World Fabi Books











Olá, readers!

Tudo bem?

E como prometido, eis o resultado do sorteio realizado entre as pessoas que apareceram na Bienal com o livro Conto de Dragões em mãos (ou que compraram lá)!

Relembrando…

O sorteio foi realizado via  Random.Org, nesta segunda-feira pós Bienal, ou seja, hoje (dia 05 de setembro de 2016). O resultado será anunciado aqui no blog, no Facebook e no evento criado para o lançamento do livro: https://www.facebook.com/events/1076031665797785/

E os kits sorteados são:

kits-sorteioKit 01

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros internacionais;
  • 02 livros nacionais;
  • 01 surpresa.

Kit 02

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros (dois internacionais e um nacional);
  • 01 mangá;
  • 01 HQ;
  • 01 surpresa.

E agora, vamoooos aos vencedores!!!

Quem ganhou o Kit 01 foi…

Random Number Generator - Kit 01

O portador ou a portadora do número 58!

E quem ganhou o Kit 02 foi…

O portador ou a portadora do número 423!

O portador ou a portadora do número 423!

Os vencedores têm até o final do mês para entrar em contato conosco ou com a Fabi Zambelli, pode ser pelo Facebook, por aqui, por mensagem… Da forma que preferirem! Basta mandar a foto do cupom e nos passar suas informações para podermos enviar os kits por correio (se ninguém se manifestar até o dia 30 de setembro, o sorteio será refeito e outra pessoa ganhará o kit).

Caso alguém queira comprar o livro, ele ainda pode ser encontrado em alguns sites por aí:

Antes de nos despedirmos, vamos deixar aqui um pequenino trecho de Conto de Dragões para ver se conquistamos mais alguns leitores:

“Delicadamente, ela passou uma das mãos pelo rosto do dragão, acariciando-o. Ele a encarou por breves segundos e Mariane poder ver todo o carinho retribuído em um único olhar. A garota tentou sorrir para lhe passar uma tranquilidade que nem mesmo ela sentia. Andrey a beijou no topo da cabeça e voltou a olhar para frente.

– Andrey… – sentia necessidade de falar, agora que percebia que logo estariam no meio da guerra.

– Hm? – estava compenetrado na cena assustadora a sua frente.

– Não morra. – agarrou-lhe uma das mãos e apertou com força. Não tinha coragem de encará-lo. – Me prometa que não vai permitir que te matem…

Ele ergueu seu queixo com a mão livre e a beijou. Não faria promessas que não tinha certeza se poderia cumprir. O caos e o cheiro de sangue eram lembretes constantes de onde estavam. A única coisa que ele poderia fazer, era protegê-la a todo custo, mesmo que isso significasse quebrar aquele frágil coração caso morresse por ela.”

Se desejarem mais algumas degustações, é possível lê-las lá no perfil da Fabi no Wattpadhttps://www.wattpad.com/story/27713472-conto-de-drag%C3%B5es

E também já dá para acompanhar o livro lá no Skoobhttps://www.skoob.com.br/conto-de-dragoes-604578ed604913.html

Então, é isso, pessoal!

Espero que este post tenha lhes dado um comichão ainda maior para ler o Conto de Dragões!😉

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{agosto 24, 2016}   CONTO DE DRAGÕES!!!!

Olá, readers do meu cuore!

Venho com uma notícia incrível!!!!

FINALMENTE, eu (Fabi) estou lançando o meu primeiro livro, o…

CONTO DE DRAGÕES!

Conto de dragões_CAPA

Essa é uma obra singela, porém, escrita de todo coração! Ela foi finalizada em 2010 e agora, seis anos depois, eu consegui uma editora que confiasse e aceitasse publicar o meu enredo.

Escrevi a trama em um de meus períodos turbulentos e, por isso, a escrita acabou servindo como uma terapia para mim. Dessa forma, eu espero que os meus futuros leitores vejam nesse livro uma passagem para um mundo fantástico, cujas portas estão ali, bem ao alcance de suas mãos, para longe de seus problemas e lhes proporcionando momentos de satisfação e magia durante a leitura.

Bom…

Para quem não conhece, eis a sinopse oficial:

“Mariane, uma jovem universitária no auge de seus 20 anos, tem uma vida pacata e normal. Desde pequena ela sonha com criaturas místicas e sobrenaturais. No entanto, estes sonhos deixam de ser apenas imaginação e começam a ficar cada vez mais reais.

A rotina que ela conhecia é completamente abalada quando um garoto suspeito e misterioso entra em sua vida. O nome dele é Andrey e parece ser perigoso, não que isto realmente importe para Mariane, já que a garota se sente cada vez mais atraída por aqueles olhos verdes e profundos.

Quando Andrey resolve abrir o jogo e revelar quem realmente é, o mundo de Mariane vira de cabeça para baixo e a jovem se vê envolvida no meio de uma guerra sobrenatural, na qual parece ser a chave da vitória dos dragões sobre os giants – criaturas místicas que, até então, ninguém ouvira falar. Mas, há mais mistérios ao redor de Mariane do que ser simplesmente a “arma secreta”.

Dragões e humanos precisam se unir para vencer um inimigo em comum. E no caos surge um amor improvável.”

Se interessaram? (espero que sim! hahahaha…)

A minha primeira sessão de autógrafos acontecerá na BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO!!!! (estou nas nuvens com essa notícia!) E será no dia 02 de setembro (sexta-feira), das 16h às 17h, no estande da Editora Novo Século (B060).

No entanto, quem não puder ir na sexta (pois eu entendo que o dia e o horário é ruim para quem trabalha), não precisa se preocupar! Estarei, com certeza, em todos os finais de semana, perambulando pelo estande (na maior parte do tempo) e pelo evento. Então, é só me procurar que certamente ficarei imensamente feliz e honrada em conversar sobre o livro, sobre literatura, sobre o evento, sobre o tempo que estará fazendo do lado de fora…

Conto de dragoes

Durante a Bienal, haverá brindes para os primeiros que comprarem/aparecerem com o livro!!! Vou dar marca páginas oficiais da editora, marca páginas magnéticos com a capa do livro eeeee chaveiros de mini Conto de Dragões!

A distribuição será feita até quando durarem os estoques para cada dia de evento que eu for, sendo que para a sessão de autógrafos a quantidade será maior 😉 !

E tem mais uma novidade!

Para cada livro comprado, o leitor ganhará um número para participar do sorteio de DOIS KITS LITERÁRIOS!

E mesmo que não consiga ir no dia (oficial) dos autógrafos, basta me procurar por lá com o Conto de Dragões em mãos, que você ganha o seu número para participar. =D

Mas, já adianto que quem for no dia 02 de setembro, ganhará DOIS números por livro apresentado para o autógrafo!

O sorteio será realizado via  Random.Org, na segunda-feira pós Bienal, ou seja, no dia 05 de setembro de 2016. O resultado será anunciado aqui no blog e no evento criado para o lançamento do livro lá no Facebook (mais para baixo eu passo o link para vocês).

E os kits a serem sorteados são:

kits-sorteioKit 01

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros internacionais;
  • 02 livros nacionais;
  • 01 surpresa.

Kit 02

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros (dois internacionais e um nacional);
  • 01 mangá;
  • 01 HQ;
  • 01 surpresa.

Eeeee talvez role alguns docinhos no dia dos autógrafos para quem aparecer por lá. Hehehe…

Bom…

Caso alguém não queira comprar o livro na Bienal (ou queira comprá-lo antes), por enquanto, ele pode ser encontrado em pré-venda em alguns sites por aí. Vou passar os links e os preços que encontrei até o momento:

Se quiser acompanhar as novidades a respeito da sessão de autógrafos, saber onde e quando estarei pela Bienal e/ou quiser ver mais informações sobre o sorteio, os brindes e a obra, dá para ficar antenado aqui no blog ouuuuu dar uma olhada no evento que mencionei no Facebook: https://www.facebook.com/events/1076031665797785/

Antes de me despedir, vou deixar aqui um pequenino trecho do livro para ver se conquisto mais alguns leitores:

“Delicadamente, ela passou uma das mãos pelo rosto do dragão, acariciando-o. Ele a encarou por breves segundos e Mariane poder ver todo o carinho retribuído em um único olhar. A garota tentou sorrir para lhe passar uma tranquilidade que nem mesmo ela sentia. Andrey a beijou no topo da cabeça e voltou a olhar para frente.

– Andrey… – sentia necessidade de falar, agora que percebia que logo estariam no meio da guerra.

– Hm? – estava compenetrado na cena assustadora a sua frente.

– Não morra. – agarrou-lhe uma das mãos e apertou com força. Não tinha coragem de encará-lo. – Me prometa que não vai permitir que te matem…

Ele ergueu seu queixo com a mão livre e a beijou. Não faria promessas que não tinha certeza se poderia cumprir. O caos e o cheiro de sangue eram lembretes constantes de onde estavam. A única coisa que ele poderia fazer, era protegê-la a todo custo, mesmo que isso significasse quebrar aquele frágil coração caso morresse por ela.”

Se desejarem mais algumas degustações, é possível lê-las lá no meu perfil do Wattpadhttps://www.wattpad.com/story/27713472-conto-de-drag%C3%B5es

Também já dá para acompanhar o livro lá no Skoobhttps://www.skoob.com.br/conto-de-dragoes-604578ed604913.html

Então, é isso, pessoal!

Espero que este post tenha lhes dado um comichão para ler o meu livro. 😉

E não se esqueçam de agarrar os autores nacionais e lotar os estandes com autógrafos de livros brasileiros lá na Bienal!

Beijooooos e até a próxima!

fabiarte



Olááááááá, Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

E adivinhem!! O livro está chegando ao fim!!!

Portanto, acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

 

 

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis o terceiro e o quarto capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis a continuação! 😉

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

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Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis o segundo capítulo de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis o segundo! 😉

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Me rendi ao Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

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Olá, leitores queridos que eu adoro!!

Voltei para postar aqui um trechinho de cada uma das minhas obras, para que vocês possam votar na que mais lhes agradam. Sendo que as quatro mais votadas terão um pedaço postado a cada semana aqui no blog! (ao menos tentarei!)

Mesmo não sendo as mais votadas, as demais ainda aparecerão por aqui, no entanto, com uma frequência menor para rara. Portanto, escolham sabiamente!

