World Fabi Books











Olá, olá readers!

Estamos de volta com mais uma resenha!

E desta vez iremos falar sobre os três livros da série Halo da autora Alexandra Adornetto:

Halo, Hades e Heaven

Série Halo

Bom…

Inicialmente, o que eu posso lhes dizer é que esta saga é, digamos, fofinha.

Sim!

É o tipo de série que se fosse uma pessoa, teria uma personalidade meiga. Este é o tipo de sentimento que temos inicial, o que nos faz pensar que o enredo é quase leve demais para se levado a sério…

Contudoooo, a medida que vamos nos embrenhando naquele universo criado pela autora, vamos conferindo uma aparente evolução na trama e vamos nos tornando curiosos com relação ao desfecho da estória!

Um aviso: antes de continuar a ler a resenha, recomendo que a leia com cuidado, pois como vou falar dos três livros, talvez vocês se deparem com algum spoiler… (Boa leitura!)

No livro, nos deparamos com Gabriel, Ivy e Bethany, todos anjos que acabam de descer à Terra para ajudar os seres humanos, defendendo todos de atividades demoníacas.

Em Halo, vemos que a missão dos três é se estabelecer em nosso plano como meros humanos comuns, enquanto, na surdina, salvam e mudam as vidas ao redor. E para poder cumprir o trabalho da melhor forma possível e sem levantar suspeitas, os anjos devem viver como irmãos e agir normalmente.

No meio de toda a encenação de bons humanos, Bethany, a qual possui a aparência muito jovem, é levada a frequentar a escola em que o irmão Gabriel é incumbido de entrar como educador.

No entanto, ao contrário dos irmãos experientes, Beth, como é chamada, nunca esteve fora do Céu e tem dificuldades em se misturar aos colegas.

Com uma personalidade pura, meiga e assustada demais, ela acaba despertando a atenção de Xavier, um garoto lindo e “um tanto exemplar” da escola. E a atenção se torna em algo a mais e quase instantaneamente o garoto se torna uma espécie de protetor de nossa protagonista.

A proteção se transforma num tipo de devoção, que logo em seguida se torna em um amor forte demais. E, obviamente, a nossa anjinha acaba correspondendo aos sentimentos do humano e os dois acabam vivendo os dilemas do amor proibido…

Apesar da trama começar de forma um tanto “clichê” e fofinha demais, devo admitir que me surpreendi com algumas informações que a autora colocou no meio da narrativa.

Para mim, ficou evidente que Adornetto, ou é bem religiosa ou pesquisou bastante para escrever esse livro!

Primeiramente, percebi uma personificação bem interessante de “anjo” nas descrições de Gabriel e Ivy. Eles são os mais experientes do trio e o enredo deixa bem claro que os dois vêm à Terra de tempos em tempos para combater as forças do mal.

São guerreiros celestes e totalmente desprovidos de sentimentos carnais. Amam, sim, a humanidade, porém, não se permitem corromper por ela.

Em segundo, a hierarquia celestial apresentada pela escritora, desde o inicio é mantida e respeitada. Outros arcanjos são mencionados ao longo do livro e, de uma maneira leve, ela consegue abordar um tema tão delicado como a religião, sem ofender ou desrespeitar.

E terceiro, confesso que me surpreendi com a descrição dos personagens, durante a adaptação dos mesmos à vida terrestre: o equilíbrio do corpo, a descoberta da amizade e do amor, etc.. Alexandra Adornetto é bastante detalhada, sem ser chata, com explicações que realmente são relevantes para o bom andamento da leitura.

Autora: Alexandra Adornetto

Autora: Alexandra Adornetto

Porém, apesar de todos os pontos positivos, eu me senti um pouquinho incomodada com o romance central…

O amor entre Beth e Xavier é tão avassalador, que faz com que tudo aconteça rápido demais. O romance em si é uma gracinha, mas achei que poderia ter sido melhor desenvolvido. Fiquei com uma sensação de estranheza e a impressão de que estava forçado demais.

Todavia, como já disse, é um romance fofo e tem momentos em que dá para se derreter de ternura e paixão pelos dois. Só gostaria que fosse melhor trabalho…

De qualquer forma, a maioria dos conflitos (senão todos) do livro gira ao redor do casal e logo eles despertam a atenção de seres nem tão puros e bondosos, ou pelo menos, nem tão compreensivos. Dando à série o aspecto de lutas constantes e agitação, o que às vezes pode deixar os leitores apreensivos e nem um pouco entediados. Praticamente, o amor dos dois é o motivo para termos os conflitos da estória!

E é no começo de toda a confusão que Jake, um príncipe demônio, se revela e dica na cola dos dois, causando problemas incríveis a todos os envolvidos.

O que nos leva a outro aspecto positivo da saga: os conflitos também evoluem junto com os personagens e a trama!

Em Hades, segundo livro da série, percebemos que os problemas ficam ainda mais complicados. Jake retorna e consegue arrastar Beth para o pior lugar onde ela poderia ir: o próprio Inferno!

Contrariada, mas temendo o que pode acontecer àqueles que ama, Beth se mantém forte e procura se alimentar das boas lembranças da vida na Terra, enquanto suporta aquele mundo distorcido e obscuro, ao lado de um amor doentio.

É claro que as coisas vão de mal a pior para Xavier, Gabe e Ivy também. Ou seja, não é apenas a nossa anjinha quem está sofrendo! É possível acompanharmos a exasperação de ambos os lados, tanto o dela, aprisionada no Inferno, quanto o dos demais, que ficam loucos e agoniados à procura dela.

Um ponto fraco do livro, na minha opinião, é a relação de Beth com os “habitantes locais”. De certa forma, adorei os de personalidade louca, me espantei com outros malvados, porém, me decepcionei com alguns personagens que demonstraram simplesmente bonzinhos.

Eu achei interessante o fato de haver habitantes do Inferno que, mesmo infelizes e descontentes por estarem vivendo naquele plano, ainda possuem alguma bondade dentro de si. Contudo, achei que foi abordado de uma forma um tanto leviana demais.

Dá para entender que alguns estão ali contra a própria vontade, que se sente mais obrigados a viver daquela forma do que realmente serem devotados a este “estilo de vida”, no entanto, a personalidade bondosa deles se torna vazias demais aos olhos do leitor, o que acaba descaracterizando um pouco o ambiente e quebrando parte da tensão que deveríamos sentir pela situação de Beth.

Mas, apesar disso, percebi uma evolução de uma obra para outra. E mesmo que a maioria dos personagens “bonzinhos” do Inferno tenham sido apresentados de maneira vaga e previsível demais, admito que gostei de ver a transformação de Jake, o qual vai se mostrando menos malvado durante a “estadia” de Beth naquele mundo de demônios. Acho que foi o único que foi demonstrado como “bonzinho”, sem ser abordado de forma bobinha.

Em Heaven, o último livro da saga, já percebemos logo de cara que o enredo está com mais ação, já que a trama começa com o casal em fuga.

Desta vez, o perigo não são apenas os demônios. Beth e Xavier agora estão sendo caçados, TAMBÉM, por uma “casta” especial e mais elevada de anjos, os quais podem ser mais poderosos e letais do que os próprios demônios.

E, novamente, tudo isso acontece por causa do amor proibido que os dois fazem questão de selar.

Juntos, eles enfrentam forças que desejam separá-los e continuam seguindo em frente, apesar da dor pelas vidas perdidas no meio do caminho, tornando a empreitada ainda mais complicada para os dois.

Mais uma vez, o foco está no romance e, infelizmente, a trama e os seres ficam em segundo plano por um bom tempo. Porém, apesar disso, é possível perceber um interessante crescimento em relação às personagens como, por exemplo, o Xavier, o qual parece amadurecer e deixa de ser o namorado babão para ser o homem forte e marcante que deveria ser desde o começo.

Halo-Series

Gostei muito da ambientação dos personagens no Céu, os novos cenários e a forma como a autora explorou alguns tabus. As lutas se tornam um pouco mais dinâmicas e explosivas  e, como eu já mencionei, sentimos que há mais ação na narrativa, o que é um ponto extremamente positivo na minha opinião.

No entanto, tenho que confessar que mesmo que no começo tenhamos a sensação de que os livros vão crescendo e melhorando, nesta obra, esta impressão se desvanece um pouco quando percebemos que alguns personagens, simplesmente, desaparecem da trama como se nunca tivessem existido, enquanto que outros somem de vista com uma explicação fraca e vaga.

Basicamente, todo o dom que a autora tem nos dois primeiros volumes (principalmente em Halo) para explicações, desaparece no terceiro e último livro. Já que muita coisa fica no ar e aparentemente inacabada sem motivo.

No entanto, apesar desse detalhe irritante, confesso que a série é boa! Ela tem muitos autos e baixos e o enredo, de certa forma, é único! O romance, apesar de ser clichê e bem previsível, acaba se tornando um ponto forte para a série, o que acabou me surpreendendo, pois eu esperava bem menos do amor do casal.

O seres que aparecem e os universos que ela integra são o show a parte da saga. Digamos que são o toque apimentado dos livros, dando mais sabor à leitura.

Assim sendo, eu recomendo aos fãs de literatura com anjos e/ou para aqueles que estiverem curiosos!

E se quiserem saber um pouquinho mais, eis as sinopses oficiais dos livros:

HALO

Halo

“Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade. Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e coloca toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?”

HADES

Hades

“Bethany Church é um anjo enviado à Terra para combater as forças das Trevas. Apaixonar-se nunca fez parte da sua missão, mas o vínculo entre ela e seu namorado mortal, Xavier Woods, é inegavelmente forte. Mas mesmo o amor de Xavier e os cuidados de seus irmãos anjos, Gabriel e Ivy, não impedirão que Beth seja levada a um passeio de moto que acabará no Inferno. Lá, o demônio Jake Thorn não permitirá que Beth volte à Terra e pedirá a ela algo que poderá destruí-la e também seus entes queridos. A história que Alexandra Adornetto iniciou com Halo, best-seller que entrou
na lista do The New York Times na semana de seu lançamento, ganha mais um capítulo cheio de ação e reviravoltas, com demônios e anjos em guerra e o poder do amor sendo posto à prova.”

HEAVEN

heaven

“Menina conhece menino, menina e menino se apaixonam, menina e menino se casam. Poderia ser apenas mais uma linda história de amor. Mas se a menina for um anjo enviado à Terra para combater as forças malignas e o menino um mortal, o final feliz pode estar mais longe do que se espera. Em ‘Heaven’, terceiro e último volume da saga Halo, Beth e Xavier terão que desafiar o Céu e o Inferno para ficarem juntos.
Depois de fugirem da festa de formatura e selarem o compromisso numa igreja da cidade, os dois jovens contam as horas para viverem como marido e mulher. O que eles não sabem é que esse foi apenas o início de uma jornada de fuga, perseguição e morte, já que agora eles terão que lidar com os Setes, justiceiros do Céu que fugiram do controle de Deus e fazem suas próprias leis. Para eles, o amor de Beth e Xavier é um erro e deve ser combatido.
Agora, Beth e Xavier, com a ajuda do arcanjo Gabriel e do serafim Ivy, precisarão correr contra o tempo e encontrar uma forma de provar para o Céu que seu amor é verdadeiro e que merecem ficar juntos. No caminho, vão se deparar com fanáticos religiosos, universitários festeiros, encontros nada agradáveis com o Diabo e uma revelação que poderá mudar o rumo de suas vidas para sempre.”

E quem quiser e estiver mesmo interessado, há um box com os três livros a venda por aí. 😉

Sinopse do box:

Halo-box

“Gabriel, Ivy e Bethany são anjos enviados à Terra para restaurar a paz e combater as forças das trevas. Aos poucos, eles vão se misturando aos humanos, mas o plano foge do controle quando um deles descobre o amor. Bethany, a mais nova e inexperiente do trio, se apaixona perdidamente por um mortal, colocando em risco a importante missão a que foram destinados. A partir daí, uma série de demônios e seres malignos empreende uma caçada aos anjos, colocando o mundo em um risco iminente.Sucesso imediato da autora best-seller Alexandra Adornetto, a saga Halo frequentou a lista de mais vendidos do New York Times desde o lançamento do primeiro volume. Neste boxe você vai encontrar os três livros de uma série emocionante, e se deparar com a seguinte pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?Contém os títulos:
– Halo
– Hades
– Heaven”

Texto by Fabi

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Olá, olá, readers!

Estamos de volta com mais uma resenha!

E o livro da vez, ou melhor, os livros da vez são as três obras da série Matched (Destino, Travesseia e Conquista), da  escritora Ally Condie! Os volumes foram publicados aqui no Brasil pela Editora Suma de Letras, selinho da Editora Objetiva.

Série Matched - Ally Condie

Bom…

Matched é uma trilogia de livros sobre uma sociedade distópica (o que ainda permanece em alta e na “moda literária” atualmente), onde tudo é controlado pela tal “Sociedade“. E quando digo TUDO, é praticamente TUDO mesmo! Eles controlam desde o seu nascimento, o que você come, quando come, com quem irá se casar, quantos filhos terá, onde morará… até o momento da sua morte!

Basicamente, a Sociedade cuida de todos os momentos de sua vida!

Aos 17 anos, você comparece à uma cerimônia especial chamada Banquete do Par, ela é o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro, ou melhor dizendo… É o banquete onde, através de um sistema, você descobre com quem irá se casar por meio de uma combinação que seleciona genes a fim de criar filhos com a melhor formação genética possível.

Quando nasce o seu primeiro filho (sendo que você pode ter apenas dois), os Funcionários da Sociedade vão até sua casa registrá-lo de acordo com os padrões já determinados que são extremamente bizarros. Portanto, exatamente uma semana após o nascimento do bebê, a Sociedade faz questão de realizar as Celebrações de Boas-vindas, nas quais, o rebento é registrado, recebe todas as vacinas e vitaminas (tornando-o imune e resistente a quase toda moléstia) e ganha as três pilulas que precisará carregar junto consigo para o resto da vida: uma verde, uma azul e uma vermelha. Cada uma com uma função diferente, o que permite à Sociedade um controle ainda maior sobre os indivíduos.

E ao fim da vida, ganhamos outro banquete, um de despedia dessa vez, o Banquete Final. E nesse momento gravamos nossas melhores recordações e lembranças junto aos nossos familiares queridos e, caso você tenha sido um cidadão exemplar, que nunca tenha infligido as regras, poderá ter algumas partes do seu corpo guardadas como amostras de DNA para que, um dia, você possa a vir ser clonado!

Afinal, a morte não é mais um mistério dentro da Sociedade! Graças á ela, podemos saber precisamente quando será o nosso dia fatídico, onde estaremos e ter a garantia de que conseguiremos nos despedir de quem amamos. É uma oportunidade para planejar uma despedida dos familiares e amigos (claro que do modo que parecer melhor e mais adequado para a Sociedade), ter uma última reunião, uma última chance para deixar a vida de forma digna. Violência, doenças, acidentes… Estas causas de morte imprevisíveis são ocorrências extremamente raras e os Funcionários da Sociedade trabalham para garantir a saúde, a longevidade e a segurança a todos.

Destino - série Matched - Ally Condie

E é diante deste cenário, encontramos a nossa personagem principal, a gentil Cassia Reyes!

O primeiro contato que temos com Cassia é quando está à caminho do Banquete do Par. E vemos que é exatamente ali que o seu mundo começa a se transformar!

Ela deveria ter sido pareada com seu amigo de infância, o Xander Carrow, mas, por algum motivo, acaba vendo, por breves segundos, o rosto de um garoto completamente diferente e misterioso, o Ky Markhan!

Como a Sociedade nunca erra, a nossa protagonista fica assustada, porém com a pulga atrás da orelha. Ela esconde de todos o acontecimento, mas começa a se questionar sobre algumas coisas.

E não é surpresa alguma dizer que no primeiro livro, cujo título é Destino (em inglês o título é Matched – tradução livre: Destinada, ou Pareada, ou Combinada, ou Correspondida), todo o enredo se desenrola através do ponto de vista de Cassia.

Então, durante a leitura, nós sentimos o que ela sente, questionamos o que ela questiona e nos pegamos juntando as peças da trama, nos apegando às Aberrações, e até desenvolvendo planos de como “burlar” a Sociedade.

Também é nesta parte da estória que nos deparamos com o triângulo amoroso entre Cassia, Ky e Xander, algo que não rouba completamente a cena e é conduzido paralelamente com toda a problemática distópica da obra. Ou seja, o romance funciona bem, não é forçado e não rouba o foco de todo o embate contra a Sociedade.

Admito que neste primeiro volume, achei que Ally Condie deixou o desenvolvimento interessante e gostei dos mistérios que deixou, pois foram o suficiente para que me desse vontade de ler a continuação.

(aliás, se você ainda não leu a série toda, recomendo que não continue lendo este post e volte depois!)

Travessia - série Matched - Ally Condie

Já no segundo livro, as coisas mudam um pouquinho…

Em Travessia (em inglês o título é Crossed – tradução livre: Cruzado, ou Atravessado) a narrativa deixa de ser somente pela visão de Cassia e passa a ser intercalada pelo ponto de vista de Ky. E devo dizer que colocar o enredo desta forma foi algo que me deixou bastante satisfeita, pois assim fica mais fácil se deparar com mais aspectos da estória, afinal, quantos mais “olhos”, mais vemos!

Além disso, as vozes dos dois personagens, mesmo em primeira pessoa, são bem diferentes. Mesmo sem a discriminação no topo do livro, é facilmente possível perceber de quem é a vez de narrar. Esta característica da leitura me agradou muito, pois pude me aproximar mais da personalidade de Cassia e Ky, conhecê-los melhor e ter emoções variadas.

Nesse livro, o leitor já passa da fase de apenas questionamentos e rebeldias leves, para algo um pouco mais maduro e intenso. É aqui que conhecemos outros personagens (alguns muito importantes para o desenrolar da trama), aprendemos sobre o passado de Ky e sabemos mais sobre as três pílulas, algo que, sinceramente, pode surpreender muito, já que vemos que elas não são simples mecanismos de manipulação ou de “cuidado” para com os indivíduos da Sociedade.

No entanto, senti que o ritmo deste livro caiu um pouco. No primeiro livro, a pulsação da leitura é medida através da curiosidade e das descobertas, vamos nos deparamos com conspirações e dramas.

Ficamos seduzidos por perceber, com obviedade, que o “buraco é mais embaixo” e a nossa personagem foi arremessada em direção ao fundo. Mas, no segundo, ficamos estagnados naquela calmaria que antecede a tempestade.

As novidades das descobertas ficaram quase todas no primeiro, deixando o segundo sem muita coisa para “desvendar”, sendo que os mistérios que ficaram em aberto no volume anterior, nem todos são revelados e respondidos neste.

Os conflitos, principalmente os com relação entre a Sociedade e os Rebeldes, são deixados em hiato, aguardando para serem usados no desfecho da trama, ou seja, no terceiro livro. O clímax cai um pouco e nos pegamos desejando que a continuação seja lida logo!

Contudo, apesar da falta de atividade e das voltas e mais voltas que o enredo dá, é interessante ver o desenvolvimento do triângulo amoroso. Além disso, depois percebemos que Ally Condie deixou que boa parte da “ladainha” deste livro, é importante para a introdução do próximo.

(se você ainda não leu o último livro, recomendo que pare de ler este post aqui e volte quando terminar!)

Conquista - série Matched - Ally Condie

O terceiro volume, mais uma vez, é bem diferente do primeiro e do segundo!

Além de as coisas “acontecerem” em Conquista (em inglês o título é Reached – tradução livre: Atingido ou Alcançado), temos o ponto de vista de Cassia, Ky, e Xander, sendo que novamente é possível se surpreender pela forma como a autora diferenciou suas vozes na narrativa!

Nesta obra, tudo finalmente é explicado. E sinceramente? Eu temia que Ally Condie houvesse deixado mistérios demais em branco, algo que ela realmente deixa e muito durante a saga, e que não fosse responder todos (ou melhor, se esquecesse de respondê-los), contudo, AINDA BEM, é possível ver que o enredo é bem amarrado e fechado, sem pontas soltas.

Aqui, nos deparamos com a revolução acontecendo e ficamos na expectativa para descobrir quem, raios, é o tal do Piloto, a pessoa destinada a guiar todos durante a rebelião e levar a um novo, transformado e livre futuro. O triangulo amoroso passa por uma reviravolta e ficamos aflitos com o turbilhão de ânimos para o qual somos arrastados durante a trama, afinal, além da reviravolta, estamos em contato direto com os sentimentos dos personagens principais envolvidos.

Contudo, ao contrário do que aconteceu no segundo, o romance volta a andar de mãos dadas com o desenvolvimento político distópico da estória, assim como acontece no primeiro volumes, mas, com mais intensidade desta vez. E graças à mudança que esta acontecendo na trama, conseguimos ver muito mais ação do que vimos nas duas obras anteriores e temos mais do conflito entre Sociedade e Rebeldes, algo que agradeci imensamente.

Porééééém… Senti, admito, que o final não ficou muito bem resolvido… Apesar de ter sido conclusivo, ainda assim, senti que poderia haver uma continuação ou, então, que poderia ter sido melhor encerrado. Há a satisfação por terminar uma série, contudo, não me senti órfã, portanto… Fiquei com este gostinho de quero mais na boca.

De qualquer forma…

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Digo que a escrita é bem poética e a leitura é fácil, as obras são leves e rápidas, mesmo quando a trama demora a se desenvolver.

Aliás…

A parte poética me cativou, pois Ally Condie copnseguiu dar vivacidade às imagens que se formavam em minha mente durante a leitura e deu uma certa beleza ao enredo (só desejaria que a escritora não houvesse errado um pouco a mão no uso deste recurso em alguns momentos da estória).

No entanto, admito, gostei mais de Conquista, no entanto, não o achei melhor do que Travessia que, por sua vez, também não é, de forma alguma, melhor do que Destino.

Esta é uma série repleta de altos e baixos, tanto na narrativa e no enredo, quanto na leitura e na qualidade da trama. De toda forma, a temática em si e a própria trama são fascinantes. Eu realmente gostei da estória e de toda a problemática empregada na concepção de um futuro da humanidade que a autora criou! (pena que ela se perdeu um pouco na forma como abordar e desenvolver o enredo)

De fato…

É uma saga que recomendo para ser lida de forma descompromissada (sem muita expectativa), para matar o tempo livre ou no intervalo que ás vezes damos entre um livro ou outro para prolongar a leitura de uma série ou dar um tempo entre obras do mesmo gênero, para não saturar rápido (se é que vocês me entendem).

Se seguirem esta recomendação que dei, então, com certeza, poderão desfrutar melhor da leitura da série Matched!

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E caso você queira saber um pouco mais sobre os livros, eis as sinopses oficiais e algumas informações sobre as obras!

DESTINO

  • Volume: 1º livro da série
  • Título Original: Matched

  • Ano de Lançamento: 2010 nos E.U.A. e 2011 no Brasil
  • Número de Páginas: a versão americana tem 384 e a brasileira tem 240 páginas
  • Editora: nos E.U.A. a editora é a Dutton Juvenile e aqui é a Suma de Letras (selinho da Objetiva)
  • Tradutora: Livia Almeida

Sinopse: “Em “Destino”, primeiro livro de uma trilogia, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema é um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu Par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do Banquete do Par, a cerimônia em que a Sociedade aponta aos jovens com quem irão casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.”

TRAVESSIA

  • Volume: 2º Livro da série
  • Título Original: Crossed
  • Ano de Lançamento: 2011 nos E.U.A. e 2012 no Brasil
  • Número de Páginas: a versão americana tem 384 e a brasileira tem 280 páginas
  • Editora: nos E.U.A. a editora é a Dutton Juvenile e aqui é a Suma de Letras (selinho da Objetiva)
  • Tradutor: Renato Marques

Sinopse: “Cassia vai para as Províncias Exteriores em busca de Ky. Quando chega lá, descobre que ele fugiu para os imponentes e perigosos cânions. Ao partir em sua nova jornada, fica sabendo de um plano de rebelião contra a Sociedade (Insurreição) e de um inesperado segredo envolvendo Xander.”

 

CONQUISTA

  • Volume: 3º Livro da série
  • Título Original: Reached
  • Ano de Lançamento: 2012 nos E.U.A. e 2013 no Brasil
  • Número de Páginas: a versão americana tem 384 e a brasileira tem 260 páginas
  • Editora: nos E.U.A. a editora é a Dutton Juvenile e aqui é a Suma de Letras (selinho da Objetiva)
  • Tradutora: Elise Olimpio

Sinopse: “Em uma Sociedade que não permite escolhas nem imperfeições, um pequeno erro pode ser o elemento que faltava para iniciar uma revolução. Volume final da trilogia distópica de Ally Condie, Conquista é a continuação de Destino e Travessia.No livro, a autora retoma a história de Cassia Reyes, jovem que pertence a uma sociedade controlada por um Estado totalitário ainda que nele não haja pobreza e a população tenha acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia e emprego.O futuro de Cassia não poderia ser mais incerto agora que ela resolveu seguir para as sombrias Províncias Exteriores, campo de extermínio dos cidadãos banidos pela Sociedade. Ela está à procura de Ky Markham, com quem desenvolveu uma relação proibida, e que havia sido aprisionado, com um destino que se encaminhava para a morte certa.”

 

 

Texto by Fabi

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Olá, olá, readers!

Estamos de volta com mais uma resenha!

E o livro da vez é o faladíssimo Morte Súbita da amada escritora J.K. Rowling (mãe da saga mais aclamada de todos os tempos: Harry Potter)! O volume foi publicado aqui no Brasil pela Editora Nova Fronteira (um selinho do Grupo Ediouro).

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Sinceramente, eu comecei a ler a obra com um pé atrás, afinal, quando pesquisei a opinião da galera por aí, vi muita gente odiando o enredo, assim como havia uma boa parte o estava adorando… Provavelmente, esta divisão tão clara de opiniões me fez enrolar e retardar a leitura o máximo possível. Mas, a curiosidade venceu e a indecisão foi vencida pela vontade! Então, eu li…

Já começo dizendo que este é um romance adulto! Não é como em Harry Potter, cujos primeiros livros são mais leves e, com o tempo, foram ficando cada vez mais maduros. A estória simplesmente começa chutando o balde e você percebe que a Rowling não veio para contar Os Contos de Beedle, o Bardo

A trama tem início após a morte súbita (ah, sério?) de Barry Fairbrother, o qual era o conhecido Concelheiro do distrito de Pagford, localizado na pequena cidade interiorana de Yarvil, na Inglaterra. A partir daí, a estória toda gira em torno das consequências que esse fato causa aos vários envolvidos. E, sinceramente? Depois deste ponto inicial, a leitura se torna um tanto arrastada e, admito, um pouco maçante, pois, ao meu ver, o que deveria ser o ápice do livro ocorre logo no começo, transformando o desenrolar do enredo em algo que é “só mais do mesmo”.

Contudo, eis uma dica valiosíssima: NÃO SE DESANIME COM A LEITURA!

Ela pode começar lenta e densa, como se você estivesse se arrastando em lama, no entanto, se você se manter firme e for até o final, receberá uma grande recompensa e não ficará desapontado por ter aguentado o inicio cansativo!

Bom…

Após a morte de Barry , alguns dos moradores de Pagford dão inicio as suas campanhas eleitorais, afim de ocupar o recente lugar vago no concelho. E, assim, Rowling vai nos conduzindo a uma disputa de poder, na qual, a cada página, percebemos o quão longe as pessoas podem chegar para saciar a sua sede!

Aliás, além do poder, os personagens são fortemente conduzidos por sentimentos de vingança e, até mesmo, pela necessidade de sobrevivência.

E, com maestria, vemos a autora amarrar a trama principal com outras secundárias, o que nos faz mergulhar ainda mais no amago dos personagens! Inicialmente percebemos que o livro retrata fortemente o cotidiano de qualquer cidade pequena, com sua vida pacata, com cada um sabendo tudo sobre a vida do outro, com moradores que tentam demonstrar o que não são (famílias com históricos complicados, que tentam se passar por perfeitas… E pessoas com fama “ruim”, que no final, eram meros peões ou bons cidadãos)

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E em algum momento, a escritora vai nos levando cada vez mais para dentro da vida e da cabeça dos moradores de Pagford e, sem que percebamos, nós, leitores, nos sentimos como o próprio personagem ou, no mínimo, como se fossem representações de reais conhecidos nossos.

Ela se aprofunda tanto em cada aspecto que chegou a dividir o romance em sete partes: Parte Um fala sobre a “Vacância do Mandato de um Conselheiro“; a Parte Dois mostra o “Comentário Fundamentado“; a Parte Três retrata a “Duplicidade“; a Parte Quatro descreve os “Lunáticos“; a Parte Cinco destaca o “Privilégio“; a Parte Seis apresenta os “Pontos Francos dos Grupos Voluntários“; e a Parte Sete revela o “Combate à Pobreza“.

Cada parte é iniciada por uma citação de “Administração dos Conselhos Locais“, de Charles Arnold-Baker, e todas elas contém vários capítulos, que vão contando as histórias dos vários personagens, por diferentes pontos de vista. E através da teia de tramas que Rowling criou, ela vai nos mostrando o quanto uma único indivíduo pode influenciar a vida de toda a comunidade! Todos os níveis sociais são apresentados e fica impossível rotularmos cada um como “o bonzinho” ou “o malvado”.

Assim como em Harry Potter, ela nos apresenta as duas faces da moeda, nos levando, em algum momento, a adorar e simpatizar com alguém e noutro, simplesmente culpá-la e odiá-la.

É uma confusão!

Ricos entram em conflitos com os pobres, adolescentes com seus pais, esposas com seus maridos… E Pagford não é mais o que parecia ser!  J.K. Rowling faz questão de esfrega os defeitos da sociedade na cara do leitor, expondo cenas de conflitos pesados e temas polêmicos, nos levando a meditar (e até a engolir atravessado) sobre problemas envolvendo sexo, drogas, bullying, preconceito, política, etc… E o sentimento de pandemônio começa a se instaurar! O que é ótimo para confundir o leitor e deixar ainda mais difícil a tarefa de responder “quem matou Barry Fairbrother“?

E toda essa desordem entre os personagens é o que nos salva (até certo momento, pois depois da primeira centena de páginas, começa a prejudicar um pouco o andamento da estória) de um enredo que mais se parece com um cão correndo atrás do próprio rabo, afinal, como eu já disse, o começo do livro é bem lento e sempre estamos andando em círculos, ao redor da morte do conselheiro, a qual acontece no começo da leitura.

Porém, como eu havia dito, a espera é recompensada, pois, achei o final é tocante e inesperado. Ele me deixou com aquela sensação de vazio, a qual normalmente sentimos quando um livro consegue mexer com nossas emoções.

Talvez, por nos prendermos tanto na vida dos personagens e no fato de a leitura ser devagar, não percebamos o quanto a escritora está gravando o enredo dentro de nossas cabeças, mexendo conosco sem que sintamos… Plantando uma bomba em nossos corações de forma bem sutil, que só é sentida quando de fato explode no momento em que chegamos ao final!

O fim da estória, devo dizer, é impecável!

Rowling amarra todos os fios soltos de forma fascinante, trazendo todos os personagens para uma única trama, ligando-os de uma forma perfeita e surpreendente.

De fato, este é um encerramento feito para que o leitor possa refletir a fundo sobre o enredo e venha a tirar lições de vida. Afinal, vemos que em nosso dia-a-dia do mundo real, muitas coisas podem ser evitadas por nós… Que podemos mudar aquilo que não está bem, ou, até mesmo, cuidar para que não se transforme em um mostro, cuidado tanto de nossas vidas, quanto das pessoas ao nosso redor (as que conhecemos ou não).

Nos vemos pensando em uma corrente do bem, que quando executada de acordo, traz consequências positivas para muitos, inclusive para nós mesmo, mas… Se transformada em algo ruim, poderá arruinar a vida de muita gente, principalmente a nossa (a qual, supostamente, sempre achamos que nunca será influenciada pelo o que os outros fazem ou deixam de fazer)

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Enfim…

O Morte Súbita (aliás, cujo título original é The Casual Vacancy – tradução livre: A Vaga Casual), para mim, não é o pior livro do mundo, como muitos pintam por aí, mas, também, não estão dentre os primeiros títulos que me vem á mente quando me perguntam quais os meus livros prediletos… Ou seja, não senti como se ele fosse a oitava maravilha do mundo, como tantos outros juram ser…

O fato é: eu gostei e ponto! Nada mais e nem menos do que isso.

Digamos que o desenvolvimento enrolado do enredo o tornou um pouco difícil de engolir, algo que, ao meu ver, prejudicou a dinâmica de leitura. Contudo, admito (com muita felicidade) que Morte Súbita aborda maravilhosamente bem o seu tema central: a política! Nos dando de bônus questões sociais e culturais que nos fazem meditar a respeito por horas a fio!

Com certeza, o mundo ganha uma perspectiva um pouco mais densa depois que você acaba de ler esta obra e isto, meus caros, eu não acho nem um pouquinho ruim, visto que, atualmente, vivemos em uma realidade totalmente banalizada e alienada, não?

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Texto by Fabi

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Hello, readers!

Voltamos com mais uma resenha para vocês!

Desta vez, vamos falar de dois livros: Casa de Segredos e A Batalha das Bestas! Ambas as obras fazem parte da saga Casa de Segredos.

Comecemos, então, pelo primeiro volume: CASA DE SEGREDOS

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Brendan, Eleanor e Cordelia são os ativos e espertos irmãos Walker. A estória começa com a família em dificuldades (já que o o papai Walker tem problemas no trabalho e perde o emprego) e precisando se mudar para a mansão Kristoff, a qual, aparentemente, parece perfeita para as crianças e seus pais.

Suspeito, não?

Uma mansão linda, que cabe dentro do bolso apertado dos Walker…? Há alguma coisa estranha aí, certo?

Quando a esmola é muita, o santo desconfia… E com razão! Pois, apesar de ser luxuosa e baratíssima, a casa pertencia ao misterioso escritor Denver Kristoff, o qual fizera questão de transformá-la num local cheio de segredos!

E num piscar de olhos, esses “segredos” fazem com que a família seja “atacada” por uma idosa bizarra (sim… uma ANCIÃ!!) e as três crianças, juntamente com a casa, sejam transportadas para uma terra estranha, um lugar selvagem e inóspito, repleto de guerreiros medievais patrulhando florestas, piratas fantasmagóricos rondando mares e uma rainha horripilante e sanguinária, sedenta por poder!

Assim… Lá se vão os irmãos em uma missão dentro de três obras literárias do tal Kristoff, para descobrir um livro misterioso com poderes incalculáveis, que poderá ajudá-los a salvar seus pais e, de quebra, o mundo! (não é a toa que a J.K. Rowling disse que esse livro é “uma aventura apaixonante sobre o poder secreto dos livros.”)

E à medida em que Brendan, Cordélia e Eleanor vão desvendando os mistérios e descobrindo os segredos, eles encontram o verdadeiro significado da palavra “lar” e percebem que há muito mais em suas vidas do que simplesmente dinheiro, jogos, celulares e estudos.

Durante a aventura, os irmãos são constantemente ameaçados de morte; têm sua lealdade para com o outro testada; fazem grandes amizades com personagens fictícios e se vêem á beira de um precipício de emoções, onde um mínimo deslize pode vir a custar a salvação da humanidade.

E para aumentar ainda mais o apetite de vocês para a trama, informo que vi um pouco de Jumanji (com uma pitadinha de Gremlins e Os Goonies) na estória de Casa dos Segredos! Na obra, a ação é implacável e inevitável; o perigo está sempre à espreita, com um vilão malvado (ou um monstro) a cada esquina!

É um livro repleto de aventura e criatividade! Para quem gosta de ficção fantasiosa cheia de adrenalina, este é o livro certo!

Ele pode parecer, para o público adulto, um pouco previsível em certos momentos, mas, acredito que isso não é exatamente um ponto negativo, já que a obra foi feita para o público juvenil e criada por dois grandes nomes da fantasia infanto-juvenil dentro da literatura e do cinema!

Ou seja, não podemos ler um livro escrito por Chris Columbus e Ned Vizzini, sem esperar uma overdose de mundos fantásticos e aventuras mirabolantes (e uma quantidade ínfima de sangue)!

E para quem não sabe, Columbus dirigiu os dois primeiros filmes de Harry Potter e foi roteirista de grandes filmes que marcaram nossa infância, como: Gremlins (1984), Os Goonies (1985) e O Enigma da Pirâmide (1985)!

E Vizzini (que infelizmente morreu em dezembro de 2013… Saiba mais, clicando AQUI)  foi um escritor famoso no gênero Y.A. (Y.A. – Young Adult – tradução livre: jovem adulto), sendo que uma de suas obras foi levada para a sétima arte: It’s Kind of a Funny Story (que aqui no Brasil foi traduzido como Se Enlouquecer, Não Se Apaixone)!

Os personagens criados pelos dois, na minha opinião, são ótimos!

Ás vezes têm comportamentos e atitudes um tanto “clichês”, porém, a personalidade de cada um se encaixa perfeitamente no enredo e os autores conseguem usá-los com maestria para fazer com que a trama corra bem.

Eleanor é a personagem mais jovem. Apesar de ter uma mentalidade bem madura para a sua idade, ás vezes, ela parece um tanto ingênua demais. Mas, de qualquer forma, ela é a mais esperta, amorosa, corajosa e altruísta dos três, sempre pensando nos pais, nos amigos e no futuro do mundo (mesmo que ás vezes, se canse fácil dos problemas e faça um pouco de birra, dizendo que “a humanidade não importa”).

Brendan é o irmão do meio e já preenche a cota de personagens sarcásticos do livro. Ele é um aficionado em jogos, não gosta de ler e é um tanto sonhador. Ás vezes, tenta bancar o herói, mas, sempre é lembrado (seja pelos monstros, pelos perigos ou pelas próprias irmãs e amigos), de que ainda é uma criança.

Cordélia, é a irmã mais velha e uma ratinha de biblioteca. Ela é a personagem culta e inteligente da trama, porém, apesar da inteligência, ela é um pouco impulsiva e facilmente levada pelos próprios sentimentos. Inclusive, é ela quem presenteia a nós, leitores, com um pouco de romance na obra, já que ela se apaixona por um dos novos amigos fictícios.

Além dos três e de seus pais (e do próprio Denver Kristoff), no livro aparecem o piloto Will Draper e a Bruxa do Vento. Ambos são personagens que ajudam no desenrolar da trama.

Will é uma das pessoas que os irmãos acabam conhecendo e, no fim das contas, criando uma forte amizade. De início, eles se esbarram, de maneira um tanto conturbada, naquele estranho mundo paralelo em que os três são enviados. Draper é quem mais ajuda os Wlaker a enfrentar os vários perigos daquele universo bizarro.

E a Bruxa do Vento, também conhecida como Dahlia Kristoff (que coisa, né?), é a vilã implacável da estória. Ela é inteligente e carrega um passado pesado e conturbado, o qual a motiva a cometer as atrocidades que vemos na obra. Além disso, a bruxa possui uma ligação especial com os irmãos, o que torna quase impossível para eles se livrarem dela.

O livro, publicado pela Galera Record (selinho do Grupo Record) aqui no Brasil, tem 398 páginas repletas de crianças lutando contra piratas, mercenários, esqueletos amaldiçoados e forças sobrenaturais, com uma cota de ações sangrentas, autópsias, esfaqueamentos, flecha, armas, espadas, aviões de guerra e jovens costurando os próprios ferimentos (os quais nos dão aflição)

Esta não é uma leitura para menininhos ou para menininhas, é simplesmente uma aventura em sua forma mais pura e simples, sem pretensões grandiosas e totalmente divertida! Casa de Segredos é altamente recomendada para preencher as horas vazias do seu dia!

Sinopse oficial:

“Brendan, Eleanor e Cordelia Walker um dia tiveram tudo: uma bela casa em São Francisco, pais adoráveis e todo o tipo de bugiganga eletrônica que podiam desejar. Mas tudo mudou depois que o pai perdeu o emprego em um misterioso incidente. A família está em dificuldades e precisa se mudar. À primeira vista, a mansão Kristoff parece perfeita. Mas a casa que pertencia ao misterioso escritor Denver Kristoff é cheia de segredos, e os três irmãos vão parar em um lugar selvagem que parece se misturar ao terreno da casa. Guerreiros medievais patrulham as florestas, piratas fantasmagóricos rondam os mares e uma rainha sedenta por poder governa aquelas terras. À medida que desvendam o mistério, Bren, Délia e Eleanor vão descobrir o verdadeiro significado de lar e perceber que não apenas sua família — está mais para a humanidade — que está correndo perigo.”

 …

Para quem gostou do livro, a editora já publicou a continuação.

E é sobre ela que vamos falar agora: A BATALHA DAS BESTAS

A Batalha das Bestas

Bom..

Quem ainda não leu o livro Casa de Segredos, então, provavelmente, ao ler esta resenha poderá levar alguns spoilers do primeiro volume. Portanto, se não se importam, podem continuar lendo este post… Maaaaas, se isso os incomodar e for atrapalhar a futura leitura de vocês, então, recomendo que parem por aqui e só voltem a ler depois de devorarem a obra anterior!

No final de Casa de Segredos, vemos a derrota de Dahlia Kristoff e a vida dos Walker melhorar bastante, já que agora são ricos (afinal, a riqueza cai bem em qualquer um, não é?)! No entanto, os irmãos estão tendo dificuldades em se encaixar em sua nova vida, ou melhor, em sua nova escola, a Bay Academy.

Brendan, antes o descolado garoto de São Francisco, agora não consegue fazer amigos e sofre de bullyng pesadoCordélia suspeita que suas aventuras podem ter afetado sua sanidade, uma vez que algo extremamente bizarro começa a acontecer dentro dela (fato que se torna sinistro depois que descobrimos o motivo pelo qual Vizzini se suicidou); e Eleanor só quer que tudo volte a ser como antes, visto que restaram apenas pessoas esnobes a sua volta (e sua família parece ainda mais desestruturada do que quando estava em dificuldades financeiras).

Além disso, Denver Kristoff resolve dar o ar da graça e parece estar tentando trazer Dahlia de volta à vida, o que, por tabela, coloca os Walker em perigo novamente. Assim sendo… Antigos inimigos retornam, deixando a aventura ainda mais surpreendente, pois certas escolhas e descobertas envolvendo os vilões mudam totalmente o rumo da estória.

Fora os inimigos, novos e velhos amigos (re)aparecem para ajudar as três crianças, mas, claro, não sem antes provar serem de fato dignos da confiança dos Walker!

Há muitas reviravoltas.

Nada mais parece ser o que realmente é….

E desSa vez, os autores resolveram alterar a formula e mudaram um pouco as coisas nesse segundo volume. Por exemplo… No primeiro, a história começa com muita ação e é uma “paulada” atrás da outra. Já em A Batalha das Bestas, as coisas começam bem mais devagar, sendo que os revés e as intrigas tomam o lugar das lutas desenfreadas.

Provavelmente, a intenção dos autores tenha sido dar uma pitada a mais de profundidade ao enredo, dando densidade às personagens e ampliando as relações entre elas. E acredito que, em certo ponto, isso funcionou, pois é possível ver uma leve evolução dos protagonistas em relação ao que eram no começo da aventura. Porém, admito que senti falta do ritmo alucinante e desenfreado do primeiro livro. (mas, ao meu ver, isso não estraga em nada a estória e nem o prazer de ler)

Tanto Columbus quanto Vizzini são, praticamente, homens de obras únicas, ou seja, eles não têm o costume de desenvolver continuações para as estórias que criaram. Fosse escrevendo um livro ou um roteiro para o cinema, o sucesso de ambos pertence há “volumes únicos”.

Suas POUQUÍSSIMAS continuações não fizeram tanto sucesso assim (ex.: Gremlins 2), portanto, eu já não esperava que a aventura dos irmãos Walker fosse dar uma “guinada”… Porém, apesar do ritmo um pouco mais lento, confesso que continuei amando a proposta!

Em A Batalha das Bestas, a ação demora para começar, no entanto, quando acontece, é de uma forma extremamente criativa! Algo que, felizmente, chegou a me surpreender! (portanto, valeu a pena ter paciência)

Agora, as batalhas são um pouco mais sangrentas, os atritos um tanto mais sérios e algumas cenas chegam a ser nojentas! Mas, é claro, se você está acostumado a ler obras de Stephen King, com certeza tirará de letra a leitura do livro, pois, apesar desse volume ser um pouco mais pesado do que o primeiro, ainda assim, não chega aos pés de uma cena de ação cheia de sangue e tripas do titio King! (digamos que, agora, é quase uma mistura de igual para igual de Jumanji com  Gremlins)

Contudo, apesar do sangue extra e das cenas um pouquinhooooo mais fortes, os valores, que os autores fazem questão de deixar marcados no primeiro livro, continuam presentes nessa continuação. A amizade permanece muito valorizada e os irmãos não param de provar que há uma linha tênue entre o certo e o errado. Os Walker permanecem colocando a família e os amigos acima das próprias necessidade e, mais uma vez, precisam mostrar que estão preparados para enfrentar quaisquer obstáculos que a vida lhes apresente.

Além disso, eles começam a aprender a lidar com despedidas e perdas. Tornam-se ainda mais maduros diante da frequente necessidade de dizer adeus uns para os outros, e não digo apenas entre os Walker, mas entre eles e os demais personagens como Will Draper e Felix, o gladiador (um personagem secundário, muito importante que aparece neste livro, para balançar o leve romance entre Cordélia e Will)!

Ah sim… Deixem-me acrescentar um adendo aqui… O gladiador já tinha me agradado (e muito), quando apareceu no livro, mas ganhou um lugar especial em meu coração, depois que fiquei sabendo que o filho de Vizzini, sem ser por acaso, se chama… FELIX!

O livro, também publicado aqui no Brasil pela Galera Record, possui 336 páginas de pura narrativa visual! Ou seja, se no anterior já era fácil se perder imaginando o mundo que os dois autores criaram, nesse segundo, então… Você não ficará perdido apenas nos cenários, como também nas cenas mais impactantes e marcantes!

Aliás… A capa é tão linda quanto a anterior, o que torna as duas obras incrivelmente especiais!

Pretendo continuar lendo a série (espero que continue, mesmo depois da triste partida de Vizzini… De qualquer forma, mesmo que pare por aqui, os livros são acontecimentos com começo, meio e fim na vida dos personagens). As obras me cativaram demais e acredito que a premissa que os autores empregaram à série é simplesmente fantástica!

Quem ama livros com certeza não tem como não se apaixonar pela criatividade de Chris Columbus e Ned Vizzini!

Sinopse oficial:

“Após a derrota de Dahlia Kristoff, a Bruxa do Vento, a vida dos Walker, que agora estão ricos, melhorou bastante! Apesar disso, os irmãos estão tendo dificuldades em se encaixar na sua nova escola, Bay Academy: Brendon não consegue fazer amigos, Cordelia suspeita que suas aventuras podem ter afetado sua mente e Eleanor só quer que tudo volte a ser como antes. Além disso, Denver Kristoff está tentando trazer Dahlia de volta a São Francisco, colocando de novo os Walker em perigo. Antigos inimigos farão escolhas surpreendentes e novos amigos precisarão se provar dignos de confiança conforme os Walker viajam de uma ponta do mundo a outra.”

Texto by Fabi

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Olá, leitores!!

Voltamos com mais uma resenha! E neste ano, pretendemos aumentar o número delas por aqui… Afinal, 2014 foi um ano bem fraco para os resenhistas do World Fabi Books, não é?

Bom… Recomecemos, então, com uma das célebres obras do lendário Stephen King: CHRISTINE!

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Eu estava numa vontade louca de reler ou até mesmo ler algo do titio King, quando ganhei de cortesia uma edição pocket de Christine. Então, mais do que depressa, engoli o livro!

A obra pode parecer extensa, já que na versão Ponto de Leitura (selinho da editora Objetiva) são 764 páginas e na normal da Suma de Letras (outro selinho da Objetiva) são 321. No entanto, a leitura é bem dinâmica e rápida. Eu li em apenas um dia, mas eu sou uma aberração, portanto, acredito que para vocês, não anormais, seja possível ler em menos de cinco dias.

O livro conta a história de Arnie Cunningham (um perdedor), de seu carrão – um Plymouth Fury 58 – e de seus colegas Dennis Guilder (o sensato gatão) e Leigh Cabot (a rival de Christine).

E, como sempre, Stephen King ambientou a trama em uma cidadezinha interiorana da Pensilvânia, chamada Libertyville (não, desta vez não é no Maine), onde quase ninguém presta e a maioria têm algum negócio ou passado profano. Ou seja, um lugar esquecido por Deus, no qual os únicos decentes são, aparentemente, as famílias de Dennis e Leigh (e, talvez, a família de Arnie também).

O enredo começa com a amizade entre Dennis e Arnie, sendo que o pobre Cunningham é a frequente fonte de gozação dos colegas e o Guilder, o atleta bom samaritano, é o amigo de infância da vítima (aliás, o ÚNICO amigo).

Arnie, além de ser saco de pancadas, físicas e psicológicas, da população local, é também um “pau mandado” de seus pais e um gênio da mecânica automotiva. Porém, tudo começa a mudar quando Christine entrar em sua vida.

O que acontece entre os dois é amor à primeira vista e a partir do dia em que se encontram, o mundo ganha um novo sentido para Arnie, agora tudo para ele é estar com Christine

Contudo, como vocês já devem saber, Christine não é uma garota e sim um carro, mais especificamente um demoníaco Plymouth Fury 1958, nas cores vermelho e branco.

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E esta sinistra união começa a transformar Arnie, alguma coisa se apodera da alma dele e, consequentemente, as pacatas noites de Libertyville começam a se tornar assombradas.

Algo poderosamente maligno é solto pelas estradas da cidadezinha do interior da Pensilvânia. E todos os envolvidos parecem começar a sentir que há uma força sobrenatural rondando e espreitando na escuridão,  deixando seu rastro de sangue.

Sempre que alguém magoa, ameaça ou machuca Arnie, Christine aparece para fazer justiça com as próprias rodas, ou melhor, para ASSASSINAR a sangue frio!

Vestígios vão sendo deixados a cada morte e os holofotes vão sendo direcionados ao bizarro casal. Apesar das mudanças, tanto comportamentais quanto físicas (pois, ele se torna um gatinho depois que fica obcecado por Christine), Arnie tenta viver uma vida normal.

Ele arranja uma doce namorada, Leigh; arruma um emprego e tenta passar mais tempo com seu melhor amigo. Contudo, algo o impede de viver assim e a culpa não é apenas de Christine! Há algo ainda mais podre envolvido e Dennis e Leigh conseguem sentir isso.

Portanto, para quem gosta de se surpreender, de terror leve e de Stephen King, este é uma ótima pedida!

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Além de ter um bônus por ser uma obra do senhor King, o livro é bem estruturado, o enredo é bem desenvolvido e ele possui uma narrativa dinâmica e gostosa de se ler. Ele é dividido em três partes, sendo que a primeira e a terceira parte são narrados em primeira pessoa por Dennis e a segunda parte é narrada em terceira pessoa, ou seja, por um narrador onisciente, o que ajudou a aumentar ainda mais a tensão.

Não há pontas soltas, tudo é bem amarradinho e elaborado. No entanto, admito, a estória é bem mirabolante… Mas, convenhamos… Se você está lendo uma obra de Stephen King, então, provavelmente, não está atrás de algo plausível e realista, não é?

Confesso que o enredo possui, de fato, algumas passagens um tanto cansativas, porém, saiba que elas não são desnecessárias! Na verdade, essas passagens acabam contribuindo para a construção de personagens e para o desenvolvimento da estória.

Aliás, falando nos personagens…. Eles são muito bem construídos e explorados, inclusive, os secundários!

O Arnie, apesar de estranho, é um personagem super interessante, sendo o que mais se transforma durante a trama: há o Arnieantes Christine” e “depois Christine”, o que brinca muito com os nossos sentimentos durante a leitura.

O Dennis é decidido e um personagem devidamente usado pelo autor. Ele tem aquele perfil de herói, mas, ao mesmo tempo, faz questão de demonstrar que não faz ideia alguma do que está fazendo. É do tipo que faz porque precisa ser feito e porque há sentimento envolvido, sem pretensão alguma.

A Leigh é doce e divertida, num primeiro momento, acredita-se que ela seja uma personagem secundária sem grande importância, contudo, com o decorrer da trama, percebemos que, na verdade, ela é uma peça chave. Na minha opinião, o papel dela na estória é surpreendente.

Christine, é, claro, a grande ASSASSINA! Durante o livro, nós a vemos ser tratada como “ela”, como uma mulher mesmo, o que torna a presença da personagem ainda mais sinistra. Não dá para falar muito deste Plymouth sem dar spoilers demais, mas saibam que os assassinatos de Christine são dignos de um show! O titio King extravasa toda a sua mente sórdida através das mortes horrendas cometidas pelo carro.

Se você procura por um terror puro, esta é a pedida!

Provavelmente, não terá pesadelos por causa de Christine, porém, durante a leitura, poderá ficar um pouquinho perturbado, hipnotizado e afixionado por Plymouths 58, principalmente nas cores vermelho e branco!

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Sinopse oficial do livro:

“Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não se espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. Embarque nessa viagem assustadora e boa sorte.”

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Texto by Fabi

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Ps.: agora, desconfio como começa a estória do Buick 8… Acredito que descobri a minha próxima obsessão de leitura King! 😉



Olá readers!

Gu Valente assumindo aqui!

No belo dia 6 de dezembro, eu, juntamente com a Fabi, e os meus irmãos Henrique e Mateus partimos para a grandiosa cidade de São Paulo com um objetivo bem claro em mente: chegar cedo na Comic Con Experience (a CCXP) no dia seguinte e ser um dos 1000 primeiros a entrar na Expo São Paulo.

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O motivo?

Estar dentro da pré estreia de nada mais nada menos do que O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos!

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Quer mais um motivo?

Richard Armitage, o próprio Thorin Escudo de Carvalho em pessoa, estaria presente no evento!

How cool is that?

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Depois de dormirmos por pouco mais de quatro horas na casa de nossa amiga Liane Azuma (Aliás, obrigado Lih <3), partimos para o primeiro metrô do dia.

Chegamos na Expo São Paulo por volta de 5h30 da matina, e já tinha umas 600 pessoas por lá! No princípio achamos que seria bem difícil entrar, mas uma contagem não oficial da fila nos garantiu que estávamos entre os 1000 primeiros.

Fila vai, fila vem, uma confusão bem grande começa a acontecer na fila; alguns membros da equipe se atrapalham na organização de tudo e, entrando no local da CCXP, achamos que não conseguiríamos entrar no auditório Thunder, onde se daria a sessão e o painel com Richard Armitage.

Mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos, e ao som de Iron Man, do Black Sabbath, todos nós entramos no auditório!

UHUL!!!

Expectativa a mil pra começar o painel. Marcelo Forlani, um dos editores do Omelete, assume o palco, agradece a presença de todos e dá algumas instruções para garantir a melhor experiência possível ali dentro.

Às 10h10 mais ou menos, Érico Borgo, um dos cabeças do evento e também do Omelete, assume o palco para apresentar Richard Armitage. E platéia quase veio abaixo!

Não bastasse isso, todos os presentes cantaram ‘Misty Mountains Cold‘, que é a música que Thorin canta no primeiro filme da série, Uma Jornada Inesperada.

 

Armitage sorria o tempo todo e estava muito feliz com a plateia brasileira, dizendo que “achava que a plateia alemã era mais insana, até conhecer os brasileiros“. Richard já previa o clima de festa ao entrar no auditório filmando a plateia ensandecida.

Durante o painel, o ator contou sobre a experiência de fazer parte de uma serie tão querida e trabalhar com Peter Jackson na direção. Disse também que a maquiagem era bem difícil de lidar e que optou por fazer todas as suas cenas de luta, para conseguir entender e sentir o personagem. Ainda deu tempo de dizer que sua cena favorita da trilogia é onde Bilbo Bolseiro e Gollum fazem o jogo de charadas entre eles.

Richard Armitage se despediu da platéia depois de vinte minutos de painel. A emoção e a sensação de ver uma figura tão querida pelos nerds deixou a mim e a todos que me acompanharam bastante felizes, afinal, estávamos diante do Thorin em pessoa! Só de ouvir ele falando bastou pra abrirmos um sorrisão de ponta a ponta.

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Terminado o painel, hora de assistirmos a primeira pré estreia do filme!

E que viagem hein?

A Batalha dos Cinco Exércitos é o mais enxuto e mais corrido capítulo da Terra-média nos Cinemas, correndo em um total de apenas 144 minutos.

O filme já agarra o espectador pelo colarinho logo de cara, e só solta quando os créditos começam a rolar. Todas as pontas soltas da trilogia são amarradas e o palco para A Sociedade do Anel está montado. Peter Jackson criou um espetáculo para ser visto na telona, e ainda que se entregue a alguns momentos meio inconstantes, entrega um épico como nenhum outro cineasta conseguiu.

Ao final de tudo, temos seis filmes que tocaram o coração de muitas pessoas, e à medida que os créditos finais rolam ao som da maravilhosa The Last Goodbye (cantada por Billy Boyd, que fez o Pippin em O Senhor dos Anéis), a sensação agridoce permanece de que não teremos mais a Terra-média no Cinema.

Nos resta partilhar as boas memórias que Peter Jackson nos proporcionou desde 2002, e que o inesquecível J.R.R. Tolkien começou com a simples frase de que numa toca no chão, havia um Hobbit.

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Texto by Guh Valente

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Terra Cruz

Autor: Leonardo Brum

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Desculpem a demora… Esse livro eu li há semanaaaas, contudo, apenas agora tive tempo para montar uma resenha “a la Fabiane”. Mas, não pensem que a demora é consequência da qualidade do livro, pois, se os meus dias não estivessem tão agitados aqui na Itália, com total certeza, esse post já teria saído há tempos!!

Enfim… Sobre o que é Terra Cruz? Ou… Como é Terra Cruz?

Dá uma olhadinha no que o produtor de reportagem da TV Globo, Marcelo Movschowitz, escreveu para o prefácio do livro:

“Quando produzimos uma entrevista de Leonardo Brum para o Programa Mais Você, deparamo-nos com um jovem autor de muita garra e talento, colocando-se de forma espontânea diante das câmeras. Na época, Um Mundo Perfeito ainda estava em sua primeira edição, e logo veio a se consagrar um merecido sucesso com a vendagem rápida do livro e a sucessiva segunda edição comemorativa da Editora.

Desta vez, o autor nos prestigia com uma envolvente história de vampiros, aderindo aos padrões da narrativa que lembra clássicos como Bram Stroker e Anne Rice, mas, primordialmente, prima pelo toque impressionante de originalidade. O terror e a fantasia estão presentes, mas, fundamentalmente, é o suspense marcante que dita a história. Aos poucos, vamos nos aprofundando numa trama que se mostra cada vez mais intrigante, num texto ágil e que prende a atenção um capítulo após o outro. Ao final, uma sucessão de fatos com ritmo cenográfico traz à tona uma realidade ainda mais surpreendente. Uma encruzilhada em que os destinos se encontram e novos rumos serão definitivamente traçados.

Comece a ler o quanto antes o livro que tem em mãos. Você não conseguirá largá-lo até que a última linha traga a resposta para todo o mistério sobre a origem dos vampiros. E de tudo o que, afinal, se encontra à espreita.”

No mínimo intrigante, não?

Após ler esse prefácio muito bem escrito e depois devorar todo o enredo que Leonardo Brum nos oferece em uma bandeja de prata, regado a um liquido denso e vermelho, como eu poderia escrever uma crítica literária à altura?

Missão difícil a minha, não é mesmo?

De qualquer forma, vou tentar ao menos instigá-los a ler mais uma obra brasileira incrível!

O escritor – e vencedor do Prêmio Nacional Codex de Ouro 2011 – não regrediu no nível e com certeza não decepcionou em sua alucinante trama!

O livro não começa de forma tranquila e nem simples. Logo nas primeiras páginas, Leonardo Brum faz questão de nos arremessar de cabeça dentro de um mundo cheio de suspense e mistérios.

Que grupo é esse?

Quem eles estão procurando?

Por que Terra Cruz?

E num mudar de ambiente, de um prólogo para um começo de capítulo, os questionamentos apenas aumentam!

Onde eles estão?

Para onde vão?

O que vai acontecer?

E as perguntas vão se acumulando… As ações vão se intensificando…

Você vai devorando cada palavra! A vontade de descobrir o que virá em seguida lhe consome! Os olhos prendem-se ás palavras em busca de detalhes e informações! E a mente pode chegar a superaquecer, caso você tenha uma veia de detetive e goste de narrativas desse gênero literário.

E agora, Santiago?

E o Samuel?

E a Vanessa?

E a sua mãe, Santiago?

Como fica a cidade?

Quem realmente é aquele mendigo?

Mas, a pergunta que REALMENTE não quer calar é… De onde vieram os vampiros?

A resposta para isso vai deixá-lo de olhos esbugalhados. Algo totalmente único, criativo e surpreendente! Quem mais poderia pensar numa resposta tão especial, assustadora e fantástica (em todos os sentidos da palavra), além do nosso escritor brasileiro, Leonardo Brum?

Eu, particularmente, não perco o sono por vampiros, contudo… Os olhos custam a se fechar quando minha mente imaginativa fica presa em um tipo de ser em especial… Algo que me tira o sossego  apenas em imaginar aqueles olhos sobre mim! (e um outro autor brasileiro – o Nelson Magrini – sabe muito bem disso!)

Só tenho mais uma coisa para lhes dizer do livro… De fato, nessa trama há três maneiras de se acabar com um vampiro: a luz do fogo, a luz do dia e a luz do criador!

 

 

 

“Deus? Você acha que foi Deus quem Criou os vampiros?”



et cetera
Amor literário

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