World Fabi Books











Olá, leitores!!

Voltamos com mais uma resenha! E neste ano, pretendemos aumentar o número delas por aqui… Afinal, 2014 foi um ano bem fraco para os resenhistas do World Fabi Books, não é?

Bom… Recomecemos, então, com uma das célebres obras do lendário Stephen King: CHRISTINE!

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Eu estava numa vontade louca de reler ou até mesmo ler algo do titio King, quando ganhei de cortesia uma edição pocket de Christine. Então, mais do que depressa, engoli o livro!

A obra pode parecer extensa, já que na versão Ponto de Leitura (selinho da editora Objetiva) são 764 páginas e na normal da Suma de Letras (outro selinho da Objetiva) são 321. No entanto, a leitura é bem dinâmica e rápida. Eu li em apenas um dia, mas eu sou uma aberração, portanto, acredito que para vocês, não anormais, seja possível ler em menos de cinco dias.

O livro conta a história de Arnie Cunningham (um perdedor), de seu carrão – um Plymouth Fury 58 – e de seus colegas Dennis Guilder (o sensato gatão) e Leigh Cabot (a rival de Christine).

E, como sempre, Stephen King ambientou a trama em uma cidadezinha interiorana da Pensilvânia, chamada Libertyville (não, desta vez não é no Maine), onde quase ninguém presta e a maioria têm algum negócio ou passado profano. Ou seja, um lugar esquecido por Deus, no qual os únicos decentes são, aparentemente, as famílias de Dennis e Leigh (e, talvez, a família de Arnie também).

O enredo começa com a amizade entre Dennis e Arnie, sendo que o pobre Cunningham é a frequente fonte de gozação dos colegas e o Guilder, o atleta bom samaritano, é o amigo de infância da vítima (aliás, o ÚNICO amigo).

Arnie, além de ser saco de pancadas, físicas e psicológicas, da população local, é também um “pau mandado” de seus pais e um gênio da mecânica automotiva. Porém, tudo começa a mudar quando Christine entrar em sua vida.

O que acontece entre os dois é amor à primeira vista e a partir do dia em que se encontram, o mundo ganha um novo sentido para Arnie, agora tudo para ele é estar com Christine

Contudo, como vocês já devem saber, Christine não é uma garota e sim um carro, mais especificamente um demoníaco Plymouth Fury 1958, nas cores vermelho e branco.

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E esta sinistra união começa a transformar Arnie, alguma coisa se apodera da alma dele e, consequentemente, as pacatas noites de Libertyville começam a se tornar assombradas.

Algo poderosamente maligno é solto pelas estradas da cidadezinha do interior da Pensilvânia. E todos os envolvidos parecem começar a sentir que há uma força sobrenatural rondando e espreitando na escuridão,  deixando seu rastro de sangue.

Sempre que alguém magoa, ameaça ou machuca Arnie, Christine aparece para fazer justiça com as próprias rodas, ou melhor, para ASSASSINAR a sangue frio!

Vestígios vão sendo deixados a cada morte e os holofotes vão sendo direcionados ao bizarro casal. Apesar das mudanças, tanto comportamentais quanto físicas (pois, ele se torna um gatinho depois que fica obcecado por Christine), Arnie tenta viver uma vida normal.

Ele arranja uma doce namorada, Leigh; arruma um emprego e tenta passar mais tempo com seu melhor amigo. Contudo, algo o impede de viver assim e a culpa não é apenas de Christine! Há algo ainda mais podre envolvido e Dennis e Leigh conseguem sentir isso.

Portanto, para quem gosta de se surpreender, de terror leve e de Stephen King, este é uma ótima pedida!

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Além de ter um bônus por ser uma obra do senhor King, o livro é bem estruturado, o enredo é bem desenvolvido e ele possui uma narrativa dinâmica e gostosa de se ler. Ele é dividido em três partes, sendo que a primeira e a terceira parte são narrados em primeira pessoa por Dennis e a segunda parte é narrada em terceira pessoa, ou seja, por um narrador onisciente, o que ajudou a aumentar ainda mais a tensão.

Não há pontas soltas, tudo é bem amarradinho e elaborado. No entanto, admito, a estória é bem mirabolante… Mas, convenhamos… Se você está lendo uma obra de Stephen King, então, provavelmente, não está atrás de algo plausível e realista, não é?

Confesso que o enredo possui, de fato, algumas passagens um tanto cansativas, porém, saiba que elas não são desnecessárias! Na verdade, essas passagens acabam contribuindo para a construção de personagens e para o desenvolvimento da estória.

Aliás, falando nos personagens…. Eles são muito bem construídos e explorados, inclusive, os secundários!

O Arnie, apesar de estranho, é um personagem super interessante, sendo o que mais se transforma durante a trama: há o Arnieantes Christine” e “depois Christine”, o que brinca muito com os nossos sentimentos durante a leitura.

O Dennis é decidido e um personagem devidamente usado pelo autor. Ele tem aquele perfil de herói, mas, ao mesmo tempo, faz questão de demonstrar que não faz ideia alguma do que está fazendo. É do tipo que faz porque precisa ser feito e porque há sentimento envolvido, sem pretensão alguma.

A Leigh é doce e divertida, num primeiro momento, acredita-se que ela seja uma personagem secundária sem grande importância, contudo, com o decorrer da trama, percebemos que, na verdade, ela é uma peça chave. Na minha opinião, o papel dela na estória é surpreendente.

Christine, é, claro, a grande ASSASSINA! Durante o livro, nós a vemos ser tratada como “ela”, como uma mulher mesmo, o que torna a presença da personagem ainda mais sinistra. Não dá para falar muito deste Plymouth sem dar spoilers demais, mas saibam que os assassinatos de Christine são dignos de um show! O titio King extravasa toda a sua mente sórdida através das mortes horrendas cometidas pelo carro.

Se você procura por um terror puro, esta é a pedida!

