World Fabi Books











Olááááááá, Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

E adivinhem!! O livro está chegando ao fim!!!

Portanto, acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Povo querido do meu coração!!!

Eiiiis os dois primeiros capítulos de Sem Nome (isso mesmo, esse é o nome do livro! hehehe…), que eu coloquei no Wattpad!

Bom…

Basicamente, eu entrei no Wattpad depois de receber algumas solicitações, de ler umas coisas por aí e dar o braço a torcer. Então, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!

E agora, eis mais uma de minhas obras!

Se ficaram interessados, acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo…

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para que eu possa colocar na capa, ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

 

Wattpad - Sem Nome

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

 

 

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis o terceiro e o quarto capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis a continuação! 😉

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis o segundo capítulo de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis o segundo! 😉

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Me rendi ao Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



{agosto 22, 2013}   O Destino da Escolha

5º Capítulo

Não sigas por este luar, minha criança…

 

 

Mayara acelerou sua moto. Não se importava mais com multas ou acidentes, apenas queria esquecer, fugir daquela dor em seu peito.

– Maldito! Por que me tortura tanto? – a cada palavra, acelerava um pouco mais a moto. – Por que eu… O que? – brecou bruscamente, quase tinha em outra moto que saia do parque.

– Ei, ei, ei! Calma madame! Para quê a pressa? – o motoqueiro parou e desceu de sua moto, encarando Mayara.

– Meu Deus… Perdoe-me… Juro que não o vi senhor! – também desceu de sua moto e foi até o motoqueiro. – Sinto muito! O senhor está bem? – tirou o capacete.

– Estou perfeitamente bem. Não se preocupe senhorita. – quando também tirou o capacete, pôde sentir o perfume que ela emanava e logo o reconheceu. – Por favor, não me chame mais de senhor, chame-me de Bruno!

– Oh! Sim, sen… Quero dizer… Bruno. – deu um sorriso constrangido. – E se desejar, pode me chamar de Mayara. – estendeu a mão para cumprimentá-lo.

– Vejo que o quase acidente valeu a pena… – comentou sorrindo ao apertar a mão dela e olha-la de cima a baixo. – Diga-me Mayara… Aceitaria beber algo com a sua quase vítima?

– Bom eu… – estava relutante. Não conhecia aquele homem e sentia um alerta incomodando dentro de si, impedindo-a de aceitar. – Não sei se devo… – deu um sorrisinho em desculpa. – Se sóbria quase o acertei, imagine o que poderei fazer se beber algo! – ambos riram do comentário.

– Oras… Podemos apenas beber um suco. Que acha? – Bruno deu um sorriso sedutor e colocou o capacete debaixo do braço.

Antes de responder, Mayara retribuiu o sorriso com menos animação do que ele. Aquele motoqueiro a estava deixando sem desculpas. E agora? Diria o que? Que tinha um compromisso? Não era de totalmente mentira, mas ele poderia perceber a hesitação que estava sentindo. Talvez… Uma bebida rápida não faria mal…

– Se é apenas um suco… Não vejo problema.

– Ótimo! – apoiou-se em sua moto. – Mas… Sinto informar que quem escolherá o lugar será você. – deu um sorrisinho culpado, enquanto erguia os ombros. – Não sou daqui.

– Tudo bem… – voltou a colocar o capacete. – Basta me seguir sem se perder.

– Não se preocupe… Não a perderei de vista… – respondeu cheio de segundas intenções. Também já estava colocando o seu capacete.

Mayara subiu na moto, deu a partida e ficou esperando que ele fizesse o mesmo com a dele. A sensação de alerta ainda persistia e resolveu não a ignoraria, apenas tentaria descobrir o porquê dela. Ouviu o motor da outra moto e acelerou a sua. Enquanto Mayara guiava sua preciosidade de estimação até uma boa lanchonete para tomarem suco, Bruno a acompanhava praticamente lado a lado. E assim que cruzaram a avenida, viu um bom lugar para pararem e estacionou sua moto próxima da calçada. Sem esperar muito, Mayara entrou e sentou em um banco no balcão, vendo que Bruno logo aparecia e fazia o mesmo.

– Hm… Até que o lugar é bem acolhedor… Você costuma vir sempre aqui? – o caçador analisava o ambiente ao seu redor.

– Costumava vir bastante para cá, mas parei. – ela também olhava ao redor, mas ao contrário de Bruno, ela não olhava para tudo com olhos analíticos e sim, nostálgicos.

– E por que parou? – pegou o cardápio de cima do balcão e dava uma olhada na variedade de sucos do lugar. – O ambiente daqui é ótimo e os preços são excelentes. Por acaso não tinha mais tempo para vir?

– Não exatamente… – ela havia pegado outro cardápio que estava ao seu lado e o olhava. – Apenas… Tinha algo mais interessante para fazer…

– Entendo… – encarou-a um pouco desconfiado e deu um sorriso. – Por acaso esse “algo interessante” seria alguém?

– O que quer dizer com isso? – Mayara desviou o olhar do cardápio e olhou-o nos olhos com intimidação.

– Apenas quero saber se desperdiçou o seu valioso tempo com algum homem… – fingiu um ar de inocência.

– Não sou obrigada a satisfazer a sua curiosidade… – respondeu seca, já totalmente desconfiada dele.

– É… Tem razão… Você não é obrigada a satisfazer a minha curiosidade… – deu um sorriso malicioso e aproximou-se dela. – Mas a questão é… Você não é obrigada, mas eu POSSO obrigá-la… – sussurrou em seu ouvido.

Mayara se levantou no mesmo instante. Agora o encarava com olhos diferentes, não era o seu antigo olhar de caçadora, mas também não era um olhar desconfiado “comum”. Eram olhos ameaçadores.

– Tente… – sussurrou, afastando-se devagar.

– O que pretende? Fugir? – perguntou com sarcasmo, sorrindo ao vê-la afastar-se aos poucos.

– Seria um desrespeito ao meu orgulho fugir de um caçador… – respondeu com um leve sorriso maroto e maldoso nos lábios.

– Você sabia? – aquilo o havia impressionado por alguns segundos.

– Suspeitava… Mas, confesso que não foi nada difícil confirmar a minha suspeita… – deu de ombros.

Bruno sorriu. Adorava ver mulheres como Mayara agirem, mostrar sua mente audaz. Não se atraia por mulheres fracas e ignorantes, que se deixavam levar facilmente por sua lábia… Sempre se aproveitava ao máximo que quisesse delas e logo partia. Mas mulheres como aquela que se encontrava á sua frente, eram diferentes. Não a esqueceria e nem a largaria tão fácil. Agora era uma presa almejada, não desistiria dela.

– Você é o caçador que vaio atrás de Marcos, não é? – seus olhos eram sérios e seu tom revelava um tom protetor, que despertou um pouco de ciúmes do caçador pelo vampiro.

– Você é rápida… – Bruno olhou-a de baixo para cima, demorando-se nos detalhes curvilíneos daquele corpo tão feminino. – Esperta… Uma ótima caçadora também…

– Não sou caçadora… – respondeu friamente.

– Impossível! Posso ver em seus olhos e… – parou no meio da frase. Algo lhe vinha à memória. – Diga-me seu sobrenome!

Mayara apenas sorriu provocadora e nada disse.

– Diga-me! Vamos! – ficou a encará-la ansioso. Mas logo percebeu, assim que ela lhe deu as costas para sair do lugar, que seria inútil continuar a esperar por uma resposta. – Você é a famosa Mayara Campelli, não é mesmo? – Mayara nada respondeu. Continuou a andar em direção à saída. – Como não percebi isso antes? – sussurrou para si mesmo, apressando-se em ir atrás dela.

Mayara foi até a sua moto e deu partida. Não tinha tempo a perder com ele agora. Tinha que descobrir uma maneira de evitar o encontro de Bruno com Marcos. Não podia entrar em guerra com o caçador ali em público e sem preparo algum. Teria que levá-lo a um lugar mais reservado para um duelo, ou encontrar uma maneira de combate-lo facilmente, como uma cilada. Ela preferia a segunda opção, pois se perdesse no duelo, deixaria Marcos à mercê daquele inescrupuloso caçador.

– Um momentinho madame! – posicionou-se no caminho dela, sem temer que ela o atropelasse. – Acha mesmo que eu a deixarei partir assim tão fácil? Quero informações!

Mayara abaixou a proteção do capacete, escondendo o seu rosto por completo e acelerou a moto sem sair do lugar. Deu um breve aceno com a cabeça, virou e partiu, deixando-o para trás, parado, completamente indignado.

– Então é esse o jogo que pretende fazer? – sussurrou, olhando-a sumir entre os carros. – Pois então jogarei com o maior prazer… – deu seu costumeiro sorriso de diversão. Adorava jogar com mulheres ardilosas. – Mas não serei mais paciente como fui hoje senhorita Campelli… Não serei mesmo… – seu sorriso mudou drasticamente para algo mais demoníaco, mais mefistofélico.

 

o_destino_da_escolha



{agosto 21, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

Mariane não conseguia se mover. Seus olhos estavam presos naquela figura. Estava completamente chocada em vê-lo ali. Não conseguia desviar seus olhos, não conseguia emitir som algum. Estava petrificada e ignorava completamente as conversas que aconteciam ao seu redor.

Aquele garoto, de pele bronzeada, camiseta vermelha, corpo definido, jeans escuro, tênis da Adidas, cabelos escuros com brilhos ruivos, olhos verdes-oceano e sorriso maroto.

Sentado à duas fileiras na sua frente, em uma carteira que ficava na diagonal da sua, para a direita, estava o garoto que tinha esbarrado com ela no mercado.

Ele estava apoiado no braço da cadeira, segurando a cabeça com uma das mãos, enquanto observava Mariane com um sorriso divertido.

Por mais que tentasse virar o rosto, não conseguia. Sentia-se incomodada em estar revidando o olhar dele, mas não via escolha. Sentia-se incapacitada de desviar o olhar ou disfarçar o nervosismo e o interesse que estava sentindo.

O que ele faz ali?

Por que ele está na PUC?

Perguntas e mais perguntas cruzavam sua mente em alta velocidade.

Meu Deus! Ele é LINDO!

Não conseguia refrear seus pensamentos, ela os deixava vagarem livres por sua cabeça. Só tentava impedi-los de escaparem por seus lábios. Se ela acabasse falando em voz alta o que estava pensando, corria o risco que ele a ouvisse.

Apesar de Mariane acreditar que seria quase impossível de ele entendê-la no meio do barulho e da baderna em que a sala se encontrava, mas, mesmo assim, ela não queria arriscar.

Por que fica encarando?

Será que reconheceu?

Ela meditava sobre o porquê de ele continuar a olhá-la tão fixamente. Queria descobrir se ele a havia reconhecido. Fazia muito tempo desde aquele dia em que haviam se trombado no mercado. Será que ele se lembrava dela?

Por que está sorrindo tanto?

Tenho cara de palhaça é?

– Fiquem quietos! Vou fazer a chamada! – anunciou o professor, puxando a lista de presença para mais perto.

O garoto sorriu ainda mais e piscou para ela antes de se virar para frente, para poder olhar o professor. Mariane sentiu seu rosto arder e tinha certeza que suas bochechas estavam vermelhas de vergonha. Abaixou o rosto, tentando disfarçar o seu nervosismo e evitar que alguém visse o seu rubor.

– Ao menos vou saber como ele se chama… – sussurrou para si mesma, tentando distrair-se e acalmar os batimentos de seu coração.

– Adilson Campos!

– Eu!

– Agatha Sousa!

– Eu!

– Aídia Leite!

– Aqui!

– Alessandro Freitas!

– Eu!

– Amanda Lupani!

– Faltou!

– Amarildo Salles!

– Aqui!

– Anderson Remo!

– Aqui!

– Andréia Nunes!

– Faltou!

– Andrey… Ah… Esse daqui deve ser novo… – comentou quando viu que aquele nome era a única coisa de diferente naquela lista. – Andrey Strijder Draak! – anunciou o nome completo, ao invés de dizer apenas o primeiro sobrenome depois do nome, como sempre fez. Já que aquele era um aluno novo, não custava chamá-lo pelo nome todo uma única vez.

– Aqui! – o garoto que ela tinha reconhecido como “aquele que havia esbarrado nela no mercado”, levantou a mão enquanto respondia. Andrey se virou e a encarou novamente com um sorriso audacioso e culpado.

Mariane sentiu-se abobalhada. Ele era o Andrey de seus sonhos? O Andrey do telefonema? Não podia ser… Estava pasma. A voz dele era a mesma voz do Andrey que supostamente conhecia.

Portanto, o Andrey e o garoto do mercado eram a mesma pessoa! Os garotos que mais tinham mexido com o seu coração em toda a sua vida… Eram um só! E estava ali, agora, sentado na sua frente, achando a expressão abobalhada dela divertida!

Mariane sentia-se completamente confusa. Não sabia se ficava feliz por finalmente ter descoberto quem eram, ou melhor, quem era. Ou se ficava com raiva por tê-la enganado durante todo esse tempo.

– Mariane… Daqui a pouco é você… – Karen havia percebido que a amiga estava completamente distraída e decidiu avisá-la para que prestasse atenção na chama.

– Hã? Quê? – ao ouvir a voz da amiga, chamando-a, Mariane sentiu como se estivesse saindo de um tranze. Era como se Karen a tivesse puxado do meio de seus pensamentos para o mundo real.

– Olha… – apenas apontou para o professor.

– Maria Gringh!

– Aqui!

– Mariana Dalma!

– Faltou!

– Mariana dos Santos!

– Eu!

– Nossa… Obrigada, Ká… – sussurrou em agradecimento, quando percebeu que o seu nome estava chegando e que quase perdera a chamada por causa de seus devaneios. A amiga apenas deu um sorriso e voltou a desenhar algo no caderno.

– Mariana Polis!

– Aqui!

– Mariane L’acqua!

– Aqui! – levantou a mão e depois se acomodou em sua cadeira.

Sentia-se um pouco mais calma, agora que havia se distraído com a chamada. Mas ainda queria esclarecer algumas coisas sobre Andrey.

Suspirou e olhou para baixo, ele não estava mais olhando para ela. Mariane sabia que não conseguiria conversar com ele durante a aula, ela teria que esperar até a hora do intervalo. Quando ele saísse da sala, ela o faria dar algumas explicações.

 

–\\–||–//–

 

– Para onde estamos indo, meu mestre? – Luara ainda era puxada pela mão.

Fazia algumas horas que ela e Giulian estavam andando pelo mundo humano. E em momento algum ele havia soltado de sua mão. Isso a deixava feliz, mas estava começando a ficar cansada de andar sem objetivo por aquele lugar.

– Calma querida… Logo chegaremos lá…

Giulian continuava a andar, olhando placas, pessoas, cães,… Ele caminhava como um humano. Parecia habituado com aquilo tudo, mas na verdade, todos os seus atos não passavam de imitação. Ele observava todos os homens ao seu redor e tentava fazer o mesmo.

– Telonius me fez um mapa do lugar… Sei para onde estamos indo. – o giant virou em uma esquina. – Parece que algumas autoridades de guerra dos humanos vieram para cá, para tentar bisbilhotar nossas naves. E eu resolvi poupar-lhes a viagem. – olhou para Luara e sorriu. – Vou até eles. Quem sabe não consigo um bom servo humano lá?

