World Fabi Books











Olá, readers!

Tudo bem?

E como prometido, eis o resultado do sorteio realizado entre as pessoas que apareceram na Bienal com o livro Conto de Dragões em mãos (ou que compraram lá)!

Relembrando…

O sorteio foi realizado via  Random.Org, nesta segunda-feira pós Bienal, ou seja, hoje (dia 05 de setembro de 2016). O resultado será anunciado aqui no blog, no Facebook e no evento criado para o lançamento do livro: https://www.facebook.com/events/1076031665797785/

E os kits sorteados são:

kits-sorteioKit 01

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros internacionais;
  • 02 livros nacionais;
  • 01 surpresa.

Kit 02

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros (dois internacionais e um nacional);
  • 01 mangá;
  • 01 HQ;
  • 01 surpresa.

E agora, vamoooos aos vencedores!!!

Quem ganhou o Kit 01 foi…

Random Number Generator - Kit 01

O portador ou a portadora do número 58!

E quem ganhou o Kit 02 foi…

O portador ou a portadora do número 423!

O portador ou a portadora do número 423!

Os vencedores têm até o final do mês para entrar em contato conosco ou com a Fabi Zambelli, pode ser pelo Facebook, por aqui, por mensagem… Da forma que preferirem! Basta mandar a foto do cupom e nos passar suas informações para podermos enviar os kits por correio (se ninguém se manifestar até o dia 30 de setembro, o sorteio será refeito e outra pessoa ganhará o kit).

Caso alguém queira comprar o livro, ele ainda pode ser encontrado em alguns sites por aí:

Antes de nos despedirmos, vamos deixar aqui um pequenino trecho de Conto de Dragões para ver se conquistamos mais alguns leitores:

“Delicadamente, ela passou uma das mãos pelo rosto do dragão, acariciando-o. Ele a encarou por breves segundos e Mariane poder ver todo o carinho retribuído em um único olhar. A garota tentou sorrir para lhe passar uma tranquilidade que nem mesmo ela sentia. Andrey a beijou no topo da cabeça e voltou a olhar para frente.

– Andrey… – sentia necessidade de falar, agora que percebia que logo estariam no meio da guerra.

– Hm? – estava compenetrado na cena assustadora a sua frente.

– Não morra. – agarrou-lhe uma das mãos e apertou com força. Não tinha coragem de encará-lo. – Me prometa que não vai permitir que te matem…

Ele ergueu seu queixo com a mão livre e a beijou. Não faria promessas que não tinha certeza se poderia cumprir. O caos e o cheiro de sangue eram lembretes constantes de onde estavam. A única coisa que ele poderia fazer, era protegê-la a todo custo, mesmo que isso significasse quebrar aquele frágil coração caso morresse por ela.”

Se desejarem mais algumas degustações, é possível lê-las lá no perfil da Fabi no Wattpadhttps://www.wattpad.com/story/27713472-conto-de-drag%C3%B5es

E também já dá para acompanhar o livro lá no Skoobhttps://www.skoob.com.br/conto-de-dragoes-604578ed604913.html

Então, é isso, pessoal!

Espero que este post tenha lhes dado um comichão ainda maior para ler o Conto de Dragões!😉



{agosto 24, 2016}   CONTO DE DRAGÕES!!!!

Olá, readers do meu cuore!

Venho com uma notícia incrível!!!!

FINALMENTE, eu (Fabi) estou lançando o meu primeiro livro, o…

CONTO DE DRAGÕES!

Conto de dragões_CAPA

Essa é uma obra singela, porém, escrita de todo coração! Ela foi finalizada em 2010 e agora, seis anos depois, eu consegui uma editora que confiasse e aceitasse publicar o meu enredo.

Escrevi a trama em um de meus períodos turbulentos e, por isso, a escrita acabou servindo como uma terapia para mim. Dessa forma, eu espero que os meus futuros leitores vejam nesse livro uma passagem para um mundo fantástico, cujas portas estão ali, bem ao alcance de suas mãos, para longe de seus problemas e lhes proporcionando momentos de satisfação e magia durante a leitura.

Bom…

Para quem não conhece, eis a sinopse oficial:

“Mariane, uma jovem universitária no auge de seus 20 anos, tem uma vida pacata e normal. Desde pequena ela sonha com criaturas místicas e sobrenaturais. No entanto, estes sonhos deixam de ser apenas imaginação e começam a ficar cada vez mais reais.

A rotina que ela conhecia é completamente abalada quando um garoto suspeito e misterioso entra em sua vida. O nome dele é Andrey e parece ser perigoso, não que isto realmente importe para Mariane, já que a garota se sente cada vez mais atraída por aqueles olhos verdes e profundos.

Quando Andrey resolve abrir o jogo e revelar quem realmente é, o mundo de Mariane vira de cabeça para baixo e a jovem se vê envolvida no meio de uma guerra sobrenatural, na qual parece ser a chave da vitória dos dragões sobre os giants – criaturas místicas que, até então, ninguém ouvira falar. Mas, há mais mistérios ao redor de Mariane do que ser simplesmente a “arma secreta”.

Dragões e humanos precisam se unir para vencer um inimigo em comum. E no caos surge um amor improvável.”

Se interessaram? (espero que sim! hahahaha…)

A minha primeira sessão de autógrafos acontecerá na BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO!!!! (estou nas nuvens com essa notícia!) E será no dia 02 de setembro (sexta-feira), das 16h às 17h, no estande da Editora Novo Século (B060).

No entanto, quem não puder ir na sexta (pois eu entendo que o dia e o horário é ruim para quem trabalha), não precisa se preocupar! Estarei, com certeza, em todos os finais de semana, perambulando pelo estande (na maior parte do tempo) e pelo evento. Então, é só me procurar que certamente ficarei imensamente feliz e honrada em conversar sobre o livro, sobre literatura, sobre o evento, sobre o tempo que estará fazendo do lado de fora…

Conto de dragoes

Durante a Bienal, haverá brindes para os primeiros que comprarem/aparecerem com o livro!!! Vou dar marca páginas oficiais da editora, marca páginas magnéticos com a capa do livro eeeee chaveiros de mini Conto de Dragões!

A distribuição será feita até quando durarem os estoques para cada dia de evento que eu for, sendo que para a sessão de autógrafos a quantidade será maior 😉 !

E tem mais uma novidade!

Para cada livro comprado, o leitor ganhará um número para participar do sorteio de DOIS KITS LITERÁRIOS!

E mesmo que não consiga ir no dia (oficial) dos autógrafos, basta me procurar por lá com o Conto de Dragões em mãos, que você ganha o seu número para participar. =D

Mas, já adianto que quem for no dia 02 de setembro, ganhará DOIS números por livro apresentado para o autógrafo!

O sorteio será realizado via  Random.Org, na segunda-feira pós Bienal, ou seja, no dia 05 de setembro de 2016. O resultado será anunciado aqui no blog e no evento criado para o lançamento do livro lá no Facebook (mais para baixo eu passo o link para vocês).

