World Fabi Books











Olá, readers!

Tudo bem?

E como prometido, eis o resultado do sorteio realizado entre as pessoas que apareceram na Bienal com o livro Conto de Dragões em mãos (ou que compraram lá)!

Relembrando…

O sorteio foi realizado via  Random.Org, nesta segunda-feira pós Bienal, ou seja, hoje (dia 05 de setembro de 2016). O resultado será anunciado aqui no blog, no Facebook e no evento criado para o lançamento do livro: https://www.facebook.com/events/1076031665797785/

E os kits sorteados são:

kits-sorteioKit 01

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros internacionais;
  • 02 livros nacionais;
  • 01 surpresa.

Kit 02

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros (dois internacionais e um nacional);
  • 01 mangá;
  • 01 HQ;
  • 01 surpresa.

E agora, vamoooos aos vencedores!!!

Quem ganhou o Kit 01 foi…

Random Number Generator - Kit 01

O portador ou a portadora do número 58!

E quem ganhou o Kit 02 foi…

O portador ou a portadora do número 423!

O portador ou a portadora do número 423!

Os vencedores têm até o final do mês para entrar em contato conosco ou com a Fabi Zambelli, pode ser pelo Facebook, por aqui, por mensagem… Da forma que preferirem! Basta mandar a foto do cupom e nos passar suas informações para podermos enviar os kits por correio (se ninguém se manifestar até o dia 30 de setembro, o sorteio será refeito e outra pessoa ganhará o kit).

Caso alguém queira comprar o livro, ele ainda pode ser encontrado em alguns sites por aí:

Antes de nos despedirmos, vamos deixar aqui um pequenino trecho de Conto de Dragões para ver se conquistamos mais alguns leitores:

“Delicadamente, ela passou uma das mãos pelo rosto do dragão, acariciando-o. Ele a encarou por breves segundos e Mariane poder ver todo o carinho retribuído em um único olhar. A garota tentou sorrir para lhe passar uma tranquilidade que nem mesmo ela sentia. Andrey a beijou no topo da cabeça e voltou a olhar para frente.

– Andrey… – sentia necessidade de falar, agora que percebia que logo estariam no meio da guerra.

– Hm? – estava compenetrado na cena assustadora a sua frente.

– Não morra. – agarrou-lhe uma das mãos e apertou com força. Não tinha coragem de encará-lo. – Me prometa que não vai permitir que te matem…

Ele ergueu seu queixo com a mão livre e a beijou. Não faria promessas que não tinha certeza se poderia cumprir. O caos e o cheiro de sangue eram lembretes constantes de onde estavam. A única coisa que ele poderia fazer, era protegê-la a todo custo, mesmo que isso significasse quebrar aquele frágil coração caso morresse por ela.”

Se desejarem mais algumas degustações, é possível lê-las lá no perfil da Fabi no Wattpadhttps://www.wattpad.com/story/27713472-conto-de-drag%C3%B5es

E também já dá para acompanhar o livro lá no Skoobhttps://www.skoob.com.br/conto-de-dragoes-604578ed604913.html

Então, é isso, pessoal!

Espero que este post tenha lhes dado um comichão ainda maior para ler o Conto de Dragões!😉



{agosto 24, 2016}   CONTO DE DRAGÕES!!!!

Olá, readers do meu cuore!

Venho com uma notícia incrível!!!!

FINALMENTE, eu (Fabi) estou lançando o meu primeiro livro, o…

CONTO DE DRAGÕES!

Conto de dragões_CAPA

Essa é uma obra singela, porém, escrita de todo coração! Ela foi finalizada em 2010 e agora, seis anos depois, eu consegui uma editora que confiasse e aceitasse publicar o meu enredo.

Escrevi a trama em um de meus períodos turbulentos e, por isso, a escrita acabou servindo como uma terapia para mim. Dessa forma, eu espero que os meus futuros leitores vejam nesse livro uma passagem para um mundo fantástico, cujas portas estão ali, bem ao alcance de suas mãos, para longe de seus problemas e lhes proporcionando momentos de satisfação e magia durante a leitura.

Bom…

Para quem não conhece, eis a sinopse oficial:

“Mariane, uma jovem universitária no auge de seus 20 anos, tem uma vida pacata e normal. Desde pequena ela sonha com criaturas místicas e sobrenaturais. No entanto, estes sonhos deixam de ser apenas imaginação e começam a ficar cada vez mais reais.

A rotina que ela conhecia é completamente abalada quando um garoto suspeito e misterioso entra em sua vida. O nome dele é Andrey e parece ser perigoso, não que isto realmente importe para Mariane, já que a garota se sente cada vez mais atraída por aqueles olhos verdes e profundos.

Quando Andrey resolve abrir o jogo e revelar quem realmente é, o mundo de Mariane vira de cabeça para baixo e a jovem se vê envolvida no meio de uma guerra sobrenatural, na qual parece ser a chave da vitória dos dragões sobre os giants – criaturas místicas que, até então, ninguém ouvira falar. Mas, há mais mistérios ao redor de Mariane do que ser simplesmente a “arma secreta”.

Dragões e humanos precisam se unir para vencer um inimigo em comum. E no caos surge um amor improvável.”

Se interessaram? (espero que sim! hahahaha…)

A minha primeira sessão de autógrafos acontecerá na BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO!!!! (estou nas nuvens com essa notícia!) E será no dia 02 de setembro (sexta-feira), das 16h às 17h, no estande da Editora Novo Século (B060).

No entanto, quem não puder ir na sexta (pois eu entendo que o dia e o horário é ruim para quem trabalha), não precisa se preocupar! Estarei, com certeza, em todos os finais de semana, perambulando pelo estande (na maior parte do tempo) e pelo evento. Então, é só me procurar que certamente ficarei imensamente feliz e honrada em conversar sobre o livro, sobre literatura, sobre o evento, sobre o tempo que estará fazendo do lado de fora…

Conto de dragoes

Durante a Bienal, haverá brindes para os primeiros que comprarem/aparecerem com o livro!!! Vou dar marca páginas oficiais da editora, marca páginas magnéticos com a capa do livro eeeee chaveiros de mini Conto de Dragões!

A distribuição será feita até quando durarem os estoques para cada dia de evento que eu for, sendo que para a sessão de autógrafos a quantidade será maior 😉 !

E tem mais uma novidade!

Para cada livro comprado, o leitor ganhará um número para participar do sorteio de DOIS KITS LITERÁRIOS!

E mesmo que não consiga ir no dia (oficial) dos autógrafos, basta me procurar por lá com o Conto de Dragões em mãos, que você ganha o seu número para participar. =D

Mas, já adianto que quem for no dia 02 de setembro, ganhará DOIS números por livro apresentado para o autógrafo!

O sorteio será realizado via  Random.Org, na segunda-feira pós Bienal, ou seja, no dia 05 de setembro de 2016. O resultado será anunciado aqui no blog e no evento criado para o lançamento do livro lá no Facebook (mais para baixo eu passo o link para vocês).

E os kits a serem sorteados são:

kits-sorteioKit 01

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros internacionais;
  • 02 livros nacionais;
  • 01 surpresa.

Kit 02

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros (dois internacionais e um nacional);
  • 01 mangá;
  • 01 HQ;
  • 01 surpresa.

Eeeee talvez role alguns docinhos no dia dos autógrafos para quem aparecer por lá. Hehehe…

Bom…

Caso alguém não queira comprar o livro na Bienal (ou queira comprá-lo antes), por enquanto, ele pode ser encontrado em pré-venda em alguns sites por aí. Vou passar os links e os preços que encontrei até o momento:

Se quiser acompanhar as novidades a respeito da sessão de autógrafos, saber onde e quando estarei pela Bienal e/ou quiser ver mais informações sobre o sorteio, os brindes e a obra, dá para ficar antenado aqui no blog ouuuuu dar uma olhada no evento que mencionei no Facebook: https://www.facebook.com/events/1076031665797785/

Antes de me despedir, vou deixar aqui um pequenino trecho do livro para ver se conquisto mais alguns leitores:

“Delicadamente, ela passou uma das mãos pelo rosto do dragão, acariciando-o. Ele a encarou por breves segundos e Mariane poder ver todo o carinho retribuído em um único olhar. A garota tentou sorrir para lhe passar uma tranquilidade que nem mesmo ela sentia. Andrey a beijou no topo da cabeça e voltou a olhar para frente.