Provavelmente, não terá pesadelos por causa de Christine, porém, durante a leitura, poderá ficar um pouquinho perturbado, hipnotizado e afixionado por Plymouths 58, principalmente nas cores vermelho e branco!

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Sinopse oficial do livro:

“Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não se espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. Embarque nessa viagem assustadora e boa sorte.”

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Texto by Fabi

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Ps.: agora, desconfio como começa a estória do Buick 8… Acredito que descobri a minha próxima obsessão de leitura King! 😉



Olá, caríssimas e caríssimos!

Como anda a vida? Tudo bem com a família? E a casa? Tudo em ordem e em seu devido lugar?

Vocês tem certeza…? Afinal, nem sempre tudo é do jeitinho que parece ser… Muitos acreditam que suas casas são fortalezas seguras, principalmente depois de trancar devidamente as portas e as janelas. Tudo fica com um clima mais intimo e aconchegante, uma vez que se acredita que as nossas casas nos isolam e protegem do mundo violento e sombrio que vem piorando com os anos.

Contudo… A real  história que contaremos aqui pode mostrar que nem sempre as coisas funcionam desse jeito!

Durante nossas andanças pela internet, nos esbarramos com uma notícia além de interessante (e muitoooooo bizarra) sobre a aventura (na verdade, está mais para uma desventura) de dois garotinhos, que estavam brincando no quarto dos pais quando fizeram uma descoberta surpreendente!

Antes de falar da tal descoberta, é importante informar que a casa não pertenceu à família das crianças desde o começo. O imóvel em que moravam tinha sido construído no início do ano 2000, por um casal que acabou se mudando para a Índia. E até aquele momento fazia apenas dois anos que viviam ali.

Retomando… Os dois brincavam no quarto dos pais e, entre uma brincadeira e outra, acabaram descobrindo que tinha algo atrás da estante. Curiosos como toda criança, resolveram investigar e ao puxar o móvel, a coisa começou a ficar realmente séria e extremamente bizarra!

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Quando terminaram de arrastar a estante, eles viram que entre o móvel e a parede existia uma passagem secreta que dava diretamente para uma escada em espiral.

A surpresa foi grande, já que ninguém NUNCA havia comentado com a família sobre a tal passagem, muito menos mencionaram existir uma suposta escada de ferro dentro da casa.

Empolgados com a descoberta, sem muito receio, eles resolveram verificar aquilo, afinal, aquela era a casa deles agora e um suposto “cômodo” à mais, mesmo que contivesse somente uma escada, poderia ser útil!

Bom…

Olhando de cima, parecia que não levava a lugar nenhum, então, acabaram supondo que não haveria problema algum descer pela escada, já que ela estava em bom estado e dava para o “nada”.

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Então… Descendo as escadas eles se depararam com uma parede com um pequeno espaço vazio.

Aparentemente, parecia ser nada demais, no entanto, continuaram xeretando e acabaram descobrindo algo além de um simples “espacinho”… Ao empurrarem uma divisória que estava na parede, os meninos acabaram encontrando algo ainda mais bizarro do que a passagem, a escada ou o tal espaço!

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O que viram deu um susto nos dois e depois na família inteira!

Pelas coisas que encontraram dentro daquele cômodo secreto, perceberam que havia alguém vivendo DENTRO DA CASA e não era alguém da família!!!

Esse alguém vivia atrás das paredes e pelos indícios, AINDA continuava frequentando o lar deles! Já que foram encontrados plásticos de doces conseguidos pelos garotos no último Halloween…

Além disso, no local havia duas bonecas, casca de banana (RECENTE!!!), uma chave macabra, um elefante africano de madeira e algumas cobertas limpas e usadas. Ou seja, a pessoa saia do tal quartinho, andava pela casa, recolhia algumas coisas e voltava para o esconderijo!

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O fato aconteceu no segundo semestre do ano passado (2013) e foi comentado em diversos sites e jornais por aí. Os donos do imóvel, obviamente, prestaram queixa na polícia e deixaram imediatamente o local para as investigações, indo morar na casa de amigos por um tempo.

A polícia vasculhou o local todo e não encontrou ninguém, porém, acreditam que a pessoa tenha saído pouco antes de descobrirem o esconderijo. Também deduziram que o “morador extra” normalmente ficava fora da casa e retornava de tempos em tempos.

Foram coletadas amostras para fazer o teste de DNA, contudo, já suspeitavam que não iriam conseguir descobrir muita coisa com isso…

Depois de umas semanas, a família foi liberada para voltar ao local, no entanto, eles acreditam que deve haver outras passagens para que o tal alguém possa entrar novamente e não quiseram retornar. O caso ainda está sendo analisado e os objetos foram recolhidos para investigação. Por enquanto, a casa continua fechada e não está à venda e nem para aluguel…

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Quem aqui gosta de estantes e passagens secretas, mesmo?



O gênero terror não pertence somente aos livros e filmes. Pra quem souber aonde procurar, os quadrinhos relacionados ao mundo do terror podem ser tão assustadores quanto suas contrapartes cinematográficas. A editora americana EC Comics foi uma das pioneiras do terror em gibis nos anos 40 e 50, com suas histórias curtas que sempre continham uma lição de moral envolvendo os maus atos de algum personagem.  A Warren Publishing também foi responsável pelo surgimento das revistas Eerie e Creepy (cujos primeiros 5 números foram republicados em forma de encadernado).

Porém, nos tempos mais cínicos em que vivemos, o horror de moral perdeu espaço para histórias mais pessimistas onde nenhum fator positivo ficava na mente do leitor, a não ser a angústia e o medo. Eis que surge o roteirista Steve Niles.

Niles nasceu em Nova Jersey, em 1965, e pode-se atribuir a ele o ressurgimento dos quadrinhos de terror, com uma obra tão marcante quando assustadora: a série 30 Dias de Noite. A premissa é bem simples: no Alasca, por um período de 30 dias no inverno, o Sol não dá as caras. A história começa na cidadezinha de Barrow, onde o xerife Eben Olemaun cuida para que a cidade tenha tudo que precisa para passar com conforto esses 30 dias de noite. Mas toda essa escuridão atrai um grupo noturno bem conhecido de todos nós: vampiros. Excitados com a possibilidade de passar um mês se deleitando no sangue dos habitantes de Barrow, os vampiros não pensam duas vezes em atacar a cidade.