E os kits a serem sorteados são:

kits-sorteioKit 01

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros internacionais;
  • 02 livros nacionais;
  • 01 surpresa.

Kit 02

  • 24 marca páginas;
  • 07 folders de obras literárias;
  • 04 encartes com o primeiro capítulo de alguns livros;
  • 02 marca páginas de Conto de Dragões;
  • 03 livros (dois internacionais e um nacional);
  • 01 mangá;
  • 01 HQ;
  • 01 surpresa.

Eeeee talvez role alguns docinhos no dia dos autógrafos para quem aparecer por lá. Hehehe…

Bom…

Caso alguém não queira comprar o livro na Bienal (ou queira comprá-lo antes), por enquanto, ele pode ser encontrado em pré-venda em alguns sites por aí. Vou passar os links e os preços que encontrei até o momento:

Se quiser acompanhar as novidades a respeito da sessão de autógrafos, saber onde e quando estarei pela Bienal e/ou quiser ver mais informações sobre o sorteio, os brindes e a obra, dá para ficar antenado aqui no blog ouuuuu dar uma olhada no evento que mencionei no Facebook: https://www.facebook.com/events/1076031665797785/

Antes de me despedir, vou deixar aqui um pequenino trecho do livro para ver se conquisto mais alguns leitores:

“Delicadamente, ela passou uma das mãos pelo rosto do dragão, acariciando-o. Ele a encarou por breves segundos e Mariane poder ver todo o carinho retribuído em um único olhar. A garota tentou sorrir para lhe passar uma tranquilidade que nem mesmo ela sentia. Andrey a beijou no topo da cabeça e voltou a olhar para frente.

– Andrey… – sentia necessidade de falar, agora que percebia que logo estariam no meio da guerra.

– Hm? – estava compenetrado na cena assustadora a sua frente.

– Não morra. – agarrou-lhe uma das mãos e apertou com força. Não tinha coragem de encará-lo. – Me prometa que não vai permitir que te matem…

Ele ergueu seu queixo com a mão livre e a beijou. Não faria promessas que não tinha certeza se poderia cumprir. O caos e o cheiro de sangue eram lembretes constantes de onde estavam. A única coisa que ele poderia fazer, era protegê-la a todo custo, mesmo que isso significasse quebrar aquele frágil coração caso morresse por ela.”

Se desejarem mais algumas degustações, é possível lê-las lá no meu perfil do Wattpadhttps://www.wattpad.com/story/27713472-conto-de-drag%C3%B5es

Também já dá para acompanhar o livro lá no Skoobhttps://www.skoob.com.br/conto-de-dragoes-604578ed604913.html

Então, é isso, pessoal!

Espero que este post tenha lhes dado um comichão para ler o meu livro. 😉

E não se esqueçam de agarrar os autores nacionais e lotar os estandes com autógrafos de livros brasileiros lá na Bienal!

Beijooooos e até a próxima!

fabiarte



Olááááááá, Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

E adivinhem!! O livro está chegando ao fim!!!

Portanto, acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Leitoreeeeees queridoooooos!

Eiiiis mais alguns capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa oficial, mas a imagem que uso é uma montagem mais do que linda que a minha amiga Beatriz, da Bemax Publicidade, fez para mim!

Mas, se alguém quiser me ajudar e fazer um desenho para a minha marida Bia poder colocar na capa, eu ficaria muito feliz, mesmo!!

(se quiserem ir direto para o primeiro capítulo do livro, basta clicar na imagem abaixo)

wattpad - conto de dragões

 

 

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis o terceiro e o quarto capítulos de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis a continuação! 😉

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Eiiiis o segundo capítulo de Conto de Dragões, que eu coloquei no Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!  E agora, eis o segundo! 😉

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

IMG_20140915_112932



Genteeeeeeeeeee….

Me rendi ao Wattpad!

Sempre li livros e acompanhei o trabalho de várioooos escritores nacionais, mas, nunca, de fato, me envolvi com essa “rede social”.

E depois de alguns pedidos, de ler umas coisas ali e aqui e dar o braço a torcer, chutei a preguiça e comecei postando o primeiro capítulo de um dos meus livros, o Conto de Dragões!

Acessem o link abaixo e, se quiserem, podem dar uma lidinha!

LINK!! 😉

Aliás…

O livro AINDA não tem capa e tals, então, estou usando uma “montagem” para introduzi-lo… hehe

Se alguém quiser me ajudar com isso, eu ficaria muito feliz mesmo!! (pois, sou uma negação nisso!)

conto_dragoes

Sinopsinha:

O que você faria se o seu mundo se transformasse?

Se tudo o que é real tornasse fantasia e a imaginação tomasse conta da realidade?

Se tudo aquilo em que acreditava ser ficção urrasse em sua cara e tudo em que tinha certeza esvaísse por seus dedos?

O que você faria se os seus mais belos e nefastos sonhos se tornassem protagonistas marcantes do mundo que todos nós conhecemos?

Mariane corre de uma realidade para outra, em busca de um futuro. Andrey arriscaria a própria vida e a de todos de seu clã por ela. Giulian quer simplesmente a morte, mas não a sua própria…

Uma guerra, um amor, um futuro. Qual coração continuará batendo no final?

Texto by Fabi

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{agosto 21, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

Mariane não conseguia se mover. Seus olhos estavam presos naquela figura. Estava completamente chocada em vê-lo ali. Não conseguia desviar seus olhos, não conseguia emitir som algum. Estava petrificada e ignorava completamente as conversas que aconteciam ao seu redor.

Aquele garoto, de pele bronzeada, camiseta vermelha, corpo definido, jeans escuro, tênis da Adidas, cabelos escuros com brilhos ruivos, olhos verdes-oceano e sorriso maroto.

Sentado à duas fileiras na sua frente, em uma carteira que ficava na diagonal da sua, para a direita, estava o garoto que tinha esbarrado com ela no mercado.

Ele estava apoiado no braço da cadeira, segurando a cabeça com uma das mãos, enquanto observava Mariane com um sorriso divertido.

Por mais que tentasse virar o rosto, não conseguia. Sentia-se incomodada em estar revidando o olhar dele, mas não via escolha. Sentia-se incapacitada de desviar o olhar ou disfarçar o nervosismo e o interesse que estava sentindo.

O que ele faz ali?

Por que ele está na PUC?

Perguntas e mais perguntas cruzavam sua mente em alta velocidade.

Meu Deus! Ele é LINDO!

Não conseguia refrear seus pensamentos, ela os deixava vagarem livres por sua cabeça. Só tentava impedi-los de escaparem por seus lábios. Se ela acabasse falando em voz alta o que estava pensando, corria o risco que ele a ouvisse.

Apesar de Mariane acreditar que seria quase impossível de ele entendê-la no meio do barulho e da baderna em que a sala se encontrava, mas, mesmo assim, ela não queria arriscar.

Por que fica encarando?

Será que reconheceu?

Ela meditava sobre o porquê de ele continuar a olhá-la tão fixamente. Queria descobrir se ele a havia reconhecido. Fazia muito tempo desde aquele dia em que haviam se trombado no mercado. Será que ele se lembrava dela?

