World Fabi Books











Olá, olá, readers!

Estamos de volta com mais uma resenha!

E o livro da vez, ou melhor, os livros da vez são as três obras da série Matched (Destino, Travesseia e Conquista), da  escritora Ally Condie! Os volumes foram publicados aqui no Brasil pela Editora Suma de Letras, selinho da Editora Objetiva.

Série Matched - Ally Condie

Bom…

Matched é uma trilogia de livros sobre uma sociedade distópica (o que ainda permanece em alta e na “moda literária” atualmente), onde tudo é controlado pela tal “Sociedade“. E quando digo TUDO, é praticamente TUDO mesmo! Eles controlam desde o seu nascimento, o que você come, quando come, com quem irá se casar, quantos filhos terá, onde morará… até o momento da sua morte!

Basicamente, a Sociedade cuida de todos os momentos de sua vida!

Aos 17 anos, você comparece à uma cerimônia especial chamada Banquete do Par, ela é o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro, ou melhor dizendo… É o banquete onde, através de um sistema, você descobre com quem irá se casar por meio de uma combinação que seleciona genes a fim de criar filhos com a melhor formação genética possível.

Quando nasce o seu primeiro filho (sendo que você pode ter apenas dois), os Funcionários da Sociedade vão até sua casa registrá-lo de acordo com os padrões já determinados que são extremamente bizarros. Portanto, exatamente uma semana após o nascimento do bebê, a Sociedade faz questão de realizar as Celebrações de Boas-vindas, nas quais, o rebento é registrado, recebe todas as vacinas e vitaminas (tornando-o imune e resistente a quase toda moléstia) e ganha as três pilulas que precisará carregar junto consigo para o resto da vida: uma verde, uma azul e uma vermelha. Cada uma com uma função diferente, o que permite à Sociedade um controle ainda maior sobre os indivíduos.

E ao fim da vida, ganhamos outro banquete, um de despedia dessa vez, o Banquete Final. E nesse momento gravamos nossas melhores recordações e lembranças junto aos nossos familiares queridos e, caso você tenha sido um cidadão exemplar, que nunca tenha infligido as regras, poderá ter algumas partes do seu corpo guardadas como amostras de DNA para que, um dia, você possa a vir ser clonado!

Afinal, a morte não é mais um mistério dentro da Sociedade! Graças á ela, podemos saber precisamente quando será o nosso dia fatídico, onde estaremos e ter a garantia de que conseguiremos nos despedir de quem amamos. É uma oportunidade para planejar uma despedida dos familiares e amigos (claro que do modo que parecer melhor e mais adequado para a Sociedade), ter uma última reunião, uma última chance para deixar a vida de forma digna. Violência, doenças, acidentes… Estas causas de morte imprevisíveis são ocorrências extremamente raras e os Funcionários da Sociedade trabalham para garantir a saúde, a longevidade e a segurança a todos.

Destino - série Matched - Ally Condie

E é diante deste cenário, encontramos a nossa personagem principal, a gentil Cassia Reyes!

O primeiro contato que temos com Cassia é quando está à caminho do Banquete do Par. E vemos que é exatamente ali que o seu mundo começa a se transformar!

Ela deveria ter sido pareada com seu amigo de infância, o Xander Carrow, mas, por algum motivo, acaba vendo, por breves segundos, o rosto de um garoto completamente diferente e misterioso, o Ky Markhan!

Como a Sociedade nunca erra, a nossa protagonista fica assustada, porém com a pulga atrás da orelha. Ela esconde de todos o acontecimento, mas começa a se questionar sobre algumas coisas.

E não é surpresa alguma dizer que no primeiro livro, cujo título é Destino (em inglês o título é Matched – tradução livre: Destinada, ou Pareada, ou Combinada, ou Correspondida), todo o enredo se desenrola através do ponto de vista de Cassia.

Então, durante a leitura, nós sentimos o que ela sente, questionamos o que ela questiona e nos pegamos juntando as peças da trama, nos apegando às Aberrações, e até desenvolvendo planos de como “burlar” a Sociedade.

Também é nesta parte da estória que nos deparamos com o triângulo amoroso entre Cassia, Ky e Xander, algo que não rouba completamente a cena e é conduzido paralelamente com toda a problemática distópica da obra. Ou seja, o romance funciona bem, não é forçado e não rouba o foco de todo o embate contra a Sociedade.

Admito que neste primeiro volume, achei que Ally Condie deixou o desenvolvimento interessante e gostei dos mistérios que deixou, pois foram o suficiente para que me desse vontade de ler a continuação.

(aliás, se você ainda não leu a série toda, recomendo que não continue lendo este post e volte depois!)

Travessia - série Matched - Ally Condie

Já no segundo livro, as coisas mudam um pouquinho…

Em Travessia (em inglês o título é Crossed – tradução livre: Cruzado, ou Atravessado) a narrativa deixa de ser somente pela visão de Cassia e passa a ser intercalada pelo ponto de vista de Ky. E devo dizer que colocar o enredo desta forma foi algo que me deixou bastante satisfeita, pois assim fica mais fácil se deparar com mais aspectos da estória, afinal, quantos mais “olhos”, mais vemos!

Além disso, as vozes dos dois personagens, mesmo em primeira pessoa, são bem diferentes. Mesmo sem a discriminação no topo do livro, é facilmente possível perceber de quem é a vez de narrar. Esta característica da leitura me agradou muito, pois pude me aproximar mais da personalidade de Cassia e Ky, conhecê-los melhor e ter emoções variadas.

Nesse livro, o leitor já passa da fase de apenas questionamentos e rebeldias leves, para algo um pouco mais maduro e intenso. É aqui que conhecemos outros personagens (alguns muito importantes para o desenrolar da trama), aprendemos sobre o passado de Ky e sabemos mais sobre as três pílulas, algo que, sinceramente, pode surpreender muito, já que vemos que elas não são simples mecanismos de manipulação ou de “cuidado” para com os indivíduos da Sociedade.

No entanto, senti que o ritmo deste livro caiu um pouco. No primeiro livro, a pulsação da leitura é medida através da curiosidade e das descobertas, vamos nos deparamos com conspirações e dramas.

Ficamos seduzidos por perceber, com obviedade, que o “buraco é mais embaixo” e a nossa personagem foi arremessada em direção ao fundo. Mas, no segundo, ficamos estagnados naquela calmaria que antecede a tempestade.

As novidades das descobertas ficaram quase todas no primeiro, deixando o segundo sem muita coisa para “desvendar”, sendo que os mistérios que ficaram em aberto no volume anterior, nem todos são revelados e respondidos neste.

Os conflitos, principalmente os com relação entre a Sociedade e os Rebeldes, são deixados em hiato, aguardando para serem usados no desfecho da trama, ou seja, no terceiro livro. O clímax cai um pouco e nos pegamos desejando que a continuação seja lida logo!

Contudo, apesar da falta de atividade e das voltas e mais voltas que o enredo dá, é interessante ver o desenvolvimento do triângulo amoroso. Além disso, depois percebemos que Ally Condie deixou que boa parte da “ladainha” deste livro, é importante para a introdução do próximo.

(se você ainda não leu o último livro, recomendo que pare de ler este post aqui e volte quando terminar!)

Conquista - série Matched - Ally Condie

O terceiro volume, mais uma vez, é bem diferente do primeiro e do segundo!

Além de as coisas “acontecerem” em Conquista (em inglês o título é Reached – tradução livre: Atingido ou Alcançado), temos o ponto de vista de Cassia, Ky, e Xander, sendo que novamente é possível se surpreender pela forma como a autora diferenciou suas vozes na narrativa!

Nesta obra, tudo finalmente é explicado. E sinceramente? Eu temia que Ally Condie houvesse deixado mistérios demais em branco, algo que ela realmente deixa e muito durante a saga, e que não fosse responder todos (ou melhor, se esquecesse de respondê-los), contudo, AINDA BEM, é possível ver que o enredo é bem amarrado e fechado, sem pontas soltas.

Aqui, nos deparamos com a revolução acontecendo e ficamos na expectativa para descobrir quem, raios, é o tal do Piloto, a pessoa destinada a guiar todos durante a rebelião e levar a um novo, transformado e livre futuro. O triangulo amoroso passa por uma reviravolta e ficamos aflitos com o turbilhão de ânimos para o qual somos arrastados durante a trama, afinal, além da reviravolta, estamos em contato direto com os sentimentos dos personagens principais envolvidos.

Contudo, ao contrário do que aconteceu no segundo, o romance volta a andar de mãos dadas com o desenvolvimento político distópico da estória, assim como acontece no primeiro volumes, mas, com mais intensidade desta vez. E graças à mudança que esta acontecendo na trama, conseguimos ver muito mais ação do que vimos nas duas obras anteriores e temos mais do conflito entre Sociedade e Rebeldes, algo que agradeci imensamente.