O roteiro de Niles é direto ao ponto: logo que abrimos o primeiro volume, o clima desolador e sombrio do livro já fica aparente ao leitor. Obviamente, Niles jamais teria atingido seu intento se não fosse pela arte maravilhosa e macabra de Ben Templesmith, com traços distorcidos e sombrios, que ainda mantém o leitor ciente de tudo o que está acontecendo. Em 30 Dias de Noite, sobra brutalidade. Pra quem gosta de sangue e violência, o álbum é um prato cheio.

O sucesso foi tanto, que a obra virou filme em 2007. Dirigido por David Slade, com Josh Hartnett no elenco, o filme recaptura boa parte do clima sombrio dos quadrinhos, mas ainda não consegue ser tão sombrio quanto o original.

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30 Dias de Noite – Dias Sombrios é a continuação direta da história, apenas trocando o Alasca pela ensolarada Los Angeles. O autor aproveita que a ‘surpresa’ do argumento original já se esgotou, e decidiu colocar os vampiros no meio da cidade, explorando outros desdobramentos do seu argumento. Em Retorno à Barrow, terceiro volume da série, a cidade ainda tenta retomar o curso de sua vida quando novos vampiros surgem para continuar se alimentando dos pobres habitantes. Desta vez, a aposta de Steve Niles é na ação e na tensão. Cada movimento desenhado por Ben Templesmith passa a urgência necessária não apenas para deixar o leitor assustado, mas também com o coração acelerado.

No quarto volume, Eben e Stella, a história mostra os eventos que aconteceram durante Dias Sombrios e Retorno à Barrow. Falar mais do enredo é entrar em território de spoilers. O quinto número, Contos de Terror, aposta em histórias isoladas usando poucos personagens anteriores. O destaque vai para o conto em que os vampiros invadem uma nave espacial da NASA.

Neve Rubra é o sexto volume de 30 Dias de Noite a ser publicado no Brasil, e desta vez Ben Templesmith cuidou tanto dos desenhos quanto do roteiro. A trama volta no tempo para a Segunda Guerra Mundial, quando o exército britânico enfrentou um assassino mais poderoso do que o inverno intenso da Rússia.

Todos os volumes foram publicados pela editora Devir. E olha, a série não somente é um exemplo de qualidade narrativa, mas graças ao trabalho editorial da Devir, 30 Dias de Noite irá embelezar qualquer estante! Você deve a si mesmo conhecer esses quadrinhos sensacionais!

(texto de Gustavo Valente!)

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Quando o sol se põe e as trevas depositam sua ira sobre a face da Terra, seres sombrios despertam. Criaturas sobrenaturais como os vampiros espreitam pela noite, realizando suas caçadas sangrentas às escondidas. Mas, até mesmo no mundo proibido dos vampiros existe política, conflito e, principalmente, traição.

 

E é com esse enredo de terror que o escritor brasileiro, Juliano Sasseron, prende os leitores em uma trama cheia de sangue, magos, espíritos, vampiros, lobisomens e algo que gosto de chamar de “máfia das trevas”.

Você irá à loucura com as intrigas e batalhas que encontrará no livro e posso lhe assegurar que a ansiedade, exasperação e curiosidade vão lhe fazer companhia até o final da obra. Afinal, que história cheia de intrigas, segredos, brigas violentíssimas e trevas atrás de trevas, não promete muitas unhas quase roídas e olhos atentos a cada reviravolta?

 

Quando um vampiro se infiltra numa poderosa seita e descobre um valioso segredo, guardado desde a época da criação, tem início uma verdadeira guerra. Uma guerra que para se vencida necessitará de uma improvável união dos vampiros.Um verdadeiro universo até então obscuro, que cercava os seres humanos, vem à tona. Vampiros e Lobisomens existem ao nosso redor e esta batalha mudará a vida humana. São os sinais que precedem o fim dos tempos.

 

Quem nunca ficou a imaginar criaturas fantásticas vivendo sob o mesmo céu e pisando sobre a mesma terra que você? Ou que esperou poder ver, um dia, a tênue linha entre este mundo e os outros se romper, apenas para poder deslumbrar algo incrível?

O gostinho da novidade nos dá água na boca e, mesmo este livro sendo de 2008, ainda podemos ver o novo agindo com os segredos ocultos de um antigo mundo. Portanto, essa obra ainda possui a novidade em seu enredo, através da forma como Sasseron dá vida aos personagens e vai expondo ardilosamente a sua trama!

Não está consigo entender?

Pois bem! O que está esperando?

Corre ler e em breve entenderá!

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Sinopse do livro Crianças da Noite pela Editora Novo Século

Crianças da Noite é uma história de ação, mistério, aventura e suspense, com guerras entre vampiros e outros seres do oculto em cada página. O mundo proibido dos vampiros é uma rede de mentiras e trapaças, em busca de mais poder. Acordos são feitos a toda hora, mas é só virar as costas para ter o corpo atravessado por uma estaca e ser jogado aos lobos. Um vampiro traidor é descoberto infiltrado em uma poderosa seita e, já na primeira página, começa a caçada sangrenta. Em meio ao caos, uma antiga profecia vem à tona, desencadeando uma sequência de eventos que torna necessária uma improvável união entre alguns vampiros, para que se descubram os mistérios que falam sobre o Fim dos Tempos. Vampiros, Lobisomens, Magos, Espíritos. Um verdadeiro universo obscuro existe ao nosso redor.



Strange Angels

 

Autora: Lili St Crow

 

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“Meu pai? Um zumbi. Minha mãe? Morreu faz tempo. Eu? Bem… Essa é a parte assustadora.” – trecho da sinopse oficial do livro.