– Ás vezes o meu rei é muito precipitado, sabia? – Luara retribuiu o sorriso, mas logo depois olhou para seus próprios pés com um olhar cansado. – Essa forma é muito fraca… Já estou me sentindo cansada…

– Venha cá… – Giulian diminuiu o passo e a puxou para mais perto de si, passando o braço ao redor da cintura bem definida de Luara. – Pode ser fraca, mas… Sabia que você está incrivelmente atraente e irresistível? Estou começando a achar que a sua forma humana virou um fetiche para mim! – sorriu provocante, enquanto a devorava com os olhos.

Os cabelos azuis da giant agora eram castanhos muito escuros. Ela tinha diminuído de tamanho, mas suas curvas estavam mais acentuadas. Seus olhos continuavam azuis e seus lábios eram carnudos e rubros, incrivelmente convidativos.

– Quadris largos, busto farto, lábios tentadores, olhar penetrante, cabelos brilhantes… Até mesmo a sua pele, com esse tom… Como eles dizem mesmo? Ah é! Com esse tom bronzeado, é uma tentação para mim! – Giulian a apertou um pouco mais contra seu corpo, enquanto andavam com passos um pouco mais lentos do que antes. – Nunca imaginei que humanas tivessem esse tipo de efeito sobre mim…

– Se essa forma lhe agrada… Fico feliz! – Luara o abraçou sem parar de andar. – Talvez eu a use mais vezes para deixá-lo feliz…

– Aaah… Você faria isso por mim, minha queria? – Giulian abriu um incrível sorriso, cheio de ansiedade e satisfação.

– Claro, meu senhor! – Luara retribuiu o sorriso e passou a observar melhor a forma humana de seu rei. E sentiu-se quente enquanto olhava para aquele corpo espantosamente tão atrativo para ela.

Giulian também tinha ficado um pouco mais baixo, mas seu corpo parecia mais robusto, com vários músculos, mas sem exageros. Seus cabelos, antes prateados, agora estavam loiros bem claros, seus olhos estavam com um tom acinzentado, como um azul muito claro puxado para a cor cinza. Até a fisionomia dele estava mais vigorosa. Ele transmitia uma masculinidade incrível, que a dominava completamente.

– Ah Giulian… Acho que a sua forma humana também me seduziu! Sinto-me extasiada!

– PERFEITO! – Giulian gargalhava alto com a confissão de Luara. – Agora nós dois sabemos que formas usarmos para mudar um pouco a… Hm… Rotina e excitar um ao outro. – eles se encontravam em uma rua deserta.

Andaram mais um pouco e entraram em uma viela que ficava escondida por uma árvore plantada na sua frente. Por mais que o sol brilhasse alto no céu, aquela viela estava escura, por causa das paredes altas que bloqueavam a luz solar. O giant andou mais para o fundo do lugar, olhou ao redor e encostou-se na parede.

– Venha cá! – puxou Luara com força para mais perto, prendendo-a com seus fortes braços, deixando que seus corpos se tocassem espremidos um no outro.

– Meu senhor! – surpreendeu-se com o inesperado aperto. – O que…?

– Shh… – sussurrou próximo ao ouvido da giant, impedindo que ela continuasse a falar. – Fale mais baixo, senão pode chamar a atenção de alguém… – começou a roçar seus lábios no rosto dela.

– O que estamos fazendo? – sussurrou, enquanto fechava os olhos, aproveitando a caricia em seu rosto.

– Estamos prestes a descobrir como é a adrenalina e o prazer humanos… – começou a mordiscar-lhe o pescoço enquanto escorregava uma das mãos por debaixo da camiseta da giant e lhe tocava o farto busto. – Você sabe que faz muito tempo que estou me segurando… Não consigo mais me controlar…

Seus gestos ficaram mais impacientes, cheios de urgência e desejo. Luara entregou-se aos toques cobiçosos de seu querido Giulian e começou a tirar-lhe a blusa.

Duas senhoras caminhavam pela rua, passando próximas da entrada da viela, sem perceberem que dois giants, em suas formas humanas, faziam coisas que, de acordo com os princípios que aquelas senhoras haviam adquirido ao longo de seus anos, seriam completamente impuras e inescrupulosas.

 

conto_dragoes



{agosto 16, 2013}   O Destino da Escolha

(parte do capítulo…)

 

4º Capítulo

Busque pelo Sol, querida Lua…

 

 

 

– Mayara… May… Má… Maya… Yara… Aya… – o vampiro brincava com o nome da mulher, enquanto tentava pegar no sono.

– Ac’Daro… Ac’Daro… Já ouvi esse sobrenome antes. – Mayara buscava em alguns livros de lendas e mitos encontrar aquele sobrenome tão familiar para ela. – Eu já o li em algum lugar, mas onde?

Passadas algumas horas, Marcos já se encontrava em seu mais profundo sono e Mayara se encontrava exausta. Sua pesquisa não havia sido bem sucedida e estava cansada por ter acordado muito cedo. Decidiu tirar um cochilo no sofá da sala, mas assim que se deitou começou a sentir frio. A manhã estava fria e não conseguiria dormir um pouco se estivesse passando frio.