– Andrey… – sentia necessidade de falar, agora que percebia que logo estariam no meio da guerra.

– Hm? – estava compenetrado na cena assustadora a sua frente.

– Não morra. – agarrou-lhe uma das mãos e apertou com força. Não tinha coragem de encará-lo. – Me prometa que não vai permitir que te matem…

Ele ergueu seu queixo com a mão livre e a beijou. Não faria promessas que não tinha certeza se poderia cumprir. O caos e o cheiro de sangue eram lembretes constantes de onde estavam. A única coisa que ele poderia fazer, era protegê-la a todo custo, mesmo que isso significasse quebrar aquele frágil coração caso morresse por ela.”

Se desejarem mais algumas degustações, é possível lê-las lá no meu perfil do Wattpadhttps://www.wattpad.com/story/27713472-conto-de-drag%C3%B5es

Também já dá para acompanhar o livro lá no Skoobhttps://www.skoob.com.br/conto-de-dragoes-604578ed604913.html

Então, é isso, pessoal!

Espero que este post tenha lhes dado um comichão para ler o meu livro. 😉

E não se esqueçam de agarrar os autores nacionais e lotar os estandes com autógrafos de livros brasileiros lá na Bienal!

Beijooooos e até a próxima!

fabiarte



Olá, readers!

Tudo bem?

Estamos de volta com mais uma entrevista do projeto “Figuras da Literatura Brasileira”!

Para quem não sabe, antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa!

Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para a edição de hoje eu lhes trago o autor Nicolas Catalano!

Ele é a mente por trás do livro “Espelho dos Olhos (2015), sendo que o Nick já nos avisou que não vai parar por aí!!!

O segundo o senhor Catalano, ele já possui alguns livros escritos, porém, não publicados. “O único publicado até o momento é o Espelho dos Olhos, qual decidi torná-lo uma série. E eu o escolhi, pois sempre tive uma conexão maior do que com as outras histórias!“, comentou.

Além disso, o autor possui vários projetos!

Nesse momento, está dando foco ao seu novo livro, a continuação de “Espelho dos Olhos“, o qual vai se chamar “Espelho de Sangue” e, de acordo com ele, está prontinho! “Também, posso citar um projeto recente! Dia 25 de junho, ocorreu a abertura da Exposição Espelho dos Olhos, uma exposição de arte totalmente inspirada na obra, feita pela artista plástica, Giuliana Catalano (a minha irmã). Ah! Aliás, estou com um projeto muito bacana com a autora Dáfne Freitas, o Café de Autores, que visa unificar os autores nacionais, causando a valorização da literatura brasileira!!! Estamos com um site novinho: www.cafedeautores.com.br!“, informou.

Para quem quiser saber…

O Nicolas é paulista e tem 22 anos. Formado em Comunicação Social e Informática, é amante de coral, música, filmes, videogame, redes sociais, pessoas colecionáveis e café da tarde. À medida que os anos se passaram, ele sentiu extrema necessidade de criar e expressar histórias aos outros; quis tornar-se um escritor. Desde então, vem escrevendo contos, crônicas e ficções pessoais. Em 2011, prestes a lançar uma de suas histórias, teve a infelicidade de tê-la furtada. Porém, mesmo assim, não se abateu e continuou a escrever. Atualmente, ele vive em harmonia com sua família “nada normal”, no sudeste de São Paulo.

E para que vocês possam conhecê-lo um pouquinho mais, aqui está aquela conhecidinha parte da entrevista na integra!

W.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional com relação à publicação de quadrinhos, tirinhas e charges?

nicolas catalanoN.C.: A literatura nacional vem crescendo a cada dia, apesar dos apesares. Aos poucos, os autores nacionais vêm ganhando espaço no próprio país, já que o Brasil valoriza bem mais os internacionais do que os nacionais. Porém, se iludem aqueles que pensam que autores de fora escrevem melhor do que o brasileiro! (Na realidade, não existe o melhor; cada um consegue absorver aquilo que lhe faz bem na leitura, é relativo). Aliás, temos um problema nos dias de hoje (mas sinto que já está diminuindo): livros de youtubers. Hoje, o foco da literatura brasileira está focada neles, tirando todo o mérito daqueles escritores de romance. Não desvalorizo nenhum youtuber, não… Mas, sinto uma ‘perda de sentido’ na literatura por causa deles, pois é uma moda passageira, desfocando o real intuito dos livros e seu verdadeiro significado. 

W.F.B.: E a respeito da internacional?

N.C.: Sobre a literatura internacional… Bem, ela é bem mais valorizada do que aqui. Os livros internacionais são bem escritos e montados (realmente), pois tem uma seriedade diferente! Lá fora a literatura é levada mais a sério, tem a valorização necessária… Se o Brasil valorizasse os autores nacionais, isso também poderia acontecer por aqui! 

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal?

N.C.: O mundo da literatura é único, mágico e feito das palavras mais duradouras! Ele é seu; ele é meu; ele é nosso! Você pode entrar e sair dele quando quiser, basta apenas ler!

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais uma celebridade para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

….

Texto by Fabi

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Olá, readers!

Tudo bem com vocês?

Voltamos com mais uma entrevista do projeto “Figuras da Literatura Brasileira”!

E para quem ainda não leu, antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa!

Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para a edição de hoje eu lhes trago o autor Bruno Davi Kretzmann!

Ele é o gênio por trás da trama de “O Mago de Naminaroth e a Fênix(2015). Inclusive, nós do World Fabi Books já resenhamos o livro, se quiser dar uma olhadinha, clique AQUI!

Ele também escreveu alguns contos avulsos, indo de fanfics no universo de Harry Potter a um conto pós apocalíptico de reflexão moral. Além disso, ele desenhava quadrinhos de super heróis de autoria própria! (genteeee! Achamos isso super demais!)

Bruno nasceu em 1 de Fevereiro de 1990, sendo que ele joga, desenha e escreve desde criança. Se formou em Tecnologia da Informação, a fim de ter uma carreira estável enquanto corria atrás de seu sonho em paralelo: poder viver da produção cultural e entretenimento. É casado com a Rebeca desde 2013, a qual o apoia e sempre participa de seus projetos pessoais com dedicação. Aliás, Kretzmann conta que se conheceram em 2007, ainda no Colégio, e os dois têm planos para filhos em um futuro próximo, mas ainda estão brigando com relação aos nomes! “Ainda brigamos se vamos chamar a menina de Alice, como ela quer, ou de Hermione, como eu quero. Olha os livros influenciando a nossa vida até nisso, neh?“. (hahahahaha…)

Segundo o escritor, o Mago foi sua primeira obra formal. Antes disso, ele havia escrito aventuras de RPG, pois atuará anos como Mestre/Narrador das aventuras. Aliás, Bruno diz que essa foi sua principal fonte de aprendizado e de ideias para o livro!

Kretzmann pretende continuar a série do Mago de Naminaroth, bem como desenvolver uma história em quadrinhos com ambientação moderna no estilo Jumanji e um jogo de tabuleiro dentro do universo de seus personagens e mundos. Contudo, o autor admite que a sua gaveta de projetos não tem fundo e tem muita coisa que pode ser desencavada ou adicionada por lá, o tempo todo! (que criatividade, não?)

No entanto, as paixões de Bruno não se limitam a apenas escrever e desenhar! Como, talvez, tenha ficado claro nos parágrafos acima, Kretzmann também ama jogos, desde os eletrônicos até os de tabuleiro modernos.

