World Fabi Books











“E se por causa de uma revelação sua vida mudasse? E se por causa de ser quem você é as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso.”

Assim começamos com mais uma resenha do World Fabi Books!

E para quem ainda não adivinhou o livro, informo que o post de hoje é dedicado à obra do autor brasileiro Nicolas Catalano:

Espelho Dos Olhos

espelho dos olhos

Bom…

A história serpenteia ao redor de Evangellyne Allins, uma interessante garota que, desde o inicio, demonstra não ser apenas mais uma na multidão. Ela, claramente, não é como a maioria e não irá seguir os mesmos passos contínuos e sem futuro que grande parte da população parece seguir às cegas e/ou sem questionamentos.

Contudo, é através dela que percebemos aquela centelha… Aquela fagulha que possa existir escondida dentro de cada um, prontinha para explodir, desde que alguém dê o click certo.

Resumindo…

Evangellyne (por sinal, adoro a sonoridade do nome da personagem) se vê em um mundo EXTREMAMENTE caótico e preconceituoso/extremista (consegue ver a semelhança com a realidade? Pois é, eu também!), onde as pessoas são divididas por classes de talento de acordo com as cores de suas íris (o que achei bem interessante!).

Na obra, lidamos com uma sociedade em que as pessoas têm talentos literalmente impostos geneticamente a elas, sendo que apenas a menor parcela da população de Stravânsia tem a chance de desenvolvê-los de fato. E mesmo assim, isso, nem de longe, é a garantia de uma vida feliz…

E como se não bastasse essa imposição absurda em que até “ser quem você é” é imposto, nossa protagonista ainda tem que lidar com a tirania da Rainha Scherzer, uma criatura vil, repleta de pretensões injustas e abusivas.

O leitor é facilmente levado para dentro de um mundo subversivo, numa saga de distopia, onde a humanidade já se perdeu dos valores humanos e está completamente dominada pela tecnologia, sendo que o único toque que o escritor dá para diferenciar minimamente da impressão que temos de que é assim que o nosso mundo irá se tornar, está na ligação daquele universo conturbado com a presença constante de seres fantásticos, os quais nem sempre são sinônimo de magia e beleza nesse caso.

No entanto, nem tudo é trevas!

A obra também nos revela a luz dentro da escuridão!

Quando Evangellyne começa a sua jornada, nos deparamos com personagens únicos, que se prendem a nós de uma forma tão natural, que só percebemos ao final da leitura, no momento em que sentimos falta deles ou, especialmente, no instante em que os comparamos com pessoas da nossa vida “real”.

Aliás, as características dos personagens são tão fortes, que é impossível não fazer comparações. Simplesmente os encontramos com facilidade dentro do nosso próprio mundo.

Podemos:

  • Ver a Valete Coupness nos trejeitos loucos de uma amiga do peito, em nossa mãe, numa irmã ou naquela pessoa para quem resolvemos dar uma segunda chance e começamos a gostar por sua particularidade;
  • Encontrar o Gregory Buckerman em uma atitude humana de um amigo, pai ou irmão;
  • Reconhecemos o nosso lado chocólatra, ingenuo e apreensivo de Teronka Cranber;
  • Admitimos o nosso lado intolerante e opressor de Scherzer Straferry, além de também vê-lo nas pessoas ao nosso redor (e/ou nas que estão em no poder);
  • Através de Haspherity Cyani, enxergamos o lado totalmente extrovertido e irreverente de nossos amigos, parentes e até de nós mesmo;
  • E nos vemos muito bem através dos olhos de Eva Banshester, ou melhor: a parte mais “calejada” e durona de Evangellyne Allins (a qual também representa também uma parte que dificilmente reconhecemos em nós)
desenhos de Leonardo Genari Mucsi e foto de Kevin Noan

Desenhos de Leonardo Genari Mucsi e foto de Kevin Noan

Enfim, a partir do momento em que fica fácil reconhecer aquele universo dentro do seu, a obra prova que você não está ficando louco, na verdade, ela demonstra que você é louco sim, bem como todos aqueles que ama e que estão ao seu redor.

Entretanto, a loucura a que me refiro, não é aquela pejorativa, mas, àquele estado único de ser.

Refiro-me à loucura de ser único e especial, de não ser “Maria vai com as outras”, de se destacar por sua singularidade e se apaixonar pelo excepcional que há em cada uma das pessoas que estão em sua vida/jornada, mesmo que esse “excepcional”, de inicio te irrite até admiti-lo e enxerga-lo como potencial… (nesse caso, admito que no começo me irritei bastante com a personagem Valete, até que, de repente, me vi tendo uma empatia interessante por ela)

Aliás, por um ponto totalmente pessoal (meu e só meu – Fabi), digo que cada personagem me cativou num ponto e me irritou em outro. Alguns até me surpreenderam ou assustaram… Porém, no fim, acredito que durante a leitura eu tenha conseguido entender o propósito de cada um dentro da trama.

Além disso, eu pude sentir, bem no finalzinho, que nós, leitores, somos meio que um espelho dos olhos da Evangellyne. Se pararmos para meditar sobre o que acabamos de ler, é um tanto perceptível essa sensação.

De qualquer forma (e retomando o raciocínio a respeito dos personagens), eu imagino que o escritor tenha “estilizado” os personagens, no entanto, sinto que cada um deles representa mais de uma pessoa e/ou situação da vida de Nicolas Catalano (e isso, creio eu, pode ser sentido por mais gente).

