World Fabi Books











Olá, olá leitores queridos!

Atendendo a inúmeros pedidos feitos por amigos e pessoas desconhecidas (mas, pelas quais, já digo, possuo um agradecimento enorme por lerem minhas obras), eeeeiiiis mais alguns capítulos do livro A Protegida e o Príncipe, que eu coloquei no Wattpad!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem bem amadora que eu mesma fiz.

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para que eu possa colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

Wattpad - A Protegida e o Príncipe

Texto by Fabi

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Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis os quatro primeiros capítulos de Tempos de Apocalipse, que eu coloquei no Wattpad!

Depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis mais uma de minhas obras (atendendo à solicitação de alguns! hehehehe…)!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

Wattpad - Tempos de Apocalipse

 

Texto by Fabi

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{maio 14, 2012}   A Protegida e o Princípe

1º Capítulo

O forasteiro.

 

 

 

 

Katherine acordou agitada. Não agüentava mais permanecer naquele convento. Desde os dez anos, vivia naquele lugar isolado, aprendendo com padres e freiras o significado da vida de acordo com a visão religiosa.

Não era freira e nem noviça, era apenas uma órfã amparada por eles. As mais anciãs daquela clausura diziam que ela era a escolhida divina, a futura salvadora e, com base nessa crença, aconselhavam-na a estudar com determinação e se afastar de homens impuros.

Olhou pela janela, satisfazendo-se com a bela manhã que viera junto com o sol, e trocou-se. Estava faminta, mas não queria comer a mesma aveia com frutas e pão de todas as manhãs… Queria algo diferente. Saiu do quarto decidida a mudar a sua monótona rotina de vida.

– Ora essa! Parece-me que hoje não terei que acordá-la! – comentou a irmã Joana enquanto passava ao lado de Katherine. Ela era uma freira de 35 anos. Era um pouco amarga e rígida com os convivas, mas sempre que o padre Jorge, o mais jovem e gentil de todos os párocos daquele convento, lhe cumprimentava, seus jeitos mudavam, ela ficava mais tolerante. E, pelo que tudo indicava, o padre já a havia cumprimentado naquela manhã.

– Claro que não precisará, irmã Joana! – olhou-a com o canto dos olhos sem parar de andar. – Já estou acordada… Não é? – foi até o refeitório.

– Bom dia Katherine! Acordou cedo essa manhã! – cumprimentou uma freira idosa, a qual já lhe estendia uma bandeja farta com os mesmos alimentos de todas as manhãs.

– Sim irmã Clara… Não consegui permanecer mais tempo em minha cama hoje… – pegou a bandeja, fazendo uma leve careta ao ver a comida.

– Pelo visto, você está finalmente começando a se adaptar à rotina daqui. Logo, logo verá como é satisfatório seguir o mesmo caminho que nós, irmãs, escolhemos!

– Quem sabe, irmã Clara… – afastou da senhora com um sorriso gentil no rosto e sentou-se em um canto do refeitório. Tinha mil planos a elaborar naquela manhã. Pelo menos um dia em sua vida deveria ser diferente. – Preciso sair daqui… Pelo menos por alguns minutos… Mas como…? – sussurrava consigo mesma, como se o som de sua própria voz fizesse seu cérebro despertar e criar um novo plano que fosse desprovido de falhas.

– Frei Heitor! Veja! – a irmã Madalena mostrava um saco vazio ao frei. – As amêndoas acabaram e logo será a vez das batatas… Precisamos nos reabastecer!

– Sim… Sim… – o velho frei examinava o saco vazio. – Reúna três de nossas irmãs e vá até o mercado. Compre o necessário…

– Farei isso! – ao virar-se para fazer a convocação das freiras que a acompanhariam, a irmã Madalena deparou-se com Katherine, a qual exibia um grande e alegre sorriso.

– Não pude deixar de ouvir, irmã Madalena, mas a senhora está precisando de gente para ir às compras?

– Exato! E eu estava indo atrás de ajudantes antes de você bloquear o meu caminho Katherine!

– Hm… Desculpe, irmã Madalena. – deu mais um sorriso e tentou encenar a sua melhor feição de inocência. – Mas, a senhora poderia deixar que eu as acompanhasse até o mercado? Acredito que a minha ajuda seria muito valiosa, afinal, ainda sou jovem, estou no auge de meus 21 anos e poderia carregar com maior facilidade as sacas mais pesadas.

– Ora essa… Como a senhorita mesma disse, está no auge de seus 21 anos. É muito jovem para sair do convento. Ainda possui a carne fraca e é suscetível ás tentações, não passou tempo suficiente no convento para absorver toda a essência da pureza e a paixão pelo divino. Sem mencionar que não há a necessidade de nos acompanhar!