“Sou nintendista, adoro a franquia Pokémon nos consoles portáteis e perco horas assistindo gameplays do jogo de Wii U Mario Maker, o qual tem íntima relação com exercício criativo e design. Há alguns anos, eu redescobri, naqueles jogos de tabuleiro que reuniam a família durante a infância, versões muito mais complexas e maduras. Encontrei a oportunidade de fomentar a socialização e criatividade. Assisto muito a séries e ocasionalmente vou ao cinema para curtir algo que me chame muito a atenção. Sinto saudades de ler mangás e assistir animes…”, revelou.

Além do mais, ele é o fundado do  projeto “Além do Muro“, uma iniciativa de produção cultural que surgiu dele e de familiares, que vem crescendo cada vez mais, animando-o a seguir adiante!

E para que vocês possam conhecê-lo um pouquinho mais, aqui está aquela ligeira parte da entrevista na integra!

W.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional? E a respeito da internacional?

Bruno Davi KretzmannB.D.K..: Eu acho que o potencial do autor brasileiro é subestimado, pelo mercado e por ele mesmo.

Pelo mercado, pois há uma barreira de entrada desanimadora para jovens e inexperientes autores. E por si mesmos, pois acho que, uma vez avistada essa barreira, muita gente desiste facilmente. Precisamos de mais iniciativas que profissionalizem e descubram escritores, ao mesmo tempo que o brasileiro precisa ser mais confiante e arregaçar as mangas pois, sem trabalho não se chega a lugar nenhum.

Já ouvi falar também que autores brasileiros valorizam pouco a identidade cultural do Brasil e acabam situando suas obras sempre em paisagens estrangeiras. Precisamos nos esforçar para dar uma chance para a nossa própria realidade se manifestar nas páginas e, assim, ajudar a desconstruir estereótipos que as pessoas têm mundo afora sobre nosso país. E certamente é mais fácil escrever sobre o lugar onde você vive… Por que ninguém leva isso em conta?

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal?

B.D.K.: Me coloco à disposição pra quem quiser bater um papo sobre essas atividades, que para mim são um hobby e um prazer. Escrever é libertador e mágico, mas requer muita disciplina e metas diárias, ainda que pequenas, para se ter resultados.

Não desista, ouça as críticas mas, acima de tudo, sinta-se bem com o que faz. Se em algum momento você não estiver desfrutando o que está fazendo, certamente está fazendo errado.

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais uma celebridade para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

….

Texto by Fabi

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Olá, readers!

Como vocês estão?

Estamos de volta com mais uma entrevista do projeto “Figuras da Literatura Brasileira”!

Bom…

Para quem ainda não sabe, antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa!

Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para a edição de hoje eu lhes trago a autora Claudia Miqueloti!

Ela é a idealizadora de três livros e um ebook: “Labirinto do Sol e da Lua(poesias – 2011), “Meninas Super Poéticas II(antologia com 10 poesias minhas – 2012) e “A Deusa de Anília e Outras Histórias(contos – livro e ebook – 2015).

E ela não vai parar por aí!

A Claudia já está em todo com dois projetos a todo vapor.  O primeiro diz respeito ao lançamento do seu segundo livro de poesias, o qual deve sair até o fim deste ano. E o segundo é um romance sobrenatural, que ela está escrevendo no momento e pretende publicar até o final de 2017.

A autora diz possuir muitos outros projetos que sonha dar continuidade e/ou concretizar. Mas, enquanto isso, Miqueloti vai divulgando “A Deusa de Anília e Outras Histórias“, que já fará 1 ano em setembro!

E para conhecê-la melhor, Claudia trabalha de segunda à sexta como digitadora em uma instituição particular de ensino. Sendo que, aos sábados ela leciona japonês para turma Kids – crianças de 10 à 18 anos (isso não é inusitado? =D). Ela tem o Ensino Médio completo e diploma de curso básico em Japonês.

Miqueloti diz ser a filha “temporão”: a caçula de QUATRO irmãos! Escreve desde os 10 anos e pretende continuar escrevendo sempre que lhe for possível. Mora no Estado do Rio de Janeiro e gosta de literatura fantástica, ação, comédia romântica e um suspense leve. Um sonho que possui é escrever e publicar uns 20 livros pelo menos! (isso não é demais?)

No entanto, de acordo com Claúdia, escrever não é sua única paixão! E como previsto, ela AMA: “Ler, lecionar japonês para adolescentes, fazer artesanato e assistir doramas (coreanos e japoneses)!”, admitiu.

E para que vocês possam conhecê-la um pouco mais, aqui está aquela famosinha parte da entrevista na integra!

W.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional? E a respeito da internacional?

C.M.: Houve um tempo em que só lia livros estrangeiros. Não era preconceito, era Claudia Miquelotidesconhecimento mesmo. Hoje leio mais nacionais. Digamos que eu continuo lendo os internacionais como antes, apenas inseri livros nacionais nas minhas leituras e tenho me surpreendido MUITO com a qualidade de escrita.

Acredito que o preço influencia na escolha do leitor. O livro internacional tem uma divulgação mais difundida, muitos se tornam filmes, o que gera muita propaganda e, consequentemente, um envolvimento muito grande por parte dos fãs.

E numa reação em cadeia, as livrarias querem vender, preferindo assim, os livros que tem mais saída e sabemos que os internacionais ainda estão no topo da lista de preferência dos leitores, sendo que muitos deles são principalmente norte-americanos. Aliás, quando se fala em literatura estrangeira, por vezes esquecemos que há mais de um país nessa lista. Quantos de nós lemos um livro escrito por um espanhol, um japonês ou um russo? Então, não é só os livros nacionais que são descriminados. Na realidade, ainda consumimos o “pacote americano” tanto na literatura quanto no cinema.

Quanto à literatura nacional, um dos pontos que mais influencia a “não leitura”, é a falta de interesse do próprio leitor! O descrédito em uma obra que permanece desconhecida pela crítica e pelo público acaba comprometendo a mesma,que acaba não sendo conhecida e nem difundida.

O preço não é tão diferente do livro estrangeiro, mas acaba por desestimular, pois o leitor nutre uma “mentalidade popular” de que o livro nacional deveria ser mais barato. Esquecem que no Brasil, as editoras cobram altos valores para se publicar um livro e o autor não pode se dar ao luxo de dar a obra de graça para que seja lida. No entanto, felizmente, tenho visto um crescimento gradual de leitores que apreciam e dão uma chance ao escritor brasileiro!

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal?

C.M.: Eu digo para nunca desistirem da literatura, seja ela nacional ou internacional. Ler e escrever é essencial tanto para adquirir conhecimentos, quanto para melhorar seu vocabulário e escrita.

Todo leitor é um escritor em potencial!

Dificuldades serão encontradas e muitas vezes podemos pensar em desistir. Mas, tentem buscar novos caminhos e garanto que novas chances irão aparecer em suas vidas! Não é porque um trabalho não deu certo, ou porque uma leitura não foi boa o bastante, que tudo o mais dará errado. Persista na literatura e lembre-se que nada na vida é de graça. Só com muita luta e desejo de vencer é que conquistamos os melhores lugares. Tudo depende das nossas escolhas.

Obrigada por lerem e tenham ótimas leituras e inspirações pela frente.

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais uma celebridade para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

….

Texto by Fabi

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Olá, readers!

Como vocês estão?

Desculpem a demora, mas tentaram hackear meu blog e por isso demorei um poquinho para postar… Mas, o problema já foi resolvido e agora vamos tocar este barco!!!

Com vocês, mais uma entrevista do projeto “Figuras da Literatura Brasileira”!

Bom…

Para quem não sabe, antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa!

Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para a edição de hoje eu lhes trago a autora Fernanda Nia!