 

 

Strange Angels é o primeiro livro de uma série de mesmo nome. A escritora Lili St Crow começa com uma “vibe” que lembra o empolgante seriado Supernatural. Afinal, ler sobre uma história que tem como personagem principal uma adolescente órfão de mãe, cujo pai caça “monstros” ao redor dos E.U.A. dificilmente não faria os leitores relacionarem com a série.

No entanto, as semelhanças param por aí!

Meu primeiro contato com Strange Angels foi… “Inusitado”! Peguei a edição em português e comecei a esbarrar em atrocidades e assassinatos cruéis da nossa língua! Eu tinha calafrios toda vez que eu lia algo como “” no lugar de “você”. Eu sei que nas minhas conversas pela internet eu uso muito o “vc”, abrevio algumas palavras, uso a letra “k” mais do que eu deveria, contudo, não estou redigindo um livro! São conversas com amigos próximos. Jamais faria tal coisa em uma conversa formal e, principalmente, no momento de escrever uma obra literária que, por ventura, viria a ser publicada e lida por milhares de brasileiros!

O que me acalmou foi perceber que no original não há esse tipo de “gíria”. Meu segundo contato foi com a versão em inglês, a qual me tranqüilizou consideravelmente. Não me considero uma pessoa rigorosa com a língua portuguesa, eu mesma cometo muitos erros esdrúxulos! Contudo, o que eu encontrei na versão brasileira da série, quase me fez sentir uma punhalada no coração a cada “gíriazinha”! Assim sendo, recomendo que os livros de Lili St Crow sejam lidos, se possível, em suas versões originais.

Enfim… Voltando ao enredo…

Dru Anderson, a protagonista da ficção/fantasia, tem 16 anos e – como vocês já devem ter percebido – uma vida muito pouco comum. No começo da história, Dru se mostra descontente com a vida de “mudar de cidade constantemente” e “ser sempre a garota nova”.

Além de ter perdido a mãe muito cedo, Dru também perdeu sua avó, que a criou depois da morte de sua mãe. Isso faz com que ela valorize muito a presença do seu pai e seja muito ligada a ele. O que acaba sendo um grande problema, pois ele vive arriscando a própria vida durante a caça seres do chamado Mundo Real – são djamphirs, zumbis, lupinos, etc – sempre em busca do assassino da esposa. De vez em quando, seu pai a leva para ajudar, já que Dru tem o que a avó chamava de “o toque”, uma sensibilidade mais aguçada ao sobrenatural, um dom que a ajuda sentir presenças do mal.

Mas, Dru se vê sozinha, quando, em uma noite, o seu pai volta “diferente” de uma caçada, situação que a obriga a exterminá-lo com as próprias mãos. Embora eu ache que o que realmente a perturbou foi a forma como ela descobriu que seu pai estava morto.

Só no mundo e com um milhão de perguntas na cabeça, ou melhor, desamparada numa cidade estranha com um monstro poderoso o suficiente para transformar o seu pai, Dru conhece o “gótico-asiático” Graves, que se mostra um bom amigo mesmo quando sua própria vida está em risco.

Além do mais, diga-se de passagem, risco é o que não falta nesse livro! Dru, Graves e um djamphir (que logo irei mencionar aqui) vivem em constante estado de alerta, estão sempre esperando a próxima tragédia que irá acontecer.

Aliás, o que eu acho cômico na personagem Dru é o fato de Crow a ter criado como uma “heroína inicialmente relapsa”. Ela vai desenvolvendo o seu “caráter de justiceira e/ou guerreira”, ele não surge apenas num virar de páginas. Por exemplo… Há uma criatura do mal, totalmente bizarra atrás dela? Dru não a encara de peito aberto, pelo contrário, no começo ela treme de medo. O mundo está acabando? Ela, simplesmente, sente a incontrolável vontade de fazer xixi!

Dru passa quase o livro todo tentando se salvar e, ao mesmo tempo, buscando o mistério por trás do que aconteceu com seu pai e, consequentemente, com sua mãe também. Afinal, se estavam atrás dele é possível que estejam atrás dela, não é? E nessa jornada perigosa em busca de respostas temos o prazer de encontrar Christophe, um misterioso e lindo djamphir (aquele que eu disse que logo iria mencionar). Christophe se torna uma espécie de anjo da guarda enigmático. Para a infelicidade de muitas leitoras, ele aparece pouquíssimo nesse livro, porém, em minha opinião, esse djamphir possui uma grande importância para a história.

A história se desenvolve num ritmo médio, quase devagar. A autora passa muito tempo repetindo que Dru queria um adulto que comandasse a situação, pois não sabe o que fazer. Mas, como já disse, ela é uma boa protagonista.

Os outros personagens do livro: Graves e Christophe, dão um certo balanço na personalidade e nas aventuras de Dru. A ligação que eles desenvolvem ao longo do livro, principalmente entre a garota e o gótico, é muito crível e envolvente.

A mitologia que Lili St. Crow criou/pegou emprestada para o livro coube como uma luva para os personagens e situações que vão aparecendo. Ou seria o oposto?

Pode-se dizer que a ideia de Crow para o enredo chega a ser original, pois não é comum de se ler autores populares que utilizam criaturas e contos do Folclore do Leste Europeu ainda não explorados.

O que, aparentemente estragou uma ou outra surpresa durante a leitura, foram algumas notas do tradutor que explica mais do que deveria, já que é obvia a intenção da autora em deixar os leitores confusos para depois esclarecer o enigma mais à frente no enredo, o que pode interferir no bom andamento do livro.

No geral, Strange Angels é um bom livro, não é nada surpreendente de início. Mesmo com toda a ação e de uma protagonista “real”, o Strange Angels é uma obra extremamente introdutória à série. No entanto, da metade para o final a história ganha ritmo e fica bem mais interessante. Portanto, para quem gosta de um enredo sobrenatural com muita ação e nada de vampirinhos fofinhos que brilham, Strange Angels é uma ótima dica!

