World Fabi Books











Olá, olá leitores queridos!

Atendendo a inúmeros pedidos feitos por amigos e pessoas desconhecidas (mas, pelas quais, já digo, possuo um agradecimento enorme por lerem minhas obras), eeeeiiiis mais alguns capítulos do livro A Protegida e o Príncipe, que eu coloquei no Wattpad!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem bem amadora que eu mesma fiz.

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para que eu possa colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

Wattpad - A Protegida e o Príncipe

Texto by Fabi

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Olá, leitores queridos que eu adoro!!

Voltei para postar aqui um trechinho de cada uma das minhas obras, para que vocês possam votar na que mais lhes agradam. Sendo que as quatro mais votadas terão um pedaço postado a cada semana aqui no blog! (ao menos tentarei!)

Mesmo não sendo as mais votadas, as demais ainda aparecerão por aqui, no entanto, com uma frequência menor para rara. Portanto, escolham sabiamente!

 

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CONTO DE DRAGÕES

– O que está acontecendo? – Mariane, uma garota no auge de seus 20 anos olhava ao redor sem entender nada.

Não sabia como havia parado na cozinha, tentava vasculhar na memória o porquê de estar parada de pé, mas não adiantava. Sem lembrar como ou o motivo, estava ali, usando as roupas que mais gostava – um shorts e uma camiseta larga – mas nem mesmo quando havia se trocado conseguia se lembrar.

Começou a andar pela casa. Quem sabe sua mãe ou alguém fizesse idéia do que ela pretendia fazer? Quem sabe tinha ido comer ou beber algo? Não… Ela não sentia fome ou sede. Talvez tivesse ido atender ao pedido de alguém? Provavelmente.

Foi até a sala, ninguém.

Dirigiu-se até o escritório, ninguém.

Subiu para os quartos, todos vazios.

Resolveu dar uma espiada nos banheiros. Era difícil que todos da família estivessem usando o banheiro, mas não impossível. Mais uma vez, nem vestígio de sua família.

Parou para prestar atenção aos sons da casa. Se conseguisse ouvir as vozes de sua mãe, de seu pai ou de seu irmão, saberia onde estariam. Mas estava tudo, irritantemente, quieto. Nem o som de suas mascotes ela conseguia ouvir.

Será que aquela casa era mesmo a sua?

Será que simplesmente não havia entrado na casa errada e ainda não tinha percebido?

Olhou ao redor e tudo indicava que ali era o seu lar, mas queria ter certeza absoluta. Era impossível não haver ninguém ali daquele jeito! Entrou no quarto que supostamente seria o seu. E sim. A casa era sua. Aquele, definitivamente era o seu quarto cheio de bibelôs, livros e roupas espalhadas por todo lado.

– Estou em casa mesmo. Mas cadê todo mundo? – a casa estava completamente vazia e silenciosa. Ninguém, nem suas cadelinhas, estavam ali dentro, em nenhum cômodo, tudo vazio.

– Será que saíram? Me largaram sozinha aqui? – falar consigo mesma parecia idiotice, porém a tranqüilizava. Foi até a garagem, os carros ainda estavam ali.

Abriu o portão e foi até a rua. Não havia ninguém por perto. Não havia nem sequer o som de carros ou de pessoas andando pela cidade. Nem ao menos algum cachorro passando pela rua ou algum passarinho cantando. Estava tudo deserto e silencioso.

– O que está acontecendo? Cadê todo mundo? – começou a correr pela rua, sem se preocupar em fechar o portão. – MÃEEEE! PAAAII! WIIILL! CADÊ VOCÊS? – enquanto corria, ouviu um som estranho, parecia-se com um rugido ao longe.

Parou de correr, olhou ao redor e não viu nada. Provavelmente o pânico de estar sozinha a estivesse levando a ouvir coisas.

– EEEEIII!! ALGUÉM ME ESTÁ OUV… – antes que terminasse a frase, ouviu outro rugido e dessa vez mais forte, como se estivesse se aproximando. O som vinha de cima e com certeza não era a sua imaginação! Não estava apenas ouvindo coisas. Algo vinha pelo céu.

– Mas o que diabos é isso? – olhou para cima procurando por algo. O som se repetiu ainda mais forte, mais próximo. E dessa vez ela pôde ouvir outros rugidos. O que quer que fosse, não estava sozinho.

Começou a ventar e o som estava ficando cada vez mais alto. Sentiu seu corpo se arrepiar inteiro. Mariane não sabia o que estava acontecendo. Estava sozinha e algo estranho se aproximava.

Obrigou suas pernas a correrem de volta para casa, mas na metade do caminho ouviu o rugido novamente. Estava bem acima de sua cabeça! Ela congelou no lugar, não conseguia mais se mover. Com muito custo olhou para o céu e, naquele momento, viu a imagem mais linda e ao mesmo tempo mais assustadora e bizarra que já havia visto em sua vida.

Sobre sua cabeça um grupo enorme de dragões, das mais diversas cores, formatos e tamanhos, voava pelo céu.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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A DEUSA DAS BATALHAS

– Nããããoooo!! – berrou Rinka enquanto sentia se levantar bruscamente. Ela estava de pé há poucos instantes, como é que agora estava se levantando? Olhou ao redor e percebeu que estava em sua cama. – Foi… Foi apenas um sonho! – ela enxugou o suor de sua testa e soltou um suspiro aliviado. Aquele sonho, por mais simples que tivesse sido, havia mexido muito com ela. Era como se ela estivesse perdendo algo de real importância, mas não conseguia descobrir o que.

Após ter acordado por causa do sonho, Rinka não conseguiu dormir facilmente. Ela ainda se sentia dentro dele. Como se ainda não houvesse acabado, como se ainda estivesse sonhando. Agarrou o travesseiro, tentando se obrigar a dormir, enquanto uma pergunta ainda a atormentava… Aquele sonho fora verdadeiramente real ou apenas mais um fruto de sua imaginação?

 

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– HAAAAAAAA! TÔ ATRASADA!! – gritou enquanto se levantava da cama rapidamente e saiu correndo do quarto.

– Oi, maninha!! – Miriam alegrou-se ao esbarrar com sua irmã mais velha no corredor. Ela amava Rinka. Era como uma segunda mãe para ela. Miriam sabia que sua idolatria por Rinka as vezes chegava a ser ridícula, mas não conseguia evitar de se sentir assim perto dela, por mais que tentasse disfarçar quando estavam fora de casa.

– Bom dia, Mi! – respondeu com um sorriso, passando pela irmãzinha e entrando na cozinha. – Bom dia mãe, bom dia pai! – cumprimentou enquanto pegava apenas um bolinho de cima da mesa e saía pela porta dos fundos.

– Não vai tomar o café, filha? – Nadia se preocupava com a saúde da filha. Ela tinha acabado de se recuperar de um resfriado e quase todas as manhãs eram daquele jeito. Nadia queria que a filha se alimentasse direito para não ter uma recaída e ficar gripada novamente.

– Não! Eu tô atrasada!! – gritou em resposta, já abrindo o portão de casa e saindo para a rua.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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A PROTEGIDA E O PRÍNCIPE

– Katherine, se comporte! – irmã Madalena puxava a garota pela mão, impedindo que ela se distanciasse muito do grupo. – Pare de tentar correr para todo lugar garota! Mais parece uma criança desobediente do que uma mulher madura!

– Desculpe, irmã! Mas é que tudo parece tão novo para mim… Há anos não saio do convento. Havia me esquecido de como é o mundo aqui fora! – Katherine olhava extasiada para as barracas de feira ao seu redor. Tudo parecia tão simples e ao mesmo tempo tão cheio de detalhes que ela se sentia impelida a absorver o máximo daquela experiência.

– Este é o mesmo mundo que te maltratou, Katherine… – Madalena a deixara mais próxima de si. – Esse mundo pode ser cruel minha jovem. – apontou para os becos escuros, onde grupos de pessoas se reuniam para apostar dinheiro, contrabando e jovens garotas da vida. – Vê? Há luxúria, violência, ganância, vaidade, abuso, corrupção… Não posso deixá-la se aproximar disso! – apertou a mão da garota com força. – Frei Heitor me deixou como sua responsável! Não permitirei que caia em tentação e que se perca pelo seu caminho.

– Meu caminho… – murmurou a jovem, tomando cuidado para que a freira não ouvisse o pouco caso em sua voz.

Até onde Katherine sabia, ela era dona de sua própria vida e por isso, trilharia o seu próprio caminho. No entanto, todos naquele convento pareciam querer acertar o rumo dela, conduzindo-a por uma estrada por onde não queria caminhar. Ela acreditava em destino, porém, ela não conseguia crer que viver daquela forma era mesmo uma obra do divino acaso. Suspirou e seguiu andando ao lado da irmã, sem mais se aventurar a se afastar dela. A mão já estava vermelha com o aperto forte de Madalena e, aparentemente, mesmo que conseguisse se livrar dela, as demais irmãs que as acompanhavam não permitiriam que ela fosse muito longe. Mesmo um tanto afastadas dela, todas à observavam e tomavam o cuidado de não deixar nada e nem ninguém se aproximar demais. Katherine se sentia como um animal emboscado, sem um lugar por onde fugir.

– Irmã Madalena! – uma jovem freira, de aparentemente 25 anos, aproximou-se da freira mais velha e segurou-lhe os ombros com força. – Há um tumulto logo adiante! Eu vi pessoas voltarem correndo e ouvi algumas comentando de uma briga feroz entre dois cavalheiros. O que devemos fazer, irmã? – soltou os ombros de Madalena e apertou as próprias mãos com o nervosismo. – Eu sei que é o nosso dever ajudá-los, mas estamos com Katherine aqui! – passou os olhos pela garota parada ao lado da freira.

– Eu sei. – olhou para Katherine e depois voltou a encarar com determinação a jovem freira. – Irmã Kátia, vamos impedir que aqueles pobres coitados se matem! Ajude-me a chamar as outras irmãs!

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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AS ESCOLHIDAS

– Poderia saber o que as donzelas tanto têm para conversar? – perguntou o professor parado logo atrás delas com uma feição séria e, ao mesmo tempo, desafiadora.

– Desculpa! – com o susto, as três se desculparam em uníssono.

– Tudo bem! – começou a caminhar de volta para a frente da sala e parou, olhando-as com um sorriso pequeno nos lábios. – Mas se eu as pegar conversando novamente, terei que comunicar essa falta de atenção à coordenação! – se voltou para a lousa, fazendo com que as três amigas respirassem fundo de alívio.

Durante a aula, Trinix ficou olhando pela janela, entediada com a aula de física. Ela estava procurando algo que a distraísse, quando viu a imagem de um garoto lindo, aparentemente de sua idade. Ele tinha cabelos curtos e escuros e seus olhos eram de um azul magnífico e extremamente escuro. Estava vestido com roupas estranhas, pareciam roupas medievais de algum arqueiro ou caçador, cheia de panos e detalhes. Se tivessem algum bordado brilhante, dourado ou prateado, ele seria facilmente atribuído à imagem de um príncipe.

Ele a estava encarando fixamente, como se ela fosse a estranha ali, como se fosse algo novo e ao mesmo tempo ameaçador. Apesar da aparência linda dele, aquele olhar firme e intimidante a estava aborrecendo. No momento em que o viu, ela se espantou, depois, ficou aborrecida com o afronto do garoto, mas, no final, acabou ficando intrigada em saber quem era.

Trinix pensou em mostrá-lo a suas amigas e olhou para o lado para tentar chamá-las, contudo, ela se lembrou da advertência que o professor dera e desistiu. Quando olhou pela janela novamente o estranho havia desaparecido. Ela tentou procurá-lo com o olhar, porém, foi inútil. Ele havia realmente desaparecido!

– Que estranho… Para onde será que ele foi? – comentou em sussurros para si mesma, como se, ao fazer isso, ela pudesse encontrar a resposta dentro da própria mente.

Assim que o sinal bateu, Trinix correu para a janela, à procura do seu estranho garoto de olhos azuis-escuros, mas não obteve sucesso. Quem, afinal, era ele?

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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AS GUARDIÃS DA FÊNIX

O COMEÇO

– Ok… Certo… – concordou, balanço a cabeça para tentar afastar os demais pensamentos. – Voltando ao raciocínio… Como você disse, filha, Harry Potter tem muita coisa a ver com o nosso mundo. E Fantasy seria como aquela escola que eles vão no filme…

– Hogwarts?

– É… Isso… – não sabia se esse era mesmo o nome certo, pois não era muito fã de literatura, mas, ele sabia que a filha o era e por isso, tudo o que ela dissesse referente à livros e palavras, provavelmente estaria certo. – Só que Fantasy é mais como uma universidade ao invés de escola, sabe? Lá, você vai aprender o básico no primeiro ano e depois, as coisas começam a se complicar…

– Vou ter que entregar algum TCC no final do curso? – Lilith perguntou pesarosa.

Pelo o que ela sempre ouviu falar, os TCC’s eram os responsáveis pelos piores pesadelos de jovens universitários. E se eles já eram ruins em cursos “normais”, não queria nem imaginar como eles seriam em cursos que envolvessem magias.

– TC… O quê?

– TCC, pai. – revirou os olhos, impaciente. – Você sabe… Trabalho de Conclusão de Curso. Aqueles trabalhos monstruosos e complicados que universitários são obrigados a entregar no final do curso, para conseguir se graduar.

– Ah sei… – mordeu o lábio.

Selso não gostava de abreviações. Sempre se atrapalhava com elas, a menos que fossem termos voltados para política. Ele gostava de política e por isso, considerava fácil guardar as siglas.

– Bom… Você será avaliada na prática.

– Na prática? – arregalou os olhos assustada e confusa com a resposta do pai. – E o que seria essa “na prática”?

– Conjurar feitiços, preparar poções, quebrar maldições, defender-se de ataques mágicos. Essas coisas… – respondeu como se tudo aquilo fossem coisas naturais de se fazer.

– Hum… – agora Lilith considerava os TCC’s as coisas mais fáceis do mundo de se lidar.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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ERA DE LODOSS

Samantha abriu os olhos, esforçou-se para levantar o corpo, sentou em sua cama, colocou uma das mãos sobre o rosto e com a outra puxou o relógio para ver as horas. Assim que a latência do sono diminuiu um pouco e os números ficaram mais legíveis, a garota decidiu se levantar.

– Que sonho mais estranho… – devagar e ainda sentindo-se sonolenta, ela colocou o uniforme e caminhou até a cozinha. – Bom dia mamãe… Bom dia papai… – pegou o lanche que sua mãe havia deixado em cima da mesa e o colocou na mochila com delicadeza, para não amassar e nem derramar nada.

– Não vai tomar café, filha? – a Silvia, mãe de Samantha, serviu-se de uma xícara de café enquanto observava a filha guardar o lanche que havia preparado.

– Estou sem fome, mãe! – abriu a porta e ajeitou o uniforme.

– É hoje a sua apresentação de teatro? – Luis, pai da garota, virava as páginas do jornal matinal da cidade, atrás de alguma matéria que o interessasse.

– Sim! – olhou para os pais e os viu começarem a fazer aquela fisionomia com a qual estava tão familiarizada. Era a fisionomia que faziam sempre que iriam lhe dar uma desculpa. – Mas… Vocês não precisam ir se não quiserem, ninguém é obrigado a comparecer! – ensaiou um sorriso no rosto para tentar tranqüilizá-los e colocou a mochila nas costas.

– Sinto muito, filhinha, mas… Hoje eu vou ter que ficar até mais tarde na loja…  – Silvia terminou de beber o café e encheu a xícara com o chá que estava no bule a sua frente.

– E eu vou ter uma sessão hoje no escritório… – Luis colocou o jornal de lado e ofereceu um sorriso singelo para a filha.

Esta cena já havia se tornado algo comum dentro da família. Não significava que os pais de Samantha não a amassem, ao contrário, eles a amavam demais, mas precisavam seguir a rotina de seus empregos para conseguir continuar levando o dinheiro que pagaria as despesas necessárias para o futuro da querida filha. Eles julgavam ser necessário fazer alguns sacrifícios em troca de um bem maior, o amanhã de Samantha.

– Tudo bem… – retribuiu o sorriso do pai e atravessou a porta. – Tchau! – fechou-a, tentando não pensar na falta que seus pais fariam em sua apresentação e saiu correndo para não chegar atrasada ao colégio.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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KANITE WORLD

Há muitos séculos, em uma Era diferente de todas as que já vimos em livros de história ou que já tenham sido presenciadas por qualquer ser vivo…

Muitas criaturas, que seriam fictícias para nós, pertenceram àquele tempo, ou melhor, nasceram e morreram naquela Era, muitos, perdendo a oportunidade de prosseguir com a espécie.

Youkais (demônios animais), vampiros, druidas, feiticeiros, fadas, dragões, duendes, anjos, mutantes, demônios, sereias, elfos, deuses,… Ou seja, humanos, criaturas e animais com poderes ou com qualquer outra característica que não possa ser explicada pela ciência dos simples mortais, conseguiram mudar a história, com uma simples frase, a qual era proferida como um mantra durante a tal Era: “Luto porque vivo, amo e sonho… Eu sonho, amo e vivo porque luto… Se não lutasse… Estaria desistindo de tudo isso, do amor, dos sonhos e da vida!”

(“Luto porque vivo, amo e sonho… Eu sonho, amo e vivo porque luto… Se não lutasse… Estaria desistindo de tudo isso, do amor, dos sonhos e da vida!”).

Ela era uma Era Mágica, mas não só por causa de seus seres, mas por causa de sua essência! Esta a qual lhes falo é a Era de Kanite! (Kanite !)

Kanite nasceu da união entre quatro grandes Deuses. Estes representavam os quatro elementos que sustentavam a vida e grande parte do universo: água, fogo, terra e ar.

Os deuses da água e do ar eram conhecidos como os Deuses Celestes, e os da terra e do fogo, como os Deuses Terrestres. Os seres de Kanite acreditavam, de forma correta, que o ar e a água podem alcançar os céus, enquanto que a terra e o fogo não conseguem tal feito, apesar de serem imensamente poderosos em terra firme.

Com o passar dos tempos, alguns desses deuses entregaram seus corações, assim, os Deuses Celestes, Elgards e Medina casaram-se. E, logo após, os Deuses Terrestres, Golbery e Liandra também se uniram em matrimonio. E destes casamentos originaram-se seus filhos: os seres que habitavam Kanite World.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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O DESTINO DA ESCOLHA

– Com licença, senhor! – Jorge, que estava fazendo uma ronda na praça, encontrou o homem no banco, sem reação alguma. – Com licença, senhor, desculpe, mas… Não pode ficar dormindo aqui! É… – parou rapidamente de falar quando tocou a pele daquele senhor e a sentiu totalmente fria. – O senhor está bem? – Jorge o sacudiu levemente com uma das mãos. Enquanto o chacoalhava, percebeu um ligeiro filete de sangue escapando da boca e do pescoço. – Senhor? – resolveu pegar seu pulso, mas isso já era desnecessário. O homem estava morto! – Droga! Tinha que ser justo no meu turno? – pegou o rádio e pediu que enviassem uma ambulância até a Praça das Águas. Olhou, novamente, para o homem e sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha, benzeu-se. O que poderia ter matado aquele homem?

Alguns minutos após o chamado, a ambulância chegou ao local e recolheu o corpo. Apesar de seu trabalho ser recolher pessoas quase mortas e não mortos, não podiam largar o corpo daquele pobre senhor lá na praça até que o furgão do IML chegasse. Somente hoje, dariam uma ajudinha aos amigos e levariam o corpo ao necrotério.

Mayara acordou após o meio dia, estava de férias no serviço, não precisava acordar cedo por enquanto. Poderia dormir e acordar quando quisesse. Teria algum tempo para poder esperar por seu tão misterioso “amigo”. Onde será que ele estaria?

Foi até a cozinha, pegou um suco de laranja na geladeira, serviu-se de um farto copo da bebida e foi novamente até a sacada. A porta permanecia aberta, mas nenhum vestígio de que tivessem passado por ela.

Que desapontamento!

Será que nutria um desejo impossível de se realizar?

– É… Você não apareceu… Mais uma vez… Você não pareceu… – voltou ao quarto, abriu a janela e ficou a admirar as lindas árvores que a Praça das Águas tinha.

Reparou em uma ambulância saindo de lá. O que havia acontecido? Algum acidente envolvendo assaltantes? Ou a pessoa foi apenas mais uma vitima do acaso? Não tinha tempo para tentar descobrir o que era, tinha que ir buscar sua linda sobrinha na escola, havia prometido à irmã que pegaria Laura na escola de inglês, já que Beatriz não podia mais sair de carro ou andar longas distâncias por causa do oitavo mês de gravidez.

Olhou para o relógio. Á que horas a sobrinha saia da aula, mesmo? Apoiou-se na parede enquanto pensava. Sentiu como se algo passasse como um fleche por sua memória e se lembrou. Ela sairia à uma da tarde! Olhou para o relógio mais uma vez… Estava atrasada!

Trocou-se rapidamente, saiu do apartamento sem se importar muito em fechar a janela e a porta da sacada. Tinha que correr. Não queria deixar a querida sobrinha esperando.

Foi até a garagem e pegou a sua moto. Uma Honda preta, linda, sempre brilhante por causa dos muitos cuidados que Mayara dedicava a ela. Aquela moto era como se fosse de estimação.

Saiu apressada. Provavelmente Laura já estivesse saindo da aula. Passou correndo pela praça, sem se importar muito em tentar descobrir o porquê de a ambulância ter parado por ali. Afinal… Estava com pressa, não podia mais perder tempo!

Após alguns minutos de exasperação e muita corrida, passando por sinais já amarelos e cruzando os espaços vazios entre os carros para evitar congestionamentos, Mayara conseguiu chegar até a escola de inglês.

Mas, apesar de toda a correria, não conseguiu chegar antes que a aula acabasse e Laura já a esperava no portão.

– Desculpe o atraso Lá! Perdi a hora! – desculpou-se enquanto retirava o capacete e estendia outro para a sobrinha.

– Tudo bem tia May… Eu saí faz pouco tempo! – Laura, colocou o capacete e subiu na moto, deixando o material entre ela e a tia, para que não caísse.

Mayara esperou a sobrinha terminar de se ajeitar e saiu com a moto. Agora não estava mais com tanta pressa, não precisava correr ou fazer todas aquelas loucuras que havia feito para tentar chegar a tempo. Precisava dar um bom exemplo e zelar pela segurança da sobrinha que agora a acompanhava.

– Lá… O que você acha de pararmos em uma sorveteria, pegar um sorvetinho e dar uma volta por aí? – perguntou enquanto esperava o sinal abrir.

– Acho legal! – pegou o celular e o colocou com uma das mãos por baixo do capacete. – Só me deixa avisar a minha mãe que vou sair com você… – enquanto ligava para a mãe, com a mão que estava livre do celular, ela segurava a cintura da tia, para que não caísse quando Mayara desse a partida na moto.

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– Como será que esse homem morreu? – Tomé olhava de tempos em tempos pela janelinha que ficava dentro da ambulância. Queria vigiar o corpo, estava apreensivo.

– Deve ter sido assaltado, tentou revidar e os canalhas deram cabo da vida do infeliz… – respondeu Leandro, batucando as mãos no volante enquanto esperava o sinal abrir.

– Tem certeza? – fechou a janelinha. – Você viu as marcas no pescoço do cara? Até parece coisa de… Vampiro… – Tomé benzeu-se.

– Ha, ha, ha, ha… Vampiro? Tá doido Tomé? Desde quando este tipo de coisa existe? – Leandro ria enquanto dava partida no carro. – Andou assistindo muitos filmes de terror, ein!

– Não tô de brincadeira, não! – abriu novamente a janelinha e ficou a observar o defunto, como se esperasse que ele levantasse a qualquer momento. – Você não viu as marcas no pescoço? São dois buraquinhos, que nem aqueles que dizem que os vampiros fazem no pescoço da gente quando mordem… O maldito deve ter-lhe sugado a vida!

– Ora Tomé… Deixa de paranóia… – Leandro deu uma breve olhada na direção do amigo. – E vê se deixa o cidadão em paz! Ninguém gosta de ser observado. Respeite a morte do infeliz! Dá-lhe o descanso merecido, homem! – com uma das mãos fechou a janelinha. – Você vai ver… Quando fizerem a autópsia, vão dizer que o pobre coitado morreu devido a um golpe certeiro na nuca, ou por overdose de alguma droga injetada diretamente na artéria dele. Não vai haver nada sobre ter sido sugado até a morte…

– Sei não Andro… Tomara… – se acomodou no banco, ligou o rádio e fechou os olhos. Queria tentar dar razão ao amigo e esquecer aquele defunto.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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OS ANJOS DA GUERRA

Em um lugar onde anjos descansam e meros humanos não entram…

Um Anjo chamado Yuri estava em frente a um lindo quadro, o qual retratava, com delicadas cores e sutis pinceladas, a paz que havia entre mortais e celestes.

– Lindo, não? – um anjo com magníficas asas, havia se aproximado delicadamente de Yuri.

– É o meu preferido, Kaory… – respondeu Yuri sem se virar para encará-la. Ela estava parada ao seu lado, mas ele referia continuar a admirar a bela pintura a sua frente.

Kaory era magnífica! Suas asas eram formidáveis, de um tom gelo com sutis mesclas arroxeadas. Alguns anjos, assim que são convocados a participar do paraíso celeste, preferem abdicar de suas antigas formas e adotar o aspecto andrógeno, comum entre eles. Mas Kaory ainda mantinha a aparência de quando era humana, mesmo que isso diminuísse seus poderes angelicais, ela preferia assim. Já era considera suficientemente forte e não via necessidade de abdicar de seu corpo torneado e sua impressionante cabeleira ruiva. Não o fazia por vaidade e sim por apego por uma vida que sentia saudade.

– Ele me faz lembrar o motivo de nossa missão… – ela colocou a mão sobre ombro do formoso anjo.

– Restabelecer o elo entre humanos e anjos! – lembrou-se o anjo.

Assim como Kaory, Yuri também mantinha sua antiga aparência. Ele era tão forte quanto a companheira e sentia tanta falta quanto ela de sua vida passada. Suas asas eram maiores do que as de Kaory e possuíam um leve tom prateado sobre o branco brilhante. Seu corpo era resistente, com salientes músculos. Seus cabelos eram curtos e ruivos como os de Kaory.

– Esse motivo, nós nunca esqueceremos, não é irmão… – Kaory encarou os olhos azuis e cintilantes que haviam acabado de se voltar para ela.

– Naomi e Toya! – Yuri sua voz havia saído pesada. Seu amargurado olhar estava preso aos olhos azuis esverdeados, cheios de brilho de sua irmã.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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OS CAÇADORES

– Posto seis, pronto!

– Posto quatro e três, preparadas!

– Posto cinco, tudo certo!

– No posto dois tá tudo preparado também! – apenas baixa estática se ouvia pelo fone do walk tok. – E no posto um? – silêncio novamente. – Lariane! – chamou em um tom imponente.

– Estou prontinha, meu amor! – ouviram-se risadas abafadas depois da resposta inesperada. – Quando você mandar! – avisou quando percebeu que o som de risos diminuía.

– Então, no três começamos! – um suspiro se fez ouvir através da ceve interferência da estática. – E vê se não me assusta garota…

– Eu sei me cuidar, querido… – sorriu, deliciando-se com a preocupação dele. – Câmbio e desligo! – ela não desligara o walk tok, mas simplesmente avisara que a conversa deveria acabar por ali. Todos fizeram o mesmo, mantiveram seus aparelhos ligados e, mais uma vez, o silêncio permanecia quase absoluto.

Além da falta de vozes, também havia a ausência de sons pela mata. Parecia como se toda criatura viva que estivesse por ali soubesse o que eles estavam prestes a fazer. Até o vento havia se aquietado e para Lariane isso era uma vantagem na operação, desta forma, o cheiro deles não seria espalhado e os flagraria.

– Um… – ouviu-se a mesma voz de antes. – Dois… – a expectativa crescia. – Três!

Uma explosão, ensurdecedora para os mais sensíveis, atingiu a calmaria tensa do lugar. E mais outra se seguiu depois desta, cada vez mais perto de um buraco grande, cavado no solo.