Ela é a mente por trás das seguintes obras: “Como eu realmente… vol. 1” (2014), “Como eu realmente… vol. 2” (2015), um conto na coletânea de Halloween “Um dia das bruxas nem um pouco épico” (2014) e só como ilustradora, está em uma série de outros livros espalhados pelo Brasil!

E ela não vai parar por aí!

Nia já está dando andamento em alguns outros projetos no momento, porém, infelizmente, ela AINDA não pode divulgá-los. “Quem sabe tenho boas notícias no futuro! 🙂” (disse só para nos animar! Ela não é uma graça?Hahahahaha…).

Fernanda é publicitária e ilustradora carioca aficionada desde cedo por livros e histórias em quadrinhos. Começou a sua jornada com trabalhos autorais em 2011, ao criar o site Como eu realmente. Desde então, ela vem conciliando seus projetos, sem negligenciar a sua carreira como freelancer na área de comunicação e muito menos na área das ilustrações com as aventuras de Niazinha e Srta. Garrinhas, que em 2014 começaram uma série de livros publicados pela Editora Nemo (do Grupo Autêntica).

E de acordo com Nia, desenhar e ilustrar não são suas únicas paixões!

“Também tenho muito gosto pela escrita em si, como dá para ver pelos próprios textos que eu publico no ‘Como eu realmente’. Acho que qualquer tipo de atividade artística que envolva criar alguma coisa já me deixa empolgada.”, confessa.

E para que vocês possam conhecê-la um pouco mais, aqui está aquela conhecidinha parte da entrevista na integra!

Fernanda NiaW.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional com relação à publicação de quadrinhos, tirinhas e charges? E a respeito da internacional?

F.N.: É uma produção que cresce a cada ano e só melhora de qualidade, assim como a produção internacional. Cada dia que passa, mais pessoas consomem quadrinhos, e mais produzem também.

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal? 

F.N.: Obrigada pela leitura e pelo apoio até aqui, queridos! Se vocês também querem produzir, não se esqueçam nunca: a batalha mais difícil que travamos é contra nós mesmos. Treinem bastante e produzam muito, que é só assim que podemos melhorar. Quem quiser saber mais sobre o meu trabalho, estou lá no http://www.comoeurealmente.com. Até a próxima!

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais uma celebridade para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

….

Texto by Fabi

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Olá, readers!

Como vocês estão?

Faz tempo que não posto algo por aqui, não é?

Desculpem o sumiço, resolvi dar uma repaginada no blog e agora pretendo trazer coisas novas para vocês. E para iniciar com o pé direito, eu vou lhes apresentar o projeto “Figuras da Literatura Brasileira”.

Antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa! Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para começar, eu lhes trago o escritor Gilberto Santos!

Ele é a mente por trás das seguintes obras: “Crônicas de um dia inteiro” (2013), “Crônicas e poesias” (2013), “Poetizando a favor do mundo” (2014), “Poeticamente correto” (2014), “Solteiro na vida, casado com a poesia” (2014), “Se penso logo escrevo” (2015) e “Poesiadigital” (2015).

Gilberto é natural do Rio de Janeiro e é um autor independente que, segundo ele próprio, “tenta conquistar o leitor através de suas poesias”. Com um estilo único, ele destaca em seus trabalhos um pouco de suas vivências, sendo que não é raro encontrar referências à questão da diversidade humana nos textos, principalmente no que se refere à sexualidade.

E este ano com certeza será a minha primeira participação na Bienal do Livro em São Paulo. Recentemente o escritor lançou a campanha “Vida no Livro”, para publicar sua nova obra (se quiser saber mais a respeito, clique AQUI). Além dos livros, Gilberto possui outros trabalhos… Ele escreveu alguns contos e duas antologias:

  • “O outro lado do poeta” (2015)o qual seria o melhor dos seis livros escritos pelo escritor. Foi lançado pelo Clube de Autores e pelo selo Saraiva na versão ebook.
  • “Ondas poéticas” (2015), realizado pela Darda Editora e reúne vários poetas numa mesma obra.

Além de ser escritor, Gilberto nos confidenciou outras paixões!

“Tive vários encontros com a arte no decorrer da minha vida, quando menino comecei a desenhar sem ter tido nenhum curso ou formação, mas devido a minha paixão minha mãe me incentivou a desenhar vindo assim a me aprimorar e fazer cursos. O teatro também me ajudou muito no período da escola por ser tímido, depois resolvi fazer e participar na idade adulta tendo assim participado de alguns projetos teatrais.”

E para que vocês possam conhecer um pouco mais o autor, aqui está uma parte da entrevista na integra!

Gilberto Santos 1

W.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional?

G.S.: A literatura no geral é a nossa identidade, acho que estamos bem servidos com todo o talento que nos foi agraciado desde o início de tudo. Gostaria é claro que pudéssemos ser uma sociedade que lê mais. Acho que tudo começa em casa, o habito tem que ser adquirido de muito jovem, assim poderíamos vislumbrar o incentivo à leitura e a bons autores nacionais.

W.F.B.: E a respeito da internacional?

G.S.: A literatura internacional engloba hoje o que o mundo pede, estamos correndo mais e sendo assim livros são inscritos na mesma velocidade, claro que tudo pode variar mas ao meu ver e com a internet as pessoas usam mais as redes sociais para se promover.

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal?

G.S.: Meu conselho é; tenha muita vontade e desejo de se expressar, e se for através da escrita que assim seja, tendo em mente que não é fácil mas também não é impossível, através de várias editoras que trabalham com escritores independentes a nossa jornada ficou um pouco mais fácil. Claro que a sorte, pessoas do meio e concursos fazem a diferença quando se quer ser lido. Aos meus leitores espero poder proporcionar tudo aquilo que eles almejam de uma boa leitura, e instigar cada vez mais este mercado literário.

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais um escritor para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

Texto by Fabi

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Olá, olá readers!

Estamos de volta com mais uma resenha!

E desta vez iremos falar sobre os três livros da série Halo da autora Alexandra Adornetto:

Halo, Hades e Heaven

Série Halo

Bom…

Inicialmente, o que eu posso lhes dizer é que esta saga é, digamos, fofinha.

Sim!

É o tipo de série que se fosse uma pessoa, teria uma personalidade meiga. Este é o tipo de sentimento que temos inicial, o que nos faz pensar que o enredo é quase leve demais para se levado a sério…

Contudoooo, a medida que vamos nos embrenhando naquele universo criado pela autora, vamos conferindo uma aparente evolução na trama e vamos nos tornando curiosos com relação ao desfecho da estória!

Um aviso: antes de continuar a ler a resenha, recomendo que a leia com cuidado, pois como vou falar dos três livros, talvez vocês se deparem com algum spoiler… (Boa leitura!)

No livro, nos deparamos com Gabriel, Ivy e Bethany, todos anjos que acabam de descer à Terra para ajudar os seres humanos, defendendo todos de atividades demoníacas.

Em Halo, vemos que a missão dos três é se estabelecer em nosso plano como meros humanos comuns, enquanto, na surdina, salvam e mudam as vidas ao redor. E para poder cumprir o trabalho da melhor forma possível e sem levantar suspeitas, os anjos devem viver como irmãos e agir normalmente.

No meio de toda a encenação de bons humanos, Bethany, a qual possui a aparência muito jovem, é levada a frequentar a escola em que o irmão Gabriel é incumbido de entrar como educador.

No entanto, ao contrário dos irmãos experientes, Beth, como é chamada, nunca esteve fora do Céu e tem dificuldades em se misturar aos colegas.

Com uma personalidade pura, meiga e assustada demais, ela acaba despertando a atenção de Xavier, um garoto lindo e “um tanto exemplar” da escola. E a atenção se torna em algo a mais e quase instantaneamente o garoto se torna uma espécie de protetor de nossa protagonista.

A proteção se transforma num tipo de devoção, que logo em seguida se torna em um amor forte demais. E, obviamente, a nossa anjinha acaba correspondendo aos sentimentos do humano e os dois acabam vivendo os dilemas do amor proibido…

Apesar da trama começar de forma um tanto “clichê” e fofinha demais, devo admitir que me surpreendi com algumas informações que a autora colocou no meio da narrativa.