Inclusive, vi/li por aí que há quem compare a essência da leitura de “Espelho Dos Olhos” com “uma saga de encontro a verdade que existe dentro de cada um de nós, mas que infelizmente, nem sempre conseguimos usufruí-la, devido aos nossos medos e imposições sociais” (Leonardo Genari Mucsi).

E lhes digo que concordo plenamente!

Este livro é uma obra intimista demais! Nele, enxergamos não somente os anseios, desejos e medos do escritor, como, também, reconhecemos ali no meio das palavras os nossos próprios receios, sentimentos e barreiras.

Naquele enredo há muito mais do que uma estória, há a história de cada um que pega o volume nas mãos para absorver um pouquinho do que Nicolas Catalano tem a nos doar de suas experiências.

Ali, nos vemos cara a cara com o reflexo de nossas próprias verdades, as quais somos obrigados a encarar ao final da leitura, quando paramos para ruminar o livro…

Fazemo-nos tantos questionamentos quanto a obra em si faz: Vale a pena ser quem querem que seja? Por que é tão difícil ser você mesmo? Deveria ser assim? Se há quem nade contra a corrente, então, por que eu também não posso nadar e ser um exemplo a ser seguido? Por que não posso apoiar aqueles que se sacrificam? Até quando vamos continuar cegos para as injustiças que vejo? Por que ainda não me ergui e lutei?

As questões estão claramente ali e elas têm propósitos! O que apenas complementa ainda mais o aspecto intimista do livro.

Ao fazer o leitor pensar por si próprio, sem induzi-lo demais para dentro do seu “próprio pensar”, o autor praticamente cria um diálogo. A leitura vira uma conversa, quase um debate.

Pelo menos foi assim que pensei…

Tinha hora que eu me pegava “conversando” com o enredo, debatendo a respeito do que os personagens estavam fazendo ou deixando de fazer, enquanto que, ao mesmo tempo, agregava para mim mesma as experiências e atitudes deles, gerando uma discussão interna também. Digamos que eu não era exatamente a personagem, mas pensava junto com ela. (Dá para entender?)

Ou seja…

Apesar de “Espelho Dos Olhos” ser um livro de ficção/fantasia, com certeza, qualquer leitor poderá se identificar com o que ali foi escrito (ou melhor, exposto) e poderá captar com facilidade as crítica ali expostas e transmiti-las para a realidade em que vivemos fora das palavras impressas!

Para que vocês possam entender melhor o quanto essa obra intrínseca é especial, o World Fabi Books fez uma breve entrevista com o autor, Nicolas Catalano:

nicolas catalano

W.F.B.: Qual era o sentimento predominante durante a preparação do livro?

N.C.: O meu sentimento predominante durante a preparação do livro era totalmente ligado à “sede de expressão”. Bom, eu tinha uma tremenda sede e vontade que invadia o meu ser… todos os dias. Eu sentia… Era como se o mundo precisasse saber alcançar novas percepções na vida cotidiana. Abrissem os olhos. Percebessem e soubessem lidar com seus maiores problemas de uma maneira mais fácil. Nisso, aquela vontade de expressar, crescia cada vez mais e mais… E a minha intenção era atingir; e fazer com que o ‘ponto da naturalidade das resoluções dos problemas diários’ fosse encontrado de uma maneira menos sufocante.

Aliás, havia um grande sentimento de arte também. Eu queria valorizar a arte a qualquer custo, pois ela é fenomenal e VIVA. Faz o ser humano criar valores e viver a vida com gosto.

W.F.B.: Qual é o seu pedacinho especial/predileto da história?

N.C.: Hm! Tenho vários… rs! Mas acredito que o meu pedacinho *super predileto* é quando a Evangellyne Allins (Eva Banshester) tem o seu primeiro contato ‘corpo a corpo’ com alguém. Sabe, a presença física! Apenas o ato. O simples toque do ser humano que às vezes torna-se uma inconsciente cura dos sentimentos mais dolorosos. E é quando ela é intimidada a dançar em casal na aula da Mestra mais descabida, endoidada, e expressiva da Escola Talental, com o calouro do mesmo ciclo experimental que o dela: Gregory Buckerman. É uma cena bem simples, onde ela conecta-se com o Vocalizador de um modo aparentemente íntimo, pois ela mal conversa com as pessoas, quem dirá “aproximar-se tão perto assim” (devido ao estado em que ela encontra-se). Porém, ao deixar-se levar (mesmo estando super tímida por estar tão perto dele), é exatamente lá, naquela simples e endoidada dança que requer as pequenas ações do corpo, que Eva percebe que os fatos de sua vida um dia foram agradáveis. “Os movimentos um dia foram doces, agora, estão amargos; agridoces. E eu nem sequer sinto-me à vontade em uma dança.”

Ela finalmente estava conseguindo se adaptar aos seus sentimentos de um modo natural, entendendo-se melhor e criando devidas reflexões. O que, nos leva a pensar imediatamente nas nossas ações dos dias de hoje, pois, na realidade, temos as melhores conclusões, soluções e reflexões prol ao amadurecimento quando estamos executando as coisas mais simples possíveis. Algo naquele momento ativou, atingindo a naturalidade dentro do ser de Eva Banshester. E foi apenas uma dança em dupla.

W.F.B.: O que o leitor poderá ver de você dentro da obra?

N.C.: Acredito que bastante coisa… Para começar, Evangellyne é uma parte muito particular minha. E, acredito que, as decisões e dores tomadas por ela, eu apoio e compreendo *praticamente* todas!