Por que está sorrindo tanto?

Tenho cara de palhaça é?

– Fiquem quietos! Vou fazer a chamada! – anunciou o professor, puxando a lista de presença para mais perto.

O garoto sorriu ainda mais e piscou para ela antes de se virar para frente, para poder olhar o professor. Mariane sentiu seu rosto arder e tinha certeza que suas bochechas estavam vermelhas de vergonha. Abaixou o rosto, tentando disfarçar o seu nervosismo e evitar que alguém visse o seu rubor.

– Ao menos vou saber como ele se chama… – sussurrou para si mesma, tentando distrair-se e acalmar os batimentos de seu coração.

– Adilson Campos!

– Eu!

– Agatha Sousa!

– Eu!

– Aídia Leite!

– Aqui!

– Alessandro Freitas!

– Eu!

– Amanda Lupani!

– Faltou!

– Amarildo Salles!

– Aqui!

– Anderson Remo!

– Aqui!

– Andréia Nunes!

– Faltou!

– Andrey… Ah… Esse daqui deve ser novo… – comentou quando viu que aquele nome era a única coisa de diferente naquela lista. – Andrey Strijder Draak! – anunciou o nome completo, ao invés de dizer apenas o primeiro sobrenome depois do nome, como sempre fez. Já que aquele era um aluno novo, não custava chamá-lo pelo nome todo uma única vez.

– Aqui! – o garoto que ela tinha reconhecido como “aquele que havia esbarrado nela no mercado”, levantou a mão enquanto respondia. Andrey se virou e a encarou novamente com um sorriso audacioso e culpado.

Mariane sentiu-se abobalhada. Ele era o Andrey de seus sonhos? O Andrey do telefonema? Não podia ser… Estava pasma. A voz dele era a mesma voz do Andrey que supostamente conhecia.

Portanto, o Andrey e o garoto do mercado eram a mesma pessoa! Os garotos que mais tinham mexido com o seu coração em toda a sua vida… Eram um só! E estava ali, agora, sentado na sua frente, achando a expressão abobalhada dela divertida!

Mariane sentia-se completamente confusa. Não sabia se ficava feliz por finalmente ter descoberto quem eram, ou melhor, quem era. Ou se ficava com raiva por tê-la enganado durante todo esse tempo.

– Mariane… Daqui a pouco é você… – Karen havia percebido que a amiga estava completamente distraída e decidiu avisá-la para que prestasse atenção na chama.

– Hã? Quê? – ao ouvir a voz da amiga, chamando-a, Mariane sentiu como se estivesse saindo de um tranze. Era como se Karen a tivesse puxado do meio de seus pensamentos para o mundo real.

– Olha… – apenas apontou para o professor.

– Maria Gringh!

– Aqui!

– Mariana Dalma!

– Faltou!

– Mariana dos Santos!

– Eu!

– Nossa… Obrigada, Ká… – sussurrou em agradecimento, quando percebeu que o seu nome estava chegando e que quase perdera a chamada por causa de seus devaneios. A amiga apenas deu um sorriso e voltou a desenhar algo no caderno.

– Mariana Polis!

– Aqui!

– Mariane L’acqua!

– Aqui! – levantou a mão e depois se acomodou em sua cadeira.

Sentia-se um pouco mais calma, agora que havia se distraído com a chamada. Mas ainda queria esclarecer algumas coisas sobre Andrey.

Suspirou e olhou para baixo, ele não estava mais olhando para ela. Mariane sabia que não conseguiria conversar com ele durante a aula, ela teria que esperar até a hora do intervalo. Quando ele saísse da sala, ela o faria dar algumas explicações.

 

–\\–||–//–

 

– Para onde estamos indo, meu mestre? – Luara ainda era puxada pela mão.

Fazia algumas horas que ela e Giulian estavam andando pelo mundo humano. E em momento algum ele havia soltado de sua mão. Isso a deixava feliz, mas estava começando a ficar cansada de andar sem objetivo por aquele lugar.

– Calma querida… Logo chegaremos lá…

Giulian continuava a andar, olhando placas, pessoas, cães,… Ele caminhava como um humano. Parecia habituado com aquilo tudo, mas na verdade, todos os seus atos não passavam de imitação. Ele observava todos os homens ao seu redor e tentava fazer o mesmo.

– Telonius me fez um mapa do lugar… Sei para onde estamos indo. – o giant virou em uma esquina. – Parece que algumas autoridades de guerra dos humanos vieram para cá, para tentar bisbilhotar nossas naves. E eu resolvi poupar-lhes a viagem. – olhou para Luara e sorriu. – Vou até eles. Quem sabe não consigo um bom servo humano lá?

– Ás vezes o meu rei é muito precipitado, sabia? – Luara retribuiu o sorriso, mas logo depois olhou para seus próprios pés com um olhar cansado. – Essa forma é muito fraca… Já estou me sentindo cansada…

– Venha cá… – Giulian diminuiu o passo e a puxou para mais perto de si, passando o braço ao redor da cintura bem definida de Luara. – Pode ser fraca, mas… Sabia que você está incrivelmente atraente e irresistível? Estou começando a achar que a sua forma humana virou um fetiche para mim! – sorriu provocante, enquanto a devorava com os olhos.

Os cabelos azuis da giant agora eram castanhos muito escuros. Ela tinha diminuído de tamanho, mas suas curvas estavam mais acentuadas. Seus olhos continuavam azuis e seus lábios eram carnudos e rubros, incrivelmente convidativos.

– Quadris largos, busto farto, lábios tentadores, olhar penetrante, cabelos brilhantes… Até mesmo a sua pele, com esse tom… Como eles dizem mesmo? Ah é! Com esse tom bronzeado, é uma tentação para mim! – Giulian a apertou um pouco mais contra seu corpo, enquanto andavam com passos um pouco mais lentos do que antes. – Nunca imaginei que humanas tivessem esse tipo de efeito sobre mim…

– Se essa forma lhe agrada… Fico feliz! – Luara o abraçou sem parar de andar. – Talvez eu a use mais vezes para deixá-lo feliz…

– Aaah… Você faria isso por mim, minha queria? – Giulian abriu um incrível sorriso, cheio de ansiedade e satisfação.

– Claro, meu senhor! – Luara retribuiu o sorriso e passou a observar melhor a forma humana de seu rei. E sentiu-se quente enquanto olhava para aquele corpo espantosamente tão atrativo para ela.

Giulian também tinha ficado um pouco mais baixo, mas seu corpo parecia mais robusto, com vários músculos, mas sem exageros. Seus cabelos, antes prateados, agora estavam loiros bem claros, seus olhos estavam com um tom acinzentado, como um azul muito claro puxado para a cor cinza. Até a fisionomia dele estava mais vigorosa. Ele transmitia uma masculinidade incrível, que a dominava completamente.

– Ah Giulian… Acho que a sua forma humana também me seduziu! Sinto-me extasiada!

– PERFEITO! – Giulian gargalhava alto com a confissão de Luara. – Agora nós dois sabemos que formas usarmos para mudar um pouco a… Hm… Rotina e excitar um ao outro. – eles se encontravam em uma rua deserta.