Para mim, ficou evidente que Adornetto, ou é bem religiosa ou pesquisou bastante para escrever esse livro!

Primeiramente, percebi uma personificação bem interessante de “anjo” nas descrições de Gabriel e Ivy. Eles são os mais experientes do trio e o enredo deixa bem claro que os dois vêm à Terra de tempos em tempos para combater as forças do mal.

São guerreiros celestes e totalmente desprovidos de sentimentos carnais. Amam, sim, a humanidade, porém, não se permitem corromper por ela.

Em segundo, a hierarquia celestial apresentada pela escritora, desde o inicio é mantida e respeitada. Outros arcanjos são mencionados ao longo do livro e, de uma maneira leve, ela consegue abordar um tema tão delicado como a religião, sem ofender ou desrespeitar.

E terceiro, confesso que me surpreendi com a descrição dos personagens, durante a adaptação dos mesmos à vida terrestre: o equilíbrio do corpo, a descoberta da amizade e do amor, etc.. Alexandra Adornetto é bastante detalhada, sem ser chata, com explicações que realmente são relevantes para o bom andamento da leitura.

Autora: Alexandra Adornetto

Autora: Alexandra Adornetto

Porém, apesar de todos os pontos positivos, eu me senti um pouquinho incomodada com o romance central…

O amor entre Beth e Xavier é tão avassalador, que faz com que tudo aconteça rápido demais. O romance em si é uma gracinha, mas achei que poderia ter sido melhor desenvolvido. Fiquei com uma sensação de estranheza e a impressão de que estava forçado demais.

Todavia, como já disse, é um romance fofo e tem momentos em que dá para se derreter de ternura e paixão pelos dois. Só gostaria que fosse melhor trabalho…

De qualquer forma, a maioria dos conflitos (senão todos) do livro gira ao redor do casal e logo eles despertam a atenção de seres nem tão puros e bondosos, ou pelo menos, nem tão compreensivos. Dando à série o aspecto de lutas constantes e agitação, o que às vezes pode deixar os leitores apreensivos e nem um pouco entediados. Praticamente, o amor dos dois é o motivo para termos os conflitos da estória!

E é no começo de toda a confusão que Jake, um príncipe demônio, se revela e dica na cola dos dois, causando problemas incríveis a todos os envolvidos.

O que nos leva a outro aspecto positivo da saga: os conflitos também evoluem junto com os personagens e a trama!

Em Hades, segundo livro da série, percebemos que os problemas ficam ainda mais complicados. Jake retorna e consegue arrastar Beth para o pior lugar onde ela poderia ir: o próprio Inferno!

Contrariada, mas temendo o que pode acontecer àqueles que ama, Beth se mantém forte e procura se alimentar das boas lembranças da vida na Terra, enquanto suporta aquele mundo distorcido e obscuro, ao lado de um amor doentio.

É claro que as coisas vão de mal a pior para Xavier, Gabe e Ivy também. Ou seja, não é apenas a nossa anjinha quem está sofrendo! É possível acompanharmos a exasperação de ambos os lados, tanto o dela, aprisionada no Inferno, quanto o dos demais, que ficam loucos e agoniados à procura dela.

Um ponto fraco do livro, na minha opinião, é a relação de Beth com os “habitantes locais”. De certa forma, adorei os de personalidade louca, me espantei com outros malvados, porém, me decepcionei com alguns personagens que demonstraram simplesmente bonzinhos.

Eu achei interessante o fato de haver habitantes do Inferno que, mesmo infelizes e descontentes por estarem vivendo naquele plano, ainda possuem alguma bondade dentro de si. Contudo, achei que foi abordado de uma forma um tanto leviana demais.

Dá para entender que alguns estão ali contra a própria vontade, que se sente mais obrigados a viver daquela forma do que realmente serem devotados a este “estilo de vida”, no entanto, a personalidade bondosa deles se torna vazias demais aos olhos do leitor, o que acaba descaracterizando um pouco o ambiente e quebrando parte da tensão que deveríamos sentir pela situação de Beth.

Mas, apesar disso, percebi uma evolução de uma obra para outra. E mesmo que a maioria dos personagens “bonzinhos” do Inferno tenham sido apresentados de maneira vaga e previsível demais, admito que gostei de ver a transformação de Jake, o qual vai se mostrando menos malvado durante a “estadia” de Beth naquele mundo de demônios. Acho que foi o único que foi demonstrado como “bonzinho”, sem ser abordado de forma bobinha.

Em Heaven, o último livro da saga, já percebemos logo de cara que o enredo está com mais ação, já que a trama começa com o casal em fuga.

Desta vez, o perigo não são apenas os demônios. Beth e Xavier agora estão sendo caçados, TAMBÉM, por uma “casta” especial e mais elevada de anjos, os quais podem ser mais poderosos e letais do que os próprios demônios.

E, novamente, tudo isso acontece por causa do amor proibido que os dois fazem questão de selar.

Juntos, eles enfrentam forças que desejam separá-los e continuam seguindo em frente, apesar da dor pelas vidas perdidas no meio do caminho, tornando a empreitada ainda mais complicada para os dois.

Mais uma vez, o foco está no romance e, infelizmente, a trama e os seres ficam em segundo plano por um bom tempo. Porém, apesar disso, é possível perceber um interessante crescimento em relação às personagens como, por exemplo, o Xavier, o qual parece amadurecer e deixa de ser o namorado babão para ser o homem forte e marcante que deveria ser desde o começo.

Halo-Series

Gostei muito da ambientação dos personagens no Céu, os novos cenários e a forma como a autora explorou alguns tabus. As lutas se tornam um pouco mais dinâmicas e explosivas  e, como eu já mencionei, sentimos que há mais ação na narrativa, o que é um ponto extremamente positivo na minha opinião.

No entanto, tenho que confessar que mesmo que no começo tenhamos a sensação de que os livros vão crescendo e melhorando, nesta obra, esta impressão se desvanece um pouco quando percebemos que alguns personagens, simplesmente, desaparecem da trama como se nunca tivessem existido, enquanto que outros somem de vista com uma explicação fraca e vaga.

Basicamente, todo o dom que a autora tem nos dois primeiros volumes (principalmente em Halo) para explicações, desaparece no terceiro e último livro. Já que muita coisa fica no ar e aparentemente inacabada sem motivo.

No entanto, apesar desse detalhe irritante, confesso que a série é boa! Ela tem muitos autos e baixos e o enredo, de certa forma, é único! O romance, apesar de ser clichê e bem previsível, acaba se tornando um ponto forte para a série, o que acabou me surpreendendo, pois eu esperava bem menos do amor do casal.

O seres que aparecem e os universos que ela integra são o show a parte da saga. Digamos que são o toque apimentado dos livros, dando mais sabor à leitura.

Assim sendo, eu recomendo aos fãs de literatura com anjos e/ou para aqueles que estiverem curiosos!

E se quiserem saber um pouquinho mais, eis as sinopses oficiais dos livros:

HALO

Halo

“Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade. Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e coloca toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?”

HADES

Hades

“Bethany Church é um anjo enviado à Terra para combater as forças das Trevas. Apaixonar-se nunca fez parte da sua missão, mas o vínculo entre ela e seu namorado mortal, Xavier Woods, é inegavelmente forte. Mas mesmo o amor de Xavier e os cuidados de seus irmãos anjos, Gabriel e Ivy, não impedirão que Beth seja levada a um passeio de moto que acabará no Inferno. Lá, o demônio Jake Thorn não permitirá que Beth volte à Terra e pedirá a ela algo que poderá destruí-la e também seus entes queridos. A história que Alexandra Adornetto iniciou com Halo, best-seller que entrou
na lista do The New York Times na semana de seu lançamento, ganha mais um capítulo cheio de ação e reviravoltas, com demônios e anjos em guerra e o poder do amor sendo posto à prova.”

