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{março 5, 2015}   Os mil outonos de Jacob de Zoet (David Mitchell)

Olá, olá, leitores queridos do nosso coração!

Estamos de volta com uma dica ÓTIMA de leitura para vocês: Os mil outonos de Jacob de Zoet!! (o título original é The Thousand Autumns of Jacob de Zoet, e a tradução foi bem literal)

Os mil outonos de Jacob de Zoet

O livro, com 568 páginas, foi publicado no mês passado (no dia 19 de fevereiro) aqui no Brasil, pela editora Companhia das Letras. Ele pertence ao escritor inglês David Mitchell, sendo que, com total segurança, lhes afirmo que a obra apenas confirma que o autor é um dos mais fascinantes e destemidos escritores vivos atualmente! E a minha opinião é reafirmada pelo crítico da The New York TimesDave Eggers! (ele concorda com este ponto de vista sobre Mitchell! hehehe…)

Para quem ainda não conhece o escritor, saibam que David Mitchell nasceu em 1969, em Worcestershire, na Inglaterra. Ele viveu durante anos no Japão e atualmente mora na Irlanda com a esposa e dois filhos. Além de Os mil outonos de Jacob de Zoet, também é autor de outros quatro romances: Ghostwritten, Number9dream, Cloud Atlas e Menino de lugar nenhum.

Segundo o Scotsman, nesta obra, Mitchell “combina aventura, amor, mito, melodrama e ficção histórica com tanta habilidade que, ao terminar o livro, você provavelmente vai querer checar o que é verdade e o que é ficção. Em seguida, você vai perceber que nada disso importa, porque obras-primas têm regras próprias, e este livro é definitivamente uma obra-prima.”.

David Mitchell

Bem…

Para sanar a curiosidade sobre o enredo de Os mil outonos de Jacob de Zoet,  digo que o cenário é bem exótico e, pessoalmente, me agradou muito, pois sou fã da cultura oriental, principalmente no que se refere à história e política daquele hemisfério do mundo!

Ou seja, a trama é ambientada no Japão, mais precisamente o da virada do século XIX. (Sou uma cria de Rurouni Kenshin/Samurai X, por isso, não tem como não se prender a dramas históricos e políticos de qualquer época! hehehehe…)

A estória se passa em cima de um império japonês que, no ano de 1799, está totalmente fechado aos estrangeiros, com uma única exceção: a ilha artificial de Dejima, na costa de Nagasaki! Lá, os holandeses – que são os últimos parceiros comerciais europeus – mantêm uma feitoria.

E é no meio de toda essa trama política-comercial, que nos deparamos com o jovem escriturário Jacob de Zoet, o qual parte de navio para o Oriente, em busca da fortuna que lhe permitirá casar-se com sua amada Anna. No entanto, o trabalho ganha um “upgrade” inconveniente e ele acaba sendo incumbido por seu tutor da missão de investigar os registros de Dejima em busca de evidências de corrupção.

Digam-me! Esta é ou não é uma narrativa que poderá prender o leitor por suas intrigas, que lhes garanto, são muito bem elaboradas e descritas!? É como o The Times disse… “Seria difícil imaginar um livro mais aguardado do que Os mil outonos de Jacob de Zoet. Pouca coisa publicada hoje se compara a ele: vertiginosamente ambicioso e brilhante, executado com precisão e técnica assombrosas.”.

Os mil outonos de Jacob de Zoet

Para quem ficou curioso, eis a sinopse oficial do livro, fornecida pela editora, bem como um arquivo em pdf com um trechinho da obra para ler:

“O pano de fundo exótico para esta trama é o Japão da virada do século XIX. No ano de 1799, o império japonês está totalmente fechado aos estrangeiros, com uma única exceção: na ilha artificial de Dejima, na costa de Nagasaki, seus últimos parceiros comerciais europeus, os holandeses, mantêm uma feitoria. Em busca da fortuna que lhe permitirá casar-se com sua amada Anna, o jovem escriturário Jacob de Zoet parte de navio para o Oriente e acaba sendo incumbido por seu tutor da missão de investigar os registros de Dejima em busca de evidências de corrupção.

Impedido de praticar a fé cristã, ridicularizado pelos japoneses e hostilizado pelos colegas europeus que tem o dever de investigar, Jacob se sente mais isolado que nunca. Ao mesmo tempo, conhece aos poucos uma galeria de personagens marcantes que inclui o trambiqueiro Arie Grote, o samurai e intérprete Ogawa Uzaemon e o erudito botanista dr. Marinus. Sua situação se complica definitivamente quando ele se apaixona por uma jovem parteira e estudante de medicina, Aibagawa Orito, uma moça intrigante que tem o rosto parcialmente queimado. Quando Orito é raptada pelo sinistro abade Enomoto e Jacob se descobre vítima de sua própria ingenuidade e retidão moral, desvela-se uma trama repleta de paixões proibidas, traições, culpa, assassinatos, intrigas políticas e segredos de uma ordem espiritual que pratica horrores indizíveis.

Escrito com grande atenção aos detalhes, numa prosa repleta de episódios cômicos e reflexões filosóficas e históricas, Os mil outonos de Jacob de Zoet mostra por que David Mitchell é considerado um dos grandes autores contemporâneos de língua inglesa. Eleito um dos melhores jovens escritores britânicos pela revista Granta em 2003 e indicado a diversos prêmios importantes (foi duas vezes finalista do Man Booker Prize, com o cultuado Cloud Atlas e depois com Os mil outonos de Jacob de Zoet), Mitchell é dono de uma imaginação quase ilimitada e de um estilo cristalino e vívido, com o qual transita fluidamente entre gêneros como o romance histórico, a ficção científica e o romance de formação.”  Degustação do livro: Os mil outonos de Jacob de Zoet (degustação)

Texto by Fabi

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(na foto, participação especial da minha japa do coração, Liane Yumiko Azuma)

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