Andaram mais um pouco e entraram em uma viela que ficava escondida por uma árvore plantada na sua frente. Por mais que o sol brilhasse alto no céu, aquela viela estava escura, por causa das paredes altas que bloqueavam a luz solar. O giant andou mais para o fundo do lugar, olhou ao redor e encostou-se na parede.

– Venha cá! – puxou Luara com força para mais perto, prendendo-a com seus fortes braços, deixando que seus corpos se tocassem espremidos um no outro.

– Meu senhor! – surpreendeu-se com o inesperado aperto. – O que…?

– Shh… – sussurrou próximo ao ouvido da giant, impedindo que ela continuasse a falar. – Fale mais baixo, senão pode chamar a atenção de alguém… – começou a roçar seus lábios no rosto dela.

– O que estamos fazendo? – sussurrou, enquanto fechava os olhos, aproveitando a caricia em seu rosto.

– Estamos prestes a descobrir como é a adrenalina e o prazer humanos… – começou a mordiscar-lhe o pescoço enquanto escorregava uma das mãos por debaixo da camiseta da giant e lhe tocava o farto busto. – Você sabe que faz muito tempo que estou me segurando… Não consigo mais me controlar…

Seus gestos ficaram mais impacientes, cheios de urgência e desejo. Luara entregou-se aos toques cobiçosos de seu querido Giulian e começou a tirar-lhe a blusa.

Duas senhoras caminhavam pela rua, passando próximas da entrada da viela, sem perceberem que dois giants, em suas formas humanas, faziam coisas que, de acordo com os princípios que aquelas senhoras haviam adquirido ao longo de seus anos, seriam completamente impuras e inescrupulosas.

 

conto_dragoes



{agosto 15, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 07

Entre A Surpresa e a Dona Morte!

 

 

– Mariane… Mariane…

– Espera… – estava tudo escuro. Mariane não conseguia enxergar nada. A voz parecia se distanciar. Ela precisava ver quem era. A voz lhe era familiar, mas não estava conseguindo descobrir a quem pertencia. Ela precisava saber quem a chamava.

– Mariane, vamos… – seu corpo estava tremendo, mas não sabia o porquê. Ela não sentia frio e nem medo. Não tinha motivo aparente para a tremedeira – Anda Mariane… – a voz estava começando a se aproximar novamente.

– Quem…? – estendeu a mão, tentando alcançar o dono da voz e sentiu alguém segurá-la. Era um calor, um toque que já havia sentido antes. Mas ainda não conseguia ver ninguém.

– Anda logo, Mariane. – agora a voz estava mais alta, mais próxima. Mariane conseguiu reconhecê-la. “Ah não…” foi o que ela pensou, assim que percebeu o que estava acontecendo. – Mariane!

– Quê? Me deixa quieta… – sussurrou cheia de sono, enquanto abria os olhos e via Matheus ao seu lado. – Não gosto quando me sacode… – disse irritada, tentando se acomodar no banco. Ela estava sonhando com o seu dragão novamente antes de tudo escurecer e perceber que Matheus estava tentando acordá-la.

– Tá na hora de descer, Mariane! Anda logo, senão o ônibus sai e a gente perde o ponto! – Matheus ainda segurava a mão da amiga e a puxava para fora do banco, enquanto carregava sua própria mochila nas costas e o material dela no braço disponível.

– QUÊ? AI MEU DEUS! – pulou do banco, completamente desperta pelo susto. Ela não queria chegar atrasada na aula. Não podia deixar de descer naquele ponto. Saiu correndo pelo corredor do ônibus, arrastando Matheus com ela.

– Tá louca, garota? – assim que já estavam fora do ônibus, mais tranqüilos por não terem perdido o ponto, Matheus olhou para a amiga enquanto tentava ajeitar sua mochila no ombro. – Numa hora tá apagadona no banco, pedindo para te deixar quieta… Noutra tá correndo pelo ônibus feito maluca, toda afobada e me arrastando junto!

– Desculpa. – Mariane começou a olhar para suas mãos. – Ai, meu Deus! – ela estava olhando desesperada ao redor e analisando a si mesma.

– Quê foi? – arregalou os olhos, assustado com a reação da amiga. Ele não duvidava que ela pudesse ter batido em alguma coisa enquanto corria para fora do ônibus e ter se machucado.

– Meu material! – quase gritou, olhando para o ônibus que já começava a sumir de vista.

– Calma. – deu um sorriso divertido com a situação. – Tá aqui, ô louca… – estendeu o material para ela.

– Nossa! Obrigada, Má! Valeu mesmo! – pegou suas coisas e deu um suspiro aliviado.

Ajeitou-se e viu o amigo dar de ombros, como se aquele gesto substituísse a frase “de nada”. Sorriu para ele e começou a andar para o prédio em que teriam aula. Ele simplesmente suspirou e limitou-se a apenas segui-la.

Matheus percebeu que Mariane andava evitando ficar muito próxima dele. Ele sabia que o motivo daquele distanciamento eram os bilhetes que eles haviam trocado naquela aula entediante.

Não deveria ter sido tão direto com ela, mas já não aguentava mais continuar bancando o amigo sem segundas intenções. Ele queria ter algo além de amizade com Mariane.

Queria que ela percebesse o quanto a desejava mais do que como amiga. Mas pelo o que Matheus via, a sua ideia não tinha dado muito certo. Por isso, tinha decidido ficar quieto, sem pressionar, para não acabar estragando muito mais do que já havia estragado. Mariane teria que parar com aquele distanciamento, ela própria.

Enquanto andava, Mariane sentiu algo estranho. Estava tendo a sensação de que alguém a estava observando. Olhou ao redor e não viu ninguém que parecesse estar olhando para ela. Virou-se para trás e se certificou que não era Matheus quem a observava.

Respirou fundo. Ela ainda deveria estar sonolenta e o sono estava lhe pregando peças. Causando-lhe sensações que não deveria ter. Segurou seu material com mais força e olhou para o céu, tentando se tranquilizar.

– MAARIIIIIIAAAANEEEEE!!!!! – gritou Karen, enquanto atravessava correndo o largo corredor do prédio, para pular na sua amiga que tinha acabado de chegar.

– Calma! – Mariane, como de costume, firmou seus pés no chão e evitou mais uma vez que a duas caíssem no corredor da universidade. – Meu Deus! O que aconteceu dessa vez, Ká?

– Ah. Nada demais… Só fiquei até tarde assistindo uns filmes de que gosto.

– E bebendo coca-cola, né? – revirou os olhos quando viu o sorriso culpado que a amiga tinha dado em resposta. – Karen! Você sabe que tem baixa tolerância á cafeína! Provavelmente você ficou acesa durante boa parte da noite.

– Nem tanto. – soltou-se de Mariane e a puxou para o banco mais próximo. – Vem cá! Mudando de assunto… Você tá sabendo do aluno novo da nossa sala, né?

– Aluno novo? Não… – ergueu uma sobrancelha. Não estava sabendo de nada sobre aquilo.

– NÃO? Como não, Mariane? – Karen parecia surpresa. – E você ainda se diz uma jornalista…

– Olha! A nossa sala tem mais de 70 alunos! As provas do final do semestre estão chegando! Eu trabalho a tarde toda! Acredito que eu não tenha tempo e nem interesse para saber algo sobre qualquer aluno novo! – respondeu irritada à provocação da amiga.

Ela odiava ser uma das poucas a não saber de algo e odiava ainda mais quando vinham com o clichê “ainda se diz jornalista”.

– Tá, Tá… Era brincadeira, não fica nervosa! – Karen ofereceu à amiga um de seus contagiantes sorrisos. E quando viu que a expressão de raiva dela havia amenizado, continuou com o assunto. – Continuando… Ele vai entrar hoje na nossa sala!

– Hoje? – ergueu sua sobrancelha mais uma vez. – Ué… Por que ele não esperou até o semestre que vem? Ou pelo menos até o final dessa semana? Que tipo de pessoa entra em uma universidade numa quinta-feira, durante o período de avaliações?

– Ah, sei lá… – deu de ombros. – Vai ver que ele precisou se mudar e para não perder o ritmo dos estudos, decidiu entrar o mais depressa possível na nova universidade que ia cursa. Pode acontecer, ué!

– É…

– Ai! Espero que ele seja gato! – soltou um suspiro, tentando imaginar como seria o garoto novo.

– Ah tá… Sei… – Mariane se levantou do banco e puxou a amiga pela mão. – Vamos! – as duas foram caminhando tranquilamente até a sala de aula.

–\\–//–

– Meu mestre, tem certeza disso? – suas mãos estavam tremendo de nervosismo.

– Você está ME questionando? – Giulian começou a andar na direção de Telonius. – Um mero SERVO está questionando os desejos de SEU REI? – sua voz estava impregnada por um tom ameaçador. Ele tinha um sorriso traiçoeiro brincando em seus lábios.

– Não, meu senhor, meu rei! – Telonius exagerou na reverencia, abaixando-se ainda mais. – Se é o seu desejo, não devo questioná-lo! – ele já conhecia os gostos de seu rei.

Ele sabia o quanto Giulian gostava de se sentir superior aos demais e o quanto ele se deleitava quando precisava torturar alguém que não atendesse aos seus caprichos. Dessa forma, ele preferia exagerar em seus gestos e demonstrar seu medo, mostrando-se como um ser inferior, do que sofrer pela tortura.

– Então, cale essa sua boca infame! – encarou seu serviçal com um olhar maldoso e perverso e percebeu que Telonius tremia descontroladamente diante de sua presença. Sorriu, divertindo-se com a situação. Ele amava ser respeitado e temido. Adorava ver seus servos com medo de sua autoridade. – Já está tudo pronto?

– Sim, meu senhor! – tentava, em vão, controlar ao menos um pouco de sua tremedeira.

– Ótimo. – ignorou Telonius e foi andando até a porta de entrada daquele imenso salão real.

– Giulian, meu senhor. – sussurrou uma voz feminina e delicada, assim que Giulian cruzou a porta. – Tem certeza que quer fazer isso? E se fizerem algo contra você, meu querido rei? – Luara estava encostada na parede, ao lado da entrada, encarando Giulian com olhos preocupados.

– Ah! Minha querida Luara! – andou até ela e segurou-lhe as mãos. – Fazerem algo contra mim? Eu? O que podem fazer? – deu uma risada alta. – Eu sou um giant! Ou melhor… Eu sou o REI dos giants! O que um reles humano pode fazer?

– Não é com os humanos que estou preocupada… – respondeu séria.

– Ah, sim! Nossos inimigos… – Giulian sorriu para ela. – Minha querida, eu não vou sair com essa forma. Vou ficar com a minha forma humana e me misturar. Não tem como eles me reconhecerem. – acariciou o rosto delicado de Luara, passando seus dedos pelos traços sérios da giant. – Ora, vamos! Sorria para mim! – ela ofereceu-lhe um sorriso, obedecendo ao pedido. – Viu? Não é bem melhor? – deu-lhe um beijo no rosto.

– Ainda estou preocupada com você, meu senhor! – Luara desencostou-se da parede e se aproximou dele. – Enquanto estiver lá fora, eu ficarei aqui, me remoendo de angustia pela sua segurança. Ao menos, me deixe ir junto!

– Se isso a fará mais feliz… Acabar-se-á com a sua preocupação! – sorriu para ela. – Pode vir! Venha comigo minha querida, visitar o mundo dos humanos!

– Muito obrigada meu senhor! – abraçou Giulian, sentindo-se mais aliviada. – Sinto-me mais tranquila. – beijou-o próximo da boca.

– Mas depois eu vou querer algo em troca por ter permitido que fosse comigo… – sussurrou no ouvido da giant, antes que ela distanciasse o rosto do seu.

Luara sentiu Giulian acariciar seus longos cabelos azuis escuros e descer a mão pelo seu corpo, delineando e tocando suas curvas e demorando-se nas partes mais salientes, aplicando uma leve pressão com seus dedos, tentando provocá-la. Percebeu seu corpo arder em desejo e tremer de excitação sob o toque de seu rei.

Ela o amava. Sentia um carinho especial por ele desde pequenos. E agora, que os corpos de ambos já haviam se desenvolvido por completo e a inocência da juventude abandonado suas mentes, Luara via o quão lindo e sedutor ele era. Ela o desejava cada vez mais, de corpo e alma.

Sentia-se feliz em saber que ela era a única quem ele permitia que o tocasse daquele jeito e também, era a única em quem ele tocava tão carinhosa e ardentemente.

Se algum dia ele desejasse fazer o mesmo com outra, Luara acreditava que não se importaria em compartilhá-lo, desde que ele mantivesse o relacionamento intimo dos dois.

Luara prensou-se ainda mais ao corpo de Giulian e aproximou seus lábios carnudos no ouvido de seu rei, sem deixar de agarrá-lo com sensualidade.

– Meu querido rei, quer mesmo deixar para depois? – sussurrou cheia de volúpia.

– Não me tente tanto minha querida! Estou tentando me segurar ao máximo aqui! – sorriu cheio de malicia, enquanto continuava a deslizar sua mão pelo corpo da giant.

– Mas foi o senhor quem me tentou primeiro! – sussurrou em protesto.

– Considero-me culpado. – afastou relutante o corpo dela do seu e segurou-lhe as mãos. – Querida, precisamos mesmo ir! Não quero adiar essa missão ainda mais. – começou a puxá-la para a saída daquele lugar. – Venha comigo. Vamos ludibriar alguns humanos…

 

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{julho 16, 2013}   Conto de Dragões

(parte do capítulo….)

Capítulo 06

Um pouco de brincadeira e diversão não faz mal?

 

 

– Andrey! Andrey, querido? – Maysa procurava pelo sobrinho.

Já havia olhado por todo o quarto do garoto e vistoriado quase a casa toda, cozinha, quartos, banheiros, salas, lavanderia e até no escritório de Thadeu. Onde mais ele poderia estar?

