World Fabi Books













Olá, olá, leitores queridos do nosso coração!

Estamos de volta com mais uma dica ÓTIMA de leitura para vocês: Declaração de Amor – Poema para os namorados do celebre e saudoso Carlos Drummond de Andrade!!!

declarações-de-amor-carlos-drummond-de-andrade

O livro, com apenas 64 páginas, foi publicado no mês passado (no dia 15 de maio) pela editora Companhia das Letras.

A obra faz um breve “panorama do amor” e, para isso, reúne vários trabalhos poéticos, românticos e deliciosamente apaixonados de Drummond, que, nestas páginas, teve o seu lado lírico totalmente exposto em 27 poemas, meticulosamente extraídos de 12 livros.

Para aqueles que desejam recordar um pouquinho sobre a história deste incrível e genial escritor, nós lembramos a vocês que o currículo de Carlos Drummond de Andrade começa em 31 de outubro de 1902, quando nasceu em Itabira do Mato Dentro (MG).

Ele começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do movimento modernista mineiro. Logo após, em parceria com outros escritores, ele fundou A Revista, que, apesar da vida breve, foi um importante veículo de afirmação do modernismo em Minas.

Depois, Drummond ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação – o cargo durou até 1945. E em 1954 começou a colaborar como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

Alvo de admiração irrestrita (como sempre), tanto por suas obras quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade encerrou sua magnífica carreira no dia 17 de agosto de 1987, quando, infelizmente, morreu no Rio de Janeiro RJ… Curiosamente, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

drummond1

Voltando à obra…

Todos os escritos ali agrupados, de forma tão singela e gostosa, vieram de uma criteriosa seleção realizada pelos netos do poeta Pedro Augusto Graña Drummond e Luis Mauricio Graña Drummond.

Além do mais, o livro é um deleite aos olhos, não somente pela leitura maravilhosa, mas também, por causa de seu projeto gráfico exclusivo e das lindas ilustrações feitas especialmente para a “coletânea” pelo aclamado artista Nik Neves.

Declaração de Amor_Carlos Drummond de Andrade

E para quem ficou curioso, eis a sinopse oficial da obra, publicada pela editora:

“Com o subtítulo “Canção de namorados”, esta reunião de poemas amorosos, românticos e deliciosamente apaixonados de Carlos Drummond de Andrade mostra a faceta mais lírica do grande poeta mineiro. Textos já clássicos ou que merecem uma nova leitura, como “Amar”, “Lembrete”, “Ausência”, “Toada do amor”, “Declaração de amor” e “O chão é cama”, foram criteriosamente selecionados por Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond, netos do poeta e grandes conhecedores de sua obra. O resultado é uma celebração de beijos, abraços e carinhos – uma festa para o amor, enfim.” Degustação do livro: Declaração de Amor de Carlos Drummond de Andrade (Degustação)

Esta é a medida certa de romantismo para quem busca aquele presente especial no Dia dos Namorados, não é?

Texto by Fabi

IMG_20150310_230929

(na foto, participação especial do meu amor, Guh Valente!)



Olá, olá, leitores queridos do nosso coração!

Estamos de volta com uma dica ÓTIMA de leitura para vocês: Os mil outonos de Jacob de Zoet!! (o título original é The Thousand Autumns of Jacob de Zoet, e a tradução foi bem literal)

Os mil outonos de Jacob de Zoet

O livro, com 568 páginas, foi publicado no mês passado (no dia 19 de fevereiro) aqui no Brasil, pela editora Companhia das Letras. Ele pertence ao escritor inglês David Mitchell, sendo que, com total segurança, lhes afirmo que a obra apenas confirma que o autor é um dos mais fascinantes e destemidos escritores vivos atualmente! E a minha opinião é reafirmada pelo crítico da The New York TimesDave Eggers! (ele concorda com este ponto de vista sobre Mitchell! hehehe…)

Para quem ainda não conhece o escritor, saibam que David Mitchell nasceu em 1969, em Worcestershire, na Inglaterra. Ele viveu durante anos no Japão e atualmente mora na Irlanda com a esposa e dois filhos. Além de Os mil outonos de Jacob de Zoet, também é autor de outros quatro romances: Ghostwritten, Number9dream, Cloud Atlas e Menino de lugar nenhum.