Em resposta à explosões cada vez mais próximas de sua toca, uma criatura gigantesca saiu correndo buraco a fora, procurando por algum responsável pelo suposto ataque. A sua velocidade e os movimentos ágeis chegavam a ser impressionantes, transformando-a em um enorme vulto por alguns segundos.

Lariane observava tudo do alto de uma árvore, próxima à aparente cratera no chão. Assim que viu seu alvo sair da toca, preparou a arma com os dardos tranqüilizantes. Ela percebeu a velocidade incrível e também viu os dardos dos companheiros errarem a mira. A garota precisava retardá-la.

Contou os segundos precisos e preparou para saltar do galho. Ficou em uma posição em que tornasse o peso de seu corpo ainda mais favorável durante a investida.

No tempo exato, ela saltou sobre a criatura, a qual, surpresa com a ousadia inesperada, tropeçou nas próprias patas e retardou a corrida.

Lariane se posicionou nas costas daquele estranho animal e aproximou o cano da arma do pescoço do alvo, disparando duas vezes seguidas. A criatura tombou e a garota se posicionou ao seu lado.

– Foi mal… – sussurrou enquanto retirava os dardos vazios daquele grosso pescoço. Olhou com cuidado para um dos responsáveis pela missão do grupo ali. Agora que estava imóvel, estatelado pelo chão, ela podia realmente ver o quão grande era. Se fosse para compará-lo com algo, seria com o abominável homem das neves. Mas, Lariane nunca havia visto algo daquele tipo em toda a sua vida.

O animal tinha pêlos espessos e negros, com várias mechas avermelhadas que se acumulavam principalmente ao redor do dorso. A criatura podia andar sobre as duas patas traseiras normalmente se quisesse. Não possuía orelhas, apenas pequenos ouvidos escondidos sob a pelagem. Sem mencionar que era um ser vigoroso, com músculos rígidos e garras enormes, extremamente afiadas. Lariane não conseguia ver as presas e os olhos, pois o pobre animal caíra de cara no chão.

Tentou se aproximar mais e arriscar virar a cabeça dele. Queria realmente ver como era. Caso alguém reclamasse, ela diria que não queria que o alvo sufocasse com a boa enfiada na grama e o fofinho enterrado na terra.

Assim que conseguiu virara cabeça, ouviu o barulho de passos se aproximando. Levantou-se em alerta, deixando o rosto da criatura virado para o lado. Nem ao menos tivera tempo de dar uma olhada decente naquele rosto.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UM MUNDO NOVO

– Quem era aquele garoto? – ligou o chuveiro enquanto esfregava os olhos, novamente pesados de sono. – E por que eu não reagia? Era tão natural… – despiu-se e entrou debaixo da água quente que caia do chuveiro, deixando que ela escorresse pelo seu corpo. – Parecia que eu o conhecia e que nós já… – um arrepio percorreu-lhe a espinha e resolveu tentar desviar o pensamento.

Kayra já estava debaixo do chuveiro há mais de meia hora. A água lhe dava tranqüilidade e a ajudava a pensar melhor. Sem mencionar que ela estava em férias e não precisava se preocupar com horários, apenas com o fato de não passar o mês todo dormindo.

Pegou o sabonete e se ensaboou, colocou seu corpo na água e tirou todo o sabão. Depois fez o mesmo processo com o shampo e com o condicionador no cabelo. Quando decidiu que havia ficado tempo suficiente ali, desligou o chuveiro. Já sentia-se satisfeita e com uma sensação ótima de leveza.

Pegou a toalha, se enxugou, olhou para o espelho e viu uma garota no auge de seus 18 anos, com cabelos ondulados e ruivos que lhe caiam sobre os ombros.

O busto não era avantajado, mas também não era pequeno. Sua cintura era fina e seus quadril e coxas eram fatos.

Sua pele era sedosa e macia, com leves marcas de biquínis. Virou-se de lado para o espelho e enrolou-se na toalha. Pegou a pasta de dentes, os escovou e colocou água na boca, enxaguando-a. Terminou de se secar e voltou a se olhar no espelho.

– Eu não sou mais uma criança. Eu não sou mais a mesma garotinha inocente. – colocou a mão sobre o espelho. O que ou quem ela estava tentando convencer?  – Eu já sou uma… – mas, antes que pudesse completar a frase, a imagem que observava tinha se tornado diferente no espelho.

No reflexo ela não estava mais de toalha e com os cabelos bagunçados e molhados, mas vestida com um magnífico vestido branco, cheio de bordados roxos e delicados. Em sua cabeça descansava uma esplêndida coroa e sua desgrenhada cabeleira tinha se transformado em cachos lindo e perfeitos.

– O quê? – estava incrivelmente impressionada e pasma. – Mas essa… – arregalou os olhos assustada. – Sou eu!? – quando tentou se aproximar mais para ver melhor, a imagem voltou ao que era antes e o seu reflexo com uma toalha reapareceu.

Kayra sacudiu a cabeça e olhou para o espelho novamente, no entanto, nada havia mudado. Convenceu-se de que aquilo era apenas um fruto de sua imaginação e saiu do banheiro com a toalha no corpo.

– Acho que estou vendo coisas! Tenho definitivamente que parar de pensar naquele sonho. – ela jogou a toalha sobre a cama. – Isso está me deixando louca!! – fechou a porta, andou até o armário e o abriu. – Vejamos… O que vou vestir hoje?

Estava um dia quente, então ignorou as roupas pesadas e compridas, passando os olhos por uma saia e uma blusinha de alça.

– Já sei! – pegou aquelas peças de roupa e as vestiu.

Logo depois foi até a cozinha, olhou para a mesa do café sem muita fome. Sentou em sua cadeira de costume, pegou um pouco de leite e meio pedaço de pão.

Enquanto arrumava a mesa, viu um bilhete na geladeira. Deixou um pouco de lado o que estava fazendo e foi até ele, tirando-o de lá e lendo-o.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UMA GRANDE AVENTURA

Além do som natural de passaros cantando pela manhã, no quarto de uma garota havia o som de algo mais… O som irritante de um despertador.

– Ah não… – Fabiula procurava pelo despertado sem tirar a cabaça debaixo do travesseiro. Ela estava morrendo de sono e odiava acordar cedo aquela campainha irritante sempre a irritava pelas manhãs.

– Vamos filha… Levanta! Você não quer chegar atrasada na escola, ou quer? – a voz de sua mãe, a qual havia acabado de entrar no quarto, por algum motivo, a fazia sentir-se mais desperta.

– Ta, mãe! Já estou indo! – se levantou devagar, desligou o irritante despertador, pegou o uniforme guardado da gaveta e foi até o banheiro.

Durante o seu habitual banho matinal, o qual a acordava completamente, ela pensava no sonho que tivera. Nele, ela, finalmente, se encontrava com amor de sua vida, com o garoto ideal. Mas, infelizmente, assim que acordou, além do sonho ter acabado, o rosto daquele maravilhoso menino havia desaparecido de sua memória. Por mais que ela se esforçasse para lembrar, não conseguia ter nenhum avanço.

– Filha! Vai logo nesse banho!

– Já estou saindo!

Desligou o chuveiro e começou a se secar. Segundos depois, enquanto se trocava, ela sonhava com as aventuras que nunca tivera em sua vida, com perseguições, assassinatos, mistérios e tudo mais que há de impressionante em filmes e livros de ação e suspense.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UMA VIDA DE HERÓI

Essa história começa de uma maneira um pouco diferente das demais! Aqui, eu não vou começar contando como foi o inicio da nossa dupla. Vou começar pela metade.

Já passamos por diversas dificuldades e por inúmeras situações bizarras. Já presenciamos nascimentos e chacinas. Já choramos muito e rimos o dobro.

É…

Já vivemos quase tudo que um ser humano normal poderia viver.

Mas…

AHÁ! Eu e o meu companheiro não somos normais! Aliás, o Luka não é nem um pouco normal!

Sabe…

Ele é do tipo de mago que se considera o mais poderoso do mundo.

Se alguém disser que é bom em alguma coisa, ele tentará ser ótimo, independendo do que quer que seja essa coisa.

Como certa vez em que a irmã dele comentou que eu seria uma boa mãe, caso algum dia eu viesse a ter filhos.

Como um bom homem, ele deveria ter entendido a indireta da Loren e ter vindo conversar comigo, ou até mesmo ter ignorado a conversa e fingido não ter ouvido nada, o que seria uma reação comum masculina.

No entanto, ao invés de ter essas reações banais e corriqueiras, ele correu procurar por alguma magia que o permitisse engravidar, somente para provar a nós duas que ele seria uma “mãe” muito melhor do que eu!

Ah deuses…

Dêem-me MUITA paciência!

E é claro que nessa ocasião, assim como em muitos outros casos, eu o explodi algumas vezes com encantamentos leves, até que desistisse da idéia e me prometesse parar de ser tão… Tão… Extremista!

Mas, como sempre, ele promete, mas dificilmente cumpre. Ele ainda não tem uma noção muito boa de limites.

Apesar de tudo, eu realmente amo o Luka! Acho-o um homem perfeito para mim, salvo alguns probleminhas que impedem de nos amarmos abertamente.

Bem…

Como já deve ser dedutivo a essa altura da narrativa, nós somos uma dupla de heróis e, como tais, temos muitos inimigos.

Se eles já tentam nos separar sem saber de nossos verdadeiros sentimentos um pelo outro, tente imaginar se descobrissem que nos amamos!

Seria uma informação de prato cheio para se vingarem de nós! Seria maravilhoso para eles nos verem sofrer longe um do outro e nos torturarem.

Sem mencionar que, se nós finalmente ficarmos… Hm… Intimamente juntos e eu engravidar?

O Luka segue o código do bom Paladino. Ele não me permitiria lutar e continuaria da mesma forma cavalheira de brigar, sem atacar mulheres.

Portanto, se aparecer uma vilã e eu estou grávida, como fica a situação? Quem acabaria com a raça dela?

Tá aí o problema!

Ninguém!

Assim, sem ninguém para derrotá-la, ela fica super poderosa e tenta destruir ou “redecorar” o mundo a seu gosto.

Consegue ver a complicação do caso?

Não é difícil acabar com um super vilão. Destruímos um a cada ano!

O complicado e frustrante da história toda é ter que SEMPRE salvar a Terra e, por causa disso, eu não consigo tirar umas férias com o Luka. E sem férias não há descanso. Sem descanso não há oportunidade quentes para o amor.

Isso realmente me deprime às vezes…

Contudo, são ossos do ofício, não é?

Quem mandou eu me apaixonar pelo meu companheiro de batalhas e aventuras?

Mas chega de introdução!

Vou começar a narrar a partir do agora, deste ano, deste instante!

Com vocês…

E para você…

A história de uma fantástica e atrapalhada dupla de heróis; de uma feiticeira chamada Aline e de um mago chamado Luka!

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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SHOCK OF WORLDS

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Você já se perguntou de onde surgem as histórias fantásticas que lemos nos bilhões de livros pelo mundo? Como os escritores conseguem criar algo tão surpreendente?

Pois é… Eu já!

E descobri que os escritores, na verdade, são os receptáculos dessa realidade para com as outras.

Se não entendeu, vou explicar melhor.

Conhece a teoria da Quinta Dimensão?

Bem… Ela basicamente diz que existe uma dimensão “escondida”, a qual não se enquadraria dentro das quatro que conhecemos (a altura, a largura, o volume e o tempo).

Mesmo que não haja provas para tornar a teoria real, para boa parte dos físicos teóricos, a quinta dimensão existe, sim. Só que, simplesmente, não podemos detectá-la. Ou melhor, nem todos podem detectá-la.

Algumas pessoas acreditam que essa quinta dimensão refira-se ao mundo espiritual, outras a um universo paralelo ao nosso em que realidades alternativas acontecem. E as mais ousadas acreditam que ela seja um mundo criado através de desejos e pensamentos fortes o bastante para dar vida a alguma coisa.

Enfim… Pelo pouco que presenciei, devo dizer que todos estão certos.

Sim, existe a Quinta Dimensão.

Sim, ela se refere ao mundo espiritual.

Sim, ela é um universo paralelo com realidades alternativas.

Sim, é um mundo criado por desejos e pensamentos poderosos.

E… Também devo admitir que não existe somente ela. A coisa se expande muito além da quinta, indo a algo inimaginavelmente expandido.

Digamos que em cada dimensão existe um mundo diferente vivendo. São realidades incríveis que vão muito além de nossa imaginação. Tudo fora de nossas quatro dimensões é possível!

Quando Shakespeare escreveu que “há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”, com certeza ele deve ter captado a essência básica da situação.

No entanto, o que, diabos, os escritores têm a ver com toda essa loucura?

É aí que entra aquela informaçãozinha sobre eles serem receptáculos.

Nós, escritores, somos os famosos contadores de história. Podemos contar aquilo que vemos e ouvimos, ou, então, falar sobre algo aparentemente intangível, porém excitante.

As “ideias” surgem de sonhos, histórias que lemos, situações que presenciamos, lugares que vimos, enfim… A coisa funciona mais ou menos assim “Caraca! Isso poderia dar uma bela história!” e KABUM as palavrinhas começam a se formar magicamente e começamos a ver cenários e personagens como se fossem reais. Tudo surge num passe de mágica!

Contudo, não é bem assim que funciona. Essas “ideias” são, na verdade, deslumbres de outras realidades. Nós contamos as histórias do nosso e de outros mundos.

Ás vezes, recebemos algo durante um sonho, quando estamos divagando ou até mesmo fazendo compras em lojas dentro de um mega shopping lotado e agitado! Nesse ultimo exemplo podemos ver um receptáculo extremamente avançado na arte de vislumbrar realidades, mesmo que a pessoa não saiba disso.

Sabe quando dizem: “nossa! Você é exatamente como eu imaginava a minha personagem!”? Pois bem… Talvez você realmente seja a personagem! Podem ter vislumbrado o seu outro ser em outra dimensão. Pode acontecer! Não sei ao certo como isso funciona exatamente, mas acho que é aquele lance de uma realidade paralela acontecendo ou do nosso espirito estar dividido em diversos mundos por aí.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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TEMPOS DE APOCALIPSE

Tempos de Apocalipse

– Lara, querida! – escutei alguém gritar.