– Andrey, cadê você? – faltava apenas dar uma olhada no jardim da frente e nos fundos da casa.

Maysa passou pela porta que dava passagem para os fundos. Deu uma rápida e minuciosa olhada pelo lugar, mas não viu sinal de seu sobrinho. Ele não poderia ter desobedecido Thadeu, ao menos não depois de ela ter intercedido e pedido pela compreensão dos dois.

O lugar não era grande, mas ostentava um ar reconfortante e tranqüilo por causa de seis árvores plantadas ali. Elas não eram muito maiores do que a casa, mas eram magnificamente lindas.

Suas sementes eram originais de seu planeta natal, trazidas com cuidado até a Terra e ali cultivadas. Por sorte, elas demoravam menos tempo do que as plantas terrestres para atingirem a maturidade e eram muito mais duráveis. Cada uma tinha uma característica específica e cores incomuns.

Olhando da menor para maior, via-se uma de um cedro quase branco, com folhas verdes claras e flores azul-bebê.

Outra tinha um cedro-terra, um marrom forte que lembrava barro, suas folhas eram verdes como a esmeralda e suas flores eram de um grená (um tom violeta puxado para o castanho) tão intenso e claro, que lembravam grãos de areia molhados pela água do mar, durante um final de tarde.

Havia uma de um cedro praticamente verde-mar, com folhas puxadas para o tom forte e misto do verde-acqua e flores mescladas com a cor turquesa e azul-marinho.

A seguinte tinha um cedro-rosa um tanto avermelhado, como um violeta pálido com vermelho-terra, suas folhas eram verdes-musgo com tons avermelhados e alaranjados, como folhas no outono, suas flores eram vermelhas rubras, como rubis, algumas com sutis tons magenta e violeta.

A segunda maior tinha um cedro quase negro, era de um rútilo (um tom marrom muito escuro) quase preto, suas folhas eram verdes muito escuras e suas flores eram de um roxo mais denso do que o tom de ameixas mais do que maduras, com fortes tons cor de vinho.

Por ultimo, a maior, com um cedro-amarelo, um amarelo açafrão, puxado para o bronze, suas folhas eram de um verde lima bem claro, com tons dourados e suas flores eram amareladas como o âmbar, com fortes pigmentações de maná-gelo (um tom dourado muito claro, quase branco, puxado para a tonalidade fria do gelo).

Ela fechou os olhos e deixou que seus outros sentidos falassem mais alto do que sua visão. Em poucos segundos ela conseguiu captar um cheiro diferente no ar.

Um aroma tão sutil que ela não o teria percebido, se não tivesse parado e prestado mais atenção ás coisas ao seu redor. Era uma fragrância amadeirada e com uma sutil caracteriza amentolada, fortemente marcada por um aroma similar ao do cravo.

Com um sorriso no rosto por ter reconhecido aquele singular aroma, Maysa andou até a árvore com tons avermelhados e olhou para o alto, procurando por algo oculto nas ramificações da copa.

– Andrey, meu querido… Eu sei que você está aí… Por que não desce? Preciso conversar um pouquinho com você… – anunciou com um clamor sutil e delicado.

Seu tom de voz era quase baixo. Ela conhecia a boa audição do sobrinho característica da raça, portanto, ela não via motivo para se expressar em um timbre mais alto.

– Como me descobriu aqui tia? – a voz masculina vinha de algum lugar do topo daquela árvore. O garoto ainda estava oculto pela densa concentração de folhas e flores.

– Você tem um cheiro muito peculiar e característico, sabia? – um sorriso terno e alegre brincava em seus lábios.

– Huh… Acho que sim… – sua voz estava com um distinguível tom divertido e satírico.

Em apenas alguns segundos, Andrey saltou do alto daquela esplêndida árvore, caindo com graciosidade ao lado da tia.

– O que você fazia aqui? – perguntou enquanto retirava algumas folhas presas nos fios de cabelo do sobrinho.

– Apenas pensando… Gosto de vir aqui de vez em quando… – lançou um olhar nostálgico para aquelas formosas árvores e suspirou diante de alguma lembrança que cruzava sua memória.

– São realmente magníficas! – Maysa também olhou para as incomuns plantas e sorriu. – Tanya também gostava de passar as tardes nelas… – olhou para o sobrinho rindo. – Lembro que ela me arrastava todo o santo dia até um bosque repleto delas, para brincarmos juntas. Ficávamos a tarde toda correndo envolta dos troncos, nos prendendo em galhos… E ela parecia NUNCA se cansar! – fez uma careta incrédula. – Antes do final da tarde eu já estava exaustada, querendo me arrastar de volta para casa, mas Tanya sempre choramingava, pedindo para ficar um pouco mais… – suspirou cansada e saudosa. – E eu sempre cedia… Sempre ficava lá com ela um pouco mais… – tocou o tronco da árvore mais próxima e sorriu com ternura. – Ah… Minha irmã amava demais a nossa terra natal…

– Amava… – Andrey concordou em um sussurro, tentando esconder a dor que seus olhos refletiam do seu âmago. – Elas me lembram da época em que mamãe me levava para brincar nessas árvores… – também tocou o mesmo tronco que sua tia havia tocado. – Essa daqui… Era o meu tipo predileto… – alisou o cedro-rosa avermelhado. – E mamãe… – andou até a que possuía tons azulados. – Gostava mais desse… – bateu levemente as pontas do dedo, no cedro verde-mar. – E para ser sincero, eu também gosto bastante dessa árvore!

Ele analisou as duas árvores e passou uma das mãos pelo queixo. Uma mania que tinha, quando refletia sobre algo frívolo ou cotidiano.

– Se eu for analisar bem, acredito que a minha admiração por esses dois tipos acaba em empate… – encarou a tia com um meio sorriso. – Acho que é o meu pai quem gosta mais da avermelhada e não eu…

– É compreensível… Até que é fácil explicar os gostos de vocês três.

Maysa deu de ombros e ficou a observar cada uma delas. Encarou o sobrinho por um breve instante e voltou a observar as árvores.

– É como se elas representassem cada um de nossos clãs… Aliás, acho que elas REALMENTE representam os seis clãs! – ela começou a apontar para cada uma delas. – A clarinha, de cedro quase branco, representa o Clã do Ar. A de cedro mais marrom representa o Clã da Terra. Essa daí, cheia de tons azuis, representa o Clã da Água. Essa daqui, bem avermelhada, representa o Clã do Fogo. A praticamente negra, representa o Clã das Sombras. E aquela ali, a de aparência mais luminosa, representa o Clã da Luz. – andou até Andrey com um sorriso simples no rosto. – Sua mãe e eu, pertencíamos ao Clã da Água. O seu pai ao do Fogo. Conseqüentemente, você é uma miscigenação dos dois. Tá aí a explicação do gosto de vocês!