O leitor enxergará um grande senso e vontade de justiça. Além de grandes rumos à benevolência. Eu apoio a paz (todos os tipos, seja ela mental e espiritual) e a harmonia na vida do ser humano. Sou totalmente contra ações sem noções. Ações que levam às estúpidas injustiças! Contra pessoas que querem estragar o simples “ar” dos outros por estarem desesperadamente desequilibradas.

O leitor também poderá enxergar o sentimento do “amadurecer”. Desde o começo da história, tentei demonstrar a passagem da vida adolescente à vida adulta. E foi bem complicado dizer “Olá” ao mundo adulto e ter que escolher uma profissão para a vida inteira com apenas 17/18 anos. Isso fica claro na história. Evangellyne demonstra isso.

W.F.B.: Uma mensagem para o leitor.

N.C.: A mente é o controle de tudo. É a nossa visão e guia do mundo. Portanto, alimente-a com sabedorias fenomenais e cuide da melhor maneira possível dela; antes de qualquer coisa!

W.F.B.: Curiosidades para nos revelar?

N.C.: O livro era para ser bem maior. Rs. Entretanto, resolvi cortar algumas cenas.

Um dia antes de enviar manuscrito, resolvi tirar todos os nomes de cada capítulo. Sim! Eles tinham nomes.

O primeiro esboço era um “mundo vocal” onde só existiam pessoas que cantavam. No caso, somente “Vocalizadores”.

Em 2010, o livro chamava-se “Força de um Olhar”. E o mesmo foi roubado, na minha própria casa.

Em cenas intensas, eu não dormia à noite. Sentia-me muito elétrico e os personagens “me atormentavam”! QUE TORMENTO!

Já fiquei extremamente confuso se as ações de Evangellyne seriam as mesmas que o Nicolas tomaria. O ar da personagem “incorporou” o meu ser diversas vezes.

Sentir a Eva Banshester (o reflexo mais duro de Evangellyne) por completo foi extremamente perturbador.

Dediquei o livro à melhor (amiga) pessoa que conheci: Jéssica, que hoje brilha no céu.

Rescrevi o 1º capítulo mais de 100 vezes.

Eu tinha que dividir o meu dia a dia em: trabalhar, escrever, estudar, fazer trabalhos e ir à faculdade à noite.

Alguns personagens realmente foram baseados em pessoas reais.

capa - espelho dos olhos

E com isso, nós os deixamos com a Sinopse oficial da obra de 464 páginas, publicada pela Editora Novo Século (através do selinho Novos Talentos da Literatura Brasileira), a qual COM CERTEZA recomendamos que leiam! 😉

“E se por causa de uma revelação sua vida mudasse? E se por causa de ser quem você é as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso.

Enquanto Evangellyne Allins tenta sobreviver a uma Escola tirana, num país onde a cor dos olhos, Elites e Classes de Talento são o que importa, a vida de seu querido pai está em risco.

Será que valerá a pena enfrentar todos os seus reflexos mais profundos e íntimos pela pessoa mais amada? Tortura. Medo. Aversão. Evangellyne será forçada a descobrir-se e obrigada a arcar com as consequências desoladoras de sua revelação; e seu Espelho dos olhos a transformará inconscientemente.”

Texto by Fabi

nicolas catalano e fabi

Nicolas Catalano (escritor) e a Fabi Zambelli de Pontes



a-torre-negra-filmes-novidades-1Não é de hoje que a mega saga A Torre Negra ganha tentativas de adaptações no Cinema. A série já passou pelas mãos do diretor Ron Howard e por último J.J. Abrams.

Apesar da grande influência de ambos em Hollywood, nenhum deles conseguiu sintetizar toda a obra do (mestrefoda) Stephen King em um roteiro satisfatório.

Parece que isso acabou de mudar.

A Sony Pictures assumiu a produção de A Torre Negra e começou contratando um diretor novato, Nikolaj Arcel.

O dinamarquês comandou quatro filmes em sua terra natal com bastante sucesso, e irá fazer a sua estreia em Hollywood com A Torre Negra.

Até então, o ator Javier Bardem era cotado para interpretar o pistoleiro Roland Deschain, em sua eterna busca pela Torre Negra do título.

A Sony tem bastante confiança no projeto e já marcou a data de estreia do primeiro filme: 17 de janeiro de 2017.

download

Resta saber como o cineasta irá estruturar a série no cinema. A Torre Negra possui oito livros e uma história tão épica que parece que a palavra ‘saga’ é pouco para descrever.

O roteiro ficou a cargo de Jeff Pinkman e Akiva Goldsman, e este será reescrito pelo diretor Arcel e por Anders Thomas Jensen.

A parte boa de tudo isso é que pra esperar até 2017 teremos ‘somente’ Batman Vs Superman, Capitão América: Guerra Civil, Deadpool, X-Men Apocalypse, Dr. Estranho, Esquadrão Suicida, Animais Fantásticos e Onde Habitam, Star Wars… acho que eu aguento esperar.

No mais, que venha A Torre Negra!

torre-negra

Texto by Guh Valente

20150718_160236





{julho 29, 2015}   O Destino da Escolha

Você devia ler ” O Destino da Escolha ” no Wattpad. http://w.tt/1Mufhlp

………

Bom….

Para quem ainda não conhece, eis mais uma obra minha (Fabi): O Destino da Escolha!

Este é um projeto antigo, portanto se houver erros, me desculpem, pois ainda não o corrigi…

Bem… Espero que gostem! 🙂

image



{julho 19, 2015}   Mais um projeto: Sem Nome

Você devia ler ” Sem Nome ” no Wattpad. http://w.tt/1JaxR0Z

Eis mais um projeto meu (Fabi).
E este é o livro chamado “Sem Nome“.
É um romance um tanto pesado e às vezes sombrio. E nesta semana postei mais um capítulo.

Se quiserem ler, ficaria honrada em tê-los como leitores! 🙂

Wattpad - Sem Nome



Olá, leitores de Discworld!

Eis mais uma resenha fresquinha para vocês!

E a obra resenhada da vez é Pequenos Deuses, o 13º livro da série Discworld do saudoso autor Terry Pratchett!

Pequenos Deuses

A obra conta a desventura de Brutha, um noviço da igreja omniana, a qual é dedicada ao culto do único e grande deus: Om!

Contudo, por causa de sua fé, de sua capacidade incrível de memória e de sua natureza ingênua, ele acaba sendo o único crente que restou ao deus. E, para deixar a coisa ainda mais “triste” para Om, ao tentar se materializar no mundo, apenas consegue energia para criar o corpo de um humilde jabuti, ou melhor… de uma tortoise caolha! (sendo que o desejado talvez fosse um… touro!)

E não bastasse a trapalhada toda, Brutha acaba envolvido em uma conspiração que pode, e certamente irá, resultar em uma tremenda guerra santa, a qual está sendo preparada nas entranhas da Igreja e envolve tanto o discípulo quanto o próprio Om, ainda mais quando a frase “A Tartaruga se Move” começa a ser espalhada por aí.  E essa confusão muda COMPLETAMENTE as vidas existencialistas de nossos queridos personagens.

Small Gods by OFools

E em determinado momento da trama, somos apresentados ao grande vilão da estória: Vorbis, o exquisidor da Quisição (sim, é assim mesmo que se escreve no livro, não é inquisitor e nem exterminador, e sim: exquisidor. E sim, é Quisição e não Inquisição.)!

Vorbis é um homem extremante temido, por sua capacidade de persuasão imensa e de sua total falta de emoções, ele capaz de mudar a mente de qualquer pessoa para pior, sem problema algum.

Ele é um personagem de mente corrompida, que não acredita na “A Tartaruga que se Move” e fará de tudo para eliminar qualquer um que pense em proferir/acreditar piamente em tal blasfêmia (pobrezinhos do Brutha e da tartaruga caolha em que Om se tornou!).

E como em cada obra da série Discworld, há algum tabu e/ou algum assunto polêmico a ser discutido nas entrelinhas, em Pequenos Deuses não poderia faltar tal discussão!

Nesta obra, Terry Pratchett (que Om o tenha!), fala de religião, mais especificamente, aborda questionamentos como: “porque as pessoas precisam se apegar á ela?” e “como pode afetar suas vidas?“.

Novamente, o autor nos traz uma série de questões éticas e morais a serem ruminadas, que vão para além da “simples” crença, indo até a concepção de que o conhecimento é a melhor arma contra o “desenvolução” e o “obscuro“.

Ou seja…

Com um estilo ricamente engraçado e irreverente, mais uma vez, Terry Pratchett parece ter conquistado a grande maioria de seus fãs, fazendo com que todos, sem querer, pleitassem sobre uma questão tão importante!

Já que, a jornada profética de Brutha e Om é, na realidade, um conflito bem denso entre fé, compaixão, força de vontade e tolerância, contra uma igreja opressiva, cruel, estagnada e incrivelmente corrupta.

E ao trabalhar bastante com referências a filósofos e religiões diversas, Pratchett, em sua maestria de misturar muito humor e ironia, faz com que o leitor fique frequentemente perdido nos próprios pensamentos e não pare de se questionar se, por exemplo, aquilo em que acredita é real e “vale a pena“, ou se é apenas mais uma ilusão e enganação. O autor nos oferece uma constante busca de respostas.

Bem…

Quanto ao Omnianismo, na obra, é uma religião inspirada na estrutura da Igreja Católica Medieval e, por isso, há constantes alusões às questões um tanto complicadas como as indulgências e a temida inquisição (contudo, é fácil reconhecer os dilemas abordados no livro, nos dias atuais. Basta acompanhar os noticiários e ver todos os problemas sérios que aparecem, devido à persistência do ser humano ao fanatismo e à intolerância!).

Talvez por isso, Vorbis seja um personagem tão aterrorizante!

petitsdieux_normal

Visto que, ele parte do princípio de que qualquer quantidade de dor e sangue é justificável na busca pela “Verdade“… Pela “Verdade” em que ELE acredita e que a ELE pertence!

Por isso, é possível reconhecê-lo, por exemplo, em todas as histórias de jovens terroristas que largam todos e fazem de tudo para se juntar a entidades, como o Estado Islâmico. Ou, mais recentemente, em famílias e comunidades apedrejando crianças por não seguirem aquilo em que acreditam, ou pior, por seguirem aquilo em que não acreditam!

Basicamente, Terry Pratchett, nos oferece Vorbis como um produto de uma estrutura violenta, autoritária e ignorante… Não é à toa que Brutha é o único fiel que restou a Om: por puro medo, crentes aterrorizados não creem mais no Deus, mas sim na instituição da Igreja de Discworld.

Aliás, não é qualquer surpresa que isso tenha acontecido, se considerarmos a irresponsabilidade com que Om sempre tratou sua Igreja durante todo o tempo! Algo que fica óbvio para o leitor, durante conversas do deus com Brutha, principalmente sobre os livros sagrados!