Segundo o Scotsman, nesta obra, Mitchell “combina aventura, amor, mito, melodrama e ficção histórica com tanta habilidade que, ao terminar o livro, você provavelmente vai querer checar o que é verdade e o que é ficção. Em seguida, você vai perceber que nada disso importa, porque obras-primas têm regras próprias, e este livro é definitivamente uma obra-prima.”.

David Mitchell

Bem…

Para sanar a curiosidade sobre o enredo de Os mil outonos de Jacob de Zoet,  digo que o cenário é bem exótico e, pessoalmente, me agradou muito, pois sou fã da cultura oriental, principalmente no que se refere à história e política daquele hemisfério do mundo!

Ou seja, a trama é ambientada no Japão, mais precisamente o da virada do século XIX. (Sou uma cria de Rurouni Kenshin/Samurai X, por isso, não tem como não se prender a dramas históricos e políticos de qualquer época! hehehehe…)

A estória se passa em cima de um império japonês que, no ano de 1799, está totalmente fechado aos estrangeiros, com uma única exceção: a ilha artificial de Dejima, na costa de Nagasaki! Lá, os holandeses – que são os últimos parceiros comerciais europeus – mantêm uma feitoria.

E é no meio de toda essa trama política-comercial, que nos deparamos com o jovem escriturário Jacob de Zoet, o qual parte de navio para o Oriente, em busca da fortuna que lhe permitirá casar-se com sua amada Anna. No entanto, o trabalho ganha um “upgrade” inconveniente e ele acaba sendo incumbido por seu tutor da missão de investigar os registros de Dejima em busca de evidências de corrupção.

Digam-me! Esta é ou não é uma narrativa que poderá prender o leitor por suas intrigas, que lhes garanto, são muito bem elaboradas e descritas!? É como o The Times disse… “Seria difícil imaginar um livro mais aguardado do que Os mil outonos de Jacob de Zoet. Pouca coisa publicada hoje se compara a ele: vertiginosamente ambicioso e brilhante, executado com precisão e técnica assombrosas.”.

Os mil outonos de Jacob de Zoet

Para quem ficou curioso, eis a sinopse oficial do livro, fornecida pela editora, bem como um arquivo em pdf com um trechinho da obra para ler:

“O pano de fundo exótico para esta trama é o Japão da virada do século XIX. No ano de 1799, o império japonês está totalmente fechado aos estrangeiros, com uma única exceção: na ilha artificial de Dejima, na costa de Nagasaki, seus últimos parceiros comerciais europeus, os holandeses, mantêm uma feitoria. Em busca da fortuna que lhe permitirá casar-se com sua amada Anna, o jovem escriturário Jacob de Zoet parte de navio para o Oriente e acaba sendo incumbido por seu tutor da missão de investigar os registros de Dejima em busca de evidências de corrupção.

Impedido de praticar a fé cristã, ridicularizado pelos japoneses e hostilizado pelos colegas europeus que tem o dever de investigar, Jacob se sente mais isolado que nunca. Ao mesmo tempo, conhece aos poucos uma galeria de personagens marcantes que inclui o trambiqueiro Arie Grote, o samurai e intérprete Ogawa Uzaemon e o erudito botanista dr. Marinus. Sua situação se complica definitivamente quando ele se apaixona por uma jovem parteira e estudante de medicina, Aibagawa Orito, uma moça intrigante que tem o rosto parcialmente queimado. Quando Orito é raptada pelo sinistro abade Enomoto e Jacob se descobre vítima de sua própria ingenuidade e retidão moral, desvela-se uma trama repleta de paixões proibidas, traições, culpa, assassinatos, intrigas políticas e segredos de uma ordem espiritual que pratica horrores indizíveis.

Escrito com grande atenção aos detalhes, numa prosa repleta de episódios cômicos e reflexões filosóficas e históricas, Os mil outonos de Jacob de Zoet mostra por que David Mitchell é considerado um dos grandes autores contemporâneos de língua inglesa. Eleito um dos melhores jovens escritores britânicos pela revista Granta em 2003 e indicado a diversos prêmios importantes (foi duas vezes finalista do Man Booker Prize, com o cultuado Cloud Atlas e depois com Os mil outonos de Jacob de Zoet), Mitchell é dono de uma imaginação quase ilimitada e de um estilo cristalino e vívido, com o qual transita fluidamente entre gêneros como o romance histórico, a ficção científica e o romance de formação.”  Degustação do livro: Os mil outonos de Jacob de Zoet (degustação)

Texto by Fabi

IMG_20150212_130603

(na foto, participação especial da minha japa do coração, Liane Yumiko Azuma)



Os últimos Soldados da Guerra Fria

 

 

Autor: Fernando Morais

.

.

.

Já na contracapa do livro, encontramos o seguinte texto:

“Organizações criminosas internacionais, aventuras mirabolantes, disfarces perfeitos, conquistas amorosas, agentes secretos em ações temerárias: este livro traz todos os elementos de suspense de um romance de espionagem — mas não contém uma só gota de ficção. É tudo verdade, nos mínimos e, eventualmente, aterradores detalhes.

A sensação de que lemos um romance vem não somente da história extraordinária, mas sobretudo da hábil narração do autor, que desvela, com maestria digna dos melhores ficcionistas e máximo compromisso jornalistico na apresentação dos fatos, uma trama transbordante de eventos jamais revelados pela imprensa.

A semelhança com James Bond, porém, não vai longe: há charme nem riqueza, mas a vida dura e pobre de homens que se dedicam à sua missão ante todo tipo de adverdidades. Uma história narrada com objetividade rigorosa, para ler de um fôlego.”

Aos leitores assíduos e apreciadores de tal gênero literário, essa introdução já não gera um comichão e uma crescente curiosidade para descobrir os segredos expostos no livro?

Pois bem… Ao menos foi assim que eu fiquei!

Sou suspeita para falar sobre Fernando Morais, o autor do livro, pois simplesmente adoro a escrita e os tipos de abordagem que o escritor elabora! No entanto, prometo não ser pretensiosa demais para o lado dele.

Os últimos soldados da Guerra Fria possui 396 páginas e sua primeira edição foi publicada pela editora Companhia das Letras em 2011, contudo, esses nãos são os dados mais importantes da obra! O sugestivo título já deixa entrever que se trata de dados, informações e suspeitas todos gerados dentro do clima conspiratório cheio de tramas e maquinação que a histórica Guerra Fria possuía.

Há espionagem e contra-espionagem, intrigas, história de vidas impressionantes, máscaras e desfechos mais do que surpreendentes. O amor e a amizade deveriam superar obstáculos, mas, nesse caso, o livro mostra que tudo é realizado para um objetivo maior! E qual seria esse?

O enredo é tecido envolvendo a Guerra Fria, porém a obra não retrata a já extinta União Soviética. O texto se enriquece com o sotaque espanhol e passa longe da frieza russa. A trama acontece entre dois países separados apenas por 130 km de água: E.U.A. e Cuba.

Recrutados para deter atentados terroristas orquestrados por dissidentes de Miami contra Havana, 14 cubanos passaram anos e anos infiltrados em organizações de extrema direita na Flórida.

E se você está com os filmes de 007 na cabeça, pode ir desfazendo essa imagem! Afinal, de nada tais cubanos têm do charmoso e letal agente britânico. Pelo contrário! Os 14 são paupérrimos e ganham a vida fazendo bicos em Little Havana, o bairro cubano de Miami. As condições do país se refletem na vida de seus agentes.

E coloco aqui uma citação que achei interessante, a respeito de como o autor teve a fantástica ideia de discorrer sobre tais espiões: “Se Truman Capote teve a ideia para A sangue frio ao ler uma nota de rodapé no New York TimesFernando Morais escutou no rádio, em 1998, a notícia que lhe renderia anos e anos de trabalho. O livro trata da prisão de cubanos nos Estados Unidos, acusados de espionagem. A acusação era verdadeira e a história por trás deste episódio, fantástica”.

As primeiras cem páginas do livro são contadas em alta voltagem, em reviravoltas à altura dos bons romances de Graham Greene, escritor que ficou mundialmente conhecido por seus romances que tiveram como tema ou pano de fundo a espionagem.

Assim como em um romance, o leitor vai montando as peças da história aos poucos, sem muita certeza de nada até que o quebra-cabeça vá ganhando forma e corpo. Mesmo se tratando de um relato histórico,  guiado pelos fatos, o livro consegue envolver o leitor no sentimento de uma aventura policial, carregada de espiões e mistérios (aos poucos solucionados e expostos).

Entre uma explosão e outra, um segredo e uma atividade de alto risco, Fernando Morais construiu um “trhiller político” que, como costumam dizer as orelhas de best-sellers, “prendem” o leitor.

A obra também reconstitui fatos importantes como as diversas crises migratórias sofridas por Cuba, os acordos com os E.U.A. para que cubanos deixassem a Ilha e o caso Elián, o garoto de sete anos que sobreviveu a um naufrágio quando ia, de bote, com sua mãe e outros cubanos para Miami. Outros personagens, como o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, que atuou como pombo correio de Fidel Castro e Bill Clinton, recheiam o enredo.

Fernando Morais, sem dúvida, é um caso raro na literatura brasileira! O escritor mineiro já fez três livros que de alguma maneira tem o socialismo como tema principal e “encoberto”. Ele é biógrafo do mais famoso e afamado escritor brasileiro de todos os tempos e seu próximo projeto é uma biografia de ACM, que em termos de detratores não fica muito atrás de Paulo Coelho (o tal escritor brasileiro).

O escritor, sempre que pode, costuma dizer que todos os seus livros poderiam ser publicados em um jornal diário, como “grandes reportagens”. E, de fato, isso é verdade!

O texto de Morais não é 100% jornalístico, ele é rigoroso na veracidade dos fatos e recheia suas tramas com informações e novidades, sempre elaborando um enredo com uma elaboração diferente e humanizada, que prende o leitor até o fim. Além disso, o seu faro de repórter pode ser considerado o “grande barato” do escritor.

Claro, Chatô era um personagem quase óbvio da nossa história. Assim como Olga Benario, que até então era uma nota de rodapé na biografia de Luis Carlos Prestes. E porque ninguém falou dos estranhos japoneses do interior de São Paulo que decapitavam seus compatriotas que admitiam a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial? … O fato é que Morais foi atrás e botou toda sua experiência de repórter a serviço de projetos que lhe consumiram muito tempo e trabalho.

Dessa forma, os temas polêmicos e que de alguma forma poderiam gerar opiniões maniqueístas, se diluem em textos bem apurados, bem escolhidos e bem escritos.  E o faro do jornalista escritor funcionou mais uma vez em Os últimos soldados da Guerra Fria.

Portanto, eu simplesmente recomendo essa obra incrível do Fernando Morais (assim como seus demais textos e livros). Com certeza, leitor algum irá se arrepender de ler tal trama!

 

 



et cetera
Devaneios da Lua

Sobre tudo e ao mesmo tempo nada

Crônicas da Gaveta

Relatos amadores por @Cardisplicente

Sara M. Adelino

Tradutora. Revisora. Redatora.

WILDsound Festival

Weekly Film Festival in Toronto & Los Angeles. Weekly screenplay & story readings performed by professional actors.

Destino Feliz

Seu Blog de Viagens, Roteiros e Experiências

dmaimalopes

A great WordPress.com site

delenaalways

A fine WordPress.com site

evilking.wordpress.com/

Comic Book and related work by Danilo Beyruth

ibooksney

EM ANDAMENTO

My Broken Throat

Até que o medo se desfaça... Um engano do destino

nicoleravinos

"Um dia sem sorrir é um dia desperdiçado"

Action Nerds

Bonecos, tirinhas e nerdices. Aqui você encontra tudo isso!

Baú de Histórias

Em construção!

%d blogueiros gostam disto: