conseguem mobilizar a atenção do leitor. E de um tempo para cá o nicho das histórias infanto-juvenis foi praticamente dominado por vampiros, hobbits, doces princesas, investigadores sedutores ou belas fadas. Mas, no início de 2013 narrativas tristes, melancólicas e algumas até bem depressivas se tornaram comuns dentro do mercado editorial, além de muito procuradas pelos leitores.

Um exemplo do sucesso deste gênero (fora o crescente número de títulos dessa seleção à venda nas livrarias), é o  fato de os primeiros lugares dos mais vendidos do “The New York Times”, por exemplo, foram cedidos para livros como A culpa é das Estrelas do escritor John Green, e As vantagens de ser Invisível de autoria de Stephen Chbosky!

Para quem ainda não leu ou nunca ouviu falar (o que eu acho um tanto difícil, visto o sucesso que fazem!), digo e resumo que o primeiro tem como protagonista uma garota portadora de câncer em estado terminal e acaba encontrando o amor de sua vida dentro do hospital (logo, logo sai filme baseado na obra!). Já o segundo tem como foco um jovem garoto depressivo, o qual pensa seriamente em se matar, exatamente como um amigo seu, e ele fica entre o suicídio e a vida, graças aos acontecimentos e pessoas ao seu redor (este livro já foi adaptado para o cinema e mesmo nessa versão ele também conquistou um público fiel).

Por essas e outras que dizem por aí que Sick-lit é um livro mais voltado para o público adolescentes, no qual o protagonista está doente, seja física ou psicologicamente. Sendo que quem colocou essa etiqueta de Sick-lit (que traduzindo pode significar ‘literatura enferma’ ou ‘doentia’) em obras como essas mencionadas, foram críticos e classificadores que viram que REALMENTE, neste segmento, os enredos são protagonizados apenas por jovens mergulhados em enfermidades sérias, depressivos, anoréxicos, que já cederam à tentação do suicídio, ou por qualquer outro distúrbio…

Aparentemente, essas obras Sick-lit têm a ideia de trazer adolescentes em uma situação difícil para uma verdadeira reflexão sobre a vida e sobre o papel a ser desempenhado dentro do círculo social. Uma finalidade um tanto nobre, se levarmos em conta que na adolescência, hoje em dia, garotos e garotas passam por sofrimentos muitas vezes difíceis de suportar. E com histórias como estas, eles podem ter uma ideia de como outros jovens agem quando atravessam contextos semelhantes ou até mesmo testemunhar dores mais atrozes que as suas. Seria como um psicologo silenciosos e pessoal, que aparece em forma de escrituras, quando mais se precisa!

Claro que tudo depende de como a trama foi elaborada! Se a narrativa é de boa qualidade, como, por exemplo, a de John Green, eu acredito que jovens consigo se encontrar e meditar sobre si mesmo através da leitura, pois são obras que revelam não somente o lado triste de uma história juvenil, mas, também, como os personagens transcendem seus desafios.

Sick-Lit2

E nesse rol de obras Sick-lit de qualidade, cabem livros como:

  • Antes de morrer (de Jenny Downham): essa obra foi igualmente traduzida para as telonas dos cinemas e traz como personagem principal uma garota enferma louca para viver intensamente os últimos momentos de sua existência, incluindo deixar de ser virgem;
  • Red Tears (de Joanna Kenrick): esse livro focaliza em uma menina que pratica a automutilação e que possui sérios problemas psicológicos, como a depressão;
  • Cidades de Papel (de John Green): um garoto apaixonado entra numa aventura e descobre que a mulher de sua vida não é exatamente tudo aquilo que ele imaginava ser;
  • Extraordinário (de R. J. Palacio): aqui o protagonista é um garoto que desde o nascimento apresenta a face disforme e precisa aprender a conviver socialmente e superar preconceitos para continuar vivendo;
  • Querido John (de Nicholas Sparks): “Querido John”, dizia a carta que partiu um coração e transformou duas vidas para sempre… Os protagonistas são separados por uma vida de deveres militares, pela solidão e pelos atentados do 11 de setembro, contudo, quando tudo parece que vai dar certo, um deles descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar;
  • Como dizer adeus em robô (de Natalie Standiford): fala sobre a morte de um jovem e como as pessoas ao seu redor lidaram com isso, além de mostrar como ele próprio chegou a esse fim;
  • A Garota que Semeava (de Lou Aronica): essa obra fala do relacionamento entre pai e filha, no qual precisam enfrentar obstáculos, sendo um deles a tênue linha entre realidade e fantasia;
  • Perdão, Leonard Peacock (de Mathew Quick): essa obra é sobre um garoto que está pensando em cometer suicídio, logo após matar o responsável pela maioria de seus problemas, mas, antes disso, ele tem que entregar alguns presentes;
  • Um Porto Seguro (de Nicholas Sparks): a protagonista parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com um viúvo com dois filhos pequenos, e outra com sua vizinha… E quando ela começa a se apaixonar, se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso;
  • A Garota das Nove Perucas (de Sophie van der Stap): é uma história baseada em fatos reais sobre uma garota jovem, cheia de vida e baladeira que descobre que está com câncer e para fugir da realidade cria identidades novas e vive a vida dessas personagens;
  • O Teorema Katherine (de John Green): após levar um doloroso pé na bunda, o protagonista decide viajar pelo país a fim de descobrir,através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam;
  • Um Amor para Recordar (de Nicholas Sparks): o protagonista, um garoto “bad boy”, se apaixonada perdidamente pela garota quietinha e boazinha, filha de um pastor, mas, não é somente um problema de características pessoais que os separam, ele descobre que ela tem leucemia;
  • O Lado Bom da Vida (de Mathew Quick): aqui, o personagem principal acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, convencido de que passou apenas alguns meses naquele ‘lugar ruim’ e sem conseguir se lembra do que o fez ir para lá, enquanto monta o quebra-cabeças em sua memória, ele tenta reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida;
  • A Espuma dos Dias (de Boris Vian): essa fantástica obra prima conta a história de cinco colegas que vão “amadurecendo” juntos, sendo que, além do casamento e das aventuras românticas, eles passam por doenças (psicológicas e físicas) e o que de início era belo, claro e iluminado vai se tornado sombrio, triste e fúnebre;
  • Garotas de Vidro – A Verdade nem Sempre é o que Enxergamos (de Laurie Halse Anderson): fala de duas amigas que estão congeladas em seus corpos, porém,em uma manhã, uma delas acorda com a notícia de que a outra está morta, sendo que as circunstâncias da morte são um mistério… E como se isso não bastasse, antes de morrer, a garota tentara falar com a amiga para pedir ajuda;
  • Diário de uma Paixão (de Nicholas Sparks): os protagonistas não possuem vidas incríveis, são pessoas comuns, mas que juntos vivem uma emocionante e linda história de amor, contudo, fica a dúvida se eles sobreviverão a 14 anos separados…

Esses e outros títulos são ótimas pedidas para quem está passando por uma fase ruim e precisa de “conselhos”!

Contudo, esse gênero literário não possui a unanimidade dos leitores, há quem não concorde que esse tipo de leitura faça bem para quem a procura. Acredita-se, também, que o Sick-lit é uma literatura impressionável demais para leitores vulneráveis, mal-saídos da infância, sendo que textos como estes mergulham fundo em emoções depressivas e em pensamentos suicidas, além de estes livros não oferecerem respostas viáveis ao jovens e nem os induzem a buscar ajuda especializada de fato. Muitos consideram os Sick-lit perigosos demais para esta faixa etária.

Sick-Lit1

Mas, não precisam pensar apenas no lado “negativo” da análise desse gênero. Ainda há quem não concorda com este ponto de vista de que as obras do Sick-lit são perigosas e acha, inclusive, que esse rótulo impresso ao novo gênero desrespeita os autores deste tipo de obra (e são muitos os que pensam assim, por sinal). Para essas pessoas, as histórias enfocam adolescentes lutando contra os mais diversos desafios e se revelando aptos a vencer este combate. Mesmo assim, também concordo que ainda existem jovens leitores que não têm condições de se distanciar da história e de não se deixar influenciar pela trama (por isso, se a coisa piorar, é melhor procurar uma ajuda profissional, crianças!).

Realmente… Nada pode fazer 100% bem para 100% das pessoas e o Sick-lit não está fora dessa máxima!

Contudo, fazendo bem para uns ou mal para outros, é inegável o fato de que esse Gênero Literário está chegando com tudo nos tempos modernos e que, felizmente, existem muitos escritores de qualidade que sabem o que fazem! (para a nossa sorte e preservação da saúde mental!)

Sick-Lit



ca leonardi (Linhas Soltas) says:

Oi, Fabiane! Muito bom esse post!
Olha, eu não sou muito fã desse tipo de literatura porque ele é mais comum em livros YA e não é bem o tipo de coisa que eu gosto de ler. Mas acho que é uma moda e, portanto, temporária. Os YAs passaram pela enxurrada de histórias sobre vampiros e tal e agora estão nessa… Acho bem normal que os adolescentes (e adultos tb) gostem, não vejo nada de mal – do mesmo jeito que não vejo mal algum nos livros de horror de que eu gosto tanto. É só literatura, né? Acho que ninguém deveria se preocupar com isso, afinal, melhor ler sick-lit do que não ler nada…hehehe.

bjs!
Carla
http://linhas–soltas.blogspot.com.br/



Carla, você tem total razão! Concordo plenamente com você!!
Eu, particularmente, sou bem eclética com gêneros literários, mas os sick-lit são livros que eu tomo um cuidado maior na hora de escolher, visto que não são o meu tipo predileto…
Fiquei feliz em saber que gostou do post! =D Muito obrigada pelo comentário!
Beijos



Leo Luz says:

Não me sinto confortável em ler livros depressivos.
Mas John Green, O Lado Bom da Vida e Vantagens são merecidos de leitura!



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