Mordeu os lábios de leve e olhou na direção da porta de seu quarto. Se quisesse descansar um pouco para aproveitar o resto do dia, iria precisar de um cobertor ou ao menos uma manta. Mas eles se encontravam apenas em seu quarto e Marcos estava lá.

Respirou fundo, levantou-se do sofá e silenciosamente foi até o seu quarto. Estava muito escuro, mas não iria acender a luz para não acordá-lo. Cautelosamente foi até o armário e, mesmo na penumbra, ela conseguiu pegar seu cobertor. Mas Quando já estava quase na porta…

– Ai!! – havia tropeçado nos sapatos que Marcos tinha deixado por ali e caído no chão. – Droga… – sussurrou tentando se erguer.

– Quer ajuda Mayara? – uma forte mão envolveu sua cintura e começou a erguê-la delicadamente. – Você está bem?

– Marcos?! – impressionou-se Mayara ao encarar aqueles olhos vermelhos na escuridão. – Desculpe… Eu… Eu não queria acordá-lo. Acabei tropeçando em algo. Desculpa pelo barulho. – recuava aos poucos para a porta. Estava assustada, pois além de não perceber a aproximação dele, ela não sabia o porquê de seu coração estar tão acelerado.

– Você não me acordou. Foi o meu sapato o culpado. – sorriu carinhosamente. – Por que entrou aqui? Esqueceu algo?

– Eu só estava com um pouco de frio! – mostrou o cobertor nas mãos. – Pode voltar a dormir. Eu vou voltar para a sala e descansar um pouco.

– Espere! – ele havia atravessado a distancia entre eles com incrível velocidade e já segurava levemente o braço delicado de Mayara. – Por que você não descansa um pouco aqui? Aposto que a sua cama é bem mais confortável do que o sofá e… Poderá me fazer companhia. Que tal?

– Eu… – Mayara se sentia perdida. Tinha esperado por tanto tempo aquele vampiro e agora que finalmente estava tão próxima dele, ela se sentia inibida. – Eu não acho que devo. Já consegui acorda-lo de seu sono, provavelmente não conseguirá dormir direito comigo ao seu lado.

Sem se importar com a insegurança e hesitação da ex-caçadora, Marcos, gentilmente, começou a puxa-la até a cama. Prendendo o olhar da humana nos seus, como se a estivesse hipnotizando. Ele a queria em seus braços. Desde o momento em que a vira nutria algo estranho por ela. Sentia como se já a conhecesse. E agora que finalmente tinha a chance de poder estar junto dela, sentia que faria de tudo para não perdê-la.

– Marcos!? O que você…? – ela se deixava levar, por mais que tentasse, sabia que não conseguiria resistir por muito tempo.

– Calma Mayara… – lentamente começou a deitá-la na cama com delicadeza incrível. – Eu apenas a estou acomodando em seu próprio leito. – pegou o cobertor e a cobriu como se estivesse cobrindo uma criança que estava colocando para dormir.

Sem pressa, Marcos ajeitou-se sobre ela, apoiando-se sobre um dos braços, enquanto que com o outro, acariciava a pele delicada daquela que desejava para si. Aos poucos, aproximou o seu rosto, esfregando a sua face na dela.

– Mayara… Poderia me perdoar pela descortesia que demonstrei até agora? – ele havia parado de acariciá-la e tinha afastado um pouco o seu rosto para poder olhá-la nos olhos.

– Não há pelo o que pedir perdão… Você não foi descortês comigo. Fui eu quem o amolei. – sabia que havia se entregado totalmente aos caprichos e agrados dele.

O vampiro deu um sorriso e antes que ela pudesse dizer algo mais, pô-se a beijar-la, começando pela testa e indo até o pescoço. Ao sentir os lábios frios do vampiro em seu pescoço, Mayara saiu do encanto de Marcos, empurrou-o para longe de si e levantou-se rapidamente da cama.

– O que há Mayara? Por acaso eu lhe fiz algo que não foi de seu agrado? – sentou-se na cama para observá-la melhor. – Desculpe se fui benevolente demais… – estendeu os braços, convidando-a para que voltasse à suas caricias.

– Não é você quem deve se desculpar. Sou eu! – pegou o cobertor e o segurou próximo ao corpo, como se aquele gesto ajudasse a evitar o convite irresistível. – Desculpe pela minha indelicadeza, mas prefiro ir descansar sozinha, vampiro. – precisava eliminar aquele clima de intimidade antes que cedesse às seduções.

– Por que me rejeita tanto? – levantou-se com um ar decepcionado por ela o ter chamado de vampiro novamente. – Por acaso me rejeita por ser um vampiro e você uma humana? – ao vê-la recuar, aproximou-se rapidamente. – Me poupe desse racismo, Mayara! – segurou-a pelo braço novamente.

– Me largue! – tentava se libertar daquelas mãos fortes.

– Não vê que eu a desejo? E será que também não enxergar que me deseja da mesma maneira? – ele a sacudia de leve, como se as chacoalhadas a fizessem acordar para alguma realidade ignorada.

– Já mandei me largar! – Mayara o empurrou com força, pegando-o desprevenido e derrubando-o. Mas antes que pudesse alcançar a porta, o vampiro prendeu-lhe os pés, fazendo-a ir ao chão.