HEAVEN

heaven

“Menina conhece menino, menina e menino se apaixonam, menina e menino se casam. Poderia ser apenas mais uma linda história de amor. Mas se a menina for um anjo enviado à Terra para combater as forças malignas e o menino um mortal, o final feliz pode estar mais longe do que se espera. Em ‘Heaven’, terceiro e último volume da saga Halo, Beth e Xavier terão que desafiar o Céu e o Inferno para ficarem juntos.
Depois de fugirem da festa de formatura e selarem o compromisso numa igreja da cidade, os dois jovens contam as horas para viverem como marido e mulher. O que eles não sabem é que esse foi apenas o início de uma jornada de fuga, perseguição e morte, já que agora eles terão que lidar com os Setes, justiceiros do Céu que fugiram do controle de Deus e fazem suas próprias leis. Para eles, o amor de Beth e Xavier é um erro e deve ser combatido.
Agora, Beth e Xavier, com a ajuda do arcanjo Gabriel e do serafim Ivy, precisarão correr contra o tempo e encontrar uma forma de provar para o Céu que seu amor é verdadeiro e que merecem ficar juntos. No caminho, vão se deparar com fanáticos religiosos, universitários festeiros, encontros nada agradáveis com o Diabo e uma revelação que poderá mudar o rumo de suas vidas para sempre.”

E quem quiser e estiver mesmo interessado, há um box com os três livros a venda por aí. 😉

Sinopse do box:

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“Gabriel, Ivy e Bethany são anjos enviados à Terra para restaurar a paz e combater as forças das trevas. Aos poucos, eles vão se misturando aos humanos, mas o plano foge do controle quando um deles descobre o amor. Bethany, a mais nova e inexperiente do trio, se apaixona perdidamente por um mortal, colocando em risco a importante missão a que foram destinados. A partir daí, uma série de demônios e seres malignos empreende uma caçada aos anjos, colocando o mundo em um risco iminente.Sucesso imediato da autora best-seller Alexandra Adornetto, a saga Halo frequentou a lista de mais vendidos do New York Times desde o lançamento do primeiro volume. Neste boxe você vai encontrar os três livros de uma série emocionante, e se deparar com a seguinte pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?Contém os títulos:
– Halo
– Hades
– Heaven”

Texto by Fabi

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{setembro 18, 2015}   Resenha: REBOOT (Amy Tintera)

Olá, olá readers de nossos corações!

Estamos de volta com mais uma resenha fresquinha para vocês! E o livro da vez é uma das obras da autora texana Amy Tintera:

REBOOT

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Inicialmente, eu acreditei que esta seria uma aventura única, uma estória distópica sem continuação alguma, já que eu não havia me deparado com muita gente que conhecia a obra e que poderia me informar do contrário, no entanto, ao fazer uma breve pesquisa, descobri que o enredo possui, sim, uma continuação chamada Rebel.

De qualquer forma, isso não atrapalhou minha leitura. Pelo contrário! Ao final do livro, me encontrei curiosa para saber o que poderia me aguardar no segundo volume e se, por acaso, eu teria as respostas que Reboot não deu…

Bem…

Esta é a obra de estreia de Amy Tintera como escritora de ficção/fantasia e, como já mencionei, é o primeiro volume de uma duologia/ um dueto de mesmo nome (a série chama-se Reboot).

A trama, basicamente e logo de inicio, apresenta um cenário desolador que considerei bem intrigante (e um tantinho plausível), que conseguiu me surpreender, mesmo eu já sendo uma leitora, como muitos por aí, acostumada a ler e a “viver” distopias.

A narrativa acontece em primeira pessoa e, portanto, acompanhamos tudo pelo ponto de vista da personagem Wren Connolly, uma reboot conhecida como 178.

Uma reboot?

E, eu lhes digo, ela não é qualquer reboot! Afinal, ela é uma incrível 178!!!

Mas… Vocês devem se perguntar o que raios é um reboot e por que 178, certo?

Deixe-me contextualizá-los: a trama da obra se passa em um universo com um quê “pós-apocalíptico”, no qual um vírus, o KHD, dizimou grande parte da população.

E, neste cenário, ser um reboot basicamente é fazer parte daqueles que não foram extinguidos por esses micro-organismos bizarros…

Quer dizer…

É fazer parte daqueles que, na verdade, foram mortos pelo vírus KHD, porém voltaram à vida. São, simplesmente, pessoas “reinicializadas”.

Ninguém sabe ao certo o porquê de algumas pessoas despertarem depois de mortas, tudo o que puderam comprovar é que quanto mais tempo se demora em “ressuscitar”, mais “poderoso” e menos “humano” o individuo fica.

Simplesmente, se tornam quase uma máquina… Extremamente rápidos, super fortes, com incrível habilidade de cura… O seja, quase invencíveis (o nome do personagem Wolverine me veio à mente nesta hora).

E justamente por causa de todas essas “novas aptidões”, muitos acreditam que os reboots não são humanos e sim, criaturas sinistras (e essa impressão ficou ainda mais forte depois de um grande embate que a trama menciona entre humanos normais e os reboots).

Além disso, quanto mais jovem for a vítima, maior será a chance de se tornar um reboot inteligente e não um zumbi alucinado. E quanto mais tempo a pessoa demora a “reviver”, os cientistas e população em geral do livro creem que menos traço de humanidade se terá.

Agora, fica mais fácil entender porque a Wren não é uma reboot qualquer!

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Na estória, a personagem havia morrido há cinco, sendo que ela acordou somente 178 minutos depois! E como sendo a única com um número tão alto, Wren acaba vivendo sob o medo e o respeito que seu número impõe aos demais.

Todo esse caos leva à criação do CRAH: uma grande corporação, que governa o que restou das cidades humanas e usa os reboots adolescentes para controle e prisão de criminosos e de outros “da mesma espécie” que sejam mais velhos e/ou que perderam totalmente o controle e a humanidade.

A CRAH mantém todos os reboots na linha e Wren, como uma “soldado exemplar” (um troféu para a corporação), está acostumada com sua rotina de missões capturando ou matando humanos criminosos, além de rebeldes e adultos que reiniciaram e agora são um perigo para sociedade. E como uma 178, ela tem o diretor de ser um dos poucos treinadores de reboots novatos e, ainda por cima, de poder escolher o aluno que desejar, passando na frente dos demais.

Natural e tradicionalmente, Wren sempre escolhia os novatos com números altos, já que os com número baixo eram problemáticos demais e duravam pouco. No entanto, quando uma nova leva de recrutas chega trazendo dentre eles Callum Reyes, um mero 22, a vida de nossa personagem principal muda drasticamente.

O garoto é cheio de perguntas e vitalidade. E com todo o seu jeito único e irreverente, Callum a faz rever suas escolhas e atitudes, questionar os trabalhos e métodos da CRAH e perceber que, apesar do que o senso comum a fez acreditar, ainda tem alguns traços bem fortes de humanidade dentro dela.

Além disso, a reviravolta vai se agravando a medida que Wren vai se envolvendo cada vez mais com o submundo da corporação; tem sua única e melhor amiga, Ever (uma 56), envolvida de forma trágica na trama; e vai reconhecendo que existe uma outra vida para os reboots, que não seja aquela de um soldado assassino.

E eis, meus caros, a premissa do livro.

A narrativa de Amy Tintera é envolvente, mesmo que em alguns pontos a leitura se torne um pouco devagar. Ela mostra um bom domínio sobre o enredo e faz uma boa exploração dos elementos que compõe toda a estória.

Tintera nos contextualiza, sem responder totalmente a todos os questionamentos que surgem em nossas cabeças, deixando, assim, um gostinho de quero mais que só aquela curiosidade insana de um leitor pode desenvolver.