A propósito, tudo isso é, no mínimo, tristemente engraçado, se levarmos em conta que o autor deixa bem claro durante a série que: Deuses precisam de pessoas e pessoas precisam de deuses!

Afinal, de acordo com Pratchett, todo o universo de Discworld se fundamenta no poder das histórias, sendo que, se um relato, mito ou lenda é contado por tempo satisfatório (e há pessoas suficientes que acreditem nele), acaba se tornando realidade!

Que coisa, não?

E voltando à trama do enredo…

E, como sempre acontece, quando a repressão se torna demais, o povo se revolta e as sementes da revolução começam a surgir. E no livro, Pequenos Deuses, isso se traduz na na frase “A Tartaruga se Move“, conhecida também como doutrina De Cheloniam Mobile.

Sendo que um dos dogmas do Omnianismo, no qual a saga toda se baseia, está no fato de que o mundo não é uma esfera azul localizada no imenso espaço, mas sim, uma tartaruga de proporções cósmicas nadando entre as estrelas do universo, em cujo casco há quatro elefantes colossais, que sustentam em seus lombos, toda Discworld em uma forma plana, como se fosse um disco no formato de pizza!

Discworld by valkiria-art

 E é nisso, nessa “verdade” que se fundamenta a revolução!

O que, claro, além de irônico é HILARIANTE, uma vez que, se pararmos para pensar, toda essa teoria, aparentemente, se fundamentou na famosa e polêmica frase de Galileu GalileiEppur si muove ou E pur si muove (que significa: “mas se movimenta” ou “no entanto, ela se move”), pronunciada depois que foi brigado a desmentir e renegar publicamente, no Tribunal da Inquisição, sua teoria de que a Terra era redonda!

Quanto ao livro…

Pequenos Deuses (título original: Small Gods) é o décimo terceiro volume da série Discworld e, após anos, a Editora Bertrand (pelo Grupo Editorial Record) trouxe esse outro exemplar da saga para o Brasil, com uma linda e engraçada capa, que faz jus ao enredo e combina com as demais da série publicadas aqui, além da tradução de qualidade feita por Alexandre Mandarino.

Aliás, a tradução  era algo com me preocupava um pouco, assim como a maioria dos fãs, creio eu… Afinal, Pratchett e seus trocadilhos nem sempre são fáceis de se traduzir. Contudo, para minha felicidade, me deparei com um exemplar muito bem traduzido, salvo alguns errinhos aqui e ali (ou opções editoriais, não sei…) :

  • O uso do masculino em relação a Grande A’Tuin: fundamentalmente, Grande A’Tuin não é uma tartaruga macho, mas uma fêmea, algo que óbvio para o leitor, quando se lê sobre o que acontece em A Luz Fantástica, segundo livro da série.
  • Om, na verdade é um ‘tortoise’: ou seja, o deus não é uma tartaruga caolha, como é descrita no livro, mas um jabuti caolho! Fundamentalmente, tartarugas só aparecem em terra para colocar ovos e passam o resto da vida dentro d’água; enquanto que jabutis são exclusivamente terrestres, exatamente como Om. Além disso, Pratchett era um verdadeiro entendedor de biologia e, no texto original, ele diferencia Om como “tortoise’”, ao invés de “turtles(tartarugas em inglês).

No entanto, esses são apenas detalhes! Nenhum destes errinhos (ou escolhas), interfere na leitura do enredo. São apenas adendos/curiosidades, que talvez os fãs de Pratchett tenham conhecimento ou se interessem em saber.

Voltando ao que interessa de fato…

Terry-Pratchett-pig-Hay-Festival

A narrativa, novamente,  fluida e dinâmica, o que torna difícil a tarefa de largar o livro ou tentar não terminar a leitura “em um tapa”.

O tempo todo vemos piadas e referências a situações cotidianas da nossa vida, sempre colocadas de um modo que se encaixa na trama. Porém, desta vez, o humor é um pouco mais contido do que aquele que encontramos nos volumes anteriores.

A sensação que dá, é que este é um livro “divisor” na evolução de escrita e estilo do autor. Visto que, em Pequenos Deuses, percebemos que Terry Pratchett começa a priorizar a crítica satírica à era contemporânea, ao invés das tradicionais piadas com as convenções encontradas no gênero de fantasia medieval, as quais são deixadas um pouco de lado, “amadurecendo” a obra.

Além disso, a crítica certeira e divertida a respeito de religiões, da fé cega e de suas consequências; se torna uma ótima pedida para quem gosta de exercitar os miolos.

Como de praxe, Pratchett faz presente o lado trágico do enredo e não zomba tanto da crença em si, mas principalmente de como a religião organizada ás vezes se aproveita da fé para benefício próprio.

Ao meu ver, está é uma narrativa excelente, recheada de piadas surpreendentemente inteligentes e observações divertidas! E se, por acaso, o livro lhe ofendeu, se sentiu atacado pelo autor de alguma forma ou, simplesmente, não conseguiu entender muita coisa e achou o enredo louco e sem sentido algum… Ao menos, três coisas você pode levar consigo:

  1.  Isto Não É Um Jogo.
  2. Aqui e Agora, Você Está Vivo.
  3. Terry Pratchett pode ser insanamente genial.

Texto by Fabi

IMG_20150505_161849

 



Olááááááá, Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

E adivinhem!! O livro está chegando ao fim!!!