– Mas faz tanto tempo que eu não saio de trás desses muros… Acredito que seria de muita ajuda aos meus ensinamentos aprender algo fora deste divino lugar… Não? – ela continuava a exibir seu sorriso e um semblante inocente. – Eu estaria acompanhada das senhoras e, portanto, não me deixariam cairem tentação. E, além de serem minhas supervisoras, poderiam ser minhas tutoras e me ensinar, com exemplos reais e vividos, as conseqüências de quem se afasta do chamado divino…

– Hm… – a pobre freira encarou-a com olhos críticos. – Pergunte ao frei Heitor… Se este permitir a sua saída, poderá vi conosco…

– Muito obrigada, irmã Madalena! Irei agora mesmo pedir permissão ao frei! – e antes que a irmã Madalena pudesse reagir, ela deu um rápido abraço na freiraem agradecimento. Finalmente, ela poderia sair daquele lugar! Mesmo que fosse ficar breves horas fora do convento, não tinha importância. Já estava mais do que feliz em poder ver pessoas que não chamassem umas as outras de irmã o tempo todo e não usassem batinas o dia inteiro.

– Sairemos em cinco minutos. Seja rápida! – advertiu a freira, retomando o seu recrutamento para as compras.

– Eu serei! – Katherine saiu correndo para a direção em que frei Heitor havia ido minutos antes de interpelar a irmã Madalena. Ela estava confiante. O caridoso frei com certeza permitiria que ela saísse com as freiras. Ele sempre se compadecera do sofrimento de Katherine por se sentir presa ali. Como todos do convento, Heitor esperava que ela se habituasse a rotina dali e se tornasse mais uma ótima irmã. No entanto, eles não poderiam obrigá-la a nada. E era nisso que a jovem apostava sua liberdade. Mais cedo ou mais tarde ela conseguiria sair dali e viajar o mundo. Por enquanto, ela se contentaria em passar alguns instantes ao ar livre com as irmãs e esta ida acompanhada até a cidade não possuía motivo para ser negada pelo bondoso frei Heitor.

 

 

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– Katherine, se comporte! – irmã Madalena puxava a garota pela mão, impedindo que ela se distanciasse muito do grupo. – Pare de tentar correr para todo lugar garota! Mais parece uma criança desobediente do que uma mulher madura!

– Desculpe, irmã! Mas é que tudo parece tão novo para mim… Há anos não saio do convento. Havia me esquecido de como é o mundo aqui fora! – Katherine olhava extasiada para as barracas de feira ao seu redor. Tudo parecia tão simples e ao mesmo tempo tão cheio de detalhes que ela se sentia impelida a absorver o máximo daquela experiência.

– Este é o mesmo mundo que te maltratou, Katherine… – Madalena a deixara mais próxima de si. – Esse mundo pode ser cruel minha jovem. – apontou para os becos escuros, onde grupos de pessoas se reuniam para apostar dinheiro, contrabando e jovens garotas da vida. – Vê? Há luxúria, violência, ganância, vaidade, abuso, corrupção… Não posso deixá-la se aproximar disso! – apertou a mão da garota com força. – Frei Heitor me deixou como sua responsável! Não permitirei que caia em tentação e que se perca pelo seu caminho.

– Meu caminho… – murmurou a jovem, tomando cuidado para que a freira não ouvisse o pouco caso em sua voz.

Até onde Katherine sabia, ela era dona de sua própria vida e por isso, trilharia o seu próprio caminho. No entanto, todos naquele convento pareciam querer acertar o rumo dela, conduzindo-a por uma estrada por onde não queria caminhar. Ela acreditava em destino, porém, ela não conseguia crer que viver daquela forma era mesmo uma obra do divino acaso. Suspirou e seguiu andando ao lado da irmã, sem mais se aventurar a se afastar dela. A mão já estava vermelha com o aperto forte de Madalena e, aparentemente, mesmo que conseguisse se livrar dela, as demais irmãs que as acompanhavam não permitiriam que ela fosse muito longe. Mesmo um tanto afastadas dela, todas à observavam e tomavam o cuidado de não deixar nada e nem ninguém se aproximar demais. Katherine se sentia como um animal emboscado, sem um lugar por onde fugir.

– Irmã Madalena! – uma jovem freira, de aparentemente 25 anos, aproximou-se da freira mais velha e segurou-lhe os ombros com força. – Há um tumulto logo adiante! Eu vi pessoas voltarem correndo e ouvi algumas comentando de uma briga feroz entre dois cavalheiros. O que devemos fazer, irmã? – soltou os ombros de Madalena e apertou as próprias mãos com o nervosismo. – Eu sei que é o nosso dever ajudá-los, mas estamos com Katherine aqui! – passou os olhos pela garota parada ao lado da freira.