A ambientação, pelo meu ponto de vista, é outro ponto forte do livro. A escritora acerta no tom e consegue transmitir com maestria a desolação do cenário. Ela nos instiga a continuar a ler e ir descobrindo pedacinho por pedacinho do mundo que criou.

Um dos pontos que mais me preocupava em relação à trama era o romance que deste de o começo da leitura fica óbvio que irá acontecer…

Mesmo que na obra encontremos algo que nos lembra a um daqueles clichês românticos, acredito que ele não atrapalhe muito a leitura, visto que é a causa principal da mudança de comportamento da personagem, o que leva ao desenrolar da ficção.

Digamos que, como garota sonhadora e romântica que sou, adorei o toque de “amor no ar” durante toda a pancadaria e confusão. No entanto, devo admitir que para os leitores que não são muito chegados, o romance no meio do enredo pode chegar a incomodar um pouco (por exemplo: por mais que o Guh Valente, meu namorado, adore ler obras de ficção, talvez ele acabe não lendo este livro, justamente por causa disso).

O ponto forte de Reboot está justamente no universo que Amy Tintera representa de forma tão criativa nas 352 páginas da obra publicada, aqui, pela Galera Record. Sem mencionar a trama tão inventiva, que nos passa um toque de “zumbi” bem único durante a leitura.

Por fim, eu recomendo o livro a todos que gostam do gênero e procuram algo que consegue (ser um tanto) inovador e arrojado, com elementos ímpares e excepcionais, sem tantos clichês (a não ser o romance) e que ainda surpreende o leitor, o fazendo questionar tudo e ficar ansioso pelas respostas (que supostamente virão na continuação).

E que venha REBEL!!!

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Texto by Fabi

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“E se por causa de uma revelação sua vida mudasse? E se por causa de ser quem você é as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso.”

Assim começamos com mais uma resenha do World Fabi Books!

E para quem ainda não adivinhou o livro, informo que o post de hoje é dedicado à obra do autor brasileiro Nicolas Catalano:

Espelho Dos Olhos

espelho dos olhos

Bom…

A história serpenteia ao redor de Evangellyne Allins, uma interessante garota que, desde o inicio, demonstra não ser apenas mais uma na multidão. Ela, claramente, não é como a maioria e não irá seguir os mesmos passos contínuos e sem futuro que grande parte da população parece seguir às cegas e/ou sem questionamentos.

Contudo, é através dela que percebemos aquela centelha… Aquela fagulha que possa existir escondida dentro de cada um, prontinha para explodir, desde que alguém dê o click certo.

Resumindo…

Evangellyne (por sinal, adoro a sonoridade do nome da personagem) se vê em um mundo EXTREMAMENTE caótico e preconceituoso/extremista (consegue ver a semelhança com a realidade? Pois é, eu também!), onde as pessoas são divididas por classes de talento de acordo com as cores de suas íris (o que achei bem interessante!).

Na obra, lidamos com uma sociedade em que as pessoas têm talentos literalmente impostos geneticamente a elas, sendo que apenas a menor parcela da população de Stravânsia tem a chance de desenvolvê-los de fato. E mesmo assim, isso, nem de longe, é a garantia de uma vida feliz…

E como se não bastasse essa imposição absurda em que até “ser quem você é” é imposto, nossa protagonista ainda tem que lidar com a tirania da Rainha Scherzer, uma criatura vil, repleta de pretensões injustas e abusivas.

O leitor é facilmente levado para dentro de um mundo subversivo, numa saga de distopia, onde a humanidade já se perdeu dos valores humanos e está completamente dominada pela tecnologia, sendo que o único toque que o escritor dá para diferenciar minimamente da impressão que temos de que é assim que o nosso mundo irá se tornar, está na ligação daquele universo conturbado com a presença constante de seres fantásticos, os quais nem sempre são sinônimo de magia e beleza nesse caso.

No entanto, nem tudo é trevas!

A obra também nos revela a luz dentro da escuridão!

Quando Evangellyne começa a sua jornada, nos deparamos com personagens únicos, que se prendem a nós de uma forma tão natural, que só percebemos ao final da leitura, no momento em que sentimos falta deles ou, especialmente, no instante em que os comparamos com pessoas da nossa vida “real”.

Aliás, as características dos personagens são tão fortes, que é impossível não fazer comparações. Simplesmente os encontramos com facilidade dentro do nosso próprio mundo.

Podemos:

  • Ver a Valete Coupness nos trejeitos loucos de uma amiga do peito, em nossa mãe, numa irmã ou naquela pessoa para quem resolvemos dar uma segunda chance e começamos a gostar por sua particularidade;
  • Encontrar o Gregory Buckerman em uma atitude humana de um amigo, pai ou irmão;
  • Reconhecemos o nosso lado chocólatra, ingenuo e apreensivo de Teronka Cranber;
  • Admitimos o nosso lado intolerante e opressor de Scherzer Straferry, além de também vê-lo nas pessoas ao nosso redor (e/ou nas que estão em no poder);
  • Através de Haspherity Cyani, enxergamos o lado totalmente extrovertido e irreverente de nossos amigos, parentes e até de nós mesmo;
  • E nos vemos muito bem através dos olhos de Eva Banshester, ou melhor: a parte mais “calejada” e durona de Evangellyne Allins (a qual também representa também uma parte que dificilmente reconhecemos em nós)
desenhos de Leonardo Genari Mucsi e foto de Kevin Noan

Desenhos de Leonardo Genari Mucsi e foto de Kevin Noan

Enfim, a partir do momento em que fica fácil reconhecer aquele universo dentro do seu, a obra prova que você não está ficando louco, na verdade, ela demonstra que você é louco sim, bem como todos aqueles que ama e que estão ao seu redor.

Entretanto, a loucura a que me refiro, não é aquela pejorativa, mas, àquele estado único de ser.

Refiro-me à loucura de ser único e especial, de não ser “Maria vai com as outras”, de se destacar por sua singularidade e se apaixonar pelo excepcional que há em cada uma das pessoas que estão em sua vida/jornada, mesmo que esse “excepcional”, de inicio te irrite até admiti-lo e enxerga-lo como potencial… (nesse caso, admito que no começo me irritei bastante com a personagem Valete, até que, de repente, me vi tendo uma empatia interessante por ela)

Aliás, por um ponto totalmente pessoal (meu e só meu – Fabi), digo que cada personagem me cativou num ponto e me irritou em outro. Alguns até me surpreenderam ou assustaram… Porém, no fim, acredito que durante a leitura eu tenha conseguido entender o propósito de cada um dentro da trama.

Além disso, eu pude sentir, bem no finalzinho, que nós, leitores, somos meio que um espelho dos olhos da Evangellyne. Se pararmos para meditar sobre o que acabamos de ler, é um tanto perceptível essa sensação.

De qualquer forma (e retomando o raciocínio a respeito dos personagens), eu imagino que o escritor tenha “estilizado” os personagens, no entanto, sinto que cada um deles representa mais de uma pessoa e/ou situação da vida de Nicolas Catalano (e isso, creio eu, pode ser sentido por mais gente).

Inclusive, vi/li por aí que há quem compare a essência da leitura de “Espelho Dos Olhos” com “uma saga de encontro a verdade que existe dentro de cada um de nós, mas que infelizmente, nem sempre conseguimos usufruí-la, devido aos nossos medos e imposições sociais” (Leonardo Genari Mucsi).

E lhes digo que concordo plenamente!

Este livro é uma obra intimista demais! Nele, enxergamos não somente os anseios, desejos e medos do escritor, como, também, reconhecemos ali no meio das palavras os nossos próprios receios, sentimentos e barreiras.

Naquele enredo há muito mais do que uma estória, há a história de cada um que pega o volume nas mãos para absorver um pouquinho do que Nicolas Catalano tem a nos doar de suas experiências.