Portanto, acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



{junho 12, 2015}   Boa sexta, readers!
Um post fofinho! :3

Boa sexta, readers!! ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

Posted by Fabiane Zambelli de Pontes on Sexta, 17 de abril de 2015

(cliquem na data acima para ir até o vídeo)

boa sexta



Olá, readers!

Vim aqui somente para dividir uma coisinha com vocês.

Estou apaixonada… Por um bandinho de japonesezinhos fofos e extremamente talentosos!

Navegando pelas águas turbulentas da internet, me encontrei com uma escola de música chamada Joyous Music School e com seu pequeno quarteto de cordas o Joyous String Quartet!

E meu queixo simplesmente caiu!

Eu não sabia se ria, se balbuciava algum comentário, se simplesmente ouvia calada…

Para que vocês entenderem melhor o sentimento, dêem uma olhadinha:

Ainda não entenderam direito o sentimento?

Então, assistam a mais um vídeo:

Se sentindo humilhado por ser um marmanjo ou uma rapariga crescida e não saber tocar assim? Ou, simplesmente, por ter aprendido a tocar só depois da aborrecência?

Se é assim, aproveita e se sinta um pouco mais humilhado:

Bem…

A  Joyous Music School é uma escola de música profissional, que treina musicistas, compositores, instrumentalistas e outros tipos de profissionais que desejam ou já deixaram uma marca  inextinguível na vida cultural da comunidade.

E o Joyous String Quartet é um quarteto de cordas composto por super jovens talentos da escola de música que, orgulhosamente, os expõe como os seus mais novos e impressionantes talentos!

Confira mais alguns vídeos desse grupinho incrível e babem neles tanto quanto eu babei!

E…

Loucura, não é?

Os membros do Joyous String Quartet estão juntos desde os 4 anos de idade e é composto pelo violoncelista Justin Yu (8 anos), pela violinista Mickayla (8 anos), pelo violinista Tyler (9 anos) e pelo baixista Brendon (10 anos).

E baseado no Long Island New York, o Joyous String Quartet faz cerca de 20 concertos por ano ao redor do mundo, bem como um outro grupo da escola, o Joyous Ensemble.

Incrível, não?

E neste último vídeo, o quarteto fez uma performance com a kawaii pianista Christine Yu de 5 anos!

 

Texto by Fabi

IMG_20141002_124455



Olá, readers!

Estamos com uma proposta nova, ou melhor, um integrante novo!

Recentemente, eu (Fabi) adotei um lindo filhotinho de Spitz Alemão Anão, para o qual presenteei com o nome Max.

Hoje, faz 3 semanas que este bebezinho de apenas 2 meses está morando comigo e minha família. E pretendo, a cada sete dias, postar um pouco das travessuras desse filhote malandro por aqui.

Como ele ainda não sabe falar e, acredito, se comunica apenas por telepatia comigo (ele me olha de um jeito que eu JURO que é possível ouvir a vozinha dele na minha cabeça!), vou assumir o teclado e lhes contar tudo o que vem acontecendo de novo na vidinha mágica dele.

No entanto, não é justo deixá-lo de fora do próprio diário. Por isso, em alguns momentos, permitirei transcrever, quase que literalmente, o meu baby me passa por telepatia.

Como primeiras folhas deste diário, hoje começarei fazendo um “resumão” de tudo o que aconteceu nestes 21 dias com Max.

Espero que gostem! 😉

Max1

Tudo aconteceu de forma um tanto… Inesperada para a minha família e para o Max, mas não para mim!

Há um ano, perdemos dois grandes amores… Nossas bebezinhas faleceram de velhice com uma diferença ínfima de 9 dias entre a partida de uma e da outra. Agora, sentimos um tremendo vazio que antes era preenchido com calor e carinho pela Xuxa e pela Sasha.

Max2Não pensávamos em adotar outro cãozinho, até que me deparei com um filhote de Spitz Alemão numa vitrine de shopping.

Me apaixonei instantaneamente!

>> E quem não se apaixonaria? Sou um filhote anão! Mais fofo do que eu, apenas o Gizmo!

Então, começaram as negociações: perguntei idade, saúde, preço (infelizmente…), etc… Até que no meio das minhas férias, eu o adotei!

Não havia falado nada para ninguém, com exceção do Guh Valente. Afinal, em casa, o pessoal é bem dramático, por isso, decidi fazer surpresa e pronto.

No dia em que o peguei no colo, foi lindo! Ele começou a me cheirar e instantaneamente a mordiscar meus dedos, cabelos e, inclusive, fez tentativas (frustradas por mim) de morder meus brincos e colares!

>> Em minha defesa, o brilho me levou á loucura. Sou curioso por natureza, ué!

Toda aquela interação foi uma gracinha e me senti ainda mais certa na decisão de levá-lo para casa.

Contudo, assim que peguei o cartão para me despedir do dinheiro e poder levá-lo, o moço com quem eu havia negociado tudo me avisou que o “verdeiro” filhote que eu havia comprado estava fraquinho demais e, por isso, não podia ser vendido.

Segundo ele, alguns filhotes da raça, de tão pequenininhos, acabam não “vingando”, mas que ele continuaria fazendo de tudo para salvá-lo e se eu não quisesse levar aquele filhote, ele entenderia muito bem e me reembolsaria da metade que eu já havia pago da quantia

Mais do que depressa, neguei e o agarrei. Ele já era MEU! Era o MEU FILHOTE! 

Disse que com certeza o levaria e, ainda por cima, enchi o moço de perguntas a respeito do irmãozinho fraquinho. 