– Além de afoita e cega, você é muito insolente, sabia? – posicionou-se sobre ela, impedindo-a de fugir.

– E você é um arrogante! – debatia-se tentando escapar. – Me largaaaaaa!

– Não! Eu a desejo Mayara Campelli! – e antes que ela pudesse escapar de suas garras, Marcos beijou-a a força, machucando de leve os lábios da mulher com os seus caninos.

– Atrevido maldito! – deu-lhe um tapa na cara, deixando seus dedos marcados em seu rosto. –Agora eu o temo e não o desejo!. – mesmo contra a sua vontade, os seus olhos encontravam-se cheios de lágrimas.

– Mayara! Eu… – afastou-se dela, assustado com a imagem chorosa da mulher que tanto desejava. – Eu… Sinto muito, não queria… – sentia-se completamente arrependido por ser o culpado daquela cena tão arrasadora para o seu coração. – Não queria deixa-la assim. Perdi o controle. Perdoe-me!

– Eu achava que você era alguém completamente diferente, senhor Ac’Daro… – comentou com raiva ao se levantar. Enxugava as lágrimas com as costas da mão. Sentia-se explorada e fraca. – Mas, me parece que estava enganada. – passou a mão pelos lábios machucados, tentando avaliar no escuro o dano causado. Felizmente não era nada sério, era apenas um corte pequeno e superficial, praticamente um arranhão que ardia.

– Eu… – levantou do chão, tentando se aproximar dela. – Eu a machuquei muito?

– Externamente não. Mas… – colocou a mão sobre o peito, como se tentasse tocar seu coração e acalmar a dor que sentia ali. Aquele aperto e aquela angústia eram sentimentos de dor, maiores do que o ardido que sentia nos lábios. – Esqueça! Volte a dormir senhor Ac’Daro. – foi até a porta, parando de costas para o vampiro antes de sair.

– Eu a decepcionei? – suas palavras estavam cheias de dor e arrependimento.

– Sim… – saiu do quarto sem dizer mais nada.

– INÚTIL! DESPREZÍVEL! – gritava consigo mesmo ao se jogar novamente na cama.

Mayara sentou no sofá. Ainda estava abatida e lutava contra algumas lágrimas que teimavam em escapar de seus olhos. Olhou para o relógio, ainda eram oito e meia da manhã, mas sentia a necessidade de sair dali. Não queria mais ficar naquele lugar, tão perto dele e das lembranças recentes que ainda queimavam seu coração.

Pegou as chaves da moto, o celular e saiu, tomando cuidado para manter tudo fechado em seu apartamento.

 

 

o_destino_da_escolha



{agosto 15, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

– Mariane… Mariane…

– Espera… – estava tudo escuro. Mariane não conseguia enxergar nada. A voz parecia se distanciar. Ela precisava ver quem era. A voz lhe era familiar, mas não estava conseguindo descobrir a quem pertencia. Ela precisava saber quem a chamava.

– Mariane, vamos… – seu corpo estava tremendo, mas não sabia o porquê. Ela não sentia frio e nem medo. Não tinha motivo aparente para a tremedeira – Anda Mariane… – a voz estava começando a se aproximar novamente.

– Quem…? – estendeu a mão, tentando alcançar o dono da voz e sentiu alguém segurá-la. Era um calor, um toque que já havia sentido antes. Mas ainda não conseguia ver ninguém.

– Anda logo, Mariane. – agora a voz estava mais alta, mais próxima. Mariane conseguiu reconhecê-la. “Ah não…” foi o que ela pensou, assim que percebeu o que estava acontecendo. – Mariane!

– Quê? Me deixa quieta… – sussurrou cheia de sono, enquanto abria os olhos e via Matheus ao seu lado. – Não gosto quando me sacode… – disse irritada, tentando se acomodar no banco. Ela estava sonhando com o seu dragão novamente antes de tudo escurecer e perceber que Matheus estava tentando acordá-la.

– Tá na hora de descer, Mariane! Anda logo, senão o ônibus sai e a gente perde o ponto! – Matheus ainda segurava a mão da amiga e a puxava para fora do banco, enquanto carregava sua própria mochila nas costas e o material dela no braço disponível.

– QUÊ? AI MEU DEUS! – pulou do banco, completamente desperta pelo susto. Ela não queria chegar atrasada na aula. Não podia deixar de descer naquele ponto. Saiu correndo pelo corredor do ônibus, arrastando Matheus com ela.

– Tá louca, garota? – assim que já estavam fora do ônibus, mais tranqüilos por não terem perdido o ponto, Matheus olhou para a amiga enquanto tentava ajeitar sua mochila no ombro. – Numa hora tá apagadona no banco, pedindo para te deixar quieta… Noutra tá correndo pelo ônibus feito maluca, toda afobada e me arrastando junto!

– Desculpa. – Mariane começou a olhar para suas mãos. – Ai, meu Deus! – ela estava olhando desesperada ao redor e analisando a si mesma.

– Quê foi? – arregalou os olhos, assustado com a reação da amiga. Ele não duvidava que ela pudesse ter batido em alguma coisa enquanto corria para fora do ônibus e ter se machucado.

– Meu material! – quase gritou, olhando para o ônibus que já começava a sumir de vista.

– Calma. – deu um sorriso divertido com a situação. – Tá aqui, ô louca… – estendeu o material para ela.

– Nossa! Obrigada, Má! Valeu mesmo! – pegou suas coisas e deu um suspiro aliviado.

Ajeitou-se e viu o amigo dar de ombros, como se aquele gesto substituísse a frase “de nada”. Sorriu para ele e começou a andar para o prédio em que teriam aula. Ele simplesmente suspirou e limitou-se a apenas segui-la.

Matheus percebeu que Mariane andava evitando ficar muito próxima dele. Ele sabia que o motivo daquele distanciamento eram os bilhetes que eles haviam trocado naquela aula entediante.

Não deveria ter sido tão direto com ela, mas já não aguentava mais continuar bancando o amigo sem segundas intenções. Ele queria ter algo além de amizade com Mariane.

Queria que ela percebesse o quanto a desejava mais do que como amiga. Mas pelo o que Matheus via, a sua ideia não tinha dado muito certo. Por isso, tinha decidido ficar quieto, sem pressionar, para não acabar estragando muito mais do que já havia estragado. Mariane teria que parar com aquele distanciamento, ela própria.

Enquanto andava, Mariane sentiu algo estranho. Estava tendo a sensação de que alguém a estava observando. Olhou ao redor e não viu ninguém que parecesse estar olhando para ela. Virou-se para trás e se certificou que não era Matheus quem a observava.

Respirou fundo. Ela ainda deveria estar sonolenta e o sono estava lhe pregando peças. Causando-lhe sensações que não deveria ter. Segurou seu material com mais força e olhou para o céu, tentando se tranquilizar.

– MAARIIIIIIAAAANEEEEE!!!!! – gritou Karen, enquanto atravessava correndo o largo corredor do prédio, para pular na sua amiga que tinha acabado de chegar.

– Calma! – Mariane, como de costume, firmou seus pés no chão e evitou mais uma vez que a duas caíssem no corredor da universidade. – Meu Deus! O que aconteceu dessa vez, Ká?

– Ah. Nada demais… Só fiquei até tarde assistindo uns filmes de que gosto.

– E bebendo coca-cola, né? – revirou os olhos quando viu o sorriso culpado que a amiga tinha dado em resposta. – Karen! Você sabe que tem baixa tolerância á cafeína! Provavelmente você ficou acesa durante boa parte da noite.

– Nem tanto. – soltou-se de Mariane e a puxou para o banco mais próximo. – Vem cá! Mudando de assunto… Você tá sabendo do aluno novo da nossa sala, né?

– Aluno novo? Não… – ergueu uma sobrancelha. Não estava sabendo de nada sobre aquilo.

– NÃO? Como não, Mariane? – Karen parecia surpresa. – E você ainda se diz uma jornalista…

– Olha! A nossa sala tem mais de 70 alunos! As provas do final do semestre estão chegando! Eu trabalho a tarde toda! Acredito que eu não tenha tempo e nem interesse para saber algo sobre qualquer aluno novo! – respondeu irritada à provocação da amiga.

Ela odiava ser uma das poucas a não saber de algo e odiava ainda mais quando vinham com o clichê “ainda se diz jornalista”.

– Tá, Tá… Era brincadeira, não fica nervosa! – Karen ofereceu à amiga um de seus contagiantes sorrisos. E quando viu que a expressão de raiva dela havia amenizado, continuou com o assunto. – Continuando… Ele vai entrar hoje na nossa sala!

– Hoje? – ergueu sua sobrancelha mais uma vez. – Ué… Por que ele não esperou até o semestre que vem? Ou pelo menos até o final dessa semana? Que tipo de pessoa entra em uma universidade numa quinta-feira, durante o período de avaliações?

– Ah, sei lá… – deu de ombros. – Vai ver que ele precisou se mudar e para não perder o ritmo dos estudos, decidiu entrar o mais depressa possível na nova universidade que ia cursa. Pode acontecer, ué!

– É…

– Ai! Espero que ele seja gato! – soltou um suspiro, tentando imaginar como seria o garoto novo.

– Ah tá… Sei… – Mariane se levantou do banco e puxou a amiga pela mão. – Vamos! – as duas foram caminhando tranquilamente até a sala de aula.

–\\–//–

– Meu mestre, tem certeza disso? – suas mãos estavam tremendo de nervosismo.

– Você está ME questionando? – Giulian começou a andar na direção de Telonius. – Um mero SERVO está questionando os desejos de SEU REI? – sua voz estava impregnada por um tom ameaçador. Ele tinha um sorriso traiçoeiro brincando em seus lábios.

– Não, meu senhor, meu rei! – Telonius exagerou na reverencia, abaixando-se ainda mais. – Se é o seu desejo, não devo questioná-lo! – ele já conhecia os gostos de seu rei.

Ele sabia o quanto Giulian gostava de se sentir superior aos demais e o quanto ele se deleitava quando precisava torturar alguém que não atendesse aos seus caprichos. Dessa forma, ele preferia exagerar em seus gestos e demonstrar seu medo, mostrando-se como um ser inferior, do que sofrer pela tortura.

