World Fabi Books











Olá, readers!

Tudo bem?

Estamos de volta com mais uma entrevista do projeto “Figuras da Literatura Brasileira”!

Para quem não sabe, antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa!

Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para a edição de hoje eu lhes trago o autor Nicolas Catalano!

Ele é a mente por trás do livro “Espelho dos Olhos (2015), sendo que o Nick já nos avisou que não vai parar por aí!!!

O segundo o senhor Catalano, ele já possui alguns livros escritos, porém, não publicados. “O único publicado até o momento é o Espelho dos Olhos, qual decidi torná-lo uma série. E eu o escolhi, pois sempre tive uma conexão maior do que com as outras histórias!“, comentou.

Além disso, o autor possui vários projetos!

Nesse momento, está dando foco ao seu novo livro, a continuação de “Espelho dos Olhos“, o qual vai se chamar “Espelho de Sangue” e, de acordo com ele, está prontinho! “Também, posso citar um projeto recente! Dia 25 de junho, ocorreu a abertura da Exposição Espelho dos Olhos, uma exposição de arte totalmente inspirada na obra, feita pela artista plástica, Giuliana Catalano (a minha irmã). Ah! Aliás, estou com um projeto muito bacana com a autora Dáfne Freitas, o Café de Autores, que visa unificar os autores nacionais, causando a valorização da literatura brasileira!!! Estamos com um site novinho: www.cafedeautores.com.br!“, informou.

Para quem quiser saber…

O Nicolas é paulista e tem 22 anos. Formado em Comunicação Social e Informática, é amante de coral, música, filmes, videogame, redes sociais, pessoas colecionáveis e café da tarde. À medida que os anos se passaram, ele sentiu extrema necessidade de criar e expressar histórias aos outros; quis tornar-se um escritor. Desde então, vem escrevendo contos, crônicas e ficções pessoais. Em 2011, prestes a lançar uma de suas histórias, teve a infelicidade de tê-la furtada. Porém, mesmo assim, não se abateu e continuou a escrever. Atualmente, ele vive em harmonia com sua família “nada normal”, no sudeste de São Paulo.

E para que vocês possam conhecê-lo um pouquinho mais, aqui está aquela conhecidinha parte da entrevista na integra!

W.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional com relação à publicação de quadrinhos, tirinhas e charges?

nicolas catalanoN.C.: A literatura nacional vem crescendo a cada dia, apesar dos apesares. Aos poucos, os autores nacionais vêm ganhando espaço no próprio país, já que o Brasil valoriza bem mais os internacionais do que os nacionais. Porém, se iludem aqueles que pensam que autores de fora escrevem melhor do que o brasileiro! (Na realidade, não existe o melhor; cada um consegue absorver aquilo que lhe faz bem na leitura, é relativo). Aliás, temos um problema nos dias de hoje (mas sinto que já está diminuindo): livros de youtubers. Hoje, o foco da literatura brasileira está focada neles, tirando todo o mérito daqueles escritores de romance. Não desvalorizo nenhum youtuber, não… Mas, sinto uma ‘perda de sentido’ na literatura por causa deles, pois é uma moda passageira, desfocando o real intuito dos livros e seu verdadeiro significado. 

W.F.B.: E a respeito da internacional?

N.C.: Sobre a literatura internacional… Bem, ela é bem mais valorizada do que aqui. Os livros internacionais são bem escritos e montados (realmente), pois tem uma seriedade diferente! Lá fora a literatura é levada mais a sério, tem a valorização necessária… Se o Brasil valorizasse os autores nacionais, isso também poderia acontecer por aqui! 

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal?

N.C.: O mundo da literatura é único, mágico e feito das palavras mais duradouras! Ele é seu; ele é meu; ele é nosso! Você pode entrar e sair dele quando quiser, basta apenas ler!

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais uma celebridade para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

….

Texto by Fabi

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Olá, readers!

Tudo bem com vocês?

Voltamos com mais uma entrevista do projeto “Figuras da Literatura Brasileira”!

E para quem ainda não leu, antes eu costumava colocar apenas uma breve entrevista com os autores, mas agora, eu quero incentivá-los a conhecê-los melhor e mostrar o quanto a nossa literatura é rica e maravilhosa!

Vamos quebrar tabus, eliminar alguns paradigmas negativos e arremessar para longe esse preconceito que muitos leitores têm a respeito dos autores brasileiros!

Aliás, para tentar promover uma aproximação maior de vocês com os escritores que passarão por aqui, pedimos para que cada um gravasse um vídeo de apresentando, indicando (ou recitando) algum outro autor nacional e aproveitar para deixar registrado o apoio deles à literatura brasileira!

E para a edição de hoje eu lhes trago o autor Bruno Davi Kretzmann!

Ele é o gênio por trás da trama de “O Mago de Naminaroth e a Fênix(2015). Inclusive, nós do World Fabi Books já resenhamos o livro, se quiser dar uma olhadinha, clique AQUI!

Ele também escreveu alguns contos avulsos, indo de fanfics no universo de Harry Potter a um conto pós apocalíptico de reflexão moral. Além disso, ele desenhava quadrinhos de super heróis de autoria própria! (genteeee! Achamos isso super demais!)

Bruno nasceu em 1 de Fevereiro de 1990, sendo que ele joga, desenha e escreve desde criança. Se formou em Tecnologia da Informação, a fim de ter uma carreira estável enquanto corria atrás de seu sonho em paralelo: poder viver da produção cultural e entretenimento. É casado com a Rebeca desde 2013, a qual o apoia e sempre participa de seus projetos pessoais com dedicação. Aliás, Kretzmann conta que se conheceram em 2007, ainda no Colégio, e os dois têm planos para filhos em um futuro próximo, mas ainda estão brigando com relação aos nomes! “Ainda brigamos se vamos chamar a menina de Alice, como ela quer, ou de Hermione, como eu quero. Olha os livros influenciando a nossa vida até nisso, neh?“. (hahahahaha…)

Segundo o escritor, o Mago foi sua primeira obra formal. Antes disso, ele havia escrito aventuras de RPG, pois atuará anos como Mestre/Narrador das aventuras. Aliás, Bruno diz que essa foi sua principal fonte de aprendizado e de ideias para o livro!

Kretzmann pretende continuar a série do Mago de Naminaroth, bem como desenvolver uma história em quadrinhos com ambientação moderna no estilo Jumanji e um jogo de tabuleiro dentro do universo de seus personagens e mundos. Contudo, o autor admite que a sua gaveta de projetos não tem fundo e tem muita coisa que pode ser desencavada ou adicionada por lá, o tempo todo! (que criatividade, não?)

No entanto, as paixões de Bruno não se limitam a apenas escrever e desenhar! Como, talvez, tenha ficado claro nos parágrafos acima, Kretzmann também ama jogos, desde os eletrônicos até os de tabuleiro modernos.

“Sou nintendista, adoro a franquia Pokémon nos consoles portáteis e perco horas assistindo gameplays do jogo de Wii U Mario Maker, o qual tem íntima relação com exercício criativo e design. Há alguns anos, eu redescobri, naqueles jogos de tabuleiro que reuniam a família durante a infância, versões muito mais complexas e maduras. Encontrei a oportunidade de fomentar a socialização e criatividade. Assisto muito a séries e ocasionalmente vou ao cinema para curtir algo que me chame muito a atenção. Sinto saudades de ler mangás e assistir animes…”, revelou.

Além do mais, ele é o fundado do  projeto “Além do Muro“, uma iniciativa de produção cultural que surgiu dele e de familiares, que vem crescendo cada vez mais, animando-o a seguir adiante!

E para que vocês possam conhecê-lo um pouquinho mais, aqui está aquela ligeira parte da entrevista na integra!

W.F.B.: Qual é a sua opinião sobre a literatura nacional? E a respeito da internacional?

Bruno Davi KretzmannB.D.K..: Eu acho que o potencial do autor brasileiro é subestimado, pelo mercado e por ele mesmo.

Pelo mercado, pois há uma barreira de entrada desanimadora para jovens e inexperientes autores. E por si mesmos, pois acho que, uma vez avistada essa barreira, muita gente desiste facilmente. Precisamos de mais iniciativas que profissionalizem e descubram escritores, ao mesmo tempo que o brasileiro precisa ser mais confiante e arregaçar as mangas pois, sem trabalho não se chega a lugar nenhum.

Já ouvi falar também que autores brasileiros valorizam pouco a identidade cultural do Brasil e acabam situando suas obras sempre em paisagens estrangeiras. Precisamos nos esforçar para dar uma chance para a nossa própria realidade se manifestar nas páginas e, assim, ajudar a desconstruir estereótipos que as pessoas têm mundo afora sobre nosso país. E certamente é mais fácil escrever sobre o lugar onde você vive… Por que ninguém leva isso em conta?

W.F.B.: Poderia deixar uma mensagem para o pessoal?

B.D.K.: Me coloco à disposição pra quem quiser bater um papo sobre essas atividades, que para mim são um hobby e um prazer. Escrever é libertador e mágico, mas requer muita disciplina e metas diárias, ainda que pequenas, para se ter resultados.

Não desista, ouça as críticas mas, acima de tudo, sinta-se bem com o que faz. Se em algum momento você não estiver desfrutando o que está fazendo, certamente está fazendo errado.

Então, é isso readers!

Espero que tenham gostado e na semana que vem teremos mais uma celebridade para vocês!

Abraços, beijos e boa leitura!

….

Texto by Fabi

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“E se por causa de uma revelação sua vida mudasse? E se por causa de ser quem você é as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso.”

Assim começamos com mais uma resenha do World Fabi Books!

E para quem ainda não adivinhou o livro, informo que o post de hoje é dedicado à obra do autor brasileiro Nicolas Catalano:

Espelho Dos Olhos

espelho dos olhos

Bom…

A história serpenteia ao redor de Evangellyne Allins, uma interessante garota que, desde o inicio, demonstra não ser apenas mais uma na multidão. Ela, claramente, não é como a maioria e não irá seguir os mesmos passos contínuos e sem futuro que grande parte da população parece seguir às cegas e/ou sem questionamentos.

Contudo, é através dela que percebemos aquela centelha… Aquela fagulha que possa existir escondida dentro de cada um, prontinha para explodir, desde que alguém dê o click certo.

Resumindo…

Evangellyne (por sinal, adoro a sonoridade do nome da personagem) se vê em um mundo EXTREMAMENTE caótico e preconceituoso/extremista (consegue ver a semelhança com a realidade? Pois é, eu também!), onde as pessoas são divididas por classes de talento de acordo com as cores de suas íris (o que achei bem interessante!).

Na obra, lidamos com uma sociedade em que as pessoas têm talentos literalmente impostos geneticamente a elas, sendo que apenas a menor parcela da população de Stravânsia tem a chance de desenvolvê-los de fato. E mesmo assim, isso, nem de longe, é a garantia de uma vida feliz…

E como se não bastasse essa imposição absurda em que até “ser quem você é” é imposto, nossa protagonista ainda tem que lidar com a tirania da Rainha Scherzer, uma criatura vil, repleta de pretensões injustas e abusivas.

O leitor é facilmente levado para dentro de um mundo subversivo, numa saga de distopia, onde a humanidade já se perdeu dos valores humanos e está completamente dominada pela tecnologia, sendo que o único toque que o escritor dá para diferenciar minimamente da impressão que temos de que é assim que o nosso mundo irá se tornar, está na ligação daquele universo conturbado com a presença constante de seres fantásticos, os quais nem sempre são sinônimo de magia e beleza nesse caso.

No entanto, nem tudo é trevas!

A obra também nos revela a luz dentro da escuridão!

Quando Evangellyne começa a sua jornada, nos deparamos com personagens únicos, que se prendem a nós de uma forma tão natural, que só percebemos ao final da leitura, no momento em que sentimos falta deles ou, especialmente, no instante em que os comparamos com pessoas da nossa vida “real”.

Aliás, as características dos personagens são tão fortes, que é impossível não fazer comparações. Simplesmente os encontramos com facilidade dentro do nosso próprio mundo.

Podemos:

  • Ver a Valete Coupness nos trejeitos loucos de uma amiga do peito, em nossa mãe, numa irmã ou naquela pessoa para quem resolvemos dar uma segunda chance e começamos a gostar por sua particularidade;
  • Encontrar o Gregory Buckerman em uma atitude humana de um amigo, pai ou irmão;
  • Reconhecemos o nosso lado chocólatra, ingenuo e apreensivo de Teronka Cranber;
  • Admitimos o nosso lado intolerante e opressor de Scherzer Straferry, além de também vê-lo nas pessoas ao nosso redor (e/ou nas que estão em no poder);
  • Através de Haspherity Cyani, enxergamos o lado totalmente extrovertido e irreverente de nossos amigos, parentes e até de nós mesmo;
  • E nos vemos muito bem através dos olhos de Eva Banshester, ou melhor: a parte mais “calejada” e durona de Evangellyne Allins (a qual também representa também uma parte que dificilmente reconhecemos em nós)
desenhos de Leonardo Genari Mucsi e foto de Kevin Noan

Desenhos de Leonardo Genari Mucsi e foto de Kevin Noan

Enfim, a partir do momento em que fica fácil reconhecer aquele universo dentro do seu, a obra prova que você não está ficando louco, na verdade, ela demonstra que você é louco sim, bem como todos aqueles que ama e que estão ao seu redor.

Entretanto, a loucura a que me refiro, não é aquela pejorativa, mas, àquele estado único de ser.

Refiro-me à loucura de ser único e especial, de não ser “Maria vai com as outras”, de se destacar por sua singularidade e se apaixonar pelo excepcional que há em cada uma das pessoas que estão em sua vida/jornada, mesmo que esse “excepcional”, de inicio te irrite até admiti-lo e enxerga-lo como potencial… (nesse caso, admito que no começo me irritei bastante com a personagem Valete, até que, de repente, me vi tendo uma empatia interessante por ela)

Aliás, por um ponto totalmente pessoal (meu e só meu – Fabi), digo que cada personagem me cativou num ponto e me irritou em outro. Alguns até me surpreenderam ou assustaram… Porém, no fim, acredito que durante a leitura eu tenha conseguido entender o propósito de cada um dentro da trama.

Além disso, eu pude sentir, bem no finalzinho, que nós, leitores, somos meio que um espelho dos olhos da Evangellyne. Se pararmos para meditar sobre o que acabamos de ler, é um tanto perceptível essa sensação.

De qualquer forma (e retomando o raciocínio a respeito dos personagens), eu imagino que o escritor tenha “estilizado” os personagens, no entanto, sinto que cada um deles representa mais de uma pessoa e/ou situação da vida de Nicolas Catalano (e isso, creio eu, pode ser sentido por mais gente).

Inclusive, vi/li por aí que há quem compare a essência da leitura de “Espelho Dos Olhos” com “uma saga de encontro a verdade que existe dentro de cada um de nós, mas que infelizmente, nem sempre conseguimos usufruí-la, devido aos nossos medos e imposições sociais” (Leonardo Genari Mucsi).

E lhes digo que concordo plenamente!

Este livro é uma obra intimista demais! Nele, enxergamos não somente os anseios, desejos e medos do escritor, como, também, reconhecemos ali no meio das palavras os nossos próprios receios, sentimentos e barreiras.

Naquele enredo há muito mais do que uma estória, há a história de cada um que pega o volume nas mãos para absorver um pouquinho do que Nicolas Catalano tem a nos doar de suas experiências.

Ali, nos vemos cara a cara com o reflexo de nossas próprias verdades, as quais somos obrigados a encarar ao final da leitura, quando paramos para ruminar o livro…

Fazemo-nos tantos questionamentos quanto a obra em si faz: Vale a pena ser quem querem que seja? Por que é tão difícil ser você mesmo? Deveria ser assim? Se há quem nade contra a corrente, então, por que eu também não posso nadar e ser um exemplo a ser seguido? Por que não posso apoiar aqueles que se sacrificam? Até quando vamos continuar cegos para as injustiças que vejo? Por que ainda não me ergui e lutei?

As questões estão claramente ali e elas têm propósitos! O que apenas complementa ainda mais o aspecto intimista do livro.

Ao fazer o leitor pensar por si próprio, sem induzi-lo demais para dentro do seu “próprio pensar”, o autor praticamente cria um diálogo. A leitura vira uma conversa, quase um debate.

Pelo menos foi assim que pensei…

Tinha hora que eu me pegava “conversando” com o enredo, debatendo a respeito do que os personagens estavam fazendo ou deixando de fazer, enquanto que, ao mesmo tempo, agregava para mim mesma as experiências e atitudes deles, gerando uma discussão interna também. Digamos que eu não era exatamente a personagem, mas pensava junto com ela. (Dá para entender?)

Ou seja…

Apesar de “Espelho Dos Olhos” ser um livro de ficção/fantasia, com certeza, qualquer leitor poderá se identificar com o que ali foi escrito (ou melhor, exposto) e poderá captar com facilidade as crítica ali expostas e transmiti-las para a realidade em que vivemos fora das palavras impressas!

Para que vocês possam entender melhor o quanto essa obra intrínseca é especial, o World Fabi Books fez uma breve entrevista com o autor, Nicolas Catalano:

nicolas catalano

W.F.B.: Qual era o sentimento predominante durante a preparação do livro?

N.C.: O meu sentimento predominante durante a preparação do livro era totalmente ligado à “sede de expressão”. Bom, eu tinha uma tremenda sede e vontade que invadia o meu ser… todos os dias. Eu sentia… Era como se o mundo precisasse saber alcançar novas percepções na vida cotidiana. Abrissem os olhos. Percebessem e soubessem lidar com seus maiores problemas de uma maneira mais fácil. Nisso, aquela vontade de expressar, crescia cada vez mais e mais… E a minha intenção era atingir; e fazer com que o ‘ponto da naturalidade das resoluções dos problemas diários’ fosse encontrado de uma maneira menos sufocante.

Aliás, havia um grande sentimento de arte também. Eu queria valorizar a arte a qualquer custo, pois ela é fenomenal e VIVA. Faz o ser humano criar valores e viver a vida com gosto.

W.F.B.: Qual é o seu pedacinho especial/predileto da história?

N.C.: Hm! Tenho vários… rs! Mas acredito que o meu pedacinho *super predileto* é quando a Evangellyne Allins (Eva Banshester) tem o seu primeiro contato ‘corpo a corpo’ com alguém. Sabe, a presença física! Apenas o ato. O simples toque do ser humano que às vezes torna-se uma inconsciente cura dos sentimentos mais dolorosos. E é quando ela é intimidada a dançar em casal na aula da Mestra mais descabida, endoidada, e expressiva da Escola Talental, com o calouro do mesmo ciclo experimental que o dela: Gregory Buckerman. É uma cena bem simples, onde ela conecta-se com o Vocalizador de um modo aparentemente íntimo, pois ela mal conversa com as pessoas, quem dirá “aproximar-se tão perto assim” (devido ao estado em que ela encontra-se). Porém, ao deixar-se levar (mesmo estando super tímida por estar tão perto dele), é exatamente lá, naquela simples e endoidada dança que requer as pequenas ações do corpo, que Eva percebe que os fatos de sua vida um dia foram agradáveis. “Os movimentos um dia foram doces, agora, estão amargos; agridoces. E eu nem sequer sinto-me à vontade em uma dança.”

Ela finalmente estava conseguindo se adaptar aos seus sentimentos de um modo natural, entendendo-se melhor e criando devidas reflexões. O que, nos leva a pensar imediatamente nas nossas ações dos dias de hoje, pois, na realidade, temos as melhores conclusões, soluções e reflexões prol ao amadurecimento quando estamos executando as coisas mais simples possíveis. Algo naquele momento ativou, atingindo a naturalidade dentro do ser de Eva Banshester. E foi apenas uma dança em dupla.

W.F.B.: O que o leitor poderá ver de você dentro da obra?

N.C.: Acredito que bastante coisa… Para começar, Evangellyne é uma parte muito particular minha. E, acredito que, as decisões e dores tomadas por ela, eu apoio e compreendo *praticamente* todas!

O leitor enxergará um grande senso e vontade de justiça. Além de grandes rumos à benevolência. Eu apoio a paz (todos os tipos, seja ela mental e espiritual) e a harmonia na vida do ser humano. Sou totalmente contra ações sem noções. Ações que levam às estúpidas injustiças! Contra pessoas que querem estragar o simples “ar” dos outros por estarem desesperadamente desequilibradas.

O leitor também poderá enxergar o sentimento do “amadurecer”. Desde o começo da história, tentei demonstrar a passagem da vida adolescente à vida adulta. E foi bem complicado dizer “Olá” ao mundo adulto e ter que escolher uma profissão para a vida inteira com apenas 17/18 anos. Isso fica claro na história. Evangellyne demonstra isso.

W.F.B.: Uma mensagem para o leitor.

N.C.: A mente é o controle de tudo. É a nossa visão e guia do mundo. Portanto, alimente-a com sabedorias fenomenais e cuide da melhor maneira possível dela; antes de qualquer coisa!

W.F.B.: Curiosidades para nos revelar?

N.C.: O livro era para ser bem maior. Rs. Entretanto, resolvi cortar algumas cenas.

Um dia antes de enviar manuscrito, resolvi tirar todos os nomes de cada capítulo. Sim! Eles tinham nomes.

O primeiro esboço era um “mundo vocal” onde só existiam pessoas que cantavam. No caso, somente “Vocalizadores”.

Em 2010, o livro chamava-se “Força de um Olhar”. E o mesmo foi roubado, na minha própria casa.

Em cenas intensas, eu não dormia à noite. Sentia-me muito elétrico e os personagens “me atormentavam”! QUE TORMENTO!

Já fiquei extremamente confuso se as ações de Evangellyne seriam as mesmas que o Nicolas tomaria. O ar da personagem “incorporou” o meu ser diversas vezes.

Sentir a Eva Banshester (o reflexo mais duro de Evangellyne) por completo foi extremamente perturbador.

Dediquei o livro à melhor (amiga) pessoa que conheci: Jéssica, que hoje brilha no céu.

Rescrevi o 1º capítulo mais de 100 vezes.

Eu tinha que dividir o meu dia a dia em: trabalhar, escrever, estudar, fazer trabalhos e ir à faculdade à noite.

Alguns personagens realmente foram baseados em pessoas reais.

capa - espelho dos olhos

E com isso, nós os deixamos com a Sinopse oficial da obra de 464 páginas, publicada pela Editora Novo Século (através do selinho Novos Talentos da Literatura Brasileira), a qual COM CERTEZA recomendamos que leiam! 😉

“E se por causa de uma revelação sua vida mudasse? E se por causa de ser quem você é as pessoas te julgassem sem ter conhecimento algum? Revelar-se, às vezes, pode não ser uma boa ideia. Mas é preciso.

Enquanto Evangellyne Allins tenta sobreviver a uma Escola tirana, num país onde a cor dos olhos, Elites e Classes de Talento são o que importa, a vida de seu querido pai está em risco.

Será que valerá a pena enfrentar todos os seus reflexos mais profundos e íntimos pela pessoa mais amada? Tortura. Medo. Aversão. Evangellyne será forçada a descobrir-se e obrigada a arcar com as consequências desoladoras de sua revelação; e seu Espelho dos olhos a transformará inconscientemente.”

Texto by Fabi

nicolas catalano e fabi

Nicolas Catalano (escritor) e a Fabi Zambelli de Pontes



FLIP

 

A famosa e idolatrada FLIP Feira Literária de Paraty – infelizmente terminou no último domingo, dia 07 de julho… Eu não pude ir, mas muitas pessoas que puderam ir até a charmosa cidade do Rio de Janeiro, disseram que a feira não decaiu em qualidade e tamanho, continua tão impressionante quanto antes!

Assim sendo, mais uma vez, a FLIP atraiu centenas e mais centenas de ávidos leitores e simpatizantes até Paraty, onde puderam se esbaldar em palestras, workshops, sessões de autógrafos e vendas de milhares de livros dos mais variados tamanhos, formas, gêneros e escritores!

De praxe, o portal G1 (ou melhor, a Globo) esteve presente para cobrir o evento e aproveitou para tirar algumas fotinhas do público. A ideia, apesar de não ser inovadora, foi bem bacana, pois as fotos mostram os frequentadores segurando os livros que compraram e/ou estavam lendo no momento. O que acabou dando um certo prestígio às obras e seus respectivos escritores. (um bom e singelo  reconhecimento na minha opinião)

E um dos livros que aparecem nas mãozinhas dos leitores dedicados é o Um Mundo Perfeito do escritor brasileiro Leonardo Brum! Um ótimo colega e excelente escritor! O livro ganhou vários prêmios, como o Prêmio Nacional Codex de Ouro 2011, devido à alta qualidade do enredo! (quem quiser conferir as fotos da FLIP, basta clicar AQUI)

Um Mundo Perfeito, para quem não sabe, foi lançado em julho de 2008 pela Editora Novo Século, Coleção Novos Talentos da Literatura Brasileira. E o seu autor, Leonardo Brum, já lançou o seu segundo título de sucesso, o celebre Terra Cruz! (confira a minha opinião sobre o livro AQUI)

E para complementar as boas novas deste post, a Novo Século, em comemoração ao encerramento da primeira tiragem da obra, está dando 40% de desconto na compra do livro pelo site da editora. Inclusive, o preço está mais barato do que no Submarino, cerca de R$17,90!! (para acessar a promoção, clique AQUI)

Mundo Perfeito - Capa Final

um-mundo-perfeitoSinopse do livro oferecida pela Novo Século:

Em Pedra-Luz, os moradores ansiavam encontrar uma jóia rara que acreditava-se estar escondida na ilha e que havia sido roubada dos piratas mercenários na virada do século XIX. Cercada de inúmeras lendas e mistérios, dizia-se que tal jóia era capaz de realizar os desejos mais secretos das pessoas.

Naquela fatídica terça-feira do ano de 1995, ao desembarcar as mercadorias para os comerciantes locais, o encarregado da Central Foods encontrou a ilha completamente deserta. E o que era mais intrigante: todos os pertences pessoais dos moradores haviam sido deixados para trás, como se todos eles tivessem tido uma pressa enorme e incondicional: ninguém fez as malas. Ninguém levou nada. Um carro ainda com o motor ligado, funcionando sozinho na beira da estrada. A comida queimando no fogão em uma das casas. A TV ligada que transmitia apenas uma enigmática tela azul. Para onde teriam ido os 207 moradores que faziam de Pedra-Luz a sua morada permanente?

Sua salvação dependia de uma força maior que parecia inexistir em suas vidas, acostumados há tantos anos ao conforto de seus mundos privados, e da descoberta de um segredo familiar guardado a sete chaves, envolto num temor ancestral pelo que poderia acontecer se fosse novamente revelado. Um mistério que remontava aos primórdios de Pedra-Luz. Um perigo arrebatador tão antigo quanto a própria alma dos homens. 

 

 


Quando o sol se põe e as trevas depositam sua ira sobre a face da Terra, seres sombrios despertam. Criaturas sobrenaturais como os vampiros espreitam pela noite, realizando suas caçadas sangrentas às escondidas. Mas, até mesmo no mundo proibido dos vampiros existe política, conflito e, principalmente, traição.

 

E é com esse enredo de terror que o escritor brasileiro, Juliano Sasseron, prende os leitores em uma trama cheia de sangue, magos, espíritos, vampiros, lobisomens e algo que gosto de chamar de “máfia das trevas”.

Você irá à loucura com as intrigas e batalhas que encontrará no livro e posso lhe assegurar que a ansiedade, exasperação e curiosidade vão lhe fazer companhia até o final da obra. Afinal, que história cheia de intrigas, segredos, brigas violentíssimas e trevas atrás de trevas, não promete muitas unhas quase roídas e olhos atentos a cada reviravolta?

 

Quando um vampiro se infiltra numa poderosa seita e descobre um valioso segredo, guardado desde a época da criação, tem início uma verdadeira guerra. Uma guerra que para se vencida necessitará de uma improvável união dos vampiros.Um verdadeiro universo até então obscuro, que cercava os seres humanos, vem à tona. Vampiros e Lobisomens existem ao nosso redor e esta batalha mudará a vida humana. São os sinais que precedem o fim dos tempos.

 

Quem nunca ficou a imaginar criaturas fantásticas vivendo sob o mesmo céu e pisando sobre a mesma terra que você? Ou que esperou poder ver, um dia, a tênue linha entre este mundo e os outros se romper, apenas para poder deslumbrar algo incrível?

O gostinho da novidade nos dá água na boca e, mesmo este livro sendo de 2008, ainda podemos ver o novo agindo com os segredos ocultos de um antigo mundo. Portanto, essa obra ainda possui a novidade em seu enredo, através da forma como Sasseron dá vida aos personagens e vai expondo ardilosamente a sua trama!

Não está consigo entender?

Pois bem! O que está esperando?

Corre ler e em breve entenderá!

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Sinopse do livro Crianças da Noite pela Editora Novo Século

Crianças da Noite é uma história de ação, mistério, aventura e suspense, com guerras entre vampiros e outros seres do oculto em cada página. O mundo proibido dos vampiros é uma rede de mentiras e trapaças, em busca de mais poder. Acordos são feitos a toda hora, mas é só virar as costas para ter o corpo atravessado por uma estaca e ser jogado aos lobos. Um vampiro traidor é descoberto infiltrado em uma poderosa seita e, já na primeira página, começa a caçada sangrenta. Em meio ao caos, uma antiga profecia vem à tona, desencadeando uma sequência de eventos que torna necessária uma improvável união entre alguns vampiros, para que se descubram os mistérios que falam sobre o Fim dos Tempos. Vampiros, Lobisomens, Magos, Espíritos. Um verdadeiro universo obscuro existe ao nosso redor.



Descanse em paz, meu amor…

 

Autor: Pedro Bandeira

 

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“Há muita coisa que a gente não consegue explicar. Algumas, como as deste livro, nos deixam gelados de pavor. Mas o principal assunto desta história é a amizade, aquilo que a gente não precisa explicar.”– Pedro Bandeira

 

 

 

 

O livro de Pedro Bandeira traz a história de seis amigos, que acabam presos em um velho casarão durante uma assustadora tempestade. O grupo havia planejado uma aventura nas montanhas, mas, a surpresa da tempestade e um acidente horrível, os deixam ilhados nesse casarão que haviam alugado.

Sem luz e sem comunicação alguma com a civilização, os jovens aguardaram pacientemente por uma semana! A intensidade da tempestade aumentava e diminuía, mas a destruição deixada por ela ainda não lhes permitia deixar aquela casa, um lugar que espantosamente possuía um cemitério particular nos fundos.

Certa noite, se reúnem em um único cômodo do lugar, em uma espera em clima funesto, ouvindo o som macabro do vento e a dança sinistra da luz das velas. Apenas a presença alegre de Alexandre – um rapaz bonito, animado e disposto – parece surtir algum efeito no grupo.

O sorridente garoto simplesmente não parava de falar, estranhamente empolgado e entusiasmado com a ocasião, parecia não sentir a mesma tensão que as circunstâncias geravam nos demais. Afinal, por que tanto medo?

Pediram-lhe que os deixassem em paz, mas ele continuava a não entender a revolta e, ao invés de parar, tentou animar o momento. Alguns resmungos, principalmente vindo de Geraldo, um dos amigos, acusavam que aquilo era loucura, era sobrenatural. Mas, o único a encontrar graça nos comentários era Alexandre.

A espera se torna ainda mais longa e tortuosa, os seis amigos resolvem contar histórias de terror para passar o tempo. Contudo, essas arrepiantes histórias não servem apenas como distração. Na realidade, elas possuem um motivo muito mais sombrio para estarem sendo colocadas na roda.

Todos queriam que o amigo acreditasse em fantasmas. Precisavam convencer Alexandre de que o sobrenatural existe. Decidiram que cada um contaria uma história que soubessem.

Geraldo foi o primeiro. O garoto contou a história sobre uma noite de chuva e trovões. Sobre o vulto de uma menina que, de repente, aparecia na estrada pedindo socorro para sua mãe. Sobre um doutor que foi ajudar. Sobre um acidente de carro que não parecia ser o que realmente era.

Ludmila foi a próxima e passou a contar sua história. Um conto de um casal. Um casal que convidou dois amigos. Um casal que fez a brincadeira do copo. Um casal que acaba recebendo o pedido de socorro de uma menina.

Débora também entrou na sequência e, então, contou sobre um homem que foi preso. Preso por assalto a mão armada e acabara de sair da cadeia. Saiu e passou a cometer novamente alguns crimes. Matou uma mulher de forma assustadora. Cortou-lhe o dedo para tirar-lhe o anel valioso. Ganhou dinheiro. Enriqueceu. Conheceu uma mulher encantadora que o matou de susto.

Foi a vez de Silvio contar sobre um chefe de expedição que procurava uma tumba. Que buscava incessantemente. Que ficou trancado tentando desvendar o segredo. Que desvendou o segredo. Que ficou preso à eternidade julgando ter encontrado o amor de sua vida: uma múmia (Amah-thep). Que acabou por ter o cadáver nu encontrado abraçado a ela.

Com o decorrer das histórias, algo parece ir acontecendo aos poucos. O clima é de tensão e tristeza. Márcia, a namorada do garoto, parece assustada e desolada. Sempre com os olhos cheios de lágrimas… Sempre tentando evitar o seu grande amor… Mas, por quê?

O que de fato aconteceu naquele acidente?

Se estão curiosos, eu ALTAMENTE recomendo essa incrível obra do genial Pedro Bandeira!

 

 

Descanse em paz, meu amor…

 

 

 



Terra Cruz

Autor: Leonardo Brum

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Desculpem a demora… Esse livro eu li há semanaaaas, contudo, apenas agora tive tempo para montar uma resenha “a la Fabiane”. Mas, não pensem que a demora é consequência da qualidade do livro, pois, se os meus dias não estivessem tão agitados aqui na Itália, com total certeza, esse post já teria saído há tempos!!

Enfim… Sobre o que é Terra Cruz? Ou… Como é Terra Cruz?

Dá uma olhadinha no que o produtor de reportagem da TV Globo, Marcelo Movschowitz, escreveu para o prefácio do livro:

“Quando produzimos uma entrevista de Leonardo Brum para o Programa Mais Você, deparamo-nos com um jovem autor de muita garra e talento, colocando-se de forma espontânea diante das câmeras. Na época, Um Mundo Perfeito ainda estava em sua primeira edição, e logo veio a se consagrar um merecido sucesso com a vendagem rápida do livro e a sucessiva segunda edição comemorativa da Editora.

Desta vez, o autor nos prestigia com uma envolvente história de vampiros, aderindo aos padrões da narrativa que lembra clássicos como Bram Stroker e Anne Rice, mas, primordialmente, prima pelo toque impressionante de originalidade. O terror e a fantasia estão presentes, mas, fundamentalmente, é o suspense marcante que dita a história. Aos poucos, vamos nos aprofundando numa trama que se mostra cada vez mais intrigante, num texto ágil e que prende a atenção um capítulo após o outro. Ao final, uma sucessão de fatos com ritmo cenográfico traz à tona uma realidade ainda mais surpreendente. Uma encruzilhada em que os destinos se encontram e novos rumos serão definitivamente traçados.

Comece a ler o quanto antes o livro que tem em mãos. Você não conseguirá largá-lo até que a última linha traga a resposta para todo o mistério sobre a origem dos vampiros. E de tudo o que, afinal, se encontra à espreita.”

No mínimo intrigante, não?

Após ler esse prefácio muito bem escrito e depois devorar todo o enredo que Leonardo Brum nos oferece em uma bandeja de prata, regado a um liquido denso e vermelho, como eu poderia escrever uma crítica literária à altura?

Missão difícil a minha, não é mesmo?

De qualquer forma, vou tentar ao menos instigá-los a ler mais uma obra brasileira incrível!

O escritor – e vencedor do Prêmio Nacional Codex de Ouro 2011 – não regrediu no nível e com certeza não decepcionou em sua alucinante trama!

O livro não começa de forma tranquila e nem simples. Logo nas primeiras páginas, Leonardo Brum faz questão de nos arremessar de cabeça dentro de um mundo cheio de suspense e mistérios.

Que grupo é esse?

Quem eles estão procurando?

Por que Terra Cruz?

E num mudar de ambiente, de um prólogo para um começo de capítulo, os questionamentos apenas aumentam!

Onde eles estão?

Para onde vão?

O que vai acontecer?

E as perguntas vão se acumulando… As ações vão se intensificando…

Você vai devorando cada palavra! A vontade de descobrir o que virá em seguida lhe consome! Os olhos prendem-se ás palavras em busca de detalhes e informações! E a mente pode chegar a superaquecer, caso você tenha uma veia de detetive e goste de narrativas desse gênero literário.

E agora, Santiago?

E o Samuel?

E a Vanessa?

E a sua mãe, Santiago?

Como fica a cidade?

Quem realmente é aquele mendigo?

Mas, a pergunta que REALMENTE não quer calar é… De onde vieram os vampiros?

A resposta para isso vai deixá-lo de olhos esbugalhados. Algo totalmente único, criativo e surpreendente! Quem mais poderia pensar numa resposta tão especial, assustadora e fantástica (em todos os sentidos da palavra), além do nosso escritor brasileiro, Leonardo Brum?

Eu, particularmente, não perco o sono por vampiros, contudo… Os olhos custam a se fechar quando minha mente imaginativa fica presa em um tipo de ser em especial… Algo que me tira o sossego  apenas em imaginar aqueles olhos sobre mim! (e um outro autor brasileiro – o Nelson Magrini – sabe muito bem disso!)

Só tenho mais uma coisa para lhes dizer do livro… De fato, nessa trama há três maneiras de se acabar com um vampiro: a luz do fogo, a luz do dia e a luz do criador!

 

 

 

“Deus? Você acha que foi Deus quem Criou os vampiros?”



Os últimos Soldados da Guerra Fria

 

 

Autor: Fernando Morais

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Já na contracapa do livro, encontramos o seguinte texto:

“Organizações criminosas internacionais, aventuras mirabolantes, disfarces perfeitos, conquistas amorosas, agentes secretos em ações temerárias: este livro traz todos os elementos de suspense de um romance de espionagem — mas não contém uma só gota de ficção. É tudo verdade, nos mínimos e, eventualmente, aterradores detalhes.

A sensação de que lemos um romance vem não somente da história extraordinária, mas sobretudo da hábil narração do autor, que desvela, com maestria digna dos melhores ficcionistas e máximo compromisso jornalistico na apresentação dos fatos, uma trama transbordante de eventos jamais revelados pela imprensa.

A semelhança com James Bond, porém, não vai longe: há charme nem riqueza, mas a vida dura e pobre de homens que se dedicam à sua missão ante todo tipo de adverdidades. Uma história narrada com objetividade rigorosa, para ler de um fôlego.”

Aos leitores assíduos e apreciadores de tal gênero literário, essa introdução já não gera um comichão e uma crescente curiosidade para descobrir os segredos expostos no livro?

Pois bem… Ao menos foi assim que eu fiquei!

Sou suspeita para falar sobre Fernando Morais, o autor do livro, pois simplesmente adoro a escrita e os tipos de abordagem que o escritor elabora! No entanto, prometo não ser pretensiosa demais para o lado dele.

Os últimos soldados da Guerra Fria possui 396 páginas e sua primeira edição foi publicada pela editora Companhia das Letras em 2011, contudo, esses nãos são os dados mais importantes da obra! O sugestivo título já deixa entrever que se trata de dados, informações e suspeitas todos gerados dentro do clima conspiratório cheio de tramas e maquinação que a histórica Guerra Fria possuía.

Há espionagem e contra-espionagem, intrigas, história de vidas impressionantes, máscaras e desfechos mais do que surpreendentes. O amor e a amizade deveriam superar obstáculos, mas, nesse caso, o livro mostra que tudo é realizado para um objetivo maior! E qual seria esse?

O enredo é tecido envolvendo a Guerra Fria, porém a obra não retrata a já extinta União Soviética. O texto se enriquece com o sotaque espanhol e passa longe da frieza russa. A trama acontece entre dois países separados apenas por 130 km de água: E.U.A. e Cuba.

Recrutados para deter atentados terroristas orquestrados por dissidentes de Miami contra Havana, 14 cubanos passaram anos e anos infiltrados em organizações de extrema direita na Flórida.

E se você está com os filmes de 007 na cabeça, pode ir desfazendo essa imagem! Afinal, de nada tais cubanos têm do charmoso e letal agente britânico. Pelo contrário! Os 14 são paupérrimos e ganham a vida fazendo bicos em Little Havana, o bairro cubano de Miami. As condições do país se refletem na vida de seus agentes.

E coloco aqui uma citação que achei interessante, a respeito de como o autor teve a fantástica ideia de discorrer sobre tais espiões: “Se Truman Capote teve a ideia para A sangue frio ao ler uma nota de rodapé no New York TimesFernando Morais escutou no rádio, em 1998, a notícia que lhe renderia anos e anos de trabalho. O livro trata da prisão de cubanos nos Estados Unidos, acusados de espionagem. A acusação era verdadeira e a história por trás deste episódio, fantástica”.

As primeiras cem páginas do livro são contadas em alta voltagem, em reviravoltas à altura dos bons romances de Graham Greene, escritor que ficou mundialmente conhecido por seus romances que tiveram como tema ou pano de fundo a espionagem.

Assim como em um romance, o leitor vai montando as peças da história aos poucos, sem muita certeza de nada até que o quebra-cabeça vá ganhando forma e corpo. Mesmo se tratando de um relato histórico,  guiado pelos fatos, o livro consegue envolver o leitor no sentimento de uma aventura policial, carregada de espiões e mistérios (aos poucos solucionados e expostos).

Entre uma explosão e outra, um segredo e uma atividade de alto risco, Fernando Morais construiu um “trhiller político” que, como costumam dizer as orelhas de best-sellers, “prendem” o leitor.

A obra também reconstitui fatos importantes como as diversas crises migratórias sofridas por Cuba, os acordos com os E.U.A. para que cubanos deixassem a Ilha e o caso Elián, o garoto de sete anos que sobreviveu a um naufrágio quando ia, de bote, com sua mãe e outros cubanos para Miami. Outros personagens, como o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, que atuou como pombo correio de Fidel Castro e Bill Clinton, recheiam o enredo.

Fernando Morais, sem dúvida, é um caso raro na literatura brasileira! O escritor mineiro já fez três livros que de alguma maneira tem o socialismo como tema principal e “encoberto”. Ele é biógrafo do mais famoso e afamado escritor brasileiro de todos os tempos e seu próximo projeto é uma biografia de ACM, que em termos de detratores não fica muito atrás de Paulo Coelho (o tal escritor brasileiro).

O escritor, sempre que pode, costuma dizer que todos os seus livros poderiam ser publicados em um jornal diário, como “grandes reportagens”. E, de fato, isso é verdade!

O texto de Morais não é 100% jornalístico, ele é rigoroso na veracidade dos fatos e recheia suas tramas com informações e novidades, sempre elaborando um enredo com uma elaboração diferente e humanizada, que prende o leitor até o fim. Além disso, o seu faro de repórter pode ser considerado o “grande barato” do escritor.

Claro, Chatô era um personagem quase óbvio da nossa história. Assim como Olga Benario, que até então era uma nota de rodapé na biografia de Luis Carlos Prestes. E porque ninguém falou dos estranhos japoneses do interior de São Paulo que decapitavam seus compatriotas que admitiam a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial? … O fato é que Morais foi atrás e botou toda sua experiência de repórter a serviço de projetos que lhe consumiram muito tempo e trabalho.

Dessa forma, os temas polêmicos e que de alguma forma poderiam gerar opiniões maniqueístas, se diluem em textos bem apurados, bem escolhidos e bem escritos.  E o faro do jornalista escritor funcionou mais uma vez em Os últimos soldados da Guerra Fria.

Portanto, eu simplesmente recomendo essa obra incrível do Fernando Morais (assim como seus demais textos e livros). Com certeza, leitor algum irá se arrepender de ler tal trama!

 

 



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