Girei sobre os calcanhares e procurei pela dona da voz. Encontrei uma mulher de cabelos loiros e cacheados acenando entusiasmadamente para mim. Acenei de volta, um tanto encabulada.

Percebi que havia um homem de cabelos castanhos ao lado dela. Ele era alto e parecia tão animado quanto a mulher. Mordi os lábios. Eu acabara de encontrar os meus tios.

– Lara! Larinha! – minha tia correu até mim como se estivesse correndo por um campo florido, prestes a encontrar a pessoa amada.

– Há quanto tempo, pequena! – meu tio apenas caminhou rápido. As pernas suficientemente compridas dele já davam conta da distancia, sem que ele precisasse correr como minha tia.

– Oi, Rebeca. – retribui o famoso abraço “quebra ossos” dela. – Oi, Marcelo. – reprimi uma careta quando ele bagunçou o meu cabelo.

– O que aconteceu com “tia Beca” e “tio Má”? – Rebeca colocou as mãos sobre os quadris, como se estivesse me repreendendo por algo.

– Rê, ela tinha apenas cinco anos quando nos chamava assim. – Marcelo piscou na minha direção. – A Larinha está bem grandinha para essas coisas.

– Pois eu não acho! – Rebeca me encarou de uma forma tão ameaçadora que acho que acabei dando um passo para trás involuntariamente.

– Desculpa, eu estava meio desacostumada, Rebe… Digo, Tia Beca! – puxei minha mochila para mais perto.

– E onde estão suas malas? – Marcelo olhou ao redor de mim, onde, obviamente, não havia mala alguma.

– Meus pais vão mandar depois… – vi Rebeca me lançar aquele olhar assustador novamente. – Tio Má. – caramba! Quando eu iria me acostumar com isso?

– Então, venha Larinha. – Rebeca me puxou pela cintura e foi me conduzindo para a saída do lugar. – Temos muita coisa para lhe mostrar aqui em Campos do Jordão.

– Você vai amar o lugar, como sempre. – o meu tio pegou minha mochila e foi andando ao meu lado, tentando diminuir as passadas de suas grandes pernas para nos acompanhar.

O dia estava nublado e absurdamente frio. Eu sempre amei dias frios, mas não estava adequadamente vestida para a temperatura baixa.

Maldita previsão do tempo! Preciso aprender que quando dizem que haverá sol quente, com certeza, acontecerá uma chuva de granizo!

Abracei meu próprio corpo e não me incomodei quando tia Rebeca me puxou para mais perto dela. Qualquer tipo de calor era bem vindo naquele momento. Baixei a cabeça para me proteger do vento e por isso não os vi parados diante da caminhonete vermelha de meus tios.

Senti que alguém me observava e reparei em cinco pares de pés parados diante de mim. Ergui a cabeça, afastando o cabelo, que voava direto para minha cara, chicoteando minhas bochechas.

Diante de mim estavam os garotos mais lindos e estranhos que já vira. Um ruivo, um moreno, um loiro e os outros dois últimos de cabelos bizarramente negros e brancos. Eu teria gargalhado diante da cena, se ela não fosse tão peculiar a ponto de me deixar sem ação alguma. Sem mencionar o fato de que eles eram realmente maravilhosos.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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PRESA AO FUTURO

Presa ao Futuro

Sinceramente? Nunca fui muito boa em matemática… Sempre me dei melhor com as palavras do que com os números. Fato que julgo engraçado dadas as circunstâncias em que me encontro desde que me conheço por gente…

Lembro vagamente que aos cinco anos de idade acordei assustada e despertei a casa inteira com os meus berros. Quando minha mãe me pegou nos braços e me perguntou o que estava acontecendo, disse que havia visto números malvados que não paravam de me atormentar. Na época, eu não conhecia direito a ordem numérica, apenas o suficiente que me era ensinado na escola, contudo, reconhecerá as contas que surgiram em meus sonhos.

Minha mãe, surpresa com o que eu dizia, tentou me acalmar dizendo que eu estava sonhando com aquilo por causa do que eu vinha aprendendo de novo e, aparentemente, coisas novas me assustavam.

– Mas, mamãe! – agarrei o pijama dela. – Os números malvados não paravam de me sussurrar coisas assustadoras!

– Que coisas minha filha? – disse sorrindo.

– Que o titio e mais outras cinco pessoas serão os únicos sobreviventes de um acidente muito feio de trem amanhã!

– Ora essa… – ela me colocou de volta na cama com um olhar desconfiado. – Primeiro, números não sussurram e segundo… – mordeu os lábios. – Você é muito pequena para se preocupar com coisas tão ruins assim!

– Mãe! Os números sussurram sim! Eles ficam dançando na minha cabeça, vão se misturando e formando números novos até que começo a ver alguma coisa… – apertei minhas mãozinhas contra o colo. – Só que é tudo tão embaralhado que eles ficam sussurrando e explicando tudo com vozinhas finas e irritantes!

– Já chega! – ela começou a me deitar e colocar a coberta pesada sobre mim. – Está tarde e amanhã você tem aula!

– Tá… – resmunguei. – Mas… Mamãe…

– O que? – perguntou antes de apagar a luz do meu quarto.

– O titio pega trem?

– Todos os dias para ir trabalhar… – me respondeu um tanto contrariada.

– Então, pede para ele não ir trabalhar amanhã, por favor! – tentei pedir com a minha melhor voz angelical.

– Não posso fazer isso. – ela apagou a luz. – Seu tio é um adulto e precisa ir para o trabalho. Você é uma criança ainda, Megan. Não precisa ter medo. Sonhos assim não acontecem! – jogou um beijo na minha direção. – Boa noite, meu amor.

Quando o acidente aconteceu, minha mãe deixou de me chamar de “meu amor” por um longo tempo, porém, nunca mais deixou de me olhar desconfiada sempre que meu olhar fica perdido ou quando deixo claro que tive um pesadelo.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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NO WONDERLAND

No Wonderland

A história de Alice no País das Maravilhas sempre me encantou. Eu achava incrível ela ir parar em outro mundo mais fantástico do que o nosso, porém com os mesmo problemas sociais e políticos.

Nunca imaginei que eu fosse vivenciar algo ainda mais surpreendente do que a Alice vivenciou! Mas, foi o que aconteceu.

Recentemente descobri que algumas pessoas possuem criaturas mágicas que se auto intitulam seus protetores.

Essas criaturinhas são animais que, à primeira vista, parecem comuns: um coelho, um grilo, um cão, um gato, um pássaro,…

Quando o humano escolhido está preparado para a travessia, os animais se transformam em seres falantes, maiores e cobertos de armaduras, que se tornam os responsáveis por levar os seus protegidos ao mundo fantástico de onde realmente vieram.

Os protetores apenas se separam de seus escolhidos quando estes têm filhos, pois, assim são transferidos ao primogênito ou à primogênita. Dessa forma, as criaturinhas nunca morrem e continua intacta a tradição de levar seres humanos ao mundo das maravilhas para defendê-lo.

Ninguém sabe ao certo quando estará pronto, porém, os protetores sabem. Eles simplesmente sentem que a energia dentro da pessoa aumentou o suficiente para que se aguente a travessia e também para que eles possam usufruir dela durante a transformação.

Aparentemente, os protetores não conseguem armazenar muita energia no mundo em que vivemos e, por isso, precisam pegar a nossa emprestada para poder se transformar.

E foi assim que aconteceu comigo.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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Aviso: os trechos expostos foram copiados e colados de forma QUASE aleatória, sempre pegando algo do primeiro capítulo de cada livro. Portanto, é normal não fazer tanto sentido quanto deveria! rs…



{maio 14, 2012}   A Protegida e o Princípe

1º Capítulo

O forasteiro.

 

 

 

 

Katherine acordou agitada. Não agüentava mais permanecer naquele convento. Desde os dez anos, vivia naquele lugar isolado, aprendendo com padres e freiras o significado da vida de acordo com a visão religiosa.

Não era freira e nem noviça, era apenas uma órfã amparada por eles. As mais anciãs daquela clausura diziam que ela era a escolhida divina, a futura salvadora e, com base nessa crença, aconselhavam-na a estudar com determinação e se afastar de homens impuros.

Olhou pela janela, satisfazendo-se com a bela manhã que viera junto com o sol, e trocou-se. Estava faminta, mas não queria comer a mesma aveia com frutas e pão de todas as manhãs… Queria algo diferente. Saiu do quarto decidida a mudar a sua monótona rotina de vida.

– Ora essa! Parece-me que hoje não terei que acordá-la! – comentou a irmã Joana enquanto passava ao lado de Katherine. Ela era uma freira de 35 anos. Era um pouco amarga e rígida com os convivas, mas sempre que o padre Jorge, o mais jovem e gentil de todos os párocos daquele convento, lhe cumprimentava, seus jeitos mudavam, ela ficava mais tolerante. E, pelo que tudo indicava, o padre já a havia cumprimentado naquela manhã.

– Claro que não precisará, irmã Joana! – olhou-a com o canto dos olhos sem parar de andar. – Já estou acordada… Não é? – foi até o refeitório.

– Bom dia Katherine! Acordou cedo essa manhã! – cumprimentou uma freira idosa, a qual já lhe estendia uma bandeja farta com os mesmos alimentos de todas as manhãs.

– Sim irmã Clara… Não consegui permanecer mais tempo em minha cama hoje… – pegou a bandeja, fazendo uma leve careta ao ver a comida.

– Pelo visto, você está finalmente começando a se adaptar à rotina daqui. Logo, logo verá como é satisfatório seguir o mesmo caminho que nós, irmãs, escolhemos!

– Quem sabe, irmã Clara… – afastou da senhora com um sorriso gentil no rosto e sentou-se em um canto do refeitório. Tinha mil planos a elaborar naquela manhã. Pelo menos um dia em sua vida deveria ser diferente. – Preciso sair daqui… Pelo menos por alguns minutos… Mas como…? – sussurrava consigo mesma, como se o som de sua própria voz fizesse seu cérebro despertar e criar um novo plano que fosse desprovido de falhas.

– Frei Heitor! Veja! – a irmã Madalena mostrava um saco vazio ao frei. – As amêndoas acabaram e logo será a vez das batatas… Precisamos nos reabastecer!

– Sim… Sim… – o velho frei examinava o saco vazio. – Reúna três de nossas irmãs e vá até o mercado. Compre o necessário…

– Farei isso! – ao virar-se para fazer a convocação das freiras que a acompanhariam, a irmã Madalena deparou-se com Katherine, a qual exibia um grande e alegre sorriso.

– Não pude deixar de ouvir, irmã Madalena, mas a senhora está precisando de gente para ir às compras?

– Exato! E eu estava indo atrás de ajudantes antes de você bloquear o meu caminho Katherine!

– Hm… Desculpe, irmã Madalena. – deu mais um sorriso e tentou encenar a sua melhor feição de inocência. – Mas, a senhora poderia deixar que eu as acompanhasse até o mercado? Acredito que a minha ajuda seria muito valiosa, afinal, ainda sou jovem, estou no auge de meus 21 anos e poderia carregar com maior facilidade as sacas mais pesadas.

– Ora essa… Como a senhorita mesma disse, está no auge de seus 21 anos. É muito jovem para sair do convento. Ainda possui a carne fraca e é suscetível ás tentações, não passou tempo suficiente no convento para absorver toda a essência da pureza e a paixão pelo divino. Sem mencionar que não há a necessidade de nos acompanhar!

– Mas faz tanto tempo que eu não saio de trás desses muros… Acredito que seria de muita ajuda aos meus ensinamentos aprender algo fora deste divino lugar… Não? – ela continuava a exibir seu sorriso e um semblante inocente. – Eu estaria acompanhada das senhoras e, portanto, não me deixariam cairem tentação. E, além de serem minhas supervisoras, poderiam ser minhas tutoras e me ensinar, com exemplos reais e vividos, as conseqüências de quem se afasta do chamado divino…

– Hm… – a pobre freira encarou-a com olhos críticos. – Pergunte ao frei Heitor… Se este permitir a sua saída, poderá vi conosco…

– Muito obrigada, irmã Madalena! Irei agora mesmo pedir permissão ao frei! – e antes que a irmã Madalena pudesse reagir, ela deu um rápido abraço na freiraem agradecimento. Finalmente, ela poderia sair daquele lugar! Mesmo que fosse ficar breves horas fora do convento, não tinha importância. Já estava mais do que feliz em poder ver pessoas que não chamassem umas as outras de irmã o tempo todo e não usassem batinas o dia inteiro.

– Sairemos em cinco minutos. Seja rápida! – advertiu a freira, retomando o seu recrutamento para as compras.

– Eu serei! – Katherine saiu correndo para a direção em que frei Heitor havia ido minutos antes de interpelar a irmã Madalena. Ela estava confiante. O caridoso frei com certeza permitiria que ela saísse com as freiras. Ele sempre se compadecera do sofrimento de Katherine por se sentir presa ali. Como todos do convento, Heitor esperava que ela se habituasse a rotina dali e se tornasse mais uma ótima irmã. No entanto, eles não poderiam obrigá-la a nada. E era nisso que a jovem apostava sua liberdade. Mais cedo ou mais tarde ela conseguiria sair dali e viajar o mundo. Por enquanto, ela se contentaria em passar alguns instantes ao ar livre com as irmãs e esta ida acompanhada até a cidade não possuía motivo para ser negada pelo bondoso frei Heitor.

 

 

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– Katherine, se comporte! – irmã Madalena puxava a garota pela mão, impedindo que ela se distanciasse muito do grupo. – Pare de tentar correr para todo lugar garota! Mais parece uma criança desobediente do que uma mulher madura!

– Desculpe, irmã! Mas é que tudo parece tão novo para mim… Há anos não saio do convento. Havia me esquecido de como é o mundo aqui fora! – Katherine olhava extasiada para as barracas de feira ao seu redor. Tudo parecia tão simples e ao mesmo tempo tão cheio de detalhes que ela se sentia impelida a absorver o máximo daquela experiência.

– Este é o mesmo mundo que te maltratou, Katherine… – Madalena a deixara mais próxima de si. – Esse mundo pode ser cruel minha jovem. – apontou para os becos escuros, onde grupos de pessoas se reuniam para apostar dinheiro, contrabando e jovens garotas da vida. – Vê? Há luxúria, violência, ganância, vaidade, abuso, corrupção… Não posso deixá-la se aproximar disso! – apertou a mão da garota com força. – Frei Heitor me deixou como sua responsável! Não permitirei que caia em tentação e que se perca pelo seu caminho.

– Meu caminho… – murmurou a jovem, tomando cuidado para que a freira não ouvisse o pouco caso em sua voz.

Até onde Katherine sabia, ela era dona de sua própria vida e por isso, trilharia o seu próprio caminho. No entanto, todos naquele convento pareciam querer acertar o rumo dela, conduzindo-a por uma estrada por onde não queria caminhar. Ela acreditava em destino, porém, ela não conseguia crer que viver daquela forma era mesmo uma obra do divino acaso. Suspirou e seguiu andando ao lado da irmã, sem mais se aventurar a se afastar dela. A mão já estava vermelha com o aperto forte de Madalena e, aparentemente, mesmo que conseguisse se livrar dela, as demais irmãs que as acompanhavam não permitiriam que ela fosse muito longe. Mesmo um tanto afastadas dela, todas à observavam e tomavam o cuidado de não deixar nada e nem ninguém se aproximar demais. Katherine se sentia como um animal emboscado, sem um lugar por onde fugir.

– Irmã Madalena! – uma jovem freira, de aparentemente 25 anos, aproximou-se da freira mais velha e segurou-lhe os ombros com força. – Há um tumulto logo adiante! Eu vi pessoas voltarem correndo e ouvi algumas comentando de uma briga feroz entre dois cavalheiros. O que devemos fazer, irmã? – soltou os ombros de Madalena e apertou as próprias mãos com o nervosismo. – Eu sei que é o nosso dever ajudá-los, mas estamos com Katherine aqui! – passou os olhos pela garota parada ao lado da freira.

– Eu sei. – olhou para Katherine e depois voltou a encarar com determinação a jovem freira. – Irmã Kátia, vamos impedir que aqueles pobres coitados se matem! Ajude-me a chamar as outras irmãs!

– Mas e quanto à Katherine…? – sua voz falhava. Ela odiava violência e saber que uma briga tão séria estava acontecendo à alguns passos dali a deixava nervosa.

– Ela vira conosco! Sou sua responsável, não permitirei que nada de mal lhe aconteça! – respondeu alternando o olhar entre as duas jovens. – Agora vamos! Eu irei na frente com Katherine, você comunica as demais irmãs! – dizendo isso, Madalena saiu andando com largas passadas, arrastando consigo a garota.

– Irmã Madalena, o que faremos? – sentia-se confusa. Nunca participara de uma missão de apaziguamento antes. Já havia visto várias lutas nos poucos anos antes de ir viver no convento, quando era mais nova. No entanto, nunca se envolvera em nenhuma para saber o que fazer para apartar os duelantes. Ao menos imaginava que nunca se envolvera em nenhuma. Suas memórias antes dos 10 anos de idade eram nubladas e ela sabia que muita coisa estava perdida em seu inconsciente.

– Vamos colocar um pouco de bom senso na cabeça destas almas perdidas! – respondeu em um bufo. Não gostava de imprevistos ruins e complicados como aquele. Eles sempre surgiam no pior momento possível, nunca durante uma tarde calma, quando estivesse cem por cento disponível para resolver qualquer coisa.

Com largos e rápidos passos, as duas mulheres já se encontravam dentro de uma roda agitada, formada por alguns dos cidadãos daquela pequena cidade. Todos humildes camponeses e comerciantes que gritavam para os cavalheiros no centro de toda a confusão. Alguns berravam para que parassem com a briga, outros incentivavam, pedindo para que continuassem e jogassem um ao outro para longe dali.

– O que está acontecendo aqui? – gritou Madalena, assim que ela e Katherine se posicionaram frente ao grupo, a poucas passadas dos dois homens que esgrimavam no centro.

– Irmã! – uma mulher tocou-lhe o braço. – O senhor Ian está duelando com um jovem forasteiro!

– Isso eu posso ver, mulher! – respondeu grossa. Ela queria saber o motivo, e não o obvio que ela podia ver com os próprios olhos. – Me diga o porquê de duelarem para que eu possa fazer algo! – enquanto esperava que alguém lhe respondesse, aproveitou para olhar ao redor e percebeu que as demais irmãs já haviam chegado ao centro da confusão. Logo poderiam começar a agir.

– Parece que o forasteiro esta procurando por uma donzela! – respondeu uma outra mulher ao lado delas. – Não sei quem é! Mas ele a confundiu com a prometida do senhor Ian! – ela alternava o olhar entre a freira e Katherine. – Isso acabou gerando um desentendimento entre os dois e, para defender a honra da amada e a dele próprio, o senhor Ian está duelando com o forasteiro agora!

– Mas que grande besteira! – Madalena começava a se mover na direção dos dois, sendo acompanhada pelas demais freiras.

– Eu acho um pouco romântico… – comentou Katherine enquanto era arrastada para o meio da confusão. Percebeu que a freira havia ignorado o seu comentário. Contudo, não podai evitar de realmente achar a situação um tanto romântica. Duela por causa de uma dama era algo sempre contemplado em histórias de amor. Katherine desejava um dia poder usufruir desse amor que tanto lia nos três livros de romance que ganhara de uma jovem andarilha que certa vez pernoitara no convento.

Enquanto observava Madalena e as demais irmãs tentarem chamar pela razão dos dois cavalheiros, Katherine ficou observando a cena todaem silêncio. Osenhor Ian ela já havia visto algumas poucas vezes, no dia em que fora encontrada pelo frei Joaquim e durante as visitas que aquele senhor fazia ao convento para levar alguma doação ou para pedir por bênçãos. Contudo, não conhecia o garoto com quem ele duelava.

Deu um passo para frente, tentando ver melhor o rosto do rapaz. Ele possui cabelos ruivos com mechas alaranjadas. Katherine nunca havia visto alguém com uma cor de cabelo tão singular e, ao mesmo tempo, tão bela. Estreitou os olhos, tentando melhorar a visão. O garoto, no meio de uma defesa, virou o rosto e seus olhos se cruzaram. Katherine e o forasteiro se encaravam intensamente. Os olhos verdes como jade do rapaz pareciam presos aos olhos azuis safira da garota. A jovem prendeu a respiração e levou a mão ao peito, seu coração parecia dançar dentro dela. O forasteiro era o homem mais belo que já vira na vida. Ele possuía uma fisionomia delicada como a de um nobre e ao mesmo tempo revelava traços másculos e maduros como de um homem feito.

Katherine baixou o olhar quando sentiu o sangue subir-lhe o rosto. Por que se sentia tão encabulada? Não estavam fazendo nada demais. Ela estava simplesmente observando a confusão e queria conhecer melhor um dos autores de toda a baderna. E pelo o que podia imagina, o forasteiro, por sua vez, queria saber quem era a enxerida que não parava de encará-los de perto, sem fazer nada. Deveria ser isso apenas. Então, por que se sentia sem jeito diante do olhar dele?

Assim que desviou os olhos ouviu o barulho da pancada do metal contra algo macio, o som foi seguido de um dolorido gemido. Katherine levantou os olhos exaltada e viu o sangue jorrar do ombro direito do rapaz. Soltou uma exclamação alta de terror e levou as mãos à boca. Não queria nem um pouco que aquele forasteiro se machucasse.

– Senhor Ian! Não está nos ouvindo? – gritou a irmã Madalena. – Mandei largar esta espada em nome do Senhor! Pare com isso! – deu mais um passo a frente, novamente arrastando consigo a jovem. – Não vê que o rapaz já desistiu? Não cometa mais pecados, senhor Ian! Não o assassine!

– Eu não vou assassiná-lo, irmã! – respondeu entre um golpe e outro. – Quero apenas que este infeliz aprenda uma dolorida lição! – por poucos centímetros ele não arrancara a orelha do forasteiro, por muita sorte o rapaz conseguira bloquear o golpe a tempo. No entanto, o golpe quase certeiro fizera Katherine soltar um rápido grito de exasperação pelo jovem.

– O senhor ainda não aprendeu a perdoar, senhor Ian? – aproximou-se ainda mais, Madalena estava prestes a segurar o braço daquele homem alto, loiro e musculoso.

– Não aprendi! Ele me afrontou, desejando levar de mim a minha mulher! – desferiu um golpe pesado sobre a cabeça do forasteiro, o qual aparou a força do ataque com dificuldade. – E se a senhora se envolver na briga, também terá alguns membros decepados, como esse rapazola logo terá!

– Senhor Ian! – a freira parou em um sopetão, sentindo-se ofendida com a ameaça do burguês. Logo depois, Katherine sentiu a irmã Madalena puxá-la um pouco para trás e depois, afrouxar o aperto em seu punho. – Katherine, fique aqui! Vou até as outras irmãs decidir como abordaremos o senhor Ian! – bufou. – Com toda certeza este senhor está descontrolado! – encarou a jovem com um olhar sério e impositivo. – E a senhorita não se atreva a se envolver na briga! Fique aqui e impeça que alguém mais se envolva neste duelo sem sentido! – dizendo isso, soltou a garota e circundou os dois duelistas, indo se encontrar com as demais freiras posicionadas ao redor.

Enquanto observava tudo, sentia-se cada vez mais apavorada pelo jovem que enfrentava o forte burguês. Não sabia explica o porquê, mas alguma coisa naqueles olhos a havia fascinado. De uma forma estranha e inexplicável, ela se sentia ligada a ele, como se fossem destinados a algo ou, simplesmente, fossem antigos conhecidos.

Viu Ian se abaixar ao aparar um golpe de espada do forasteiro, porém, a defesa chamara a atenção de Katherine, o golpe havia sido fraco, o garoto ferido não possuía mais energia para atacar com força, então, por que o senhor burguês se abaixara daquele jeito?

A garota baixou o olhar e percebeu a mão livre de Ian escorregar para dentro da bota e puxar algo brilhante. Uma adaga! Ele iria atacar o forasteiro com duas armas, enquanto que o pobre coitado possuía apenas uma e estava em piores condições do que o burguês. Aquilo era covardia!

Sem pensar duas vezes, Katherine se atirou contra Ian, o qual, pego desprevenido, caiu ao chão junto com a garota. Com uma agilidade, que a própria jovem desconhecia ter, agarrou a adaga e a atirou longe. Depois tentou se arrastar até a espada e arrancá-la das mãos fortes de Ian. Contudo, assim que agarrou parte da bainha, sentiu algo prender seus cabelos e puxá-los para trás. Ela olhou para o lado e viu uma mão agarrando-a, obrigando a se curvar e expor completamente o pescoço.

– Como se atreve garota insolente! – arrancou a espada da mão frouxa de Katherine e puxou-lhe os cabelos com ainda mais força. – Vou lhe dar a devida lição antes de cuidar daquele forasteiro! – levantou-se, trazendo consigo Katherine. – Eu deveria ter te tornado uma escrava ou simplesmente ter te matado quando a vi! Uma criança abandonada na cidade, durante a época de fartura, é mau presságio para quem a encontra! – aproximou a espada, fazendo um leve corte no pele da jovem.

– Senhor Ian! Largue a menina! – gritou Madalena em desespero. – Largue-a, senão terei que prendê-lo na sala de purificação, e somente Deus sabe por quanto tempo ficará lá! – tentou ameaça-lo. Não adiantava tentar se aproximar e arrancar Katherine das mãos dele. Era muito arriscado. A lâmina estava próxima demais do pescoço da garota. Ele poderia matá-la em questão de segundos.

– Cale-se! – gritou nervoso. – Desde que a vi, só me atingiram desgraças! Encontrei prejuízo atrás de prejuízo em meus negócios! Perdi minha primeira esposa! A segunda fugiu com um comerciante. E agora, a terceira corre o risco de ser levada por este forasteiro! – berrava a plenos pulmões para que todos o ouvissem.

– O senhor não foi o único! O frei Joaquim estava junto com o senhor! – apontou um dedo acusador. – Aliás! Foi ele quem acolheu a garota e lhe deu toda a compaixão e todo o carinho do mundo! Você é o culpado por seus próprios desastres! – ergueu as mãos aos céus. – São castigos divinos por seus pecados! Talvez a garota fosse a sua chance de rendição! Mas, você desperdiçou tudo, julgando-a e a abandonando novamente!

– Chance de rendição? – riu descarado. – Não fui o único a cair em desgraça pelas mãos sujas dela! Veja o frei Joaquim! Ele a acolheu e o que recebeu em troca? A morte! – girou a espada no ar, por pouco acertando o jovem forasteiro que tentava se aproximar sorrateiramente do burguês.

– Ele morreu porque a hora dele havia chegado! – Madalena havia percebido a aproximação do rapaz e rezava para que ele conseguisse arrancar Katherine das mãos de Ian enquanto ela tentava a manter a distração com aquela conversa impura pela raiva vinda do burguês.

– Chegou porque a acolheu! – voltou a posicionar a espada sobre a jovem. – Chega de discussão! Tenho trabalho a fazer! – riu jocoso e encarou Katherine nos olhos. – Encontre seu julgamento menina! – gritou enquanto descia a lâmina em direção ao pescoço desprotegido da garota.

Como toda aquela confusão havia se voltado contra ela no final? Sempre se envolvia de impulso e agora iria pagar pela atitude impensada. Ao menos o jovem forasteiro estaria a salvo se ele aproveitasse a oportunidade para fugir dali. Katherine fechou os olhos, se preparando para a morte fria que a esperava. No entanto o corte não lhe atingiu o pescoço. No lugar de sentir a ferida, a garota ouviu o som agudo de lâminas se chocando. Abriu os olhos assustada e viu a espada do forasteiro bloquear o caminho da do senhor Ian.

– Sinto muito senhor, mas não permitirei que faça isso! – e juntando as forças que lhe restavam, empurrou com a sua a espada de Ian, o qual, surpreso, deixou que o objeto voasse para longe de sua mão. E com a outra mão livre, o rapaz puxou a garota para trás, tirando-a do meio do conflito. – O senhor pode me ferir e até me matar se desejar e se conseguir. Porém, não vou deixar que machuque essa dama! – posicionou-se protetoramente entre ela e o burguês.