 

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CONTO DE DRAGÕES

– O que está acontecendo? – Mariane, uma garota no auge de seus 20 anos olhava ao redor sem entender nada.

Não sabia como havia parado na cozinha, tentava vasculhar na memória o porquê de estar parada de pé, mas não adiantava. Sem lembrar como ou o motivo, estava ali, usando as roupas que mais gostava – um shorts e uma camiseta larga – mas nem mesmo quando havia se trocado conseguia se lembrar.

Começou a andar pela casa. Quem sabe sua mãe ou alguém fizesse idéia do que ela pretendia fazer? Quem sabe tinha ido comer ou beber algo? Não… Ela não sentia fome ou sede. Talvez tivesse ido atender ao pedido de alguém? Provavelmente.

Foi até a sala, ninguém.

Dirigiu-se até o escritório, ninguém.

Subiu para os quartos, todos vazios.

Resolveu dar uma espiada nos banheiros. Era difícil que todos da família estivessem usando o banheiro, mas não impossível. Mais uma vez, nem vestígio de sua família.

Parou para prestar atenção aos sons da casa. Se conseguisse ouvir as vozes de sua mãe, de seu pai ou de seu irmão, saberia onde estariam. Mas estava tudo, irritantemente, quieto. Nem o som de suas mascotes ela conseguia ouvir.

Será que aquela casa era mesmo a sua?

Será que simplesmente não havia entrado na casa errada e ainda não tinha percebido?

Olhou ao redor e tudo indicava que ali era o seu lar, mas queria ter certeza absoluta. Era impossível não haver ninguém ali daquele jeito! Entrou no quarto que supostamente seria o seu. E sim. A casa era sua. Aquele, definitivamente era o seu quarto cheio de bibelôs, livros e roupas espalhadas por todo lado.

– Estou em casa mesmo. Mas cadê todo mundo? – a casa estava completamente vazia e silenciosa. Ninguém, nem suas cadelinhas, estavam ali dentro, em nenhum cômodo, tudo vazio.

– Será que saíram? Me largaram sozinha aqui? – falar consigo mesma parecia idiotice, porém a tranqüilizava. Foi até a garagem, os carros ainda estavam ali.

Abriu o portão e foi até a rua. Não havia ninguém por perto. Não havia nem sequer o som de carros ou de pessoas andando pela cidade. Nem ao menos algum cachorro passando pela rua ou algum passarinho cantando. Estava tudo deserto e silencioso.

– O que está acontecendo? Cadê todo mundo? – começou a correr pela rua, sem se preocupar em fechar o portão. – MÃEEEE! PAAAII! WIIILL! CADÊ VOCÊS? – enquanto corria, ouviu um som estranho, parecia-se com um rugido ao longe.

Parou de correr, olhou ao redor e não viu nada. Provavelmente o pânico de estar sozinha a estivesse levando a ouvir coisas.

– EEEEIII!! ALGUÉM ME ESTÁ OUV… – antes que terminasse a frase, ouviu outro rugido e dessa vez mais forte, como se estivesse se aproximando. O som vinha de cima e com certeza não era a sua imaginação! Não estava apenas ouvindo coisas. Algo vinha pelo céu.

– Mas o que diabos é isso? – olhou para cima procurando por algo. O som se repetiu ainda mais forte, mais próximo. E dessa vez ela pôde ouvir outros rugidos. O que quer que fosse, não estava sozinho.

Começou a ventar e o som estava ficando cada vez mais alto. Sentiu seu corpo se arrepiar inteiro. Mariane não sabia o que estava acontecendo. Estava sozinha e algo estranho se aproximava.

Obrigou suas pernas a correrem de volta para casa, mas na metade do caminho ouviu o rugido novamente. Estava bem acima de sua cabeça! Ela congelou no lugar, não conseguia mais se mover. Com muito custo olhou para o céu e, naquele momento, viu a imagem mais linda e ao mesmo tempo mais assustadora e bizarra que já havia visto em sua vida.

Sobre sua cabeça um grupo enorme de dragões, das mais diversas cores, formatos e tamanhos, voava pelo céu.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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A DEUSA DAS BATALHAS

– Nããããoooo!! – berrou Rinka enquanto sentia se levantar bruscamente. Ela estava de pé há poucos instantes, como é que agora estava se levantando? Olhou ao redor e percebeu que estava em sua cama. – Foi… Foi apenas um sonho! – ela enxugou o suor de sua testa e soltou um suspiro aliviado. Aquele sonho, por mais simples que tivesse sido, havia mexido muito com ela. Era como se ela estivesse perdendo algo de real importância, mas não conseguia descobrir o que.

Após ter acordado por causa do sonho, Rinka não conseguiu dormir facilmente. Ela ainda se sentia dentro dele. Como se ainda não houvesse acabado, como se ainda estivesse sonhando. Agarrou o travesseiro, tentando se obrigar a dormir, enquanto uma pergunta ainda a atormentava… Aquele sonho fora verdadeiramente real ou apenas mais um fruto de sua imaginação?

 

–\\–||–//–

– HAAAAAAAA! TÔ ATRASADA!! – gritou enquanto se levantava da cama rapidamente e saiu correndo do quarto.

– Oi, maninha!! – Miriam alegrou-se ao esbarrar com sua irmã mais velha no corredor. Ela amava Rinka. Era como uma segunda mãe para ela. Miriam sabia que sua idolatria por Rinka as vezes chegava a ser ridícula, mas não conseguia evitar de se sentir assim perto dela, por mais que tentasse disfarçar quando estavam fora de casa.

– Bom dia, Mi! – respondeu com um sorriso, passando pela irmãzinha e entrando na cozinha. – Bom dia mãe, bom dia pai! – cumprimentou enquanto pegava apenas um bolinho de cima da mesa e saía pela porta dos fundos.

– Não vai tomar o café, filha? – Nadia se preocupava com a saúde da filha. Ela tinha acabado de se recuperar de um resfriado e quase todas as manhãs eram daquele jeito. Nadia queria que a filha se alimentasse direito para não ter uma recaída e ficar gripada novamente.

– Não! Eu tô atrasada!! – gritou em resposta, já abrindo o portão de casa e saindo para a rua.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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A PROTEGIDA E O PRÍNCIPE

– Katherine, se comporte! – irmã Madalena puxava a garota pela mão, impedindo que ela se distanciasse muito do grupo. – Pare de tentar correr para todo lugar garota! Mais parece uma criança desobediente do que uma mulher madura!

– Desculpe, irmã! Mas é que tudo parece tão novo para mim… Há anos não saio do convento. Havia me esquecido de como é o mundo aqui fora! – Katherine olhava extasiada para as barracas de feira ao seu redor. Tudo parecia tão simples e ao mesmo tempo tão cheio de detalhes que ela se sentia impelida a absorver o máximo daquela experiência.

– Este é o mesmo mundo que te maltratou, Katherine… – Madalena a deixara mais próxima de si. – Esse mundo pode ser cruel minha jovem. – apontou para os becos escuros, onde grupos de pessoas se reuniam para apostar dinheiro, contrabando e jovens garotas da vida. – Vê? Há luxúria, violência, ganância, vaidade, abuso, corrupção… Não posso deixá-la se aproximar disso! – apertou a mão da garota com força. – Frei Heitor me deixou como sua responsável! Não permitirei que caia em tentação e que se perca pelo seu caminho.

– Meu caminho… – murmurou a jovem, tomando cuidado para que a freira não ouvisse o pouco caso em sua voz.

Até onde Katherine sabia, ela era dona de sua própria vida e por isso, trilharia o seu próprio caminho. No entanto, todos naquele convento pareciam querer acertar o rumo dela, conduzindo-a por uma estrada por onde não queria caminhar. Ela acreditava em destino, porém, ela não conseguia crer que viver daquela forma era mesmo uma obra do divino acaso. Suspirou e seguiu andando ao lado da irmã, sem mais se aventurar a se afastar dela. A mão já estava vermelha com o aperto forte de Madalena e, aparentemente, mesmo que conseguisse se livrar dela, as demais irmãs que as acompanhavam não permitiriam que ela fosse muito longe. Mesmo um tanto afastadas dela, todas à observavam e tomavam o cuidado de não deixar nada e nem ninguém se aproximar demais. Katherine se sentia como um animal emboscado, sem um lugar por onde fugir.

– Irmã Madalena! – uma jovem freira, de aparentemente 25 anos, aproximou-se da freira mais velha e segurou-lhe os ombros com força. – Há um tumulto logo adiante! Eu vi pessoas voltarem correndo e ouvi algumas comentando de uma briga feroz entre dois cavalheiros. O que devemos fazer, irmã? – soltou os ombros de Madalena e apertou as próprias mãos com o nervosismo. – Eu sei que é o nosso dever ajudá-los, mas estamos com Katherine aqui! – passou os olhos pela garota parada ao lado da freira.

– Eu sei. – olhou para Katherine e depois voltou a encarar com determinação a jovem freira. – Irmã Kátia, vamos impedir que aqueles pobres coitados se matem! Ajude-me a chamar as outras irmãs!

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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AS ESCOLHIDAS

– Poderia saber o que as donzelas tanto têm para conversar? – perguntou o professor parado logo atrás delas com uma feição séria e, ao mesmo tempo, desafiadora.

– Desculpa! – com o susto, as três se desculparam em uníssono.

– Tudo bem! – começou a caminhar de volta para a frente da sala e parou, olhando-as com um sorriso pequeno nos lábios. – Mas se eu as pegar conversando novamente, terei que comunicar essa falta de atenção à coordenação! – se voltou para a lousa, fazendo com que as três amigas respirassem fundo de alívio.

Durante a aula, Trinix ficou olhando pela janela, entediada com a aula de física. Ela estava procurando algo que a distraísse, quando viu a imagem de um garoto lindo, aparentemente de sua idade. Ele tinha cabelos curtos e escuros e seus olhos eram de um azul magnífico e extremamente escuro. Estava vestido com roupas estranhas, pareciam roupas medievais de algum arqueiro ou caçador, cheia de panos e detalhes. Se tivessem algum bordado brilhante, dourado ou prateado, ele seria facilmente atribuído à imagem de um príncipe.