 

 

 

 

 

 

 



Descanse em paz, meu amor…

 

Autor: Pedro Bandeira

 

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“Há muita coisa que a gente não consegue explicar. Algumas, como as deste livro, nos deixam gelados de pavor. Mas o principal assunto desta história é a amizade, aquilo que a gente não precisa explicar.”– Pedro Bandeira

 

 

 

 

O livro de Pedro Bandeira traz a história de seis amigos, que acabam presos em um velho casarão durante uma assustadora tempestade. O grupo havia planejado uma aventura nas montanhas, mas, a surpresa da tempestade e um acidente horrível, os deixam ilhados nesse casarão que haviam alugado.

Sem luz e sem comunicação alguma com a civilização, os jovens aguardaram pacientemente por uma semana! A intensidade da tempestade aumentava e diminuía, mas a destruição deixada por ela ainda não lhes permitia deixar aquela casa, um lugar que espantosamente possuía um cemitério particular nos fundos.

Certa noite, se reúnem em um único cômodo do lugar, em uma espera em clima funesto, ouvindo o som macabro do vento e a dança sinistra da luz das velas. Apenas a presença alegre de Alexandre – um rapaz bonito, animado e disposto – parece surtir algum efeito no grupo.

O sorridente garoto simplesmente não parava de falar, estranhamente empolgado e entusiasmado com a ocasião, parecia não sentir a mesma tensão que as circunstâncias geravam nos demais. Afinal, por que tanto medo?

Pediram-lhe que os deixassem em paz, mas ele continuava a não entender a revolta e, ao invés de parar, tentou animar o momento. Alguns resmungos, principalmente vindo de Geraldo, um dos amigos, acusavam que aquilo era loucura, era sobrenatural. Mas, o único a encontrar graça nos comentários era Alexandre.

A espera se torna ainda mais longa e tortuosa, os seis amigos resolvem contar histórias de terror para passar o tempo. Contudo, essas arrepiantes histórias não servem apenas como distração. Na realidade, elas possuem um motivo muito mais sombrio para estarem sendo colocadas na roda.

Todos queriam que o amigo acreditasse em fantasmas. Precisavam convencer Alexandre de que o sobrenatural existe. Decidiram que cada um contaria uma história que soubessem.

Geraldo foi o primeiro. O garoto contou a história sobre uma noite de chuva e trovões. Sobre o vulto de uma menina que, de repente, aparecia na estrada pedindo socorro para sua mãe. Sobre um doutor que foi ajudar. Sobre um acidente de carro que não parecia ser o que realmente era.

Ludmila foi a próxima e passou a contar sua história. Um conto de um casal. Um casal que convidou dois amigos. Um casal que fez a brincadeira do copo. Um casal que acaba recebendo o pedido de socorro de uma menina.

Débora também entrou na sequência e, então, contou sobre um homem que foi preso. Preso por assalto a mão armada e acabara de sair da cadeia. Saiu e passou a cometer novamente alguns crimes. Matou uma mulher de forma assustadora. Cortou-lhe o dedo para tirar-lhe o anel valioso. Ganhou dinheiro. Enriqueceu. Conheceu uma mulher encantadora que o matou de susto.

Foi a vez de Silvio contar sobre um chefe de expedição que procurava uma tumba. Que buscava incessantemente. Que ficou trancado tentando desvendar o segredo. Que desvendou o segredo. Que ficou preso à eternidade julgando ter encontrado o amor de sua vida: uma múmia (Amah-thep). Que acabou por ter o cadáver nu encontrado abraçado a ela.

Com o decorrer das histórias, algo parece ir acontecendo aos poucos. O clima é de tensão e tristeza. Márcia, a namorada do garoto, parece assustada e desolada. Sempre com os olhos cheios de lágrimas… Sempre tentando evitar o seu grande amor… Mas, por quê?

O que de fato aconteceu naquele acidente?

Se estão curiosos, eu ALTAMENTE recomendo essa incrível obra do genial Pedro Bandeira!

 

 

Descanse em paz, meu amor…

 

 

 



Terra Cruz

Autor: Leonardo Brum

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Desculpem a demora… Esse livro eu li há semanaaaas, contudo, apenas agora tive tempo para montar uma resenha “a la Fabiane”. Mas, não pensem que a demora é consequência da qualidade do livro, pois, se os meus dias não estivessem tão agitados aqui na Itália, com total certeza, esse post já teria saído há tempos!!

Enfim… Sobre o que é Terra Cruz? Ou… Como é Terra Cruz?

Dá uma olhadinha no que o produtor de reportagem da TV Globo, Marcelo Movschowitz, escreveu para o prefácio do livro:

“Quando produzimos uma entrevista de Leonardo Brum para o Programa Mais Você, deparamo-nos com um jovem autor de muita garra e talento, colocando-se de forma espontânea diante das câmeras. Na época, Um Mundo Perfeito ainda estava em sua primeira edição, e logo veio a se consagrar um merecido sucesso com a vendagem rápida do livro e a sucessiva segunda edição comemorativa da Editora.

Desta vez, o autor nos prestigia com uma envolvente história de vampiros, aderindo aos padrões da narrativa que lembra clássicos como Bram Stroker e Anne Rice, mas, primordialmente, prima pelo toque impressionante de originalidade. O terror e a fantasia estão presentes, mas, fundamentalmente, é o suspense marcante que dita a história. Aos poucos, vamos nos aprofundando numa trama que se mostra cada vez mais intrigante, num texto ágil e que prende a atenção um capítulo após o outro. Ao final, uma sucessão de fatos com ritmo cenográfico traz à tona uma realidade ainda mais surpreendente. Uma encruzilhada em que os destinos se encontram e novos rumos serão definitivamente traçados.

Comece a ler o quanto antes o livro que tem em mãos. Você não conseguirá largá-lo até que a última linha traga a resposta para todo o mistério sobre a origem dos vampiros. E de tudo o que, afinal, se encontra à espreita.”

No mínimo intrigante, não?

Após ler esse prefácio muito bem escrito e depois devorar todo o enredo que Leonardo Brum nos oferece em uma bandeja de prata, regado a um liquido denso e vermelho, como eu poderia escrever uma crítica literária à altura?

Missão difícil a minha, não é mesmo?

De qualquer forma, vou tentar ao menos instigá-los a ler mais uma obra brasileira incrível!

O escritor – e vencedor do Prêmio Nacional Codex de Ouro 2011 – não regrediu no nível e com certeza não decepcionou em sua alucinante trama!

O livro não começa de forma tranquila e nem simples. Logo nas primeiras páginas, Leonardo Brum faz questão de nos arremessar de cabeça dentro de um mundo cheio de suspense e mistérios.

Que grupo é esse?

Quem eles estão procurando?

Por que Terra Cruz?

E num mudar de ambiente, de um prólogo para um começo de capítulo, os questionamentos apenas aumentam!

Onde eles estão?

Para onde vão?

O que vai acontecer?

E as perguntas vão se acumulando… As ações vão se intensificando…

Você vai devorando cada palavra! A vontade de descobrir o que virá em seguida lhe consome! Os olhos prendem-se ás palavras em busca de detalhes e informações! E a mente pode chegar a superaquecer, caso você tenha uma veia de detetive e goste de narrativas desse gênero literário.

E agora, Santiago?

E o Samuel?

E a Vanessa?

E a sua mãe, Santiago?

Como fica a cidade?

Quem realmente é aquele mendigo?

Mas, a pergunta que REALMENTE não quer calar é… De onde vieram os vampiros?

A resposta para isso vai deixá-lo de olhos esbugalhados. Algo totalmente único, criativo e surpreendente! Quem mais poderia pensar numa resposta tão especial, assustadora e fantástica (em todos os sentidos da palavra), além do nosso escritor brasileiro, Leonardo Brum?

Eu, particularmente, não perco o sono por vampiros, contudo… Os olhos custam a se fechar quando minha mente imaginativa fica presa em um tipo de ser em especial… Algo que me tira o sossego  apenas em imaginar aqueles olhos sobre mim! (e um outro autor brasileiro – o Nelson Magrini – sabe muito bem disso!)

Só tenho mais uma coisa para lhes dizer do livro… De fato, nessa trama há três maneiras de se acabar com um vampiro: a luz do fogo, a luz do dia e a luz do criador!

 

 

 

“Deus? Você acha que foi Deus quem Criou os vampiros?”



O Clube do Filme

 

 

Autor: David Gilmour

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Se seu filho de 15 anos fosse um aluno problema, você o tiraria da escola? O colocaria em aulas de reforço e consultas com psicólogos? Afinal… O que você faria?

Normalmente, nenhum pai pensaria (de primeira) na alternativa que o crítico de cinema e escritor premiado, David Gilmour, pensou!

Gilmour realmente tirou o filho da escola, o garoto poderia sair da instituição – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos por ele, o pai.

A aposta diferente resultou em um  Clube do Filme: semana a semana, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema.

Assim, mergulhamos nos pensamentos e sentimentos de pai e filho, as preocupações quanto ao futuro do garoto (Jesse), as aflições sobre sua carreira, as angústias de Jesse no campo amoroso e os paralelos que ele traça com os filmes que vai assistindo com Gilmour.

O Clube do Filme encanta pela história em si, mas tem um atrativo extra: os comentários sobre os filmes!

Assim sendo, os longas funcionam como um ponto de partida para discussões sobre a vida entre Gilmour e Jesse. Os outros personagens, embora secundários, são bem delineados pelo autor, que nos leva, por meio desta história, aos bastidores da carreira de um crítico de cinema nos dias de hoje.

David Gilmour prova, em sua obra, que os filmes podem assumir um papel muito importante em nossas vidas, assim como podemos analisar os filmes mesmo sem sermos críticos de cinema, pode-se aprender muito com eles apenas vendo-os e analisando cenas específicas, a fotografia, pontos de destaque em cada obra.

E não são apenas os clássicos que o autor mostra ao filho! Dos clássicos, passando pelos filmes de suspense, terror, romance, pela nouvelle vague, analisando filmes de Woody Allen e, ao mesmo tempo, não deixando de lado nem os filmes trash.

O Clube do Filme é aquele tipo de livro que não conseguimos largar antes do final. A escrita é carismática, a tradução é bem feita, o texto é de rápida leitura e não é maçante. Altamente recomendado!!

 

 

 

 



Causos de um merecido final de semana em Valinhos

(Dia 01 – Sábado)

 

 

Acredito que vocês já perceberam o quanto me divirto com minhas ilustres amigas e meus briosos amigos, sem mencionar a minha preciosa família e o meu amado namorado!

Portanto, não será surpresa se eu lhes disser que tive câimbras nos músculos da face e do abdômen de dando rir com minhas nobres maridas Bia e Carol!

O dia começou de forma um tanto preguiçosa…

Levantei-me, arrumei minhas coisas, tomei um banho delicioso e relaxante, me vesti, comi um breve e rápido café da manhã e parti rumo a Valinhos!

Para ir até a casa de minha querida amiga Bia – local onde havíamos combinado passar o primeiro final de semana deste ano juntas – eu iria de carona com meu pai, sendo que a minha marida Carol iria junto comigo.

Pegamos a queridíssima Carolina no pontilhão da Avenida Jundiaí e tomamos a estrada. No caminho, meu pai se viu obrigado a agüentar os surtos e as fofocas de quem não se via há meses e acumulara assunto para dias de conversa a fio.

Rimos e tagarelamos sem parar até alcançar os automáticos portões de uma linda e deliciosa casa, localizada em um verde vale!

Desembarcamos do automóvel e levamos conosco nossas coisas. Despedi-me de meu pai e cumprimentamos a Bia. Posso jurar que os sorrisos sinceros eram incontroláveis, tamanha a felicidade por estarmos as três reunidas novamente!