– Eu sei. – olhou para Katherine e depois voltou a encarar com determinação a jovem freira. – Irmã Kátia, vamos impedir que aqueles pobres coitados se matem! Ajude-me a chamar as outras irmãs!

– Mas e quanto à Katherine…? – sua voz falhava. Ela odiava violência e saber que uma briga tão séria estava acontecendo à alguns passos dali a deixava nervosa.

– Ela vira conosco! Sou sua responsável, não permitirei que nada de mal lhe aconteça! – respondeu alternando o olhar entre as duas jovens. – Agora vamos! Eu irei na frente com Katherine, você comunica as demais irmãs! – dizendo isso, Madalena saiu andando com largas passadas, arrastando consigo a garota.

– Irmã Madalena, o que faremos? – sentia-se confusa. Nunca participara de uma missão de apaziguamento antes. Já havia visto várias lutas nos poucos anos antes de ir viver no convento, quando era mais nova. No entanto, nunca se envolvera em nenhuma para saber o que fazer para apartar os duelantes. Ao menos imaginava que nunca se envolvera em nenhuma. Suas memórias antes dos 10 anos de idade eram nubladas e ela sabia que muita coisa estava perdida em seu inconsciente.

– Vamos colocar um pouco de bom senso na cabeça destas almas perdidas! – respondeu em um bufo. Não gostava de imprevistos ruins e complicados como aquele. Eles sempre surgiam no pior momento possível, nunca durante uma tarde calma, quando estivesse cem por cento disponível para resolver qualquer coisa.

Com largos e rápidos passos, as duas mulheres já se encontravam dentro de uma roda agitada, formada por alguns dos cidadãos daquela pequena cidade. Todos humildes camponeses e comerciantes que gritavam para os cavalheiros no centro de toda a confusão. Alguns berravam para que parassem com a briga, outros incentivavam, pedindo para que continuassem e jogassem um ao outro para longe dali.

– O que está acontecendo aqui? – gritou Madalena, assim que ela e Katherine se posicionaram frente ao grupo, a poucas passadas dos dois homens que esgrimavam no centro.

– Irmã! – uma mulher tocou-lhe o braço. – O senhor Ian está duelando com um jovem forasteiro!

– Isso eu posso ver, mulher! – respondeu grossa. Ela queria saber o motivo, e não o obvio que ela podia ver com os próprios olhos. – Me diga o porquê de duelarem para que eu possa fazer algo! – enquanto esperava que alguém lhe respondesse, aproveitou para olhar ao redor e percebeu que as demais irmãs já haviam chegado ao centro da confusão. Logo poderiam começar a agir.

– Parece que o forasteiro esta procurando por uma donzela! – respondeu uma outra mulher ao lado delas. – Não sei quem é! Mas ele a confundiu com a prometida do senhor Ian! – ela alternava o olhar entre a freira e Katherine. – Isso acabou gerando um desentendimento entre os dois e, para defender a honra da amada e a dele próprio, o senhor Ian está duelando com o forasteiro agora!

– Mas que grande besteira! – Madalena começava a se mover na direção dos dois, sendo acompanhada pelas demais freiras.

– Eu acho um pouco romântico… – comentou Katherine enquanto era arrastada para o meio da confusão. Percebeu que a freira havia ignorado o seu comentário. Contudo, não podai evitar de realmente achar a situação um tanto romântica. Duela por causa de uma dama era algo sempre contemplado em histórias de amor. Katherine desejava um dia poder usufruir desse amor que tanto lia nos três livros de romance que ganhara de uma jovem andarilha que certa vez pernoitara no convento.

Enquanto observava Madalena e as demais irmãs tentarem chamar pela razão dos dois cavalheiros, Katherine ficou observando a cena todaem silêncio. Osenhor Ian ela já havia visto algumas poucas vezes, no dia em que fora encontrada pelo frei Joaquim e durante as visitas que aquele senhor fazia ao convento para levar alguma doação ou para pedir por bênçãos. Contudo, não conhecia o garoto com quem ele duelava.

Deu um passo para frente, tentando ver melhor o rosto do rapaz. Ele possui cabelos ruivos com mechas alaranjadas. Katherine nunca havia visto alguém com uma cor de cabelo tão singular e, ao mesmo tempo, tão bela. Estreitou os olhos, tentando melhorar a visão. O garoto, no meio de uma defesa, virou o rosto e seus olhos se cruzaram. Katherine e o forasteiro se encaravam intensamente. Os olhos verdes como jade do rapaz pareciam presos aos olhos azuis safira da garota. A jovem prendeu a respiração e levou a mão ao peito, seu coração parecia dançar dentro dela. O forasteiro era o homem mais belo que já vira na vida. Ele possuía uma fisionomia delicada como a de um nobre e ao mesmo tempo revelava traços másculos e maduros como de um homem feito.