– Tia… Eu já fazia uma idéia disso… – Andrey ofereceu um sorriso singelo para Maysa. – Mamãe já havia me dito essa teoria quando pequeno. E ainda explicou que eu era uma “semente” diferente. Metade árvore do Fogo, metade árvore da Água. – baixou o olhar quando sentiu a dor crescer ainda mais. – Ela disse que estava ansiosa para ver em que árvore eu me tornaria quando crescesse… – sua voz não passava de um sussurro triste.

– Andrey… – abraçou o sobrinho. – Tenho certeza de que ela o está vendo crescer e ficando maravilhada com o que está se tornando. – deu um sorriso. – Falando em crescer… Isso me lembra responsabilidades… Que por sua vez me lembra do porquê de querer conversar com você!

Maysa tentava mudar de assunto antes que Andrey entrasse em depressão com a, ainda recente, morte de Tanya.

– Hum… – o garoto levantou a cabeça e olhou para a tia com o canto dos olhos.

– Nossa! Que interesse todo é esse, ein? – perguntou irônica, fingindo estar ofendida com a falta de curiosidade do sobrinho. – O assunto é importante, sabia?

– Tá… Desculpa tia… – ficou frente a frente com ela, respirou fundo e atuou um olhar curioso. – Diga-me! Agora estou curioso. O que precisa conversar comigo?

Andrey não estava realmente interessado, mas fingiu estar, apenas para agradar à tia que tanto amava.

– Ora… Você é um fingido! Que curiosidade nada! Você não me soa como um curioso.

Viu o sobrinho começar a abri a boca para discordar de sua analise e segurou-lhe os lábios unidos com as pontas de seus dedos.

– Shhh… Não adianta discordar. Eu sei que estou certa! Aliás,… Você já perguntou sobre o que eu queria conversar, então, agora, vou ter que responder, não é? – soltou os lábios de Andrey e cruzou os braços. – Se você ficar tagarelando, não vai me deixar papaguear. – deu um sorriso divertido.

– Papaguear? – riu com a sonoridade da palavra. – É… Esse verbo, COM CERTEZA, foi feito para você! – ele ainda não havia visto alguém que falasse mais do que tia. A expressão “tagarela como um papagaio” encaixava-se perfeitamente na personalidade dela.

– Que seja… – bufou com a brincadeira. – Posso continuar?

– Claro. Vá em frente! – selou os lábios e fez sinal para que ela continuasse a falar.

– Obrigada. – descruzou os braços e sorriu em resposta aos gestos do sobrinho. – Andrey, seja sincero comigo, por favor…

Apoiou-se no ombro dele e aproximou sua boca ao ouvido de Andrey, para que apenas ele ouvisse o que ela iria cochichar, caso houvesse alguém bisbilhotando a conversa deles.

– O quanto você realmente gosta da humana? O que você verdadeiramente sente por Mariane?

– Maysa! – sentiu o sangue borbulhar em suas bochechas e suas orelhas arderem com o espanto da pergunta. – Isso… – viu a tia fazer sinal para que falasse mais baixo e diminuiu seu tom de voz para um sussurro. – Isso é um assunto bem delicado e complexo, tia! Não sei se posso responder…

– Ah… Você pode sim, meu querido… – continuou apoiada nele. – Eu sei que você pode! Você já sabe o que sente, basta que reflita só um pouquinho sobre isso…

– Mas por que você quer saber?

– Lídia teve uma visão… – segredou com um ar trivial e tranqüilo. – E você sabe que as chances de ela estar certa são de praticamente 95%, não é?

– Que visão? – Andrey conhecia muito bem as visões de Lídia.

Ela era uma descendente direta do Clã da Luz. Assim como ele, seus pais eram de clãs diferentes, e, portanto, ela era uma filha mestiça. Pai das Sombras, mãe da Luz…

Uma união mais complicada do que a de seus próprios pais. E talvez, por ser herdeira dessas duas tribos, ela tenha despertado um dom, proveniente da mistura dos poderes. Lídia era capaz de ter visões sobre o futuro, como premonições e muito dificilmente ela errava nelas.

– Ela viu sua Mariane aqui em casa…

– QUÊ? – sua voz saiu como um brado de sua garganta.

Maysa fez um sinal histérico para que ele diminuísse o tom de voz novamente. Ele olhou ao redor por alguns segundos, certificando-se que seu grito não houvesse chamado a atenção de ninguém de dentro da casa. Quando teve certeza de que ainda estavam sozinhos ali, ele voltou a sussurrar.

– Mariane? Aqui? Como? Quando? Por quê? Eu… Eu acho que não me atreveria a trazê-la para cá… Ao menos não com tantos de nós aglomerados nessa casa… Não é?

– Calma… Calma… Você faz perguntas demais para alguém que tem respostas de menos! – Maysa desgrudou-se do sobrinho e deu de ombros. – Eu não sei de nada, além do que Lídia me disse. Quem vai trazê-la até aqui é você! Não sou eu quem tem as respostas… Se eu soubesse, acha que estaria aqui te questionando?

– Tá, tá… – cruzou os braços, ainda preocupado com a hipótese de que no futuro ele venha a fazer uma loucura daquelas. – Mas, a Lídia ainda pode estar errada, não é? Você sabe… As visões dela não são 100% corretas… – um olhar esperançoso surgiu em seu rosto.

– Bom… – refletiu um pouco. – Isso é verdade… – mas logo descartou a esperança do sobrinho. – Mas a visão era realista demais para não acontecer…

– Realista? – não conseguia disfarçar o tom incrédulo da voz. – Eu jamais a traria para cá! Posso desobedecer às ordens de meu pai, mas eu sei os limites! Nunca a colocaria em um lugar cheio dos nossos. Ainda mais quando a maioria se sente tão fraca… Ela seria um belo banquete revigorante!! – Andrey sentiu pânico ao cogitar a idéia de deixar Mariane a mercê dos famintos.

– Calma… – Maysa afagou o braço do sobrinho, tentando acalmá-lo. – Na visão da Lídia, você não era tão louco assim…

– Como assim?

– Você a trouxe para cá, mas… Não havia mais ninguém em casa. Você e ela estavam sozinhos aqui… – o encarou com um ar reprovador.

– Sozinhos? – ele sentiu o pânico desaparecer, dando lugar a uma sensação completamente quente, que transformava suas bochechas em brasas. Sua imaginação trabalhava rápido, oferecendo-lhe imagens que o faziam se arrepiar, mas aqueles arrepios não eram de medo ou frio. – E… o que estávamos fazendo?

– Huuuum… Que curiosidade é essa? – lançou um olhar malicioso sobre Andrey e sorriu, divertida com o embaraço dele. – Ficou interessado é?

– É sério Tia… – sentia-se completamente constrangido com aquele assunto. Ele costumava brincar com esse tipo de coisa, quando saia com seus amigos ou até mesmo com a sua prima. Mas na presença da tia, a conversa incomodava.

– Bom… Na visão da Lídia, você apenas mostrava para ela a casa… Essas árvores… E depois a deixou descansar em seu quarto… – Maysa substituiu o ar brincalhão por uma feição séria. – Vocês dois pareciam muito cansados… Estavam acabados… Você estava arranhado e machucado. Ela estava assustada e tinha um rasgo no braço direito.