Ele a estava encarando fixamente, como se ela fosse a estranha ali, como se fosse algo novo e ao mesmo tempo ameaçador. Apesar da aparência linda dele, aquele olhar firme e intimidante a estava aborrecendo. No momento em que o viu, ela se espantou, depois, ficou aborrecida com o afronto do garoto, mas, no final, acabou ficando intrigada em saber quem era.

Trinix pensou em mostrá-lo a suas amigas e olhou para o lado para tentar chamá-las, contudo, ela se lembrou da advertência que o professor dera e desistiu. Quando olhou pela janela novamente o estranho havia desaparecido. Ela tentou procurá-lo com o olhar, porém, foi inútil. Ele havia realmente desaparecido!

– Que estranho… Para onde será que ele foi? – comentou em sussurros para si mesma, como se, ao fazer isso, ela pudesse encontrar a resposta dentro da própria mente.

Assim que o sinal bateu, Trinix correu para a janela, à procura do seu estranho garoto de olhos azuis-escuros, mas não obteve sucesso. Quem, afinal, era ele?

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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AS GUARDIÃS DA FÊNIX

O COMEÇO

– Ok… Certo… – concordou, balanço a cabeça para tentar afastar os demais pensamentos. – Voltando ao raciocínio… Como você disse, filha, Harry Potter tem muita coisa a ver com o nosso mundo. E Fantasy seria como aquela escola que eles vão no filme…

– Hogwarts?

– É… Isso… – não sabia se esse era mesmo o nome certo, pois não era muito fã de literatura, mas, ele sabia que a filha o era e por isso, tudo o que ela dissesse referente à livros e palavras, provavelmente estaria certo. – Só que Fantasy é mais como uma universidade ao invés de escola, sabe? Lá, você vai aprender o básico no primeiro ano e depois, as coisas começam a se complicar…

– Vou ter que entregar algum TCC no final do curso? – Lilith perguntou pesarosa.

Pelo o que ela sempre ouviu falar, os TCC’s eram os responsáveis pelos piores pesadelos de jovens universitários. E se eles já eram ruins em cursos “normais”, não queria nem imaginar como eles seriam em cursos que envolvessem magias.

– TC… O quê?

– TCC, pai. – revirou os olhos, impaciente. – Você sabe… Trabalho de Conclusão de Curso. Aqueles trabalhos monstruosos e complicados que universitários são obrigados a entregar no final do curso, para conseguir se graduar.

– Ah sei… – mordeu o lábio.

Selso não gostava de abreviações. Sempre se atrapalhava com elas, a menos que fossem termos voltados para política. Ele gostava de política e por isso, considerava fácil guardar as siglas.

– Bom… Você será avaliada na prática.

– Na prática? – arregalou os olhos assustada e confusa com a resposta do pai. – E o que seria essa “na prática”?

– Conjurar feitiços, preparar poções, quebrar maldições, defender-se de ataques mágicos. Essas coisas… – respondeu como se tudo aquilo fossem coisas naturais de se fazer.

– Hum… – agora Lilith considerava os TCC’s as coisas mais fáceis do mundo de se lidar.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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ERA DE LODOSS

Samantha abriu os olhos, esforçou-se para levantar o corpo, sentou em sua cama, colocou uma das mãos sobre o rosto e com a outra puxou o relógio para ver as horas. Assim que a latência do sono diminuiu um pouco e os números ficaram mais legíveis, a garota decidiu se levantar.

– Que sonho mais estranho… – devagar e ainda sentindo-se sonolenta, ela colocou o uniforme e caminhou até a cozinha. – Bom dia mamãe… Bom dia papai… – pegou o lanche que sua mãe havia deixado em cima da mesa e o colocou na mochila com delicadeza, para não amassar e nem derramar nada.

– Não vai tomar café, filha? – a Silvia, mãe de Samantha, serviu-se de uma xícara de café enquanto observava a filha guardar o lanche que havia preparado.

– Estou sem fome, mãe! – abriu a porta e ajeitou o uniforme.

– É hoje a sua apresentação de teatro? – Luis, pai da garota, virava as páginas do jornal matinal da cidade, atrás de alguma matéria que o interessasse.

– Sim! – olhou para os pais e os viu começarem a fazer aquela fisionomia com a qual estava tão familiarizada. Era a fisionomia que faziam sempre que iriam lhe dar uma desculpa. – Mas… Vocês não precisam ir se não quiserem, ninguém é obrigado a comparecer! – ensaiou um sorriso no rosto para tentar tranqüilizá-los e colocou a mochila nas costas.

– Sinto muito, filhinha, mas… Hoje eu vou ter que ficar até mais tarde na loja…  – Silvia terminou de beber o café e encheu a xícara com o chá que estava no bule a sua frente.

– E eu vou ter uma sessão hoje no escritório… – Luis colocou o jornal de lado e ofereceu um sorriso singelo para a filha.

Esta cena já havia se tornado algo comum dentro da família. Não significava que os pais de Samantha não a amassem, ao contrário, eles a amavam demais, mas precisavam seguir a rotina de seus empregos para conseguir continuar levando o dinheiro que pagaria as despesas necessárias para o futuro da querida filha. Eles julgavam ser necessário fazer alguns sacrifícios em troca de um bem maior, o amanhã de Samantha.

– Tudo bem… – retribuiu o sorriso do pai e atravessou a porta. – Tchau! – fechou-a, tentando não pensar na falta que seus pais fariam em sua apresentação e saiu correndo para não chegar atrasada ao colégio.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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KANITE WORLD

Há muitos séculos, em uma Era diferente de todas as que já vimos em livros de história ou que já tenham sido presenciadas por qualquer ser vivo…

Muitas criaturas, que seriam fictícias para nós, pertenceram àquele tempo, ou melhor, nasceram e morreram naquela Era, muitos, perdendo a oportunidade de prosseguir com a espécie.

Youkais (demônios animais), vampiros, druidas, feiticeiros, fadas, dragões, duendes, anjos, mutantes, demônios, sereias, elfos, deuses,… Ou seja, humanos, criaturas e animais com poderes ou com qualquer outra característica que não possa ser explicada pela ciência dos simples mortais, conseguiram mudar a história, com uma simples frase, a qual era proferida como um mantra durante a tal Era: “Luto porque vivo, amo e sonho… Eu sonho, amo e vivo porque luto… Se não lutasse… Estaria desistindo de tudo isso, do amor, dos sonhos e da vida!”

(“Luto porque vivo, amo e sonho… Eu sonho, amo e vivo porque luto… Se não lutasse… Estaria desistindo de tudo isso, do amor, dos sonhos e da vida!”).

Ela era uma Era Mágica, mas não só por causa de seus seres, mas por causa de sua essência! Esta a qual lhes falo é a Era de Kanite! (Kanite !)

Kanite nasceu da união entre quatro grandes Deuses. Estes representavam os quatro elementos que sustentavam a vida e grande parte do universo: água, fogo, terra e ar.

Os deuses da água e do ar eram conhecidos como os Deuses Celestes, e os da terra e do fogo, como os Deuses Terrestres. Os seres de Kanite acreditavam, de forma correta, que o ar e a água podem alcançar os céus, enquanto que a terra e o fogo não conseguem tal feito, apesar de serem imensamente poderosos em terra firme.

Com o passar dos tempos, alguns desses deuses entregaram seus corações, assim, os Deuses Celestes, Elgards e Medina casaram-se. E, logo após, os Deuses Terrestres, Golbery e Liandra também se uniram em matrimonio. E destes casamentos originaram-se seus filhos: os seres que habitavam Kanite World.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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O DESTINO DA ESCOLHA

– Com licença, senhor! – Jorge, que estava fazendo uma ronda na praça, encontrou o homem no banco, sem reação alguma. – Com licença, senhor, desculpe, mas… Não pode ficar dormindo aqui! É… – parou rapidamente de falar quando tocou a pele daquele senhor e a sentiu totalmente fria. – O senhor está bem? – Jorge o sacudiu levemente com uma das mãos. Enquanto o chacoalhava, percebeu um ligeiro filete de sangue escapando da boca e do pescoço. – Senhor? – resolveu pegar seu pulso, mas isso já era desnecessário. O homem estava morto! – Droga! Tinha que ser justo no meu turno? – pegou o rádio e pediu que enviassem uma ambulância até a Praça das Águas. Olhou, novamente, para o homem e sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha, benzeu-se. O que poderia ter matado aquele homem?

Alguns minutos após o chamado, a ambulância chegou ao local e recolheu o corpo. Apesar de seu trabalho ser recolher pessoas quase mortas e não mortos, não podiam largar o corpo daquele pobre senhor lá na praça até que o furgão do IML chegasse. Somente hoje, dariam uma ajudinha aos amigos e levariam o corpo ao necrotério.

Mayara acordou após o meio dia, estava de férias no serviço, não precisava acordar cedo por enquanto. Poderia dormir e acordar quando quisesse. Teria algum tempo para poder esperar por seu tão misterioso “amigo”. Onde será que ele estaria?

Foi até a cozinha, pegou um suco de laranja na geladeira, serviu-se de um farto copo da bebida e foi novamente até a sacada. A porta permanecia aberta, mas nenhum vestígio de que tivessem passado por ela.

Que desapontamento!

Será que nutria um desejo impossível de se realizar?

– É… Você não apareceu… Mais uma vez… Você não pareceu… – voltou ao quarto, abriu a janela e ficou a admirar as lindas árvores que a Praça das Águas tinha.

Reparou em uma ambulância saindo de lá. O que havia acontecido? Algum acidente envolvendo assaltantes? Ou a pessoa foi apenas mais uma vitima do acaso? Não tinha tempo para tentar descobrir o que era, tinha que ir buscar sua linda sobrinha na escola, havia prometido à irmã que pegaria Laura na escola de inglês, já que Beatriz não podia mais sair de carro ou andar longas distâncias por causa do oitavo mês de gravidez.

Olhou para o relógio. Á que horas a sobrinha saia da aula, mesmo? Apoiou-se na parede enquanto pensava. Sentiu como se algo passasse como um fleche por sua memória e se lembrou. Ela sairia à uma da tarde! Olhou para o relógio mais uma vez… Estava atrasada!

Trocou-se rapidamente, saiu do apartamento sem se importar muito em fechar a janela e a porta da sacada. Tinha que correr. Não queria deixar a querida sobrinha esperando.

Foi até a garagem e pegou a sua moto. Uma Honda preta, linda, sempre brilhante por causa dos muitos cuidados que Mayara dedicava a ela. Aquela moto era como se fosse de estimação.