Katherine baixou o olhar quando sentiu o sangue subir-lhe o rosto. Por que se sentia tão encabulada? Não estavam fazendo nada demais. Ela estava simplesmente observando a confusão e queria conhecer melhor um dos autores de toda a baderna. E pelo o que podia imagina, o forasteiro, por sua vez, queria saber quem era a enxerida que não parava de encará-los de perto, sem fazer nada. Deveria ser isso apenas. Então, por que se sentia sem jeito diante do olhar dele?

Assim que desviou os olhos ouviu o barulho da pancada do metal contra algo macio, o som foi seguido de um dolorido gemido. Katherine levantou os olhos exaltada e viu o sangue jorrar do ombro direito do rapaz. Soltou uma exclamação alta de terror e levou as mãos à boca. Não queria nem um pouco que aquele forasteiro se machucasse.

– Senhor Ian! Não está nos ouvindo? – gritou a irmã Madalena. – Mandei largar esta espada em nome do Senhor! Pare com isso! – deu mais um passo a frente, novamente arrastando consigo a jovem. – Não vê que o rapaz já desistiu? Não cometa mais pecados, senhor Ian! Não o assassine!

– Eu não vou assassiná-lo, irmã! – respondeu entre um golpe e outro. – Quero apenas que este infeliz aprenda uma dolorida lição! – por poucos centímetros ele não arrancara a orelha do forasteiro, por muita sorte o rapaz conseguira bloquear o golpe a tempo. No entanto, o golpe quase certeiro fizera Katherine soltar um rápido grito de exasperação pelo jovem.

– O senhor ainda não aprendeu a perdoar, senhor Ian? – aproximou-se ainda mais, Madalena estava prestes a segurar o braço daquele homem alto, loiro e musculoso.

– Não aprendi! Ele me afrontou, desejando levar de mim a minha mulher! – desferiu um golpe pesado sobre a cabeça do forasteiro, o qual aparou a força do ataque com dificuldade. – E se a senhora se envolver na briga, também terá alguns membros decepados, como esse rapazola logo terá!

– Senhor Ian! – a freira parou em um sopetão, sentindo-se ofendida com a ameaça do burguês. Logo depois, Katherine sentiu a irmã Madalena puxá-la um pouco para trás e depois, afrouxar o aperto em seu punho. – Katherine, fique aqui! Vou até as outras irmãs decidir como abordaremos o senhor Ian! – bufou. – Com toda certeza este senhor está descontrolado! – encarou a jovem com um olhar sério e impositivo. – E a senhorita não se atreva a se envolver na briga! Fique aqui e impeça que alguém mais se envolva neste duelo sem sentido! – dizendo isso, soltou a garota e circundou os dois duelistas, indo se encontrar com as demais freiras posicionadas ao redor.

Enquanto observava tudo, sentia-se cada vez mais apavorada pelo jovem que enfrentava o forte burguês. Não sabia explica o porquê, mas alguma coisa naqueles olhos a havia fascinado. De uma forma estranha e inexplicável, ela se sentia ligada a ele, como se fossem destinados a algo ou, simplesmente, fossem antigos conhecidos.

Viu Ian se abaixar ao aparar um golpe de espada do forasteiro, porém, a defesa chamara a atenção de Katherine, o golpe havia sido fraco, o garoto ferido não possuía mais energia para atacar com força, então, por que o senhor burguês se abaixara daquele jeito?

A garota baixou o olhar e percebeu a mão livre de Ian escorregar para dentro da bota e puxar algo brilhante. Uma adaga! Ele iria atacar o forasteiro com duas armas, enquanto que o pobre coitado possuía apenas uma e estava em piores condições do que o burguês. Aquilo era covardia!

Sem pensar duas vezes, Katherine se atirou contra Ian, o qual, pego desprevenido, caiu ao chão junto com a garota. Com uma agilidade, que a própria jovem desconhecia ter, agarrou a adaga e a atirou longe. Depois tentou se arrastar até a espada e arrancá-la das mãos fortes de Ian. Contudo, assim que agarrou parte da bainha, sentiu algo prender seus cabelos e puxá-los para trás. Ela olhou para o lado e viu uma mão agarrando-a, obrigando a se curvar e expor completamente o pescoço.

– Como se atreve garota insolente! – arrancou a espada da mão frouxa de Katherine e puxou-lhe os cabelos com ainda mais força. – Vou lhe dar a devida lição antes de cuidar daquele forasteiro! – levantou-se, trazendo consigo Katherine. – Eu deveria ter te tornado uma escrava ou simplesmente ter te matado quando a vi! Uma criança abandonada na cidade, durante a época de fartura, é mau presságio para quem a encontra! – aproximou a espada, fazendo um leve corte no pele da jovem.

– Senhor Ian! Largue a menina! – gritou Madalena em desespero. – Largue-a, senão terei que prendê-lo na sala de purificação, e somente Deus sabe por quanto tempo ficará lá! – tentou ameaça-lo. Não adiantava tentar se aproximar e arrancar Katherine das mãos dele. Era muito arriscado. A lâmina estava próxima demais do pescoço da garota. Ele poderia matá-la em questão de segundos.

– Cale-se! – gritou nervoso. – Desde que a vi, só me atingiram desgraças! Encontrei prejuízo atrás de prejuízo em meus negócios! Perdi minha primeira esposa! A segunda fugiu com um comerciante. E agora, a terceira corre o risco de ser levada por este forasteiro! – berrava a plenos pulmões para que todos o ouvissem.

– O senhor não foi o único! O frei Joaquim estava junto com o senhor! – apontou um dedo acusador. – Aliás! Foi ele quem acolheu a garota e lhe deu toda a compaixão e todo o carinho do mundo! Você é o culpado por seus próprios desastres! – ergueu as mãos aos céus. – São castigos divinos por seus pecados! Talvez a garota fosse a sua chance de rendição! Mas, você desperdiçou tudo, julgando-a e a abandonando novamente!

– Chance de rendição? – riu descarado. – Não fui o único a cair em desgraça pelas mãos sujas dela! Veja o frei Joaquim! Ele a acolheu e o que recebeu em troca? A morte! – girou a espada no ar, por pouco acertando o jovem forasteiro que tentava se aproximar sorrateiramente do burguês.

– Ele morreu porque a hora dele havia chegado! – Madalena havia percebido a aproximação do rapaz e rezava para que ele conseguisse arrancar Katherine das mãos de Ian enquanto ela tentava a manter a distração com aquela conversa impura pela raiva vinda do burguês.

– Chegou porque a acolheu! – voltou a posicionar a espada sobre a jovem. – Chega de discussão! Tenho trabalho a fazer! – riu jocoso e encarou Katherine nos olhos. – Encontre seu julgamento menina! – gritou enquanto descia a lâmina em direção ao pescoço desprotegido da garota.

Como toda aquela confusão havia se voltado contra ela no final? Sempre se envolvia de impulso e agora iria pagar pela atitude impensada. Ao menos o jovem forasteiro estaria a salvo se ele aproveitasse a oportunidade para fugir dali. Katherine fechou os olhos, se preparando para a morte fria que a esperava. No entanto o corte não lhe atingiu o pescoço. No lugar de sentir a ferida, a garota ouviu o som agudo de lâminas se chocando. Abriu os olhos assustada e viu a espada do forasteiro bloquear o caminho da do senhor Ian.

– Sinto muito senhor, mas não permitirei que faça isso! – e juntando as forças que lhe restavam, empurrou com a sua a espada de Ian, o qual, surpreso, deixou que o objeto voasse para longe de sua mão. E com a outra mão livre, o rapaz puxou a garota para trás, tirando-a do meio do conflito. – O senhor pode me ferir e até me matar se desejar e se conseguir. Porém, não vou deixar que machuque essa dama! – posicionou-se protetoramente entre ela e o burguês.

– Já chega! Muito sangue já foi derramado aqui! – Madalena correu até o burguês e puxou os braços do homem para trás, o prendendo em seu aperto forte. A freira poderia já ser uma senhora, no entanto era robusta e ainda possuía muita força nos músculos. – Irmãs! Ajudem-me a deter este senhor! – chamou pelas demais enquanto tentava deter o contorcionismo do burguês que tentava escapar dela. – E teriam dois rapazes fortes que poderiam nos ajudar a levá-lo até a sala de purificação no nosso convento? – dito isso, dois homens altos e vigorosos se desprenderam da multidão que assistia a tudo pasma e correram até a freira, agarrando o burguês pelos dois lados, impedindo-o de fugir. – Muito obrigada! – agradeceu enquanto o soltava e se dirigia até Katherine e o forasteiro. – E muito obrigada a você também por tê-la defendido, meu rapaz! Vocês dois estão bem?

– Eu estou, irmã… – respondeu enquanto olhava para o próprio corpo. Logo depois, voltou o olhar para o forasteiro. – Mas acredito que ele não esteja tão bem assim. – apontou para o ferimento no ombro direito do rapaz.

– Bobagem… Estou ótimo! – respondeu com um sorriso singelo no rosto.

– Não seja tolo rapaz! Está sangrando… – aproximou-se do ferimento e começou a analisá-lo com cuidado. A freira conseguia admitir que a ferida não fora tão profunda, mas, da mesma forma, estava com um aspecto feio. Precisava ser tratada o mais breve possível. – Venha cá… – puxou-o com delicadeza para mais próximo e encostou a sua testa na dele, sentindo a temperatura. – Hm… ainda não está febril, mas acredito que logo ficará! A ferida está feia, meu caro rapaz! Precisa ser tratado! Venha conosco até o convento que lá nós possuímos os medicamentos necessários. – olhou para a garota ao seu lado. – Katherine, ajude-o. Vou pedir para que as outras irmãs se encarreguem de terminar as compras enquanto eu os acompanho. – dito isso, andou até as demais, levando poucos segundos para decidir tudo entre elas.

Assim que voltou aos cinco que iria acompanhar de volta ao convento, viu Katherine ajudar o forasteiro, passando o braço bom sobre seus ombros e suportando parte do peso dele. A aproximação da garota com o jovem não a agradou muito. Katherine deveria se manter pura. Homens poderiam corrompê-la com facilidade. Suspirou em desagrado e começou a caminhar ao lado deles. O rapaz parecia ser bom, talvez não influenciasse a inocente garota. Olhou para trás e viu os dois homens arrastando o senhor Ian. Bufou assim que seus olhos se cruzaram com os dele. Aquele burguês iria aprender uma bela lição.

 

 



(o capítulo não tem nome ainda XD)

Respirei fundo e prendi a respiração por dez segundos. Soltei o ar devagar e fechei os olhos, ficando na escuridão por mais outros dez segundos.

Senti o ônibus diminuir a velocidade. Abri os olhos e observei a cidade em que acabara de chegar. Estralei cada um dos dedos, um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez… Pronto! Estava preparada para encarar o lugar de cabeça erguida.

Levantei-me do banco quando percebi que o ônibus havia estacionado. Desci e me vi num grande terminal que, aparentemente, as pessoas daquele lugar costumavam chamar de rodoviária.

Olhei ao redor procurando por um rosto familiar. Há anos não os via, contudo, me lembrava daquelas fisionomias sorridentes, que sempre me davam presentes quando me visitavam.

Eu deveria ter uns cinco ou seis anos quando os vi pela ultima vez. Pararam de visitar os meus pais quando meus avôs morreram num acidente de carro. Nunca entendi direito porquê a família se distanciou depois da tragédia. Cada um parecia culpar o outro, mas eu sei que aquilo não fora culpa de ninguém. Simplesmente acontecera…

– Lara, querida! – escutei alguém gritar.

Girei sobre os calcanhares e procurei pela dona da voz. Encontrei uma mulher de cabelos loiros e cacheados acenando entusiasmadamente para mim. Acenei de volta, um tanto encabulada.

Percebi que havia um homem de cabelos castanhos ao lado dela. Ele era alto e parecia tão animado quanto a mulher. Mordi os lábios. Eu acabara de encontrar os meus tios.

– Lara! Larinha! – minha tia correu até mim como se estivesse correndo por um campo florido, prestes a encontrar a pessoa amada.

– Há quanto tempo, pequena! – meu tio apenas caminhou rápido. As pernas suficientemente compridas dele já davam conta da distancia, sem que ele precisasse correr como minha tia.

– Oi, Rebeca. – retribui o famoso abraço “quebra ossos” dela. – Oi, Marcelo. – reprimi uma careta quando ele bagunçou o meu cabelo.

– O que aconteceu com “tia Beca” e “tio Má”? – Rebeca colocou as mãos sobre os quadris, como se estivesse me repreendendo por algo.

– Rê, ela tinha apenas cinco anos quando nos chamava assim. – Marcelo piscou na minha direção. – A Larinha está bem grandinha para essas coisas.

– Pois eu não acho! – Rebeca me encarou de uma forma tão ameaçadora que acho que acabei dando um passo para trás involuntariamente.

– Desculpa, eu estava meio desacostumada, Rebe… Digo, Tia Beca! – puxei minha mochila para mais perto.

– E onde estão suas malas? – Marcelo olhou ao redor de mim, onde, obviamente, não havia mala alguma.

– Meus pais vão mandar depois… – vi Rebeca me lançar aquele olhar assustador novamente. – Tio Má. – caramba! Quando eu iria me acostumar com isso?

– Então, venha Larinha. – Rebeca me puxou pela cintura e foi me conduzindo para a saída do lugar. – Temos muita coisa para lhe mostrar aqui em Campos do Jordão.

– Você vai amar o lugar, como sempre. – o meu tio pegou minha mochila e foi andando ao meu lado, tentando diminuir as passadas de suas grandes pernas para nos acompanhar.

O dia estava nublado e absurdamente frio. Eu sempre amei dias frios, mas não estava adequadamente vestida para a temperatura baixa.

Maldita previsão do tempo! Preciso aprender que quando dizem que haverá sol quente, com certeza, haverá uma chuva de granizo!

Abracei meu próprio corpo e não me incomodei quando tia Rebeca me puxou para mais perto dela. Qualquer tipo de calor era bem vindo naquele momento. Baixei a cabeça para me proteger do vento e por isso não os vi parados diante da caminhonete vermelha de meus tios.