Ali, nos vemos cara a cara com o reflexo de nossas próprias verdades, as quais somos obrigados a encarar ao final da leitura, quando paramos para ruminar o livro…

Fazemo-nos tantos questionamentos quanto a obra em si faz: Vale a pena ser quem querem que seja? Por que é tão difícil ser você mesmo? Deveria ser assim? Se há quem nade contra a corrente, então, por que eu também não posso nadar e ser um exemplo a ser seguido? Por que não posso apoiar aqueles que se sacrificam? Até quando vamos continuar cegos para as injustiças que vejo? Por que ainda não me ergui e lutei?

As questões estão claramente ali e elas têm propósitos! O que apenas complementa ainda mais o aspecto intimista do livro.

Ao fazer o leitor pensar por si próprio, sem induzi-lo demais para dentro do seu “próprio pensar”, o autor praticamente cria um diálogo. A leitura vira uma conversa, quase um debate.

Pelo menos foi assim que pensei…

Tinha hora que eu me pegava “conversando” com o enredo, debatendo a respeito do que os personagens estavam fazendo ou deixando de fazer, enquanto que, ao mesmo tempo, agregava para mim mesma as experiências e atitudes deles, gerando uma discussão interna também. Digamos que eu não era exatamente a personagem, mas pensava junto com ela. (Dá para entender?)

Ou seja…

Apesar de “Espelho Dos Olhos” ser um livro de ficção/fantasia, com certeza, qualquer leitor poderá se identificar com o que ali foi escrito (ou melhor, exposto) e poderá captar com facilidade as crítica ali expostas e transmiti-las para a realidade em que vivemos fora das palavras impressas!

Para que vocês possam entender melhor o quanto essa obra intrínseca é especial, o World Fabi Books fez uma breve entrevista com o autor, Nicolas Catalano:

nicolas catalano

W.F.B.: Qual era o sentimento predominante durante a preparação do livro?

N.C.: O meu sentimento predominante durante a preparação do livro era totalmente ligado à “sede de expressão”. Bom, eu tinha uma tremenda sede e vontade que invadia o meu ser… todos os dias. Eu sentia… Era como se o mundo precisasse saber alcançar novas percepções na vida cotidiana. Abrissem os olhos. Percebessem e soubessem lidar com seus maiores problemas de uma maneira mais fácil. Nisso, aquela vontade de expressar, crescia cada vez mais e mais… E a minha intenção era atingir; e fazer com que o ‘ponto da naturalidade das resoluções dos problemas diários’ fosse encontrado de uma maneira menos sufocante.

Aliás, havia um grande sentimento de arte também. Eu queria valorizar a arte a qualquer custo, pois ela é fenomenal e VIVA. Faz o ser humano criar valores e viver a vida com gosto.

W.F.B.: Qual é o seu pedacinho especial/predileto da história?

N.C.: Hm! Tenho vários… rs! Mas acredito que o meu pedacinho *super predileto* é quando a Evangellyne Allins (Eva Banshester) tem o seu primeiro contato ‘corpo a corpo’ com alguém. Sabe, a presença física! Apenas o ato. O simples toque do ser humano que às vezes torna-se uma inconsciente cura dos sentimentos mais dolorosos. E é quando ela é intimidada a dançar em casal na aula da Mestra mais descabida, endoidada, e expressiva da Escola Talental, com o calouro do mesmo ciclo experimental que o dela: Gregory Buckerman. É uma cena bem simples, onde ela conecta-se com o Vocalizador de um modo aparentemente íntimo, pois ela mal conversa com as pessoas, quem dirá “aproximar-se tão perto assim” (devido ao estado em que ela encontra-se). Porém, ao deixar-se levar (mesmo estando super tímida por estar tão perto dele), é exatamente lá, naquela simples e endoidada dança que requer as pequenas ações do corpo, que Eva percebe que os fatos de sua vida um dia foram agradáveis. “Os movimentos um dia foram doces, agora, estão amargos; agridoces. E eu nem sequer sinto-me à vontade em uma dança.”

Ela finalmente estava conseguindo se adaptar aos seus sentimentos de um modo natural, entendendo-se melhor e criando devidas reflexões. O que, nos leva a pensar imediatamente nas nossas ações dos dias de hoje, pois, na realidade, temos as melhores conclusões, soluções e reflexões prol ao amadurecimento quando estamos executando as coisas mais simples possíveis. Algo naquele momento ativou, atingindo a naturalidade dentro do ser de Eva Banshester. E foi apenas uma dança em dupla.

W.F.B.: O que o leitor poderá ver de você dentro da obra?

N.C.: Acredito que bastante coisa… Para começar, Evangellyne é uma parte muito particular minha. E, acredito que, as decisões e dores tomadas por ela, eu apoio e compreendo *praticamente* todas!

O leitor enxergará um grande senso e vontade de justiça. Além de grandes rumos à benevolência. Eu apoio a paz (todos os tipos, seja ela mental e espiritual) e a harmonia na vida do ser humano. Sou totalmente contra ações sem noções. Ações que levam às estúpidas injustiças! Contra pessoas que querem estragar o simples “ar” dos outros por estarem desesperadamente desequilibradas.

O leitor também poderá enxergar o sentimento do “amadurecer”. Desde o começo da história, tentei demonstrar a passagem da vida adolescente à vida adulta. E foi bem complicado dizer “Olá” ao mundo adulto e ter que escolher uma profissão para a vida inteira com apenas 17/18 anos. Isso fica claro na história. Evangellyne demonstra isso.

W.F.B.: Uma mensagem para o leitor.

N.C.: A mente é o controle de tudo. É a nossa visão e guia do mundo. Portanto, alimente-a com sabedorias fenomenais e cuide da melhor maneira possível dela; antes de qualquer coisa!

W.F.B.: Curiosidades para nos revelar?

N.C.: O livro era para ser bem maior. Rs. Entretanto, resolvi cortar algumas cenas.

Um dia antes de enviar manuscrito, resolvi tirar todos os nomes de cada capítulo. Sim! Eles tinham nomes.

O primeiro esboço era um “mundo vocal” onde só existiam pessoas que cantavam. No caso, somente “Vocalizadores”.

Em 2010, o livro chamava-se “Força de um Olhar”. E o mesmo foi roubado, na minha própria casa.

Em cenas intensas, eu não dormia à noite. Sentia-me muito elétrico e os personagens “me atormentavam”! QUE TORMENTO!

Já fiquei extremamente confuso se as ações de Evangellyne seriam as mesmas que o Nicolas tomaria. O ar da personagem “incorporou” o meu ser diversas vezes.

Sentir a Eva Banshester (o reflexo mais duro de Evangellyne) por completo foi extremamente perturbador.

Dediquei o livro à melhor (amiga) pessoa que conheci: Jéssica, que hoje brilha no céu.

Rescrevi o 1º capítulo mais de 100 vezes.

Eu tinha que dividir o meu dia a dia em: trabalhar, escrever, estudar, fazer trabalhos e ir à faculdade à noite.

Alguns personagens realmente foram baseados em pessoas reais.

capa - espelho dos olhos

E com isso, nós os deixamos com a Sinopse oficial da obra de 464 páginas, publicada pela Editora Novo Século (através do selinho Novos Talentos da Literatura Brasileira), a qual COM CERTEZA recomendamos que leiam! 😉

“E se por causa de uma revelação sua vida mudasse? E se por causa de ser quem você é as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso.

Enquanto Evangellyne Allins tenta sobreviver a uma Escola tirana, num país onde a cor dos olhos, Elites e Classes de Talento são o que importa, a vida de seu querido pai está em risco.

Será que valerá a pena enfrentar todos os seus reflexos mais profundos e íntimos pela pessoa mais amada? Tortura. Medo. Aversão. Evangellyne será forçada a descobrir-se e obrigada a arcar com as consequências desoladoras de sua revelação; e seu Espelho dos olhos a transformará inconscientemente.”

Texto by Fabi

nicolas catalano e fabi

Nicolas Catalano (escritor) e a Fabi Zambelli de Pontes



et cetera
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