Porééééém… Senti, admito, que o final não ficou muito bem resolvido… Apesar de ter sido conclusivo, ainda assim, senti que poderia haver uma continuação ou, então, que poderia ter sido melhor encerrado. Há a satisfação por terminar uma série, contudo, não me senti órfã, portanto… Fiquei com este gostinho de quero mais na boca.

De qualquer forma…

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Digo que a escrita é bem poética e a leitura é fácil, as obras são leves e rápidas, mesmo quando a trama demora a se desenvolver.

Aliás…

A parte poética me cativou, pois Ally Condie copnseguiu dar vivacidade às imagens que se formavam em minha mente durante a leitura e deu uma certa beleza ao enredo (só desejaria que a escritora não houvesse errado um pouco a mão no uso deste recurso em alguns momentos da estória).

No entanto, admito, gostei mais de Conquista, no entanto, não o achei melhor do que Travessia que, por sua vez, também não é, de forma alguma, melhor do que Destino.

Esta é uma série repleta de altos e baixos, tanto na narrativa e no enredo, quanto na leitura e na qualidade da trama. De toda forma, a temática em si e a própria trama são fascinantes. Eu realmente gostei da estória e de toda a problemática empregada na concepção de um futuro da humanidade que a autora criou! (pena que ela se perdeu um pouco na forma como abordar e desenvolver o enredo)

De fato…

É uma saga que recomendo para ser lida de forma descompromissada (sem muita expectativa), para matar o tempo livre ou no intervalo que ás vezes damos entre um livro ou outro para prolongar a leitura de uma série ou dar um tempo entre obras do mesmo gênero, para não saturar rápido (se é que vocês me entendem).

Se seguirem esta recomendação que dei, então, com certeza, poderão desfrutar melhor da leitura da série Matched!

série matched - ally condie 2

E caso você queira saber um pouco mais sobre os livros, eis as sinopses oficiais e algumas informações sobre as obras!

DESTINO

  • Volume: 1º livro da série
  • Título Original: Matched

  • Ano de Lançamento: 2010 nos E.U.A. e 2011 no Brasil
  • Número de Páginas: a versão americana tem 384 e a brasileira tem 240 páginas
  • Editora: nos E.U.A. a editora é a Dutton Juvenile e aqui é a Suma de Letras (selinho da Objetiva)
  • Tradutora: Livia Almeida

Sinopse: “Em “Destino”, primeiro livro de uma trilogia, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema é um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu Par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do Banquete do Par, a cerimônia em que a Sociedade aponta aos jovens com quem irão casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.”

TRAVESSIA

  • Volume: 2º Livro da série
  • Título Original: Crossed
  • Ano de Lançamento: 2011 nos E.U.A. e 2012 no Brasil
  • Número de Páginas: a versão americana tem 384 e a brasileira tem 280 páginas
  • Editora: nos E.U.A. a editora é a Dutton Juvenile e aqui é a Suma de Letras (selinho da Objetiva)
  • Tradutor: Renato Marques

Sinopse: “Cassia vai para as Províncias Exteriores em busca de Ky. Quando chega lá, descobre que ele fugiu para os imponentes e perigosos cânions. Ao partir em sua nova jornada, fica sabendo de um plano de rebelião contra a Sociedade (Insurreição) e de um inesperado segredo envolvendo Xander.”

 

CONQUISTA

  • Volume: 3º Livro da série
  • Título Original: Reached
  • Ano de Lançamento: 2012 nos E.U.A. e 2013 no Brasil
  • Número de Páginas: a versão americana tem 384 e a brasileira tem 260 páginas
  • Editora: nos E.U.A. a editora é a Dutton Juvenile e aqui é a Suma de Letras (selinho da Objetiva)
  • Tradutora: Elise Olimpio

Sinopse: “Em uma Sociedade que não permite escolhas nem imperfeições, um pequeno erro pode ser o elemento que faltava para iniciar uma revolução. Volume final da trilogia distópica de Ally Condie, Conquista é a continuação de Destino e Travessia.No livro, a autora retoma a história de Cassia Reyes, jovem que pertence a uma sociedade controlada por um Estado totalitário ainda que nele não haja pobreza e a população tenha acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia e emprego.O futuro de Cassia não poderia ser mais incerto agora que ela resolveu seguir para as sombrias Províncias Exteriores, campo de extermínio dos cidadãos banidos pela Sociedade. Ela está à procura de Ky Markham, com quem desenvolveu uma relação proibida, e que havia sido aprisionado, com um destino que se encaminhava para a morte certa.”

 

 

Texto by Fabi

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Olá, leitores!!

Voltamos com mais uma resenha! E neste ano, pretendemos aumentar o número delas por aqui… Afinal, 2014 foi um ano bem fraco para os resenhistas do World Fabi Books, não é?

Bom… Recomecemos, então, com uma das célebres obras do lendário Stephen King: CHRISTINE!

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Eu estava numa vontade louca de reler ou até mesmo ler algo do titio King, quando ganhei de cortesia uma edição pocket de Christine. Então, mais do que depressa, engoli o livro!

A obra pode parecer extensa, já que na versão Ponto de Leitura (selinho da editora Objetiva) são 764 páginas e na normal da Suma de Letras (outro selinho da Objetiva) são 321. No entanto, a leitura é bem dinâmica e rápida. Eu li em apenas um dia, mas eu sou uma aberração, portanto, acredito que para vocês, não anormais, seja possível ler em menos de cinco dias.

O livro conta a história de Arnie Cunningham (um perdedor), de seu carrão – um Plymouth Fury 58 – e de seus colegas Dennis Guilder (o sensato gatão) e Leigh Cabot (a rival de Christine).

E, como sempre, Stephen King ambientou a trama em uma cidadezinha interiorana da Pensilvânia, chamada Libertyville (não, desta vez não é no Maine), onde quase ninguém presta e a maioria têm algum negócio ou passado profano. Ou seja, um lugar esquecido por Deus, no qual os únicos decentes são, aparentemente, as famílias de Dennis e Leigh (e, talvez, a família de Arnie também).

O enredo começa com a amizade entre Dennis e Arnie, sendo que o pobre Cunningham é a frequente fonte de gozação dos colegas e o Guilder, o atleta bom samaritano, é o amigo de infância da vítima (aliás, o ÚNICO amigo).

Arnie, além de ser saco de pancadas, físicas e psicológicas, da população local, é também um “pau mandado” de seus pais e um gênio da mecânica automotiva. Porém, tudo começa a mudar quando Christine entrar em sua vida.

O que acontece entre os dois é amor à primeira vista e a partir do dia em que se encontram, o mundo ganha um novo sentido para Arnie, agora tudo para ele é estar com Christine

Contudo, como vocês já devem saber, Christine não é uma garota e sim um carro, mais especificamente um demoníaco Plymouth Fury 1958, nas cores vermelho e branco.

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E esta sinistra união começa a transformar Arnie, alguma coisa se apodera da alma dele e, consequentemente, as pacatas noites de Libertyville começam a se tornar assombradas.

Algo poderosamente maligno é solto pelas estradas da cidadezinha do interior da Pensilvânia. E todos os envolvidos parecem começar a sentir que há uma força sobrenatural rondando e espreitando na escuridão,  deixando seu rastro de sangue.

Sempre que alguém magoa, ameaça ou machuca Arnie, Christine aparece para fazer justiça com as próprias rodas, ou melhor, para ASSASSINAR a sangue frio!

Vestígios vão sendo deixados a cada morte e os holofotes vão sendo direcionados ao bizarro casal. Apesar das mudanças, tanto comportamentais quanto físicas (pois, ele se torna um gatinho depois que fica obcecado por Christine), Arnie tenta viver uma vida normal.

Ele arranja uma doce namorada, Leigh; arruma um emprego e tenta passar mais tempo com seu melhor amigo. Contudo, algo o impede de viver assim e a culpa não é apenas de Christine! Há algo ainda mais podre envolvido e Dennis e Leigh conseguem sentir isso.

Portanto, para quem gosta de se surpreender, de terror leve e de Stephen King, este é uma ótima pedida!

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Além de ter um bônus por ser uma obra do senhor King, o livro é bem estruturado, o enredo é bem desenvolvido e ele possui uma narrativa dinâmica e gostosa de se ler. Ele é dividido em três partes, sendo que a primeira e a terceira parte são narrados em primeira pessoa por Dennis e a segunda parte é narrada em terceira pessoa, ou seja, por um narrador onisciente, o que ajudou a aumentar ainda mais a tensão.

Não há pontas soltas, tudo é bem amarradinho e elaborado. No entanto, admito, a estória é bem mirabolante… Mas, convenhamos… Se você está lendo uma obra de Stephen King, então, provavelmente, não está atrás de algo plausível e realista, não é?

Confesso que o enredo possui, de fato, algumas passagens um tanto cansativas, porém, saiba que elas não são desnecessárias! Na verdade, essas passagens acabam contribuindo para a construção de personagens e para o desenvolvimento da estória.

Aliás, falando nos personagens…. Eles são muito bem construídos e explorados, inclusive, os secundários!

O Arnie, apesar de estranho, é um personagem super interessante, sendo o que mais se transforma durante a trama: há o Arnieantes Christine” e “depois Christine”, o que brinca muito com os nossos sentimentos durante a leitura.

O Dennis é decidido e um personagem devidamente usado pelo autor. Ele tem aquele perfil de herói, mas, ao mesmo tempo, faz questão de demonstrar que não faz ideia alguma do que está fazendo. É do tipo que faz porque precisa ser feito e porque há sentimento envolvido, sem pretensão alguma.

A Leigh é doce e divertida, num primeiro momento, acredita-se que ela seja uma personagem secundária sem grande importância, contudo, com o decorrer da trama, percebemos que, na verdade, ela é uma peça chave. Na minha opinião, o papel dela na estória é surpreendente.

Christine, é, claro, a grande ASSASSINA! Durante o livro, nós a vemos ser tratada como “ela”, como uma mulher mesmo, o que torna a presença da personagem ainda mais sinistra. Não dá para falar muito deste Plymouth sem dar spoilers demais, mas saibam que os assassinatos de Christine são dignos de um show! O titio King extravasa toda a sua mente sórdida através das mortes horrendas cometidas pelo carro.

Se você procura por um terror puro, esta é a pedida!

Provavelmente, não terá pesadelos por causa de Christine, porém, durante a leitura, poderá ficar um pouquinho perturbado, hipnotizado e afixionado por Plymouths 58, principalmente nas cores vermelho e branco!

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Sinopse oficial do livro:

“Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não se espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. Embarque nessa viagem assustadora e boa sorte.”

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Texto by Fabi

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Ps.: agora, desconfio como começa a estória do Buick 8… Acredito que descobri a minha próxima obsessão de leitura King! 😉



Olá, fãs de Doctor Who e do saudoso Douglas Adams!

A notícia que trago, com certeza, irá alegrar o dia de vocês!

Provavelmente, alguns já devem ter ouvido falar da novidade, mas quem ainda não viu, vai gostar de saber que o selinho Suma de Letras da editora Objetiva está prestes a lançar o livro SHADA!

Bom…

Esse livro é, basicamente, sobre uma da séries mais cultuadas do mundo nerd! O enredo da obra é a adaptação do roteiro de um episódio de Doctor Who escrito por ninguém menos do que Douglas Adams, o célebre autor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias!

Esse tal episódio nunca foi levado às telas de televisão e agora está há alguns dias de aparecer nas mãos ávidas de leitores e fãs da série (e do autor)!

Aliás…

Douglas Adams foi chamado para escrever episódios da série em 1979, durante o reinado do quarto Doutor (interpretado por Tom Baker). Três episódios escritos por Adams foram ao ar, e são até hoje considerados alguns dos melhores episódios da série, no entanto, esse que inspirou o livro, Shada, nunca foi ao ar (e não sabemos o porquê)

E uma curiosidade: na terceira temporada da série moderna (em 2007) com o décimo Doutor (de David Tennant), foi exibido o episódio de nome 42, referência à resposta para A vida, o universo e tudo mais nos livros de Douglas Adams.

Voltando…

O responsável pela adaptação do roteiro para o aguardado romance foi o escritor Gareth Roberts, muito conhecido por seus roteiros televisivos para Doctor Who, os quais incluem “The Shakespeare Code(2007), “The Unicorn and the Wasp(2008), “The Lodger (2010) e “Closing Time(2011). Além dos diversos roteiros para a série spin-off, como “The Sarah Jane Adventures“. E antes desse livro, Roberts escreveu outros nove romances de Doctor Who.

Shada, pelo meu ponto de vista (muito suspeito, por sinal), tem tudo para arrebentar em vendas e agradar tanto os fãs de Douglas Adams quanto os de Doctor Who, já que a história do livro está focada na quarta “encarnação” do Doutor.

Doctor Who – Shada – A Aventura Perdida será lançado em fevereiro, mas já pode ser adquirido em pré-venda em muitos sites e livrarias por aí, com o preço variando de R$30 à R$40!

CAPA-Shada



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