– Já chega! Muito sangue já foi derramado aqui! – Madalena correu até o burguês e puxou os braços do homem para trás, o prendendo em seu aperto forte. A freira poderia já ser uma senhora, no entanto era robusta e ainda possuía muita força nos músculos. – Irmãs! Ajudem-me a deter este senhor! – chamou pelas demais enquanto tentava deter o contorcionismo do burguês que tentava escapar dela. – E teriam dois rapazes fortes que poderiam nos ajudar a levá-lo até a sala de purificação no nosso convento? – dito isso, dois homens altos e vigorosos se desprenderam da multidão que assistia a tudo pasma e correram até a freira, agarrando o burguês pelos dois lados, impedindo-o de fugir. – Muito obrigada! – agradeceu enquanto o soltava e se dirigia até Katherine e o forasteiro. – E muito obrigada a você também por tê-la defendido, meu rapaz! Vocês dois estão bem?

– Eu estou, irmã… – respondeu enquanto olhava para o próprio corpo. Logo depois, voltou o olhar para o forasteiro. – Mas acredito que ele não esteja tão bem assim. – apontou para o ferimento no ombro direito do rapaz.

– Bobagem… Estou ótimo! – respondeu com um sorriso singelo no rosto.

– Não seja tolo rapaz! Está sangrando… – aproximou-se do ferimento e começou a analisá-lo com cuidado. A freira conseguia admitir que a ferida não fora tão profunda, mas, da mesma forma, estava com um aspecto feio. Precisava ser tratada o mais breve possível. – Venha cá… – puxou-o com delicadeza para mais próximo e encostou a sua testa na dele, sentindo a temperatura. – Hm… ainda não está febril, mas acredito que logo ficará! A ferida está feia, meu caro rapaz! Precisa ser tratado! Venha conosco até o convento que lá nós possuímos os medicamentos necessários. – olhou para a garota ao seu lado. – Katherine, ajude-o. Vou pedir para que as outras irmãs se encarreguem de terminar as compras enquanto eu os acompanho. – dito isso, andou até as demais, levando poucos segundos para decidir tudo entre elas.

Assim que voltou aos cinco que iria acompanhar de volta ao convento, viu Katherine ajudar o forasteiro, passando o braço bom sobre seus ombros e suportando parte do peso dele. A aproximação da garota com o jovem não a agradou muito. Katherine deveria se manter pura. Homens poderiam corrompê-la com facilidade. Suspirou em desagrado e começou a caminhar ao lado deles. O rapaz parecia ser bom, talvez não influenciasse a inocente garota. Olhou para trás e viu os dois homens arrastando o senhor Ian. Bufou assim que seus olhos se cruzaram com os dele. Aquele burguês iria aprender uma bela lição.

 

 



{fevereiro 21, 2012}   Votação do livro! – Enquete

Eis uma enquetezinha para facilitar!

 

Beijos



{fevereiro 14, 2012}   Votação de livro!

Olá, leitores queridos que eu adoro!!

Como prometido, voltei para postar aqui um trechinho de cada uma das minhas obras, para que vocês possam votar na que mais lhes agradam.

A mais votada terá um pedaço postado a cada semana aqui no blog! (postarei toda quinta ou sexta-feira).

Então…

Vamos à votação?

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CONTO DE DRAGÕES

– O que está acontecendo? – Mariane, uma garota no auge de seus 20 anos olhava ao redor sem entender nada.

Não sabia como havia parado na cozinha, tentava vasculhar na memória o porquê de estar parada de pé, mas não adiantava. Sem lembrar como ou o motivo, estava ali, usando as roupas que mais gostava – um shorts e uma camiseta larga – mas nem mesmo quando havia se trocado conseguia se lembrar.

Começou a andar pela casa. Quem sabe sua mãe ou alguém fizesse idéia do que ela pretendia fazer? Quem sabe tinha ido comer ou beber algo? Não… Ela não sentia fome ou sede. Talvez tivesse ido atender ao pedido de alguém? Provavelmente.

Foi até a sala, ninguém.

Dirigiu-se até o escritório, ninguém.

Subiu para os quartos, todos vazios.

Resolveu dar uma espiada nos banheiros. Era difícil que todos da família estivessem usando o banheiro, mas não impossível. Mais uma vez, nem vestígio de sua família.

Parou para prestar atenção aos sons da casa. Se conseguisse ouvir as vozes de sua mãe, de seu pai ou de seu irmão, saberia onde estariam. Mas estava tudo, irritantemente, quieto. Nem o som de suas mascotes ela conseguia ouvir.

Será que aquela casa era mesmo a sua?

Será que simplesmente não havia entrado na casa errada e ainda não tinha percebido?

Olhou ao redor e tudo indicava que ali era o seu lar, mas queria ter certeza absoluta. Era impossível não haver ninguém ali daquele jeito! Entrou no quarto que supostamente seria o seu. E sim. A casa era sua. Aquele, definitivamente era o seu quarto cheio de bibelôs, livros e roupas espalhadas por todo lado.

– Estou em casa mesmo. Mas cadê todo mundo? – a casa estava completamente vazia e silenciosa. Ninguém, nem suas cadelinhas, estavam ali dentro, em nenhum cômodo, tudo vazio.

– Será que saíram? Me largaram sozinha aqui? – falar consigo mesma parecia idiotice, porém a tranqüilizava. Foi até a garagem, os carros ainda estavam ali.

Abriu o portão e foi até a rua. Não havia ninguém por perto. Não havia nem sequer o som de carros ou de pessoas andando pela cidade. Nem ao menos algum cachorro passando pela rua ou algum passarinho cantando. Estava tudo deserto e silencioso.

– O que está acontecendo? Cadê todo mundo? – começou a correr pela rua, sem se preocupar em fechar o portão. – MÃEEEE! PAAAII! WIIILL! CADÊ VOCÊS? – enquanto corria, ouviu um som estranho, parecia-se com um rugido ao longe.

Parou de correr, olhou ao redor e não viu nada. Provavelmente o pânico de estar sozinha a estivesse levando a ouvir coisas.

– EEEEIII!! ALGUÉM ME ESTÁ OUV… – antes que terminasse a frase, ouviu outro rugido e dessa vez mais forte, como se estivesse se aproximando. O som vinha de cima e com certeza não era a sua imaginação! Não estava apenas ouvindo coisas. Algo vinha pelo céu.

– Mas o que diabos é isso? – olhou para cima procurando por algo. O som se repetiu ainda mais forte, mais próximo. E dessa vez ela pôde ouvir outros rugidos. O que quer que fosse, não estava sozinho.

Começou a ventar e o som estava ficando cada vez mais alto. Sentiu seu corpo se arrepiar inteiro. Mariane não sabia o que estava acontecendo. Estava sozinha e algo estranho se aproximava.

Obrigou suas pernas a correrem de volta para casa, mas na metade do caminho ouviu o rugido novamente. Estava bem acima de sua cabeça! Ela congelou no lugar, não conseguia mais se mover. Com muito custo olhou para o céu e, naquele momento, viu a imagem mais linda e ao mesmo tempo mais assustadora e bizarra que já havia visto em sua vida.

Sobre sua cabeça um grupo enorme de dragões, das mais diversas cores, formatos e tamanhos, voava pelo céu.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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A DEUSA DAS BATALHAS

Nããããoooo!! – berrou Rinka enquanto sentia se levantar bruscamente. Ela estava de pé há poucos instantes, como é que agora estava se levantando? Olhou ao redor e percebeu que estava em sua cama. – Foi… Foi apenas um sonho! – ela enxugou o suor de sua testa e soltou um suspiro aliviado. Aquele sonho, por mais simples que tivesse sido, havia mexido muito com ela. Era como se ela estivesse perdendo algo de real importância, mas não conseguia descobrir o que.

Após ter acordado por causa do sonho, Rinka não conseguiu dormir facilmente. Ela ainda se sentia dentro dele. Como se ainda não houvesse acabado, como se ainda estivesse sonhando. Agarrou o travesseiro, tentando se obrigar a dormir, enquanto uma pergunta ainda a atormentava… Aquele sonho fora verdadeiramente real ou apenas mais um fruto de sua imaginação?

 

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– HAAAAAAAA! TÔ ATRASADA!! – gritou enquanto se levantava da cama rapidamente e saiu correndo do quarto.

– Oi, maninha!! – Miriam alegrou-se ao esbarrar com sua irmã mais velha no corredor. Ela amava Rinka. Era como uma segunda mãe para ela. Miriam sabia que sua idolatria por Rinka as vezes chegava a ser ridícula, mas não conseguia evitar de se sentir assim perto dela, por mais que tentasse disfarçar quando estavam fora de casa.

– Bom dia, Mi! – respondeu com um sorriso, passando pela irmãzinha e entrando na cozinha. – Bom dia mãe, bom dia pai! – cumprimentou enquanto pegava apenas um bolinho de cima da mesa e saía pela porta dos fundos.

– Não vai tomar o café, filha? – Nadia se preocupava com a saúde da filha. Ela tinha acabado de se recuperar de um resfriado e quase todas as manhãs eram daquele jeito. Nadia queria que a filha se alimentasse direito para não ter uma recaída e ficar gripada novamente.

– Não! Eu tô atrasada!! – gritou em resposta, já abrindo o portão de casa e saindo para a rua.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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A PROTEGIDA E O PRÍNCIPE

– Katherine, se comporte! – irmã Madalena puxava a garota pela mão, impedindo que ela se distanciasse muito do grupo. – Pare de tentar correr para todo lugar garota! Mais parece uma criança desobediente do que uma mulher madura!

– Desculpe, irmã! Mas é que tudo parece tão novo para mim… Há anos não saio do convento. Havia me esquecido de como é o mundo aqui fora! – Katherine olhava extasiada para as barracas de feira ao seu redor. Tudo parecia tão simples e ao mesmo tempo tão cheio de detalhes que ela se sentia impelida a absorver o máximo daquela experiência.

– Este é o mesmo mundo que te maltratou, Katherine… – Madalena a deixara mais próxima de si. – Esse mundo pode ser cruel minha jovem. – apontou para os becos escuros, onde grupos de pessoas se reuniam para apostar dinheiro, contrabando e jovens garotas da vida. – Vê? Há luxúria, violência, ganância, vaidade, abuso, corrupção… Não posso deixá-la se aproximar disso! – apertou a mão da garota com força. – Frei Heitor me deixou como sua responsável! Não permitirei que caia em tentação e que se perca pelo seu caminho.

– Meu caminho… – murmurou a jovem, tomando cuidado para que a freira não ouvisse o pouco caso em sua voz.

Até onde Katherine sabia, ela era dona de sua própria vida e por isso, trilharia o seu próprio caminho. No entanto, todos naquele convento pareciam querer acertar o rumo dela, conduzindo-a por uma estrada por onde não queria caminhar. Ela acreditava em destino, porém, ela não conseguia crer que viver daquela forma era mesmo uma obra do divino acaso. Suspirou e seguiu andando ao lado da irmã, sem mais se aventurar a se afastar dela. A mão já estava vermelha com o aperto forte de Madalena e, aparentemente, mesmo que conseguisse se livrar dela, as demais irmãs que as acompanhavam não permitiriam que ela fosse muito longe. Mesmo um tanto afastadas dela, todas à observavam e tomavam o cuidado de não deixar nada e nem ninguém se aproximar demais. Katherine se sentia como um animal emboscado, sem um lugar por onde fugir.

– Irmã Madalena! – uma jovem freira, de aparentemente 25 anos, aproximou-se da freira mais velha e segurou-lhe os ombros com força. – Há um tumulto logo adiante! Eu vi pessoas voltarem correndo e ouvi algumas comentando de uma briga feroz entre dois cavalheiros. O que devemos fazer, irmã? – soltou os ombros de Madalena e apertou as próprias mãos com o nervosismo. – Eu sei que é o nosso dever ajudá-los, mas estamos com Katherine aqui! – passou os olhos pela garota parada ao lado da freira.

– Eu sei. – olhou para Katherine e depois voltou a encarar com determinação a jovem freira. – Irmã Kátia, vamos impedir que aqueles pobres coitados se matem! Ajude-me a chamar as outras irmãs!

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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AS ESCOLHIDAS

– Poderia saber o que as donzelas tanto têm para conversar? – perguntou o professor parado logo atrás delas com uma feição séria e, ao mesmo tempo, desafiadora.

– Desculpa! – com o susto, as três se desculparam em uníssono.

– Tudo bem! – começou a caminhar de volta para a frente da sala e parou, olhando-as com um sorriso pequeno nos lábios. – Mas se eu as pegar conversando novamente, terei que comunicar essa falta de atenção à coordenação! – se voltou para a lousa, fazendo com que as três amigas respirassem fundo de alívio.

Durante a aula, Trinix ficou olhando pela janela, entediada com a aula de física. Ela estava procurando algo que a distraísse, quando viu a imagem de um garoto lindo, aparentemente de sua idade. Ele tinha cabelos curtos e escuros e seus olhos eram de um azul magnífico e extremamente escuro. Estava vestido com roupas estranhas, pareciam roupas medievais de algum arqueiro ou caçador, cheia de panos e detalhes. Se tivessem algum bordado brilhante, dourado ou prateado, ele seria facilmente atribuído à imagem de um príncipe.

Ele a estava encarando fixamente, como se ela fosse a estranha ali, como se fosse algo novo e ao mesmo tempo ameaçador. Apesar da aparência linda dele, aquele olhar firme e intimidante a estava aborrecendo. No momento em que o viu, ela se espantou, depois, ficou aborrecida com o afronto do garoto, mas, no final, acabou ficando intrigada em saber quem era.

Trinix pensou em mostrá-lo a suas amigas e olhou para o lado para tentar chamá-las, contudo, ela se lembrou da advertência que o professor dera e desistiu. Quando olhou pela janela novamente o estranho havia desaparecido. Ela tentou procurá-lo com o olhar, porém, foi inútil. Ele havia realmente desaparecido!

– Que estranho… Para onde será que ele foi? – comentou em sussurros para si mesma, como se, ao fazer isso, ela pudesse encontrar a resposta dentro da própria mente.

Assim que o sinal bateu, Trinix correu para a janela, à procura do seu estranho garoto de olhos azuis-escuros, mas não obteve sucesso. Quem, afinal, era ele?

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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AS GUARDIÃS DA FÊNIX

O COMEÇO

– Ok… Certo… – concordou, balanço a cabeça para tentar afastar os demais pensamentos. – Voltando ao raciocínio… Como você disse, filha, Harry Potter tem muita coisa a ver com o nosso mundo. E Fantasy seria como aquela escola que eles vão no filme…

– Hogwarts?

– É… Isso… – não sabia se esse era mesmo o nome certo, pois não era muito fã de literatura, mas, ele sabia que a filha o era e por isso, tudo o que ela dissesse referente à livros e palavras, provavelmente estaria certo. – Só que Fantasy é mais como uma universidade ao invés de escola, sabe? Lá, você vai aprender o básico no primeiro ano e depois, as coisas começam a se complicar…

– Vou ter que entregar algum TCC no final do curso? – Lilith perguntou pesarosa.

Pelo o que ela sempre ouviu falar, os TCC’s eram os responsáveis pelos piores pesadelos de jovens universitários. E se eles já eram ruins em cursos “normais”, não queria nem imaginar como eles seriam em cursos que envolvessem magias.

– TC… O quê?

– TCC, pai. – revirou os olhos, impaciente. – Você sabe… Trabalho de Conclusão de Curso. Aqueles trabalhos monstruosos e complicados que universitários são obrigados a entregar no final do curso, para conseguir se graduar.

– Ah sei… – mordeu o lábio.

Selso não gostava de abreviações. Sempre se atrapalhava com elas, a menos que fossem termos voltados para política. Ele gostava de política e por isso, considerava fácil guardar as siglas.

– Bom… Você será avaliada na prática.

– Na prática? – arregalou os olhos assustada e confusa com a resposta do pai. – E o que seria essa “na prática”?

– Conjurar feitiços, preparar poções, quebrar maldições, defender-se de ataques mágicos. Essas coisas… – respondeu como se tudo aquilo fossem coisas naturais de se fazer.

– Hum… – agora Lilith considerava os TCC’s as coisas mais fáceis do mundo de se lidar.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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ERA DE LODOSS

Samantha abriu os olhos, esforçou-se para levantar o corpo, sentou em sua cama, colocou uma das mãos sobre o rosto e com a outra puxou o relógio para ver as horas. Assim que a latência do sono diminuiu um pouco e os números ficaram mais legíveis, a garota decidiu se levantar.

– Que sonho mais estranho… – devagar e ainda sentindo-se sonolenta, ela colocou o uniforme e caminhou até a cozinha. – Bom dia mamãe… Bom dia papai… – pegou o lanche que sua mãe havia deixado em cima da mesa e o colocou na mochila com delicadeza, para não amassar e nem derramar nada.

– Não vai tomar café, filha? – a Silvia, mãe de Samantha, serviu-se de uma xícara de café enquanto observava a filha guardar o lanche que havia preparado.

– Estou sem fome, mãe! – abriu a porta e ajeitou o uniforme.

– É hoje a sua apresentação de teatro? – Luis, pai da garota, virava as páginas do jornal matinal da cidade, atrás de alguma matéria que o interessasse.

– Sim! – olhou para os pais e os viu começarem a fazer aquela fisionomia com a qual estava tão familiarizada. Era a fisionomia que faziam sempre que iriam lhe dar uma desculpa. – Mas… Vocês não precisam ir se não quiserem, ninguém é obrigado a comparecer! – ensaiou um sorriso no rosto para tentar tranqüilizá-los e colocou a mochila nas costas.

– Sinto muito, filhinha, mas… Hoje eu vou ter que ficar até mais tarde na loja…  – Silvia terminou de beber o café e encheu a xícara com o chá que estava no bule a sua frente.

– E eu vou ter uma sessão hoje no escritório… – Luis colocou o jornal de lado e ofereceu um sorriso singelo para a filha.

Esta cena já havia se tornado algo comum dentro da família. Não significava que os pais de Samantha não a amassem, ao contrário, eles a amavam demais, mas precisavam seguir a rotina de seus empregos para conseguir continuar levando o dinheiro que pagaria as despesas necessárias para o futuro da querida filha. Eles julgavam ser necessário fazer alguns sacrifícios em troca de um bem maior, o amanhã de Samantha.

– Tudo bem… – retribuiu o sorriso do pai e atravessou a porta. – Tchau! – fechou-a, tentando não pensar na falta que seus pais fariam em sua apresentação e saiu correndo para não chegar atrasada ao colégio.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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KANITE WORLD

Há muitos séculos, em uma Era diferente de todas as que já vimos em livros de história ou que já tenham sido presenciadas por qualquer ser vivo…

Muitas criaturas, que seriam fictícias para nós, pertenceram àquele tempo, ou melhor, nasceram e morreram naquela Era, muitos, perdendo a oportunidade de prosseguir com a espécie.

Youkais (demônios animais), vampiros, druidas, feiticeiros, fadas, dragões, duendes, anjos, mutantes, demônios, sereias, elfos, deuses,… Ou seja, humanos, criaturas e animais com poderes ou com qualquer outra característica que não possa ser explicada pela ciência dos simples mortais, conseguiram mudar a história, com uma simples frase, a qual era proferida como um mantra durante a tal Era: “Luto porque vivo, amo e sonho… Eu sonho, amo e vivo porque luto… Se não lutasse… Estaria desistindo de tudo isso, do amor, dos sonhos e da vida!”

(“Luto porque vivo, amo e sonho… Eu sonho, amo e vivo porque luto… Se não lutasse… Estaria desistindo de tudo isso, do amor, dos sonhos e da vida!”).

Ela era uma Era Mágica, mas não só por causa de seus seres, mas por causa de sua essência! Esta a qual lhes falo é a Era de Kanite! (Kanite !)

Kanite nasceu da união entre quatro grandes Deuses. Estes representavam os quatro elementos que sustentavam a vida e grande parte do universo: água, fogo, terra e ar.

Os deuses da água e do ar eram conhecidos como os Deuses Celestes, e os da terra e do fogo, como os Deuses Terrestres. Os seres de Kanite acreditavam, de forma correta, que o ar e a água podem alcançar os céus, enquanto que a terra e o fogo não conseguem tal feito, apesar de serem imensamente poderosos em terra firme.

Com o passar dos tempos, alguns desses deuses entregaram seus corações, assim, os Deuses Celestes, Elgards e Medina casaram-se. E, logo após, os Deuses Terrestres, Golbery e Liandra também se uniram em matrimonio. E destes casamentos originaram-se seus filhos: os seres que habitavam Kanite World.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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O DESTINO DA ESCOLHA

– Com licença, senhor! – Jorge, que estava fazendo uma ronda na praça, encontrou o homem no banco, sem reação alguma. – Com licença, senhor, desculpe, mas… Não pode ficar dormindo aqui! É… – parou rapidamente de falar quando tocou a pele daquele senhor e a sentiu totalmente fria. – O senhor está bem? – Jorge o sacudiu levemente com uma das mãos. Enquanto o chacoalhava, percebeu um ligeiro filete de sangue escapando da boca e do pescoço. – Senhor? – resolveu pegar seu pulso, mas isso já era desnecessário. O homem estava morto! – Droga! Tinha que ser justo no meu turno? – pegou o rádio e pediu que enviassem uma ambulância até a Praça das Águas. Olhou, novamente, para o homem e sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha, benzeu-se. O que poderia ter matado aquele homem?

Alguns minutos após o chamado, a ambulância chegou ao local e recolheu o corpo. Apesar de seu trabalho ser recolher pessoas quase mortas e não mortos, não podiam largar o corpo daquele pobre senhor lá na praça até que o furgão do IML chegasse. Somente hoje, dariam uma ajudinha aos amigos e levariam o corpo ao necrotério.

Mayara acordou após o meio dia, estava de férias no serviço, não precisava acordar cedo por enquanto. Poderia dormir e acordar quando quisesse. Teria algum tempo para poder esperar por seu tão misterioso “amigo”. Onde será que ele estaria?

Foi até a cozinha, pegou um suco de laranja na geladeira, serviu-se de um farto copo da bebida e foi novamente até a sacada. A porta permanecia aberta, mas nenhum vestígio de que tivessem passado por ela.

Que desapontamento!

Será que nutria um desejo impossível de se realizar?

– É… Você não apareceu… Mais uma vez… Você não pareceu… – voltou ao quarto, abriu a janela e ficou a admirar as lindas árvores que a Praça das Águas tinha.

Reparou em uma ambulância saindo de lá. O que havia acontecido? Algum acidente envolvendo assaltantes? Ou a pessoa foi apenas mais uma vitima do acaso? Não tinha tempo para tentar descobrir o que era, tinha que ir buscar sua linda sobrinha na escola, havia prometido à irmã que pegaria Laura na escola de inglês, já que Beatriz não podia mais sair de carro ou andar longas distâncias por causa do oitavo mês de gravidez.

Olhou para o relógio. Á que horas a sobrinha saia da aula, mesmo? Apoiou-se na parede enquanto pensava. Sentiu como se algo passasse como um fleche por sua memória e se lembrou. Ela sairia à uma da tarde! Olhou para o relógio mais uma vez… Estava atrasada!

Trocou-se rapidamente, saiu do apartamento sem se importar muito em fechar a janela e a porta da sacada. Tinha que correr. Não queria deixar a querida sobrinha esperando.

Foi até a garagem e pegou a sua moto. Uma Honda preta, linda, sempre brilhante por causa dos muitos cuidados que Mayara dedicava a ela. Aquela moto era como se fosse de estimação.

Saiu apressada. Provavelmente Laura já estivesse saindo da aula. Passou correndo pela praça, sem se importar muito em tentar descobrir o porquê de a ambulância ter parado por ali. Afinal… Estava com pressa, não podia mais perder tempo!

Após alguns minutos de exasperação e muita corrida, passando por sinais já amarelos e cruzando os espaços vazios entre os carros para evitar congestionamentos, Mayara conseguiu chegar até a escola de inglês.

Mas, apesar de toda a correria, não conseguiu chegar antes que a aula acabasse e Laura já a esperava no portão.

– Desculpe o atraso Lá! Perdi a hora! – desculpou-se enquanto retirava o capacete e estendia outro para a sobrinha.

– Tudo bem tia May… Eu saí faz pouco tempo! – Laura, colocou o capacete e subiu na moto, deixando o material entre ela e a tia, para que não caísse.

Mayara esperou a sobrinha terminar de se ajeitar e saiu com a moto. Agora não estava mais com tanta pressa, não precisava correr ou fazer todas aquelas loucuras que havia feito para tentar chegar a tempo. Precisava dar um bom exemplo e zelar pela segurança da sobrinha que agora a acompanhava.

– Lá… O que você acha de pararmos em uma sorveteria, pegar um sorvetinho e dar uma volta por aí? – perguntou enquanto esperava o sinal abrir.

– Acho legal! – pegou o celular e o colocou com uma das mãos por baixo do capacete. – Só me deixa avisar a minha mãe que vou sair com você… – enquanto ligava para a mãe, com a mão que estava livre do celular, ela segurava a cintura da tia, para que não caísse quando Mayara desse a partida na moto.

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– Como será que esse homem morreu? – Tomé olhava de tempos em tempos pela janelinha que ficava dentro da ambulância. Queria vigiar o corpo, estava apreensivo.

– Deve ter sido assaltado, tentou revidar e os canalhas deram cabo da vida do infeliz… – respondeu Leandro, batucando as mãos no volante enquanto esperava o sinal abrir.

– Tem certeza? – fechou a janelinha. – Você viu as marcas no pescoço do cara? Até parece coisa de… Vampiro… – Tomé benzeu-se.

– Ha, ha, ha, ha… Vampiro? Tá doido Tomé? Desde quando este tipo de coisa existe? – Leandro ria enquanto dava partida no carro. – Andou assistindo muitos filmes de terror, ein!

– Não tô de brincadeira, não! – abriu novamente a janelinha e ficou a observar o defunto, como se esperasse que ele levantasse a qualquer momento. – Você não viu as marcas no pescoço? São dois buraquinhos, que nem aqueles que dizem que os vampiros fazem no pescoço da gente quando mordem… O maldito deve ter-lhe sugado a vida!

– Ora Tomé… Deixa de paranóia… – Leandro deu uma breve olhada na direção do amigo. – E vê se deixa o cidadão em paz! Ninguém gosta de ser observado. Respeite a morte do infeliz! Dá-lhe o descanso merecido, homem! – com uma das mãos fechou a janelinha. – Você vai ver… Quando fizerem a autópsia, vão dizer que o pobre coitado morreu devido a um golpe certeiro na nuca, ou por overdose de alguma droga injetada diretamente na artéria dele. Não vai haver nada sobre ter sido sugado até a morte…

– Sei não Andro… Tomara… – se acomodou no banco, ligou o rádio e fechou os olhos. Queria tentar dar razão ao amigo e esquecer aquele defunto.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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OS ANJOS DA GUERRA

Em um lugar onde anjos descansam e meros humanos não entram…

Um Anjo chamado Yuri estava em frente a um lindo quadro, o qual retratava, com delicadas cores e sutis pinceladas, a paz que havia entre mortais e celestes.

– Lindo, não? – um anjo com magníficas asas, havia se aproximado delicadamente de Yuri.

– É o meu preferido, Kaory… – respondeu Yuri sem se virar para encará-la. Ela estava parada ao seu lado, mas ele referia continuar a admirar a bela pintura a sua frente.

Kaory era magnífica! Suas asas eram formidáveis, de um tom gelo com sutis mesclas arroxeadas. Alguns anjos, assim que são convocados a participar do paraíso celeste, preferem abdicar de suas antigas formas e adotar o aspecto andrógeno, comum entre eles. Mas Kaory ainda mantinha a aparência de quando era humana, mesmo que isso diminuísse seus poderes angelicais, ela preferia assim. Já era considera suficientemente forte e não via necessidade de abdicar de seu corpo torneado e sua impressionante cabeleira ruiva. Não o fazia por vaidade e sim por apego por uma vida que sentia saudade.

– Ele me faz lembrar o motivo de nossa missão… – ela colocou a mão sobre ombro do formoso anjo.

– Restabelecer o elo entre humanos e anjos! – lembrou-se o anjo.