– Então, cale essa sua boca infame! – encarou seu serviçal com um olhar maldoso e perverso e percebeu que Telonius tremia descontroladamente diante de sua presença. Sorriu, divertindo-se com a situação. Ele amava ser respeitado e temido. Adorava ver seus servos com medo de sua autoridade. – Já está tudo pronto?

– Sim, meu senhor! – tentava, em vão, controlar ao menos um pouco de sua tremedeira.

– Ótimo. – ignorou Telonius e foi andando até a porta de entrada daquele imenso salão real.

– Giulian, meu senhor. – sussurrou uma voz feminina e delicada, assim que Giulian cruzou a porta. – Tem certeza que quer fazer isso? E se fizerem algo contra você, meu querido rei? – Luara estava encostada na parede, ao lado da entrada, encarando Giulian com olhos preocupados.

– Ah! Minha querida Luara! – andou até ela e segurou-lhe as mãos. – Fazerem algo contra mim? Eu? O que podem fazer? – deu uma risada alta. – Eu sou um giant! Ou melhor… Eu sou o REI dos giants! O que um reles humano pode fazer?

– Não é com os humanos que estou preocupada… – respondeu séria.

– Ah, sim! Nossos inimigos… – Giulian sorriu para ela. – Minha querida, eu não vou sair com essa forma. Vou ficar com a minha forma humana e me misturar. Não tem como eles me reconhecerem. – acariciou o rosto delicado de Luara, passando seus dedos pelos traços sérios da giant. – Ora, vamos! Sorria para mim! – ela ofereceu-lhe um sorriso, obedecendo ao pedido. – Viu? Não é bem melhor? – deu-lhe um beijo no rosto.

– Ainda estou preocupada com você, meu senhor! – Luara desencostou-se da parede e se aproximou dele. – Enquanto estiver lá fora, eu ficarei aqui, me remoendo de angustia pela sua segurança. Ao menos, me deixe ir junto!

– Se isso a fará mais feliz… Acabar-se-á com a sua preocupação! – sorriu para ela. – Pode vir! Venha comigo minha querida, visitar o mundo dos humanos!

– Muito obrigada meu senhor! – abraçou Giulian, sentindo-se mais aliviada. – Sinto-me mais tranquila. – beijou-o próximo da boca.

– Mas depois eu vou querer algo em troca por ter permitido que fosse comigo… – sussurrou no ouvido da giant, antes que ela distanciasse o rosto do seu.

Luara sentiu Giulian acariciar seus longos cabelos azuis escuros e descer a mão pelo seu corpo, delineando e tocando suas curvas e demorando-se nas partes mais salientes, aplicando uma leve pressão com seus dedos, tentando provocá-la. Percebeu seu corpo arder em desejo e tremer de excitação sob o toque de seu rei.

Ela o amava. Sentia um carinho especial por ele desde pequenos. E agora, que os corpos de ambos já haviam se desenvolvido por completo e a inocência da juventude abandonado suas mentes, Luara via o quão lindo e sedutor ele era. Ela o desejava cada vez mais, de corpo e alma.

Sentia-se feliz em saber que ela era a única quem ele permitia que o tocasse daquele jeito e também, era a única em quem ele tocava tão carinhosa e ardentemente.

Se algum dia ele desejasse fazer o mesmo com outra, Luara acreditava que não se importaria em compartilhá-lo, desde que ele mantivesse o relacionamento intimo dos dois.

Luara prensou-se ainda mais ao corpo de Giulian e aproximou seus lábios carnudos no ouvido de seu rei, sem deixar de agarrá-lo com sensualidade.

– Meu querido rei, quer mesmo deixar para depois? – sussurrou cheia de volúpia.

– Não me tente tanto minha querida! Estou tentando me segurar ao máximo aqui! – sorriu cheio de malicia, enquanto continuava a deslizar sua mão pelo corpo da giant.

– Mas foi o senhor quem me tentou primeiro! – sussurrou em protesto.

– Considero-me culpado. – afastou relutante o corpo dela do seu e segurou-lhe as mãos. – Querida, precisamos mesmo ir! Não quero adiar essa missão ainda mais. – começou a puxá-la para a saída daquele lugar. – Venha comigo. Vamos ludibriar alguns humanos…

 

conto_dragoes



et cetera
Amor literário

Resenhas de Livros

Devaneios da Lua

Sobre tudo e ao mesmo tempo nada

Crônicas da Gaveta

Relatos amadores por @Cardisplicente

Sara M. Adelino

Tradutora. Revisora. Redatora.

WILDsound Festival

Weekly Film Festival in Toronto & Los Angeles. Weekly screenplay & story readings performed by professional actors.

Destino Feliz

Seu Blog de Viagens, Roteiros e Experiências

dmaimalopes

A great WordPress.com site

delenaalways

A fine WordPress.com site

evilking.wordpress.com/

Comic Book and related work by Danilo Beyruth

ibooksney

EM ANDAMENTO

My Broken Throat

Até que o medo se desfaça... Um engano do destino

nicoleravinos

"Um dia sem sorrir é um dia desperdiçado"

Action Nerds

Bonecos, tirinhas e nerdices. Aqui você encontra tudo isso!

%d blogueiros gostam disto: