World Fabi Books











{julho 29, 2015}   O Destino da Escolha

Você devia ler ” O Destino da Escolha ” no Wattpad. http://w.tt/1Mufhlp

………

Bom….

Para quem ainda não conhece, eis mais uma obra minha (Fabi): O Destino da Escolha!

Este é um projeto antigo, portanto se houver erros, me desculpem, pois ainda não o corrigi…

Bem… Espero que gostem! 🙂

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{agosto 22, 2013}   O Destino da Escolha

5º Capítulo

Não sigas por este luar, minha criança…

 

 

Mayara acelerou sua moto. Não se importava mais com multas ou acidentes, apenas queria esquecer, fugir daquela dor em seu peito.

– Maldito! Por que me tortura tanto? – a cada palavra, acelerava um pouco mais a moto. – Por que eu… O que? – brecou bruscamente, quase tinha em outra moto que saia do parque.

– Ei, ei, ei! Calma madame! Para quê a pressa? – o motoqueiro parou e desceu de sua moto, encarando Mayara.

– Meu Deus… Perdoe-me… Juro que não o vi senhor! – também desceu de sua moto e foi até o motoqueiro. – Sinto muito! O senhor está bem? – tirou o capacete.

– Estou perfeitamente bem. Não se preocupe senhorita. – quando também tirou o capacete, pôde sentir o perfume que ela emanava e logo o reconheceu. – Por favor, não me chame mais de senhor, chame-me de Bruno!

– Oh! Sim, sen… Quero dizer… Bruno. – deu um sorriso constrangido. – E se desejar, pode me chamar de Mayara. – estendeu a mão para cumprimentá-lo.

– Vejo que o quase acidente valeu a pena… – comentou sorrindo ao apertar a mão dela e olha-la de cima a baixo. – Diga-me Mayara… Aceitaria beber algo com a sua quase vítima?

– Bom eu… – estava relutante. Não conhecia aquele homem e sentia um alerta incomodando dentro de si, impedindo-a de aceitar. – Não sei se devo… – deu um sorrisinho em desculpa. – Se sóbria quase o acertei, imagine o que poderei fazer se beber algo! – ambos riram do comentário.

– Oras… Podemos apenas beber um suco. Que acha? – Bruno deu um sorriso sedutor e colocou o capacete debaixo do braço.

Antes de responder, Mayara retribuiu o sorriso com menos animação do que ele. Aquele motoqueiro a estava deixando sem desculpas. E agora? Diria o que? Que tinha um compromisso? Não era de totalmente mentira, mas ele poderia perceber a hesitação que estava sentindo. Talvez… Uma bebida rápida não faria mal…

– Se é apenas um suco… Não vejo problema.

– Ótimo! – apoiou-se em sua moto. – Mas… Sinto informar que quem escolherá o lugar será você. – deu um sorrisinho culpado, enquanto erguia os ombros. – Não sou daqui.

– Tudo bem… – voltou a colocar o capacete. – Basta me seguir sem se perder.

– Não se preocupe… Não a perderei de vista… – respondeu cheio de segundas intenções. Também já estava colocando o seu capacete.

Mayara subiu na moto, deu a partida e ficou esperando que ele fizesse o mesmo com a dele. A sensação de alerta ainda persistia e resolveu não a ignoraria, apenas tentaria descobrir o porquê dela. Ouviu o motor da outra moto e acelerou a sua. Enquanto Mayara guiava sua preciosidade de estimação até uma boa lanchonete para tomarem suco, Bruno a acompanhava praticamente lado a lado. E assim que cruzaram a avenida, viu um bom lugar para pararem e estacionou sua moto próxima da calçada. Sem esperar muito, Mayara entrou e sentou em um banco no balcão, vendo que Bruno logo aparecia e fazia o mesmo.

– Hm… Até que o lugar é bem acolhedor… Você costuma vir sempre aqui? – o caçador analisava o ambiente ao seu redor.

– Costumava vir bastante para cá, mas parei. – ela também olhava ao redor, mas ao contrário de Bruno, ela não olhava para tudo com olhos analíticos e sim, nostálgicos.

– E por que parou? – pegou o cardápio de cima do balcão e dava uma olhada na variedade de sucos do lugar. – O ambiente daqui é ótimo e os preços são excelentes. Por acaso não tinha mais tempo para vir?

– Não exatamente… – ela havia pegado outro cardápio que estava ao seu lado e o olhava. – Apenas… Tinha algo mais interessante para fazer…

– Entendo… – encarou-a um pouco desconfiado e deu um sorriso. – Por acaso esse “algo interessante” seria alguém?

– O que quer dizer com isso? – Mayara desviou o olhar do cardápio e olhou-o nos olhos com intimidação.

– Apenas quero saber se desperdiçou o seu valioso tempo com algum homem… – fingiu um ar de inocência.

– Não sou obrigada a satisfazer a sua curiosidade… – respondeu seca, já totalmente desconfiada dele.

– É… Tem razão… Você não é obrigada a satisfazer a minha curiosidade… – deu um sorriso malicioso e aproximou-se dela. – Mas a questão é… Você não é obrigada, mas eu POSSO obrigá-la… – sussurrou em seu ouvido.

Mayara se levantou no mesmo instante. Agora o encarava com olhos diferentes, não era o seu antigo olhar de caçadora, mas também não era um olhar desconfiado “comum”. Eram olhos ameaçadores.

– Tente… – sussurrou, afastando-se devagar.

– O que pretende? Fugir? – perguntou com sarcasmo, sorrindo ao vê-la afastar-se aos poucos.

– Seria um desrespeito ao meu orgulho fugir de um caçador… – respondeu com um leve sorriso maroto e maldoso nos lábios.

– Você sabia? – aquilo o havia impressionado por alguns segundos.

– Suspeitava… Mas, confesso que não foi nada difícil confirmar a minha suspeita… – deu de ombros.

Bruno sorriu. Adorava ver mulheres como Mayara agirem, mostrar sua mente audaz. Não se atraia por mulheres fracas e ignorantes, que se deixavam levar facilmente por sua lábia… Sempre se aproveitava ao máximo que quisesse delas e logo partia. Mas mulheres como aquela que se encontrava á sua frente, eram diferentes. Não a esqueceria e nem a largaria tão fácil. Agora era uma presa almejada, não desistiria dela.

– Você é o caçador que vaio atrás de Marcos, não é? – seus olhos eram sérios e seu tom revelava um tom protetor, que despertou um pouco de ciúmes do caçador pelo vampiro.

– Você é rápida… – Bruno olhou-a de baixo para cima, demorando-se nos detalhes curvilíneos daquele corpo tão feminino. – Esperta… Uma ótima caçadora também…

– Não sou caçadora… – respondeu friamente.

– Impossível! Posso ver em seus olhos e… – parou no meio da frase. Algo lhe vinha à memória. – Diga-me seu sobrenome!

Mayara apenas sorriu provocadora e nada disse.

– Diga-me! Vamos! – ficou a encará-la ansioso. Mas logo percebeu, assim que ela lhe deu as costas para sair do lugar, que seria inútil continuar a esperar por uma resposta. – Você é a famosa Mayara Campelli, não é mesmo? – Mayara nada respondeu. Continuou a andar em direção à saída. – Como não percebi isso antes? – sussurrou para si mesmo, apressando-se em ir atrás dela.

Mayara foi até a sua moto e deu partida. Não tinha tempo a perder com ele agora. Tinha que descobrir uma maneira de evitar o encontro de Bruno com Marcos. Não podia entrar em guerra com o caçador ali em público e sem preparo algum. Teria que levá-lo a um lugar mais reservado para um duelo, ou encontrar uma maneira de combate-lo facilmente, como uma cilada. Ela preferia a segunda opção, pois se perdesse no duelo, deixaria Marcos à mercê daquele inescrupuloso caçador.

– Um momentinho madame! – posicionou-se no caminho dela, sem temer que ela o atropelasse. – Acha mesmo que eu a deixarei partir assim tão fácil? Quero informações!

Mayara abaixou a proteção do capacete, escondendo o seu rosto por completo e acelerou a moto sem sair do lugar. Deu um breve aceno com a cabeça, virou e partiu, deixando-o para trás, parado, completamente indignado.

– Então é esse o jogo que pretende fazer? – sussurrou, olhando-a sumir entre os carros. – Pois então jogarei com o maior prazer… – deu seu costumeiro sorriso de diversão. Adorava jogar com mulheres ardilosas. – Mas não serei mais paciente como fui hoje senhorita Campelli… Não serei mesmo… – seu sorriso mudou drasticamente para algo mais demoníaco, mais mefistofélico.

 

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{agosto 16, 2013}   O Destino da Escolha

(parte do capítulo…)

 

4º Capítulo

Busque pelo Sol, querida Lua…

 

 

 

– Mayara… May… Má… Maya… Yara… Aya… – o vampiro brincava com o nome da mulher, enquanto tentava pegar no sono.

– Ac’Daro… Ac’Daro… Já ouvi esse sobrenome antes. – Mayara buscava em alguns livros de lendas e mitos encontrar aquele sobrenome tão familiar para ela. – Eu já o li em algum lugar, mas onde?

Passadas algumas horas, Marcos já se encontrava em seu mais profundo sono e Mayara se encontrava exausta. Sua pesquisa não havia sido bem sucedida e estava cansada por ter acordado muito cedo. Decidiu tirar um cochilo no sofá da sala, mas assim que se deitou começou a sentir frio. A manhã estava fria e não conseguiria dormir um pouco se estivesse passando frio.

Mordeu os lábios de leve e olhou na direção da porta de seu quarto. Se quisesse descansar um pouco para aproveitar o resto do dia, iria precisar de um cobertor ou ao menos uma manta. Mas eles se encontravam apenas em seu quarto e Marcos estava lá.

Respirou fundo, levantou-se do sofá e silenciosamente foi até o seu quarto. Estava muito escuro, mas não iria acender a luz para não acordá-lo. Cautelosamente foi até o armário e, mesmo na penumbra, ela conseguiu pegar seu cobertor. Mas Quando já estava quase na porta…

– Ai!! – havia tropeçado nos sapatos que Marcos tinha deixado por ali e caído no chão. – Droga… – sussurrou tentando se erguer.

– Quer ajuda Mayara? – uma forte mão envolveu sua cintura e começou a erguê-la delicadamente. – Você está bem?

– Marcos?! – impressionou-se Mayara ao encarar aqueles olhos vermelhos na escuridão. – Desculpe… Eu… Eu não queria acordá-lo. Acabei tropeçando em algo. Desculpa pelo barulho. – recuava aos poucos para a porta. Estava assustada, pois além de não perceber a aproximação dele, ela não sabia o porquê de seu coração estar tão acelerado.

– Você não me acordou. Foi o meu sapato o culpado. – sorriu carinhosamente. – Por que entrou aqui? Esqueceu algo?

– Eu só estava com um pouco de frio! – mostrou o cobertor nas mãos. – Pode voltar a dormir. Eu vou voltar para a sala e descansar um pouco.

– Espere! – ele havia atravessado a distancia entre eles com incrível velocidade e já segurava levemente o braço delicado de Mayara. – Por que você não descansa um pouco aqui? Aposto que a sua cama é bem mais confortável do que o sofá e… Poderá me fazer companhia. Que tal?

– Eu… – Mayara se sentia perdida. Tinha esperado por tanto tempo aquele vampiro e agora que finalmente estava tão próxima dele, ela se sentia inibida. – Eu não acho que devo. Já consegui acorda-lo de seu sono, provavelmente não conseguirá dormir direito comigo ao seu lado.

Sem se importar com a insegurança e hesitação da ex-caçadora, Marcos, gentilmente, começou a puxa-la até a cama. Prendendo o olhar da humana nos seus, como se a estivesse hipnotizando. Ele a queria em seus braços. Desde o momento em que a vira nutria algo estranho por ela. Sentia como se já a conhecesse. E agora que finalmente tinha a chance de poder estar junto dela, sentia que faria de tudo para não perdê-la.

– Marcos!? O que você…? – ela se deixava levar, por mais que tentasse, sabia que não conseguiria resistir por muito tempo.

– Calma Mayara… – lentamente começou a deitá-la na cama com delicadeza incrível. – Eu apenas a estou acomodando em seu próprio leito. – pegou o cobertor e a cobriu como se estivesse cobrindo uma criança que estava colocando para dormir.

Sem pressa, Marcos ajeitou-se sobre ela, apoiando-se sobre um dos braços, enquanto que com o outro, acariciava a pele delicada daquela que desejava para si. Aos poucos, aproximou o seu rosto, esfregando a sua face na dela.

– Mayara… Poderia me perdoar pela descortesia que demonstrei até agora? – ele havia parado de acariciá-la e tinha afastado um pouco o seu rosto para poder olhá-la nos olhos.

– Não há pelo o que pedir perdão… Você não foi descortês comigo. Fui eu quem o amolei. – sabia que havia se entregado totalmente aos caprichos e agrados dele.

O vampiro deu um sorriso e antes que ela pudesse dizer algo mais, pô-se a beijar-la, começando pela testa e indo até o pescoço. Ao sentir os lábios frios do vampiro em seu pescoço, Mayara saiu do encanto de Marcos, empurrou-o para longe de si e levantou-se rapidamente da cama.

– O que há Mayara? Por acaso eu lhe fiz algo que não foi de seu agrado? – sentou-se na cama para observá-la melhor. – Desculpe se fui benevolente demais… – estendeu os braços, convidando-a para que voltasse à suas caricias.

– Não é você quem deve se desculpar. Sou eu! – pegou o cobertor e o segurou próximo ao corpo, como se aquele gesto ajudasse a evitar o convite irresistível. – Desculpe pela minha indelicadeza, mas prefiro ir descansar sozinha, vampiro. – precisava eliminar aquele clima de intimidade antes que cedesse às seduções.

– Por que me rejeita tanto? – levantou-se com um ar decepcionado por ela o ter chamado de vampiro novamente. – Por acaso me rejeita por ser um vampiro e você uma humana? – ao vê-la recuar, aproximou-se rapidamente. – Me poupe desse racismo, Mayara! – segurou-a pelo braço novamente.

– Me largue! – tentava se libertar daquelas mãos fortes.

– Não vê que eu a desejo? E será que também não enxergar que me deseja da mesma maneira? – ele a sacudia de leve, como se as chacoalhadas a fizessem acordar para alguma realidade ignorada.

– Já mandei me largar! – Mayara o empurrou com força, pegando-o desprevenido e derrubando-o. Mas antes que pudesse alcançar a porta, o vampiro prendeu-lhe os pés, fazendo-a ir ao chão.

– Além de afoita e cega, você é muito insolente, sabia? – posicionou-se sobre ela, impedindo-a de fugir.

– E você é um arrogante! – debatia-se tentando escapar. – Me largaaaaaa!

– Não! Eu a desejo Mayara Campelli! – e antes que ela pudesse escapar de suas garras, Marcos beijou-a a força, machucando de leve os lábios da mulher com os seus caninos.

– Atrevido maldito! – deu-lhe um tapa na cara, deixando seus dedos marcados em seu rosto. –Agora eu o temo e não o desejo!. – mesmo contra a sua vontade, os seus olhos encontravam-se cheios de lágrimas.

– Mayara! Eu… – afastou-se dela, assustado com a imagem chorosa da mulher que tanto desejava. – Eu… Sinto muito, não queria… – sentia-se completamente arrependido por ser o culpado daquela cena tão arrasadora para o seu coração. – Não queria deixa-la assim. Perdi o controle. Perdoe-me!

– Eu achava que você era alguém completamente diferente, senhor Ac’Daro… – comentou com raiva ao se levantar. Enxugava as lágrimas com as costas da mão. Sentia-se explorada e fraca. – Mas, me parece que estava enganada. – passou a mão pelos lábios machucados, tentando avaliar no escuro o dano causado. Felizmente não era nada sério, era apenas um corte pequeno e superficial, praticamente um arranhão que ardia.

– Eu… – levantou do chão, tentando se aproximar dela. – Eu a machuquei muito?

– Externamente não. Mas… – colocou a mão sobre o peito, como se tentasse tocar seu coração e acalmar a dor que sentia ali. Aquele aperto e aquela angústia eram sentimentos de dor, maiores do que o ardido que sentia nos lábios. – Esqueça! Volte a dormir senhor Ac’Daro. – foi até a porta, parando de costas para o vampiro antes de sair.

– Eu a decepcionei? – suas palavras estavam cheias de dor e arrependimento.

– Sim… – saiu do quarto sem dizer mais nada.

– INÚTIL! DESPREZÍVEL! – gritava consigo mesmo ao se jogar novamente na cama.

Mayara sentou no sofá. Ainda estava abatida e lutava contra algumas lágrimas que teimavam em escapar de seus olhos. Olhou para o relógio, ainda eram oito e meia da manhã, mas sentia a necessidade de sair dali. Não queria mais ficar naquele lugar, tão perto dele e das lembranças recentes que ainda queimavam seu coração.

Pegou as chaves da moto, o celular e saiu, tomando cuidado para manter tudo fechado em seu apartamento.

 

 

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O gênero terror não pertence somente aos livros e filmes. Pra quem souber aonde procurar, os quadrinhos relacionados ao mundo do terror podem ser tão assustadores quanto suas contrapartes cinematográficas. A editora americana EC Comics foi uma das pioneiras do terror em gibis nos anos 40 e 50, com suas histórias curtas que sempre continham uma lição de moral envolvendo os maus atos de algum personagem.  A Warren Publishing também foi responsável pelo surgimento das revistas Eerie e Creepy (cujos primeiros 5 números foram republicados em forma de encadernado).

Porém, nos tempos mais cínicos em que vivemos, o horror de moral perdeu espaço para histórias mais pessimistas onde nenhum fator positivo ficava na mente do leitor, a não ser a angústia e o medo. Eis que surge o roteirista Steve Niles.

Niles nasceu em Nova Jersey, em 1965, e pode-se atribuir a ele o ressurgimento dos quadrinhos de terror, com uma obra tão marcante quando assustadora: a série 30 Dias de Noite. A premissa é bem simples: no Alasca, por um período de 30 dias no inverno, o Sol não dá as caras. A história começa na cidadezinha de Barrow, onde o xerife Eben Olemaun cuida para que a cidade tenha tudo que precisa para passar com conforto esses 30 dias de noite. Mas toda essa escuridão atrai um grupo noturno bem conhecido de todos nós: vampiros. Excitados com a possibilidade de passar um mês se deleitando no sangue dos habitantes de Barrow, os vampiros não pensam duas vezes em atacar a cidade.

O roteiro de Niles é direto ao ponto: logo que abrimos o primeiro volume, o clima desolador e sombrio do livro já fica aparente ao leitor. Obviamente, Niles jamais teria atingido seu intento se não fosse pela arte maravilhosa e macabra de Ben Templesmith, com traços distorcidos e sombrios, que ainda mantém o leitor ciente de tudo o que está acontecendo. Em 30 Dias de Noite, sobra brutalidade. Pra quem gosta de sangue e violência, o álbum é um prato cheio.

O sucesso foi tanto, que a obra virou filme em 2007. Dirigido por David Slade, com Josh Hartnett no elenco, o filme recaptura boa parte do clima sombrio dos quadrinhos, mas ainda não consegue ser tão sombrio quanto o original.

30 dias de noite

30 Dias de Noite – Dias Sombrios é a continuação direta da história, apenas trocando o Alasca pela ensolarada Los Angeles. O autor aproveita que a ‘surpresa’ do argumento original já se esgotou, e decidiu colocar os vampiros no meio da cidade, explorando outros desdobramentos do seu argumento. Em Retorno à Barrow, terceiro volume da série, a cidade ainda tenta retomar o curso de sua vida quando novos vampiros surgem para continuar se alimentando dos pobres habitantes. Desta vez, a aposta de Steve Niles é na ação e na tensão. Cada movimento desenhado por Ben Templesmith passa a urgência necessária não apenas para deixar o leitor assustado, mas também com o coração acelerado.

No quarto volume, Eben e Stella, a história mostra os eventos que aconteceram durante Dias Sombrios e Retorno à Barrow. Falar mais do enredo é entrar em território de spoilers. O quinto número, Contos de Terror, aposta em histórias isoladas usando poucos personagens anteriores. O destaque vai para o conto em que os vampiros invadem uma nave espacial da NASA.

Neve Rubra é o sexto volume de 30 Dias de Noite a ser publicado no Brasil, e desta vez Ben Templesmith cuidou tanto dos desenhos quanto do roteiro. A trama volta no tempo para a Segunda Guerra Mundial, quando o exército britânico enfrentou um assassino mais poderoso do que o inverno intenso da Rússia.

Todos os volumes foram publicados pela editora Devir. E olha, a série não somente é um exemplo de qualidade narrativa, mas graças ao trabalho editorial da Devir, 30 Dias de Noite irá embelezar qualquer estante! Você deve a si mesmo conhecer esses quadrinhos sensacionais!

(texto de Gustavo Valente!)

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ATENÇÃO, ATENÇÃO!

Trago noticias deliciosas e vampirescas!

Aos fãs de literatura nacional, digo apenas: CORRAM ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!

É isso mesmo! É melhor correr, pois é por tempo limitado que a Editora Aleph está realizando uma mega promoção dos livros da escritora brasileira Nazarethe Fonseca!

Ao todo são cinco títulos custando apenas R$15,00!!!

Portanto, essa é uma ótima oportunidade para aqueles que ainda não completaram a coleção da série Alma&Sangue! (assim como eu, que já corri e comprei os que me faltavam! =D)

Agora não tem mais desculpas para dizer que a sua saga está incompleta!

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Sinopses dos cinco livros em promoção, oferecidas pela Aleph:

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Alma & Sangue – O despertar do Vampiro (vol.1)

Kara Ramos é uma jovem restauradora, determinada e espirituosa, que aceita o desafio de reformar um casarão abandonado na cidade de São Luís, no Maranhão.

Porém, o que ela jamais poderia imaginar era encontrar adormecida no sótão uma criatura com mais de 300 anos, sedenta de sangue e vingança.

Agora que despertou, o vampiro Jan Kmam irá até as últimas consequências para se vingar de seus inimigos. Para tanto, não hesitará em envolver Kara em seu mundo de sombras e sedução.

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Alma & Sangue – O Império dos Vampiros (vol.2)

Após cinco anos, Jan Kmam volta a São Luis na companhia do Rei dos Vampiros, o milenar Ariel Simon. As ruas da cidade estão tomadas por boatos. Um manuscrito promente revelar aos mortais os segredos de um reino guardado a sete chaves. Mas o que os cidadãos nem imaginam é que um ser maldito está à solta, fazendo vítimas que logo despertarão com sede de sangue.

Para impedir que o caos se espalhe, vampiros dos quatro cantos do mundo se reunirão em arena para decidir o destino dos imortais. Entre alianças e desavenças, os inimigos do rei não hesitarão em tentar derrubá-lo e roubar sua coroa.

alma_e_sangue3Alma & Sangue – O Pacto dos Vampiros (vol.3)

Desolada com a perda de seu mestre e amante após os episódios narrados em Alma e Sangue – O Império dos Vampiros, Kara Ramos deixa São Luís para cumprir uma jornada de aprendizado, reencontro e descobertas. É quando toma conhecimento da existência dos homens-lobos e de sua feroz rivalidade com os vampiros. Uma disputa imemorial refreada por um Pacto firmado há mais de dois mil anos. Mas esse delicado equilíbrio está ameaçado pela ambição daqueles que conspiram contra o rei e por uma antiga maldição. Kara, agora movida pelo desejo de reaver seu eterno amor, acaba se envolvendo nessa perigosa trama de poder e vingança. E para enfrentar inimigos tão poderosos, contará com a ajuda de novos e improváveis aliados para proteger uma relíquia cujos segredos podem selar o destino de todos. Uma história cruel e fascinante que redimensiona e dá continuidade à consagrada saga de Alma e Sangue.

alma_e_sangue4Alma & Sangue – A Rainha dos Vampiros (vol.4)

Em Alma e Sangue: A Rainha dos Vampiros, a autora maranhense Nazarethe Fonseca encerra com maestria a saga Alma e Sangue, revelando os mistérios do mundo imortal e o destino do amor transcendente entre Kara e Kmam. Com o despertar de um inimigo ancestral, a trégua entre o império do rei Ariel e a Alcateia do Senhor dos Lobos está ameaçada.

É nesse contexto que a vampira Kara Ramos, personagem central da saga, retorna vitoriosa da guerra do Egito e se vê envolvida em um perigoso triângulo amoroso com seu mestre e amante, Jan Kmam, e com Ariel Simon, o rei dos vampiros. Ao mesmo tempo, os adversários do rei se unem para lhe tomar a coroa num golpe decisivo. Um desfecho eletrizante narrado com todo o terror, intriga e paixão que consagraram a série.

alma_e_sangue_kara_e_kmamKara e Kmam (Segredos de Alma & Sangue)

Kara e Kmam – Segredos de Alma e Sangue, de Nazarethe Fonseca, é uma aventura nascida da saga de sucesso Alma e Sangue, que conquistou centenas de fãs no país. De um lado, Jan Kmam, um vampiro de 400 anos e muitos poderes; do outro, Kara Ramos, sua jovem, bela e enigmática amada, que acaba descobrindo o mundo vampiro ao lado de um mestre sem igual. Kara precisa ser a melhor no que faz, aprender a se defender, a lutar e a vencer. Porém, um segredo colocará o amor de ambos a prova. Sem que Kara perceba, tal mistério vai colocá-la diante do rei dos vampiros e acabará por enredá-la numa teia de sedução e desejos proibidos. Leitura obrigatória para os fãs da série, Kara e Kmam é também a chave para desvendar os segredos da saga Alma e Sangue.

 



Quando o sol se põe e as trevas depositam sua ira sobre a face da Terra, seres sombrios despertam. Criaturas sobrenaturais como os vampiros espreitam pela noite, realizando suas caçadas sangrentas às escondidas. Mas, até mesmo no mundo proibido dos vampiros existe política, conflito e, principalmente, traição.

 

E é com esse enredo de terror que o escritor brasileiro, Juliano Sasseron, prende os leitores em uma trama cheia de sangue, magos, espíritos, vampiros, lobisomens e algo que gosto de chamar de “máfia das trevas”.

Você irá à loucura com as intrigas e batalhas que encontrará no livro e posso lhe assegurar que a ansiedade, exasperação e curiosidade vão lhe fazer companhia até o final da obra. Afinal, que história cheia de intrigas, segredos, brigas violentíssimas e trevas atrás de trevas, não promete muitas unhas quase roídas e olhos atentos a cada reviravolta?

 

Quando um vampiro se infiltra numa poderosa seita e descobre um valioso segredo, guardado desde a época da criação, tem início uma verdadeira guerra. Uma guerra que para se vencida necessitará de uma improvável união dos vampiros.Um verdadeiro universo até então obscuro, que cercava os seres humanos, vem à tona. Vampiros e Lobisomens existem ao nosso redor e esta batalha mudará a vida humana. São os sinais que precedem o fim dos tempos.

 

Quem nunca ficou a imaginar criaturas fantásticas vivendo sob o mesmo céu e pisando sobre a mesma terra que você? Ou que esperou poder ver, um dia, a tênue linha entre este mundo e os outros se romper, apenas para poder deslumbrar algo incrível?

O gostinho da novidade nos dá água na boca e, mesmo este livro sendo de 2008, ainda podemos ver o novo agindo com os segredos ocultos de um antigo mundo. Portanto, essa obra ainda possui a novidade em seu enredo, através da forma como Sasseron dá vida aos personagens e vai expondo ardilosamente a sua trama!

Não está consigo entender?

Pois bem! O que está esperando?

Corre ler e em breve entenderá!

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Sinopse do livro Crianças da Noite pela Editora Novo Século

Crianças da Noite é uma história de ação, mistério, aventura e suspense, com guerras entre vampiros e outros seres do oculto em cada página. O mundo proibido dos vampiros é uma rede de mentiras e trapaças, em busca de mais poder. Acordos são feitos a toda hora, mas é só virar as costas para ter o corpo atravessado por uma estaca e ser jogado aos lobos. Um vampiro traidor é descoberto infiltrado em uma poderosa seita e, já na primeira página, começa a caçada sangrenta. Em meio ao caos, uma antiga profecia vem à tona, desencadeando uma sequência de eventos que torna necessária uma improvável união entre alguns vampiros, para que se descubram os mistérios que falam sobre o Fim dos Tempos. Vampiros, Lobisomens, Magos, Espíritos. Um verdadeiro universo obscuro existe ao nosso redor.



{maio 28, 2013}   O Destino da Escolha

(parte do capítulo…)

 

4º Capítulo

Busque pelo Sol, querida Lua…

 

 

Já passavam das três horas da madrugada, logo o sol apareceria no horizonte. Marcos achou melhor ir acordar Mayara para que esta o ajudasse a se esconder, já que o apartamento era dela e ele não saberia onde poderia se proteger dos raios solares.

Bateu na porta do quarto, mas ninguém respondeu. Bateu novamente, mas obteve a mesma resposta: o silêncio… Virou a maçaneta e viu que a porta não estava trancada. Hesitou por alguns segundos, olhando o vão aberto e a sua mão firme na maçaneta. Deu um longo suspiro e decidiu entrar.

O quarto estava escuro, mas isso não era um obstáculo para Marcos. Ele acendeu seus olhos com um brilho vampiresco e viu a imagem de Mayara deitada na cama dormindo tranquilamente. Olhou em volta e notou que ela já havia tirado a roupa jogada de cima da cama, deveria ter guardado ou colocado em algum outro lugar para poder lavar depois. Mas o que lhe chamou mais a atenção foi a janela do quarto. Ela estava totalmente vedada, de maneira considerada quase profissional, como se a pessoa que a tivesse vedado já houvesse feito aquilo muitas e muitas vezes na vida. A janela bloqueava qualquer feixe de luz noturna que tentasse entrar, deixando o quarto extremamente escuro. Provavelmente o bloqueio funcionaria para a luz solar também. Quando ela havia feito isso?

Sentou-se na beirada da cama, ao lado da mulher e começou a acariciar o seu rosto. Ela estava tão linda dormindo, não queria acorda-la, mas devido à situação, ele se sentia obrigado a despertá-la. Continuou a acariciá-la, de vez enquanto passando a mão pelo seu cabelo escuro e liso. Aproximou-se de seu ouvido e começou a chamá-la. Mayara finalmente abriu os olhos, despertando de um sono profundo e sem sonhos, e viu a silhueta do vampiro ao seu lado.

– O que você está fazendo? – sentou-se na cama tentando espantar o sono e passou a encará-lo um pouco surpresa com a presença dele ali.

– Desculpa, mas eu precisava te acordar. – ele apontou para o relógio digital ao lado da cama.

– Hum… – olhou para o relógio e depois se espreguiçou, dessa vez, espantando completamente a preguiça que ainda estava impregnada em seu corpo e mente.

– Bom… Aonde eu vou passar a manhã? – ficou de pé, evitando encarar o corpo delineado da mulher. Quando ela havia se espreguiçado, o pijama havia se aproximado mais da pele de Mayara, contornando seus traços e ele pôde perceber com maior clareza as curvas acentuadas do busto.

– Aqui mesmo no meu quarto. – ela levantou devagar, se acostumando mais com a escuridão do quarto e olhou para a cama. – Você quer que eu arrume a cama para você ou não se incomoda em dormir nela desarrumada?

– No seu quarto? Tem certeza? – ele havia deixado a imagem do pijama colado ao corpo de Mayara de lado e se aproximou dela ainda um pouco surpreso com o fato de que, realmente, ela havia preparado o quarto para ele.

– Por acaso consegue supor algum outro cômodo mais adequado, vampiro? – cruzou os braços e passou a encará-lo, esperando por alguma resposta.

– Não… – ele não gostava de ouvi-la chamá-lo de vampiro. Odiava vê-la fria com ele. – E não se preocupe. Pode deixar a cama exatamente como está!

– Então tá! – descruzou os braços e ajeitou o cabelo ainda bagunçado pelas horas de sono. – Precisa de alguma coisa?

– Não. Já tenho o suficiente. – deitou-se na cama. – Obrigado, humana! – colocou os braços para trás da cabeça e fechou os olhos.

Mayara sentiu um leve desconforto. Odiou ser chamada daquele jeito pelo Marcos. Havia percebido o quanto era duro para ele quando ela o chamava de vampiro. Mas, resolveu fingir que nada Havaí sentido com aquilo, como se aquele tratamento já fosse normal entre eles. Ela não daria o braço a torcer. Era orgulhosa demais!

– O que foi? Vai ficar aí parada me encarando, é? – Marcos a espiava com apenas um dos olhos.

– Não seja grosso comigo! – aproximou da cama o encarando nervosa. – Estou arriscando a minha vida e a vida de todos que me conhecem ajudando você! Mostre ao menos um pouco de respeito para com a minha pessoa, vampiro! – assim que terminou de ouvi-la, Marcos sentou-se rapidamente na cama e a encarou irritado.

– E você acha que já não faltou com respeito comigo, humana? – ficou de pé e se aproximou dela, andando em círculos ao redor de Mayara. – Aliás, se você sabia que correria tantos riscos assim e envolveria pessoas inocentes. Por que, diabos, você foi atrás de mim para me ajudar?

– Porque eu quis! – aumentou o tom de voz, exasperada com a situação. – Ou ainda não conseguiu perceber isso? – se afastou do vampiro e encostou na janela toda vedada. Fechou os olhos e tentou controlar as batidas do seu coração. Respirou fundo e voltou a encará-lo um pouco mais confiante. – Melhor deixarmos isso de lado… – desencostou-se da janela, pegou algumas peças de roupa e foi até o banheiro, batendo a porta.

Marcos voltou a se deitar e aproveitou o momento de solidão para pensar um pouco. Havia várias coisas que o estavam deixando intrigado… Ele não entendia o porquê que Mayara se arriscava tanto por ele, o porquê que ela já tinha tudo planejado para a chegada dele e por que aquela mulher o deixava assim… tão alterado.

– Aaaaaaaah!! Mas que mulher mais complicada! – socou o travesseiro. – Maldita seja Mayara Campelli!!!

– Maldito seja você, Marcos Ac’Daro. – disse calmamente em resposta quando saiu do banheiro já trocada. – Se precisar de algo é só me chamar. Estarei na sala até o meio dia, depois desse horário terá que se virar.

– Aonde vai? – estreitou os olhos enquanto a encarava.

– Almoçar com minha irmã. E tenha uma boa manhã, vampiro! – saiu do quarto e fechou a porta. Deixando Marcos sozinho em seu quarto, protegido dos raios solares que, dentro de alguns instantes, apareceriam.

 

 

o_destino_da_escolha



{maio 14, 2013}   O Destino da Escolha

(outra parte do capítulo…)

 

3º Capítulo

Vejas teu próprio âmago sob a luz da lua.

 

Bruno viu o céu já escuro através da janela do quarto de Anna.

– Droga… – levantou-se da cama meio atordoado por causa do sono. – Perdi a noção do tempo e me esqueci da caçada… – sussurrou levando as mãos ao rosto e esfregando-o em uma tentativa de despertar mais rápido.

Olhou para a cama onde estivera deitado e viu as duas lindas garotas, cobertas apenas pelo lençol e dormindo tranqüilamente. Deu um leve sorriso de satisfação e vitória, espreguiçou-se, colocou agilmente a roupa e saiu do apartamento antes que alguém desse por sua falta.

Já na rua com sua moto, decidiu ir até a Praça das Águas. Tinha quase certeza de que a presa já estaria em movimento e, portanto, seria mais difícil encontrá-la. Mas ainda tinha a esperança de poder “esbarrar” com o seu alvo.

– Vejamos… – disse para si mesmo ao parar e descer de sua moto, olhando para a praça à sua frente. – Indícios… Pistas… Preciso de algo para caçar! – começou a andar pelo lugar em busca de algo que lhe fosse peculiarmente estranho ou que pudesse facilmente relacionar à sua presa.

Enquanto passava pelos bancos sentiu um leve cheiro que se assemelhava ao de ferrugem. Estava quase que imperceptível por causa do vento. Era um cheiro familiar… Um cheiro que, praticamente, já estava acostumado a sentir por causa de sua profissão. Cheiro de sangue!

Procurou de onde vinha e esbarrou num banco de madeira, o qual possuía uma estranha mancha avermelhada. Um sorriso maroto brincou em seus lábios. Havia encontrado uma excelente pista!

Passou a seguir os mesmos passos que antes Mayara havia utilizado para encontrar o vampiro. Porém, a diferença era que agora havia pegadas a mais. Havia pegadas de mais alguém além das que pertenciam à presa.

– Hum… Estranho… Vejo outras pegadas, mas não parecem pegadas de alguém que foi levado à força, ou que estava com a mesma pressa da minha vitima… – começou a segui-las. – Parece que essa pessoa o estava seguindo ou até acompanhando… – olhou envolta enquanto seguia os rastros e viu outras pegadas, porém estas estavam na direção contrária. – E pelo o que vejo… Também saíram juntos… – esboçou um sorrisinho. – Acho que tenho mais rivais…

Seguiu as pistas até o saguão abandonado. Entrou no lugar, mas não encontrou nada que os denunciasse… Exceto um tênue perfume feminino, doce e delicado, o qual se destacava e não tinha nada em comum com o cheiro de mofo característico do lugar.

– Uma mulher… – encostou na parede e deu um sorriso malandro. – Pelo visto…   A minha caça está se dando bem… – foi até o lado de fora e olhou para o céu escuro e estrelado. – Aproveite enquanto pode… – saiu andando calmamente na direção de sua moto.

 

o_destino_da_escolha



Terra Cruz

Autor: Leonardo Brum

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Desculpem a demora… Esse livro eu li há semanaaaas, contudo, apenas agora tive tempo para montar uma resenha “a la Fabiane”. Mas, não pensem que a demora é consequência da qualidade do livro, pois, se os meus dias não estivessem tão agitados aqui na Itália, com total certeza, esse post já teria saído há tempos!!

Enfim… Sobre o que é Terra Cruz? Ou… Como é Terra Cruz?

Dá uma olhadinha no que o produtor de reportagem da TV Globo, Marcelo Movschowitz, escreveu para o prefácio do livro:

“Quando produzimos uma entrevista de Leonardo Brum para o Programa Mais Você, deparamo-nos com um jovem autor de muita garra e talento, colocando-se de forma espontânea diante das câmeras. Na época, Um Mundo Perfeito ainda estava em sua primeira edição, e logo veio a se consagrar um merecido sucesso com a vendagem rápida do livro e a sucessiva segunda edição comemorativa da Editora.

Desta vez, o autor nos prestigia com uma envolvente história de vampiros, aderindo aos padrões da narrativa que lembra clássicos como Bram Stroker e Anne Rice, mas, primordialmente, prima pelo toque impressionante de originalidade. O terror e a fantasia estão presentes, mas, fundamentalmente, é o suspense marcante que dita a história. Aos poucos, vamos nos aprofundando numa trama que se mostra cada vez mais intrigante, num texto ágil e que prende a atenção um capítulo após o outro. Ao final, uma sucessão de fatos com ritmo cenográfico traz à tona uma realidade ainda mais surpreendente. Uma encruzilhada em que os destinos se encontram e novos rumos serão definitivamente traçados.

Comece a ler o quanto antes o livro que tem em mãos. Você não conseguirá largá-lo até que a última linha traga a resposta para todo o mistério sobre a origem dos vampiros. E de tudo o que, afinal, se encontra à espreita.”

No mínimo intrigante, não?

Após ler esse prefácio muito bem escrito e depois devorar todo o enredo que Leonardo Brum nos oferece em uma bandeja de prata, regado a um liquido denso e vermelho, como eu poderia escrever uma crítica literária à altura?

Missão difícil a minha, não é mesmo?

De qualquer forma, vou tentar ao menos instigá-los a ler mais uma obra brasileira incrível!

O escritor – e vencedor do Prêmio Nacional Codex de Ouro 2011 – não regrediu no nível e com certeza não decepcionou em sua alucinante trama!

O livro não começa de forma tranquila e nem simples. Logo nas primeiras páginas, Leonardo Brum faz questão de nos arremessar de cabeça dentro de um mundo cheio de suspense e mistérios.

Que grupo é esse?

Quem eles estão procurando?

Por que Terra Cruz?

E num mudar de ambiente, de um prólogo para um começo de capítulo, os questionamentos apenas aumentam!

Onde eles estão?

Para onde vão?

O que vai acontecer?

E as perguntas vão se acumulando… As ações vão se intensificando…

Você vai devorando cada palavra! A vontade de descobrir o que virá em seguida lhe consome! Os olhos prendem-se ás palavras em busca de detalhes e informações! E a mente pode chegar a superaquecer, caso você tenha uma veia de detetive e goste de narrativas desse gênero literário.

E agora, Santiago?

E o Samuel?

E a Vanessa?

E a sua mãe, Santiago?

Como fica a cidade?

Quem realmente é aquele mendigo?

Mas, a pergunta que REALMENTE não quer calar é… De onde vieram os vampiros?

A resposta para isso vai deixá-lo de olhos esbugalhados. Algo totalmente único, criativo e surpreendente! Quem mais poderia pensar numa resposta tão especial, assustadora e fantástica (em todos os sentidos da palavra), além do nosso escritor brasileiro, Leonardo Brum?

Eu, particularmente, não perco o sono por vampiros, contudo… Os olhos custam a se fechar quando minha mente imaginativa fica presa em um tipo de ser em especial… Algo que me tira o sossego  apenas em imaginar aqueles olhos sobre mim! (e um outro autor brasileiro – o Nelson Magrini – sabe muito bem disso!)

Só tenho mais uma coisa para lhes dizer do livro… De fato, nessa trama há três maneiras de se acabar com um vampiro: a luz do fogo, a luz do dia e a luz do criador!

 

 

 

“Deus? Você acha que foi Deus quem Criou os vampiros?”



{abril 18, 2012}   O Destino da Escolha

(uma parte do capítulo…)

 

 

3º Capítulo

Vejas teu próprio âmago sob a luz da lua.

 

 

 

Mayara entrou no apartamento em silêncio. Apesar de não aparentar, sentia-se cansada. Havia ficado algumas noites sem dormir e agora que finalmente encontrara o seu “amigo” tão esperado, parecia ter permitido que seu corpo relaxasse e se deixou dominar pela fadiga. Esperou Marcos entrar e fechou a porta, tomando o dobro de precaução do que o costume. Afinal, agora ela estava escondendo um vampiro em seu apartamento.

– Fique à vontade vampiro. – jogou as chaves na mesa e massageou o couro cabeludo, tentando acalmar a necessidade que sentia, ansiava por um pouco de alivio que somente a massagem lhe proporcionava. – Irei ao meu quarto… Preciso dormir um pouco… – e sem encarar seu incomum hospede, rumou em direção ao aposento.

– Espere! – Marcos a segurou pelo braço, aquele tratamento informal e aquela indiferença, por algum motivo que ainda desconhecia, o estava incomodando. – Quando parará de me chamar de vampiro?

– Quando recuperar minha simpatia por você! – virou-se e encarou o vampiro com um olhar diligente.

– Não gosto de vê-la tratar-me deste jeito! – afrouxou um pouco as mãos para não machucá-la. – Já não me desculpei?

– Estou cansada… – ignorou os apelos dele e virou o rosto. – Boa noite! – tentou voltar a andar na direção do quarto.

– Será que não percebe? – Marcos a puxou com mais força, prendendo-a perto de seu corpo. – Inexplicavelmente, eu não gosto de vê-la tão distante assim de mim. Além de ter me encantado com a sua beleza e coragem, sei que sinto algo especial por você. Não sei direito como, porquê ou o que sinto… Mas, é como se já a conhecesse!

– Bobagem! – Mayara o empurrou para que pudesse se soltar. – Se não queria me ver distante, então não zombasse de minha generosidade! – assim que conseguiu se ver livre do vampiro, correu até o seu quarto para que não corresse o risco de ser impedida por ele novamente. – Mais uma vez… Boa noite, vampiro! – bateu a porta.

– Aaaaah!! Mas que mulherzinha temperamental e impossível! – se jogou no sofá, completamente irritado e chateado.

– Mas que vampiro impertinente! – Mayara praticamente arrancou o sobretudo do corpo e o jogou na cama, tamanho era o seu aborrecimento. – Por que ele simplesmente não me agradece ao invés de ficar fazendo brincadeirinhas idiotas e falando coisas sem sentido? – foi até a janela e colocou a mão sobre o peito. Seu coração estava disparado. – Hupf… Como ele se atreveu a me deixar assim? – resmungou ao afastar-se da janela.

– Eu deveria imaginar que essa humana é uma cabeça-dura! – levantou do sofá e foi até a sacada para tentar acalmar a mente perturbada. – A culpa é minha por me abrir com uma ignorante! – sentiu um leve perfume passar por ele. Sua fisionomia mudou, ficou mais calma. – Mayara… – olhou para a janela acesa próxima a sacada. Era o quarto da humana. – Por que você me deixa tão irracional? Eu só a conheci esta noite…

– Por que eu levo tudo o que ele fala a sério? – se despiu e jogou toda a roupa sobre a cama, em cima do sobretudo. – Nem o conheço direito e já sinto meus sentimentos oscilantes com suas palavras. Devo estar louca! Só pode ser isso… – foi até o banheiro, encostou a porta e ligou o chuveiro. Um bom banho quente a ajudaria apaziguar seus sentimento e faria com que seu corpo agradecesse pela terapêutica e relaxante água que caia e levemente massageava seus músculo.

Marcos ficou observando a janela por alguns minutos, perdido em um turbilhão de pensamentos. A falta de harmonia entre seus desejos e sua razão estava começando a deixá-lo impaciente. Sentia uma enigmática vontade incontrolável de ir até aquele quarto, de espioná-la…

Aquele conflito interno era novo e misterioso para ele. Nunca havia se sentido assim antes, ainda mais por uma humana que havia acabado de conhecer.

Mayara fechou seus olhos debaixo da tranqüilizante e revigorante água e deixou escapar um sorriso. Apesar de tudo sentia-se feliz. Finalmente ela havia encontrado o seu tão esperado “alguém”!

Sem saber direito como e porquê, o vampiro se viu dentro do quarto dela. Olhou ao redor cauteloso, não queria se envolver em mais conflitos. Certificou-se de que realmente não havia ninguém ali e sentou na cama. Pegou a blusa que a mulher estava usando e a colocou perto do nariz. Como aquela humana cheirava bem…

Analisou o quarto mais uma vez para ter certeza. Realmente não havia ninguém ali. Fechou os olhos e aguçou seus outros sentidos. Ouviu o barulho do chuveiro e, sem conseguir se controlar, foi silenciosamente até a porta do banheiro. Ficou a espionar pela fresta que Mayara havia deixado acidentalmente ao apenas encostar a porta ao invés de fechá-la totalmente. Marcos deu um sorriso de triunfo e satisfação. Estava vendo a silhueta de Mayara atrás do boxe, tomando banho. Aquela imagem parecia ser o verdadeiro paraíso para seus olhos.

A mulher sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Alguém a estava espionando! Olhou em volta e viu a fresta. Desligou o chuveiro e puxou a toalha, cobrindo seu corpo nu. Ao perceber a reação da humana, o vampiro se colocou em alerta. Precisava fugir dali antes que ela o descobrisse! Correu até a janela. Mayara saiu do banheiro e cuidadosamente vasculhou o quarto com o olhar, havia ninguém ali, exceto ela.

– Parece que estou realmente cansada… – murmurou – Meus sextos sentidos não estão funcionando como deveriam. – enxugou-se e colocou o pijama.

Marcos, mais do que depressa, se jogou no sofá novamente. Se tivesse demorado mais um segundo, Mayara o teria pegado! Olhou em volta e começou a rir com gosto. Pela primeira vez em sua vida havia fugido de uma humana ao invés do contrário!

Mayara arrumou o seu quarto para ir dormir. Sentiu o estômago vazio e lembrou-se de ter apenas tomado um suco e um sorvete durante o dia todo. Nada a mais!

Colocou as mãos sobre a barriga e a ouviu roncar. Pelo visto o seu estômago não queria ir dormir sem nada para digerir. Suspirou e decidiu ir até a cozinha comer algo antes de se deitar.

O vampiro estava deitado no sofá, tinha os seus olhos fechados e parecia ligeiramente alegre. Quando saiu de seu quarto e deparou-se com essa cena, a mulher ficou curiosa. Por que ele parecia tão feliz assim? Resolveu ignorar e foi até a cozinha.

Marcos, ao sentir o perfume da humana se intensificar, aprumou a audição e ouviu um barulho vindo de perto. Abriu os olhos, olhando na direção de onde julgava vir o cheiro e o barulho e viu Mayara sair da cozinha, carregando uma xícara e um potinho com frutas.

– Hum… Fazendo um lanchinho antes de dormir?

– Fiquei com fome. – sentou na poltrona ao lado do sofá, tomando cuidado para não derramar o conteúdo da xícara. – E… Desculpa por ter sido arrogante com você, mas quando estou cansada eu fico meio chata mesmo. – deu um gole em seu chá, evitando os olhos envolventes de Marcos.

– Quem tem que pedir desculpas aqui, sou eu. – sentou no sofá, ficando de frente para ela e a encarou com olhos de remorso. – Fui meio criança e… Sonhador demais…

– Sabe… – suspirou. – Pensando bem… – colocou a xícara no chão e cruzou as pernas, ficando sentada sobre a poltrona. – Você não foi tão infantil ou sonhador assim…

– Não fui? – não tinha conseguido conter a surpresa com o comentário.

– Não… – mordeu uma maçã.

O vampiro deu um largo sorriso. Afinal, parecia que ele estava finalmente recuperando a simpatia dela!

– Está com fome? – perguntou enquanto olhava para a marca da mordida que havia acabado de dar na fruta.

– Bom… Estou um pouco. – confessou com um sorriso torto. – Mas, como você já deve saber, a única coisa que me sacia é sangue e… – olhou-a de maneira duvidosa. – Eu acho que você não me deixará ir caçar sozinho, não é?

– Mas, quem disse que você terá que caçar?

– Então, é você quem me dará sangue? – perguntou em tom de brincadeira.

– Sim… Tecnicamente, serei eu! – levantou do sofá, ignorando a reação de Marcos com a sua resposta.

– Sério?! – o vampiro estava espantado e com uma expressão de desacreditado.

– Vem comigo. – Mayara foi até a cozinha sendo seguida de perto por Marcos que havia levantado em um pulo do sofá assim que ela o chamou.

Quando entraram na cozinha, a humana colocou seu potinho em cima da pia, abriu a geladeira e tirou de dentro um saquinho contendo algo viscoso e liquido, de  uma cor vermelho vivo.

– Toma! – jogou o saquinho para ele.

– O que é isso? – pegou-o no ar e a encarou confuso e com um ar questionatívo. Aquilo era realmente o que parecia ser?

– Oras… É sangue!

– Mas, é sangue mesmo?! Não tá de brincadeira não? – cheirou o saquinho para ter certeza. – Nossa… O pior é que aqui dentro tem mesmo sangue. – disse para si mesmo, tentando fazer seu próprio cérebro acreditar naquilo. A humana o estava alimentando?

– Pode comer. – encostou-se na parede e ficou a observá-lo. – Tenho um amigo que trabalha no banco de sangue de um hospital aqui perto e como ele me devia um favor… Consegui alguns desses para você.

– Obrigado. – olhou para o saquinho e ficou brincando com ele, fazendo o conteúdo balançar de uma ponta a outra. – Quando foi que você conseguiu isso daqui?

– Faz um tempinho que estou com eles… – admitiu. Mayara sentiu seu rosto dar uma leve esquentada enquanto respondia.

– Antes de me encontrar? – voltou a encará-la, mas fingiu não perceber o suave e meigo rubor que aparecia no rosto dela.

Mayara ficou calada, não queria responder. Se respondesse, deixaria muito obvio que estivera esperando por ele e se isso acontecesse, ela teria que explicar o porquê e, por enquanto, queria evitar aquele assunto constrangedor e estranho o máximo possível.

– Vamos! Tome isso logo! Preciso ir dormir.

– Então, por que não vai dormir? Eu sei me alimentar sozinho. Não preciso de supervisão! – respondeu sem evitar o mau humor. Tinha ficado aborrecido com o fato de ela ter fugido da sua pergunta. Mayara realmente precisava ter evitado sua pergunta? Aquilo o levava a uma curiosidade que talvez fosse impossível de ser saciada até que a mulher resolvesse falar. Esse tipo de situação que o deixava sem alternativas, a não ser conviver com uma questão sem resposta o irritava.

– Não precisava ser tão grosso. – lançou-lhe um olhar de censura, completamente chateada com a reação seca e mal humorada do vampiro. Ele tinha mesmo que estragar tudo quando as coisas estavam começando a ir tão bem entre eles? Estava realmente chateada e não iria disfarçar isso. – Estava apenas preocupada, mas já que a minha preocupação de nada lhe agrada… Vou me retirar daqui. – saiu da cozinha com passos rápidos e nervosos. – Boa noite, vampiro! – bateu novamente a porta do quarto. Jogou-se em sua cama, resmungou algumas coisas e logo o cansaço a fez adormecer.

– Eu e a minha boca grande… – sentia-se revoltado consigo mesmo e cravou seus dentes no saquinho sugando todo o seu conteúdo. – Droga! – voltou para o sofá, se jogou nele e ficou a meditar sobre tudo o que estava acontecendo desde o momento em que ela havia pisado naquele saguão.

 

 

 



et cetera
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