World Fabi Books











{janeiro 5, 2015}   Resenha: Christine (Stephen King)

Olá, leitores!!

Voltamos com mais uma resenha! E neste ano, pretendemos aumentar o número delas por aqui… Afinal, 2014 foi um ano bem fraco para os resenhistas do World Fabi Books, não é?

Bom… Recomecemos, então, com uma das célebres obras do lendário Stephen King: CHRISTINE!

Capa Christine.indd

Eu estava numa vontade louca de reler ou até mesmo ler algo do titio King, quando ganhei de cortesia uma edição pocket de Christine. Então, mais do que depressa, engoli o livro!

A obra pode parecer extensa, já que na versão Ponto de Leitura (selinho da editora Objetiva) são 764 páginas e na normal da Suma de Letras (outro selinho da Objetiva) são 321. No entanto, a leitura é bem dinâmica e rápida. Eu li em apenas um dia, mas eu sou uma aberração, portanto, acredito que para vocês, não anormais, seja possível ler em menos de cinco dias.

O livro conta a história de Arnie Cunningham (um perdedor), de seu carrão – um Plymouth Fury 58 – e de seus colegas Dennis Guilder (o sensato gatão) e Leigh Cabot (a rival de Christine).

E, como sempre, Stephen King ambientou a trama em uma cidadezinha interiorana da Pensilvânia, chamada Libertyville (não, desta vez não é no Maine), onde quase ninguém presta e a maioria têm algum negócio ou passado profano. Ou seja, um lugar esquecido por Deus, no qual os únicos decentes são, aparentemente, as famílias de Dennis e Leigh (e, talvez, a família de Arnie também).

O enredo começa com a amizade entre Dennis e Arnie, sendo que o pobre Cunningham é a frequente fonte de gozação dos colegas e o Guilder, o atleta bom samaritano, é o amigo de infância da vítima (aliás, o ÚNICO amigo).

Arnie, além de ser saco de pancadas, físicas e psicológicas, da população local, é também um “pau mandado” de seus pais e um gênio da mecânica automotiva. Porém, tudo começa a mudar quando Christine entrar em sua vida.

O que acontece entre os dois é amor à primeira vista e a partir do dia em que se encontram, o mundo ganha um novo sentido para Arnie, agora tudo para ele é estar com Christine

Contudo, como vocês já devem saber, Christine não é uma garota e sim um carro, mais especificamente um demoníaco Plymouth Fury 1958, nas cores vermelho e branco.

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E esta sinistra união começa a transformar Arnie, alguma coisa se apodera da alma dele e, consequentemente, as pacatas noites de Libertyville começam a se tornar assombradas.

Algo poderosamente maligno é solto pelas estradas da cidadezinha do interior da Pensilvânia. E todos os envolvidos parecem começar a sentir que há uma força sobrenatural rondando e espreitando na escuridão,  deixando seu rastro de sangue.

Sempre que alguém magoa, ameaça ou machuca Arnie, Christine aparece para fazer justiça com as próprias rodas, ou melhor, para ASSASSINAR a sangue frio!

Vestígios vão sendo deixados a cada morte e os holofotes vão sendo direcionados ao bizarro casal. Apesar das mudanças, tanto comportamentais quanto físicas (pois, ele se torna um gatinho depois que fica obcecado por Christine), Arnie tenta viver uma vida normal.

Ele arranja uma doce namorada, Leigh; arruma um emprego e tenta passar mais tempo com seu melhor amigo. Contudo, algo o impede de viver assim e a culpa não é apenas de Christine! Há algo ainda mais podre envolvido e Dennis e Leigh conseguem sentir isso.

Portanto, para quem gosta de se surpreender, de terror leve e de Stephen King, este é uma ótima pedida!

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Além de ter um bônus por ser uma obra do senhor King, o livro é bem estruturado, o enredo é bem desenvolvido e ele possui uma narrativa dinâmica e gostosa de se ler. Ele é dividido em três partes, sendo que a primeira e a terceira parte são narrados em primeira pessoa por Dennis e a segunda parte é narrada em terceira pessoa, ou seja, por um narrador onisciente, o que ajudou a aumentar ainda mais a tensão.

Não há pontas soltas, tudo é bem amarradinho e elaborado. No entanto, admito, a estória é bem mirabolante… Mas, convenhamos… Se você está lendo uma obra de Stephen King, então, provavelmente, não está atrás de algo plausível e realista, não é?

Confesso que o enredo possui, de fato, algumas passagens um tanto cansativas, porém, saiba que elas não são desnecessárias! Na verdade, essas passagens acabam contribuindo para a construção de personagens e para o desenvolvimento da estória.

Aliás, falando nos personagens…. Eles são muito bem construídos e explorados, inclusive, os secundários!

O Arnie, apesar de estranho, é um personagem super interessante, sendo o que mais se transforma durante a trama: há o Arnieantes Christine” e “depois Christine”, o que brinca muito com os nossos sentimentos durante a leitura.

O Dennis é decidido e um personagem devidamente usado pelo autor. Ele tem aquele perfil de herói, mas, ao mesmo tempo, faz questão de demonstrar que não faz ideia alguma do que está fazendo. É do tipo que faz porque precisa ser feito e porque há sentimento envolvido, sem pretensão alguma.

A Leigh é doce e divertida, num primeiro momento, acredita-se que ela seja uma personagem secundária sem grande importância, contudo, com o decorrer da trama, percebemos que, na verdade, ela é uma peça chave. Na minha opinião, o papel dela na estória é surpreendente.

Christine, é, claro, a grande ASSASSINA! Durante o livro, nós a vemos ser tratada como “ela”, como uma mulher mesmo, o que torna a presença da personagem ainda mais sinistra. Não dá para falar muito deste Plymouth sem dar spoilers demais, mas saibam que os assassinatos de Christine são dignos de um show! O titio King extravasa toda a sua mente sórdida através das mortes horrendas cometidas pelo carro.

Se você procura por um terror puro, esta é a pedida!

Provavelmente, não terá pesadelos por causa de Christine, porém, durante a leitura, poderá ficar um pouquinho perturbado, hipnotizado e afixionado por Plymouths 58, principalmente nas cores vermelho e branco!

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Sinopse oficial do livro:

“Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não se espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. Embarque nessa viagem assustadora e boa sorte.”

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Texto by Fabi

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Ps.: agora, desconfio como começa a estória do Buick 8… Acredito que descobri a minha próxima obsessão de leitura King!😉



Nossa, eu adoro os Stephen King. Tanto os livros quanto os filmes. E essa sua edição pocket é super deemaaaais!

Big kiss!



Então somos dois anormais,pois lí este livro em poucas horas!KKKKKKKKK
Eu tinha a primeira edição lançada,mas quando me separei da minha ex mulher,deixei com ela:\



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