Assim como Kaory, Yuri também mantinha sua antiga aparência. Ele era tão forte quanto a companheira e sentia tanta falta quanto ela de sua vida passada. Suas asas eram maiores do que as de Kaory e possuíam um leve tom prateado sobre o branco brilhante. Seu corpo era resistente, com salientes músculos. Seus cabelos eram curtos e ruivos como os de Kaory.

– Esse motivo, nós nunca esqueceremos, não é irmão… – Kaory encarou os olhos azuis e cintilantes que haviam acabado de se voltar para ela.

– Naomi e Toya! – Yuri sua voz havia saído pesada. Seu amargurado olhar estava preso aos olhos azuis esverdeados, cheios de brilho de sua irmã.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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OS CAÇADORES

– Posto seis, pronto!

– Posto quatro e três, preparadas!

– Posto cinco, tudo certo!

– No posto dois tá tudo preparado também! – apenas baixa estática se ouvia pelo fone do walk tok. – E no posto um? – silêncio novamente. – Lariane! – chamou em um tom imponente.

– Estou prontinha, meu amor! – ouviram-se risadas abafadas depois da resposta inesperada. – Quando você mandar! – avisou quando percebeu que o som de risos diminuía.

– Então, no três começamos! – um suspiro se fez ouvir através da ceve interferência da estática. – E vê se não me assusta garota…

– Eu sei me cuidar, querido… – sorriu, deliciando-se com a preocupação dele. – Câmbio e desligo! – ela não desligara o walk tok, mas simplesmente avisara que a conversa deveria acabar por ali. Todos fizeram o mesmo, mantiveram seus aparelhos ligados e, mais uma vez, o silêncio permanecia quase absoluto.

Além da falta de vozes, também havia a ausência de sons pela mata. Parecia como se toda criatura viva que estivesse por ali soubesse o que eles estavam prestes a fazer. Até o vento havia se aquietado e para Lariane isso era uma vantagem na operação, desta forma, o cheiro deles não seria espalhado e os flagraria.

– Um… – ouviu-se a mesma voz de antes. – Dois… – a expectativa crescia. – Três!

Uma explosão, ensurdecedora para os mais sensíveis, atingiu a calmaria tensa do lugar. E mais outra se seguiu depois desta, cada vez mais perto de um buraco grande, cavado no solo.

Em resposta à explosões cada vez mais próximas de sua toca, uma criatura gigantesca saiu correndo buraco a fora, procurando por algum responsável pelo suposto ataque. A sua velocidade e os movimentos ágeis chegavam a ser impressionantes, transformando-a em um enorme vulto por alguns segundos.

Lariane observava tudo do alto de uma árvore, próxima à aparente cratera no chão. Assim que viu seu alvo sair da toca, preparou a arma com os dardos tranqüilizantes. Ela percebeu a velocidade incrível e também viu os dardos dos companheiros errarem a mira. A garota precisava retardá-la.

Contou os segundos precisos e preparou para saltar do galho. Ficou em uma posição em que tornasse o peso de seu corpo ainda mais favorável durante a investida.

No tempo exato, ela saltou sobre a criatura, a qual, surpresa com a ousadia inesperada, tropeçou nas próprias patas e retardou a corrida.

Lariane se posicionou nas costas daquele estranho animal e aproximou o cano da arma do pescoço do alvo, disparando duas vezes seguidas. A criatura tombou e a garota se posicionou ao seu lado.

– Foi mal… – sussurrou enquanto retirava os dardos vazios daquele grosso pescoço. Olhou com cuidado para um dos responsáveis pela missão do grupo ali. Agora que estava imóvel, estatelado pelo chão, ela podia realmente ver o quão grande era. Se fosse para compará-lo com algo, seria com o abominável homem das neves. Mas, Lariane nunca havia visto algo daquele tipo em toda a sua vida.

O animal tinha pêlos espessos e negros, com várias mechas avermelhadas que se acumulavam principalmente ao redor do dorso. A criatura podia andar sobre as duas patas traseiras normalmente se quisesse. Não possuía orelhas, apenas pequenos ouvidos escondidos sob a pelagem. Sem mencionar que era um ser vigoroso, com músculos rígidos e garras enormes, extremamente afiadas. Lariane não conseguia ver as presas e os olhos, pois o pobre animal caíra de cara no chão.

Tentou se aproximar mais e arriscar virar a cabeça dele. Queria realmente ver como era. Caso alguém reclamasse, ela diria que não queria que o alvo sufocasse com a boa enfiada na grama e o fofinho enterrado na terra.

Assim que conseguiu virara cabeça, ouviu o barulho de passos se aproximando. Levantou-se em alerta, deixando o rosto da criatura virado para o lado. Nem ao menos tivera tempo de dar uma olhada decente naquele rosto.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UM MUNDO NOVO

– Quem era aquele garoto? – ligou o chuveiro enquanto esfregava os olhos, novamente pesados de sono. – E por que eu não reagia? Era tão natural… – despiu-se e entrou debaixo da água quente que caia do chuveiro, deixando que ela escorresse pelo seu corpo. – Parecia que eu o conhecia e que nós já… – um arrepio percorreu-lhe a espinha e resolveu tentar desviar o pensamento.

Kayra já estava debaixo do chuveiro há mais de meia hora. A água lhe dava tranqüilidade e a ajudava a pensar melhor. Sem mencionar que ela estava em férias e não precisava se preocupar com horários, apenas com o fato de não passar o mês todo dormindo.

Pegou o sabonete e se ensaboou, colocou seu corpo na água e tirou todo o sabão. Depois fez o mesmo processo com o shampo e com o condicionador no cabelo. Quando decidiu que havia ficado tempo suficiente ali, desligou o chuveiro. Já sentia-se satisfeita e com uma sensação ótima de leveza.

Pegou a toalha, se enxugou, olhou para o espelho e viu uma garota no auge de seus 18 anos, com cabelos ondulados e ruivos que lhe caiam sobre os ombros.

O busto não era avantajado, mas também não era pequeno. Sua cintura era fina e seus quadril e coxas eram fatos.

Sua pele era sedosa e macia, com leves marcas de biquínis. Virou-se de lado para o espelho e enrolou-se na toalha. Pegou a pasta de dentes, os escovou e colocou água na boca, enxaguando-a. Terminou de se secar e voltou a se olhar no espelho.

– Eu não sou mais uma criança. Eu não sou mais a mesma garotinha inocente. – colocou a mão sobre o espelho. O que ou quem ela estava tentando convencer?  – Eu já sou uma… – mas, antes que pudesse completar a frase, a imagem que observava tinha se tornado diferente no espelho.

No reflexo ela não estava mais de toalha e com os cabelos bagunçados e molhados, mas vestida com um magnífico vestido branco, cheio de bordados roxos e delicados. Em sua cabeça descansava uma esplêndida coroa e sua desgrenhada cabeleira tinha se transformado em cachos lindo e perfeitos.

– O quê? – estava incrivelmente impressionada e pasma. – Mas essa… – arregalou os olhos assustada. – Sou eu!? – quando tentou se aproximar mais para ver melhor, a imagem voltou ao que era antes e o seu reflexo com uma toalha reapareceu.

Kayra sacudiu a cabeça e olhou para o espelho novamente, no entanto, nada havia mudado. Convenceu-se de que aquilo era apenas um fruto de sua imaginação e saiu do banheiro com a toalha no corpo.

– Acho que estou vendo coisas! Tenho definitivamente que parar de pensar naquele sonho. – ela jogou a toalha sobre a cama. – Isso está me deixando louca!! – fechou a porta, andou até o armário e o abriu. – Vejamos… O que vou vestir hoje?

Estava um dia quente, então ignorou as roupas pesadas e compridas, passando os olhos por uma saia e uma blusinha de alça.

– Já sei! – pegou aquelas peças de roupa e as vestiu.

Logo depois foi até a cozinha, olhou para a mesa do café sem muita fome. Sentou em sua cadeira de costume, pegou um pouco de leite e meio pedaço de pão.

Enquanto arrumava a mesa, viu um bilhete na geladeira. Deixou um pouco de lado o que estava fazendo e foi até ele, tirando-o de lá e lendo-o.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UMA GRANDE AVENTURA

Além do som natural de passaros cantando pela manhã, no quarto de uma garota havia o som de algo mais… O som irritante de um despertador.

– Ah não… – Fabiula procurava pelo despertado sem tirar a cabaça debaixo do travesseiro. Ela estava morrendo de sono e odiava acordar cedo aquela campainha irritante sempre a irritava pelas manhãs.

– Vamos filha… Levanta! Você não quer chegar atrasada na escola, ou quer? – a voz de sua mãe, a qual havia acabado de entrar no quarto, por algum motivo, a fazia sentir-se mais desperta.

– Ta, mãe! Já estou indo! – se levantou devagar, desligou o irritante despertador, pegou o uniforme guardado da gaveta e foi até o banheiro.

Durante o seu habitual banho matinal, o qual a acordava completamente, ela pensava no sonho que tivera. Nele, ela, finalmente, se encontrava com amor de sua vida, com o garoto ideal. Mas, infelizmente, assim que acordou, além do sonho ter acabado, o rosto daquele maravilhoso menino havia desaparecido de sua memória. Por mais que ela se esforçasse para lembrar, não conseguia ter nenhum avanço.

– Filha! Vai logo nesse banho!

– Já estou saindo!

Desligou o chuveiro e começou a se secar. Segundos depois, enquanto se trocava, ela sonhava com as aventuras que nunca tivera em sua vida, com perseguições, assassinatos, mistérios e tudo mais que há de impressionante em filmes e livros de ação e suspense.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UMA VIDA DE HERÓI

Essa história começa de uma maneira um pouco diferente das demais! Aqui, eu não vou começar contando como foi o inicio da nossa dupla. Vou começar pela metade.

Já passamos por diversas dificuldades e por inúmeras situações bizarras. Já presenciamos nascimentos e chacinas. Já choramos muito e rimos o dobro.

É…

Já vivemos quase tudo que um ser humano normal poderia viver.

Mas…

AHÁ! Eu e o meu companheiro não somos normais! Aliás, o Luka não é nem um pouco normal!

Sabe…

Ele é do tipo de mago que se considera o mais poderoso do mundo.

Se alguém disser que é bom em alguma coisa, ele tentará ser ótimo, independendo do que quer que seja essa coisa.

Como certa vez em que a irmã dele comentou que eu seria uma boa mãe, caso algum dia eu viesse a ter filhos.

Como um bom homem, ele deveria ter entendido a indireta da Loren e ter vindo conversar comigo, ou até mesmo ter ignorado a conversa e fingido não ter ouvido nada, o que seria uma reação comum masculina.

No entanto, ao invés de ter essas reações banais e corriqueiras, ele correu procurar por alguma magia que o permitisse engravidar, somente para provar a nós duas que ele seria uma “mãe” muito melhor do que eu!

Ah deuses…

Dêem-me MUITA paciência!

E é claro que nessa ocasião, assim como em muitos outros casos, eu o explodi algumas vezes com encantamentos leves, até que desistisse da idéia e me prometesse parar de ser tão… Tão… Extremista!

Mas, como sempre, ele promete, mas dificilmente cumpre. Ele ainda não tem uma noção muito boa de limites.

Apesar de tudo, eu realmente amo o Luka! Acho-o um homem perfeito para mim, salvo alguns probleminhas que impedem de nos amarmos abertamente.

Bem…

Como já deve ser dedutivo a essa altura da narrativa, nós somos uma dupla de heróis e, como tais, temos muitos inimigos.

Se eles já tentam nos separar sem saber de nossos verdadeiros sentimentos um pelo outro, tente imaginar se descobrissem que nos amamos!

Seria uma informação de prato cheio para se vingarem de nós! Seria maravilhoso para eles nos verem sofrer longe um do outro e nos torturarem.

Sem mencionar que, se nós finalmente ficarmos… Hm… Intimamente juntos e eu engravidar?

O Luka segue o código do bom Paladino. Ele não me permitiria lutar e continuaria da mesma forma cavalheira de brigar, sem atacar mulheres.

Portanto, se aparecer uma vilã e eu estou grávida, como fica a situação? Quem acabaria com a raça dela?

Tá aí o problema!

Ninguém!

Assim, sem ninguém para derrotá-la, ela fica super poderosa e tenta destruir ou “redecorar” o mundo a seu gosto.

Consegue ver a complicação do caso?

Não é difícil acabar com um super vilão. Destruímos um a cada ano!

O complicado e frustrante da história toda é ter que SEMPRE salvar a Terra e, por causa disso, eu não consigo tirar umas férias com o Luka. E sem férias não há descanso. Sem descanso não há oportunidade quentes para o amor.

Isso realmente me deprime às vezes…

Contudo, são ossos do ofício, não é?

Quem mandou eu me apaixonar pelo meu companheiro de batalhas e aventuras?

Mas chega de introdução!

Vou começar a narrar a partir do agora, deste ano, deste instante!

Com vocês…

E para você…

A história de uma fantástica e atrapalhada dupla de heróis; de uma feiticeira chamada Aline e de um mago chamado Luka!

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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Estes são os prontos e/ou os “praticamente” prontos!

Se quiserem, coloco os que acabaram de sair do forno também.

Podem votar por aqui (deixando um comentário), pelo meu Facebook e/ou pelo meu e-mail (fabi.rinka@gmail.com)!

Beijooooos



{fevereiro 13, 2012}   Revivendo o World.Fabi.Books!!

Olá para vocês que continuam acessando o meu blog, na esperança de verem algo novo!

Milhões de perdões!

Admito que negligenciei o meu Wold.Fabi.Books, mas prometo tentar retomá-lo! Começarei aos poucos, ressuscitando-o devagar, para que não tenha uma parada cardíaca imediata! Hehehe…

Assim sendo…

Resolvi voltar com um comunicadinho! Trarei aqui, toda semana, um pedaço de um de meus livros, para que vocês possam ir acompanhando e opinando!

Mas, antes…

Ainda essa semana postarei aqui um trechinho pequeno de cada um, para que escolham qual querem acompanhar!

 



et cetera
Devaneios da Lua

Sobre tudo e ao mesmo tempo nada

Crônicas da Gaveta

Relatos amadores por @Cardisplicente

Sara M. Adelino

Tradutora. Revisora. Redatora.

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Weekly Film Festival in Toronto & Los Angeles. Weekly screenplay & story readings performed by professional actors.

Destino Feliz

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Comic Book and related work by Danilo Beyruth

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