Saiu apressada. Provavelmente Laura já estivesse saindo da aula. Passou correndo pela praça, sem se importar muito em tentar descobrir o porquê de a ambulância ter parado por ali. Afinal… Estava com pressa, não podia mais perder tempo!

Após alguns minutos de exasperação e muita corrida, passando por sinais já amarelos e cruzando os espaços vazios entre os carros para evitar congestionamentos, Mayara conseguiu chegar até a escola de inglês.

Mas, apesar de toda a correria, não conseguiu chegar antes que a aula acabasse e Laura já a esperava no portão.

– Desculpe o atraso Lá! Perdi a hora! – desculpou-se enquanto retirava o capacete e estendia outro para a sobrinha.

– Tudo bem tia May… Eu saí faz pouco tempo! – Laura, colocou o capacete e subiu na moto, deixando o material entre ela e a tia, para que não caísse.

Mayara esperou a sobrinha terminar de se ajeitar e saiu com a moto. Agora não estava mais com tanta pressa, não precisava correr ou fazer todas aquelas loucuras que havia feito para tentar chegar a tempo. Precisava dar um bom exemplo e zelar pela segurança da sobrinha que agora a acompanhava.

– Lá… O que você acha de pararmos em uma sorveteria, pegar um sorvetinho e dar uma volta por aí? – perguntou enquanto esperava o sinal abrir.

– Acho legal! – pegou o celular e o colocou com uma das mãos por baixo do capacete. – Só me deixa avisar a minha mãe que vou sair com você… – enquanto ligava para a mãe, com a mão que estava livre do celular, ela segurava a cintura da tia, para que não caísse quando Mayara desse a partida na moto.

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– Como será que esse homem morreu? – Tomé olhava de tempos em tempos pela janelinha que ficava dentro da ambulância. Queria vigiar o corpo, estava apreensivo.

– Deve ter sido assaltado, tentou revidar e os canalhas deram cabo da vida do infeliz… – respondeu Leandro, batucando as mãos no volante enquanto esperava o sinal abrir.

– Tem certeza? – fechou a janelinha. – Você viu as marcas no pescoço do cara? Até parece coisa de… Vampiro… – Tomé benzeu-se.

– Ha, ha, ha, ha… Vampiro? Tá doido Tomé? Desde quando este tipo de coisa existe? – Leandro ria enquanto dava partida no carro. – Andou assistindo muitos filmes de terror, ein!

– Não tô de brincadeira, não! – abriu novamente a janelinha e ficou a observar o defunto, como se esperasse que ele levantasse a qualquer momento. – Você não viu as marcas no pescoço? São dois buraquinhos, que nem aqueles que dizem que os vampiros fazem no pescoço da gente quando mordem… O maldito deve ter-lhe sugado a vida!

– Ora Tomé… Deixa de paranóia… – Leandro deu uma breve olhada na direção do amigo. – E vê se deixa o cidadão em paz! Ninguém gosta de ser observado. Respeite a morte do infeliz! Dá-lhe o descanso merecido, homem! – com uma das mãos fechou a janelinha. – Você vai ver… Quando fizerem a autópsia, vão dizer que o pobre coitado morreu devido a um golpe certeiro na nuca, ou por overdose de alguma droga injetada diretamente na artéria dele. Não vai haver nada sobre ter sido sugado até a morte…

– Sei não Andro… Tomara… – se acomodou no banco, ligou o rádio e fechou os olhos. Queria tentar dar razão ao amigo e esquecer aquele defunto.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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OS ANJOS DA GUERRA

Em um lugar onde anjos descansam e meros humanos não entram…

Um Anjo chamado Yuri estava em frente a um lindo quadro, o qual retratava, com delicadas cores e sutis pinceladas, a paz que havia entre mortais e celestes.

– Lindo, não? – um anjo com magníficas asas, havia se aproximado delicadamente de Yuri.

– É o meu preferido, Kaory… – respondeu Yuri sem se virar para encará-la. Ela estava parada ao seu lado, mas ele referia continuar a admirar a bela pintura a sua frente.

Kaory era magnífica! Suas asas eram formidáveis, de um tom gelo com sutis mesclas arroxeadas. Alguns anjos, assim que são convocados a participar do paraíso celeste, preferem abdicar de suas antigas formas e adotar o aspecto andrógeno, comum entre eles. Mas Kaory ainda mantinha a aparência de quando era humana, mesmo que isso diminuísse seus poderes angelicais, ela preferia assim. Já era considera suficientemente forte e não via necessidade de abdicar de seu corpo torneado e sua impressionante cabeleira ruiva. Não o fazia por vaidade e sim por apego por uma vida que sentia saudade.

– Ele me faz lembrar o motivo de nossa missão… – ela colocou a mão sobre ombro do formoso anjo.

– Restabelecer o elo entre humanos e anjos! – lembrou-se o anjo.

Assim como Kaory, Yuri também mantinha sua antiga aparência. Ele era tão forte quanto a companheira e sentia tanta falta quanto ela de sua vida passada. Suas asas eram maiores do que as de Kaory e possuíam um leve tom prateado sobre o branco brilhante. Seu corpo era resistente, com salientes músculos. Seus cabelos eram curtos e ruivos como os de Kaory.

– Esse motivo, nós nunca esqueceremos, não é irmão… – Kaory encarou os olhos azuis e cintilantes que haviam acabado de se voltar para ela.

– Naomi e Toya! – Yuri sua voz havia saído pesada. Seu amargurado olhar estava preso aos olhos azuis esverdeados, cheios de brilho de sua irmã.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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OS CAÇADORES

– Posto seis, pronto!

– Posto quatro e três, preparadas!

– Posto cinco, tudo certo!

– No posto dois tá tudo preparado também! – apenas baixa estática se ouvia pelo fone do walk tok. – E no posto um? – silêncio novamente. – Lariane! – chamou em um tom imponente.

– Estou prontinha, meu amor! – ouviram-se risadas abafadas depois da resposta inesperada. – Quando você mandar! – avisou quando percebeu que o som de risos diminuía.

– Então, no três começamos! – um suspiro se fez ouvir através da ceve interferência da estática. – E vê se não me assusta garota…

– Eu sei me cuidar, querido… – sorriu, deliciando-se com a preocupação dele. – Câmbio e desligo! – ela não desligara o walk tok, mas simplesmente avisara que a conversa deveria acabar por ali. Todos fizeram o mesmo, mantiveram seus aparelhos ligados e, mais uma vez, o silêncio permanecia quase absoluto.

Além da falta de vozes, também havia a ausência de sons pela mata. Parecia como se toda criatura viva que estivesse por ali soubesse o que eles estavam prestes a fazer. Até o vento havia se aquietado e para Lariane isso era uma vantagem na operação, desta forma, o cheiro deles não seria espalhado e os flagraria.

– Um… – ouviu-se a mesma voz de antes. – Dois… – a expectativa crescia. – Três!

Uma explosão, ensurdecedora para os mais sensíveis, atingiu a calmaria tensa do lugar. E mais outra se seguiu depois desta, cada vez mais perto de um buraco grande, cavado no solo.

Em resposta à explosões cada vez mais próximas de sua toca, uma criatura gigantesca saiu correndo buraco a fora, procurando por algum responsável pelo suposto ataque. A sua velocidade e os movimentos ágeis chegavam a ser impressionantes, transformando-a em um enorme vulto por alguns segundos.

Lariane observava tudo do alto de uma árvore, próxima à aparente cratera no chão. Assim que viu seu alvo sair da toca, preparou a arma com os dardos tranqüilizantes. Ela percebeu a velocidade incrível e também viu os dardos dos companheiros errarem a mira. A garota precisava retardá-la.

Contou os segundos precisos e preparou para saltar do galho. Ficou em uma posição em que tornasse o peso de seu corpo ainda mais favorável durante a investida.

No tempo exato, ela saltou sobre a criatura, a qual, surpresa com a ousadia inesperada, tropeçou nas próprias patas e retardou a corrida.

Lariane se posicionou nas costas daquele estranho animal e aproximou o cano da arma do pescoço do alvo, disparando duas vezes seguidas. A criatura tombou e a garota se posicionou ao seu lado.

– Foi mal… – sussurrou enquanto retirava os dardos vazios daquele grosso pescoço. Olhou com cuidado para um dos responsáveis pela missão do grupo ali. Agora que estava imóvel, estatelado pelo chão, ela podia realmente ver o quão grande era. Se fosse para compará-lo com algo, seria com o abominável homem das neves. Mas, Lariane nunca havia visto algo daquele tipo em toda a sua vida.

O animal tinha pêlos espessos e negros, com várias mechas avermelhadas que se acumulavam principalmente ao redor do dorso. A criatura podia andar sobre as duas patas traseiras normalmente se quisesse. Não possuía orelhas, apenas pequenos ouvidos escondidos sob a pelagem. Sem mencionar que era um ser vigoroso, com músculos rígidos e garras enormes, extremamente afiadas. Lariane não conseguia ver as presas e os olhos, pois o pobre animal caíra de cara no chão.

Tentou se aproximar mais e arriscar virar a cabeça dele. Queria realmente ver como era. Caso alguém reclamasse, ela diria que não queria que o alvo sufocasse com a boa enfiada na grama e o fofinho enterrado na terra.

Assim que conseguiu virara cabeça, ouviu o barulho de passos se aproximando. Levantou-se em alerta, deixando o rosto da criatura virado para o lado. Nem ao menos tivera tempo de dar uma olhada decente naquele rosto.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UM MUNDO NOVO

– Quem era aquele garoto? – ligou o chuveiro enquanto esfregava os olhos, novamente pesados de sono. – E por que eu não reagia? Era tão natural… – despiu-se e entrou debaixo da água quente que caia do chuveiro, deixando que ela escorresse pelo seu corpo. – Parecia que eu o conhecia e que nós já… – um arrepio percorreu-lhe a espinha e resolveu tentar desviar o pensamento.

Kayra já estava debaixo do chuveiro há mais de meia hora. A água lhe dava tranqüilidade e a ajudava a pensar melhor. Sem mencionar que ela estava em férias e não precisava se preocupar com horários, apenas com o fato de não passar o mês todo dormindo.

