World Fabi Books













{novembro 6, 2013}   [Fora das Páginas] Animacult

Galera de Várzea Paulista, Jundiaí e região, se preparem!!!

O Animacult esta chegando!!!

animacult



Terra Cruz

Autor: Leonardo Brum

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Desculpem a demora… Esse livro eu li há semanaaaas, contudo, apenas agora tive tempo para montar uma resenha “a la Fabiane”. Mas, não pensem que a demora é consequência da qualidade do livro, pois, se os meus dias não estivessem tão agitados aqui na Itália, com total certeza, esse post já teria saído há tempos!!

Enfim… Sobre o que é Terra Cruz? Ou… Como é Terra Cruz?

Dá uma olhadinha no que o produtor de reportagem da TV Globo, Marcelo Movschowitz, escreveu para o prefácio do livro:

“Quando produzimos uma entrevista de Leonardo Brum para o Programa Mais Você, deparamo-nos com um jovem autor de muita garra e talento, colocando-se de forma espontânea diante das câmeras. Na época, Um Mundo Perfeito ainda estava em sua primeira edição, e logo veio a se consagrar um merecido sucesso com a vendagem rápida do livro e a sucessiva segunda edição comemorativa da Editora.

Desta vez, o autor nos prestigia com uma envolvente história de vampiros, aderindo aos padrões da narrativa que lembra clássicos como Bram Stroker e Anne Rice, mas, primordialmente, prima pelo toque impressionante de originalidade. O terror e a fantasia estão presentes, mas, fundamentalmente, é o suspense marcante que dita a história. Aos poucos, vamos nos aprofundando numa trama que se mostra cada vez mais intrigante, num texto ágil e que prende a atenção um capítulo após o outro. Ao final, uma sucessão de fatos com ritmo cenográfico traz à tona uma realidade ainda mais surpreendente. Uma encruzilhada em que os destinos se encontram e novos rumos serão definitivamente traçados.

Comece a ler o quanto antes o livro que tem em mãos. Você não conseguirá largá-lo até que a última linha traga a resposta para todo o mistério sobre a origem dos vampiros. E de tudo o que, afinal, se encontra à espreita.”

No mínimo intrigante, não?

Após ler esse prefácio muito bem escrito e depois devorar todo o enredo que Leonardo Brum nos oferece em uma bandeja de prata, regado a um liquido denso e vermelho, como eu poderia escrever uma crítica literária à altura?

Missão difícil a minha, não é mesmo?

De qualquer forma, vou tentar ao menos instigá-los a ler mais uma obra brasileira incrível!

O escritor – e vencedor do Prêmio Nacional Codex de Ouro 2011 – não regrediu no nível e com certeza não decepcionou em sua alucinante trama!

O livro não começa de forma tranquila e nem simples. Logo nas primeiras páginas, Leonardo Brum faz questão de nos arremessar de cabeça dentro de um mundo cheio de suspense e mistérios.

Que grupo é esse?

Quem eles estão procurando?

Por que Terra Cruz?

E num mudar de ambiente, de um prólogo para um começo de capítulo, os questionamentos apenas aumentam!

Onde eles estão?

Para onde vão?

O que vai acontecer?

E as perguntas vão se acumulando… As ações vão se intensificando…

Você vai devorando cada palavra! A vontade de descobrir o que virá em seguida lhe consome! Os olhos prendem-se ás palavras em busca de detalhes e informações! E a mente pode chegar a superaquecer, caso você tenha uma veia de detetive e goste de narrativas desse gênero literário.

E agora, Santiago?

E o Samuel?

E a Vanessa?

E a sua mãe, Santiago?

Como fica a cidade?

Quem realmente é aquele mendigo?

Mas, a pergunta que REALMENTE não quer calar é… De onde vieram os vampiros?

A resposta para isso vai deixá-lo de olhos esbugalhados. Algo totalmente único, criativo e surpreendente! Quem mais poderia pensar numa resposta tão especial, assustadora e fantástica (em todos os sentidos da palavra), além do nosso escritor brasileiro, Leonardo Brum?

Eu, particularmente, não perco o sono por vampiros, contudo… Os olhos custam a se fechar quando minha mente imaginativa fica presa em um tipo de ser em especial… Algo que me tira o sossego  apenas em imaginar aqueles olhos sobre mim! (e um outro autor brasileiro – o Nelson Magrini – sabe muito bem disso!)

Só tenho mais uma coisa para lhes dizer do livro… De fato, nessa trama há três maneiras de se acabar com um vampiro: a luz do fogo, a luz do dia e a luz do criador!

 

 

 

“Deus? Você acha que foi Deus quem Criou os vampiros?”



Os últimos Soldados da Guerra Fria

 

 

Autor: Fernando Morais

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Já na contracapa do livro, encontramos o seguinte texto:

“Organizações criminosas internacionais, aventuras mirabolantes, disfarces perfeitos, conquistas amorosas, agentes secretos em ações temerárias: este livro traz todos os elementos de suspense de um romance de espionagem — mas não contém uma só gota de ficção. É tudo verdade, nos mínimos e, eventualmente, aterradores detalhes.

A sensação de que lemos um romance vem não somente da história extraordinária, mas sobretudo da hábil narração do autor, que desvela, com maestria digna dos melhores ficcionistas e máximo compromisso jornalistico na apresentação dos fatos, uma trama transbordante de eventos jamais revelados pela imprensa.

A semelhança com James Bond, porém, não vai longe: há charme nem riqueza, mas a vida dura e pobre de homens que se dedicam à sua missão ante todo tipo de adverdidades. Uma história narrada com objetividade rigorosa, para ler de um fôlego.”

Aos leitores assíduos e apreciadores de tal gênero literário, essa introdução já não gera um comichão e uma crescente curiosidade para descobrir os segredos expostos no livro?

Pois bem… Ao menos foi assim que eu fiquei!

Sou suspeita para falar sobre Fernando Morais, o autor do livro, pois simplesmente adoro a escrita e os tipos de abordagem que o escritor elabora! No entanto, prometo não ser pretensiosa demais para o lado dele.

Os últimos soldados da Guerra Fria possui 396 páginas e sua primeira edição foi publicada pela editora Companhia das Letras em 2011, contudo, esses nãos são os dados mais importantes da obra! O sugestivo título já deixa entrever que se trata de dados, informações e suspeitas todos gerados dentro do clima conspiratório cheio de tramas e maquinação que a histórica Guerra Fria possuía.

Há espionagem e contra-espionagem, intrigas, história de vidas impressionantes, máscaras e desfechos mais do que surpreendentes. O amor e a amizade deveriam superar obstáculos, mas, nesse caso, o livro mostra que tudo é realizado para um objetivo maior! E qual seria esse?

O enredo é tecido envolvendo a Guerra Fria, porém a obra não retrata a já extinta União Soviética. O texto se enriquece com o sotaque espanhol e passa longe da frieza russa. A trama acontece entre dois países separados apenas por 130 km de água: E.U.A. e Cuba.

Recrutados para deter atentados terroristas orquestrados por dissidentes de Miami contra Havana, 14 cubanos passaram anos e anos infiltrados em organizações de extrema direita na Flórida.

E se você está com os filmes de 007 na cabeça, pode ir desfazendo essa imagem! Afinal, de nada tais cubanos têm do charmoso e letal agente britânico. Pelo contrário! Os 14 são paupérrimos e ganham a vida fazendo bicos em Little Havana, o bairro cubano de Miami. As condições do país se refletem na vida de seus agentes.

E coloco aqui uma citação que achei interessante, a respeito de como o autor teve a fantástica ideia de discorrer sobre tais espiões: “Se Truman Capote teve a ideia para A sangue frio ao ler uma nota de rodapé no New York TimesFernando Morais escutou no rádio, em 1998, a notícia que lhe renderia anos e anos de trabalho. O livro trata da prisão de cubanos nos Estados Unidos, acusados de espionagem. A acusação era verdadeira e a história por trás deste episódio, fantástica”.

As primeiras cem páginas do livro são contadas em alta voltagem, em reviravoltas à altura dos bons romances de Graham Greene, escritor que ficou mundialmente conhecido por seus romances que tiveram como tema ou pano de fundo a espionagem.

Assim como em um romance, o leitor vai montando as peças da história aos poucos, sem muita certeza de nada até que o quebra-cabeça vá ganhando forma e corpo. Mesmo se tratando de um relato histórico,  guiado pelos fatos, o livro consegue envolver o leitor no sentimento de uma aventura policial, carregada de espiões e mistérios (aos poucos solucionados e expostos).

Entre uma explosão e outra, um segredo e uma atividade de alto risco, Fernando Morais construiu um “trhiller político” que, como costumam dizer as orelhas de best-sellers, “prendem” o leitor.

A obra também reconstitui fatos importantes como as diversas crises migratórias sofridas por Cuba, os acordos com os E.U.A. para que cubanos deixassem a Ilha e o caso Elián, o garoto de sete anos que sobreviveu a um naufrágio quando ia, de bote, com sua mãe e outros cubanos para Miami. Outros personagens, como o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, que atuou como pombo correio de Fidel Castro e Bill Clinton, recheiam o enredo.

Fernando Morais, sem dúvida, é um caso raro na literatura brasileira! O escritor mineiro já fez três livros que de alguma maneira tem o socialismo como tema principal e “encoberto”. Ele é biógrafo do mais famoso e afamado escritor brasileiro de todos os tempos e seu próximo projeto é uma biografia de ACM, que em termos de detratores não fica muito atrás de Paulo Coelho (o tal escritor brasileiro).

O escritor, sempre que pode, costuma dizer que todos os seus livros poderiam ser publicados em um jornal diário, como “grandes reportagens”. E, de fato, isso é verdade!

O texto de Morais não é 100% jornalístico, ele é rigoroso na veracidade dos fatos e recheia suas tramas com informações e novidades, sempre elaborando um enredo com uma elaboração diferente e humanizada, que prende o leitor até o fim. Além disso, o seu faro de repórter pode ser considerado o “grande barato” do escritor.

Claro, Chatô era um personagem quase óbvio da nossa história. Assim como Olga Benario, que até então era uma nota de rodapé na biografia de Luis Carlos Prestes. E porque ninguém falou dos estranhos japoneses do interior de São Paulo que decapitavam seus compatriotas que admitiam a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial? … O fato é que Morais foi atrás e botou toda sua experiência de repórter a serviço de projetos que lhe consumiram muito tempo e trabalho.

Dessa forma, os temas polêmicos e que de alguma forma poderiam gerar opiniões maniqueístas, se diluem em textos bem apurados, bem escolhidos e bem escritos.  E o faro do jornalista escritor funcionou mais uma vez em Os últimos soldados da Guerra Fria.

Portanto, eu simplesmente recomendo essa obra incrível do Fernando Morais (assim como seus demais textos e livros). Com certeza, leitor algum irá se arrepender de ler tal trama!

 

 



{novembro 16, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, a todos!!!

Como alguns já sabem, acabei por atrasar os posts da coluna “Figuras da Literatura Brasileira” e por causa disso, peço milhões de perdões!!

O cronograma ficou um tanto atrasado e espero que esse problema não os desanimem com relação ao meu blog e a essa coluna!

E, para quem é novo aqui… 

O Figuras da Literatura Brasileira é um post que virou coluna!

Toda terça-feira (salvo imprevistos) coloco uma entrevista com alguns escritores brasileiros, as quais se pautam em cima dos mais variados temas escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

Leonardo Brum falando sobre o tema “Você acredita em ETs?”:

Leonardo Brum é mineiro de Belo Horizonte.

Tem 35 anos e reside atualmente no Rio de Janeiro.

É autor da conhecida obra “Um Mundo Perfeito”!

E nas horas vagas, vem dedicando-se à conclusão do seu segundo livro, uma história de vampiros envolvente e fora do comum.

Em suas obras ele explora as limitações humanas ante a situações incomuns e a coragem de superar os próprios medos e frustrações.

Tornou-se conhecido no meio literário, entre autores de diversos estados e fãs do gênero de suspense, através do seu livro de estréia, Um Mundo Perfeito.

O livro narra a história do desaparecimento dos 207 moradores de uma pequena ilha do litoral de Vitória chamada Pedra-Luz.

Em suma, a irrealidade que gera uma reflexão para o mundo cotidiano.

Entrevista:

1. Sempre foram comuns histórias sobre alienígenas vindo visitar, ou até mesmo invadir, a Terra. Lembrando que uma delas chegou, inclusive, a virar Lenda Urbana: “o ET de Varginha”! O que você acha delas?

Na minha opinião, os relatos mais importantes relacionados à casuística ufológica são o Caso Roswell (1947, Novo México, EUA), e o Caso Varginha (Varginha-MG, 1996).

Digo isso em razão da quantidade de depoimentos relevantes gravados e de documentos existentes sobre tais relatos.

O Caso Varginha até hoje reacende discussões entre céticos e ufólogos, mas, polêmicas à parte, o episódio deixou marcas indeléveis nas vidas de diversas pessoas.

Foi o mais bem documentado da Ufologia brasileira, existindo milhares de gravações de membros militares e civis que tiveram envolvimento com o fenômeno que atingiu a cidade mineira naquele ano fatídico. Pessoas morreram, como foi o caso do soldado Marco Eli Chereze, que teve contato direto com a criatura apreendida. Outras, como as jovens que avistaram a criatura, ficaram traumatizadas e tiveram suas vidas alteradas drasticamente após o acontecido.

Uma análise completa sobre o Caso pode ser obtida no Portal UFO de meu site, www.leonardobrum.com.br, resultado de minhas diversas pesquisas sobre o tema.

 

2. Ultimamente alguns seriados se tornaram famosos por causa do seu enredo com alienígenas. Você acredita que o sucesso deles acontece por que o mistério a cerca dos “ET’s” ainda intriga muita gente, ou porque os enredos e as produções são ótimos?

Hoje em dia tudo é muito espetaculoso no âmbito cenográfico. Milhares de efeitos visuais cativam os olhos vidrados dos expectadores, imersos a uma profusão tecnológica que inclui recursos como 3D, wide screen, imensas telas LCD, LED, Full HD. Muitas vezes os miraculosos efeitos visuais acontecem em volta de uma história ruim ou pouco interessante.

Há uma vasta popularização sobre o tema ufológico nas telas de cinema. Apesar de não serem, em sua maioria, abordagens de cunho científico, elas são úteis para uma maior conscientização sobre a questão.

Gosto muito de filme, claro, mas o mais importante para mim é a história.

Algumas pessoas costumam me dizer que preferem o aspecto visual a ler um livro. Acho isso preocupante. Um livro traz muito mais informações do que um filme. E fomenta muito mais nossas habilidades imaginativas. Um filme é apenas uma história pronta, não permite muita divagação.

 

3. O que você acha da literatura atual que envolve fatos alienígenas, incluindo revistas sobre o assunto? Você acha que, hoje em dia, as pessoas estão mais conscientes da realidade ufológica?

Embora muitas não detenham um caráter investigativo mais aprofundado, as histórias que envolvem a questão ufológica contribuem para uma maior popularização sobre o tema, e isso é importante, porque estimula nossa percepção sobre a existência de outras realidades possíveis.

A literatura envolvendo a casuística ufológica é mais vasta do que se pensa. Existem inúmeros relatos de época nas quais são dadas explicações paliativas para o fenômeno ufológico.

A Bíblia é o principal exemplo disso. Lá existem inúmeros relatos de avistamentos de “artefatos” voadores e anjos que chegavam posicionados em cima de nuvens.

Assim, por não haver uma melhor explicação na época, a temática ufológica ficou também “camuflada nas nuvens”. Até mesmo para que não fosse “desvirtuada” a temática religiosa.

A atribuição de causas ufológicas aos relatos folclóricos brasileiros também é tema de inúmeros estudos.

Segundo dados da renomada Revista UFO, estima-se que 80% de todas as lendas, mitos, crenças e estórias que povoam o folclore brasileiro tenham suas origens na manifestação de discos voadores.

É comum, por exemplo, moradores humildes das regiões rurais relatarem a aparição de entidades como a “Mãe-d’água” ou “Mãe do Ouro”, uma bola de fogo que voava sobre as serras.

O meu encantamento definitivo pelo tema ufológico aconteceu após a leitura do livro Projeto Majestic – A Nave Perdida, do autor norte-americano Whitley Strieber, em que relata os acontecimentos do famoso Caso Roswell.

Uma análise aprofundada sobre abduções pode ser encontrada nas obras de David Jacobs, um dos principais pesquisadores desse fenômeno em todo o mundo, tendo já realizado, de forma sistemática e seguindo o método científico, mais de 1.000 regressões hipnóticas em mais de 140 pessoas abduzidas. Sua obra mais importante foi A Vida Secreta (1998), onde ele traz, na íntegra, os relatos mais expressivos envolvendo abduções. Uma obra impressionante!

 

4. Como é escrever e discorrer sobre algo tão polêmico hoje em dia: a existência de alienígenas?

Além de estimular o debate sobre o tema, tal narrativa enriquece bastante o conteúdo de nossa Literatura Fantástica, pela multiplicidade de fenômenos associados à questão.

Meus livros sempre costumam trazer alguma abordagem sobre a Ufologia, pois considero o estudo de tais fenômenos importante e instigante, embora normalmente não seja o assunto principal de minha narrativa. Em Um Mundo Perfeito, por exemplo, Clarice, a professora, sofre um episódio de caso típico de abdução.

 

5. Você já ouviu falar da teoria do planeta Nibiru? Se sim, o que acha dela e de outras teorias similares, como por exemplo, o fato das pirâmides terem sido construídas por povos evoluídos e extraterrestres?

Muitas pessoas têm citado o planeta Nibiru quando o assunto é o Fim do Mundo em 2012.

Não acredito que nenhum planeta irá se chocar com a Terra em 2012. Sobre isso, entraremos no campo científico e, pelo que eu saiba, não existe nenhuma previsão da ciência de uma provável rota de colisão de algum astro celeste com a Terra.

Creio que o assunto “Fim do Mundo em 2012”, malgradas algumas previsões supostamente associadas aos Maias ou até mesmo a Nostradamus, certamente venderá muitos livros e revistas até que, enfim, chegaremos em 2013 e descobriremos que, afinal, tudo não passou de mera superstição ou modismo.

Por outro lado, as pirâmides e outras notáveis construções do povo egípcio ainda guardam muitos
segredos onde a própria ciência encontra dificuldades para explicar sua viabilização na prática.

Os avançados conhecimentos da época poderiam explicar como toneladas de pedras foram cortadas, erguidas em grandes alturas e encaixadas com perfeição e sem a utilização de cimento ou concreto?

Nesse caso, são bastante sugestivas as inúmeras investigações que têm sido feitas ao longo dos tempos sobre a possibilidade de interferência extraterrestre nessas construções.

Tendo a acreditar mais nessa última hipótese, embora estejamos tão aquém de conhecimentos para avaliar a questão. O mistério tem prevalecido por séculos e séculos sem muitos avanços significativos.

 

6. Você julga ser possível existir vida fora da Terra? E esse seres seriam capazes de se comunicar conosco e/ou interferir gritantemente na vida das pessoas?

Esse é um assunto que poderia, facilmente, resultar em inúmeras páginas de reflexões. Algumas coisas a gente “acredita” apenas por intuição.

A máxima reportada em todos os episódios de Arquivo X nos dá uma boa indicação do que pretendo expor: “A verdade está lá fora”, embora tenhamos pouco acesso a ela ainda nos dias de hoje. Ou seja, eles estão lá, indiferentes quanto à nossa própria opinião sobre a existência deles.

Antigamente, por muitos anos, eu costumava passar longas horas estudando sobre a casuística ufológica. Entretanto, tenho percebido que o tema pouco evoluiu, embora existam, hoje em dia, algumas inovações importantes, como a vinculação da Ufologia com fenômenos espíritas.

Esse é um campo vasto e importante, e que trará novas perspectivas. Apesar disso, ainda trago uma reflexão pouco otimista sobre o tema.

Pare para pensar: a gente vê, algumas vezes, as pequenas formiguinhas andando em fila pelo chão.

Você já pensou alguma vez em comunicar-se com elas?

Eu também não.

Por quê?

Por que, embora vivam em sociedade e sejam trabalhadoras árduas e responsáveis, elas são inferiores a nós.

Tal contato não traria nenhum benefício para nós.

Pois é. Estamos sendo periodicamente visitados por entidades muito mais evoluídas que nós. E creio que eles não têm o menor interesse em fazer contato conosco.

O objetivo deles é outro, quer seja aproveitar de nosso meio ambiente, realizar experiências invasivas em pessoas, hibridização de raças, ou qualquer outro motivo que sequer conhecemos. Isso tudo em detrimento de nossa própria existência.



{outubro 25, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, leitores!

Bem vindos a mais um “Figuras da Literatura Brasileira”!!

Acredito que a essa altura, quem costuma ler o “figuras” já sabe o que é… Contudo, vamos supor que novos leitores tenham aberto o meu blog… Então… Para quem ainda não sabe o que é, eis o resuminho:

Esse post é uma espécie de “coluna”, toda terça-feira coloco uma entrevista com alguns escritores brasileiros, as quais se pautam em cima dos mais variados temas escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

James Andrade falando sobre O Futuro dos Livros (e-books, tablets, etc…)

 

 

James Andrade nasceu em 1967, na cidade de Aparecida d´Oeste no Paraná.

Desde muito cedo desenvolveu o gosto pela leitura.

Fã de cinema, HQs e literatura de terror, sempre teve predileção por histórias que se aventuravam pelos tortuosos caminhos da religião e do misticismo.

É historiador e pesquisador de história antiga e medieval.

E é o autor do livro Getsêmami a Verdade Oculta e participou do livro Anjos Rebeldes.

 

 

 

Entrevista:

1. Nesse “novo mundo moderno”, digitalizado e virtual, já se proclamou muitas “mortes”, uma delas foi a morte do livro convencional, ou seja, do livro impresso. Você acredita nisso?

Sim. E não.

O livro continuará existindo, tal como conhecemos hoje, talvez até mesmo melhor acabado; o que estamos assistindo é o nascimento de algo novo, uma nova mídia, que poderíamos chamar de “papel virtual”, e esta novidade, a meu ver, veio para ficar, mas não será a Nêmesis do livro.

O que tem que ficar esclarecido é que livro é um produto de editora, não de autor – assim como o CD, e o jurássico vinil, eram produtos de gravadoras, não de músicos – o “livro digital” se propõe a matar esta relação, injusta, onde a editora, mera atravessadora de um produto, detém poderes régios, que extrapolam, em muito, o monstro chamado mercado.

Um exemplo disso é pensar que a editora, ou o senso comum delas (caso tenham), ao escolher (ao puro gosto – duvidoso – pessoal) aquilo que publicarão definem o que o leitor irá consumir.

Onde está a liberdade já que você não lê aquilo que gosta, mas sim aquilo que está disponível?

O livro digital será, em breve, uma overdose de liberdade que condenará ao limbo o tal mercado editorial.

2. A Internet é um recurso interessante, muitas vezes extremamente importante. E hoje, com os e-books, e-readers e tablets espalhados por aí, você acredita que ela, juntamente com esses avanços tecnológicos e virtuais, poderia substituir a emoção de folhar páginas e páginas em uma leitura envolvente?

Isso é algo que tenho ouvido muito, que sugere que o livro não é só a história nele contida, mas uma soma entre esta e o papel (algo que não acredito), livro é só seu conteúdo enquanto leitura, tanto que um livro esquecido na estante não é um livro, é mero alimento de traça. O que nos envolve é a obsessão do Ahab e não a edição de Moby Dick que estamos lendo.

Quanto à pergunta, você se lembra da superfície brilhante e do cheiro inebriante de um LP novo?

Do ritmo hipnótico das teclas de uma máquina de escrever escavando o papel enquanto dava vida a um texto? Não?

Eu me lembro, mesmo assim o prazer de produzir uma obra continua inalterado, e faço isso digitando e ouvindo mp3.

3. Se os livros estarão disponíveis na íntegra na web como e-books, sendo que poderão ser facilmente transportados em tablets, como ficarão as vendas dos impressos se, futuramente, qualquer um poderá baixar os livros que quer ler?

A venda de impressos continuará como sempre deveria ter sido: uma questão de escolha. O consumidor que quiser um objeto de desejo pagará caro por ele e ficará feliz com seu “precioso”.

O que não pode continuar é a situação que temos hoje, na qual temos que pagar caro pelo conteúdo, sem opções. Livro é caro, se queremos ler temos que pagar o preço estipulado, isso é um absurdo.

A meu ver o conteúdo tem que ser barato, se alguém quiser o conteúdo embalado em páginas trabalhadas e capa dura que pague por isso, mas aquele que deseje somente a história merece a opção de pagar menos, o “livro digital” é esta opção. Digo isso não por ser um crítico do Capitalismo ou outra baboseira dessas, mas sim por um senso prático, o livro hoje, como disse antes, pertence à editora, que junto com a livraria ficam com cerca de 90% do valor de capa de um livro.

Para o autor o livro (ou seu conteúdo) vale apenas algo em torno de 10% do valor de capa. Agora imagine uma situação em que o autor possa eliminar os atravessadores e vender seu produto diretamente ao consumidor por, digamos, 20% do valor. O leitor pagaria bem menos e mesmo assim o autor ainda estaria lucrando 10% a mais do que antes, ou seja, o dobro.

Percebe agora a quem o “livro digital” ameaça?

E olha que ainda não toquei na ferida que é a máfia dos livros escolares, hoje temos os didáticos, paradidáticos, jornais, revistas, literários, apostilas, cadernos e um sem fim de ralos (mais deles) por onde escoa o dinheiro público, que desaparecerão como num passe de mágica ao se introduzir os tablets nas escolas. Um tablet por aluno no início do curso, o resto é só downloads.

4. E James, como ficariam os escritores com o avanço da Internet? Ela seria um futuro perigo para a profissão? Ou
seria apenas uma alternativa a mais para os leitores ao invés de uma ameaça aos escritores?

A Internet é uma ameaça a qualquer stablishment, uma nova esfinge com a velha questão: decifra-me ou pereça.

Poucas coisas resistirão à investida dos novos paradigmas criados pela rede mundial.

Particularmente acho a Internet uma invenção maravilhosa (livre e caótica tal como era antes, repudio qualquer tipo de normatização de rede, ela deve continuar a ser “terra de ninguém”), gosto dela porque, em sendo uma mídia de comunicação underground, é e continuará sendo o lugar do grátis, do barato e da cópia. Por mais que se busque transformá-la em “mais uma mídia a serviço do mercado” não conseguirão.

A essência da Internet é a distribuição gratuita ou, quando muito, barata. Nada muito caro sobrevive na rede. Assim sendo ela ameaça muito mais o mercado do que a produção.

Para os atravessadores é sempre ruim, todos serão obrigados a mudar radicalmente suas estratégias de vendas, sob risco de saírem do mercado. Para aqueles envolvidos na produção a Internet é uma faca de dois gumes, onde os “pró” levam ligeira vantagem sobre os “contra”.

Foi assim com a música, o mercado de CDs foi deveras abalado com o mp3, por outro lado muitos músicos, que antes nunca poderiam sair do anonimato puderam mostrar seu trabalho, tirando das gravadoras o poder de decidir sobre o que é “bom”. Creio que este seja um aspecto positivo, a rede mundial abriu um universo de possibilidades e deu abertura a uma infinidade de novas pessoas mostrarem sua produção.

Para o consumidor isso foi ótimo, “nunca antes na história do mercado musical” ele teve tanta opção de escolha. Já para quem produz nem tanto, se de um lado a divulgação na rede era mais democrática, por outro a concorrência aumentou, e muito. Pois é lógico que a abertura cobrou um alto preço, que foi justamente a fragmentação do mercado.

Como sobreviver em meio a tanta opção?

Eis a questão.

Cabe a cada um responder.

Na Literatura, que sofrerá do mesmo mal quando da popularização do “livro digital”, aposto naquilo que sempre fez a diferença: o talento. E uma boa dose de sorte. Em suma a Internet é para mim uma incógnita, nem boa nem ruim, só nova.

5. Livros impressos e e-books… Você acredita que seria possível dizer que muitos vêem essa relação como uma “guerra” entre dois meios de literatura, que disputam espaço entre os leitores no mercado? Ou que já se tornou uma relação amigável, onde um se torna “uma opção do outro”?

Não há nada de amigável na disputa entre livros impressos e e-books, pelo menos não do lado das editoras e livrarias. A guerra é sangrenta, mesquinha e torpe, pois está em disputa o próprio mercado e o e-book leva uma vantagem imensa. É barato.

O único trabalho na produção de um e-book é o do autor em escrever o livro, o resto é infinitamente mais barato que o livro impresso. E é justamente neste ponto que a disputa assume ares de vilania. Editoras e livrarias, sem nenhuma justificativa, insistem em manter os preços de “livros digitais” nos mesmos patamares dos impressos, em média o e-book é vendido por 90% do valor do impresso. A meu ver um abuso. Quando muito um e-book deve custar em torno de 20% de um impresso.

O preço abusivo praticado pelos livreiros é justamente para desacreditar a nova mídia, tentando criar a imagem de que é algo caro e “virtual”. O e-book é tão virtual como a música e a fotografia o são hoje em dia, agora dizer que é caro só pode ser brincadeira. No mundo todo a disputa está nestes termos, sem esquecer o martelar insistente por parte dos livreiros na idéia do prazer de “sentir as páginas”. A disputa é acirrada, mas acho que está perdida, num futuro próximo o “digital” será o padrão, e o impresso a opção cara.

6. Você acha que alguns escritores conseguem ver a internet e seus novos recursos como uma escolha a mais para publicar suas obras? E quanto aos acessórios (ex.: tablets)?

A Internet é algo relativamente novo, e que muda a cada dia, portanto a nova geração está mais familiarizada com ela, para os mais antigos ela ainda é “uma cria de um forno de microondas com uma TV”.

No geral a Internet é uma ferramenta indispensável, de infinitas possibilidades, acredito que inclusive para a Literatura, pena que ainda não descobri uma maneira de usufruir deste potencial. NetMarketing é uma palavra vazia, redes sociais estão agonizando e o Twitter (fora os jornais) é uma chatice.

Espero que com o “livro digital”, um produto barato e de grande apelo de distribuição, a rede deixe de ser um potencial para se tornar uma realidade.

Quanto ao tablet acredito que seja uma revolução, algo como a re-invenção do próprio computador, ele significa a concretização da promessa de conectividade.

A viabilidade do e-book está diretamente relacionada com a popularização destes equipamentos. Estamos vivendo um daqueles momentos ímpares da história, acredito que o tablet seja tão relevante quanto a imprensa de Gutemberg, e que aliado a uma Internet livre represente a verdadeira democratização da informação, algo de que a sociedade brasileira não pode abrir mão, sob o risco de perder, mais uma vez, o bonde da história.

Obvio que no Brasil é uma promessa parcialmente atendida devido aos inúmeros gargalos existentes, nós temos uma Internet medíocre e uma telefonia fuleira, que oferece serviços de quinta categoria com preços de excelência, junte a isso nenhum incentivo a inovações tecnológicas e impostos escorchantes e teremos uma realidade onde um tablet é uma ferramenta futurística em plena Idade Média, mas o tablet, assim como o “livro digital”, são promessas de futuro.

Bom é que na velocidade em que o mundo avança o futuro é amanhã. Quando o tablet for tão comum quanto o celular é hoje o livro impresso será coisa do passado.

7. E quanto aos novos escritores? Acha que eles ganham alguma vantagem com as novas tecnologias?  E a internet pode vir como uma ajudinha a mais na hora de publicar livros?

Vantagens propriamente ditas eu diria que não, já que as inovações tecnológicas estão disponíveis para todos, o que posso afirmar é que hoje é muito mais viável a publicação de um livro do que era a 10 ou 15 anos atrás.

A sofisticação das gráficas nos últimos tempos barateou sobremaneira o custo de produção do produto livro, pena que esta redução de preços não chegou ao consumidor final, o livro continua tão caro quanto antes. Se por um lado ficou mais simples ter sua obra publicada, por outro a concorrência aumentou, na média pouco mudou.

Publicar ficou mais fácil, vender continua difícil. Para alguém comprar um livro é necessário, no mínimo, que ela saiba que ele exista. A divulgação é, e continuará sendo, o maior problema de um escritor em início de carreira. O escritor novato fica a mercê de um mercado que tem uma lógica toda própria, que vai desde a escolha do que será publicado até a criação de uma “moda literária”: bruxinhos adolescentes, vampirinhos sensíveis, anjos burgueses, etc.

No caso do Brasil a tal moda nem é criada aqui, vem de fora, junto com uma maciça máquina de propaganda já testada, que já se pagou no país de origem, e que muitas vezes incluem até mesmo filmes hollywoodianos, contra a qual a disputa é impossível, uma vez que não há no país veículos de divulgação de cultura de grande porte capazes de fazer frente a este aculturamento selvagem.

Resta ao escritor novato acreditar que a Internet seja uma ferramenta capaz de divulgar sua obra adequadamente, sem esquecer que a rede mundial é uma janela aberta para um universo.


8. Acredita que as editoras e livrarias deveriam se preocupar com o avanço da internet? E quanto ao controle sobre quem consegue baixar livros pela internet? Acha que pode ser preocupante? Afinal, direitos autorais sobre as próprias obras todos têm, no entanto, será que haverá um controle sobre quem baixa livros?

Da Internet não, já que estão bem adaptados a ela, principalmente as livrarias, o que deve sim tirar o sono deles é a popularização doa tablets, e conseqüentemente dos e-books, isso sim causa pesadelos.

Quanto ao controle dos livros baixados pela rede ela não existirá, como hoje não existe sobre as músicas, filmes, séries, imagens, programas e tudo o mais que está disponível na rede, portanto não me preocupo com isso. O compartilhamento de arquivos faz parte da essência da Internet e não mudará nunca (pelo menos torço para que não mude).

No caso de e-books acredito que o preço deva ser tão baixo que desestimule a pirataria. Se um DVD original custasse R$ 5,00, duvido que alguém pirateasse. Fato é que o DVD não pode custar só isso, sua rede de produção, distribuição e venda são por demais caros, elevando o preço final. Já o e-book não, é de baixíssimo custo de produção e a distribuição é por downloads, portando o custo final pode ser baixo e mesmo assim manter a margem de lucro do autor, afinal ele é o único que realmente produz em todo o processo.

Por outro lado é sempre bom lembrar que a rede mundial não é confiável, é uma terra sem lei, onde a ética de cada um é a única orientação.

Agora, imagine que você ficou sabendo, pelo seu tablet, que seu autor preferido acabou de lançar um livro que custa R$ 7,00 e que você pode comprá-lo ali mesmo onde está, digamos no ônibus, e recebê-lo no mesmo instante, você iria esperar até que alguém, não confiável, fizesse uma cópia, muitas vezes incompleta, e disponibilizasse de graça em um site suspeito? Eu não.

9. E quanto a você, James? Você usa a internet ao seu favor no que diz respeito ás suas obras? Como é a sua relação com ela?

Sou fascinado pela Internet, mesmo ela sendo uma droga na minha casa, a qualidade é péssima, mesmo assim considero uma ferramenta indispensável nos dias de hoje. Assim sendo posso dizer que nossa relação é de amor e ódio, ultimamente mais ódio.

Sempre que posso procuro divulgar meu trabalho e aproveito todas as oportunidades que aparecem para falar sobre ele, como esta entrevista, que, diga-se, adorei conceder, comentar sobre Literatura e os caminhos que o futuro reserva para esta nobre arte é sempre um prazer, compartilhar minha visão de um tempo onde não só o acesso à Literatura, mas a todo e qualquer tipo de informação é verdadeiramente democratizado renova minhas esperanças de que dias melhores virão. Que não demorem.

10. Você possui sites, blogs e a fins para divulgar seus trabalhos? Se sim, quais? E já possui algum livro em forma de e-book?

Como disse minha Internet é muito ruim, por isso não mantenho um blog pessoal, é mais fácil me encontrar nas redes sociais, estou no finado Orkut e no adoentado Facebook, também sigo algumas pessoas no Twitter (@andrade_james).

Quanto aos “digitais” meu livro “Getsêmani, a verdade oculta” (Giz – 2008) pode ser encontrado no site da Editora Giz (www.gizeditorial.com.br) em formato PDF, já o livro impresso está disponível na Saraiva e em outras livrarias, bem como nas livrarias virtuais. O livro de contos “Anjos Rebeldes” (Universo – 2011), do qual participo, ainda não teve lançamento em mídia digital, o livro impresso está disponível na Cultura e demais livrarias, bem como no site da editora (www.universoeditorial.com.br).

Para o início do ano que vem (2012) será lançado “Os 7 Portais” pela Editora DragonFly. O livro será lançado em formato impresso, e-book e demais mídias (sendo que as mídias digitais custarão no máximo 20% do valor de capa do impresso). E também terá lançamento simultâneo em inglês na Apple Store.

 

 

Agradeço por demais à Fabiane pela oportunidade de participar da coluna Figuras da Literatura Brasileira e falar sobre e-books, tablets, Internet, editoras, livrarias e demais envolvidos neste universo tão fabuloso que é a Literatura. Obrigadão Fabi, até a próxima.

James Andrade.

andrade.james@gmail.com




{outubro 4, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, Leitores!

Bem vindos a mair um “Figuras da Literatura Brasileira”!!

Quem ainda não sabe como funciona, vou explicar rápidinho:

Esse post se tornou uma espécie de “coluna” aqui. Toda terça-feira estarei colocando uma entrevista com alguns escritores brasileiros!

Essas entrevistas se pautarão em cima dos mais variados temas, os quais serão escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: qualquer dúvida ou sugestão, não hesitem em me dizer! Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

Juliano Sasseron falando de Curta-metragens

 

 

 

Para quem ainda não conhece…

Engenheiro Agrônomo e também escritor, escreveu seu primeiro livro com apenas 18 anos.

Boêmio, adora fazer novas amizades e ter contato direto com os leitores.

É escritor de ficção especulativa e amante do cinema. Escreve livros de suspense e de fantasia.

Autor de Crianças da Noite, também participou como convidado especial de diversas antologias.

 

 

 

Entrevista:

 

1. Curta-metragem é um filme de até 15 minutos e mesmo assim, alguns chegam a encantar mais do que os de filmes de longa-metragem, com horas de duração. Por que você acha que isso acontece?

Fazendo um paralelo com a literatura, o curta é como o conto. Quando são bem executados, deixam o espectador (ou leitor) em êxtase.

Tudo depende dos realizadores estarem em harmonia e, juntos, trabalharem da melhor forma possível. O tempo de duração (ou a quantidade de páginas) não é mais importante do que a mensagem a ser passada.

 

2. O que mais lhe fascina dentro do mundo cinematográfico dos curtas?

Como o mundo do cinema é muito caro, a opção de se trabalhar com curtas acaba sendo interessante.

Poder transformar alguma ideia em um projeto audiovisual sem grandes investimentos é maravilhoso, sem falar que há vários festivais onde podemos apresentar o filme ou video.

 

3. Juliano, em ter­mos de roteiro, você acredita que possa ser muito complexa a estrutura de um curta? Você já produziu um?

Em termos de estrutura de roteiro, não há grande diferença em um curta e um longa, o que acontece é que no curta devemos ser precisos na mensagem.

Um exemplo que dizem é: Pense em uma luta de boxe. No longa ganhamos por pontos. No curta ganhamos por nocaute.

Tenho uma pequena experiência com curtas. Roteirizei, produzi e dirigi “ABISSAL”, um video experimental com ideias trash.

A história foi baseada em uma notícia desses jornais sensionalistas. A ideia era trabalhar bastante com a fotografia e a direção de arte.

O curta está disponível no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=-5f2B4yeyNo

 

 4. Quais os maiores e/ou os melhores festivais de curta, na sua opinião?

Vou listar alguns, mas não significa que são os melhores: Festival de Cinema de Gramado; Festival do Minuto; Fastival Paulínia de Cinema; Mostra de Cinema de Tiradentes; MOSCA; Festival SESC Melhores Filmes; Anima Mundi; CineFantasy; Animaldiçoados.

Citei apenas alguns, dentre eles estão festivais com projetos de alto-investimento e festivais que buscam incentivar a criatividade dos cineastas.

 

5. Quais os curtas que mais lhe agradaram?

Geralmente os vencedores do Prêmio Porta Curtas são ótimos. Gosto também daquelas histórias simples, porém bem executadas que nos fazem pensar “Pô, eu devia ter pensado em fazer isso”.

 

6. Você acredita que a internet por meio de site e, principalmente do YouTube, ajudou na maior “aceitação” dos curtas, tornando-os mais populares e aumentando o número de apreciadores, inclusive de autores?

Sem dúvida, a internet é ótima ferramenta para divulgação de toda forma. Mas, como sempre, é necessário garimpar até encontrar algo realmente bom.

 

7. Você já pensou em transformar alguma obra sua em curta-metragem?

Não. As pessoas também me perguntam se eu tenho interesse de levar ao cinema algum romance meu. A resposta é a mesma.

Isso não significa que eu não tenha interesse de ver meus livros virarem filmes, apenas não pretendo ser o diretor (ou produtor) deles. No máximo posso ajudar no roteiro e tal.

Gosto muito da Sétima Arte e tenho ideias para esse mundo, mas são histórias inéditas.

 

 



{setembro 27, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, queridos Leitores de meu humilde blog!

Para quem já conhece o esqueminha do “Figuras da Literatura Brasileira”, digo apenas um “bem vindo de volta”!!

Contudo, quem ainda não sabe como funciona, vou retomar:

Esse post se tornou uma espécie de “coluna” aqui. Toda semana, entre terça e quinta-feira, estarei colocando uma entrevista com alguns escritores brasileiros!

Essas entrevistas se pautarão em cima dos mais variados temas, os quais serão escolhidos pelo próprio escritor.

Podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor essas figuras de nossa literatura!

E não se esqueçam: qualquer dúvida ou sugestão, não hesitem em me dizer! Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

 

Nelson Magrini falando de Carros Antigos

 

 

 

Para quem ainda não sabe…

Nelson Magrini é Engenheiro Mecânico, estudioso e pesquisador em Física, com ênfase em Mecânica Quântica e Cosmologia.

Escritor, professor e consultor em Gestão Empresarial e Cadeira Logística, além de Agente Cultural e de Cidadania, com os projetos Novos Autores Literários e Mobilidade Automotiva para Deficientes Físicos.

É autor de ANJO A Face do Mal (2004) e Relâmpagos de Sangue (2006); do conto Isabella, na coletânea Amor Vampiro (2008) e Os Guardiões do Tempo (2009). Além de elaborador e colaborador do Fontes da Ficção, onde foi publicada a minissérie, em dez partes, O Portador da Luz.

 

 

 

Entrevista:

01) É verdade que você possui uma apreciação especial por carros antigos? Se sim, de onde veio este gosto?

Sim, é verdade. Por onde me lembro, gosto de carros desde criança. Pode-se dizer que foi amor à primeira vista. Aliás, nada diferente do que ocorre até hoje, principalmente com garotos. O carro já mereceu vários estudos sobre o que ele representa em nossa cultura, tanto como objeto de desejo, status, sinônimo de liberdade, rebeldia e muitos outros.

No fundo, para aqueles que curtem um automóvel, ele transcende tudo isso. Vale lembrar que carros já foram personagens de livros, filmes e, mesmo, roubaram as cenas, fosse como um “carrão do mocinho”, bem como a encarnação do Mal. Entre tantos exemplos, quem não se lembra de Christine, de Stephen King?

02) Quais são os modelos que mais lhe agradam e por que?

Cresci na época dos motores potentes, dos carrões, e adoro os chamados “Muscle Cars” e seus fantásticos motores V8, apesar de não desprezar alguns bons 6 cilindros.

Além dos tradicionais modelos americanos, como o Charger, Challenger, Mustang e Camaro, entre outros, os modelos brasileiros também têm seu lugar de destaque. Carros como o Charger R/T, Maverick GT e o Opala SS, este com o excepcional motor 6 cilindros, 250S, foram destaques e sonhos de qualquer um na História do Automóvel no Brasil.

Outra linha que sempre me agradou foram os chamados “Fora de Série”, carros esportes com baixa produção, normalmente com carroceria de fibra de vidro e o (fraco) motor a ar da Volkswagen, mas que permitia vários tipos de “venenos de fábrica”, o que tornava a performance bem mais interessante.

Já alguns fabricantes preferiam optar pelo motor do Opala 6 cilindros, conseguindo um resultado bastante satisfatório, em termos de desempenho, para a época.

Os fora de série eram carros com conotações esportivas e preenchiam as vagas dos importados, proibidos ou restritos à época. Eram veículos exclusivos e notadamente caros, figurando entre os mais onerosos do mercado.

Aqui podemos citar Puma, fechada e conversível, Miura, com vários modelos, Adamo, entre outros, com mecânica a ar. Na linha dos 6 cilindros, Puma GTB e Santa Matilde eram destaques a valores exorbitantes para a época. Se não me engano, um Santa Matilde valia o dobro de um Diplomata, top da linha Opala, ambos com o motor 250S e repletos de opcionais.

03) Você procura colocar essa sua paixão dentro de seus livros? E em qual livro mais aparecem modelos de carro que você aprecia?

Sim, já fiz isso nitidamente com o personagem Rafael, de ANJO A Face do Mal, onde ele atua com um Diplomata 1992, última série, preto impecável.

Na sequência de ANJO, ainda inédita, esse mesmo personagem volta com um Santa Matilde amarelo, não me recordo o ano, agora, e ao final, aparece com uma Puma GTB S2 vermelha. Aliás, foram esses os dois livros, até o momento, onde aparecem modelos antigos.

04) Acredita que o carro pode refletir a personalidade de seu dono?

Sem dúvida! Meus carros sempre tiveram algo de mim, independente de terem um motor V8 de 6 litros ou um tímido 1.0. No geral, não gosto do visual básico de fábrica e sempre procurei personalizar meus modelos, muito embora não seja um grande fã de tunning, principalmente pelo exagero. Mas isso é uma questão de gosto.

05) Já participou de alguma feira de carros antigos? Qual e como foi a experiência para você?

Infelizmente não, embora tenha ido ao Salão do Automóvel várias vezes na época em que tais carros eram os destaques e mesmo, lançamentos. Espero conseguir ir ao Salão do Automóvel Antigo que, se não me engano, ocorrerá em outubro próximo.

06) Você já teve algum desses modelos?

Sim, cheguei a ter alguns, todos de segunda mão, mas muito bem conservados. Meu primeiro carro foi um Maverick Super Luxo, 1974, automático, com motor V8 canadense, o mais potente importado para o modelo. Em seguida, uma Puma GTE 1980 (a fechada), que andava muito. Certamente, ela não trazia um motor 1600 a ar normal.

O próximo foi uma Camaro 1970, maravilhoso, além de ter o motor V8 de 350 polegadas cúbicas trocado pelo V8 de 400 polegadas cúbicas, originalmente do Pontiac Formula 400. Absolutamente fantástico, com a ressalva que, assoprando no acelerador, ele fazia uns 4,5 km/l. Agora, se calcasse o pé, não passava de 2 km/l, se tanto, algo simplesmente inimaginável atualmente. Mesmo para a época, era um consumo exorbitante!

Quando vendi o Camaro, comprei outra Puma GTE, esta 1978, mais velha que a primeira, mas com visual “transformado” para o modelo 1981. Possivelmente, o pior carro que tive. Além de não andar absolutamente nada, só de se pensar em chuva o carro alagava! Quem já teve foras de série sabe do que estou falando. Por ser uma produção artesanal, alguns carros eram perfeitos; já outros… Lamentáveis!

E por fim, tive um Diplomata 6 cilindros, 1982, automático, com o motor 250S, o qual mantive até 1993, quando consegui comprar meu primeiro zero quilômetro. Daí para frente, só carros modernos, mas tenho a intenção de ter novamente um desses antigos reformados, possivelmente outro Diplomata, por ser mais fácil de encontrar e reformar. Quem sabe?

 

 

 



Aqui, uma participação especial do escritor José Oliveira, o qual me mando as sinopses de seus livros. Dessa forma, os leitores poderão entender melhor sobre o que se tratam!

Sinopse do livro – “O Réu dos Sonhos”

O Réu dos Sonhos conta a história de Diôni, um rapaz de família rica que vive na busca incansável por aquilo em que acredita. Seus sonhos estão longe da realidade daqueles que estão ao seu redor, mas o jovem devaneador é incentivado por seu avô, homem que não acredita na existência de sonhos impossíveis. Assim como todo indivíduo, pobre ou rico deste mundo, o rapaz enfrenta seus desafios, encara todos os obstáculos, descobre ao longo de sua busca que, além de perseverança, o homem tem que ter fé e paciência para realizar todos os seus sonhos, sejam eles quais forem, estejam onde estiverem. Além da lição da busca O Réu dos Sonhos também mostra muitas coisas que estão bem diante de nossos olhos e que até então não percebíamos. Retrata conflitos familiares, a ambição sem limites do homem, a discussão sobre a vida em si, o homem em geral, tudo em uma linguagem simples, às vezes com passagens picantes, cotidianas e outras muito bem humoradas — retrata a glória das conquistas que alguém pode conseguir ao longo de sua vida.

 

Título: O Réu dos Sonhos.

120 Páginas
 
Autor: José Oliveira  

 Editora: Novo Século.

www.autorjoseoliveira.com

Sinopse do livro “Amargo Pecado”

Não acredite quando lhe disserem que tudo que se planta colhe; pois muitos

podem invadir a sua plantação. Não faça nada no presente que possa te causar arrependimento ou vergonha no futuro. Amargo Pecado conta a vida de Herón, um senhor que plantou muito na juventude e que, em seus plantios e colheitas, envolveu sem piedade sua família e alguns inocentes. Hoje ele se arrepende, assume sua vergonha e quer recuperar o tempo perdido. Mas o tempo não espera por ninguém, muito menos por ele que está há 22 anos sem poder fazer nada que possa aliviar a dor que causou ou consertar os estragos que provocou. A cada ação ruim, sua boca o avisava, lhe causando um gosto terrível e amargo. Mas ele, orgulhoso, insistiu no Amargo Pecado. Aqui leitor, o seu presente é o futuro.

Título: Amargo Pecado.

224 Páginas
 
Autor: José Oliveira  

 Editora: Novo Século.

www.autorjoseoliveira.com

Muito obrigada pela colaboração, José!



{setembro 20, 2011}   Figuras da Literatura Brasileira

Olá, leitores!

Lembrando…

Aqui podemos discutir desde ficção até problemas políticos, sendo que o intuito é ajudá-los a conhecer melhor os escritores brasileiros!

E não se esqueçam: Manifestem-se à vontade!

Então… Vamos para entrevista dessa semana?

Leonardo Brum falando de Diamantes Azuis

Leonardo Brum é mineiro de Belo Horizonte, tem 35 anos e reside atualmente no Rio de Janeiro.

É autor de “Um Mundo Perfeito” e, nas horas vagas, vem dedicando-se à conclusão do seu segundo livro, uma história de vampiros envolvente e fora do comum.

Em suas obras ele explora as limitações humanas ante a situações incomuns e a coragem de superar os próprios medos e frustrações.

Em suma, a irrealidade que gera uma reflexão para o mundo cotidiano.


Entrevista:

1. No seu livro, “Um Mundo Perfeito”, em Pedra-Luz ansiava-se encontrar uma jóia rara, pois essa poderia realizar desejos. No mundo real, você saberia nos dizer quais são as lendas ao redor dos Diamantes Azuis? Ou quais os maiores motivos por ele despertar tanto desejo nos seres humanos em possuí-lo?

Os diamantes azuis estão entre os mais raros dentre todos os diamantes, e está, portanto, entre os mais valiosos. A razão de sua raridade está no fato de que ele possui traços de boro, o que dá a ele esta cor característica.

Em Um Mundo Perfeito, existia a lenda de que um diamante azul estaria enterrado em algum lugar na ilha, entesourado pelos piratas na virada do século passado.

Ninguém sabia dizer onde estaria esse diamante, ou se ele realmente existia. Mas veremos que a sua descoberta fez revelar a existência de anseios egoístas, amparados em inveja e ambição, trazendo às pessoas conseqüências terríveis. Ou seja, a maldição histórica do diamante também se faz presente entre os habitantes de Pedra-Luz.

Entre as lendas históricas acerca dos diamantes azuis, a mais surpreendente é a que relata a maldição do diamante Hope, com uma macabra série de coincidências que resultaram em 20 mortes até hoje a seus infelizes detentores, deixando atrás de si um rasto de sangue e morte.

Na Internet existem diversas versões a respeito do tema. Vou apresentar pra vocês um resumo dessa pesquisa que tenho feito nos últimos anos.

No ano de 1600, quando foi extraído na mina de Kollur em Golconda, índia, o Hope ainda não tinha esse nome. Era um diamante de impressionantes 112,1875 quilates. Foi roubado por um sacerdote hindu, que logo depois foi apanhado e torturado até a morte.

Em 1668, foi comprado pelo Rei Luís XIV, da França, que mandou lapidá-lo, resultando numa pedra de 67,125 quilates. Luis XIV morreu arruinado e odiado, ao mesmo tempo em que uma serie de catástrofes militares destroçaram o seu império.

O rei Luis XVI  e Maria Antonieta, que o herdaram, morreram mais tarde na guilhotina. Conta-se que um joalheiro francês, obcecado pela beleza da jóia, enlouqueceu e matou-se.

Um príncipe Russo, ofereceu-a a sua amante, mas depois a matou com um tiro. Algum tempo depois ele próprio teria sido vítima de assassinato. Roubado durante a Revolução Francesa, a jóia tornou a aparecer em Londres.

Em 1830 foi comprado por Henry Philip Hope, razão pela qual atualmente tem esse nome. Mas, toda a família morreu na pobreza. Já em1911, ajóia foi adquirida pelo magnata norte-americano Ned MClean. Nos 40 anos seguintes, o seu filho Vincent foi atropelado por um automóvel e McLean ficou financeiramente arruinado. Morreu num manicômio onde fora internado, e a sua filha faleceu em 1946, intoxicada por barbitúricos.

O diamante reapareceu na Europa em 1964, nas mãos de um contrabandista francês de nome Jean Batista, que com a sua venda obteve dinheiro suficiente para adquirir titulo e uma grande propriedade, porém o filho endividou-se tanto que Jean Batista teve que voltar á Índia para refazer a sua fortuna, onde encontrou uma morte trágica – foi despedaçado por uma matilha de cães vadios.

Somente o joalheiro americano Harry Winston, que adquiriu a pedra azul dos herdeiros da família McLean, escapou ao destino trágico. Ofereceu em1958 ajoia à Instituição Smithsonian em Washington, e lá se encontra até então.

Ainda nos dias de hoje, a produção de diamantes é controlada no mundo inteiro por alguns poucos fabricantes, o que contribui para a valorização cada vez maior da jóia e da imagem de riqueza e poder a ele atribuído ao longo dos anos.

2. Você precisou fazer alguma pesquisa a cerca dessas jóias raras antes de escrever o seu livro? Como foi?
Sim, eu criei em Um Mundo Perfeito um diamante poderoso e também traiçoeiro, mas, confesso que só depois de concluir o livro é que eu vim a saber a história do diamante Hope ou de outros grandes diamantes e suas proezas lendárias.

A partir daí é que eu comecei a estudá-los, tendo inclusive criado um Portal dos Diamantes no site, que está disponível a todos os leitores que quiserem conhecer as curiosidades sobre diamantes.

Lá podemos ver, por exemplo, que a palavra diamante vem do grego “adamas”, que significa “indomável”.

Vocês sabiam que o diamante é o mineral mais duro encontrado na natureza? Um diamante é uma estrutura maciça que, por causa da disposição tetraédrica de seus átomos, é tão duro que pode cortar até ferro. E, no entanto, é feito apenas de carbonos, por isso o chamo, no site, de “um arranjo espetacular de carbonos”. Para se ter uma idéia, o grafite também é feito apenas de carbono, e é um mineral extremamente maleável.

3. Você sabe como é o processo de valorização desse diamante? Qual você acredita que seria “o porquê e o como” de alguns serem mais valiosos do que os outros, mesmo quando comparados um diamante azul de outro?

Na avaliação de um diamante lapidado, além da cor (color, em Inglês), limpidez (clarity, em Inglês) e do peso em quilates (carat weight, em Inglês), também é analisada a igualdade de forma entre as facetas, dos ângulos entre as mesmas, da proporções entre as partes constituintes da gema e da qualidade do acabamento. Estes parâmetros são genericamente incluídos no termo lapidação (cut, em Inglês). Das iniciais em Inglês destas propriedades é formada a expressão “Os 4C da qualidade do diamante”, que denomina o tipo de avaliação mais utilizada atualmente no comércio de diamantes lapidados.

Lapidações que desviem das proporções ideais, com facetas da mesma família desiguais ou que apresentem marcas de lapidação e de polimento, perdem muito de seu valor. Quanto mais desviarem dos padrões, maior é a perda de valor.

O diamante “Amsterdan”, por exemplo, é um belo exemplo de jóia extremamente valiosa. Ele é inteiramente negro. A belíssima pedra negra tem um formato de uma pêra e possui 145 faces e pesa atualmente 33.74 quilates.

4. É complicado envolver uma jóia tão rara dentro do enredo de uma obra de literatura fantástica? E por quê?

Pelo contrário. O diamante azul é uma jóia rara, e, portanto, não está acessível à maioria das pessoas. Por isso, tal como o realismo fantástico nos proporciona, uma jóia especial como essa tem condição de criar em nós um encantamento imediato, pois percorre o imaginário sobre o que se poderia fazer com a posse de uma jóia tão rara.

Em princípio, poderíamos comprar qualquer coisa. Seríamos milionários… Mas, será que a posse de tal riqueza seria capaz de nos trazer realmente felicidade?

5. De onde veio o seu interesse por Diamantes Azuis? E de onde surgiu a ideia de colocá-los dentro de um livro? Aliás, por que Diamantes Azuis e não qualquer outro tipo de jóia?

A minha intenção era tratar sobre a questão dos desejos, e, mais particularmente, de desejos realizados. Mas, eu não queria voltar a velhos clichês como gênios e de lâmpadas mágicas.

Como a história se passa numa ilha, pensei em vincular a história de piratas mercenários que pilhavam joias de navios na virada do século passado. A escolha de um diamante e, particularmente o diamante azul, por ser mais raro que os outros diamantes, veio como uma conseqüência natural das coisas. Sua posse é o símbolo maior da pujança e do consumismo capitalista, a crença de que a propriedade traz o poder.

Nossos desejos são indomáveis como o diamante, mas, muitas vezes nos perdemos em ambições egoístas e caprichos volúveis, e acabamos pagando um preço pelas escolhas erradas que fazemos em nossa vida.

6. Poderia nos contar alguma história envolvendo diamantes azuis, ou qualquer outra jóia rara, com a qual se deparou durante a sua pesquisa e achou a mais interessante?

Uma das coisas que mais me intrigaram nas minhas pesquisas foi o fato de que a valorização do diamante vem de uma antiga e bem-sucedida campanha da empresa DeBeers, associada à limitação proposital da produção para fixar o preço da jóia e tornar o diamante uma jóia rara.

A De Beers é uma holding que detém a maior participação na produção de diamantes a nível global. Eles ainda detém a participação mais relevante nas principais minas como as da África do Sul, terrenos onde disputas sanguinárias foram travadas pela propriedade das jóias encontradas (Para mais detalhes sobre o assunto, consultar a seção “Diamantes de Sangue” do site www.leonardobrum.com.br).

Há muitos anos, a empresa idealizou uma campanha de que o “diamante é para sempre” (Diamonds are forever), ou seja, um diamante era uma forma de conservar sua riqueza para a vida inteira, e até mesmo para seus herdeiros.

Outras campanhas da mesma empresa incentivaram a consolidação do anel de diamante como anel de noivado, e, a partir disso tudo, a DeBeers criou um império vasto que até hoje controla a produção de diamantes no mundo inteiro. Grande parte dessa história pode ser conferida num livro intitulado The Diamond Invention, de Edward Jay Epstein, ainda sem tradução para o português.

Gostaria de parabenizar a você, Fabiane, pela excelente iniciativa de veicular uma reportagem sobre um assunto tão interessante e curioso. Convido os leitores a conhecer o site do livro Um Mundo Perfeito, cujo endereço é www.leonardobrum.com.br, onde se encontra o Portal dos Diamantes, um relatório sobre as pesquisas efetuadas por mim sobre esse fascinante mundo dos diamantes.

Um cordial abraço do autor

Leonardo Brum.



et cetera
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