Senti que alguém me observava e reparei em cinco pares de pés parados diante de mim. Erguia a cabeça, afastando o meu cabelo, o qual voava direto para minha cara, chicoteando minhas bochechas.

Diante de mim estavam os garotos mais lindos e estranhos que já vira. Um ruivo, um moreno, um loiro e os outros dois últimos de cabelos bizarramente negros e brancos. Eu teria gargalhado diante da cena, se ela não fosse tão peculiar a ponto de me deixar sem ação alguma. Sem mencionar o fato de que eles eram realmente maravilhosos.

– Essa que é a Larinha? – quem falou foi o grisalho.

– E posso saber quem é você, vovô? – eu sei que ele era lindo, mas odiei ser chamada de Larinha por ele. Quando os meus tios me chamam assim, é num tom carinhoso. E quanto ele me chamou daquela forma, parecia que ia começar a rir da minha cara.

– Opa! Ela é perigosa! – o ruivo se afastou do carro e estendeu a mão para mim. – Sou o Samuel, mas pode me chamar de Sam.

Nem preciso mencionar que o sorriso dele era deslumbrante! Apertei a mão dele e me repreendi mentalmente quando percebi que a segurara com mais força do que deveria.

Ótimo!

Agora ele deveria me achar uma ogra!

– E você pode me chamar de Mica! – o garoto de cabelos negros empurrou Sam e segurou a minha mão, como se ela fosse um grande prêmio a ser ganho.

– Mica? – olhei-o confusa. Aquilo era apelido ou o nome dele?

– É de Micael. – o loiro sorriu para mim. – Ele odeia o nome dele. – riu em deboche.

– Não odeio. – deu de ombros. – Simplesmente o acho estranho.

– Como se não bastasse o seu cabelo, não é? – o grisalho bagunçou os cabelos negros de Mica.

– Ah, claro! – o loiro aproximou-se dos dois. – Olha só o seu, vovô! – ele piscou para mim e eu senti o chão tremer sob os meus pés.

Opa!

Não era o chão, eram as minhas pernas mesmo.

– Eu me chamo Daniel, mas você pode me chamar de Dan ou Dani. – ele beijou a minha mão e eu senti que ia cair de vez. Agarrei-me com mais força à tia Rebeca e me limitei a sorrir.

– Cuidado, Lara. – o de cabelos castanhos sorriu e puxou Daniel para longe de mim. – Ele é o mais galanteador do grupo. Logo, logo ele estará tentando seduzi-la. – olhou para o outro com o canto dos olhos. – Se é que ele já não esteja fazendo isso, não é Dan?

– Me declaro culpado! – o sorriso doce tornou-se um pouco diabólico por alguns segundos.

– Eu sou o Gabriel. – apertou a minha mão. – Gab para os mais íntimos. Gabi para os amigos. Gá para os colegas. E Biel para os familiares. – riu quando percebeu o meu olhar surpreso com o discurso dele. – Pode escolher!

– Não precisa se assustar. Ele é um pouco metido, só isso. – o grisalho riu e acenou para mim. – E o vovô aqui se chama Rafael, Larinha! – ele sorriu de uma forma que mandou choques elétricos pela minha espinha.

– Lara, querida. – Rebeca me apertou ainda mais contra ela. – Eles são os garotos que estamos cuidando.

– Cuidando?

– Eles são filhos de amigos nossos e de seus pais. – Rebeca me deu um leve chacoalhão quando tentou esfregar o meu braço. – Eles são lindos, não são?

Apenas gemi. Eles eram dolorosamente lindos. Meus olhos doíam toda vez que os encarava e o meu coração parecia que ia explodir.

– Eles são os nossos anjinhos. – achei que o tio Marcelo estava fazendo uma brincadeira com o comentário, mas reparei que o olhar dele continuava sério, apesar do sorriso.

– Mas, você ainda não me disse por que está cuidando deles. – analisei aqueles cinco deuses gregos.

– Porque os pais deles estão viajando e resolvemos fazer um favor para os nossos amigos. – minha tia voltou a tentar esfregar o meu braço e mais uma vez me senti em um terremoto.

– E por que não foram viajar também? – eu me coloquei no lugar deles. Se os meus pais fossem viajar, eu exigiria que me levassem junto. Amo conhecer lugares novos.

– Nossa! Que curiosidade! – dessa vez eu percebi que tia Rebeca me chacoalhou de propósito. – Os adultos precisam ficar sozinhos às vezes, querida!

– Quer que expliquemos com detalhes para você, Larinha? – Rafael sorriu malicioso e eu senti o meu rosto esquentar.

– Já entendi… – resmunguei irritada por todos estarem me encarando de forma jocosa. – Podemos ir? Estou congelando aqui! – e para provar que eu estava realmente virando um pingüim, acabei espirrando três vezes seguidas.

– Se espirrar sete vezes, terá sorte pelo resto do dia! – Mica estendeu um lenço de papel para mim.

– Obrigada. – eu me sentia a aberração num show de horrores. Todos continuavam me encarando de forma irritante. Acho que eles estavam esperando que eu desse algumas piruetas ali.

– Venha, querida. – minha tia me conduziu para dentro da caminhonete e fechou a porta assim que entrei. – E vocês todos vão na caçamba! – ela os enxotou com as mãos, enquanto dava a volta no carro. Ela se sentou ao volante e sorriu para mim.

Rebeca olhou pelo retrovisor e esperou que todos se acomodassem na caçamba. Quando eu arrisquei dar uma olhada para trás, quase ri diante daquele mar de cabelos de cores variadas.

– Tia Beca… – ela deu a partida e arrancou. – Os cabelos do Mica e do Rafa são tingidos, não é?

– São naturais! – ela riu quando quase engasguei diante da sinceridade dela. – Eles nasceram assim mesmo.

– Mas, isso é impossível!

– Como pode ser impossível? – ela apontou para trás. – Você acabou de ver com os seus próprios olhos!

– Você só pode estar brincando comigo, tia Beca! – acusei entre um sacolejo e outro.

– Juro por tudo o que me é mais sagrado que não estou!

– Tia… – ameacei, caso ela realmente estivesse fazendo troça de mim.

– Que um raio caia sobre a minha cabeça se eu estiver mentindo, Lara Abdias! – ergueu um dedo, tentando reforçar o que me jurava.

– Enfim… – me afundei no banco. – Vou ter que passar as férias todas com eles?

– Ora, não será tão ruim assim. – ela sorriu. – Eles serão uma ótima companhia para você.

– Aposto que sim… – resmunguei. Eu esperava que pudesse desfrutar da casa enorme de meus tios sozinha.

Eles moravam num sítio maravilhoso no pé da serra. Os dois usufruíam até mesmo de uma pequena queda d’água que ficava ao sul da propriedade. Sem mencionar que a casa era gigantesca, com mais de cinco quartos, banheiros espalhados por todo o lugar, uma sala enorme que mais parecia um mini cinema, uma cozinha maravilhosamente equipada e espaçosa, sala de estar e salão de jogos.

E nos dias em que realmente fazia calor em Campos do Jordão, podia-se usar a piscina e a churrasqueira de meus tios à vontade. Eu até me lembro dos acampamentos que fazíamos a céu aberto no verão e das trilhas que explorávamos no inverno, inventando histórias mirabolantes e assustadoras no caminho.

– Aquela casa é tão grande, você poderia se sentir solitária rapidinho.

– Eu teria você e o tio. – argumentei.

– Nós não estamos de férias, querida. – ela me lançou um breve olhar. – Ainda precisamos trabalhar e você ficaria sozinha do mesmo jeito.

– Mas, eu podia ajudá-los em uma das lojas. – cruzei os braços como uma criança birrenta. – Vocês são donos de tantas por aqui. Podem folgar quando quiserem e também podem me deixar a ajudá-los nos negócios!

– Larinha… – ela passou uma das mãos pelos meus cabelos e logo voltou a segurar o volante com ela. – Queremos que aproveite as férias. Não quero que trabalhe! – ela fez uma curva um tanto brusca e eu ouvi os garotos e o meu tio resmungarem algo. – E nós vamos pegar algumas folgas para ficar com vocês, mas não podemos fazer isso o tempo todo.

– Tá bom… – me dei por vencida.

– Aliás, você verá o quanto ficará feliz na presença dos garotos!

– Claro… – resmunguei já prevendo os meus inúmeros ataques cardíacos.

Se os meus tios acreditavam que eu teria algum momento de paz perto daqueles meninos, com certeza não sabiam nada de testosterona e surtos femininos.

Eu tinha ficado apenas alguns minutos perto deles e as minhas pernas já estavam querendo virar gelatina. Não queria nem mesmo imaginar se eu tivesse que passar trinta dias ao lado daqueles príncipes!

Além disso, eu parecia ter me tornado uma espécie de bichinho de estimação com o qual eles podiam brincar e zoar à vontade.

Olhei para trás mais uma vez e reparei que todos olhavam para mim com sorrisos loucamente lindos e travessos. Soltei um muxoxo e me deixei escorregar ainda mais pelo banco.

Grande férias, Lara!

(primeiro capítulo do livro que eu ainda não dei um título XD / autoria: Fabiane Zambelli de Pontes) – aliás, acabei de escrever, faz só alguns minutos, por isso, desculpa os erros e afins constrangedores para uma escritora.



et cetera
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