Assim que meu pai partiu e o portão se fechou, mantendo-nos seguras e unidas do lado de dentro, sentimos, finalmente, que aquele encontro era de fato real. A “ficha caíra” e sentimos algo borbulhar em nosso peito.

Nossa saudade era tanta que não resistimos e nos envolvemos em um abraço coletivo e apertado, realmente começando a desfrutar aquele final de semana juntas!

Para quem estivesse passando pela rua ou para qualquer outra pessoa que nos visse – fosse quem fosse – aquela cena seria “piegas” e sem sentido algum. Algo de “menininhas”…

Contudo, posso afirmar que, apesar das aparências, aquela imagem era composta de um sentimento verdadeiro e sem exageros, algo movido pela mais honesta e amável amizade, sem “frescurites” e “breguices”.

Respiramos fundo e voltamos ao nosso normal: tagarelas e brincalhonas!

No caminho do portão até a porta da casa, nos deparamos com os amáveis Bruce e Brenda, os dois cães rottweiler da Bia.

O Bruce se parece com um urso enorme e pidão! A Brenda é uma cadelinha de aparência adorável e carente!

Obviamente, os dois vieram para cima da Carol e de mim, louquinhos para pedir por carinho e dar as boas vindas após tanto tempo!

A Beatriz, para nossa sorte, refreou a investida de Bruce. Caso contrário, ele nos encheria de baba e pêlos como sempre costumava fazer. A Brenda, por ser menos estabanada e mais tranqüila em sua forma de pedir atenção, não precisou ser repreendida.

Entramos e nos acomodamos, sem deixar de tagarelar. Carol e eu estávamos curiosas para conhecer a sede da empresa da incrível senhorita Beatriz, portanto, assim que tudo estava relativamente ajeitado, ela nos conduziu até lá.

O espaço que ela montou e organizou estava simplesmente maravilhoso e adorável. Aquele era, de fato, um ambiente de trabalho saudável! Podíamos sentir isso, inclusive, na atmosfera no lugar.

Enquanto bisbilhotávamos a empresa, ela nos mostrou o seu mais novo vicio: o jogo “The Sims Ambições”! E isso nos rendeu assunto a respeito da época dos primeiros “The Sims” e dos códigos que usávamos para “facilitar e agilizar” um pouco mais as coisas.

Obviamente, alguns considerariam tais códigos uma trapaça, mas, quem nunca usou um “rosebud“, ou “klapaucius“, ou até mesmo um “motherlode”?

Voltamos para dentro da casa da Bia – depois do irmão dela vir atrás de nós, questionando quando iríamos pedir a bendita comida chinesa – e começamos os costumeiros desabafos e a atualizações do tempo que ficamos separadas.

A cada palavra dita e ouvida, percebíamos o quanto a vida de cada uma dera voltas e rodopios enquanto estávamos distantes. Por mais que tentássemos manter um diálogo via e-mail, gtalk, Facebook e/ou telefone, vimos que não adiantava muita coisa, pois o “grosso” de cada história não conseguia ser realmente contato por meio desses artifícios virtuais e telefônicos.

Em cada cômodo da casa que nós íamos, parávamos para conversar, o que tornava a nossa locomoção extremamente lenta, porém, isso não nos importava. Queríamos mais que o tempo desacelerasse, para que pudéssemos ficar mais tempo juntas.

Pedimos, por fim, a bendita comida chinesa – o pedido tradicional que sempre pedíamos quando íamos à casa da Bia – e nos acomodamos no quarto “em manutenção” da marida Beatriz.

Enquanto a Carol partia para o seu costumeiro “pitstop” – por isso nos dizemos que ela tem “incontinência urinária” – eu descobri um controle de aparência simpática, depositado em cima da cabeceira.

– Bia, esse controle é do ventilador? – perguntei, analisando os desenhos ilustrativos em cada botão.

– É sim. E ele também controla a luz. – apontou para um botão. – Esse daqui, se você segurar apertado, ele regula a intensidade dela e você consegue escolher se quer mais claro ou mais escuro.

– Que legal! E tá funcionando? – minha cabeça já estava fervilhando de idéias. A pergunta já havia sido feita com segundas intenções.

– Tá sim, por quê?

– Que tal darmos um susto na Carol? – comecei a testar o controle e ver como ele funcionava.

– Isso! – respondeu empolgada.

Assim que ouvimos a porta do banheiro ser destrancada, nos jogamos em cima do colchão e nos acomodamos, de forma a esconder minha mão com o controle.

Quando a Carol entrou no quarto, começamos a conversar e eu coloquei em prática o meu plano – fiz com que a luz fosse diminuindo, gradativamente, a sua intensidade.

– Ué, é impressão minha ou a sua luz ta mais fraca, Bia? – comentei olhando para cima, chamando a atenção da Carol para o fato.

– Hm… Estranho, acho que caiu alguma fase da casa. – ela respondeu, se segurando para não rir, assim como eu.

– Estranho mesmo. Acho que é por causa da chuva que está vindo. – a inocente Carol comentou.

A Bia e eu tentamos atuar, colocando a nossa melhor expressão de medo nos rostos e nos levantamos para sairmos “correndo” do quarto. Quando a Carol nos seguiu, fiz com que a luz voltasse ao normal a partir do primeiro passo dela para fora.

– Olha! Acendeu! – a Bia comentou, apontando.

– Será que a energia voltou? – a pobre Carolina perguntou, tentando analisar outros pontos da casa, enquanto voltávamos para o quarto.

– Acho que é você, ein Carol! – disse para provocar.

Demos risada e nos acomodamos novamente. Assim que percebi que a Carol estava mais distraída, repeti o ato.

– Iiih, Carol! – a Bia olhou para ela e para cima depois. – Olha lá!

– Ai, gente! Será que sou eu?

– Faz um teste! Entra e sai do quarto.

Quando ela saiu do quarto, a luz voltou ao normal.

– Que estranho! – ela voltou para dentro e eu fiz a mágica do controle, mais uma vez.

– É você, Carol! – acusei brincalhona.

– Não duvido! Do jeito que as coisas andam, aposto que alguém rogou uma praga em mim! – comentou, referindo-se a sua recente desventura no mundo do mais complexo sentimento, cujo nome é uma palavrinha que, de trás para frente, dá o nome de uma cidade italiana.

Novamente, ela entrou e saiu. E a luz reproduziu a façanha anterior.

Assim que senti que a nossa marida já estava um tanto impressionada e percebi, com o canto do olho, o irmão da Bia passar pelo corredor, resolvi assustá-la um pouco mais.

– O cabelo da Carol ta mexendo? – cochichei em bom tom com a Bia, a qual entendeu minha estratégia e fez uma cara de observadora. – Carol, o que é isso? – apontei para ela, a qual já havia ouvido o meu “cochicho” e percebera um “vulto” passar pela corredor do lado de fora (o “vulto” era o irmão da Bia).

– PÁRA!! – ela deu o seu clássico grito, porém em um tom um pouco mais baixo do que ela costuma dar.

Obviamente, a Bia e eu começamos a gargalhar. Até pretendia brincar mais um pouco, ligar o ventilador, pregar mais peças… Mas, não iria resistir por muito mais tempo, afinal, já estava rindo descontroladamente!

– Carol… – levantei a mão e coloquei o controle no colo dela. – Olha os desenhos! – pedi, ainda enxugando lágrimas dos olhos e deixando alguns risos escaparem esporadicamente.

Logo que ela percebeu a trama, nos encarou de forma assassina – porém, aviso que o olhar fracassou no intuito – e bufou.

– Mas, tinha que me assustar, né?

Passada as crises de riso e estômagos começando a reclamar, o nosso pedido chegou, finalmente!

A comida chinesa viera em boa hora! Já era quase uma e meia da tarde ou um pouco mais.

Deleitamo-nos com o yakissoba, o yakimeshi e os bolinhos de frango! Sempre mantendo a conversa viva e as risadas temporais presentes.

Para terem uma noção do quanto riamos, imaginem a Bia tentando nos ensinar, durante o almoço, como mexer as narinas em movimentos variados e “coelhísticos”.

Pois é…

Acredito que deu para entender, né?

(É… Acho que deu para entender que nós temos algum probleminha! Hauahauahauhau… Mas, quem disse que nós somos pessoas “normais”?)

Fora as risadas, o bate-papo estava tão bom que, mesmo depois de termos terminado de almoçar, continuamos sentadas ao redor da mesa até ás quatro e meia da tarde!

Inclusive, tínhamos até planejado ir ao cinema… Mas, com a chuvinha freqüente e com a louca vontade de matar a saudade e “papear”, acabamos adiando a idéia para o dia seguinte.

Locomovemos-nos até a sala, onde a Bia ligou o laptop do irmão na TV. Ficamos assistindo a clipes de músicas coreanas, os quais acessávamos pelo Youtube. Há muito não víamos e nem acompanhamos o mundo “K-Pop”, muito menos juntas!

Depois, passamos a ver trechos de DVD’s de shows dos tais e de outros grupos coreanos. Mostramos alguns trechos do show do trio JYJ para a Carol e logo após foi colocado para passar um pedaço do show do grupo Super Junior, pois, aparentemente, fazia muito tempo que a Bia deseja repassar aquela parte com a Carol e eu presentes, apenas para rever as nossas reações abarrotadas de estrógenos!

Foi preciso apenas um pequeno pedaço de uma única música – Sorry, Sorry – para nos fazer cantar de animação, dançar empolgadas e, obviamente, hiperventilar diante da coreografia, especificamente na parte em que o integrante Siwon abre o terno, expondo um belo abdômen desprovido da cobertura de uma vestimenta qualquer.

Essa cena já foi assistida inúmeras vezes por nós, conduto a reação praticamente não muda, graças aos hormônios à flor da pele!

Admito que antigamente eu hiperventilava mais, agora, graças ao meu namorado extremamente “gatoso” – para quem não sabe, “gatoso” é a junção das palavras gato e delicioso – a reação tornou-se mais branda!

Porém, a Carol não nunca nos decepcionou antes e continuou a não decepcionar! A reação dela foi divertidíssima, bem mais empolgada do que a minha.

Bastava eu me animar, apontando para o tal coreano abrindo o terno, que eu logo percebia que a minha animação não era nada comparada com a da Carol!

Eram gemidos e suspiros, pulos e travesseiros sendo agarrados… Enquanto eu dançava e apontava, sentadinha no chão, a Carol passava por tudo em cima do sofá e a Bia registrava – em partes, pois logo percebemos a tentativa e tratamos de encenar uma quase cena de garotas comportadas.

Mais tarde, quando a noite já estava avançada, nós lanchamos um jantar e partimos de volta a sala, para assistirmos ao filme “Evocando Espíritos”, somente para não perder o âmbito.

Aquela era a primeira vez que assistia ao longa-metragem e me contorcia de agonia no sofá. Contudo, não pensem que a Bia e a Carol também não se sentiram tensas, pelo contrário!

Quando estávamos todas compenetradas na história, o irmão da Bia escancarou a porta da sala, fazendo com que a Carol gritasse e nós nos assustássemos ainda mais!

Admito que deixei escapar um breve “palavrão” em voz baixa…

O “Evocando Espíritos” acabou e nós decidimos assistir um episódio de “America’s Next Top Model” para tentar acalmar os ânimos antes de irmos dormir. A Carol e eu apagamos de sono antes do programa chegar à metade.

A Bia, após assistir o episódio inteiro, desligou a televisão e também partiu para o merecido sono. Já eram quase duas da matina quando todas nós já estávamos ressonando em nossos sonhos.

E como já era oficialmente domingo, essa parte do causo vou contar em um próximo post, apenas para poder dar um intervalo para vocês poderem descansar a vista de minhas palavras e, quem sabe, gerar certa curiosidade!

Até mais, meus queridos leitores!

 

 

 



et cetera
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