Pegou o sabonete e se ensaboou, colocou seu corpo na água e tirou todo o sabão. Depois fez o mesmo processo com o shampo e com o condicionador no cabelo. Quando decidiu que havia ficado tempo suficiente ali, desligou o chuveiro. Já sentia-se satisfeita e com uma sensação ótima de leveza.

Pegou a toalha, se enxugou, olhou para o espelho e viu uma garota no auge de seus 18 anos, com cabelos ondulados e ruivos que lhe caiam sobre os ombros.

O busto não era avantajado, mas também não era pequeno. Sua cintura era fina e seus quadril e coxas eram fatos.

Sua pele era sedosa e macia, com leves marcas de biquínis. Virou-se de lado para o espelho e enrolou-se na toalha. Pegou a pasta de dentes, os escovou e colocou água na boca, enxaguando-a. Terminou de se secar e voltou a se olhar no espelho.

– Eu não sou mais uma criança. Eu não sou mais a mesma garotinha inocente. – colocou a mão sobre o espelho. O que ou quem ela estava tentando convencer?  – Eu já sou uma… – mas, antes que pudesse completar a frase, a imagem que observava tinha se tornado diferente no espelho.

No reflexo ela não estava mais de toalha e com os cabelos bagunçados e molhados, mas vestida com um magnífico vestido branco, cheio de bordados roxos e delicados. Em sua cabeça descansava uma esplêndida coroa e sua desgrenhada cabeleira tinha se transformado em cachos lindo e perfeitos.

– O quê? – estava incrivelmente impressionada e pasma. – Mas essa… – arregalou os olhos assustada. – Sou eu!? – quando tentou se aproximar mais para ver melhor, a imagem voltou ao que era antes e o seu reflexo com uma toalha reapareceu.

Kayra sacudiu a cabeça e olhou para o espelho novamente, no entanto, nada havia mudado. Convenceu-se de que aquilo era apenas um fruto de sua imaginação e saiu do banheiro com a toalha no corpo.

– Acho que estou vendo coisas! Tenho definitivamente que parar de pensar naquele sonho. – ela jogou a toalha sobre a cama. – Isso está me deixando louca!! – fechou a porta, andou até o armário e o abriu. – Vejamos… O que vou vestir hoje?

Estava um dia quente, então ignorou as roupas pesadas e compridas, passando os olhos por uma saia e uma blusinha de alça.

– Já sei! – pegou aquelas peças de roupa e as vestiu.

Logo depois foi até a cozinha, olhou para a mesa do café sem muita fome. Sentou em sua cadeira de costume, pegou um pouco de leite e meio pedaço de pão.

Enquanto arrumava a mesa, viu um bilhete na geladeira. Deixou um pouco de lado o que estava fazendo e foi até ele, tirando-o de lá e lendo-o.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UMA GRANDE AVENTURA

Além do som natural de passaros cantando pela manhã, no quarto de uma garota havia o som de algo mais… O som irritante de um despertador.

– Ah não… – Fabiula procurava pelo despertado sem tirar a cabaça debaixo do travesseiro. Ela estava morrendo de sono e odiava acordar cedo aquela campainha irritante sempre a irritava pelas manhãs.

– Vamos filha… Levanta! Você não quer chegar atrasada na escola, ou quer? – a voz de sua mãe, a qual havia acabado de entrar no quarto, por algum motivo, a fazia sentir-se mais desperta.

– Ta, mãe! Já estou indo! – se levantou devagar, desligou o irritante despertador, pegou o uniforme guardado da gaveta e foi até o banheiro.

Durante o seu habitual banho matinal, o qual a acordava completamente, ela pensava no sonho que tivera. Nele, ela, finalmente, se encontrava com amor de sua vida, com o garoto ideal. Mas, infelizmente, assim que acordou, além do sonho ter acabado, o rosto daquele maravilhoso menino havia desaparecido de sua memória. Por mais que ela se esforçasse para lembrar, não conseguia ter nenhum avanço.

– Filha! Vai logo nesse banho!

– Já estou saindo!

Desligou o chuveiro e começou a se secar. Segundos depois, enquanto se trocava, ela sonhava com as aventuras que nunca tivera em sua vida, com perseguições, assassinatos, mistérios e tudo mais que há de impressionante em filmes e livros de ação e suspense.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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UMA VIDA DE HERÓI

Essa história começa de uma maneira um pouco diferente das demais! Aqui, eu não vou começar contando como foi o inicio da nossa dupla. Vou começar pela metade.

Já passamos por diversas dificuldades e por inúmeras situações bizarras. Já presenciamos nascimentos e chacinas. Já choramos muito e rimos o dobro.

É…

Já vivemos quase tudo que um ser humano normal poderia viver.

Mas…

AHÁ! Eu e o meu companheiro não somos normais! Aliás, o Luka não é nem um pouco normal!

Sabe…

Ele é do tipo de mago que se considera o mais poderoso do mundo.

Se alguém disser que é bom em alguma coisa, ele tentará ser ótimo, independendo do que quer que seja essa coisa.

Como certa vez em que a irmã dele comentou que eu seria uma boa mãe, caso algum dia eu viesse a ter filhos.

Como um bom homem, ele deveria ter entendido a indireta da Loren e ter vindo conversar comigo, ou até mesmo ter ignorado a conversa e fingido não ter ouvido nada, o que seria uma reação comum masculina.

No entanto, ao invés de ter essas reações banais e corriqueiras, ele correu procurar por alguma magia que o permitisse engravidar, somente para provar a nós duas que ele seria uma “mãe” muito melhor do que eu!

Ah deuses…

Dêem-me MUITA paciência!

E é claro que nessa ocasião, assim como em muitos outros casos, eu o explodi algumas vezes com encantamentos leves, até que desistisse da idéia e me prometesse parar de ser tão… Tão… Extremista!

Mas, como sempre, ele promete, mas dificilmente cumpre. Ele ainda não tem uma noção muito boa de limites.

Apesar de tudo, eu realmente amo o Luka! Acho-o um homem perfeito para mim, salvo alguns probleminhas que impedem de nos amarmos abertamente.

Bem…

Como já deve ser dedutivo a essa altura da narrativa, nós somos uma dupla de heróis e, como tais, temos muitos inimigos.

Se eles já tentam nos separar sem saber de nossos verdadeiros sentimentos um pelo outro, tente imaginar se descobrissem que nos amamos!

Seria uma informação de prato cheio para se vingarem de nós! Seria maravilhoso para eles nos verem sofrer longe um do outro e nos torturarem.

Sem mencionar que, se nós finalmente ficarmos… Hm… Intimamente juntos e eu engravidar?

O Luka segue o código do bom Paladino. Ele não me permitiria lutar e continuaria da mesma forma cavalheira de brigar, sem atacar mulheres.

Portanto, se aparecer uma vilã e eu estou grávida, como fica a situação? Quem acabaria com a raça dela?

Tá aí o problema!

Ninguém!

Assim, sem ninguém para derrotá-la, ela fica super poderosa e tenta destruir ou “redecorar” o mundo a seu gosto.

Consegue ver a complicação do caso?

Não é difícil acabar com um super vilão. Destruímos um a cada ano!

O complicado e frustrante da história toda é ter que SEMPRE salvar a Terra e, por causa disso, eu não consigo tirar umas férias com o Luka. E sem férias não há descanso. Sem descanso não há oportunidade quentes para o amor.

Isso realmente me deprime às vezes…

Contudo, são ossos do ofício, não é?

Quem mandou eu me apaixonar pelo meu companheiro de batalhas e aventuras?

Mas chega de introdução!

Vou começar a narrar a partir do agora, deste ano, deste instante!

Com vocês…

E para você…

A história de uma fantástica e atrapalhada dupla de heróis; de uma feiticeira chamada Aline e de um mago chamado Luka!

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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SHOCK OF WORLDS

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Você já se perguntou de onde surgem as histórias fantásticas que lemos nos bilhões de livros pelo mundo? Como os escritores conseguem criar algo tão surpreendente?

Pois é… Eu já!

E descobri que os escritores, na verdade, são os receptáculos dessa realidade para com as outras.

Se não entendeu, vou explicar melhor.

Conhece a teoria da Quinta Dimensão?

Bem… Ela basicamente diz que existe uma dimensão “escondida”, a qual não se enquadraria dentro das quatro que conhecemos (a altura, a largura, o volume e o tempo).

Mesmo que não haja provas para tornar a teoria real, para boa parte dos físicos teóricos, a quinta dimensão existe, sim. Só que, simplesmente, não podemos detectá-la. Ou melhor, nem todos podem detectá-la.

Algumas pessoas acreditam que essa quinta dimensão refira-se ao mundo espiritual, outras a um universo paralelo ao nosso em que realidades alternativas acontecem. E as mais ousadas acreditam que ela seja um mundo criado através de desejos e pensamentos fortes o bastante para dar vida a alguma coisa.

Enfim… Pelo pouco que presenciei, devo dizer que todos estão certos.

Sim, existe a Quinta Dimensão.

Sim, ela se refere ao mundo espiritual.

Sim, ela é um universo paralelo com realidades alternativas.

Sim, é um mundo criado por desejos e pensamentos poderosos.

E… Também devo admitir que não existe somente ela. A coisa se expande muito além da quinta, indo a algo inimaginavelmente expandido.

Digamos que em cada dimensão existe um mundo diferente vivendo. São realidades incríveis que vão muito além de nossa imaginação. Tudo fora de nossas quatro dimensões é possível!

Quando Shakespeare escreveu que “há mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia”, com certeza ele deve ter captado a essência básica da situação.

No entanto, o que, diabos, os escritores têm a ver com toda essa loucura?

É aí que entra aquela informaçãozinha sobre eles serem receptáculos.

Nós, escritores, somos os famosos contadores de história. Podemos contar aquilo que vemos e ouvimos, ou, então, falar sobre algo aparentemente intangível, porém excitante.

As “ideias” surgem de sonhos, histórias que lemos, situações que presenciamos, lugares que vimos, enfim… A coisa funciona mais ou menos assim “Caraca! Isso poderia dar uma bela história!” e KABUM as palavrinhas começam a se formar magicamente e começamos a ver cenários e personagens como se fossem reais. Tudo surge num passe de mágica!

Contudo, não é bem assim que funciona. Essas “ideias” são, na verdade, deslumbres de outras realidades. Nós contamos as histórias do nosso e de outros mundos.

Ás vezes, recebemos algo durante um sonho, quando estamos divagando ou até mesmo fazendo compras em lojas dentro de um mega shopping lotado e agitado! Nesse ultimo exemplo podemos ver um receptáculo extremamente avançado na arte de vislumbrar realidades, mesmo que a pessoa não saiba disso.

Sabe quando dizem: “nossa! Você é exatamente como eu imaginava a minha personagem!”? Pois bem… Talvez você realmente seja a personagem! Podem ter vislumbrado o seu outro ser em outra dimensão. Pode acontecer! Não sei ao certo como isso funciona exatamente, mas acho que é aquele lance de uma realidade paralela acontecendo ou do nosso espirito estar dividido em diversos mundos por aí.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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TEMPOS DE APOCALIPSE

Tempos de Apocalipse

– Lara, querida! – escutei alguém gritar.

Girei sobre os calcanhares e procurei pela dona da voz. Encontrei uma mulher de cabelos loiros e cacheados acenando entusiasmadamente para mim. Acenei de volta, um tanto encabulada.

Percebi que havia um homem de cabelos castanhos ao lado dela. Ele era alto e parecia tão animado quanto a mulher. Mordi os lábios. Eu acabara de encontrar os meus tios.

– Lara! Larinha! – minha tia correu até mim como se estivesse correndo por um campo florido, prestes a encontrar a pessoa amada.

– Há quanto tempo, pequena! – meu tio apenas caminhou rápido. As pernas suficientemente compridas dele já davam conta da distancia, sem que ele precisasse correr como minha tia.

– Oi, Rebeca. – retribui o famoso abraço “quebra ossos” dela. – Oi, Marcelo. – reprimi uma careta quando ele bagunçou o meu cabelo.

– O que aconteceu com “tia Beca” e “tio Má”? – Rebeca colocou as mãos sobre os quadris, como se estivesse me repreendendo por algo.

– Rê, ela tinha apenas cinco anos quando nos chamava assim. – Marcelo piscou na minha direção. – A Larinha está bem grandinha para essas coisas.

– Pois eu não acho! – Rebeca me encarou de uma forma tão ameaçadora que acho que acabei dando um passo para trás involuntariamente.

– Desculpa, eu estava meio desacostumada, Rebe… Digo, Tia Beca! – puxei minha mochila para mais perto.

– E onde estão suas malas? – Marcelo olhou ao redor de mim, onde, obviamente, não havia mala alguma.

– Meus pais vão mandar depois… – vi Rebeca me lançar aquele olhar assustador novamente. – Tio Má. – caramba! Quando eu iria me acostumar com isso?

– Então, venha Larinha. – Rebeca me puxou pela cintura e foi me conduzindo para a saída do lugar. – Temos muita coisa para lhe mostrar aqui em Campos do Jordão.

– Você vai amar o lugar, como sempre. – o meu tio pegou minha mochila e foi andando ao meu lado, tentando diminuir as passadas de suas grandes pernas para nos acompanhar.

O dia estava nublado e absurdamente frio. Eu sempre amei dias frios, mas não estava adequadamente vestida para a temperatura baixa.

Maldita previsão do tempo! Preciso aprender que quando dizem que haverá sol quente, com certeza, acontecerá uma chuva de granizo!

Abracei meu próprio corpo e não me incomodei quando tia Rebeca me puxou para mais perto dela. Qualquer tipo de calor era bem vindo naquele momento. Baixei a cabeça para me proteger do vento e por isso não os vi parados diante da caminhonete vermelha de meus tios.

Senti que alguém me observava e reparei em cinco pares de pés parados diante de mim. Ergui a cabeça, afastando o cabelo, que voava direto para minha cara, chicoteando minhas bochechas.

Diante de mim estavam os garotos mais lindos e estranhos que já vira. Um ruivo, um moreno, um loiro e os outros dois últimos de cabelos bizarramente negros e brancos. Eu teria gargalhado diante da cena, se ela não fosse tão peculiar a ponto de me deixar sem ação alguma. Sem mencionar o fato de que eles eram realmente maravilhosos.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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PRESA AO FUTURO

Presa ao Futuro

Sinceramente? Nunca fui muito boa em matemática… Sempre me dei melhor com as palavras do que com os números. Fato que julgo engraçado dadas as circunstâncias em que me encontro desde que me conheço por gente…

Lembro vagamente que aos cinco anos de idade acordei assustada e despertei a casa inteira com os meus berros. Quando minha mãe me pegou nos braços e me perguntou o que estava acontecendo, disse que havia visto números malvados que não paravam de me atormentar. Na época, eu não conhecia direito a ordem numérica, apenas o suficiente que me era ensinado na escola, contudo, reconhecerá as contas que surgiram em meus sonhos.

Minha mãe, surpresa com o que eu dizia, tentou me acalmar dizendo que eu estava sonhando com aquilo por causa do que eu vinha aprendendo de novo e, aparentemente, coisas novas me assustavam.

– Mas, mamãe! – agarrei o pijama dela. – Os números malvados não paravam de me sussurrar coisas assustadoras!

– Que coisas minha filha? – disse sorrindo.

– Que o titio e mais outras cinco pessoas serão os únicos sobreviventes de um acidente muito feio de trem amanhã!

– Ora essa… – ela me colocou de volta na cama com um olhar desconfiado. – Primeiro, números não sussurram e segundo… – mordeu os lábios. – Você é muito pequena para se preocupar com coisas tão ruins assim!

– Mãe! Os números sussurram sim! Eles ficam dançando na minha cabeça, vão se misturando e formando números novos até que começo a ver alguma coisa… – apertei minhas mãozinhas contra o colo. – Só que é tudo tão embaralhado que eles ficam sussurrando e explicando tudo com vozinhas finas e irritantes!

– Já chega! – ela começou a me deitar e colocar a coberta pesada sobre mim. – Está tarde e amanhã você tem aula!

– Tá… – resmunguei. – Mas… Mamãe…

– O que? – perguntou antes de apagar a luz do meu quarto.

– O titio pega trem?

– Todos os dias para ir trabalhar… – me respondeu um tanto contrariada.

– Então, pede para ele não ir trabalhar amanhã, por favor! – tentei pedir com a minha melhor voz angelical.

– Não posso fazer isso. – ela apagou a luz. – Seu tio é um adulto e precisa ir para o trabalho. Você é uma criança ainda, Megan. Não precisa ter medo. Sonhos assim não acontecem! – jogou um beijo na minha direção. – Boa noite, meu amor.

Quando o acidente aconteceu, minha mãe deixou de me chamar de “meu amor” por um longo tempo, porém, nunca mais deixou de me olhar desconfiada sempre que meu olhar fica perdido ou quando deixo claro que tive um pesadelo.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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NO WONDERLAND

No Wonderland

A história de Alice no País das Maravilhas sempre me encantou. Eu achava incrível ela ir parar em outro mundo mais fantástico do que o nosso, porém com os mesmo problemas sociais e políticos.

Nunca imaginei que eu fosse vivenciar algo ainda mais surpreendente do que a Alice vivenciou! Mas, foi o que aconteceu.

Recentemente descobri que algumas pessoas possuem criaturas mágicas que se auto intitulam seus protetores.

Essas criaturinhas são animais que, à primeira vista, parecem comuns: um coelho, um grilo, um cão, um gato, um pássaro,…

Quando o humano escolhido está preparado para a travessia, os animais se transformam em seres falantes, maiores e cobertos de armaduras, que se tornam os responsáveis por levar os seus protegidos ao mundo fantástico de onde realmente vieram.

Os protetores apenas se separam de seus escolhidos quando estes têm filhos, pois, assim são transferidos ao primogênito ou à primogênita. Dessa forma, as criaturinhas nunca morrem e continua intacta a tradição de levar seres humanos ao mundo das maravilhas para defendê-lo.

Ninguém sabe ao certo quando estará pronto, porém, os protetores sabem. Eles simplesmente sentem que a energia dentro da pessoa aumentou o suficiente para que se aguente a travessia e também para que eles possam usufruir dela durante a transformação.

Aparentemente, os protetores não conseguem armazenar muita energia no mundo em que vivemos e, por isso, precisam pegar a nossa emprestada para poder se transformar.

E foi assim que aconteceu comigo.

(trecho do primeiro capítulo do livro).

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Aviso: os trechos expostos foram copiados e colados de forma QUASE aleatória, sempre pegando algo do primeiro capítulo de cada livro. Portanto, é normal não fazer tanto sentido quanto deveria! rs…



{agosto 21, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

Mariane não conseguia se mover. Seus olhos estavam presos naquela figura. Estava completamente chocada em vê-lo ali. Não conseguia desviar seus olhos, não conseguia emitir som algum. Estava petrificada e ignorava completamente as conversas que aconteciam ao seu redor.

Aquele garoto, de pele bronzeada, camiseta vermelha, corpo definido, jeans escuro, tênis da Adidas, cabelos escuros com brilhos ruivos, olhos verdes-oceano e sorriso maroto.

Sentado à duas fileiras na sua frente, em uma carteira que ficava na diagonal da sua, para a direita, estava o garoto que tinha esbarrado com ela no mercado.

Ele estava apoiado no braço da cadeira, segurando a cabeça com uma das mãos, enquanto observava Mariane com um sorriso divertido.

Por mais que tentasse virar o rosto, não conseguia. Sentia-se incomodada em estar revidando o olhar dele, mas não via escolha. Sentia-se incapacitada de desviar o olhar ou disfarçar o nervosismo e o interesse que estava sentindo.

O que ele faz ali?

Por que ele está na PUC?

Perguntas e mais perguntas cruzavam sua mente em alta velocidade.

Meu Deus! Ele é LINDO!

Não conseguia refrear seus pensamentos, ela os deixava vagarem livres por sua cabeça. Só tentava impedi-los de escaparem por seus lábios. Se ela acabasse falando em voz alta o que estava pensando, corria o risco que ele a ouvisse.

Apesar de Mariane acreditar que seria quase impossível de ele entendê-la no meio do barulho e da baderna em que a sala se encontrava, mas, mesmo assim, ela não queria arriscar.

Por que fica encarando?

Será que reconheceu?

Ela meditava sobre o porquê de ele continuar a olhá-la tão fixamente. Queria descobrir se ele a havia reconhecido. Fazia muito tempo desde aquele dia em que haviam se trombado no mercado. Será que ele se lembrava dela?

Por que está sorrindo tanto?

Tenho cara de palhaça é?

– Fiquem quietos! Vou fazer a chamada! – anunciou o professor, puxando a lista de presença para mais perto.

O garoto sorriu ainda mais e piscou para ela antes de se virar para frente, para poder olhar o professor. Mariane sentiu seu rosto arder e tinha certeza que suas bochechas estavam vermelhas de vergonha. Abaixou o rosto, tentando disfarçar o seu nervosismo e evitar que alguém visse o seu rubor.

– Ao menos vou saber como ele se chama… – sussurrou para si mesma, tentando distrair-se e acalmar os batimentos de seu coração.

– Adilson Campos!

– Eu!

– Agatha Sousa!

– Eu!

– Aídia Leite!

– Aqui!

– Alessandro Freitas!

– Eu!

– Amanda Lupani!

– Faltou!

– Amarildo Salles!

– Aqui!

– Anderson Remo!

– Aqui!

– Andréia Nunes!

– Faltou!

– Andrey… Ah… Esse daqui deve ser novo… – comentou quando viu que aquele nome era a única coisa de diferente naquela lista. – Andrey Strijder Draak! – anunciou o nome completo, ao invés de dizer apenas o primeiro sobrenome depois do nome, como sempre fez. Já que aquele era um aluno novo, não custava chamá-lo pelo nome todo uma única vez.

– Aqui! – o garoto que ela tinha reconhecido como “aquele que havia esbarrado nela no mercado”, levantou a mão enquanto respondia. Andrey se virou e a encarou novamente com um sorriso audacioso e culpado.

Mariane sentiu-se abobalhada. Ele era o Andrey de seus sonhos? O Andrey do telefonema? Não podia ser… Estava pasma. A voz dele era a mesma voz do Andrey que supostamente conhecia.

Portanto, o Andrey e o garoto do mercado eram a mesma pessoa! Os garotos que mais tinham mexido com o seu coração em toda a sua vida… Eram um só! E estava ali, agora, sentado na sua frente, achando a expressão abobalhada dela divertida!

Mariane sentia-se completamente confusa. Não sabia se ficava feliz por finalmente ter descoberto quem eram, ou melhor, quem era. Ou se ficava com raiva por tê-la enganado durante todo esse tempo.

– Mariane… Daqui a pouco é você… – Karen havia percebido que a amiga estava completamente distraída e decidiu avisá-la para que prestasse atenção na chama.

– Hã? Quê? – ao ouvir a voz da amiga, chamando-a, Mariane sentiu como se estivesse saindo de um tranze. Era como se Karen a tivesse puxado do meio de seus pensamentos para o mundo real.

– Olha… – apenas apontou para o professor.

– Maria Gringh!

– Aqui!

– Mariana Dalma!

– Faltou!

– Mariana dos Santos!

– Eu!

– Nossa… Obrigada, Ká… – sussurrou em agradecimento, quando percebeu que o seu nome estava chegando e que quase perdera a chamada por causa de seus devaneios. A amiga apenas deu um sorriso e voltou a desenhar algo no caderno.

– Mariana Polis!

– Aqui!

– Mariane L’acqua!

– Aqui! – levantou a mão e depois se acomodou em sua cadeira.

Sentia-se um pouco mais calma, agora que havia se distraído com a chamada. Mas ainda queria esclarecer algumas coisas sobre Andrey.

Suspirou e olhou para baixo, ele não estava mais olhando para ela. Mariane sabia que não conseguiria conversar com ele durante a aula, ela teria que esperar até a hora do intervalo. Quando ele saísse da sala, ela o faria dar algumas explicações.

 

–\\–||–//–

 

– Para onde estamos indo, meu mestre? – Luara ainda era puxada pela mão.

Fazia algumas horas que ela e Giulian estavam andando pelo mundo humano. E em momento algum ele havia soltado de sua mão. Isso a deixava feliz, mas estava começando a ficar cansada de andar sem objetivo por aquele lugar.

– Calma querida… Logo chegaremos lá…

Giulian continuava a andar, olhando placas, pessoas, cães,… Ele caminhava como um humano. Parecia habituado com aquilo tudo, mas na verdade, todos os seus atos não passavam de imitação. Ele observava todos os homens ao seu redor e tentava fazer o mesmo.

– Telonius me fez um mapa do lugar… Sei para onde estamos indo. – o giant virou em uma esquina. – Parece que algumas autoridades de guerra dos humanos vieram para cá, para tentar bisbilhotar nossas naves. E eu resolvi poupar-lhes a viagem. – olhou para Luara e sorriu. – Vou até eles. Quem sabe não consigo um bom servo humano lá?

– Ás vezes o meu rei é muito precipitado, sabia? – Luara retribuiu o sorriso, mas logo depois olhou para seus próprios pés com um olhar cansado. – Essa forma é muito fraca… Já estou me sentindo cansada…

– Venha cá… – Giulian diminuiu o passo e a puxou para mais perto de si, passando o braço ao redor da cintura bem definida de Luara. – Pode ser fraca, mas… Sabia que você está incrivelmente atraente e irresistível? Estou começando a achar que a sua forma humana virou um fetiche para mim! – sorriu provocante, enquanto a devorava com os olhos.

Os cabelos azuis da giant agora eram castanhos muito escuros. Ela tinha diminuído de tamanho, mas suas curvas estavam mais acentuadas. Seus olhos continuavam azuis e seus lábios eram carnudos e rubros, incrivelmente convidativos.

– Quadris largos, busto farto, lábios tentadores, olhar penetrante, cabelos brilhantes… Até mesmo a sua pele, com esse tom… Como eles dizem mesmo? Ah é! Com esse tom bronzeado, é uma tentação para mim! – Giulian a apertou um pouco mais contra seu corpo, enquanto andavam com passos um pouco mais lentos do que antes. – Nunca imaginei que humanas tivessem esse tipo de efeito sobre mim…

– Se essa forma lhe agrada… Fico feliz! – Luara o abraçou sem parar de andar. – Talvez eu a use mais vezes para deixá-lo feliz…

– Aaah… Você faria isso por mim, minha queria? – Giulian abriu um incrível sorriso, cheio de ansiedade e satisfação.

– Claro, meu senhor! – Luara retribuiu o sorriso e passou a observar melhor a forma humana de seu rei. E sentiu-se quente enquanto olhava para aquele corpo espantosamente tão atrativo para ela.

Giulian também tinha ficado um pouco mais baixo, mas seu corpo parecia mais robusto, com vários músculos, mas sem exageros. Seus cabelos, antes prateados, agora estavam loiros bem claros, seus olhos estavam com um tom acinzentado, como um azul muito claro puxado para a cor cinza. Até a fisionomia dele estava mais vigorosa. Ele transmitia uma masculinidade incrível, que a dominava completamente.

– Ah Giulian… Acho que a sua forma humana também me seduziu! Sinto-me extasiada!

– PERFEITO! – Giulian gargalhava alto com a confissão de Luara. – Agora nós dois sabemos que formas usarmos para mudar um pouco a… Hm… Rotina e excitar um ao outro. – eles se encontravam em uma rua deserta.

Andaram mais um pouco e entraram em uma viela que ficava escondida por uma árvore plantada na sua frente. Por mais que o sol brilhasse alto no céu, aquela viela estava escura, por causa das paredes altas que bloqueavam a luz solar. O giant andou mais para o fundo do lugar, olhou ao redor e encostou-se na parede.

– Venha cá! – puxou Luara com força para mais perto, prendendo-a com seus fortes braços, deixando que seus corpos se tocassem espremidos um no outro.

– Meu senhor! – surpreendeu-se com o inesperado aperto. – O que…?

– Shh… – sussurrou próximo ao ouvido da giant, impedindo que ela continuasse a falar. – Fale mais baixo, senão pode chamar a atenção de alguém… – começou a roçar seus lábios no rosto dela.

– O que estamos fazendo? – sussurrou, enquanto fechava os olhos, aproveitando a caricia em seu rosto.

– Estamos prestes a descobrir como é a adrenalina e o prazer humanos… – começou a mordiscar-lhe o pescoço enquanto escorregava uma das mãos por debaixo da camiseta da giant e lhe tocava o farto busto. – Você sabe que faz muito tempo que estou me segurando… Não consigo mais me controlar…

Seus gestos ficaram mais impacientes, cheios de urgência e desejo. Luara entregou-se aos toques cobiçosos de seu querido Giulian e começou a tirar-lhe a blusa.

Duas senhoras caminhavam pela rua, passando próximas da entrada da viela, sem perceberem que dois giants, em suas formas humanas, faziam coisas que, de acordo com os princípios que aquelas senhoras haviam adquirido ao longo de seus anos, seriam completamente impuras e inescrupulosas.

 

conto_dragoes



{agosto 15, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

– Mariane… Mariane…

– Espera… – estava tudo escuro. Mariane não conseguia enxergar nada. A voz parecia se distanciar. Ela precisava ver quem era. A voz lhe era familiar, mas não estava conseguindo descobrir a quem pertencia. Ela precisava saber quem a chamava.

– Mariane, vamos… – seu corpo estava tremendo, mas não sabia o porquê. Ela não sentia frio e nem medo. Não tinha motivo aparente para a tremedeira – Anda Mariane… – a voz estava começando a se aproximar novamente.

– Quem…? – estendeu a mão, tentando alcançar o dono da voz e sentiu alguém segurá-la. Era um calor, um toque que já havia sentido antes. Mas ainda não conseguia ver ninguém.

– Anda logo, Mariane. – agora a voz estava mais alta, mais próxima. Mariane conseguiu reconhecê-la. “Ah não…” foi o que ela pensou, assim que percebeu o que estava acontecendo. – Mariane!

– Quê? Me deixa quieta… – sussurrou cheia de sono, enquanto abria os olhos e via Matheus ao seu lado. – Não gosto quando me sacode… – disse irritada, tentando se acomodar no banco. Ela estava sonhando com o seu dragão novamente antes de tudo escurecer e perceber que Matheus estava tentando acordá-la.

– Tá na hora de descer, Mariane! Anda logo, senão o ônibus sai e a gente perde o ponto! – Matheus ainda segurava a mão da amiga e a puxava para fora do banco, enquanto carregava sua própria mochila nas costas e o material dela no braço disponível.

– QUÊ? AI MEU DEUS! – pulou do banco, completamente desperta pelo susto. Ela não queria chegar atrasada na aula. Não podia deixar de descer naquele ponto. Saiu correndo pelo corredor do ônibus, arrastando Matheus com ela.

– Tá louca, garota? – assim que já estavam fora do ônibus, mais tranqüilos por não terem perdido o ponto, Matheus olhou para a amiga enquanto tentava ajeitar sua mochila no ombro. – Numa hora tá apagadona no banco, pedindo para te deixar quieta… Noutra tá correndo pelo ônibus feito maluca, toda afobada e me arrastando junto!

– Desculpa. – Mariane começou a olhar para suas mãos. – Ai, meu Deus! – ela estava olhando desesperada ao redor e analisando a si mesma.

– Quê foi? – arregalou os olhos, assustado com a reação da amiga. Ele não duvidava que ela pudesse ter batido em alguma coisa enquanto corria para fora do ônibus e ter se machucado.

– Meu material! – quase gritou, olhando para o ônibus que já começava a sumir de vista.

– Calma. – deu um sorriso divertido com a situação. – Tá aqui, ô louca… – estendeu o material para ela.

– Nossa! Obrigada, Má! Valeu mesmo! – pegou suas coisas e deu um suspiro aliviado.

Ajeitou-se e viu o amigo dar de ombros, como se aquele gesto substituísse a frase “de nada”. Sorriu para ele e começou a andar para o prédio em que teriam aula. Ele simplesmente suspirou e limitou-se a apenas segui-la.

Matheus percebeu que Mariane andava evitando ficar muito próxima dele. Ele sabia que o motivo daquele distanciamento eram os bilhetes que eles haviam trocado naquela aula entediante.

Não deveria ter sido tão direto com ela, mas já não aguentava mais continuar bancando o amigo sem segundas intenções. Ele queria ter algo além de amizade com Mariane.

Queria que ela percebesse o quanto a desejava mais do que como amiga. Mas pelo o que Matheus via, a sua ideia não tinha dado muito certo. Por isso, tinha decidido ficar quieto, sem pressionar, para não acabar estragando muito mais do que já havia estragado. Mariane teria que parar com aquele distanciamento, ela própria.

Enquanto andava, Mariane sentiu algo estranho. Estava tendo a sensação de que alguém a estava observando. Olhou ao redor e não viu ninguém que parecesse estar olhando para ela. Virou-se para trás e se certificou que não era Matheus quem a observava.

Respirou fundo. Ela ainda deveria estar sonolenta e o sono estava lhe pregando peças. Causando-lhe sensações que não deveria ter. Segurou seu material com mais força e olhou para o céu, tentando se tranquilizar.

– MAARIIIIIIAAAANEEEEE!!!!! – gritou Karen, enquanto atravessava correndo o largo corredor do prédio, para pular na sua amiga que tinha acabado de chegar.

– Calma! – Mariane, como de costume, firmou seus pés no chão e evitou mais uma vez que a duas caíssem no corredor da universidade. – Meu Deus! O que aconteceu dessa vez, Ká?

– Ah. Nada demais… Só fiquei até tarde assistindo uns filmes de que gosto.

– E bebendo coca-cola, né? – revirou os olhos quando viu o sorriso culpado que a amiga tinha dado em resposta. – Karen! Você sabe que tem baixa tolerância á cafeína! Provavelmente você ficou acesa durante boa parte da noite.

– Nem tanto. – soltou-se de Mariane e a puxou para o banco mais próximo. – Vem cá! Mudando de assunto… Você tá sabendo do aluno novo da nossa sala, né?

– Aluno novo? Não… – ergueu uma sobrancelha. Não estava sabendo de nada sobre aquilo.

– NÃO? Como não, Mariane? – Karen parecia surpresa. – E você ainda se diz uma jornalista…

– Olha! A nossa sala tem mais de 70 alunos! As provas do final do semestre estão chegando! Eu trabalho a tarde toda! Acredito que eu não tenha tempo e nem interesse para saber algo sobre qualquer aluno novo! – respondeu irritada à provocação da amiga.

Ela odiava ser uma das poucas a não saber de algo e odiava ainda mais quando vinham com o clichê “ainda se diz jornalista”.

– Tá, Tá… Era brincadeira, não fica nervosa! – Karen ofereceu à amiga um de seus contagiantes sorrisos. E quando viu que a expressão de raiva dela havia amenizado, continuou com o assunto. – Continuando… Ele vai entrar hoje na nossa sala!

– Hoje? – ergueu sua sobrancelha mais uma vez. – Ué… Por que ele não esperou até o semestre que vem? Ou pelo menos até o final dessa semana? Que tipo de pessoa entra em uma universidade numa quinta-feira, durante o período de avaliações?

– Ah, sei lá… – deu de ombros. – Vai ver que ele precisou se mudar e para não perder o ritmo dos estudos, decidiu entrar o mais depressa possível na nova universidade que ia cursa. Pode acontecer, ué!

– É…

– Ai! Espero que ele seja gato! – soltou um suspiro, tentando imaginar como seria o garoto novo.

– Ah tá… Sei… – Mariane se levantou do banco e puxou a amiga pela mão. – Vamos! – as duas foram caminhando tranquilamente até a sala de aula.

–\\–//–

– Meu mestre, tem certeza disso? – suas mãos estavam tremendo de nervosismo.

– Você está ME questionando? – Giulian começou a andar na direção de Telonius. – Um mero SERVO está questionando os desejos de SEU REI? – sua voz estava impregnada por um tom ameaçador. Ele tinha um sorriso traiçoeiro brincando em seus lábios.

– Não, meu senhor, meu rei! – Telonius exagerou na reverencia, abaixando-se ainda mais. – Se é o seu desejo, não devo questioná-lo! – ele já conhecia os gostos de seu rei.

Ele sabia o quanto Giulian gostava de se sentir superior aos demais e o quanto ele se deleitava quando precisava torturar alguém que não atendesse aos seus caprichos. Dessa forma, ele preferia exagerar em seus gestos e demonstrar seu medo, mostrando-se como um ser inferior, do que sofrer pela tortura.

– Então, cale essa sua boca infame! – encarou seu serviçal com um olhar maldoso e perverso e percebeu que Telonius tremia descontroladamente diante de sua presença. Sorriu, divertindo-se com a situação. Ele amava ser respeitado e temido. Adorava ver seus servos com medo de sua autoridade. – Já está tudo pronto?

– Sim, meu senhor! – tentava, em vão, controlar ao menos um pouco de sua tremedeira.

– Ótimo. – ignorou Telonius e foi andando até a porta de entrada daquele imenso salão real.

– Giulian, meu senhor. – sussurrou uma voz feminina e delicada, assim que Giulian cruzou a porta. – Tem certeza que quer fazer isso? E se fizerem algo contra você, meu querido rei? – Luara estava encostada na parede, ao lado da entrada, encarando Giulian com olhos preocupados.

– Ah! Minha querida Luara! – andou até ela e segurou-lhe as mãos. – Fazerem algo contra mim? Eu? O que podem fazer? – deu uma risada alta. – Eu sou um giant! Ou melhor… Eu sou o REI dos giants! O que um reles humano pode fazer?

– Não é com os humanos que estou preocupada… – respondeu séria.

– Ah, sim! Nossos inimigos… – Giulian sorriu para ela. – Minha querida, eu não vou sair com essa forma. Vou ficar com a minha forma humana e me misturar. Não tem como eles me reconhecerem. – acariciou o rosto delicado de Luara, passando seus dedos pelos traços sérios da giant. – Ora, vamos! Sorria para mim! – ela ofereceu-lhe um sorriso, obedecendo ao pedido. – Viu? Não é bem melhor? – deu-lhe um beijo no rosto.

– Ainda estou preocupada com você, meu senhor! – Luara desencostou-se da parede e se aproximou dele. – Enquanto estiver lá fora, eu ficarei aqui, me remoendo de angustia pela sua segurança. Ao menos, me deixe ir junto!

– Se isso a fará mais feliz… Acabar-se-á com a sua preocupação! – sorriu para ela. – Pode vir! Venha comigo minha querida, visitar o mundo dos humanos!

– Muito obrigada meu senhor! – abraçou Giulian, sentindo-se mais aliviada. – Sinto-me mais tranquila. – beijou-o próximo da boca.

– Mas depois eu vou querer algo em troca por ter permitido que fosse comigo… – sussurrou no ouvido da giant, antes que ela distanciasse o rosto do seu.

Luara sentiu Giulian acariciar seus longos cabelos azuis escuros e descer a mão pelo seu corpo, delineando e tocando suas curvas e demorando-se nas partes mais salientes, aplicando uma leve pressão com seus dedos, tentando provocá-la. Percebeu seu corpo arder em desejo e tremer de excitação sob o toque de seu rei.

Ela o amava. Sentia um carinho especial por ele desde pequenos. E agora, que os corpos de ambos já haviam se desenvolvido por completo e a inocência da juventude abandonado suas mentes, Luara via o quão lindo e sedutor ele era. Ela o desejava cada vez mais, de corpo e alma.

Sentia-se feliz em saber que ela era a única quem ele permitia que o tocasse daquele jeito e também, era a única em quem ele tocava tão carinhosa e ardentemente.

Se algum dia ele desejasse fazer o mesmo com outra, Luara acreditava que não se importaria em compartilhá-lo, desde que ele mantivesse o relacionamento intimo dos dois.

Luara prensou-se ainda mais ao corpo de Giulian e aproximou seus lábios carnudos no ouvido de seu rei, sem deixar de agarrá-lo com sensualidade.

– Meu querido rei, quer mesmo deixar para depois? – sussurrou cheia de volúpia.

– Não me tente tanto minha querida! Estou tentando me segurar ao máximo aqui! – sorriu cheio de malicia, enquanto continuava a deslizar sua mão pelo corpo da giant.

– Mas foi o senhor quem me tentou primeiro! – sussurrou em protesto.

– Considero-me culpado. – afastou relutante o corpo dela do seu e segurou-lhe as mãos. – Querida, precisamos mesmo ir! Não quero adiar essa missão ainda mais. – começou a puxá-la para a saída daquele lugar. – Venha comigo. Vamos ludibriar alguns humanos…

 

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