Ele me garantiu que continuaria cuidando dele e se precisasse de ajuda, me informaria. Além do mais, me disse que, se eu quisesse, poderia doá-lo para mim. (e eu continuo mantendo contato com ele ainda, me atualizando a respeito da saúde do irmãozinho do Max, o qual eu carinhosamente apelidei de Bane)

Enfim…

Fiz oque precisava fazer, peguei algumas coisas que o meu bebê iria precisar e zarpei para casa. Mas antes, liguei para minha mãe e disse que estava levando uma surpresa.

Assim que cheguei, meu irmão já o agarrou e o pegou nos braços. Fomos até meu quarto, onde minha mãe já estava. 

– Ai, meu Deus! Não acredito você pegou mesmo um cachorro! – ralhou comigo.

– Mas, mãe… Só olha para a carinha dele! – peguei o Max do colo do meu irmão e o mostrei a ela.

>> Ela praticamente me esfregou na cara da minha vovó!

– Ai… Meu… Deus… – o seu tom de voz já mudou e praticamente a vi vomitar um arco-íris!

Nós começamos a brincar com ele e resolvemos colocá-lo sobre minha cama onde, para o meu azar, ele decidiu se aliviar e fazer uma interessante pocinha de xixi… 

>> Tinha que deixar minha marca, oras!

Imediatamente, decidi preparar o cantinho dele e começar a árdua tarefa de ensiná-lo a fazer as necessidades no tapetinho higiênico.

Quando meu pai chegou em casa, não ligou muito para o filhote. O olhou, disse que parecia um ratinho de tão pequeno e ficou por isso mesmo. 

Mentira!

Não ficou por isso mesmo! Eu levei bronca dele e da minha mãe, maaaaas tudo bem… hehehe…

Max3A noite chegou e eu fiquei com medo dele chorar muito, estranhando o lugar novo. Contudo, para a minha sorte, ele não o fez! Descobri que ele é um cãozinho dorminhoco.

Apenas chorou uma única vez ás 4h00 da madrugada, se sentindo sozinho. E eu, como boa mãe adotiva, acordei e mesmo morrendo de sono, brinquei com ele até que voltasse a dormir. Algo que ele ainda faz MUITO! 

>> Sou um bebê, preciso dormir! Mãe desnaturada…

Os dias foram se passando e, aos poucos, fui apresentando-o para os outros cômodos da casa, além do meu próprio banheiro, onde ele estava locado.

E nem tão aos poucos assim, fui descobrindo que o meu filhote até pode ser um adepto da boa soneca, porém, quando está acordado, é um verdadeiro demoninho!

>> Sou apenas hiperativo… 

Ele é um cão genioso, chorão, irritadinho… Uma verdadeira peste! 

Ele ama atacar pés e não tem piedade em fincar seus dentinhos já afiados na pele de quem quer que seja! Seu brinquedo predileto são mãos e de seu ponto de vista, não existem barreiras!

Quando em seu cantinho (que depois de tornou a lavanderia, onde a Xuxa e a Sasha costumavam dormir), o Max é um exemplo de bons modos aos banheiro, fazendo o xixi e o cocô no tapetinho.

Contudo, quando sai correndo pela casa, se torna um rebelde e faz suas necessidades onde não deve! Ele já elegeu seus pontos prediletos de cada cômodo e, assim que os alcança, deixa ali a sua marca, seja ela liquida ou sólida.

>> Ao menos eu tenho “pontos prediletos”! Imagina se eu fizesse em qualquer lugar mesmo! Vocês ficariam um tempão procurando a minha “marca” para limpá-la depois.

Max4Sem mencionar que na segunda semana ele aprendeu a subir e descer pequenos degraus, adora se enfiar em qualquer cantinho, se esconde debaixo de armários para atacar suas vítimas, a morder sacolas, a derrubar lixos, a destruir rolos de papel higiênico, a sair correndo quando ninguém está prestando atenção, a latir (acho que é um latido) e a rosnar quando não quer mais ficar no colo ou quando o prendemos em algum cantinho.

Ai ai… Logo percebi que esse garotinho vai me dar muito trabalho!

Aos poucos, fui pesquisando métodos de adestramento e os aplicando no Max. Está tudo sendo na base do erro e acerto. Algumas técnicas funcionam com ele, mas outras… Hahahaha! 

Uma coisa eu admito, além de genioso, esse cãozinho é MUITO esperto e inteligente! Mais do que o normal! (e isso, até a veterinária dele já confirmou!)

>> Sou um prodígio, mamãe!

A primeira vez que o levei na veterinária, foi porque ele aparentemente havia torcido a patinha. Gritou tanto que achei que havia quebrado.

Corri para uma clinica e lá, constatou-se que era mais manha do que outra coisa. No mesmo dia, aproveitaram para indicar um vermífugo para dar (algo muito importante) e decidiram passar um spray anti pulgas e carrapatos nele.

Haviamos descobertos alguns dessas criaturinhas asquerosas nele e, por precaução, a veterinária me receitou o Frontline spray para filhotes acima de 2 dias de vida, sendo que lá na clínica mesmo ela decidiu espalhar um pouco do produto no pelo dele para que, quando eu chegasse em casa, pudesse passar um pente fino depois e retirar os bichinhos mortos.

Assim que ela espirrou o spray, começando pelo bumbum dele, o Max começou a ganir como se estivesse sendo surrado! Ele gritava e fazia tanto estardalhaço que algumas pessoas foram até a sala em que estávamos para ver o que estava acontecendo!

Eu não sabia se ria ou se simplesmente escondia a cara em algum lugar.

>> Só posso dizer que não foi agradável. Descobri que odeio sprays!

De qualquer forma, a segunda visita foi bem mais tranquila. O levamos para tomar vacina e, adivinhem!

Ele somente reclamou, não fez alvoroço algum. Nem latir, ele latiu! 

Dá para entender?

>> Eu cresci bastante entre uma visita e outra. Virei um filhote durão!

Bom…Max8

Para a minha sorte, como eu havia dito, alguns métodos de adestramento funcionaram.

Agora, ele quaaaaseeee me obedece.

Quando me morde, o faz de levinho e sem machucar (agora, só preciso descobrir como ensiná-lo a fazer o mesmo com os outros, hehehe…). E quando dou bronca, ele entende, mesmo que isso não signifique ainda que vá parar o que está fazendo de errado.

Felizmente, ele se dá super bem com visitas/estranhos, virou o sucesso da clínica veterinária em que o levo e já demonstrou que realmente me ama!

>> Claro que amo! ❤ 

Ainda sou a pessoa, cujo colo ele mais aguenta ficar. Mas, ainda faz uma manha enorme para me convencer a colocá-lo no chão.

>> Sou hiperativo, lembra? Não gosto de ficar parado e colos me deixam preso e sem ter o que fazer!

Ainda é genioso e briga com minha mãe quando ela lhe dá uma bronca. Ou, se esconde debaixo do armário quando sou eu quem briga com ele.

>> Tenho que expor a injustiça! Sou um filhote, não deveria levar bronca!

Ainda é extremamente arteiro! Faz uma bagunça equivalente a de dez filhotes; arranha portas; fuça vasos; aspira o que estiver no chão; tenta arrancar enfeites do que quer que esteja ao alcance dele; e, inclusive, esta semana ele conseguiu baixar o trinco da porta e trancar a minha mãe do lado de fora!

>> Ela saiu e fechou a porta. Nem me perguntou se eu queria ir junto, então, decidi trancar, sem perguntar se ela queria entrar! 

Max5E quando vou ler, ele pegou uma mania fofa, porém bem destrutiva, de brincar com o meu marca páginas!

>> Quero atenção! Atenção! Atenção!

E apesar de tudo, eu sei que todos já o amam tanto quanto eu amo, ou seja, ALÉM DA CONTA!

Sempre damos um jeito de mimá-lo, brincando até que se canse e enchendo-o de carinho e beijos.

A minha mãe, mesmo o vendo enfrentá-la, paparica o Max o máximo possível e tenta me ajudar a adestrá-lo da melhor forma possível, assumindo uma postura de vó mesmo.

O meu irmão é o tio coruja. Está o tempo todo tirando fotos e dando um jeito de ficar com ele. E caso o Max comece a chorar, ele já aparece perguntando o que está acontecendo.

O meu pai, apesar de ter sido um pouco frio no primeiro dia, logo se rendeu sem resistência alguma ao charme de filhote e é o mais bobão quando se trata do Max, vira e mexe o pego rolando no chão junto com o meu baby!

O meu namorado, Guh Valente, já está se saindo um bom pai adotivo. Sempre me pergunta sobre o Max e quando o encontra, imediatamente se atira no chão para brincar e tentar carregá-lo.

Os meus cunhados e as minhas cunhadas, são os tios babões! Toda a vez que conseguem vê-lo, o mimam além da conta! 

BórisE os meus sogros, então… O acham a coisa mais deliciosa do mundo (além do Bóris, é claro! O Golden mais do que fabuloso, safado e meigo que está na família do meu namorado)! Não há uma oportunidade que eles percam para prendê-lo nos braços e se entregarem aos apelos de atenção dele.

>> Vocês também me levam á loucura e mesmo sendo uns ditadores comigo, ainda os amo muito, tá?

O Max se tornou o nosso anjinho endiabrado, que veio para trazer um pouco mais de luz e agitação para nossas vidas!

Ele JAMAIS veio como um substituto! Assim como a Xuxa e a Sasha NUNCA foram um substituto para o Michael e, do mesmo jeito, ele DE FORMA ALGUMA foi do Michael anterior!

Todos eles são nossos mais amados! Os membros insubstituíveis de nossa família! Os amores de nossa vida!

Nada e nem ninguém os tirara de nossos corações! Em nossas almas, há uma marquinha deles que ficará ali por toda a eternidade!

E o nosso Max, agora, é o mais novo membro da família Zambelli de Pontes! O nosso caçulinha! ❤

>> Olá!

Max7

Texto by Fabi e Max

Max6



et cetera
Amor literário

Resenhas de Livros 📖 💻 📝

Devaneios da Lua

Sobre tudo e ao mesmo tempo nada

Crônicas da Gaveta

Relatos amadores por Blair Pttsn

Sara M. Adelino

Tradutora. Revisora. Redatora.

WILDsound Writing and Film Festival Review

Feature Screenplay, TV Screenplay, Short Screenplay, Novel, Stage Play, Short Story, Poem, Film, Festival and Contest Reviews

Destino Feliz

Seu Blog de Viagens, Roteiros e Experiências

• powersx3

' in your mind,i have all power #

dmaimalopes

A great WordPress.com site

delenaalways

A fine WordPress.com site

evilking.wordpress.com/

Comic Book and related work by Danilo Beyruth

ibooksney

EM ANDAMENTO

My Broken Throat

Até que o medo se desfaça... Um engano do destino

%d blogueiros gostam disto: