World Fabi Books











{setembro 18, 2015}   Resenha: REBOOT (Amy Tintera)

Olá, olá readers de nossos corações!

Estamos de volta com mais uma resenha fresquinha para vocês! E o livro da vez é uma das obras da autora texana Amy Tintera:

REBOOT

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Inicialmente, eu acreditei que esta seria uma aventura única, uma estória distópica sem continuação alguma, já que eu não havia me deparado com muita gente que conhecia a obra e que poderia me informar do contrário, no entanto, ao fazer uma breve pesquisa, descobri que o enredo possui, sim, uma continuação chamada Rebel.

De qualquer forma, isso não atrapalhou minha leitura. Pelo contrário! Ao final do livro, me encontrei curiosa para saber o que poderia me aguardar no segundo volume e se, por acaso, eu teria as respostas que Reboot não deu…

Bem…

Esta é a obra de estreia de Amy Tintera como escritora de ficção/fantasia e, como já mencionei, é o primeiro volume de uma duologia/ um dueto de mesmo nome (a série chama-se Reboot).

A trama, basicamente e logo de inicio, apresenta um cenário desolador que considerei bem intrigante (e um tantinho plausível), que conseguiu me surpreender, mesmo eu já sendo uma leitora, como muitos por aí, acostumada a ler e a “viver” distopias.

A narrativa acontece em primeira pessoa e, portanto, acompanhamos tudo pelo ponto de vista da personagem Wren Connolly, uma reboot conhecida como 178.

Uma reboot?

E, eu lhes digo, ela não é qualquer reboot! Afinal, ela é uma incrível 178!!!

Mas… Vocês devem se perguntar o que raios é um reboot e por que 178, certo?

Deixe-me contextualizá-los: a trama da obra se passa em um universo com um quê “pós-apocalíptico”, no qual um vírus, o KHD, dizimou grande parte da população.

E, neste cenário, ser um reboot basicamente é fazer parte daqueles que não foram extinguidos por esses micro-organismos bizarros…

Quer dizer…

É fazer parte daqueles que, na verdade, foram mortos pelo vírus KHD, porém voltaram à vida. São, simplesmente, pessoas “reinicializadas”.

Ninguém sabe ao certo o porquê de algumas pessoas despertarem depois de mortas, tudo o que puderam comprovar é que quanto mais tempo se demora em “ressuscitar”, mais “poderoso” e menos “humano” o individuo fica.

Simplesmente, se tornam quase uma máquina… Extremamente rápidos, super fortes, com incrível habilidade de cura… O seja, quase invencíveis (o nome do personagem Wolverine me veio à mente nesta hora).

E justamente por causa de todas essas “novas aptidões”, muitos acreditam que os reboots não são humanos e sim, criaturas sinistras (e essa impressão ficou ainda mais forte depois de um grande embate que a trama menciona entre humanos normais e os reboots).

Além disso, quanto mais jovem for a vítima, maior será a chance de se tornar um reboot inteligente e não um zumbi alucinado. E quanto mais tempo a pessoa demora a “reviver”, os cientistas e população em geral do livro creem que menos traço de humanidade se terá.

Agora, fica mais fácil entender porque a Wren não é uma reboot qualquer!

Reboot_Banner

Na estória, a personagem havia morrido há cinco, sendo que ela acordou somente 178 minutos depois! E como sendo a única com um número tão alto, Wren acaba vivendo sob o medo e o respeito que seu número impõe aos demais.

Todo esse caos leva à criação do CRAH: uma grande corporação, que governa o que restou das cidades humanas e usa os reboots adolescentes para controle e prisão de criminosos e de outros “da mesma espécie” que sejam mais velhos e/ou que perderam totalmente o controle e a humanidade.

A CRAH mantém todos os reboots na linha e Wren, como uma “soldado exemplar” (um troféu para a corporação), está acostumada com sua rotina de missões capturando ou matando humanos criminosos, além de rebeldes e adultos que reiniciaram e agora são um perigo para sociedade. E como uma 178, ela tem o diretor de ser um dos poucos treinadores de reboots novatos e, ainda por cima, de poder escolher o aluno que desejar, passando na frente dos demais.

Natural e tradicionalmente, Wren sempre escolhia os novatos com números altos, já que os com número baixo eram problemáticos demais e duravam pouco. No entanto, quando uma nova leva de recrutas chega trazendo dentre eles Callum Reyes, um mero 22, a vida de nossa personagem principal muda drasticamente.

O garoto é cheio de perguntas e vitalidade. E com todo o seu jeito único e irreverente, Callum a faz rever suas escolhas e atitudes, questionar os trabalhos e métodos da CRAH e perceber que, apesar do que o senso comum a fez acreditar, ainda tem alguns traços bem fortes de humanidade dentro dela.

Além disso, a reviravolta vai se agravando a medida que Wren vai se envolvendo cada vez mais com o submundo da corporação; tem sua única e melhor amiga, Ever (uma 56), envolvida de forma trágica na trama; e vai reconhecendo que existe uma outra vida para os reboots, que não seja aquela de um soldado assassino.

E eis, meus caros, a premissa do livro.

A narrativa de Amy Tintera é envolvente, mesmo que em alguns pontos a leitura se torne um pouco devagar. Ela mostra um bom domínio sobre o enredo e faz uma boa exploração dos elementos que compõe toda a estória.

Tintera nos contextualiza, sem responder totalmente a todos os questionamentos que surgem em nossas cabeças, deixando, assim, um gostinho de quero mais que só aquela curiosidade insana de um leitor pode desenvolver.

A ambientação, pelo meu ponto de vista, é outro ponto forte do livro. A escritora acerta no tom e consegue transmitir com maestria a desolação do cenário. Ela nos instiga a continuar a ler e ir descobrindo pedacinho por pedacinho do mundo que criou.

Um dos pontos que mais me preocupava em relação à trama era o romance que deste de o começo da leitura fica óbvio que irá acontecer…

Mesmo que na obra encontremos algo que nos lembra a um daqueles clichês românticos, acredito que ele não atrapalhe muito a leitura, visto que é a causa principal da mudança de comportamento da personagem, o que leva ao desenrolar da ficção.

Digamos que, como garota sonhadora e romântica que sou, adorei o toque de “amor no ar” durante toda a pancadaria e confusão. No entanto, devo admitir que para os leitores que não são muito chegados, o romance no meio do enredo pode chegar a incomodar um pouco (por exemplo: por mais que o Guh Valente, meu namorado, adore ler obras de ficção, talvez ele acabe não lendo este livro, justamente por causa disso).

O ponto forte de Reboot está justamente no universo que Amy Tintera representa de forma tão criativa nas 352 páginas da obra publicada, aqui, pela Galera Record. Sem mencionar a trama tão inventiva, que nos passa um toque de “zumbi” bem único durante a leitura.

Por fim, eu recomendo o livro a todos que gostam do gênero e procuram algo que consegue (ser um tanto) inovador e arrojado, com elementos ímpares e excepcionais, sem tantos clichês (a não ser o romance) e que ainda surpreende o leitor, o fazendo questionar tudo e ficar ansioso pelas respostas (que supostamente virão na continuação).

E que venha REBEL!!!

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Texto by Fabi

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Pois é, meus caros…

Isso daqui não se trata de nenhum seriado, filme, livro ou game… Apesar de se tratar de um joguinho político bem arriscado!

Pelo o que tudo indica, a querida e anabolizada Rússia criou uma arma que pode transformar pessoas em zumbis. E isso não é brincadeira! Corram para as colinas!

Há pouco tempo o presidente russo, Vladimir Putin, confirmou que a segurança do país está trabalhando em uma arma capaz de controlar a mente humana, basicamente transformando pessoas em zumbis! De acordo com o jornal Herald Sun, a Rússia já criou a tal arma psicotrônica e a vem testando contra multidões.

E o ministro da defesa do mundo anabolizado pode confirmar! Anatoly Serdyukov revelou que ela já foi usada para dispersar um belo aglomerado de russos, e, aparentemente, durante os “testes” as cobaias apresentaram uma rápida elevação da temperatura do corpo instantes depois de serem atingidas.

O equipamento não mais tão futurista, atinge o sistema nervoso central das vítimas e dispara radiação eletromagnética de maneira semelhante ao forno microondas, o que acaba causando um grande desconforto nos pobres coitados.

Aparentemente, alguns outros segredinhos de funcionamento dessa arma ainda não foram e nunca serão divulgados, mas o que já se sabe é que, de fato, as ondas de baixa frequência podem afetar células do cérebro, alterar o estado psicológico e até mesmo transmitir sugestões e comandos para o pensamento de alguém, como se fosse telepatia. Esqueçam! Não adianta mais correr para as colinas! Procurem pelo capacete do Magneto!

É claro, como esperado, o querido senhor Putin descreveu a tecnologia como um instrumento novo que pode servir para atingir objetivos políticos e estratégicos. E obviamente poderá ser usado contra nações inimigas e até mesmo contra o próprio povo, no caso de rebeliões contra o atual governo. Já pensou o que o governo Dilma não faria conosco se tivesse essa belezinha nas mãos?

Ou seja, FERROU GALERA!! (logo, logo, ao invés de protesto, teremos um verdadeiro Zumbi Walk!)

Acho que o Guerra Mundial Z não está tão na ficção assim… =/

zumbis



Strange Angels

 

Autora: Lili St Crow

 

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“Meu pai? Um zumbi. Minha mãe? Morreu faz tempo. Eu? Bem… Essa é a parte assustadora.” – trecho da sinopse oficial do livro.

 

 

Strange Angels é o primeiro livro de uma série de mesmo nome. A escritora Lili St Crow começa com uma “vibe” que lembra o empolgante seriado Supernatural. Afinal, ler sobre uma história que tem como personagem principal uma adolescente órfão de mãe, cujo pai caça “monstros” ao redor dos E.U.A. dificilmente não faria os leitores relacionarem com a série.

No entanto, as semelhanças param por aí!

Meu primeiro contato com Strange Angels foi… “Inusitado”! Peguei a edição em português e comecei a esbarrar em atrocidades e assassinatos cruéis da nossa língua! Eu tinha calafrios toda vez que eu lia algo como “” no lugar de “você”. Eu sei que nas minhas conversas pela internet eu uso muito o “vc”, abrevio algumas palavras, uso a letra “k” mais do que eu deveria, contudo, não estou redigindo um livro! São conversas com amigos próximos. Jamais faria tal coisa em uma conversa formal e, principalmente, no momento de escrever uma obra literária que, por ventura, viria a ser publicada e lida por milhares de brasileiros!

O que me acalmou foi perceber que no original não há esse tipo de “gíria”. Meu segundo contato foi com a versão em inglês, a qual me tranqüilizou consideravelmente. Não me considero uma pessoa rigorosa com a língua portuguesa, eu mesma cometo muitos erros esdrúxulos! Contudo, o que eu encontrei na versão brasileira da série, quase me fez sentir uma punhalada no coração a cada “gíriazinha”! Assim sendo, recomendo que os livros de Lili St Crow sejam lidos, se possível, em suas versões originais.

Enfim… Voltando ao enredo…

Dru Anderson, a protagonista da ficção/fantasia, tem 16 anos e – como vocês já devem ter percebido – uma vida muito pouco comum. No começo da história, Dru se mostra descontente com a vida de “mudar de cidade constantemente” e “ser sempre a garota nova”.

Além de ter perdido a mãe muito cedo, Dru também perdeu sua avó, que a criou depois da morte de sua mãe. Isso faz com que ela valorize muito a presença do seu pai e seja muito ligada a ele. O que acaba sendo um grande problema, pois ele vive arriscando a própria vida durante a caça seres do chamado Mundo Real – são djamphirs, zumbis, lupinos, etc – sempre em busca do assassino da esposa. De vez em quando, seu pai a leva para ajudar, já que Dru tem o que a avó chamava de “o toque”, uma sensibilidade mais aguçada ao sobrenatural, um dom que a ajuda sentir presenças do mal.

Mas, Dru se vê sozinha, quando, em uma noite, o seu pai volta “diferente” de uma caçada, situação que a obriga a exterminá-lo com as próprias mãos. Embora eu ache que o que realmente a perturbou foi a forma como ela descobriu que seu pai estava morto.

Só no mundo e com um milhão de perguntas na cabeça, ou melhor, desamparada numa cidade estranha com um monstro poderoso o suficiente para transformar o seu pai, Dru conhece o “gótico-asiático” Graves, que se mostra um bom amigo mesmo quando sua própria vida está em risco.

Além do mais, diga-se de passagem, risco é o que não falta nesse livro! Dru, Graves e um djamphir (que logo irei mencionar aqui) vivem em constante estado de alerta, estão sempre esperando a próxima tragédia que irá acontecer.

Aliás, o que eu acho cômico na personagem Dru é o fato de Crow a ter criado como uma “heroína inicialmente relapsa”. Ela vai desenvolvendo o seu “caráter de justiceira e/ou guerreira”, ele não surge apenas num virar de páginas. Por exemplo… Há uma criatura do mal, totalmente bizarra atrás dela? Dru não a encara de peito aberto, pelo contrário, no começo ela treme de medo. O mundo está acabando? Ela, simplesmente, sente a incontrolável vontade de fazer xixi!

Dru passa quase o livro todo tentando se salvar e, ao mesmo tempo, buscando o mistério por trás do que aconteceu com seu pai e, consequentemente, com sua mãe também. Afinal, se estavam atrás dele é possível que estejam atrás dela, não é? E nessa jornada perigosa em busca de respostas temos o prazer de encontrar Christophe, um misterioso e lindo djamphir (aquele que eu disse que logo iria mencionar). Christophe se torna uma espécie de anjo da guarda enigmático. Para a infelicidade de muitas leitoras, ele aparece pouquíssimo nesse livro, porém, em minha opinião, esse djamphir possui uma grande importância para a história.

A história se desenvolve num ritmo médio, quase devagar. A autora passa muito tempo repetindo que Dru queria um adulto que comandasse a situação, pois não sabe o que fazer. Mas, como já disse, ela é uma boa protagonista.

Os outros personagens do livro: Graves e Christophe, dão um certo balanço na personalidade e nas aventuras de Dru. A ligação que eles desenvolvem ao longo do livro, principalmente entre a garota e o gótico, é muito crível e envolvente.

A mitologia que Lili St. Crow criou/pegou emprestada para o livro coube como uma luva para os personagens e situações que vão aparecendo. Ou seria o oposto?

Pode-se dizer que a ideia de Crow para o enredo chega a ser original, pois não é comum de se ler autores populares que utilizam criaturas e contos do Folclore do Leste Europeu ainda não explorados.

O que, aparentemente estragou uma ou outra surpresa durante a leitura, foram algumas notas do tradutor que explica mais do que deveria, já que é obvia a intenção da autora em deixar os leitores confusos para depois esclarecer o enigma mais à frente no enredo, o que pode interferir no bom andamento do livro.

No geral, Strange Angels é um bom livro, não é nada surpreendente de início. Mesmo com toda a ação e de uma protagonista “real”, o Strange Angels é uma obra extremamente introdutória à série. No entanto, da metade para o final a história ganha ritmo e fica bem mais interessante. Portanto, para quem gosta de um enredo sobrenatural com muita ação e nada de vampirinhos fofinhos que brilham, Strange Angels é uma ótima dica!

 

 

 

 

 

 

 



Orgulho e Preconceito e Zumbis

 

 

Autor: Seth Grahame-Smith

 

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É uma verdade universalmente reconhecida, que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna deve estar em busca de uma esposa

Ou seria…

É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros

 

 

Sentiram o lado mórbido e hilário da obra? Como pode-se deduzir, Seth Grahame-Smith, autor de Orgulho e Preconceito e Zumbis, conseguiu “transcrever” um dos maiores romances de 1813 em um drama cômico com zumbis e mais zumbis!

Grahame-Smith flertou com as palavras delicadas de Jane Austin e (re)elaborou um romance “épico” e completamente atual! Afinal, há algum tempo a moda é matar e zumbificar. Apenas espero que a pobre Austin não esteja se revirando em seu túmulo, realmente desejando se transformar em um zumbi e comer os cérebros de todos aqueles que ousaram “profanar” uma de suas obras, Orgulho e Preconceito. Se esse fosse o caso, Grahame-Smith seria o primeiro a ser devorado! (e admito que também tenho a minha parcela de culpa por ter adorado a “renovação” da obra e ter desejado por mais textos desse escritor norte-americano doido)

E é parodiando o famoso romance, um dos mais populares da história, que o autor vai elaborando um enredo divertido e envolvente, provando aos leitores que é possível de se desenvolver uma historieta de amor em meio a uma pandemia de zumbis.

Quem disse que histórias de amor e multidões de zumbis não combinam?

O livro Orgulho e Preconceito e Zumbis segue, em partes, a mesma trama original. Um enredo cheio de desentendimentos, costumes de época e dramas amorosos entre os personagens principais e seus semelhantes (familiares e amigos). A obra não foge da relação conturbada e cativante entre Elizabeth Bennet – carinhosamente chamada de Lizzie, alguém independente demais para uma mulher da sua época – e Mr. Darcy, o jovem rico e orgulhoso, um dos mais visados partidos do vilarejo de Meryton e região.

O romance é o mesmo, as personagens são as mesmas, a época é a mesma, os cenários e percursos são os mesmos… A única diferença – que acaba por alterar significativamente toda a trama de forma inusitada – é que tudo acontece em uma “realidade alternativa” em que a Inglaterra vitoriana de Jane Austin é infestada por zumbis!

Sendo assim, os personagens são treinados desde pequenos na arte de matar mortos vivos, os costumes mudam um pouco de forma, as casas têm sua arquitetura um pouco alterada e tudo se adapta para algo improvável, porém, altamente marcante no livro.

Então… Basicamente, reconta toda a história original, com a ambientação de época, crítica aos costumes e tramas sociais, porém adicionando algumas cenas e elementos novos que mudam completamente o seu significado, geralmente envolvendo zumbis, canibalismo e artes marciais.

Durante a obra, o leitor percebe que a praga em questão não tem qualquer explicação, contudo, consegue compreender que a mesma vai indo e voltando há séculos. A coroa inglesa – sim, sim… A “altiva” rainha da Inglaterra e seus leais súditos, soldados e nobres – a combate com seu exército oficial e guerreiros associados, entre eles as irmãs Bennet e Mr. Darcy.

E, acreditem se quiser, o treinamento de todos, ou ao menos daqueles mais interessados no ramo de aniquilação de zumbis, é feito no oriente! Loucura, não? Além disso, para viajar um pouquinho mais nesse aspecto, Grahame-Smith não usa apenas dinheiro e bens como um sinal de status, as tais habilidade nas “artes letais” também se torna um grande sinal de distinção entre pessoas e classes!

O livro é cheio de detalhes divertidos, que pelo meu ponto de vista atraem os olhinhos daqueles que gostam de armas, golpes e sangues (em putrefação ou fresco).

Eu simplesmente adorei a Lizzie dessa obra tanto quanto a do enredo original. Afinal, que outra mulher iria ponderar, em meio a um caos zumbi, que um mosquete é uma arma melhor que uma adaga?

Ou que, no entanto, uma arma de fogo é considerada “pouco feminina”, assim katanas, golpes e apetrechos ninjas são os melhores?

A personagem simplesmente me ganhou!

Enfim…

Como se espera de uma história zumbis há momentos nojentos e ás vezes o leitor chega a entrar na mente de um infectado em transformação! (algo nojento e doloroso… Não recomendo para ninguém!)

Ou seja, basicamente em Orgulho e Preconceito e Zumbis, a história de Elizabeth Bennet é contada em meio a uma confusão surreal!

Aliás, não sei se mencionei, mas Lizzie é uma jovem e inteligente filha de um pequeno proprietário rural na Inglaterra do começo do século XIX, que se vê envolvida com as tramas e intrigas matrimoniais próprias do seu meio social.

Fora toda a trama envolvente, o livro é ilustrado com desenhos que seguem o estilo do ilustrador original de Orgulho e Preconceito, o ilustre senhor C. E. Brock. No entanto, o desenhista Philip Smiley seguiu o “espírito morto-vivo” da obra de Grahame-Smith  e mudou um pouco o rumo das ilustrações, pois elas seguem o estilo de Brock, porém retratam as recatadas damas inglesas abatendo hordas de zumbis com golpes de kung-fu e adagas.

Bom…

Paródia ou reinterpretação, não importa!

O fato é que Orgulho e Preconceito e Zumbis é um livro que gerou uma nova espécie de conceito literário, os mashups, uma amálgama (uma “mistureba”) de clássicos com elementos pulps, como as outras obras do escritor: Sense and Sensibility and Sea Monsters (tradução: Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos) e Abraham Lincoln, Vampire Hunter (tradução: Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros – esse livro rendeu um filme divertido recentemente).

E acredito que muitas outras obras do gênero iram começar a pipocar por aí, já que, pelo meu ponto de vista, esses são livros que entretém e divertem, o que pode conquistar muitos leitores pelo mundo (sejam de primeira viagem ou que gostem de diversificar a leitura do dia-a-dia).

De qualquer forma, voltando á trama em si, ao fim da adaptação, o enredo mantém muito do espírito da saudosa inglesa Jane Austen! Inclusive… A ironia da autora britânica prevalece nas palavras escritas do autor norte-americano. O diferencial está mesmo no romance “nonsese” e nas cenas de “aventura” que deixam o livro ainda mais divertido.

Assim sendo, eu realmente recomendo a obra para qualquer tipo de leitor! Você dará risadas (ou ficara embasbacado)! Contudo, já aviso para não ler esperando encontrar um texto digno de Edgar Allan Poe ou de Max Brooks (e até mesmo da própria Jane Austen).

Aliás, há boatos de uma adaptação cinematográfica produzida por Natalie Portman, é verdade isso, senhor cinéfilo Gustavo Valente? Se for, acho que daria um ótimo filme para se chorar de rir, assim como foi Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros.

Então, vou ficando por aqui com a minha resenha/crítica/dica literária de hoje! Espero que tenham gostado deste “pequeno grande” texto pessoal! Agora, os deixo com a sinopse que encontrei na rede social Skoob:

Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente.

Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e Preconceito e Zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.

(Bom, eu já tinha vontade de ler a obra original antes da “paródia”. Contudo, realmente, só pelo título comecei a ter um comichão para ler a obra e compará-la com a clássica que eu já havia lido)

 

 



et cetera
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