– Um rasgo? – arregalou os olhos. Quando a tia dizia “um rasgo” em alguma parte do corpo, era porque alguém havia seriamente se cortado.

– Uhum. Ela tinha uma ferida grande. O corte atravessava quase o antebraço todo dela.

– Agora a visão da Lídia faz menos sentido ainda para mim! – começou a caminhar pelo lugar. – Por que eu a traria aqui, ao invés de levá-la a um médico?

– Não sei… Ela parecia muito assustada, por isso você mostrou a casa antes de curá-la, para tentar acalmar a humana… E também… Vai ver você imaginou que esse fosse o lugar mais seguro para tratá-la…

– Eu estava tratando dela? – ergueu uma sobrancelha.

Andrey sabia muito bem que alguém da raça dele, abatido como ele deveria estar e ainda ser herdeiro do Clã do Fogo, não agüentaria ficar perto de sangue. Somente o cheiro despertaria uma louca vontade de bebê-lo. Era como um instinto de sobrevivência. Aquele sangue regeneraria suas forças e aceleraria ainda mais o seu processo de cura.

– Uhum… – Maysa também tinha um ar descrente no rosto. Se não houvesse ouvido a história da própria boca de Lídia, com certeza ela estaria tão incrédulo quanto ele. – E você tomou uma medida bem drástica para curá-la…

– Drástica?

– Você jogou seu próprio sangue sobre a ferida dela… – a frase foi dita em um murmúrio tão baixo que, se Andrey não possuísse uma audição tão aguda, não conseguiria ouvir o que ela tinha acabado de lhe confidenciar.

– Meu sangue…? – ele também murmurou. Aquela parte da conversa era delicada e comprometedora demais para ir soar nos ouvidos de mais alguém. – Certeza…? – sentia-se completamente chocado.

– Certeza… – ela se aproximou dele, para que ficasse mais fácil continuar a sussurrar a conversa. – Você deveria estar bem desesperado ou… Preocupado com algo. Dar o seu sangue para uma humana assim… É… É… No mínimo, sinal de perigo a espreita…

Maysa e Andrey sabiam muito bem o que significava dar seu próprio sangue para uma raça diferente da sua e tão fraca. Seu D.N.A. possuía características muito especificas da espécie para ser doado daquela maneira.

Quando seu sangue se misturasse ao de outra criatura, ela passaria a compartilhar parte de seu próprio ser, de sua própria essência. A criatura passaria a ter uma ligação muito forte com o dono do sangue.

Nenhum segredo poderia ser mantido. Tudo o que um sabe, o outro ficará sabendo. Sem mencionar que essa ligação enfraquece os sentidos. O dono do D.N.A. fica mais fraco e vulnerável do que os demais de sua raça.

– Andrey… Você sabe que estamos para entrar em uma guerra. Enfraquecer-se assim, por tão pouco, pode prejudicar o nosso lado. Pode acabar entregando a vitória para eles!

– Eu sei… Eu sei…

Andrey estava começando a sentir dificuldades em manter o volume de sua voz baixo. O nervosismo já havia tomado grande parte da razão.

– Mas eu não faria uma coisa dessas por causa de uma situação banal! Com certeza deve ter acontecido alguma coisa! Provavelmente Mariane devesse estar em sério perigo. Talvez ela tivesse se metido em uma situação complicada. Um caso de vida ou morte. E para não dar chances, a quem quer que seja o inimigo nesse dia, de matá-la, eu devo ter feito aquilo, para fortalecê-la!

O dragão encarou a tia, para ter certeza de que ela estava acompanhando a sua linha de raciocínio.

– E você sabe que ela é uma peça importante para nossa vitória e que é extremamente especial e inestimável para mim! Não poderia deixá-la em perigo, deixá-la mais frágil nas mãos de alguém. Jamais!

– Sim, sim… Eu sei, Andrey! Agora abaixa esse tom! – disse séria, preocupada com a probabilidade de alguém ter conseguido ouvir alguma coisa.

– Tia… É por isso que eu preciso estar sempre ao lado dela! É por isso que eu preciso estar com ela! – ele pegou as mãos de Maysa, como se pedisse pela compreensão dela. – Para evitar que coisas assim aconteçam, ela precisa saber quem sou o mais rápido possível e ter certeza que poderá recorrer a mim sempre que precisar! Não posso mais dar ouvidos ao meu pai! Eu NECESSITO ficar com ela!

– Tá! Entendi Andrey! Mas pelo amor de sua mãe, abaixe esse tom de voz! – apertou as mãos dele com força, em sinal de repreensão. A idéia de terem ouvido a conversa a exasperava.

– Desculpe… – sussurrou em resposta, tentando acalmar a euforia, a vontade louca de continuar falando alto.

Ele sempre soube que era preciso ficar com Mariane, que seu pai estava errado em afastá-lo dela.  Sentia um incrível desejo de gritar aquilo e provar para todos o quão certo ele estava em seus atos e vontades.

– Mas tia… Você entende, não é? Você vê o quanto eu preciso protegê-la?

– Sim. Eu vejo… – suspirou, dando-se por vencida.

Não adiantava contestá-lo. Provavelmente Andrey estava certo. Ele precisava cuidar da humana para evitar maiores danos para o lado deles, quando a guerra chegasse.

– Mas não vou deixá-lo ir sozinho atrás dela. Vou ficar de olho em vocês dois. Se algo acontecer, talvez seja preciso mais do que um de nós para dar conta do recado. É melhor que eu esteja por perto…

– Ótimo! Vai bancar a espiã? – perguntou jocoso, tentando quebrar o clima tenso daquela conversa.

– E o que mais eu seria? Se eu tentar bancar a enxerida, talvez acabe atrapalhando alguma coisa entre vocês dois… – olhou para o sobrinho com um olhar malicioso e suspeito, entrando na brincadeira de bom grado. Assuntos tensos também não a agradavam.

– Engraçadinha… – comentou irônico e cético, totalmente encabulado diante da idéia de sua própria tia acabar presenciando alguma cena mais “romântica” entre ele e Mariane.

– Não se preocupe querido… Não vou ficar observando vocês o tempo todo. Vou dar mais atenção às coisas que acontecerão ao redor dos dois. – continuava a encará-lo maldosamente.

– Já que é assim… – deu de ombros, tentando disfarçar seu embaraço. – Vamos bancar os humanos!

– Ok! Mas, Andrey, não leve tudo isso somente na brincadeira. – Maysa tentava advertir o sobrinho. – Lembre-se que o principal motivo para fazermos isso não é a diversão e sim a segurança dela.

– Eu sei tia… Mas eu acho que um pouco de diversão não faz mal. Deixa o serviço mais fácil de ser feito. – respondeu com o seu costumeiro sorriso maroto nos lábios.

– Você não tem jeito mesmo, ein moleque? – bagunçou os lindos e perfumados cabelos de Andrey.

– Vamos lá tia! Vamos nos divertir! – disse enquanto arrumava o cabelo bagunçado sem reclamar. – Vamos brincar de humanos! – sentia-se muito bem humorado agora.

 

 

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et cetera
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